Saltar para o conteúdo

Nem tudo é comparável como Almeida Ribeiro lhe poderá explicar

26 Março, 2015

António Vitorino compara a candidatura de Henrique Neto com a de Defensor Moura. Não percebo se com isto António Vitorino pretende dizer que estamos perante uma candidatura criada para desgastar o principal candidato que aliás nem se sabe quem é. Nem tudo o que se parece é semelhante como o regressado Almeida Ribeiro poderá explicar.

Senhor candidato presidencial, desapareça

25 Março, 2015

sr-guarda-desaparecaO primeiro candidato presidencial fez hoje a apresentação da sua candidatura. Só estou a referir isto porque poderia ter passado ao lado das pessoas que lêem jornais, já que não é uma candidatura sexy das que nos adora a todos.

Isto indica duas coisas: primeiro, que ninguém está interessado na presidência propriamente dita, só na perspectiva de beltrano ou sicrano vir a ser presidente; segundo, que o presidente serve exactamente para ser sexy e adorar-nos a todos, não para presidir coisa alguma.

Come fly with me, come fly, come fly away…

25 Março, 2015
tags:

TAP-prejuizo

Quem se mete com o círculo protector de Sócrates leva

25 Março, 2015

“Neste momento há muito entertainment em matéria de Presidenciais. Não me parece que um entertainer seja um bom candidato a PR”, Augusto Santos Silva sobre a candidatura de Henrique Neto, na TVI24.

José Lello  “Henrique Neto candidato à Presidência? O Beppe Grillo português!…

Espantoso!!!

24 Março, 2015

Sindicato quer acesso restrito ao SNS ou multa violenta para agressores de médicos

Ou seja o Sindicato considera-se dono do SNS e acha por bem limitar-lhe o acesso àqueles que tratam mal os médicos. Presumo que se faria uma lista de agressores de técnicos do SNS e quem tivesse o nome na lista seria atendido quando e se o Sindicato, os médicos quiçá os enfermeiros determinassem. Tipo esta a torcer-se com dores? Pois é, não tratamos. Agrediu um colega nosso em Freixo de Espada à Cinta e agora tem o castigo merecido.

Não duvido que os agressores sejam eles de médicos,  professores, agentes de autoridade ou de cidadãos comuns que andam a passear o cão devem ser severamente punidos mas  isso é uma coisa. Outra substancialmente diferente é restringir o acesso, ainda por cima a um serviço de saúde, a determinados cidadãos em função do seu cadastro. O SNS não é um bar em que o Sindicato dos Médicos rege o direito de admissão. Na verdade acho que é mesmo assim que o Sindicato dos Médicos vê o SNs mas não pode ser.

Dos mesmos que quiseram pagar o buraco do BPN

24 Março, 2015

Presidente do PS promete ressarcir lesados do BES caso Costa vença eleições

Se o Partido Socialista for Governo, deverá ser o Governo a ressarcir os lesados do Banco Espírito Santo. A promessa foi feita esta segunda-feira à noite por Carlos César, presidente do PS.

“Penso que esse mesmo Estado que os estimulou, é o Estado que nesta fase deve garantir o ressarcimento de todos esses cidadãos e de todas essas empresas”, disse no programa Três Pontos, da RTP Informação.

A não ser que entretanto esvaziem os cofres. Porque se os cofre estão cheios, com certeza que eles também poderão ter aplicações no ressarcimento de portugueses que foram lançados nessas aplicações por parte do Estado e das suas autoridades politicas e reguladores”.

Chama-se jornalismo de referência

24 Março, 2015

aquele em que as questões de ética se transformam numa questão de ódio: O primeiro candidato presidencial à esquerda odeia Sócrates, critica Costa e apoiou Seguro
Enfim é uma coisa tipo Casa dos Segredos: há umas pessoas que não vão com a cara com de José Sócrates. Outras, pelo contrário, amam-no. Acham que ele é ‘um grande ser humano’ e dão-lhe montes de xi corações.

Aqui temos também um problema de falta de amor: O amor não está no ar mas Merkel e Tsipras esforçaram-se

esmerada educação

23 Março, 2015
by

A do rapaz Alexis Tsipras, nesta visita à madrinha para as bênçãos pascais. Tem sido impressionante a progressão dos bons modos e do fino trato ocorrida de há uns tempos para cá. Já nem parece o mesmo. E há até quem garanta que, antes do fim do mês, os veremos, a ele e ao Furosakis, de fato e gravata…

Nada corre bem ao templo do povo

23 Março, 2015

Uma pessoa passa uns dias distraído e dá de caras com uma candidatura presidencial das que irritam o marajá dos socialistas. Como sei eu que a candidatura de Henrique Neto à Presidência da República irrita o doutor Costa? Imediatamente pela reacção de alegada indiferença do edil lisboeta/candidato a PM/líder socialista/vogal do rancho folclórico: é-me indiferente.

É óbvio que não é indiferente a Costa se alguém se candidata à presidência, em particular se esse alguém é um socialista histórico que não acompanhou o entusiasmo pela azeiteirada que tomou conta do partido na última década de forma tão indelével como a do calendário de avantajadas mamas à solta na oficina de automóveis.

Henrique Neto tem uma campanha simplificada enquanto os membros do culto do Jim Jones de Évora não forem domados: sempre que um socrático abrir a boca para criticar Henrique Neto, é mais um voto que o histórico socialista obtém de borla.

Calendário Grego – Março 2015

23 Março, 2015
by

Greek Calendar

De partidos a prestadores de serviços

23 Março, 2015

Rui Ramos: Os velhos partidos europeus deixaram de tratar os seus eleitores como potenciais militantes, e passaram a tratá-los como uma espécie de consumidores, a quem prestam serviços por meio do “Estado social” e da gestão da economia. Previsivelmente, os eleitores começaram a comportar-se como quaisquer consumidores, mudando de fornecedor quando o serviço não lhes parecia satisfatório. Tal como num ambiente comercial, também passou a haver espaço para novas empresas com propostas aparentemente mais atraentes. De facto, tornaram-se a única história mediática de cada eleição: em França, a questão principal já é saber até onde subirá a Frente Nacional.

Demitam-se todos, todos, seus grandes estupores em liberdade preventiva

22 Março, 2015
Tricô voltou a estar na moda e até há homens ilegais a serem investigados pelo Ministério Público.

Tricô voltou a estar na moda e até há homens ilegais a serem investigados pelo Ministério Público.

Parece que é um crime que o Antero de Cebolais de Cima, que trabalha na segunda repartição de finanças de Castelo Branco, não possa aceder ao valor declarado do isto não se aguenta de Manuela Ferreira Leite na TVI. Estou de acordo. Aliás, é um crime que o Antero não possa aceder a tudo o que quiser de forma a providenciar informações a jornalistas alegadamente necessitando de banho, para felicidade etérea dos Anteros úteis com emprego garantido.

Presuntos em Salem, preto e branco.

Presuntos em Salem, preto e branco.

Admito que o meu exemplo é um bocado forçado: ninguém está interessado nos rendimentos de Manuela Ferreira Leite, só nos de Passos Coelho e Cavaco Silva; mas, mesmo assim, é uma questão de elementar bom senso publicar em todo e qualquer jornal, através de acesso geral não identificável, os valores das obras do senhor doutor Costa no duplex censurado pelo senhor doutor Costa para os restantes moradores do prédio. É necessário terminar o que se começou com a marquise de Cavaco, a era interrompida pela inépcia de Guterres em aguentar a quantidade de libertinagem-Alexandre-VI tão típica de socialistas quando há um pote no fim do arco-íris, segundo a velha lenda parisiense firmada nos valores da amizade fraterna.

Nota: comentários críticos a este artigo devem vir acompanhados de NIF e password de acesso a toda a história de extorsão contributiva.

A comunidade versus Dolce & Gabbana

22 Março, 2015

Tema do meu artigo de hoje no Observador: Não sei quando as comunidades chegaram às notícias mas constato que elas não param de se reproduzir. Em boa verdade, à excepção dos brancos heterossexuais não islâmicos, todos os restantes estão mais ou menos arrumados em comunidades. Os brancos heterossexuais não islâmicos são frequentemente racistas e intolerantes. Os que não cabem nessa categoria e consequentemente se arrumam numa das várias comunidades também. Mas enquanto que para os primeiros, os brancos heterossexuais não islâmicos, isso é um crime, nos segundos não passa de um traço cultural.

O fim da lista VIP

21 Março, 2015

A partir de hoje os jogos do Carcavelinhos-Fofó têm um contingente policial igual aos dos jogos Porto-Benfica

Todos os cidadãos portugueses passarão a ter polícia à porta como os antigos PR’s

Aquele lugar sempre vazio à porta dos edifícios nomeadamente dos municipais e onde estacionam os veículos nomeadamente dos presidentes das autarquias passarão a ser um direito de todos os munícipes

Indícios de que as sondagens não descolam

21 Março, 2015

António Costa diz que há “fortes indícios criminais” no caso das listas VIP

já vai cara

21 Março, 2015
by

Sentado num cais de embarque do Aeroporto Francisco de Sá-Carneiro, desde as 8:00, aguardo notícias da TAP sobre o vôo que deveria partir às 10:15 e me faria chegar a São Paulo às 18:30 locais, 21:30 portuguesas.

As primeiras «notícias» tivemo-las por volta da 9:00, quando a hospedeira de terra comunicou que o vôo estava adiado até, pelo menos, às 15:30, sendo que os passageiros deveriam «aproximar-se do balcão de embarque às 14:00», para terem notícias mais frescas. Para nos compensar, a TAP oferecia aos passageiros senhas de refeição.

Quinze minutos depois deste primeiro aviso, a mesma senhora hospedeira anunciou que, afinal, haveria notícias muito antes das 14:00, lá pelas 11:30, pelo que recomendava aos «senhores passageiros» que se deixassem estar por perto, em vez de se porem a andar para os restaurantes do aeroporto a banquetearem-se com as estupendas senhas de refeição que a companhia distribuira. É que, às 11:30, no tal aviso que nos impediu de comer imediatamente as sandwiches do aeroporto, a TAP poderia, afinal, dar-nos a alegria de que o embarque seria imediato e que a viagem seguiria dentro de breves momentos. Hurra, hurra! Loucura total! Nada como a TAP para nos encher de emoções.

A questão deste «incómodo», explicou a senhora, é simples e comprende-se bem. Em duas penadas. O avião estava com um «problema técnico» e aguardava-se, a todo o instante, a chegada, também por avião (noutro, claro está), de uma peça que substituiria a avariada. Imagina-se a calma e a tranquilidade nos passageiros que esta explicação causou e que fez com que muitos anunciassem a sua desistência imediata da viagem. Ingratos!, pensou certamente a senhora hospedeira que os olhava de sobrolho carregado. Tudo por causa de uma simples peça!

Perante a intenção de abandono anunciada por algumas das vítimas, a TAP, sempre pela voz da mesma senhora hospedeira, colaborou de imediato: «que nada garantia que o avião não saísse ainda de manhã», «que mesmo saindo mais tarde poderia chegar à hora marcada, graças à perspicácia do comandante» (não esquecer que «os pilotos da TAP são os melhores do mundo»…), «que não podiam garantir nova viagem para breve aos passageiros que desistissem», «que a desistência de viajar é sempre uma decisão do cliente», mas «que a decisão de reembolsar os desistentes será uma decisão da companhia», etc..

11:30: a senhora hospedeira anuncia notícias para as 12:30. Quem diria!

Moral da história: vendida por um euro «a melhor companhia aérea do mundo» já vai cara.

A ler

21 Março, 2015
Pinho Cardão: Tive a pachorra e a suprema paciência de ouvir parte das audições no Parlamento dos Director Geral e Sub-Director Geral da Autoridade Tributária e Aduaneira e um pouco da audição do Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. 
Por parte de alguns Deputados não ouvi questões, mas processos de intenção, não ouvi perguntas, mas insistência em certezas não comprovadas, mas convenientes, não percebi vontade de esclarecimento, mas chicana pessoal e política.
E vi Deputados interrogantes que demonstravam completa e absoluta ignorância do funcionamento de qualquer instituiição, pública ou privada. E, sobretudo, verifiquei que, para alguns deputados, a tarefa de qualquer membro de governo se exprime e esgota no básico limiar de competência evidenciado nas questões formuladas. Baixo grau de competência, mas compensado por cinismo no grau mais elevado. 
E, pelo que ouvi, fiquei convicto de que os censores da inquisição não ficariam desapontados com o tipo de algumas das perguntas formuladas.
PS: Já sabia que os membros do Governo são achincalhados em qualquer audição parlamentar; chegou agora a vez dos altos responsáveis da administração pública. Uma completa irresponsabilidade. 

Índice de Agigantamento de Irrelevâncias

21 Março, 2015
by

Proponho criar um novo índice, o IAI – Índice de Agigantamento de Irrelevâncias. Calcula-se dividindo a área ocupada nos jornais por um dado tema pela relevância do tema. Serve para medir a tontice à volta de tretas e a forma como os jornalistas são (e querem ser) manipulados pelos politiquinhos de casos.

O IAI acaba de bater um novo recorde com a lista VIP.

Opinião versus conhecimento

21 Março, 2015

O caso das listas VIP é aquele em que mais pessoas têm opinião sem perceberem o caso. E à medida que vão percebendo o caso deixam de ter opinião.

Política é amor

20 Março, 2015

Brokeback-mountain9.200.000 € é o valor do altruísmo oriundo da mais pura amizade que une Carlos Santos Silva a José Pinto de Sousa. É este valor em concreto mas podia ser outro, que a verdadeira amizade não tem preço. São apenas 18220 salários mínimos nacionais, algo que qualquer pessoa poderia obter como fruto do seu trabalho contributivo para a sociedade do bem-comum através de uma carreira de 1300 anos livres de impostos, equivalendo a uns 3250 anos para pessoas comuns, das que acabam a pagar salários a políticos bafejados pelo altruísmo da pura amizade.

A amizade é a forma mais pura do amor. Um filantropo não deve ser questionado e muito menos embaraçado pelas suas decisões altruístas. Por isso é que ninguém hesita em exigir que a Alemanha pague isto ou aquilo: um verdadeiro socialista parece exigir algo quando, na realidade, apenas usa a forma informal de pedido de empréstimo, uma forma que permite puxar pelo melhor dos outros, tornando-os em filantropos ao serviço do bem-comum. Daí que toda esta perseguição ao amor seja encarada por quem nos quer bem como sendo uma perseguição política: a política portuguesa é isso mesmo; é o fruto do amor que o político nutre por si próprio, na sua tenda de campismo no topo de uma montanha que é ele próprio.

Evolução (lenta, mas ainda assim….)

20 Março, 2015

O PSD, na Comissão de Finanças da AR  aprovou a audição do ex-dirigente António Brigas Afonso. É uma evolução daquele partido no sentido de exercício das suas competências. É que ainda há 2 meses se havia recusado a ouvir um outro ex-dirigente. Por assunto bem mais grave.

 

Das presunções

20 Março, 2015

Essa coisa da «presunção da inocência» é uma figura jurídica que se inventou para ficar bem na fotografia. Uma coisa tão de fachada e sem valor como qualquer ossito depositado no Panteão.

Repare-se: o comum dos mortais presume que se fulano que está preso pelas autoridades é porque alguma culpa tem. Caso contrário não estaria detido. Nem podia deixar de ser outro modo. Com o sistema judicial actualmente existente ocorre uma presunção legal de culpabilidade. Foi essa presunção que recentemente o STJ reafirmou: «fortes indícios» para manter alguem detido. Portanto a presunção de inocência é uma ficção para os romances dos professores de direito lerem aos seus alunos.

É a consequência natural de um sistema judiciário arcaico, actuando ainda à maneira do tempo de Pina Manique. Que prende para investigar e onde se permite que o Estado tenha o poder de deter qualquer um meses a fio sem que seja formalmente acusado de coisa alguma. Atinge a todos por igual, é certo, mas nem por isso deixa de ser abusivo.

Há que pedir perdão por ganhar dinheiro?

20 Março, 2015

MIGUEL ANGEL BELLOSO: «Passos Coelho e Rajoy funcionaram como uma grande oficina de reparações. Ninguém sensato pode dizer que sejam maus gestores. Mas não são os líderes que a ocasião merecia. Não houve substrato ideológico por trás das suas políticas, um projeto de país capaz de despertar a ilusão coletiva. Um afã por derrubar o consenso social-democrata em que está instalado o continente europeu há tantos anos.

Antes pelo contrário, a esquerda conseguiu incutir no imaginário coletivo a ideia falaciosa de que, como consequência das políticas de austeridade para combater a crise, os ricos estão cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres e a classe média está em fase de proletarização. E neste ambiente, a competição por demonstrar quem tem uma maior sensibilidade social e defende melhor os interesses dos desfavorecidos transformou-se no eixo central da discussão política. Em Espanha, por exemplo, onde a economia vai crescer este ano mais de 3%, o primeiro-ministro, Rajoy, declarou no último debate sobre o Estado da Nação que tinha chegado a hora de aliviar o sofrimento dos cidadãos, como se tivesse problemas de consciência por ter voltado a pôr o país nos eixos!»

vitorino presidente

19 Março, 2015
by

Cumpriu-se o desígnio de António Costa: António Vitorino vai a Presidente.

Um artista

19 Março, 2015

A propósito da Lista VIP, António Costa fala em  “imunidade fiscal VIP para alguns contribuintes”.

A ideia destas declarações é insinuar que existem contribuintes que não pagam impostos por estarem nesta lista.

virgens pudícas, ou talvez não, conforme a ocasião

19 Março, 2015
by

“A responsabilidade é do actual secretário-geral do PS. Ele é o órgão máximo da administração do seu partido. Foi o secretário-geral do PS que disse que era necessário deixar José Sócrates «lutar pelo que acredita ser a sua verdade». Hoje, sabemos que a «verdade» do ex-primeiro-ministro foi desmentida pelos factos”, disse Pedro Passos Coelho.

 “Os fortes indícios de crimes existiam. Esses crimes ocorreram e já conhecemos alguns dos responsáveis. Falta conhecer o resto e as motivações”, afirmou, desafiando “o senhor secretário-geral do PS não pode continuar a esconder-se atrás da presunção de inocência, como fez na abertura do inquérito, como fez depois do acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, como fez na saída da acusação, como faz agora durante o julgamento”.

 “O responsável é um, é o secretário-geral do PS”, insistiu, escusando-se, no entanto, a responder se António Costa deve manter nos órgãos do partido e na Assembleia da República os antigos colaboradores do ex-primeiro-ministro, o se deve demiti-los.

Lista VIP

19 Março, 2015

Não faço ideia se existe ou não lista VIP no fisco mas se não existe devia existir: o Estado obriga-nos a entregar aos serviços fiscais informações que o mesmo Estado nos garante serem de natureza privada. Logo o mínimo que o mesmo Estado tem de assegurar é que essas informações não serão divulgadas. Ter em conta que as informações de alguns cidadãos poderão ser alvo de um maior interesse é elementar.

Podemos discutir quem está nessa lista, como é ela elaborada, questionar em que medida os dados de quem lá não está ficam bem ou mal protegidos mas a partir do momento em que se garante que determinados dados na posse do Estado são da esfera privada cabe ao Estado garantir que assim permanecem.

Note-se que o crescimento do Estado Social levou a que duas entidades – a máquina fiscal e o Serviço Nacional de Saúde – detenham hoje informações sobre as nossas vidas que polícia política alguma vez em Portugal almejou conseguir. Fazer uma lista dos nomes mais prováveis de uma divulgação indevida dos seus dados é de um básico bom senso.

A forma desatinada (e, na minha opinião, desleal para com os funcionários da administração fiscal) como o Governo está a reagir a esta crise é bem sintomática do complexo de não ser de esquerda misturada com o frenesi deste ser ano de eleições que se apossou do executivo.

o que tem o ps a dizer sobre isto?

19 Março, 2015
by

Fora o apartamento parisiense, as compras de livros, as viagens, os «empréstimos» directos às amigas, as compras das casas à Mãe por preços surreais e outras alcavalas diversas, a generosidade do amigo Carlos Santos Silva levou-o a «emprestar» a José Sócrates, entre Setembro de 2013 e Novembro de 2014, a módica quantia de 672 mil euros, o que perfaz uma  média mensal de 48 mil euros, para que ele pudesse manter um nível digno de vida, como merece qualquer ex-primeiro-ministro de Portugal. O salário que ele recebia na Octapharma — uns míseros 12 mil euros mensais – não lhe chegava para atingir o patamar mínimo dessa dignidade, como bem se compreende. A ajuda abnegada do amigo foi, por isso, providencial.

Ora, parece, contudo, que há quem não pense assim. Quem veja nisto sinais evidentes de dinheiros mal parados, a precisarem de justificação clara e não de areia atirada aos olhos de quem quer ver o que aconteceu. Como sucede, e já não falamos no Ministério Público, mas no Supremo Tribunal de Justiça.

E o PS? O que é que o PS da «ética republicana», sempre tão exigente com os deslizes alheios, tem a dizer sobre isto? Que permanece a presunção de inocência? Mas ela não permanece para todos os «deslizantes» que não tenham sido condenados por sentença transitada em julgado? Não tem nada a dizer para não ferir susceptibilidades e cavar divisões internas? É-lhe indiferente que vertam estas acusações sobre um líder seu, que foi também o seu último primeiro-ministro? Ou pensa que se se calar, se meter a cabeça na areia como a avestruz, a coisa passará sem que lhe sejam exigidas responsabilidades políticas? Não considera preocupantes estes indícios e esta decisão do Supremo? Ou será que julga que isto é só um problema de José Sócrates, que tem, naturalmente que tem, direito a «defender a sua verdade»? E a verdade dos factos? Em nome da transparência e da ética republicana, o PS está ou não está interessado em que seja apurada?

Lista de estúpidos

19 Março, 2015

Se bem percebi a polémica, o problema não é a existência de uma lista VIP – que é inevitável – e sim esta ter sido mencionada, revelando a sua inevitável existência. Toda a gente sabe e compreende a existência de uma lista VIP, porém, ninguém está disposto a admitir que tal lista possa existir, revelando que se atribui mais importância à devassa de algumas pessoas com cargos de relevo do que interesse na carrinha alemã que o Sr. Armando estacionou ontem à porta, o estupor.

Vocês não querem viver num país cuja lista VIP não existe (não pergunte, eles têm armas, a lista é desnecessária, são os membros do partido). Você quer viver num país que tem lista VIP mas que não a admite, negando assertivamente a sua existência. Assim, você poderá sentir-se melhor com a ilusão de que as suas actualizações de estado no Facebook são tão importantes como um qualquer clássico russo.

No fundo, você sabe que é estúpido. Só não admite que possa ser um bocadinho mais que os outros.

tudo ao contrário

19 Março, 2015
by

Algures pela Autoridade Tributária e Aduaneira, um organismo do estado que pela delicada natureza das suas funções tem obrigatoriamente de estar acima de qualquer suspeita, circulam funcionários de nível superior, com acesso aos dados fiscais de contribuintes com responsabilidades públicas, que fazem chegar essas informações a jornalistas que, por sua vez, as tornam públicas nos seus órgãos de informação. Como, em Portugal, o sigilo fiscal de todos os contribuintes é um direito consagrado na lei, essa fuga de informações constituí um acto ilícito e punível civil e criminalmente.

Em face disto, alguém com responsabilidades no Fisco – provavelmente o recém demissionário Director-Geral – resolveu, e muito bem, pôr sob controle mais apertado as contas de alguns contribuintes que, pela natureza das funções políticas que exercem ou exerceram, estão eventualmente mais expostos à «curiosidade» alheia. Com isto, terá eventualmente pretendido não só reforçar as garantias de sigilo a que esses contribuintes têm direito, e que não se encontram suspensas pelo facto de serem figuras públicas ou de exercerem cargos de responsabilidade governativa, como também, e mais importante, tentar apanhar os intrusos e tratá-los como manda a lei. Provavelmente, também, por ter sido uma decisão tomada no âmbito das suas competências e das suas obrigações funcionais de zelar pela confidencialidade dos dados de que é o primeiro responsável, não a terá comunicado aos seus superiores, ou terá dado informações básicas sobre aquilo que determinara.

Em seguida, vem o facto estanho: quando confrontado com isto, o governo negou, a priori, esta possibilidade e quando percebeu do que se tratava meteu os pés pelas mãos, em vez de ter elogiado os serviços pela atitude de prudência e de cumprimento da lei que tinham tido. Facto estranho, mas explicável: em fim de mandato e ano de eleições, este governo, como muitos outros que o antecederam, sofre da psicose da comunicação social, e tenta esconder o que efectivamente o compromete, como toda a informação que não controla e que presume que o irá comprometer. Um erro que se costuma pagar caro.

E, por fim, o extraordinário Dr. António Costa. Em vez de dar ao país vestígios de credibilidade política que se suponha que tivesse e que cada vez mais se torna claro que não tem, separando o trigo do joio e preocupando-se com a essência do problema – a fuga de informações para os jornais de dados confidenciais à guarda de serviços do estado – do Dr. Costa conseguiu virar tudo ao contrário e atacar quem se preocupou em fazer cumprir a lei, tentando tirar proveito político e eleitoral de um «caso» que, afinal, não é mais do que um «casinho». A mistificação consistiu em tentar passar para a opinião pública a ideia de que existem contribuintes de primeira e contribuintes de segunda, tendo os primeiros privilégios que os comuns mortais nem imaginam. É muito fraco para quem se arroga à possibilidade de chefiar um governo de «salvação nacional», e se os eleitores se aperceberem da marosca poderá transformar-se num sério erro político. Dos que também não se pagam barato.

Invista em Portugal, isto é giro

18 Março, 2015

Miguel Frasquilho acredita que PS manterá reforma do IRC

Miguel Frasquilho é presidente do AICEP, entidade que tem por missão, entre outras, atrair investimento para Portugal.  A 7 meses do início de 2016 o AICEP não sabe quanto é que os investidores vão pagar de IRC.

Em 2013 foi feito um acordo CDS-PSD-PS de descida do IRC a médio prazo. Ficou acordado que o IRC desceria 2 pontos percentuais por ano. O objectivo era criar um ambiente previsível e atractivo para o investimento. Uma vez que os investimentos têm que ser recuperados ao longo de anos, este tipo de previsibilidade é essencial.

Que aconteceu entretanto? António Costa chegou a líder do PS e rasgou o acordo. Agora o AICEP anda a dizer aos investidores que acredita em coisas.

fazer dos outros parvos

18 Março, 2015
by

Pelo que se entende desta estória da famigerada «lista vip» do fisco, a mesma não terá passado de um reforço do controle de segurança de algumas contas de políticos expostas, as contas e eles, a intromissões piratas e não autorizadas de terceiros, cujas intenções são facilmente imagináveis. Ora, num país onde a lei continua a preservar – e bem – o sigilo fiscal, esta atitude de prudência só pode ser elogiada, em vez de censurada como se de uma ilegalidade se tratasse. Todavia, para o PS, o tal partido que, segundo o seu líder, não quer transformar a política portuguesa numa sucessão de «casos», a coisa reveste-se de extrema gravidade, insinuando-se assim a existência de contribuintes fiscalmente beneficiados pelo governo, com privilégios a que os comuns mortais não teriam acesso. Definitivamente, não é a fazer passar os eleitores por parvos que se ganham eleições.

É evidente: até à invenção dos leites em pó todas crianças foram adultos bem sucedidos seja isso o que for

18 Março, 2015

Se amamentar, o seu filho será um adulto bem sucedido

É melhor mandarmos os manuais sobre imigração, drogas e exclusão social ou isto ainda acaba mal

18 Março, 2015

Lembram-se do ponto 29 do programa do Syriza:  Desmilitarizar la guardia costera y disolver las fuerzas especiales antidisturbios. Prohibir la presencia de policías encubiertos o con armas de fuego en las manifestaciones y mítines. Cambiar los planes de estudio de los policías para poner énfasis en los temas sociales, como la inmigración, las drogas o la exclusión social.

Pois parece que a polícia anti-distúrbios ainda não teve tempo para começar com as aulas de dinamização cultural

Confrontos entre anarquistas e polícia em Atenas

Iniciação à política, com patrocínio do PCP, LUSA e Observador

18 Março, 2015

Notícia do Observador: Estudantes do básico e secundário hoje na rua para exigir demissão do Governo

Todos os anos no mês de Março o PCP organiza manifs de estudantes.

Todos os anos a Lusa enquadra os protestos como iniciativas dos próprios estudantes, que espontaneamente decidem pedir aquilo que os adultos não têm conseguido (este ano é a demissão de Passos Coelho).

Que a Lusa faça estas manobras é da natureza da Lusa. Mais difícil é perceber o que leva o Observador a reproduzir a Lusa.

A detenção de José Sócrates segundo o Público, ontem e hoje

18 Março, 2015
by

Ontem: Supremo encontra erros!

Hoje: no cantinho inferior direito: “Sócrates continua preso por risco de perturbar inquérito”.  Na capa, nada sobre facto dos “juízes que analisaram o recurso consideraram que Sócrates está fortemente indiciado dos crimes de fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais, ao contrário do que alegava a sua defesa no recurso.”

socras

As eleições em Israel vistas pelo Público, ontem e hoje.

18 Março, 2015
by

Ontem, as eleições para a mudança eram a grande noticia de capa. Hoje já não interessa nada.

Publico_Porto-20150317

Teroria da relatividade

17 Março, 2015

Insultar um jornalista do Correio da Manhã não é o mesmo que insultar um jornalista do Expresso.

Dolce & Gabbana: até onde se pode dizer o que se pensa quando não se pensa aquilo que alguém decidiu que a comunidade deve pensar?

17 Março, 2015

Dolce-Gabbana-Panorama

¿La familia tradicional? Una moda que no pasa». Palabra de la pareja gay más famosa de la moda italiana, Dolce & Gabbana. Ambos hacen una defensa apasionada de la familia tradicional: «Nosotros, pareja gay, decimos no a las adopciones gay. Basta hijos de la química y úteros en alquiler. Los hijos deben tener un padre y una madre». Uno, Domenico Dolce (Palermo, 1958) tiene la cabeza afeitada como un monje budista; el otro, Stefano Gabbana (Milán, 1962) es alto y delgado, como un penitente. La pareja de estilistas ha concedido una larga entrevista al semanario «Panorama» en la que rompen moldes y cuentan que gran parte de su éxito lo deben a quien los ha crecido, a la familia. Dos historias de dos personajes self-made man: A siete años, Dolce cosía pantalones en la sastrería de su padre en un pueblo perdido de la provincia de Palermo, Polizzi Generosa. Gabbana limpiaba suelos y baños en Milán, ayudando a la madre, que era portera.

«La familia no es una moda pasajera. pasajera. En ella hay un sentido de pertenencia sobrenatural», explica Stefano Gabbana. Le hace eco Domenico Dolce: «No hemos inventado nosotros la familia. La ha convertido en un icono la Sagrada familia. Y no es cuestión de religión o estado social, no hay vuelta de hoja: tú naces y hay un padre y una madre. O al menos debería ser así. Por eso no me convencen los que yo llamo hijos de la química, niños sintéticos. Úteros en alquiler, semen elegido de un catálogo. Y luego vete a explicar a estos niños quién es la madre. Procear debe ser un acto de amor. Hoy ni siquiera los psiquiatras están listos para afrontar los efectos de estas experimentaciones», concluye Dolce.

Frente a quienes defienden diversos modelos de familia, Stefano Gabbana, hace una observación basada en la cotidianidad que vive como estilista: «Es como en el Gattopardo (la novela de Giuseppe Tomasi di Lampedusa), todo debe cambiar para que todo siga igual. Todo ha quedado y sigue igual: las familias de entonces y las de hoy, las jóvenes modelos son con sus hijos exactamente como lo fueron sus madres, con los mismos miedos y las mismas angustias».

A la pregunta de si hubieran deseado ser padres, Gabbana responde que «sí, lo haría de inmediato», mientras Dolce explica sus límites: «Soy gay, no puedo tener un hijo. Creo que no se puede tener todo en la vida. Es también bello privarse de algo. La vida tiene un recorrido natural, hay cosas que no se deben modificar. Una de ellas es la familia».

Mandamos xicorações, montes de beijocas e prontos acabou a crise

17 Março, 2015

“Amor”. É só disso que a Grécia precisa, diz Jean-Claude Juncker