É importante que as crianças aprendam as “novas” tecnologias
Sabemos que a educação é um mero pormenor eleitoral quando, e além da jactância dos avelhados que se auto-promovem à gineta, produzimos produtos destes, cujos requisitos são Microsoft Windows Vista ou superior e leitor de CD-Rom e apresentam na capa um iPad e o texto “consulta e explora o manual que levas para a escola no teu computador ou tablet”.

A Leya Educação deve vender tablets com leitor de CD-Rom. Pergunta: já contempla cópia privada?
Les beaux esprits???
Ok Rui, admitamos que a divina providência faz a vontade ao Costa e o põe a defrontar o “seu amigo” Rui Rio em legislativas. E se este ganha? Será que o Costa manteria idêntico “espírito colaborante” para uma revisão constitucional?…
les beaux esprits…
Com este governo, esta maioria e, sobretudo, estas pessoas, não vamos lá: o défice voltou a entrar em descontrolo e adivinha-se novo aumento de impostos.
Por razões próprias e alheias, este governo não fez as reformas que tinha que fazer para domar a despesa pública, isto é, para atacar as causas profundas do défice. Pelo contrário, convenceu-se o governo de que o nível da despesa pública até poderia ser mantido ou baixar pouco («vamos manter o estado social», não cansaram de proclamar os seus dirigentes), caso os impostos aumentassem e as exportações também, fórmula mágica que dificilmente se consegue manter por muito tempo, porque explica o bom senso que nenhuma economia se desenvolve se não conseguir aforrar e investir. Um erro de amadores, portanto.
Por outro lado, no que o governo tentou mexer – salários e subsídios da função pública e pensões – o Tribunal Constitucional não deixou, porque a Constituição protege, de facto, o modelo social que o governo afirmou também que defenderia e, consequentemente, enquanto esta Constituição mantiver o modelo, o Tribunal Constitucional não autorizará que ele seja revertido por via orçamentária.
Leva-nos isto à seguinte conclusão: o país só voltará a ser sustentável se forem feitas as reformas necessárias para uma brutal contração da despesa pública, o que poderá suceder por duas únicas vias: por simples implosão do estado social vigente e a sua substituição por um modelo de governo autoritário, hipótese completamente fora de questão na União Europeia, ou por um entendimento entre os dois partidos que podem reunir os 2/3 de votos necessários para a reforma da Constituição que venha a permitir uma verdadeira reforma do estado.
E é isto que anda António Costa a dizer, quando insinua estar disponível para um bloco central com um PSD liderado pelo seu amigo Rui Rio. A coisa tomou já tais proporções, que, na entrevista ao Expresso de sábado passado, ele desafiou Rui Rio a fazer no PSD o que ele fez no PS: desafiar a actual liderança para uma disputa interna pela mesma. É com ele, com Rui Rio, que António Costa conta começar a governar o país por daqui a alguns meses.
Dê ou não dê resultado, não tenho quaisquer dúvidas que o Tribunal Constitucional e a opinião pública em geral aceitariam com muito mais tolerância um fim do actual estado social se promovido por um governo liderado pelo PS, do que se liderado pelo PSD em coligação com o CDS. No fim de contas, não será muito diferente do que sucedeu, no passado, com o governo do Bloco Central, liderado por Mário Soares, e que está actualmente a suceder na França de Hollande. No fim de contas, «les beaux esprits se rencontrent».
les beaux esprits…
Com este governo, esta maioria e, sobretudo, estas pessoas, não vamos lá: o défice voltou a entrar em descontrolo e adivinha-se novo aumento de impostos.
Por razões próprias e alheias, este governo não fez as reformas que tinha que fazer para domar a despesa pública, isto é, para atacar as causas profundas do défice. Pelo contrário, convenceu-se o governo de que o nível da despesa pública até poderia ser mantido ou baixar pouco («vamos manter o estado social», não cansaram de proclamar os seus dirigentes), caso os impostos aumentassem e as exportações também, fórmula mágica que dificilmente se consegue manter por muito tempo, porque explica o bom senso que nenhuma economia se desenvolve se não conseguir aforrar e investir. Um erro de amadores, portanto.
Por outro lado, no que o governo tentou mexer – salários e subsídios da função pública e pensões – o Tribunal Constitucional não deixou, porque a Constituição protege, de facto, o modelo social que o governo afirmou também que defenderia e, consequentemente, enquanto esta Constituição mantiver o modelo, o Tribunal Constitucional não autorizará que ele seja revertido por via orçamentária.
Leva-nos isto à seguinte conclusão: o país só voltará a ser sustentável se forem feitas as reformas necessárias para uma brutal contração da despesa pública, o que poderá suceder por duas únicas vias: por simples implosão do estado social vigente e a sua substituição por um modelo de governo autoritário, hipótese completamente fora de questão na União Europeia, ou por um entendimento entre os dois partidos que podem reunir os 2/3 de votos necessários para a reforma da Constituição que venha a permitir uma verdadeira reforma do estado.
E é isto que anda António Costa a dizer, quando insinua estar disponível para um bloco central com um PSD liderado pelo seu amigo Rui Rio. A coisa tomou já tais proporções, que, na entrevista ao Expresso de sábado passado, ele desafiou Rui Rio a fazer no PSD o que ele fez no PS: desafiar a actual liderança para uma disputa interna pela mesma.
Dê ou não dê resultado, não tenho quaisquer dúvidas que o Tribunal Constitucional e a opinião pública em geral aceitariam com muito mais tolerância um fim do actual estado social se promovido por um governo liderado pelo PS, do que se liderado pelo PSD em coligação com o CDS. No fim de contas, não será muito diferente do que sucedeu, no passado, com o governo do Bloco Central, liderado por Mário Soares, e que está actualmente a suceder na França de Hollande. No fim de contas, «les beaux esprits se rencontrent».
Odiar o ódio é odiar na mesma
A Maria Teixeira Alves escreveu um artigo com boas intenções, certamente, mas que evidencia a assimilação do jacobinismo que torna tudo unitário a montante de nós próprios.
And, you know, there is no such thing as society. There are individual men and women, and there are families. A inteligência é fundamental para não se deixar seduzir por estas ideias colectivas. Pelos estereotipos. Não existem, são meras simplificações mentais.
Não são simplificações mentais, são pura formatação trotskista, pensada, bem fomentada, devidamente recriada nos centros de sociologia e antropologia e outras -ias dentro das academias, locais estes onde se recrutam, como Anthony Quinn a Giulietta Masina em La Strada, membros para uma nova burguesia de estado social para o ideário identitário de sociedade através da própria estratificação que desprezam. O “eu fragmentado” e tretas do tipo cujo significado é invariavelmente o brilhantismo do “eu”, o que projecta, ironicamente, para o que deve ser o destino dos outros.
Pensar que um miúdo que cresce em Londres e canta rap, pode ter a perversão de cortar uma cabeça a outro ser humano, que nunca lhe fez mal nenhum, a sangue frio, é pensar que há um potencial monstro sempre ao virar da esquina, que toma banho todos os dias e vai à escola ou vai trabalhar. Os sinais têm de estar lá. Porque ninguém começa a odiar alguém em nome de um povo de um dia para o outro, por decreto.
Odiar é aceitável, MTA. A coisa mais intolerante dos nossos dias é a mania da tolerância, como se fosse suposto entrar na cabeça de cada um e educar (os chineses tentaram) o que cada um é suposto pensar. Se não há “sociedade”, no sentido que lhe pretende atribuir, também não há o “ninguém”, como também não há o “toda a gente”. Aliás, a imbecilidade do politicamente correcto está mesmo aí: tentar dirigir o ódio para pessoas que decidiram serem dadas a odiar. Já reparou que é a esquerda sem muro de Berlim quem dita isto tudo? Acha que é amor quando a tratam como se fosse idiota?
Todas as pessoas com ódios irracionais a povos, grupos, culturas, religiões, classes são potenciais terroristas.
Não são, não. Potenciais terroristas são aqueles que têm certeza absoluta de redenção, pela próprio benefício que deixam, pelas acções, à tal de “sociedade”. Provavelmente sem querer, a MTA acabou por dizer que qualquer colectivista é um terrorista em potência quando, a grande maioria é apenas alegremente ignorante (o que não tem mal nenhum).
Cada um de nós devia combater esses ódiozinhos irracionais. Está em cada um de nós essa tarefa. Só assim os ódios colectivos se dissipam e não têm terreno fértil para prosperar.
Tenho uma proposta mais interessante do que a criação do Homem Novo: um exemplar processo de alteração do princípio da nacionalidade menos focado no local de nascimento e residência com efeitos retroactivos. Poucas pessoas lhe admitirão estarem prontas para votar Le Pen; votarão, exactamente, porque acreditam que há, no ocidente, eventualmente com passaporte ocidental, pessoas que desejam expulsar para que os filhos voltem a usar transportes públicos.
Combater o ódio não faz sentido. O que faz sentido é que a MTA tente explicar os motivos pelos quais os votantes Le Pen estão errados, se é que estão. Tarefa tão dantesca não quereria eu ter.
A ler
Ventos de vaidade de Bjørn Lomborg: Copenhaga, capital da Dinamarca, quer ser a primeira cidade do mundo sem emissões de CO2, em 2025. No entanto, como muitas outras cidades e países bem-intencionados descobriram, reduzir significativamente as emissões de CO2 é muito mais difícil do que parece, e pode exigir alguma contabilidade criativa.
Maida Vale
Na Síria para a jihad, o cantor de rap que vivia na casa londrina em Maida Vale
Espero que o estado social britânico também tenha fornecido o bilhete de avião para a Síria. De outra forma seria uma falha gravíssima nas funções sociais do estado. Isto do multiculturalismo de generoso estado social está a funcionar às mil maravilhas.
1 Original em inglês: Bary lived with his mother Ragaa for more than a decade in a home in Maida Vale, West London, owned by Westminster Council. If it were sold on the open market it would be worth £1 million.
E a nova ordem global empresta dinheiro?
A parte mais interessante não é quando chora mas sim quando (1.18) tenta enumerar as importante organizações internacionais que segundo ela apoiam a Argentina.
Eu pr mim sugiro-lhe que contacte o professor Boaventura. Não é que aquilo que Portugal lhe tem pago chegue para pagar a dívida da Argentina mas se o nosso Boaventura contactar mil boaventuras, que os há por esse mundo ocidental, vai ver que já tem qualquer coisita para entregar aos fundos ditos abutre.
Aliás o nosso Boaventura até já foi homenageado nessa terra e foi “compartir inquietudes” e “hablar de las epistemologías del Sur”. Aliás parece-me que os problemas da senhora Kirchner começaram quando na sua cabecinha achou por bem tentar pagar com “las epistemologías del Sur”.
Aqui ao lado
Os condescendentes
Tema do meu artigo de hoje no Observador: os incidentes no Vasco da Gama
Sai uma PPP com as “entidades gestoras dos direitos de autor”?
O Governo aprovou esta quinta-feira as alterações à Lei da Cópia Privada, cuja proposta foi anunciada pelo executivo em janeiro do ano passado, que vem taxar todos os dispositivos que permitam gravações, como telemóveis, tablets, pens e discos rígidos. “A nossa estimativa é que as receitas [provenientes desta taxa] variem entre os 15 e 20 milhões de euros, e está prevista uma distribuição dos montantes” pelas entidades gestoras dos direitos de autor, disse Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, na conferência de imprensa que se ao Conselho de Ministros. Segundo o documento, 40% do montante irá para os autores, 30% para os artistas, intérpretes ou executantes e 30% para os produtores de fonogramas e de videogramas.
O preto que odiava o gay que odiava o moina que odiava pretos
Várias pessoas, sem que as tivesse ofendido ou sequer importunado, fizeram-me chegar um artigo de opinião intitulado “O polícia-modelo”; talvez com intuito de me alertar para o fim dos tempos e os 144.000 tatuados nas respectivas testas com o nome de Sócrates Costa, talvez porque simplesmente compreendem o meu gosto e simpatia por pessoas que se trepanam em público.
Ao ler a brilhante peça de humor involuntário fui percebendo a atracção da autora por expressões como “pessoas de pele escura”, o que me permitiu intuir que o grupo de parvalhões que causaram distúrbios no centro comercial sofriam de doença de Addison, causadora de hiperpigmentação entre outras maleitas mais maçadoras ou, em alternativa, que eram pretos (o texto não é claro).
Quem, no texto, sendo que isto é um mero talvez, não sofre de hiperpigmentação é o polícia mas, pelo artigo, fiquei sem saber se é mesmo branco, espadaúdo, se usa gravata, se é casado com outro gay (seria atenuante) ou se joga xadrez, denotando uma certa lacuna na prosa queirosiana, isto apesar de todo texto ser uma hipálage ao racismo inerente da autora (que não tem nada de mal, cada um odeia quem quiser) dirigido a polícias caucasianos.
Se tiver que concluir qualquer coisa, e por mero favor a mim próprio pelo tempo perdido que podia ser usado para ver piruetas de auto-trepanação bem mais engraçadas, é que a autora parece ser extremamente intolerante à intolerância, num loop (estrangeirismos já é queirosiano) de feedback positivo que terminará, inevitavelmente, numa explosão de ódio ressonante a si própria.
Nota final: 10 valores, pela imaginação.
Taxa da cópia privada = subsídio ao Zé Cabra
Já toda a gente percebeu a imoralidade da taxa sobre cópia privada. No entanto, pouco está a ser dito sobre o factor subsídio: ao distribuir receitas oriundas da taxa por autores sem consideração pelo seu factor comercial*, o que efectivamente se está a fazer é subsidiar autores sem potencial de sobrevivência autoral. Em suma, quem sai a perder são os autores que, com o seu mérito, conseguem a aceitação do mercado e que têm que partilhar receitas com o Zé Cabra.
* Não é possível contabilizar as cópias privadas efectuadas, uma das próprias premissas da taxa.
A carta da raça

Is it because I is black?
Hamas executou 18 homens por “colaboração” com Israel
Os mortos pelo Hamas são homens. Nem civis nem coisa alguma. Homens. Não têm mulheres a chorá-los, nem filhos, nem mães. São homens. Eos homens não se choram.
Digamos que já dar-se a notícia é um avanço. Mas Boaventura Sousa Santos tem a solução. A saber: extingue-se Israel e “os cidadãos do mundo propõem a criação na Palestina de um Estado secular, plurinacional e intercultural, onde judeus e palestinos possam viver pacifica e dignamente.” Ó homem por quem é parta já para a Faixa de Gaza. leve os “cidadãos do mundo” consigo e expliquem o vosso projecto da Palestina Estado secular, plurinacional e intercultural aos senhores que têm os barretes negros. Mas Boaventura parta já hoje. Que não lhe falte a coragem nem tremam as pernas. Se acabar diante de um pelotão de fuzilamento ou com um facalhão encostado ao pescoço seja coerente e grite : Abaixo o capitalismo! Fim ao Estado de Israel! Morte ao imperialismo norte-americano.
Pode ser que a Mossad o ouça e o vá buscar.
A ler
Corresponsales en Gaza: la verdad sea dicha Ou como aqui se pergunta Reporters Have Finally Found Hamas. What Took So Long?
Alternativa à lei Barreto
Você pode fazer cópias privadas. Quando compra um CD está a comprar o direito ao usufruto em privado da música nele contida. Com a lei da cópia privada terá que pagar uma taxa para poder criar uma cópia para ouvir no carro ou no iPod, em privado. A ideia é que, sem a taxa, você está a impedir o autor de receber royalties pela compra de um segundo CD para ter no carro. O corolário deste princípio é que os leitores de CD dos carros deverão vir a ter um detector do número de passageiros para evitar o risco de uma pessoa que não adquiriu o CD o vir a escutar durante a boleia para o trabalho. Ou então, em alternativa, uma ranhura onde se introduzem moedas para escutar faixas de discos comprados para usufruto em privado. Tecnicamente, pode ouvir música no carro mas não é aconselhável que o faça com o vidro aberto se outras pessoas estiverem nas imediações: é que são menos cópias do disco que são vendidas, entendem? A alternativa, se pretende circular num carro onde ouve música em CD devidamente comprado na lojinha, é pedir uma licença de radiodifusão e pagar a respectiva taxa. Há muito espaço para ampliar esta brilhante lei: falem comigo, vamos extorquir dinheiro à malta.
Em alternativa, podem começar a fazer as compras de suportes digitais na empresa dos capitalistas neoliberais da figura.
Lido assim talvez se perceba melhor
A Cópia Privada Volta a Atacar
Em Portugal, existe uma lei de extorsão de consumidores a que se chama Lei da Cópia Privada. O primeiro passo para esta moderna forma de roubo foi dado em 1998, com a publicação da lei 62/98 que regulava o disposto “no artigo 82.º do Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos”, mais tarde alterada pela Lei 50/2004.
Nessa lei estabelece-se que “a remuneração a incluir no preço de venda ao público dos aparelhos de fixação e reprodução de obras e prestações é igual a 3% do preço de venda, antes da aplicação do IVA, estabelecido pelos respectivos fabricantes e importadores” e fixa as taxas a cobrar na venda de suportes de gravação (Cassetes áudio e vídeo VHS – apenas VHS – CDs, CD-Rs, Minidiscs, DVDs). As taxas foram fixadas em cêntimos – por exemplo, 26 cêntimos por cassete VHS, 30 cêntimos por cada DVD-RW.
Depois, como todas as leis portuguesas, estabeleciam-se isenções: artistas, entidades de carácter cultural, etc. A lei era para extorsionar os consumidores a favor dos artistas, pelo que não faz sentido que os artistas sejam extorsionados a favor deles próprios. Ler mais…
Os retornados começaram a chegar há 40 anos
Para muitos os retornados surgiram em 1975, eram brancos e vieram na ponte aérea. Mas não: os primeiros chegaram no Verão de 74. Boa parte deles não eram brancos e muitos nunca tinham saído de África.
É uma história longa e complexa, a dos retornados. Três fugiram de bicicleta. Outros arriscaram atravessar o oceano em simples traineiras. Milhares embarcaram em paquetes para uma viagem que eles sabiam não ser de retorno nem ter retorno. Existem ainda aqueles que ao volante de camiões ou de simples automóveis inventaram rotas de fuga pelo continente africano. Por fim, a maior parte, chegou às centenas de milhar numa ponte aérea que parecia interminável
Contudo não só eles não eram retornados como surgiram muitos meses antes de a palavra retornado ter conseguido chegar às primeiras páginas dos jornais portugueses. Desde Junho de 1974 que encontramos notícias sobre a fuga dos colonos, dos brancos, dos africanistas, dos europeus, dos ultramarinos, dos residentes e dos metropolitanos. No Observador começo a contar-lhes parte da história.
Desocupem Al-Andalus, infiéis

o emplastro do brasil
Devo ser das poucas pessoas que considera que a entrada de Lula da Silva na campanha presidencial brasileira não vai desequilibrar as coisas em favor da sua “presidenta”. Julgo até que, pelo contrário, a maioria dos brasileiros começa a estar farta do “Lulinha-carregador-de-postes”, isto é, do cabo eleitoral que elege fulanos que quase ninguém conhece, e que não irá, desta vez, na sua cantiga habitual. Na verdade, o PT tem já doze anos de poder, com histórias diárias de corrupção e escandaleiras permanentes, e as pessoas parecem começar a entender que a alternância é a principal virtude da democracia. E, no meio desse circo mediático, Lula está cada vez mais parecido com um emplastro que aparece sempre na fotografia ao lado de figurões importantes. Já não há pachorra!
O Projecto de Lei sobre a «cópia privada»
Fonte amiga cedeu-nos cópia do projecto apresentado pelo Governo para a revisão da lei sobre a cópia privada.
Aqui o divulgamos para discussão pública, uma vez que afecta as liberdades individuais de todos e os consumidores em geral.
Projecto de lei 283/2014: III_7_PL2832014
Descubra as diferenças
Casamento entre judia e muçulmano: uma festa e uma manifestação Quando Morel e Mahmud anunciaram o casamento no Facebook, não imaginavam que a festa ficasse marcada por uma manifestação que juntou centenas de pessoas contra a sua união, em Gaza. Centenas de pessoas partiparam num protesto contra a união de um empresário muçulmano e uma professora judia, convertida ao islamismo. A manifestação,que decorreu no domingo, foi organizada por uma organização israelita de extrema direita que milita contra “a assimilação de judeus e os casamentos mistos”.
A saber:
Uma judia casou com muçulmano..
O casamento teve lugar em Gaza.
Uma organização israelita de extrema direita foi manifestar-se em Gaza.
Haverá quem acredite que isto era possível?
Contribuintes, sempre generosos….
O Comité Central da UE decidiu e o camarada Comissário dos Agricultores já anunciou que tudo fará para evitar que o malvado mercado de produtos agricolas funcione. Meio em pânico, com receio que o fim da exportação para a Russia levasse os preços no mercado europeu a alguma descida, anunciou que os contribuintes europeus irão torrar 125 milhões de euros para evitar que a oferta de produtos vegetais aumente e consequentemente o seu preço desça. Irá usar esses milhões para adquirir a produção, retirando-a do mercado e fazendo a sua distribuição gratuita por entidades sociais; irá pagar os produtos que os agricutores livremente resolvam nem sequer colher, bem como pagará o preço dos produtos aos agricultores que os colham antes do tempo e como tal sejam inutilizados e deitados ao lixo.
A UE paga, não vá algum agricultor ficar com os tomates ou melões na mão. Nem sequer se permite que se vendam tais produtos no mercado interno. É que isso podia «fazer descer os preços». Ui, e isso a soviética UE não deixa, os agricultores não podem ter os rendimentos diminuidos, coitadinhos. Para isso existem os contribuintes que pagam todos os subsídios que sejam necessários e ainda pagam os produtos mais caros. Afinal, é para isso que existe a UE, não é?
Obviamento cheio de razão
Nada é tão mau que não possa ser pior
Ninguém faz pior pela imagem da educação e dos professores do que meia-dúzia deles.
A ler: “Mitos e falácias sobre os professores” por Carlos Guimarães Pinto n’O Insurgente.
Copo meio cheio

“PS já conta com mais de 36 mil simpatizantes”.Esta foi a opção do Público para o título.
Outras hipóteses:
“PS ainda conta com 36 mil simpatizantes”;
“PS só conta com 36 mil simpatizantes”;
“Com a derrota por 28,06% de 2011, PS ainda consegue que 36 mil dos 1568 mil eleitores sejam simpatizantes”.
Mas não, a opção foi a do copo meio-cheio. Parabéns, então, ao optimismo do Público.
a infinita graça que lhe concedeu ao fazer com que ele não fosse neste dia presidente da CML: Uma mulher de 50 anos morreu intoxicada esta madrugada na sequência de um incêndio na Travessa do Terreiro a Santa Catarina, na freguesia da Misericórdia, em Lisboa.
E no entretanto???
O princípio constitucional da redacção da vaquinha
Após passar para fazer um texto para o Observador as últimas horas da minha existência a ler os acórdãos de 14 de Agosto do TC sobre a Contribuição de Sustentabilidade e os cortes nos salários dos funcionários públicos mais o acórdão de Dezembro último sobre a convergência entre os pensionistas da Caixa Geral de Aposentações e o chamado regime geral da Segurança Social estou quase habilitada a garantir que estes acórdãos do Tribunal Constitucional estão algures entre a visão económica subjacente à pretérita redacção da vaquinha e os floreados das redacções posteriores sobre a paz e a fome dos quais são um exemplo as declarações das candidatas a Miss Mundo. Também posso afiançar que pelo menos em matéria de Segurança Social, o TC não está ali para avaliar da constitucionalidade ou da falta dela da legislação que lhe é proposta, mas sim para dar conta daquilo que ele, TC, acha que deve ser feito. E que é segundo concluí NADA.
E as restantes 60% são o quê????
Expresso: 40% das jovens agricultoras são mulheres
Os teóricos do género vão ter muito que fazer em Portugal.
Se bem percebo
a sucessão de comunicados, mais as acusações e as outras acusações e o que se sabia mas não sabia tudo se resume afinal, e como sempre em Portugal, ao fado
Recursividade
No ensino público há professores formados em estabelecimentos de ensino públicos e em estabelecimentos de ensino privados.
Quando se defende a qualidade do corpo docente no ensino público, por consequência, defende-se também a qualidade do ensino que estes professores tiveram em escolas privadas.
Assim, considerando que a nota do curso é suficiente para aferir se podem ou não entrar para a função pública – tornando a prova desnecessária – certifica-se que professores não reconhecem diferença ao nível da formação entre estabelecimentos de ensino públicos e privados.
Joaquinocracia
Artigo 25.º
Direito à integridade pessoal
-
A integridade moral e física das pessoas é inviolável.
-
Ninguém pode ser submetido a tortura, nem a tratos ou penas cruéis, degradantes ou desumanos a partir de 2016.
uma prenda à dra. manuela ferreira leite
O Tribunal Constitucional acaba de dar uma alegria à Dra. Manuela Ferreira Leite: suspendeu a democracia (a Constituição) até 2016, muito mais do que os singelos seis meses que a ex-líder do PSD tinha pedido há já algum tempo. Esta interpretação da lei constitucional é, sem dúvida, imensamente original, mas o caminho para o socialismo é feito de alegrias e tristezas. Os adeptos da via não devem, por isso, desesperar.
Deus, Tende piedade de nós
Seguro promete referendo sobre coligações Portanto se Seguro ganhar as legislativas ficamos à espera de um referendo no PS para que se saiba com quem faz o PS governo. Esperemos pelas almas que o referendo tenha participação qb e que não apareça nenhum opositor socialista a baralhar o referendo. Dada a referendite que está a atacar o PS o melhor é despacharem logos dois ou três referendos de cada vez: assim neste referendo para escolher o líder os socialistas votam logo com quem querem coligar-se.
Técnicas de informação
Os russos têm muito a aprender com o Hamas. Se deixarem de tentar salvaguardar as aparências, se enfiarem mulheres, crianças e velhos nos edifícios onde guardam as suas armas e sobretudo se levarem os jornalistas ocidentais a fazer reportagens dentro dos seus hospitais ganharão a batalha da opinião pública.
Não é que a simpatia pela defunta URSS não leve muito boa gente a fazer o pino e às vezes um estrondoso silêncio quando se fala sobre a Ucrânia mas não tendo eu grande ou pequena simpatia por Putin tenho de reconhecer que o seu problema é mesmo ainda e só procurar manter um patamar mínimo de civilidade.
Por exemplo, não haveria qualquer problema com aquele comboio de alegada ajuda humanitária que enviou para a Ucrânia caso tivesse enfiado lá umas armas e umas vez os camiões em território ucraniano os seus motoristas tivessem disparado. Naturalmente os ucranianos respondiam e matavam alguém. Mas isso não interessava nada: punha as mães e as mulheres (estas últimas grávidas, claro) dos camionistas (obviamente civis) aos gritos e por cá logo surgia a notícia: o Ivan não vai conhecer o pai com a foto de uma pequena Natasha contemplando a foto do pai. Até durante um cessar-fogo podia disparar à vontade sobre a Ucrânia que não havia qualquer problema pois quando os ucranianos respondessem a nossa agência Lusa faria uma notícia assim que logo se propagaria pelos jornais: Israel faz ataques após anúncio de cessar-fogo.
A propósito
Todos os corporativismos têm os seus dias insuportáveis. E por óbvias razões no caso dos jornalistas isso é ainda mais evidente. Quando a morte como sucedeu esta semana os obriga a falar dos seus enredam-se nuns exercícios panegíricos que longe de honrar os mortos lhes simplica a personalidade. E contudo aqueles que partiram como sucedeu esta semana mereciam que os contassem como foram: complexos, polémicos, imperfeitos, interessantes… Enfim aquilo que aqueles que morreram tentaram fazer. Obviamente de forma polémica e errando com frequência. Afinal se eles tivessem sido o cúmulo da perfeição em que os seus pares os transformam na hora da morte não teriam sido jornalistas.
Box office – filmes com produção portuguesa
Hoje, nos comentários, alguém dizia que ajustes directos na área musical são peanuts em relação ao cinema. Olhando para o “Ranking dos Filmes Nacionais Estreados 2014” publicado pelo ICA – Instituto do Cinema e Audiovisual, não reconhecendo qualquer dos filmes, deixo as conclusões sobre esse e outros temas para os leitores.
Devo salientar: em ambos os gráficos, a escala é logarítmica. Ler mais…


