Sem emenda
Este governo acredita mesmo que tem o poder de «requisitar» os cidadãos para trabalharem, queiram estes ou não. O simples facto de acreditarem que tal é possível é em si mesmo extraordinário, para além de claramente ser muito perigoso.
Creio que estão enganados no hemisfério onde vivem. Isto não é a China, nem Cuba.
Ver o Pires de Lima a tentar fazer o papel de Costa Martins e invocar o revolucionário e decrépito decreto 637/74 de 30 de Novembro parece cena de ópera bufa. Vá lá que Pires de Lima não acusou os grevistas de estarem ao serviço da contra-revolução e do imperialismo como teria certamente feito Costa Martins. Todos no Conselho de Ministros se esqueceram que depoios daquele triste ministro e sua pandilha, houve uma Constituição aprovada, a qual tem uma certas regras sobre o assunto que conviria ler de vez em quando. Apenas para não fazerem cenas tristes destas, ok?
Claro que no meio disto tudo, ninguém tira alguns bons momentos de humor bem conseguido (mais uma vez por Pires de Lima, o homem anda em grande na patomina politica…).: «“Estamos a falar do Natal, não é uma altura qualquer. Se não fosse no Natal, a atitude do Governo poderia ser outra”». Sim, punham um nariz vermelho e passava a ser Carnaval…
zigue zague
Na verdade Poiares Maduro fez o mesmo que todos os seus antecessores: alterar ou substituir a contento próprio a direcção da RTP. Apenas foi por caminho mais complicado ao criar orgão intermédio para almofada de impacto.
As negociações concessionadas
proibir a entrevista foi um favor que lhe fizeram
Lidas as oitenta e uma perguntas da entrevista proibida do Expresso a José Sócrates é a conclusão que se pode retirar.
alguém tem que nos defender do capital
A TAP, empresa pública portuguesa, é um património colectivo de que todos nos devemos orgulhar.
A TAP liga Portugal e os portugueses ao mundo, nobre ideal que vem do tempo das caravelas, só suportado pelo altruísmo e generosidade de todos os contribuintes, que a ganância privada imediatamente destruiria em busca do lucro fácil e do vil metal.
Sem a TAP os portugueses da diáspora veriam quebrados os ténues laços que os unem à pátria.
É em nome destes princípios e ideais que a TAP decide fazer greve no Natal e no Ano Novo. Alguém tem de defender os portugueses contra o grande capital e a cupidez dos mercados.
Privatizações irónicas
Não foi para se privatizar que o Dr. Salazar criou a TAP ou a RTP.
Respeitemos a ideia que o Dr. Salazar tinha para o país: abaixo as privatizações irónicas.

Continuo sem perceber
porque não pode José Sócrates dar entrevistas.
E fazer com que os sindicatos fossem serviço público?
Independentemente de fazer ou não sentido a requisição civil apresentada hoje para colmatar o mal já feito pelo pré-anúncio de greve da TAP na semana do Natal, greve esta tão moralmente censurável como greve aos exames nacionais ou ao serviço de urgência hospitalar, o argumento anti-privatização a partir do pressuposto que, ao fazer a requisição civil, o governo opta por evidenciar o serviço público imprescindível fornecido pela TAP, simplesmente não colhe frutos.
Ninguém diz que a TAP não faz um serviço público importantíssimo. A Ryanair também faz e não é por isso que deve ser nacionalizada. O que isto evidencia é que serviço público importantíssimo não pode ser gerido por grupos de interesse com poder suficiente para chantagear contribuintes. Dito de outra forma, se não é passível de requisição civil, não deve ser gerido pelo Estado; se é gerido pelo Estado deve ser consensual que é passível de requisição civil.
Aliás, nenhuma greve percepcionada como não possuindo risco acarreta qualquer poder reivindicativo. Uma greve só é consequente se há risco real de despedimento do grevista, que opta por aceitar esse risco em prol da possibilidade de benefício maior. As greves que se vêem na função pública e em empresas públicas são menos que teatro, são uma fantochada de privilegiados habituados a vacas gordas que apenas servem para alimentar a engrenagem dos palonços cuja função na vida é empecer por vício.
Em Portugal ninguém desvirtua mais a função sindical que os próprios sindicatos. Eu começaria por dissecar o financiamento destes antes de emprenhar pelos ouvidos qualquer ceninha que vos faça sentir bem com o que julgam ser magnânimas demonstrações espalhafatosas de bondade; mas cada um humilha-se com o que quer.
O PS alinhar na posição do papalvo inútil não é surpreendente: sempre tiveram dificuldade em distinguir o que é do Estado do que é do partido.
não tem meio termo
Os objectivos das greves recentes da TAP são clarinhos como água: evitar a sua venda, desvalorizando a companhia com prejuízos consideráveis e, sobretudo, enviando aos potenciais compradores a mensagem de que a companhia é ingovernável sem os sindicatos, o que assusta qualquer investidor. Neste braço de ferro, o governo, de duas três: ou privatiza ou capitula. A requisição civil é um remendo de circunstância. Já a questão de fundo não tem meio termo.
Só faltava mesmo mais uma idiotice…
Requisição civil? Esta gente é parva ou faz-se.
Estamos porventura em situação de Estado de Sítio ou Estado de emergência?
Não? É que não conheço outras situações em que os direitos civis dos cidadãos possam ser legitimamente restringidos. Então querem obrigar as pessoas a trabalhar negando o direito à greve? Lamento informar, mas tal «resolução do conselho de ministros » é treta e letra morta.
Pode a greve ser uma chatice, e pode-se discordar das suas razões, mas isso não dá direito ao governo de tentar alinhar na idiotice vigente e ser mais estúpido do que o habitual.
A partir de hoje o Jingle Bells não soa ao mesmo
Quantas horas tem o disco de Natal da TAP? Estou há largo tempo a tentar alterar as datas de um voo na TAP. Creio que Já ouvi o Jingle Bells mais vezes que a Gaivota voava em 1975
Também lhe terão chumbado o PEC IV?
TAP, da próxima vez será diferente …
O manifesto contra aprivatização da TAP informa-nos das asneiras que a gestão pública foi fazendo ao longo dos anos:
a TAP viu-se impelida a comprar a Portugália, que também estava falida. Depois, viu-se obrigada a recomprar a Groundforce, então já espanhola, a quem tinha sido entregue todo o handling do aeroporto de Lisboa e Faro, e que prestava cada vez pior serviço. E, finalmente, num negócio desastroso, tanto a nível financeiro como estratégico, e cuja opacidade está por clarificar, foi empurrada para comprar a VEM, no Brasil, operação que tem vindo a custar à holding somas absurdas, que perturbam o plano operacional da empresa no seu core business: o transporte aéreo.
Ao mesmo tempo, pede aos contribuintes para meter lá mais dinheiro:
Por isso, só não é possível financiar a TAP se o Governo se demitir das suas obrigações e decidir não defender o seu património e o interesse nacional.
[…]
Por forma a assegurarem alguma estabilidade concorrencial no sector, estas políticas são norteadas pelo princípio “one time, last time”, que proíbe uma empresa de receber apoio e ajuda na reestruturação mais do que uma vez a cada dez anos. Ora, não há apoio estatal à TAP há 18 anos!
O Baptista-Bastos é meu!
Um senhor do Júlio de Matos veio dizer-nos que o internamento do Baptista-Bastos estava previsto desde o começo deste novo “isto não se aguenta”. O senhor do Júlio de Matos (eles são tantos, que se torna difícil decorar-lhes os nomes) tem olhos de peixe morto e voz compulsiva: isto para melhor o identificar. Os protestos da Esquerdalhada atingiram a zona do confronto verbal mais tempestuoso. Desde “traição” ao abandono das nossas grandes mentes ao “capital intelectual multinacional”, ouviu-se de tudo. A paixão sublinhou as intervenções, percebendo-se que o Baptista-Bastos não é assunto neutro, nem, apenas, mais um cérebro entregue à voracidade da ‘ciência’ que tem beneficiado, unicamente, os grandes interesses.
A ‘ciência’, aliás, não é, só, o prolongamento do mundo; é a imposição de uma alternativa de contra-senso; seja: a ausência de decisões irracionais, em favor de uma ordenança específica. As pessoas ficariam desprovidas das possibilidades de escolha, reguladas pelas leis do mercado, afinal comandados pela alta finança. E a União Europeia mais não é do que uma hipótese da continuidade das ideias que formaram este poder absorvente que nos submete com absorção. O internamento de Baptista-Bastos pertence a esse projecto de controlo global. O Júlio de Matos fala da inevitabilidade do internamento. Um ex-candidato a bastonário da Ordem dos Médicos, por exemplo, entre muitos mais, desmente essa inevitabilidade, agitando o princípio de que o Baptista-Bastos é uma mente “de bandeira”, definição assaz enigmática. Aprendi, durante toda a vida, com aquele intelecto, possuo um indisfarçável sentimento de posse, sei o que ele representa para os portugueses lá de fora. O Baptista-Bastos não é unicamente um indivíduo internável ao sabor das circunstâncias, um internamento banal: é um estado d’alma, uma emoção, um pequeno orgulho e a módica vaidade que nos resta.
O capitalismo não tem lágrimas: a compaixão não lhe assiste, o coração é-lhe oco; e tanto se lhe faz como se lhe fez a natureza emocional das coisas. Os homens apegam-se aos sítios e às realidades. Há tempos, numa manifestação de protesto pela alienação do Baptista-Bastos, um antigo estagiário, reformado, gritava, com os olhos embaciados: “O Baptista-Bastos é meu!” Dele e de todos nós. Menos para esta gentalha, cuja argumentação quantitativa apenas obedece às incertas versões do momento.
Adaptação de A TAP é minha
(Quase) todos querem a privatização da TAP
O governo quer privatizar 100%, mas chama-lhe privatização a 66%.
O PS diz que é contra a privatização, mas diz que quer dispersar 49% em bolsa, o que na prática quer dizer que terá que privatizar a 100%.
E até os sindicatos da TAP, que se dizem contra a privatização por razões de princípio, por razões de interesse nacional, para defender os emigrantes e o turismo, estão dispostos a concordar com ela desde que o interesse dos trabalhadores saia a ganhar de forma desavergonhada.
Portanto, estamos todos de acordo, a TAP é para privatizar. Bem, todos não, duvido que os potenciais compradores estejam tão entusiasmados com esta privatização como governo, PS e sindicatos.
Exigência dos sindicatos da TAP:
- Reposição, até 31 de janeiro de 2015, de todos os Acordos de Empresa em vigor nesta data e ratificados pelas Associações Sindicais signatárias – acrescida de impedimento de denúncia unilateral desses acordos até 2022.
- Garantia de que não haveria um processo de despedimento coletivo ou de redução temporária do período normal de trabalho (Lay off), num prazo de pelo menos 10 anos;
- Resolução de todas as disputas interpretativas, entre os sindicatos e a administração da TAP, onde tem prevalecido a interpretação da administração de Fernando Pinto;
- Assegurar o cumprimento das “responsabilidades, vencidas e vincendas, com pensões, complementos de reforma, prémios de jubilação, seguros de saúde e de vida”;
- Instituição dos mecanismos de proteção das antiguidades (dos trabalhadores), nas eventualidades de fusão ou de aquisição do Grupo TAP;
- Definição dos mecanismos de participação e envolvimento dos trabalhadores nas decisões estratégicas do Grupo TAP;
- Resolução “de todas as outras disputas pendentes sobre matérias relevantes”, envolvendo o Governo, o Grupo TAP e todos os sindicatos
- Impedir no prazo de dez anos uma “subcontratação ou externalização das atividades do Grupo”, assim como “joint Ventures” (alianças);
- Definir limites estritos, durante sete anos, a operações de Wet Leasing – que são Wet contratos em que a companhia aérea disponibiliza o avião, a tripulação completa, efetua a manutenção e suporta o seguro do avião, recebendo o pagamento pelas horas operadas por parte da companhia operadora.
- Garantir a manutenção do domicílio e da base operacional da TAP em território português – “no muito longo prazo”;
- Garantir “a promoção da adequada capitalização do Grupo TAP, com vista ao crescimento sustentado da atividade do Grupo”;
Centralismo é incompetência
O Secretário dos Transportes anunciou o acordo para que a subconcessão do Metro do Porto ao consórcio Viaporto seja prolongado até Março do próximo ano.
É notável.
A intervenção do Governo no concurso de concessão do Metro do Porto teve como resultado inevitável (e previsível), o atraso de um ano no dito cujo. Seguiu-se uma negociação em cima do joelho a poucos dias de terminar a actual concessão, suplicando que a actual concessionária extenda a sua actividade por mais 3 meses. E depois lá para Abril se verá….Onde metem o dedo fazem asneira.
Final feliz
Os jogos do campeonato passam a ter lugar em Évora e assim os presidentes dos clubes vão todos ao presídio que isto de irem uns e os outros não dá que pensar ao adepto.
O Expresso manda uma pergunta com cada visitante e no fim monta a entrevista.
A RTP pode desistir dos jogos da Champions e transmite o campeonato eborense que sai mais barato e dá mais audiências
A TAP não é privatizada nem nacionalizada: é deslocalizada para Beja donde voará para onde lhe aprouver a trazer visitantes para o campeonato e para a cadeia.
Na SIC o Miguel Sousa Tavares e a Clara Ferreira Alves moderados pelo António José Teixeira passam a emitir a partir de Évora um programa subordinado ao tema: isto está tudo ligado
Nuno da Câmara Pereira ganha um prémio da world music com esta sua interpretação
E a propósito de mexilhões e lagostas
Graças ao Malomil descobri o site do Tavares Rico. Onde isto é um cozido à portuguesa

e Eisenhower que se existir vida eterna deve estar lá em cima à espera do autor desta legenda para lhe pedir uns esclarecimentos é definido como “Famoso estilista francês. Conhecido pelo seu estilo irreverente”
Soltem o homem, pá, não vai interferir com a investigação, pá
Vejo muitas dúvidas serem levantadas sobre a prisão preventiva do doutor Sócrates. Ele próprio as expressa, escrevendo cartas a vermelho, pretendendo conceder entrevistas e assegurando que continua nas notícias através de visitas mais ou menos enfadonhas.
Se vocês têm plena convicção que a sua liberdade não interfere com a investigação, então soltem-o. Lá porque ele afirma pretender mobilizar a opinião pública contra a justiça isso não significa que a vossa convicção deva ser minimamente abalada: decerto que não interferirá com a investigação e parará imediatamente de ser o Sócrates de sempre, isto quase de certeza, certezinha.
Do fascismo
Do artigo 75 da lei 115 de 2009, aprovada com os votos favoráveis do PS (minoritário) e abstenção do PCP e BE (PSD e CDS votaram contra):
2 – Os órgãos de comunicação social podem igualmente ser autorizados a realizar entrevistas a reclusos […] quando tal não prejudique […] as finalidades da prisão preventiva […].
[…]
5 – Tratando-se de recluso preventivo, a autorização da entrevista depende ainda da não oposição do tribunal à ordem do qual o recluso cumpre prisão preventiva, com base na ponderação do prejuízo da entrevista para as finalidades da prisão preventiva.
O homem armado que fez esta segunda-feira um número indeterminado de reféns foi identificado como Man Haron Monis, um iraniano de 49 anos residente na Austrália devido ao estatuto de asilo político que lhe foi concedido pelas autoridades.
Na lista de ofensas que o colocaram a braços com a justiça estão, entre outros, o envio de cartas a ofender os familiares de falecidos soldados australianos.
Há ainda suspeitas de que será responsável pelo homicídio da sua ex-mulher.
Já em outubro, o homem foi acusado de 40 crimes de agressão sexual e indecência, incluindo 22 crimes de agressão sexual agravada.
Man Haron Monis foi acusado em 2002 de agredir sexualmente uma mulher e de, juntamente com a sua atual mulher, esfaquear a sua ex-mulher até à morte em Sidney, em 2013.
Todos juntos podemos poder
Mas, Mário, não percebo essa relutância.
Não queres o que é melhor para a sociedade e para o bem comum? Desejas mesmo deixar de possuir 0,00001% de uma companhia que, e apesar de ter permitido à nata que ignorasse a proibição de fumar a bordo, te trata da mesma forma como trata todos os trabalhadores, demonstrando que o direito à greve em prol da produtividade é inalienável apesar do transtorno que isso possa causar aos ricos que viajam de avião enquanto crianças passam fome nas escolas por causa da austeridade? Queres mesmo deixar de contribuir para que Portugal possa desbravar caminho com aquelas caravelas do ar, em busca de colónias daquelas habitadas por índios hereges que necessitam de evangelização como de chicote para as costas num pavimento imaculadamente concebido para o conforto nos alunos? Nesta era da globalização, com companhias capitalistas como as que citas, esses da EasyJet e Ryanair, que procuram o lucro a todo o custo, nem que para isso tenham que trabalhar na semana do Natal, achas que estás a contribuir para o desenvolvimento do país ao abdicares de contribuir, como te compete, para acabares com o isolamento das pessoas que vivem em Trás-os-Montes ou Alentejo profundo, dando-lhes perspectivas de por 500 ou 600 euros visitarem a civilização parisiense, berço da filosofia ocidental, local onde Kant desenvolveu a teoria da ética do Dante, tudo num ano, que passa num instante, mesmo para o emigrante?
Queres mesmo sair do “nós”, Mário? Nós que somos uno, somos povo, cultura, força gravítica de clusters essenciais e investimentos cruciais, actividades fundamentais e estratégias fulcrais? Queres ficar isolado neste país dilacerado pela austeridade, fechado em si próprio, protegido das investidas merkelianas de conquista do mundo através de empréstimos bancários em vez de caravelas?
Qual é o próximo passo, Mário? Acabar com os telemóveis através da privatização da TMN? Vamos voltar ao pombo-correio? Como vais a Badajoz? De comboio? Daqui a nada até a CP quererão privatizar, essa jóia da coroa com dívida que se confunde com o PIB da Islândia.
elementar, meu caro costa
Eu não quero ser sócio da TAP, nem consigo entender por que é que o meu dinheiro há-de sustentar os custos de uma companhia de aviação à qual pago o preço de um bilhete (caro, por sinal) sempre que a escolho para me transportar para um sítio qualquer. Alguém que explique isto ao Dr. António Costa.
TAP vai ser privatizada já em 2001
A TAP vai ser privatizada no segundo semestre de 2001, garantiu Jorge Coelho, ministro do Equipamento Social, ao «Jornal de Negócios».
Depois da ruptura do acordo com o SairGroup, empresa mãe da Swissair, Jorge Coelho afirma que a privatização da transportadora aérea nacional «avançará ainda no segundo semestre deste ano, se possível, logo depois do Verão.
Segundo o ministro, o Governo vai agora proceder à escolha dos bancos que vão ficar responsáveis pelas novas avaliações da companhia, que nos últimos estudos ascendia a 300 milhões de euros (60 milhões de contos).
Em Fevereiro de 2012, António Costa defendia um grande operador Lusófono para a aviação e outro para os aeroportos:
António Costa defende integração da TAP numa grande companhia latino-americana
“Tenho dito e repito que a privatização da TAP é a mais crítica que está em cima da mesa, assim como a privatização da ANA, e acho que era útil para o país do ponto de vista estratégico uma estratégia de fusão por integração entre a TAP e uma grande empresa e a integração da ANA com os aeroportos brasileiros”
Em Agosto de 2014, António Costa defenia que a TAP não deve ser privatizada:
“Sobre a TAP já disse: é mesmo aquela empresa que não deveria ser privatizada porque os riscos da privatização da TAP são muito grandes”.
Para o presidente da Câmara de Lisboa, a TAP é “condição da nossa inserção” de Portugal no mundo, uma vez que tem um valor “extremamente estratégico” para a relação transatlântica, em particular com o Brasil e o conjunto da América Latina. “A TAP é um valor sobre o qual Portugal não devia hesitar em conservar”, afirmou.
A 11 de Dezembro de 2014, António Costa, ao mesmo tempo que disse que no sector público há soluções, defendeu um aumento de capital da TAP em bolsa para evitar a privatização (SIC):
O líder do PS afirmou hoje que devia ser pensada uma solução pública para a TAP, que evite a privatização da companhia aérea. António Costa defendeu um “aumento de capital na empresa através da bolsa”.
Questionado pelos jornalistas sobre a privatização da TAP, o líder dos socialistas reconhecer que a empresa precisa de ser capitalizada, referindo também as restrições impostas pelas regras europeias. “Julgo que no sector público há soluções”, disse, defendendo então a necessidade de um aumento de capital através da bolsa. Actualmente, a TAP não é cotada em bolsa.
A 11 de Dezembro de 2014, comparou a TAP às caravelas dos descobrimentos:
«A TAP é fundamental. Na era da globalização, tem a importância que as caravelas tiveram na era dos Descobrimentos», realçou, referindo que «não haverá futuro para o país», se este não estiver inserido «nas rotas da globalização».
Boyboy
Nos últimos tempos apareceu um novo tipo de perturbado em Portugal. É o tipo que esbraceja muito, correndo de um lado para o outro sem propósito aparente, gritando que vêm aí os radicais; e cuidado com os radicais, vejam os radicais, como não vêem os radicais, seus estupores de trampa com os olhos vendados pelos mercados e o capitalismo desenfreado, bandalhos radicais? O expoente máximo dessa categoria de alucinado é Mário Soares, quer pelo conservadorismo patriarcal que lhe atribui destaque (bastante irónico, diga-se de passagem), quer porque o líder actual dos socialistas é tão redondamente vazio de discurso que se torna necessário reforço através de outras personagens. É como chamar o aposentado Maradona para ajudar o Atlético de Vila Chã a marcar golos.
Esta perturbação e a sua proliferação em artigos de “opinião” seria um bocado radical se não tivesse sido redefinido o conceito de radical para toda e qualquer pessoa cujo objectivo na vida difere de ser boy de um boy, como os típicos boyboys que populam as redes sociais portuguesas, elas próprias uma espécie de recreio da ala paranóica do hospital psiquiátrico.
O boyboy hiperboliza hipérboles, apelando ao espírito cómico de “isto não se aguenta” acompanhado de açorda e vinho alentejano no restaurante recomendado por outro boyboy. É um patusco enraizado no ensino para competências do sentir e do acreditar, nomeadamente na sua auto-recriação de cosmopolitismo burguês rodeado de ilhéus parolos, meros peões num jogo eleitoral de sabujice com efeito de placebo. Criam partidos, desfazem partidos, renovam lideranças e arranjam sempre forma de fazer flutuar a mediocridade embebida em gordura, elevando-a ao endeusamento compatível com o “humanismo” enfiado em gargantas prontas para o receber de chofre.
Que muito mais de 50% da opinião publicada seja onirismo pluviante de boyboy, isso só indica o papel actual da imprensa na sociedade: residual; que o boyboy se leve a sério é que já entra mesmo no domínio da alfabetização.
É isto?
Até às eleições: Costa afasta alianças à direita e quer partidos à esquerda na “solução”
Depois de ganhar as eleições como nova esperança da esquerda: Costa defende “projecto comum” pós-eleitoral com PSD
Como estratégia não está mal visto. Só que parte do princípio que todos os outros à sua esquerda e à sua direita são parvos.
Se o CDS andasse mais na rua
perceberia que não há mal algum em dar chaves da cidade a quem quer que seja. Se passassem ali pelas bandas do Campo Grande constatariam que muito mais simbólico do que ter chaves que não abrem nem fecham nada é ter à porta de casa uma espécie de parque pessoal em cima do passeio.
Para uma teoria da cor
Desentendimento de socialistas
Discordo veementemente da posição do vereador do CDS que acha que Soares não deve receber a chave da cidade de Lisboa. Eu acho que deve receber a chave e muito mais, deve até receber a própria cidade de Lisboa. Depois que a governe, como fez em 1983 e 1984 no resto do país, que ela bem precisa.
Faltam o sindicato dos passageiros, o sindicato dos contribuintes e o sindicato dos chantageados
Segundo o Sol integram esta plataforma sindical
Sindicato dos Pilotos de Aviação Civil
Sindicato dos Trabalhadores da Aviação Civil
Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos
Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos
Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves
Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial
Sindicato do Pessoal de Voo da Aviação Civil
Sindicatos dos Economistas
Sindicato dos Engenheiros
Sindicato Nacional dos Engenheiros
Sindicato dos Contabilistas
Sindicato das Industrias Metalúrgicas e Afins
Ide e multiplicai-vos
Doze (12) sindicatos (12) da TAP (foram 12) anunciam greve (12 sindicatos) para a semana entre Natal e Ano Novo (a realizar pelos 12 sindicatos).
Os doze (12) sindicatos (12) são: Simão, Pedro, Tiago, João, Filipe, Bartolomeu, Tomé, Mateus, Tiago, Tadeu, Simão e Judas Iscariotes.
Dizem que é “para sensibilizar o Governo para a necessidade de travar o processo de privatização”
Desconheço a sensibilidade do Governo eu, como contribuinte com familiares muito directos emigrados com viagens marcadas para os dias de greve, estou com uma sensibilidade acrescida para a necessidade de não termos de sustentar esta pouca vergonha de gente farta de viver bem.
Margem de erro absolutamente igual ou inferior a 0,005pp
A “economia não registada” registou uma subida que a coloca em (com erro máximo de 0,005 pontos percentuais) exactamente em 26,81% do PIB. Não é em 25,98% do PIB, é em 26,81% do PIB, ouviu bem. Podia ser 26,80%; mas não é, é 26,81% do PIB.
Todas as transacções que faz sem factura? Aquele indivíduo que lhe foi pintar a sala? O gajo que deu um jeitinho à máquina de lavar roupa, que – afinal – era só voltar a engrenar a correia? Aquele bandido que foi aí para as vindimas em troca de salpicão? Exactamente 26,81% do PIB. Aferido correcta e precisamente com o registador automático de economia não registada.
Se perder a chave do carro, fale com estas pessoas. Eles vêem e aferem tudo.
Espectacular viragem súbita de especialista em direito para especialista em economia social não sociopata
Graças a este artigo do DN, as redes sociais serão inundadas por progressistas-humanistas-palermistas preocupadíssimos com o Gini, a desigualdade, os ricos (bandalhos!) de camisas Bijan (soltem os prisioneiros!), e, basicamente, o facto de se considerarem pobres oprimidos através das suas ligações fibra aos 400 canais de TV e 100 megas de internet.
Como os números citados, nomeadamente o espectacularmente oco “portugueses mais ricos ganham dez vezes mais que os mais pobres”, e porque o que importa é a cobiça e não o rendimento próprio, são referentes a comparações de anos anteriores com 2011 (a sério), vale a pena mostrar os resultados principais a tempo dos progressistas-humanistas-palermistas evitarem críticas inadvertidas ao saudoso 44. Obviamente a culpa é do Passos, do Portas e, sobretudo, do Relvas.
presunção de inocência
Esperemos que os arautos da presunção de inocência de José Sócrates manifestem iguais sentimentos por Ricardo Salgado. Não necessariamente com a mesma ênfase e entusiasmo, mas, de todo o modo, de forma inequívoca. A presunção de inocência quando nasce é para todos.
o problema
O problema desta comissão parlamentar ao BES está em saber se algum dos ilustres deputados que a compõem tem competência técnica para discutir com Salgado assuntos de gestão financeira. Já não digo de um banco, mas pelo menos de uma vulgar empresa.
O ilícito que é licitamente ilícito
Há quem discuta o enriquecimento ilícito, que devia passar a ser ilícito, apesar de já o ser, porque há ilícitos mais ilícitos que os outros ilícitos, como os ilícitos que não são ilícitos. É muito confuso.
A minha preocupação, porém, é o enriquecimento lícito.
Quão lícito é enriquecer se todos os dias se usam palavras e expressões como desigualdade, progressividade, responsabilidade e justiça social? A única forma de enriquecimento lícito na retórica traulitosocialista dos países afundados em dívida é a de “ou enriquecem todos ou não enriquece ninguém”, como se a acumulação de capital fosse uma espécie de cooperativa de “bem comum”, o que quer que seja “o bem” e, mais importante, o que quer que seja “o comum”.
Tal como nem o pai morre nem a gente usa os diamantes, essa retórica só se aplica a quem gera emprego, não a quem o destrói. Quem diz que o 44 pode ter enriquecido ilicitamente está a lançar uma cabala inaceitável sobre todos os exploradores do Homem pelo Homem, esses sim, possuindo o dinheirinho que agora nos dava jeito ser ilícito, porque o sonho do povo oprimido é, no fundo, ter amigos especiais com boas perspectivas de negócio imobiliário lícito.
Toda estas ilicitudes parecem demasiado ilícitas para não serem lícitas pela vontade dos Homens de Bem.










