Eleições para o emprego
Está preocupado com o emprego? Veja aqui os programas para as eleições europeias: todos têm uma proposta para a redução do desemprego (textos retirados dos respectivos programas eleitorais).
Bloco de Esquerda
Defendemos uma política económica virada para o desenvolvimento e a criação de emprego…
Virtudes e vícios de um consenso europeu
Como a Helena já noticiou, o Observador começou hoje. Com estes dois blasfemos em força. Eu escrevi sobre o Assis, o Rangel e estarem os dois muito de acordo:
Observando
O Observador nasceu hoje. Passem por lá e entre outras coisas vejam o debate Assis-Rangel
Abaixo o racismo, malditos boches
Esta canção destrói empregos. É uma canção terrível, de 1932, escrita pelo próprio Hitler, que inclui a linha assassina “He’s been tanning nigger out in Timbuktu, now he’s coming back to do the same to you“. Qualquer pessoa que passe esta canção é um perigoso racista, daqueles que parece filiado no Syriza, Frente Nacional, Aurora Dourada, Partido Socialista, Bloco de Esquerda ou qualquer outro daqueles que inclui um “a culpa é da Alemanha” entre uma ou outra sande de courato mutualizadora com eurobonds federalistas “troika fora daqui” e “mandem mais dinheiro”.
Qualquer comum socialista saberia que cometer a insensatez da xenofobia/racismo sem ser com alemães é meio-caminho andado para a desgraça pessoal. Assim sendo, este locutor da Radio Devon, David Lowe, só teve o que mereceu, ao ser despedido: a xenofobia é horrível e deve ser activamente combatida, só não o sendo graças à gorda alemã que esmifra este país tornando-nos escravos do grande capital através desta política austeritária-castradora e fomentadora do imperialismo que mais não é que completar o plano de Hitler de subjugar os povos do sul.
Se não lerem agora
guardem e leiam mais tarde pois dada a reinante falta de informação sobre as recentes eleições na Índia este texto de Jorge Almeida Fernandes no PÚBLICO é essencial:
1. A vitória de Narendra Modi e dos nacionalistas hindus do Bharatiya Janata Party (BJP, Partido do Povo Indiano) marca o fim de uma era. A vitória estava anunciada. A surpresa é a sua dimensão. Desabou o Partido do Congresso, que liderou a independência da Índia, moldou as instituições e governou quase sempre. Só este facto permite falar em “ruptura histórica”. Abre-se também uma situação inédita desde os tempos da antiga hegemonia do Congresso: a oposição parece inexistente. Ler mais…
Notícias que mereciam maior destaque
Suíços rejeitam o salário mínimo mais alto do mundo
Além de não terem acreditado nas teses do pensamento mágico aplicadas aos salários – Se os suíços quiserem, o salário mínimo mais alto do mundo será 3270 euros – os suíços também rejeitaram (53% dos eleitores) a compra de 22 aviões de combate suecos defendida pelo ministro da Defensa, Ueli Maurer, e que custaria 3,126 bilhões de francos suíços. Uma maioria ainda mais expressiva, 63,5% dos eleitores, votaram a favor da proibição para toda a vida do exercício de uma actividade profissional ou voluntária com crianças para qualquer pessoa condenada por abusos sexuais.
As 15 promessas de Seguro em Português
Estão aqui, as 15 promessas. Vamos traduzir.
1. Acabar com a TSU dos pensionistas
A Taxa Social Única mudará de nome e chamar-se-á algo como PSU, Provimento Social Unificado.
2. Revogar cortes no complemento solidário para idosos
Passa a existir a CSPPIPPJ – Contribuição Social de Provimento Para Idosos Pago Por Jovens.
3. Não despedir funcionários públicos e aumentar o salário mínimo
Excedentários passam a professores da nova disciplina Educação Social e de Estado, a leccionar a partir do 1º ciclo. Salário será aquele que permita viver em dignidade, como aferido pelo dignómetro digital, a produzir na renovada indústria portuguesa.
4. Acabar com a sobretaxa de IRS graças ao combate à fraude e evasão fiscal
Seguro vai dar com a língua nos dentes.
5. Promover novos acordos de contratação colectiva
Boys passam a ter contrato unificado.
6. Avançar com o plano de reindustrialização 4.0
Dignómetros digitais de nova geração. Três eixos de desenvolvimento: tradição (Mota-Engil), recursos endógenos (Casa Pia) e indústrias de raiz (Aloe Vera e Vidas Passadas).
7. Estação Oceânica Internacional dos Açores
Com ligação à Gare do Oriente, articulando o hub ferroviário com hovercrafts de grande velocidade. Portugal não pode ficar fora da rede intercontinental de hovercrafts.
8. Pacto para o emprego
“Vamos criar empregos? Está bem”. Finalmente, um governo que cria emprego, cria recursos e desafia Lavoisier.
9. Não aumentar a carga fiscal na próxima legislatura
Não é preciso mais impostos. Não só a Europa recebe dívida em Eurobonds como dívida é só o que for superior a 60% do PAB, o Produto Administrativo Bruto. Poderá parecer que há um aumento de impostos mas é porque antes media-se em PIB e agora medir-se-á em PAB, um indicador muito mais eficaz para o cálculo de tretas.
10. Exclusividade na saúde, separação total entre público e privado
Encerramento de vários hospitais, quando os profissionais forem obrigados a optar.
11. Reduzir a taxa de abandono escolar dos actuais 20% para 10%
Passagem administrativa de metade dos que abandonam o sistema de ensino através de um sistema de sorteio.
12. Não plafonamento das contribuições para a Segurança Social
Redução do valor obtido pelo cálculo de pensão para o escalão etário 50–65. Reformados existentes mantêm pensão, novos pensionistas passarão a receber 1/3.
13. Cumprir o Tratado Orçamental
Ignorar os números 1 a 12.
14. Promover a reforma do Estado
Não fazer cortes. Reforma significa colocar as pessoas certas no sítio certo.
15. Defender uma nova agenda europeia
A Minha Agenda, O Meu Primeiro Calendário ou Almanaque Republicano para Petizes.
Como alternativa à troika podem recuperar este documento
O preço da gasolina vai subir
O Ministro Moreira da Silva vai apresentar um projecto de lei para forçar a adopção de combustíveis não aditivados no mercado. Os elementos do novo sistema são os seguintes:
Preços de referência
A Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENMC) fixará preços de referência para os combustíveis. Um preço de referência é um ponto focal que pode ser usado pelos agentes do mercado para formar um cartel informal. Haverá poucos incentivos para vender abaixo do preço do referência ou sequer para entrar em directo confronto com um concorrente. Não há nada a ganhar com isso. Num mercado em que os principais elementos de concorrência são os descontos e as vendas cruzadas, estes elementos perdem grande parte do seu apelo (o desconto obriga a que se venda um pouco acima do preço médio para os clientes em geral e abaixo para os clientes com desconto).
Imposição de práticas comerciais
Determinados agentes em determinados concelhos são obrigados a adoptar determinadas práticas comerciais, no caso são obrigados a vender combustíveis não aditivados, mesmo que não o queiram fazer. As consequências disto são óbvias: mais custos para o distribuidor de combustível, menos investimento e menos concorrência.
Excepções
Só alguns postos de combustíveis é que estão obrigados a vender combustíveis não aditivados. Os postos novos, os sujeitos a renovação substancial e os actuais que tenham mais de quatro reservatórios ou que disponham de oito ou mais locais de abastecimento. São ainda dispensados os que se situem em municípios onde os combustíveis são vendidos dentro de uma margem à volta do preço de referência.
Na prática, estas excepções criam um desincentivo à criação de novos postos de combustível, reduzindo a concorrência. São também uma benesse para os actuais postos que, pela sua dimensão, não precisam de vender gasolinas não aditivadas. O valor de mercado destes postos acaba de subir.
Imprevisibilidade e burocracia
Estas medidas introduzem elementos de imprevisibilidade e burocracia que tornam menos atractivo o negócio da distribuição de gasolina. Como estas medidas vão encarecer os combustíveis, são de esperar medidas populistas ainda mais estúpidas no futuro.
Erro conceptual de base
Este projecto de lei baseia-se numa equivalência equívoca entre gasolina low cost e gasolina não aditivada. A gasolina não aditivada não é low cost por causa da falta de aditivos. É low cost porque permite segmentar o mercado entre clientes de baixo e alto poder de compra. Não é a gasolina que é low cost, são os clientes que são low cost. Os postos low cost são postos de nicho que se especializam em clientes muito mais sensíveis ao preço do que a outros factores. Fora deste nicho a gasolina não aditivada não é rentável e será mais cara. Não é um modelo de negócio generalizável.
Chavismo
Não há nenhuma diferença de princípio entre esta proposta de lei e os métodos usados na Venezuela para impor aos comerciantes limites aos preços de venda e à margem de lucro. Uma combinação de ignorância com populismo. A mentalidade é a mesma. E os resultados também serão idênticos.
Perguntar não ofende
Anonymous atacam site dos socialistas europeus e revelam contactos de deputados portugueses
É impressão minha ou o Anonymus nunca ataca os sites de partidos da esquerda radical?
Como o discurso ambientalista serviu para legitimar uma fantástica e poluente trafulhice
Vale a pena ouvir Clemente Pedro Nunes no programa Olhos nos Olhos
A tradicional descida do Chiado
É com pesar que sou informado que o peso pesado, a arma secreta, o Ivan Drago do Partido Socialista, só participará na campanha eleitoral no último dia, na “tradicional descida do Chiado”.

Na imagem, a tradicional descida do Chiado com indivíduo de canadiana, do lado direito.
Apesar da limitação temporal, é de prever uma enchente, incluindo de pessoas, na “tradicional descida do Chiado”, em animada festa pelo PEC 4 e redobrado ânimo pela vitória de Conchita Wurst no Eurofestival da Canção.
Pessoalmente, lamento apenas uma aparição do special guest nesta european tour para umas eleições cujo conteúdo relevante é a possibilidade de reeleição do Rui Tavares. Por falar nisso, o LiVRE também deve estar algures numa estação de metro nesse dia (Senhor Roubado?): apareçam, pá.

“Gondomar… Gondomar…”
Manifesto Nunca Mais
Não sou muito dado a petições mas vou assinar esta; o motivo é simples: em vez da petição pedir para que se faça isto e aquilo, favorecendo um grupo qualquer através de despesa pública e onerando os contribuintes, pede exactamente o contrário; pede para que isto seja governável.
Manifesto “Nunca Mais”.
O mercado do protesto é como qualquer outro mercado
Que vender quando não temos canções novas e alguém que queira comprar as velhas? Vende-se descontentamento e raiva disfarçada em angústia.
Não querendo ser cruel, mérito lhe seja dado: Fernando Tordo está a fazer um verdadeiro serviço público ao país; se todos os rendeiros descontentes com as inevitáveis reduções acabassem por emigrar, a despesa reduzia imediatamente.
Adenda: Está aí um novo disco de Michael Jackson; um do Fernando Tordo é que seria surpreendente.
princípios velhos e caducos
Não sinto um particular entusiasmo por ordens sociais politicamente estruturadas, dirigidas ou condicionadas. Por isso, quando no meu último post referi que o 25 de Abril depusera “uma ordem política e social fundada em princípios velhos e caducos”, referia-me a uma sociedade – a sociedade civil e política portuguesa – que sentira uma longa presença de mais de quarenta anos de um regime político personalizado num único homem e no que ele entendia ser melhor para o país e para os seus cidadãos.
Esta foi a primeira e a mais importante manifestação de senilidade do Estado Novo, diga-se, aliás, muito precocemente manifestada. Mesmo que considerássemos que esse regime foi inicialmente benéfico para Portugal, trazendo alguma paz ao país e pondo as contas públicas em ordem, nada justifica que um país seja tão longamente dirigido por uma pessoa, ainda que esta possa ser admirável ou merecedora da mais elevada consideração intelectual, tema em cujo mérito não entro, porque absolutamente desnecessário para este efeito: o simples mérito pessoal não pode legitimar o exercício de nenhum poder.
Na verdade, as sociedades contemporâneas caracterizam-se pela pluralidade, porque são compostas por indivíduos que cooperam entre si para poderem melhorar as condições da sua existência e, consequentemente, das existências alheias. Ao invés do que se costuma dizer, não foi a Revolução Francesa que introduziu os princípios da igualdade dos indivíduos perante o estado e a lei, mas a Revolução Industrial, ao produzir as condições de progressivo bem-estar material para as pessoas, com o qual elas ganharam um verdadeiro direito à propriedade de si mesmas, sem o que qualquer outro direito se torna absolutamente inviável. Por outro lado, numa sociedade de contribuintes fiscais, onde todos participam no sustento da rés publica, nada justifica que os administradores deste tipo de sociedade se legitimem a si mesmos, e não possam ser designados por todas e por cada uma das pessoas que a mantêm com o esforço do seu trabalho, nem que elas os possam afastar da gerência daquilo que lhes entregaram, quando não satisfaçam a maioria dos contribuintes.
Razões para não se votar PSD/CDS nas #europeias2014

Shortie
Muito mal deve andar a reputação da terapia de vidas passadas para a Alexandra Solnado ter aceitado associar-se ao Parlamento num evento.
O Tribunal europeu que reconhece “direito ao esquecimento” na Internet do senhor González abriu uma caixa de Pandora. Basta que dentro em pouco alguém venha lembrar o direito a ser esquecido no papel. Dirão que às hemerotecas vão poucas pessoas. Pois vão. Mas se eu usar o que leio nos jornais para fazer um livro estou ou não a colidir com o direito ao esquecimento das pessoas cujos actos recuperei do papel?
Obrigado, obrigado, obrigado, salvadores
Dietistas lançam 20 desafios para melhorar a alimentação de portugueses. Obrigadinho, fascistas.
Rute Borrego, presidente da Assembleia Geral da Associação Portuguesa dos Dietistas (APD), “pretende movimentar a sociedade civil, o poder político, o setor [sic] social e cooperativo e o setor [sic] privado nas questões de saúde alimentar”. O programa Movimento2020 (lindo nome) apresenta 20 desafios para que nos próximos 6 anos até as idiotas das crianças consigam escolher alimentos num supermercado através da leitura de rótulos.
Rute Borrego admite que “é uma meta difícil porque implica ter profissionais nos cuidados de saúde primários”. Puxando a brasa à sua sardinha (é peixe, contém mais ómega 3 que borrego), Rute procura encaixar mais alguns fascistas daqueles que dizem às pessoas exactamente o que devem ou não fazer nas estruturas burocráticas do funcionalismo público.
É um verdadeiro flagelo, esta epidemia de obesidade e desbaste crónico da população pelos seus péssimos hábitos alimentares, como se comprova pelo gráfico seguinte.

E a limpeza das vidas passadas vai ser integrada no SNS?
Podem perguntar ao pai do SNS se o universal e gratuito se aplica apenas às vidas presentes ou também se refere às vidas passadas?
A sovietização dos motores de busca

O camarada Estaline achava-se no «direito ao esquecimento». Isto é, entendia que a permanência do seu inimigo Trosky nas fotografias junto a Lenine, de quem Estaline reinvidicava a sua legitimidade política, «lhe pode ser prejudicial ou deseje que seja esquecida, mesmo tratando‑se de uma informação publicada licitamente por terceiros».
Assim decidiu o Tribunal de Justiça da União Europeia criando um novo e perigoso «direito ao esquecimento» o qual abre portas a todas as arbitrariedades e manipulações.
Obrigado, irmãos
Esta deliberação de bondade suprema, com os votos contra de Domingos Farinho (jugular), João Almeida (PCP), Carla Luís (Bloco de Esquerda) e António Saraiva (PCP vertente ecológica), não contempla a possível suspensão dos jogos Alcainça – MTBA, Pinheiro Loures – Cerca e Sobreirense – Monte Agraço para a 1ª série da 1ª divisão da associação de futebol de Lisboa. Também fora da deliberação da CNE ficou o já clássico Mem Martins – Algés e o sempre emocionante Beneditense – Nazarenos na divisão de honra da associação de futebol de Leiria.
A CNE não se pretende pronunciar sobre o Kalmar – Helsingborg a realizar às 14h00 no estádio Fredriksskans em Kalmar, Suécia, com capacidade para 10.000 espectadores; jogo a contar para a League Allsvenskan, correntemente liderada pelo Malmö com 7 vitórias, 1 empate e 1 derrota.
Continuam na mesma
«Decisão da CNE não me surpreende dada a Comissão» – Esta frase sobre a decisão da CNE a respeito da realização da recunião do BCE a 25 de Maio e do Conselho de Ministro sa 17 não foi proferida pelo BE ou pelo PCP. Veio sim do PS. Dir-se-á que do PS da linha Sócrates. Claro, mas eles continuam aí, iguais ao que sempre foram. Estão à espera. E são eles quem um Guterres candidato a PR mais teme.
Concertação ou mistificação?
Qual a representatividade das pessoas que se sentam na Concertação Social?
Composição da Comissão Permanente de Concertação Social
| Efetivos | Suplentes | |
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Governo |
Primeiro Ministro Ministra de Estado e das Finanças Ministro da Economia Ministra da Agricultura, do Mar Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança SocialEconomia
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|
| Organizações Sindicais | ||
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CGTP-IN |
Arménio Horácio Alves Carlos Armando da Costa Farias |
Carlos Manuel Alves Trindade Joaquim Filipe Coelhas Dionísio |
|
UGT |
Carlos Manuel Simões da Silva Lucinda Manuela de Freitas Dâmaso |
Ana Paula Mata Bernardo António Luís Ferreira Correia |
| Organizações Empresariais | ||
|
CIP |
António Saraiva | Gregório Rocha Novo |
|
CCP |
João Vieira Lopes | Vasco Álvares de Mello |
|
CAP |
João Machado | Luis Miguel Correia Mira |
|
CTP |
Francisco Calheiros | Adília Lisboa |
…….
11 de Abril: Ukraine Offers Its Regions More Autonomy in Bid to End Violence in East (*)
6 de Maio: Parlamento da Ucrânia rejeita realizar referendo do 25 de maio (*) «O parlamento da Ucrânia votou nesta terça-feira contra a realização em 25 de maio de um referendo sobre a integridade territorial e a descentralização do país, como pedem os rebeldes pró-Rússia do leste.» (notícia não divulgada nos meios de comunicação pro–ucranianos portugueses)
9 de Maio: as milicias ucranianas voltam a cercar e assassinar pró-russos mediante fogo posto. Desta vez foram 20 os mortos (*).
12 de Maio: We’re encouraging the efforts of the Government of Ukraine to reach out to all regions within the framework of the National Dialogue, including on the constitutional reform process. It is vital to ensure the rights of national minorities, diz sem vergonha na cara a EU Very Small Representative Catherine Ashton (*)
Esta senhora ainda se atreve a classificar de «ilegais» as consultas locais sobre autonomia de domingo passado. Mas há alguma coisa que seja «legal» na Ucrânia? Acaso foi «legal» o derrube do presidente anterior, derrube esse que Aston andou a patrocionar e incentivar? Tenha tino e vergonha na cara. Com Kiev a negar qualquer autonomia e protecção e a fazer guerra às regiões das minorias russas, como queriam que estes se comportassem? Caladinhos?
Ou tem os seus habitantes de sofrer placidamente o assassinato de cidadãos desarmados às mãos das forças/milícias ucranianas?
O problema é mesmo o povo, o ignaro povo
Ele há frases reveladoras. Como esta:
Ou seja: quando o povo não vota como eu gostaria que ele votasse, isso é uma limitação da democracia. A hipótese de haver muito povo que não pensa o mesmo que eu nem me cabe na cabeça, pois eu sei o que é o melhor para o povo. O povo, às vezes, é que é ignaro.
É por estas e outras que, um dia, se acaba a limitar realmente a democracia em nome de uma democracia sem limites. E do povo, claro, de um povo finalmente liberto de “lavagens ao cérebro”, da “atracção do sucesso” e das “maravilhas do mercado”.
De Robespierre a Lenine não faltou quem teorizasse sobre o tema.
Ler
A culpa é sempre da austeridade de João Miguel Tavares: «A notícia foi publicada neste jornal na semana passada, com o seguinte título: “O inferno de uma doente com cancro deixada na escadaria de uma igreja”. Acrescentava o pós-título, com trocadilhos celestes: “Uma mulher debilitada, com cancro, teve alta do Hospital Joaquim Urbano, no Porto, mesmo sem ter uma casa para onde ir. Passou uma tarde nas escadas de uma igreja, onde não viu o céu, até a Segurança Social lhe arranjar um quarto. O inferno em que vive está agora escondido numa pensão.”
O impacto foi imediato: a notícia foi replicada em vários meios de comunicação e nas redes sociais, a fotografia de Rosa nas escadarias da igreja tornou-se viral, só no site do PÚBLICO a notícia tem neste momento 37 mil partilhas, e na quinta-feira à noite escutei na SIC Notícias Gabriela Canavilhas referir-se à história de Rosa como um caso de “banalização da miséria” e da imposição em Portugal de uma “normalidade da pobreza”, culminando, nas suas palavras, na total “indiferença perante a dor e o desespero”. Basta juntar pelos pontinhos as sugestões de Canavilhas: as políticas de austeridade promovidas pelo Governo causaram desgraças como a de Rosa, que não só foi corrida do hospital portuense como ficou, apesar da extrema pobreza em que vivia, sem o Rendimento Social de Inserção.
Só que de seguida nós líamos a notícia e descobríamos uma realidade bastante diferente: o hospital não queria deixar sair Rosa; a doente insistiu em ir-se embora, garantindo que ia para casa de familiares; o próprio director do serviço de Pneumologia ofereceu-se para, do seu bolso, lhe pagar um táxi. Diria que enquanto retrato da “indiferença perante a dor” haverá melhores exemplos do que este. Mais: em declarações posteriores à Rádio Renascença, o Instituto da Segurança Social esclareceu que a prestação do RSI de Rosa havia sido “suspensa pela entrega tardia dos documentos necessários à sua renovação”. Ler mais…
A vitória da grande corporação vista da Ponderosa
É preciso outro manifesto
Topem esta cena:
Estou convencido que vamos ter de ter perdão da dívida.
–Paulo Trigo Pereira, Janeiro 2013
Aquilo que achei mais interessante no debate sobre a reestruturação da dívida e o manifesto dos 74 (que subscrevi e contribui) é o argumento de que com algum crescimento económico, com excedentes primários (saldo orçamental excluindo os juros) permanentes durante décadas e com juros da dívida não muito elevados, a dívida pública é sustentável. Com estas hipóteses, claro que é, e estas contas têm sido feitas no ISEG anualmente desde 2010 no âmbito do projecto de avaliação do Orçamento de Estado (Budget Watch). Porém, quem assim argumenta trata os próximos quatro anos, os anos ainda difíceis, como uma “caixa negra”, isto é, não explica como se faz a transição no período 2014-2018. Tendo em conta que 2013 terá registado ainda um défice primário na ordem dos 0,5% do PIB, urge explicar como é que se vai chegar a um excedente de 4% em 2017.
–Paulo Trigo Pereira, Março 2014
Sem ignorarem que Portugal está obrigado a restrições no que toca do défice estrutural e ao nível da dívida pública, os economistas [Paulo Trigo Pereira e Ricardo Cabral] defendem que o Governo tem “alguma margem de manobra” para “escolher o ritmo e a forma da consolidação”. E dizem ser possível cumprir o que está estipulado no quadro da união económica e monetária “com um processo de redução do défice muito mais suave e, por conseguinte, mais realista e mais amigo do crescimento económico e do emprego”.
Maio 2014
O manifesto dos jarretas foi há 2 meses. Dois meses, meus senhores. Há dois meses a dívida era impagável, agora há “alguma margem de manobra”.
Fantochada
Começou a campanha para as eleições e já é insuportável. Enquanto estiverem centrados em austeridade em vez de estarem na responsabilidade pela sua inevitabilidade, não há campanha eleitoral para mim. Emigração, regulação excessiva (fim de cigarros de mentol? A sério?), proteccionismo (porque haveria de ser “importação” trazer um carro da Alemanha?), e toda a alegoria soviética que é o inchaço pacóvio da auto-importância dos MEP, estes são os assuntos europeus. Tudo o resto é faísca para entreter burocratas e aficionados de uma tourada bem mais desprovida de sentido.
Não admira que haja quem proponha obrigatoriedade de voto: quem quer votar nisto sem ser obrigado?
O candidato confuso
O CDS anda muito aborrecido com o senhor Shultz por este ter dito que as eurobods não eram para já, por falta de condições políticas. Tão aborrecido anda que não fala de outra coisa, lembrando sempre que o seu candidato Junker (que diz exactamente a mesma coisa) também é favorável a tão esdrúxula e socializante ideia.
Aliás, foi um trabalho desenvolvido pelo eurodeputado do CDS Diogo Feio que levou o Parlamento europeu a aprovar tal coisa. Mesmo que o actual Tratado de Lisboa as proiba expressamente, isso nunca é impecilho para quem cria mundos novos e amanhãs que cantam.
Mas para Nuno Melo o grande óbice de Martin Shultz é ele ser alemão. Pior ainda: é membro de um partido que governa a Alemanha. O que o tornará duplamente cúmplice e co-responsável por…não se sabe bem porquê, mas é mau. Se é alemão, do SPD parceiro da CDU de Merkel é mau. Claro, o facto de Nuno Melo ser parceiro de Merkel via PPE é irrelevante para o efeito demagógico que o ainda eurodeputado pretendia criar.
Ah, é por causa da austeridade. Sim, Nuno Melo faz parte do rol dos que se opõem à austeridade: « Martin Schultz representa um dos partidos do governo alemão. Sabemos que no nosso contraponto da dicotomia austeridade versus menos austeridade, está esse governo alemão, logo, está também Martin Schultz.»(*). Pimba! Embrulha ó alemão Shultz, fazes parte dos que defendem austeridade. O Nuno Melo não. Nem o CDS. Estes defendem «menos austeridade». Tal como o PCP, o Bloco, o PS. Quem fica a defender austeridade para colocar as contas publicas em dia? O PSD? Mas esses são parceiros do CDS, lista onde por alguma razão desconhecida foi incluido Nuno Melo.
o nosso problema
Portugal é um país absolutamente desregrado, isto é, sem uma ordem comunitária fundada em princípios claros e consensualmente aceites e respeitados pela maioria das pessoas.
O país não observa as regras mais elementares da convivência social. Os velhos são desrespeitados todos os dias e em todas as instituições públicas ou privadas, as crianças são tratadas como se fossem adultos e os indivíduos são meros contribuintes do estado. Não existem valores que mereçam a adesão consensual da comunidade, ela mesma uma ideia muito vaga para a generalidade dos portugueses. As cidades perderam o seu brilho e o seu orgulho local. Já ninguém fala de regiões, esquecidos que foram os laços indeléveis que uniam as pessoas e as suas terras a identidades comuns. Nenhuma figura pública, política, cultural ou empresarial é objeto de admiração. Pelo contrário, todas são objecto de escárnio e maledicência. Não existem instituições que não tenham sido maculadas, nestes últimos vinte anos, por escândalos verdadeiros ou inventados, aos quais a comunicação social dá um tratamento miserável, mas que, com a cada vez maior ausência de discernimento que só valores sólidos podem manter, excita a populaça e faz vender. O sucesso é sinónimo de falcatrua. Todos desconfiam de todos, e os vínculos naturais de cooperação desapareceram, arrastando com eles as instituições sociais naturais, como a família e o casamento.
O 25 de Abril derrubou, sem sequer se aperceber disso, uma ordem política e social fundada em princípios velhos e caducos, que já há muito tempo não serviam para um país integrado na Europa e com as responsabilidades que então tinha em África. Mas, em sua substituição, nada criou, a não ser confiar à política tudo o que deve ser de natureza social, privada e natural. O resultado só podia ser aquilo em que hoje vivemos. Este é o nosso problema.
A anedota do ano
PS questiona Governo sobre interesse dos EUA na Base Aérea de Beja Socialistas exigem que novas utilizações da infraestrutura «não ponham em causa» o desenvolvimento do aeroporto
O aeroporto de Beja recebe em média dois voos por semana. Mas é tudo culpa do actual governo que desinvestiu no aeroporto, da senhora Merkel porque ela é sempre culpada de alguma coisa e depois dos americanos que eram para vir comprometendo desse modo o desenvolvimento do aeroporto e depois como não hão-de vir comprometem-no ainda mais. Quando o PS for governo faz-se um programa de desenvolvimento para o aeroporto de Beja. Eu sugiro que se levem os ‘desencorajados’* de avião até Beja de preferência em Julho, metem o nariz na rua e regressam para casa animadissimos e quiçá até dispostos a trabalhar numa churrascaria.
Obs. Segundo a TSF os ‘desencorajados’ recusam sistematicamente as propostas de emprego dos centros de emprego mas não são pessoas que não querem trabalhar, são sim pessoas desencorajadas.
Títulos como o meu povo gosta!!!!
Ajudas a Portugal e Grécia foram resgates aos bancos alemães Enfim Estados livres endividam-se junto da banca. Os Estados pressionam a banca dos seus países a endividar-se mais e mais junto da banca estrangeira para não terem de assumir que os seus governantes levaram o país para a bancarrota…e no fim a culpa é dos bancos, sobretudo dos bancos dos outros países. Lido o texto as coisas não são assim tão simplistas. Aliás com tanta procupação social não se perdem palavras a analisar as consequências para Portugal de não ter sido resgatado. Mas o que conta é fazer títulos que transferem as culpas para os outros.
Num chega!
Martin Schulz: “Grandes fortunas têm que pagar a crise” Em Portugal já experimentámos esta via: umas fortunas desapareceram, outras foram-se embora e sobretudo não pagaram nada. Nós é que ainda tivemos de pagar as dívidas das grandes fortunas porque 24h após as fortunas começarem a pagar a crise descobriu-se que sem os donos as fortunas eram completamente desafortunadas. Vá lá saber-se porquê as fortunas são muito dedicadas a quem as criou e se os seus donos vão ser afortunados para outro lado as fortunas transformam-se num monte de problemas.
Sendo assim, boa sorte …
Informava ontem o Público que a União europeia só ajudou Portugal para salvar os bancos alemães. A historinha, como é habitual em notícias deste género, vem de encontro a uma das narrativas da esquerda, a de que os alemães são uns mauzões que só pensam nos interesses deles, ao contrário de nós, que em vez de pensarmos nos interesses deles, pensamos primeiro nos nossos. Ora, é bem possível que a narrativa desta vez esteja mais certa que o habitual, e que de facto os alemães só tenham permitido a ajuda a Portugal para salvar os bancos alemães. A ser verdade, o corolário lógico desta tese é que, se na próxima bancarrota portuguesa o bancos alemães não estiverem envolvidos, estaremos por nossa conta, isto é, teremos que contar com a esquerda portuguesa para encontrar uma solução que não envolva dinheiro alemão ou europeu.
Coitados dos homossexuais
Ontem, na final do festival Eurovisão da canção, fez-se história, a julgar pelas reacções nas redes sociais: um indivíduo austríaco, esperto, que percebe o quão homofóbico-fóbicos são os progressistas que votam nestas coisas, ganhou uns cobres ridicularizando toda a luta pela igualdade de homossexuais não-federados. O esforço pela ridicularização do homossexual não-maricas pela redução ao absurdo do activista está ao rubro.
O que se decide a 25 de Maio
Se José Sócrates continua a apresentar livros e a participar em festivais literários ou se passa já para a campanha política com vista às próximas presidenciais.

