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Resultados eleitorais das legislativas de 2011

25 Maio, 2014
PPD/PSD: 2.159.742 votos
PS: 1.568.168 votos
CDS-PP: 653.987 votos
CDU: 441.852  votos
BE: 288.973 votos
Para recordar e comparar

Vitória histórica

25 Maio, 2014

Quero congratular esta vitória histórica dos 35 congressos de união das esquerdas, como se pode comprovar pelo mapa político da Europa desta noite.

O meu muito obrigado.

aproveitando a ocasião

25 Maio, 2014
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Talvez fosse oportuno explicar aos porta-vozes dos partidos e aos políticos em geral que falam na televisão, que não há “há anos à frente”, pelo que escusam de estar sempre a repetir o que sucedeu “há anos atrás”.

outra vitória estrondosa

25 Maio, 2014
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Já em França, a “vitória estrondosa” foi para a senhorita Marine Le Pen e a sua Frente Nacional, que capitalizaram o discurso de descontentamento contra as políticas de austeridade do governo francês. Só que lá o estrondo foi bem maior, com o partido de Marine a conseguir praticamente o dobro dos votos do Partido Socialista do infeliz Holande. Espera-se que António José Seguro, no discurso que assinale a sua “estrondosa vitória”, não se esqueça de também de referir mais esta pesada derrota das políticas europeias de austeridade.

“vitória estrondosa”

25 Maio, 2014
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O PS optou por uma estratégia óbvia de fuga para a frente: lançar o foguetório antes que os resultados assentem e as pessoas percebam que isto são eleições europeias, onde o voto de protesto é sempre recorrente, que 75% dos eleitores não compareceram às urnas e que, à esquerda, o voto cresceu e fugiu ao PS. Se isto são boas notícias para as legislativas, vou ali e já volto…

europeus derrotam europeístas

25 Maio, 2014

Shultz e Junker deveriam fazer uma declaração de derrota conjunta, face à abada que levaram dos  europeus.

Da censura voluntariamente aceite

25 Maio, 2014

Diz  a Comissão Nacional de Eleições: «os resultados oficiais apenas podem ser divulgados após as 22h em Portugal»

Aí sim? E por obra de quem? Onde está o fundamento legal? Não existe.

Direcção-geral de Administração Interna (DGAI), que tem a seu cargo a administração eleitoral, emitiu uma nota em que avisava que a “divulgação pública dos resultados do escrutínio provisório, tendo em atenção a hora de fecho das urnas em Itália, só poderá ser efectuada a partir das 22h de Lisboa”(*)

Essa é boa! Então não diz a lei eleitoral que «— O apuramento assim efectuado é imediatamente publicado por edital afixado à porta principal  do edifício da assembleia ou da secção de voto, em que se discriminam o número de votos de cada lista, o número de votos em branco e o de votos nulos.» (*)

Ou seja, assim que são apurados os votos estes tem de ser imediatamente afixados. E como tal publicados e dado conhecimento geral. Seria ilegal não o fazer. Assim, se a comunicação social quiser divulgar os dados conhecidos pode naturalmente fazê-lo. Só quem aceite voluntariamente a censura é que vergará abjectamente a espinha e seguirá a «ordem» ilegal.

Deixemo-nos de tretas está bem?

25 Maio, 2014

Em vez de andarmos para aí feitos tontos a ouvir uma criatura com ar de quem acabou de sair de uma reunião de condomínio a dizer que acha que são horas de matar seria bem melhor que ouvíssemos este bem mais genuíno desejo

 


Pois

25 Maio, 2014

madoff-social-security-cartoon

(via Henrique Raposo)

E o Senhor disse à foice e martelo: “ide e multiplicai-vos”

25 Maio, 2014

Hoje não se pode usar símbolos políticos, pelo menos nas imediações das mesas de voto. Pode-se colocar uma cópia do boletim, exposta na parede, à porta do local onde os vossos filhos aprendem a versão da História do funcionalismo público, com heróis vermelhos e bandidos opositores ao jacobinismo. Não se pode colocar na lapela nem o pin do biberão, símbolo do maior partido sem representação parlamentar oficial, isto de acordo com o português do apartamento do lado, nunca de nós próprios.

O boletim está carregadinho de variações da palavra “socialismo” e a concentração de foices e martelos é superior à da comum quinta com fundição nocturna, a que é alumiada pela estrelinha de Belém do Messias revolucionário que dará a vida do reles opositor pelo bem comum.

Ainda está tudo fechado, só abre daqui a uma hora: já se sabe como é a produtividade nacional. Ide. Observai os que vos rodeiam, instagramem a cena e updatem o Facebook. Isto não se aguenta, a fome é negra, isto assim nunca se viu, estão a destruir o estado social as sent from my iPhone.

Descubra as diferenças

24 Maio, 2014

Boletim de voto das eleições de 1975:
1975  Boletim de Voto 25-04 (Assembleia Constituinte)[4]

Partidos candidatos às europeias de 2014 alinhados pela ordem por que aparecerão no Boletim de Voto:

1.
Partido Socialista – (PS);
2.
Nova Democracia – (PND);
3.
Partido da Terra – (MPT);
4.
Movimento Alternativa Socialista – (MAS);
5.
Partido pelos Animais e pela Natureza – (PAN);
6.
Partido Operário de Unidade Socialista – (POUS);
7.
Partido Trabalhista Português – (PTP);
8.
LIVRE – (L);
9.
Bloco de Esquerda – (B.E.);
10.
Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses – (
PCTP/MRPP);
11.
Portugal Pro Vida – (PPV);
12.
Partido Democrático do Atlântico – (PDA);
13.
Partido Nacional Renovador – (PNR);
14.
CDU – Coligação Democrática Unitária – (PCP-PEV);
15.
Aliança Portugal – (PPD/PSD.CDS-PP);
16.
Partido Popular Monárquico – (PPM).

Ide votar ou ficai em casa, ambas são permitidas

24 Maio, 2014

Hoje ninguém apela ao voto em Sicrano e Beltrano. Hoje apela-se ao voto, ponto. Sim, o voto abstracto, não o voto concreto. Supondo que Mário Soares apela ao voto, não é ao voto num partido específico, é ao voto abstracto, num partido qualquer, de forma completamente desinteressada, seja ele qual for, nem que num partido conhecido por acções que, por muito menos, levaram à morte do rei D. Carlos.

Ninguém apela ao não-voto. Não se pode: alegadamente é anti-democrático. A abstenção é encarada como um problema, como que se alguém que conscientemente não quer participar na votação esteja a prejudicar a nação unida no objectivo que é a existência do próprio ritual.

Uma democracia madura não tem medo da abstenção. Divirtam-se hoje com os inúmeros apelos que ouvirão ao voto: está tudo bem, não têm que ir votar se não quiserem. A sério, não faz mal. Democracia é também aceitar os que em actos eleitorais não querem participar.

A tradicional descida de Notre Dame à Sorbonne

23 Maio, 2014

O Partido Socialista conseguiu afastar da “tradicional descida do Chiado” o homem responsável pela vinda da Troika, conseguindo elevar a percentagem de votos pela remoção da campanha do factor mais determinante para a redução de abstenção de potenciais votantes na coligação governamental.

Seguro demonstra, com isto e a quem ainda tem dúvidas, que é o único candidato socialista a primeiro-ministro.

Ó criaturas

23 Maio, 2014

tanta queixa na CNE por causa da reunião BCE mais o conselho de ministros extraordinário. Ó almas santas a golpada laranjinha era esta: fazer de Luís Montenegro um dom Juan!XPQUQowXX264896pNpAsNJhx9ZKU

Obs. Conselho para o PS: o dia ainda não acabou, fechem o Sócrates em casa e ponham o Alberto Martins na capa da LUX!

 

 

palito e canibal, a mesma luta, afinal!

23 Maio, 2014
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Com esmagadores 40,15% e 21,95%, respectivamente, de 401 votos dos leitores do Blasfémias, 62,10% do total, portanto, Manuel Palito Baltazar e Adolfo Luxúria Canibal sagraram-se os grandes vencedores da nossa sondagem de ontem, que queria saber quais as micro-personalidades nacionais que os leitores do blog gostariam de ver em Bruxelas. Não é para admirar: ambos têm uma forma particularmente resoluta e determinada de enfrentar as situações que os apoquentam, ainda que Palito leve até ao fim aquilo que Canibal se limita, por enquanto, a ameaçar fazer. Mas, não haja dúvidas, ambos estão muito próximos na pedagogia que sugerem para resolver problemas. Problemas mentais, sobretudo. E deles, claro.

Proteccionismo?

23 Maio, 2014

O BES informa que a auditoria externa realizada às demonstrações financeiras de 2013 da ESI “apurou irregularidades nas suas contas e concluiu que a sociedade apresenta uma situação financeira grave”.(*)

…a instituição admite que “um agravamento da respectiva situação financeira bem como as irregularidades detectadas nas suas contas” podem “afectar a reputação do BES e a cotação das suas acções”,

Que aquele grupo financeiro passa dificuldades «reputacionais» já sabia. Em Espanha levou com uma multa por «infracções muito graves» relacionadas com branqueamento de capitais. Nos EUA também tem actualmente um processo similar por «conluio em fraude e violação de regras de prevenção de branqueamento de capitais». O próprio Ricardo Salgado esteve envolvido numa salgalhada (passe o pleonasmo) com as suas declarações fiscais (*).

Agora sabe-se que a própria holding do grupo está em «falência técnica» (*)

Mas, sinceramente, o que acho espantoso é que tal situação tão grave, se saiba pela voz do próprio BES que é obrigado a anunciá-la no prospecto de aumento de capital.

Então a auditoria que revela tais dados é encomendada pelo Banco de Portugal, é  comunicada à CMVM e não há um comunicado das autoridades supervisoras dando  conhecimento dessa informação? Não é relevante para o mercado? Não é relevante para os outros accionistas? Não é relevante para a concorrência?  Não é relevante para os clientes? Só por obrigação legal o próprio visado é obrigado a fazer auto-delacção da sua situação gravosa? E se não houvesse aumento de capital? Ficava a CMVM e o BP apenas pela exigencia técnica de reforço de provisões sem que se soubesse do verdadeiro estado da situação? Que supervisores são esses? Encobridores?

A mulher gorda canta hoje à meia-noite

23 Maio, 2014

Com devido respeito pelo último dia de campanha eleitoral – particularmente dirigido para “último” em vez de “campanha” – este queimar de cartuchos final (e por isso mesmo) tem tudo para gerar momentos verdadeiramente hilariantes, reduzindo in extremis o papel do eleitor ao de um gravador no bolso de Ricardo Rodrigues.

Mário “é preciso unir a esquerda” Soares recusou a participação na “tradicional descida do Chiado” (expressão que, se repetirmos várias vezes, pode atingir mesmo proporções de tradição). Jornais, sempre preparados para caracterizarem alguém como “peso pesado”, recorrem ao que sobra, colocando o epíteto em José Sócrates, o trendsetter que pode mesmo colocar o “tradicional” em “descida do Chiado”.

Em conclusão, o “peso pesado” que o Partido Socialista apresenta para o encerramento da campanha é o tipo que perdeu as eleições. Sendo assim, não percam a tradicional descida da Carmelinda Pereira: ninguém perdeu tantas eleições como ela, o verdadeiro “peso pesado” da democracia portuguesa, por muito que Pacheco Pereira se esforce.

Em dia que se sabe que o custo das promessas do PS rondam o dobro do anunciado, é dada aos eleitores a oportunidade de encararem a campanha eleitoral como uma forma de assegurar que menos de metade do que é prometido pode sequer ser contemplado para eventual cumprimento. Amanhã é dia de reflexão: quantos candidatos vão olhar o espelho?

A não perder

23 Maio, 2014

Esta conversa entre Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto no Observador.

Surpresa

23 Maio, 2014

Afinal as promessas do PS custam o dobro do anunciado.

A deriva de Mário Soares

23 Maio, 2014
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Soares jura que vai votar no PS. Mas está ao lado de Alexis Tsipras num cartaz da campanha europeia da esquerda radical. 

Imagem

Tema para a minha crónica no Observador: Ao aparecer num cartaz do Syriza, Soares colocou-se ao lado da esquerda que recusa o Tratado Orçamental, uma esquerda que está fora do consenso europeu.

à espera de domingo

22 Maio, 2014
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guilotinha

 

para começar a trabalhar.

europeias – sondagem

22 Maio, 2014
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Moral da história e da História

22 Maio, 2014

Tema do meu artigo de hoje no Observador: Em matéria de totalitarismos só os comunistas amam. Os fascistas não podem amar e se por acaso amarem não se deve falar disso.

E isto não indigna ninguém?

22 Maio, 2014

No Malomil António Araújo conta uma história inacreditável: «O ano passado, a jornalista da TVI Marta Dhanis tomou a iniciativa de escrever a Renato Seabra, o homicida de Carlos Castro que se encontra a cumprir 25 anos de pena de prisão numa cadeia dos Estados Unidos. A primeira carta que recebeu de Seabra era lacónica e de poucas palavras, um pouco tímida até. Mas, aos poucos, a jornalista conseguiu ir conquistando a confiança e a intimidade do recluso. Poucos dias depois, em Junho de 2013, Renato Seabra enviava uma nova missiva, onde contava como se sentia ali, na prisão. »

O que aconteceu depois não devia ter acontecido

Imprescindível

22 Maio, 2014

este artigo do Alexandre Homem  Cristo sobre a polémica em torno do videoclip dos Mão Morta:

O facto tem algo de irónico, talvez até de hipócrita. É que convivemos diariamente com violência na política e não se geram tamanhas reacções, muito menos metade das indignações. Ouvimos os apelos de Soares ao uso legítimo da força contra o governo. Lidamos com os Capitães de Abril a pedir um levantamento revolucionário nas ruas. Vemos elementos do movimento “Que se Lixe a Troika” a perseguir ministros e responsáveis políticos em eventos públicos e sem carácter político. E escutamos diariamente a linguagem belicosa do PCP (o “pacto de agressão”, o “combate”, a “luta”, a “revolução”, “derrubar o governo”), sempre no limite da chamada às armas ou, às vezes, mesmo para além dele, apelando à acção política nas ruas. Tirando um caso ou outro, tudo isto acontece sem que alguém se queixe. É a nossa normalidade. E, no meio dessa normalidade, só os Mão Morta são uma banda rock. Os outros estão mesmo a fazer política. Há ainda um outro aspecto interessante nesta polémica. Não há nada na canção dos Mão Morta que seja propriamente novidade face ao que a banda tem feito nos últimos 30 anos.

Sem qualquer relevância para a polémica acrescento aos argumentos do Alexandre Homem Cristo que o video é fraquito e a canção mais fraca ainda. Já agora em matéria de videoclip muito abaixo da canção temos este que acompanha uma belíssima canção da Naifa. O videoclip é uma colecção de cromos onde nem falta o filho com a farda do Colégio Militar, símbolo  do lado do mal, burguês e conservador como não podia deixar de ser. Mas embora um videoclip possa servir para tentar vender uma canção – estratégia Mão Morta – espero eu que não chegue para a diminuir no caso da NAIFA

as únicas eleições importantes

22 Maio, 2014
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As eleições europeias do próximo domingo não são importantes? Mas como não são importantes? Considerando o calendário eleitoral que aí vem – europeias, legislativas e presidenciais – não só são importantes, como são as únicas que podem ter alguma influência na vida dos portugueses, caso ganhem as tendências anti-europeístas que se manifestam nalguns países, como em França e em Portugal, onde os partidos que vão à frente nas sondagens – Frente Nacional e Partido Socialista, respectivamente – têm em comum a contestação às políticas de austeridade e de rigor orçamental que as instituições comunitárias têm imposto nalguns países da União. Já em relação às próximas legislativas e presidenciais, ganhe quem ganhar continuará tudo na mesma, como todos já percebemos graças ao esclarecedor Sr. François Hollande, em pouco menos de um ano despromovido de arauto de uma nova esquerda anti-austeritária a lacaio da Sra. Merkel.

Eu de psiquiatria não sei nada

21 Maio, 2014

mas posso garantir que podendo isso valer-me ser dada como padecendo de obsessões compulsivas e opiniões requentadas não penso deixar de opinar sempre que possível sobre alguns temas, nomeadamente sobre a forma como o jornalismo de causas sobretudo em momentos de arrebatamento acaba a ser conivente com mistificações, autoritarismos e teses apocalípticas que de mal explicadas acabam a produzir indiferença.  Basta escrever Foz Côa, Faixa de Gaza e aquecimento global neste blogue para dar conta de como não penso deixar cair esses assuntos no esquecimento.

O Partido Socialista no seu labirinto

21 Maio, 2014

Hoje a taxa de juro a 10 anos atingiu os 4,1% (há uns dias era 3,6%). O Tribunal Constitucional prepara-se para chumbar medidas que valerão mais de 1000 milhões de euros. O Partido Socialista promete gastar mais 800 milhões de euros por ano, que seriam pagos com o crescimento económico que, segundo o próprio partido socialista, não existe. As actuais eleições europeias transmitem sinais de desagregação dos antigos arranjos políticos e da pópria União Europeia na Grécia, França e  Reino Unido, e na verdade ninguém sabe muito bem como será a Europa dentro de um ano. Pergunto-me por isso em que mundo viverão pessoas como o Manuel Caldeira Cabral para virem garantir em público que o Estado vai poder gastar mais, cobrar menos impostos, crescer e em simultâneo respeitar o tratado orçamental. Tudo isto antes de uma decisão do Tribunal Constitucional crítica para as finanças públicas, e tendo o PS submetido pedidos de inconstitucionalidade que valem mais de 2 ou 3 mil milhões de euros.

Note-se ainda que o PS sempre defendeu estímulos keynesianos para combater a recessão e agora vem dizer que se houver crescimento também pretende gastar mais. Ou seja, há sempre uma justificação para gastar mais. Isto independentemente dos riscos óbvios que o próximo ciclo político vai ter. Aumentar a despesa porque a economia cresce, sustentando a consolidação orçamental no aumento da receita, torna inevitável uma bancarrota quando vier a próxima recessão.

Caça aos Gallianos

21 Maio, 2014
Conchita pré-Conchita

Conchita pré-Conchita

As pessoas não estão a ver bem as coisas no que diz respeito à redução hitleriana disparada pelo poeta Alegre, o ex-candidato derrotado por Cavaco Silva e Mário Soares nas presidenciais. Alegre, numa tentativa de capitalização (o que por si só já é de saudar) do regresso de John Galliano, um@ Conchit@ pré-Conchit@, demonstra, por vias travessas, a rejeição pessoal da França, local ridicule onde um tipo pode acabar preso por vender memorabilia nazi pensando, por engano, tratar-se de inocente memorabilia estalinista.

It takes one to know one, como dizem os conterrâneos de Galliano.

A ler

21 Maio, 2014

Vítor Bento Os tempos do tempo no DE

São as #europeias2014 relevantes?

20 Maio, 2014

Sim.

As forças políticas integracionistas continuam com o freio nos dentes e tudo prometem fazer para se avançar na direcção de um estado único. A tática integracionista é sempre a de face a qualquer questão, avançar sem refletir.

Infelizmente não há em Portugal partidos ou representantes que se oponham a tais politicas. Noutros países existe maior diversidade de escolhas e há formações políticas que desejando um verdadeiro Mercado Único e cooperação europeia nos seus aspectos positivos, se opoêm a disparates vários defendidos pelos integracionistas. É assim no Reino Unido, na República Checa ou na Polónia, apenas referindo países onde tais forças não são classificadas como «extremistas». Nesses mesmos países os seus governos são os mais intransigentes defensores do alargamento das áreas onde ainda é necessário implementar um Mercado Único: banca, seguros, educação e saúde, transportes, comunicações, automóveis, etc. Ou seja focam-se no essencial e recusam os disparates integracionistas.

Noutros países, os eleitores apenas podem optar entre mais do mesmo. Ou então sobra-lhes as ditas forças extremistas que defendem simultaneamente pontos de vista anti-integracionistas à mistura com coisas menos recomendáveis. Mas o eleitor local pensa que em matéria europeia mais valerá um extremista que trave um pouco a loucura integracionista (mas em quem dificilmente votaria para eleições internas), do que a manter-se o actual rumo das coisas. Daí que tais partidos subam consideravelmente nas sondagens quando se trata de europeias. É um voto de protesto, mas protesto  contra o exagero da UE. Não contra a sua existencia, mas recusa expressa dos seus exageros. É o que as sondagens indicam vir a suceder em França, na Grécia, Hungria, nas duas partes da Bélgica e nos Países Baixos.

O próximo ciclo europeu não terá apenas uma nova composição do seu Parlamento e uma nova Comissão. Existe a real possibilidade de ser realizada uma nova revisão geral dos Tratados europeus num sentido de maior integraccionismo. Assim claramente apontam várias matérias defendidas pelas principais forças políticas a nível europeu:

–  Orçamento europeu à base de receitas próprias da UE o que implica a criação  de receitas fiscais próprias;

–  Criação de dívida comum, pela emissão de eurobonds e outro mecanismos de mutualização;

–  Harmonização fiscal, significando que impostos seriam fixados a nível central e não ao nível de cada Estado;

– Prestações sociais iguais e pagas pelo orçamento europeu. (Junker defende mesmo um salário mínimo europeu….);

– Reforço de uma politica externa comum, tentando dar utilidade aos 5 mil funcionários e 139 representações diplomáticas que foram criadas recentemente;

– Reforço e incremente das funções  e meios das polícias europeias e dos meios militares;

– Tendo já sido criado uma Procuradoria-Geral europeia, haverá que lhe dar que fazer, o que passará pela criação de uma novo direito penal e contraordenacional europeu, directivas a aplicar pelos sistemas juridicos nacionais,  subordinação das produradorias estaduais à PG europeia, etc.;

– Com o Tratado Orçamental já os parlamentos nacionais se encontram limitados e sob vigilancia da Comissão e pretendem os integracionistas aumentar ainda mais tais poderes de intervenção supra-parlamentar;

Ora, seria sobre estas e outras questões similares  que a campanha se deveria ter centrado. Porque tais matérias, gravosas para as liberdades, serão um dia apresentadas como tendo sido apoiadas pelos cidadãos, o que é obviamente mentira.  Também nada se disse sobre a indicação do relevante posto de Comissário europeu, que ninguém sabe quem será nem se discute a forma fechada como será nomeado dentro de dias. Mas não apenas os integracionistas (PSD/PS/CDS) se entenderam para não falar de tais coisas escondendo-as do eleitorado , como tiveram a cumplicidade dos jornalistas que nunca lhes perguntaram nada sobre o assunto, entretendo-se em coisas menores. Mas farão editoriais na segunda-feira a lamentar-se da pobreza e embuste  da campanha, escondendo a sua conivência e co-responsabilidade.

Até porque o grande vencedor das europeias já se conhece:  a abstenção, a indiferença por parte dos eleitores face à UE.

 

Passatempo democrático

20 Maio, 2014

Relacione o partido/coligação da coluna da esquerda com o cabeça de lista da coluna da direita.

AP
CDU
PTP
PPV
MPT
PAN
POUS
L
PDA
PCTP/MRPP
PNR
MAS
PND
PS
PPM
BE
Francisco Assis
Marisa Matias
João Ferreira
Orlando Figueiredo
Acácio Valente
Marinho e Pinto
Paulo Rangel
Carmelinda Pereira
Rui Tavares
Leopoldo Nunes
Humberto Oliveira
Nino Correia da Silva
Eduardo Welsh
José Casaca
José Manuel Coelho
Gil Garcia

Razões para não se votar PSD/CDS nas #europeias2014 (3)

20 Maio, 2014

«o candidato da coligação PSD/CDS-PP sugeriu a criação de “uma guarda-costeira, como uma força para-militar ou mesmo um embrião de uma união de Defesa». (*)

A ficção da ferrovia

20 Maio, 2014
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ferroviaO voluntarismo político dá nisto, prejuízos na casa dos milhões suportados, ainda e sempre, pelos contribuintes. Com a agravante de vedarem actos de gestão (paragens pelo menos em Nine, Barcelos e Viana) que poderiam minimizá-los.

Uma ligação ferroviária Porto – Vigo justifica-se? Haja liberdade para os operadores abrirem as rotas que entenderem, que ela seria criada se fosse viável. Actualmente, haverá factores que não a aconselhariam, de natureza técnica, mas não só. Desde logo, é inviável pretender fazer uma ligação rápida numa linha de via única e a coexistir com inúmeras composições regionais. Forçará inevitavelmente paragens em várias estações para os cruzamentos, onde passageiros não poderão entrar nem sair, sob pena de desmentir a propaganda política da “ligação directa”. E tornará a viagem bem mais demorada (mais de 2 horas para percorrer 120 kms), insusceptível de competir com o automóvel. 

Mas tão ou mais importante do que isso é olhar-se para os transportes de forma integrada, que não dispensam os chamados nós intermodais. Estes permitem não só racionalizar, mas potenciar a utilização articulada de diferentes meios de transporte. Aqui, deparamo-nos logo com uma falha gritante, a ausência de uma estação ferroviária no aeroporto Sá Carneiro, com ligação directa à linha do Minho e às linhas do Norte e do Douro via Campanhã. E um serviço devidamente integrado com o transporte aéreo, permitiria que, em qualquer estação entre Vigo e Coimbra se fizesse o check-in para o voo e o correspondente despacho da bagagem. Esta articulação, que é simples logística, criava condições para implementar uma estratégia win-win, ao permitir captar passageiros para o aeroporto e para a ferrovia: passageiros nas áreas de Vigo ou de Coimbra tenderiam, a demandar o aeroporto Sá Carneiro por comboio, face à sua maior proximidade relativamente a Lisboa ou Madrid e à acrescida conveniência com tal articulação de meios de transporte. Aparcamentos adequados nas principais estações das linhas e promoções turísticas integradas nos outros locais por elas servidos, constituiriam outro chamariz a uma maior utilização.

Tudo isto rentabilizaria as linhas? É pouco provável. Para além da estação do aeroporto, haveria que duplicar e electrificar a linha em toda a sua extensão, de modo a que permitisse a circulação dos Alfas, com um nível de conforto incomparável ao actual. Ou seja, investimento de mais algumas centenas de milhões. Quando o aeroporto duplicar o tráfego para 12 milhões de passageiros / ano, tiver mais algumas rotas intercontinentais (uma hipotética para Cuba atrairia por certo muitos galegos), talvez permita atingir o break-even. E mesmo assim, convinha que se complementasse com adequados interfaces ferrovia / transporte marítimo, potenciando também a actividade dos portos de Leixões e Vigo.

Em suma, aliciar passageiros para o transporte ferroviário fica cada vez mais caro, exigindo pesados investimentos em renovação de linhas (ou novas linhas) e interfaces com transporte aéreo e rodoviário. Na ausência de restrições à utilização do automóvel ou de (caros) incentivos à ferrovia, as pessoas optam e optarão cada vez mais pelo superior conforto, conveniência, privacidade e flexibilidade daquele. Esta é uma tendência, quiçá irreversível, que se vem verificando em todos os países desenvolvidos e que nem a subida a pique dos preços dos combustíveis conseguiu inverter.

Mas os políticos não aprendem e insistem em “educar-nos”. Porventura alertados pela notícia de ontem do Público, já marcaram uma cimeira no interior para discutir os interesses do litoral. Nada de novo: atirar dinheiro aos problemas, o mesmo intervencionismo na gestão corrente da CP (ok, passará a haver paragens, mas têm de ser estas!…) que talvez duplique os passageiros para 50 e o mesmo esquecimento nos interfaces estruturantes com o transporte aéreo e marítimo…

Das projecções

20 Maio, 2014

No que concerne à procura estimada de passageiros para o eixo prioritário de ligação ferroviária de Alta Velocidade entre Porto e Vigo, de acordo com as projecções realizadas pela Sener/Ferconsult, a procura de passageiros seria de cerca de 3,7 milhões, em 2029.

Num assunto relacionado, comboio entre Porto e Vigo acumulou prejuízos de 1,2 milhões de euros em nove meses: a média de passageiros em 9 meses foi de 26 por viagem.

Tudo tranquilo na frente ocidental

20 Maio, 2014

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Manuel Alegre in “Praça da Canção”

Voz esganiçada.
Violador de regras da convivência democrática.
Exterminador de judeus.
Espírito intolerante.
Magro.
Agressivo.
Extremista.

Importante é que vão ganhar as eleições legislativas… europeias.

Leitura complementar: “Quem se meter com o PS leva!”

Eu saí logo após o fim!

20 Maio, 2014

Tema do meu artigo de hoje no DE: «“Ai primas, que espectáculo tão horrível. Eu saí logo após o fim!” – escreveu de Lisboa, onde vira pela primeira vez um espectáculo de ‘striptease’, para as suas primas, residentes como ele numa pequena cidade alentejana, um respeitável cidadão (e extremoso primo!) de visita à capital. A história tal como me foi contada e que presumo não ser absolutamente original repetindo-se com ligeiras variantes pelo País fora – ou não se alimentasse a prodigiosa imaginação do tempo aparentemente morto da vida provinciana com episódios similares! – dá bem conta não apenas da duplicidade moral daquele parente dado à epistolografia mas também da nossa. Há semanas que andamos a saudar a saída da ‘troika’, a enumerar os cortes na era da ‘troika’, a lastimar os pobres dos anos da ‘troika’, a chorar o desemprego criado pela ‘troika’… Mas, tal como aconteceu com o primo alentejano da minha história, não se perde uma linha a explicar como se chegou ao “espectáculo tão horrível” e muito menos porque não se saiu antes de ele acabar.»

Podem invocar o direito ao esquecimento

20 Maio, 2014

Tiananmen Massacre 25th anniversary: the silencing campaign. Communist party redoubles efforts to silence any mention of Tiananmen Square in the run-up to the 25th anniversary of the bloody suppression of the student protests

Razões para não se votar PSD/CDS nas #europeias2014 (2)

19 Maio, 2014

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Destaque do Manifesto de Junker

O que espero

19 Maio, 2014

do Observador:

Em primeiro lugar espero que não “arrase”.

Em segundo mas não menos importante lugar espero, pelas almas de todos os jornais, revistas e rádios que já vimos fechar – e são tantos! – que o Observador não sofra do síndroma do teatro independente

Por fim nas não por último gostava que o Observador observasse