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Comunicado da célula comunista das Berlengas*

20 Outubro, 2013

Cimeira Ibero-Americana pede fim do bloqueio económico dos EUA contra Cuba 

Cuba é o único país do mundo que está livre de comprar e vender coisas ao grande satã. Em Cuba aqueles cartazes dos Verdes a pedir que só se comam produtos nacionais só não são a realidade porque outros países , nefandamente capitalistas, exportam para lá os seus produtos esmagando assim as cooperativas e produtores locais. A Cimeira Ibero-Americana braço diplomática do tio Sam quer mais um mercado para os produtos das grandes multinacionais norte-americanas. Mas não conseguirão levar a sua avante. O povo cubano lutou e luta contra a exploração do homem pelo homem e Cuba não voltará ser o bordel dos EUA e muito menos um posto de revenda dos seus produtos. Boicote aos produtos dos EUA já! EUA fora daqui!

*A célula comunista das Berlengas lamenta que não tenha sido feita uma ponte marítima de modo a que as muitas dezenas de milhar de manifestantes indicadas pela CGTP como tendo estado presentes na manifestação lá tivessem conseguido chegar de facto. Por outro lado a célula comunista das Berlengas vai apresentar uma queixa no TC contra a chuva. É inacreditavel como não existe equidade na meteorologia: quando choveu numa manifestação do PS? E será que choveria numa manifestação do PSD caso a fizessem? Não meus amigos: o céu e já agora o Dia de Todos os Santos mais a ponte são nossos. E não podemos permitir que para uns chova e para outros faça sol. Aliás estamos também a investigar a coincidência de ter começado a chover quando o camarada Arménio Carlos começou a falar. Não sejamos ingénuos: alguém moveu os cordelinhos para que isto acontecesse. Por uma meteorologia pública de qualidade, já!

Continuamos atentos a notícias do bloqueio

20 Outubro, 2013
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Estou desde as 15h00 de ontem à espera das fotografias, vídeos, notícias, instagrams e relatos do caos instalado com a acção popular espontânea de bloquear o porto de Lisboa, um sucesso da magnânima vontade popular de aniquilar o capitalismo e a exploração do homem pelo homem através da escravização e destruição de capital que torna websites em WordPress gratuitos.

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Prémio título surrealista do ano

20 Outubro, 2013

Perante este título Criança loura encontrada na Grécia renova esperança dos pais de Madeleine pensar-se-ia que a menina em causa teria alguma semelhança com Madeleine McCann e sobretudo que não existem crianças louras na Grécia. Enfim nem uma coisa nem outra. Smplesmente aquilo que Paulo Tunhas define como racismo altruísta

em defesa de josé sócrates

20 Outubro, 2013
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Começo por esclarecer que não considero necessariamente José Sócrates um patife. Também não acho que seja o único responsável pelo lamentável estado a que o país chegou, não obstante ter desempenhado nesse drama o papel daqueles protagonistas que surgem a meio de uma longa-metragem atribulada e lhe põem fim com a fatal consumação da adivinhada tragédia. Não me interessam igualmente os aspectos da sua personalidade e do seu carácter. Pressuponho-os sempre inexistentes ou distorcidos nos políticos de profissão, que não considero muito mais saudáveis do que jogadores viciados de casino, e não tenho o hábito de me debruçar sobre essas recônditas paragens das almas alheias. Por conseguinte, é-me indiferente que seja, ou não, narcísico, mentiroso, egocêntrico, trafulha e ladrão, ou tudo isso por junto e atacado. Por fim, tenho a questão da sua licenciatura como absolutamente menor (no processo de Bolonha já seria certamente doutorado…), a não ser pelo divertimento que me causou a história do exame de «inglês técnico» feito numa soalheira tarde de domingo, e o encalacranço público em que por causa disso se meteu, e que culminou com uma circunspecta entrevista televisiva, que me fez lembrar aquela outra do seu colega norte-americano que teve de vir a público explicar a diferença entre sexo e o princípio da oralidade… Os meus problemas com José Sócrates não são estes. São outros.

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majestático

19 Outubro, 2013
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«Passei dois anos horríveis com o Teixeira dos Santos, horríveis. Ele foi-se abaixo! E teve uma atitude horrível connosco», José Sócrates, na entrevista de hoje ao Expresso (via Porta da Loja).

Duas coisas que não se entendem: que «atitude horrível» foi essa de Teixeira dos Santos e a quem se refere o «connosco», vítima dessa atitude? É um plural majestático de Sócrates ou inclui mais além para além do antigo primeiro-ministro?

Declarações de um líder sindical do sector dos transportes quando a CGTP voltar às manifes apeadas

19 Outubro, 2013

Durante meses e meses recorreram aos nossos serviços. Obrigaram-nos  a trabalhar aos fins-de-semana e a suportar ruído que nenhuma legislação laboral tolera. Os senhores da política deviam um dia suportar um buzinão ao volante de um autocarro! Agora de repente dizem que não precisam de nós. Que vão voltar a fazer manifestações a pé. E o patronato, claro, feito com eles diz que não há encomendas e que se não há encomendas não pode sustentar tantos postos de trabalho. Estes cortes da contratação de autocarros pela CGTP estão a destruir  o país e o que nós queremos é que nos seja garantido que os nossos postos de trabalho não vão continuar à mercê de meia dúzia de poderosos que umas vezes acham que precisam de autocarros e outras não. Queremos um mínimo de manifestações de autocarro garantidas e uma distribuição equitativa pelas diferentes empresas do sector da contratação de autocarros para as manifestações.

A opção por manifestações a pé é um retrocesso civilizacional. Uma insensibilidade! Parece que voltámos aos tempos do salazarismo em que as pessoas iam a pé para as manifestações. A manifestação de autocarro permite que os idosos, as grávidas, os deficientes e as crianças partipem em igualdade de circunstâncias. Pelo contrário a manifestação a pé é discriminatória e vamos apresentar uma queixa no Tribunal Constitucional alertando para a gravidade destes factos.

Dis-dis-dis-léxica-mente

19 Outubro, 2013

As “violações dos valores da União Europeia” e a ingerência boa.
A “defesa do Estado de Direito” e a ingerência má.

preocupante

18 Outubro, 2013
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O PS de António José Seguro manifestou o seu espanto (e indignação, que fica sempre bem) pela Comissão Europeia estar a imiscuir-se nos assuntos internos de Portugal. Lapidar, o líder socialista citou os tratados comunitários, lembrando que “os tratados europeus são claros: a Comissão Europeia não se deve intrometer na vida política dos seus Estados-membros”. Bom, por estas declarações Seguro parece não se ter dado conta de um certo memorando de entendimento assinado, em Maio de 2011, com uma tal de troika, e já se terá esquecido das visitas trimestrais (já vão na nona) que uma rapaziada vinda do estrangeiro faz ao governo português. Depois das últimas declarações de Soares, também a denotarem alguma quebra de memória, este ataque de amnésia de Seguro leva a crer que algum problema sério se passa com os dirigentes do PS. Muito preocupante, até porque um destes dias poderão ser eles os responsáveis pelo governo.

um enorme prejuízo

18 Outubro, 2013
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O Sindicato Nacional do Ensino Superior advertiu que o corte de 7,6% do financiamento do Ensino Superior, previsto no Orçamento para 2014, tornará “impossível a permanência das instituições nos melhores rankings internacionais”. Perderemos, assim, no prestigiado Academic Ranking of World Universities a posição 301- 400, que a Universidade do Porto ocupou na edição de 2013, e as posições 401 – 500, atribuídas à Universidade Técnica de Lisboa e à Universidade de Coimbra no mesmo ranking. Um enorme prejuízo que um país falido não poderá tolerar.

Campanha e pré-campanha

18 Outubro, 2013

Durante a pré-campanha para as eleições autárquicas de 2009, um canal de televisão realizou um debate entre dois dos candidatos. A CNE considerou que o referido canal violou a Lei, ao realizar o debate sem a presença dos outros candidatos. A sanção foi leve (uma admoestação), mas foi impugnada judicialmente. Os efeitos (deste) e de outros casos, quanto à interpretação muito severa que a CNE faz sobre as regras da cobertura jornalística das eleições, fizeram-se sentir de forma aguda nas autárquicas de 2013.

O Supremo Tribunal de Justiça, num acórdão proferido poucos dias após as últimas autárquicas, decidiu o caso de 2009, absolvendo o canal, por entender – ao contrário da CNE – que a lei distingue claramente os períodos de campanha e de pré-campanha, e que o faz por boas e ponderosas razões. Recomenda-se vivamente a sua leitura, em especial aos membros da CNE.

Neste Outubro a primavera árabe está a ficar muito invernosa

18 Outubro, 2013

Marzouki chassé par des manifestants: Le président tunisien Moncef Marzouki et son Premier ministre Ali Larayedh ont été chassés aujourd’hui par des représentants d’un syndicat de police, lors de la cérémonie d’hommage aux deux gendarmes tués hier par un groupe armé.

Libye : le Premier ministre libéré après un bref enlèvement

Ainda sobre fobias

18 Outubro, 2013

Isto tinha graça

Isto é racismo

Todas as religiões são iguais mas algumas são mais iguais…

18 Outubro, 2013

À semelhança dos terroristas que uma vez presos se tornam especialistas em direitos humanos também os muçulmanos fundamentalistas  residentes na Europa esgrimem com perícia a legislação sobre liberdade, direitos e garantias desta satânica Europa que tanto abominam. Em França vive-se uma verdadeira roda-viva de processos por islamofobia. Tudo pode ser islamofobia. E qando escrevo tudo é memso tudo. por exemplo contra Manuel Valls ministro do Interior foi apresentada uma queixa porque a  19 de Agosto deste ano declarou: “d’ici dix ans, on doit faire la démonstration que l’islam est compatible avec la démocratie”.

Mas o mais espantoso é que a própria sociedade adoptou a linguagem dos intolerantes e assim estas notícias vêm sempre com títulos e subtítulos como: islamofobia, xenofobia, anti-Islão… Aquilo que em relação às outras religiões é um exercício normal de crítica no caso do Islão inverte-se o ónus e passa-se logo a falar de fobias e anti isto e anti aquilo.

As taxas de variação das taxas de variação das taxas

17 Outubro, 2013

Circulam teorias sobre os cortes salariais do orçamento de estado para 2014 que tentam evidenciar métricas bizarras como (não estou a brincar) “percentagem de variação da taxa de variação dos cortes”. Podemos ser tão criativos quanto desejarmos mas, por muitas linhas que se escrevam, por muitas teorias de “comparação internacional” que se façam, tudo se resume a equidade. Os cortes são equitativos ou seja, perfeitamente de acordo com a nossa matriz socialista de “se todos pagarmos, todos pagamos menos”.

Conversa à parte, tudo se resume a dois gráficos.

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Ó terra bendita

17 Outubro, 2013

em que o líder de uma central sindical estalinista tem de responder isto Arménio Carlos rejeita entrar em confrontos e lembra que a arma da intersindical é a “argumentação” às corporações engordadas pelo  socialismo de Estado que todos os dias apelam à revolução: O presidente da  CIP – Confederação Empresarial de Portugal alerta para uma possível explosão social face aos sacrifícios que estão a ser pedidos aos portugueses

Para a semana que vem há mais

17 Outubro, 2013

Por respeito para com a pessoa em causa e para com a sua família quando acabará este circo semanal da declaração ainda mais bombástica que a anterior?

“No mais, Musa, no mais,” que isto acaba mal

17 Outubro, 2013

A divisão entre o EU e o MIM que deu páginas maravilhosas à poesia portuguesa está à beira de se tornar um axioma para os socialistas portugueses: Mário Soares de si feito alheio parece uma reencarnação do vilancete de Bernardim Ribeiro  “Entre mim mesmo e mim/ não sei que se alevantou/ que tão meu imigo sou“; José Sócrates está quase a entrar num processo de heteronímia entre quem é, quem acha que os outros querem que ele seja e quem ele quer ser. Contudo para uma coisa assim  só nos resta o Eugénio de Andrade  pois já gastámos as palavras ou melhor dizendo não há palavras nem poesia nem romance nem conto nem novela que expliquem este desconcerto do mundo: esta lusa alma fez um livro falando de si na terceira pessoa todo o santo tempo, aqui vai Maria, aqui fala Maria, ali está Maria… Só lido!

O nosso Senado

16 Outubro, 2013

Estudo diz que Tribunal Constitucional é politizado e partidarizado

O estudo declara que os juízes nomeados pela Esquerda estão “fortemente associados” ao voto de inconstitucionalidade. Mas que uma associação entre os nomeados pela Direita e o voto pela constitucionalidade “é fraca”.
[…]
[…] o trabalho conclui ainda que esta aparente maior sensibilidade aos princípios da Constituição por parte dos juízes de Esquerda tende a esbater-se quando o seu partido é Governo. Os votos a favor da constitucionalidade aumentam de 35% para 75% quando os socialistas estão no poder, enquanto que não há grande variação nos votos dos juízes de Direita, estando ou não no poder.

A tal alternativa

16 Outubro, 2013

O JCD pode começar a fazer vistos neste post: já todos os grupos se manifestaram contra a proposta de orçamento (não ouvi os tipógrafos mas têm tanto peso na sociedade como o Bloco tem nas autarquias).

O discurso que anda no ar é que precisamos de outro orçamento, deste não. Qual outro? O outro, o que não é este. É preciso uma alternativa a isto. Qual alternativa? A alternativa.

Muito será discutido sobre alternativas sem, porém, apresentar a elusiva alternativa, o abominável homem das neves das alternativas, o monstro do lago Ness das alternativas. Portanto, a alternativa que se discute é a meta-alternativa, a alternativa que define todas as alternativas que não esta, a tal que não é alternativa às alternativas.

Será interessante verificar o comportamento em caso de default. “Este default, não; é preciso um outro default, o default alternativo, o meta-default, o default que defaulta este default evidenciando todos os defaults alternativos”.

Mas não entremos em semântica.

Há gente muito ingrata

16 Outubro, 2013

Com tanto que tantos portugueses fizeram por eles

Braço de ferro

16 Outubro, 2013

Já alguém imaginou o actual locatário da Casa Branca a lidar com o nosso Tribunal Constitucional?

 

Não relacionadas….

15 Outubro, 2013

11 de Outubro, Poiares Maduro: « os portugueses não vão pagar mais dinheiro pela RTP. Isso é claro.»

15 de outubro: Imposto RTP aumenta 18% em 2014

Porque é que não vão de cacilheiro?

15 Outubro, 2013
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Arménio Carlos quer “unir as duas margens” do Tejo em Lisboa mas não tem pernas para os 12 quilómetros da Vasco da Gama. Também não precisa: pode fazê-lo de cacilheiro. Já aconteceu. Foi a 12 de Setembro de 1974, numa manifestação de operários da Lisnave que o democratíssimo poder revolucionário ainda tentou impedir. 

O problema é que o PCP estava então contra essa manifestação, como se recorda aqui e como a Fátima Patriarca ainda explica melhor aqui. Ora se o PCP era contra a manif com utilização de cacilheiros em 1974, em 2013 continua a ser contra. Nada mudou nem nada muda nunca. 

demita-se o ministério público!

15 Outubro, 2013
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Já se fazem apostas na net sobre uma eventual demissão de Rui Machete, por causa do discurso de hoje de José Eduardo dos Santos. O corte da cabeça de alguém é sempre uma hipótese sensata, porquanto, nestes assuntos de política internacional, o sacrifício de um boi de piranha é prática muito utilizada para apaziguar os ânimos e restabelecer a boa ordem das coisas. Todavia, se for Machete a vítima escolhida, haverá um erro de cálculo dos sacrificadores, porque quem incomodou o presidente angolano foi o Ministério Público e não o Ministro dos Estrangeiros. Demita-se o Ministério Público, pois então! Todo ele, de baixo a cima e da esquerda para a direita, para que não volte a meter o nariz onde não é chamado. Na intimidade das pessoas decentes, claro.

É hoje, pá!

15 Outubro, 2013

É hoje, logo após o jogo da selecção de apuramento para o mundial, este sem Pepe e Cristiano Ronaldo, ambos amarelados, tal como o governo com sucessivas derivas à subjectiva ortodoxia da constituição socialista, que é apresentado o derradeiro orçamento de estado antes do orçamento para ano de eleições em ano regular.

O bastonário da ordem dos técnicos oficiais de contas já sabe o conteúdo deste orçamento há pelo menos dois dias. “Os portugueses têm sido demasiado cordatos” e “andam calmos demais”, isto porque “ao que tem acontecido na vida pública portuguesa, era para estar a ferro e fogo, com uma guerra civil em cima”.

Também Mário Soares, que considera membros do governo “delinquentes”, sabe que o propósito do orçamento é “acabar com o estado social” mas, como considera inevitável a sua queda para “muito antes” de Junho, reduzem-se as probabilidades de isso acontecer “antes que o ódio do povo se torne violento”.

Jorge Sampaio aponta o dedo à falta de “assomo patriótico das decisões que são tomadas” pelo tribunal constitucional, que considera poderem ser criticadas mas, relembra, “ameaçá-las é outra coisa”. Na qualidade de ex-presidente da república, adianta também que “não podem ser sempre os mesmos e, sobretudo os mais frágeis, a quem as coisas acontecem todas”.

Já Manuel Alegre aponta a Purdey à “manobra contra os políticos” no que concerne ao corte na subvenção, a que urge “reagir” por “uma questão de decência política”, uma vez que “não podemos promover um discurso para atrair os melhores para a política e remunerar os cargos de uma forma não atractiva, sob risco de assistirmos a uma degradação da classe política”.

O bispo da Guarda, Manuel Felício, considera que são os bancos e os ricos quem tem “que pagar a crise”. “Os balúrdios que se entregou para sustentar bancos que já deviam estar enterrados há muito tempo. Eu já disse que lhes fazia o funeral de graça. Estamos agora a sofrer os efeitos”. Curiosamente, não referiu a hipótese de pagamento de IMI pela Sé-Catedral da Guarda, decerto por o já habitual “na minha quinta, não”.

Por falar em “na minha quinta, não”, também Manuela Ferreira Leite se indigna com o que considera ser uma medida de “sistemas de segurança social assistencialistas”, o corte nas pensões de sobrevivência. De acordo com a própria, “na matriz social-democrata (…) aquilo que se defende é sistemas de segurança social contribuitivos”. Mais longe vai ainda Bagão Félix, que considera que estes cortes, apesar de já efectuados anteriormente, “violam a constituição”.

Até a UNICEF acusa Portugal de violar os direitos das crianças (não, não é a Casa Pia) devido à austeridade.

Enquanto isso, Viriato Soromenho-Marques continua na sua senda de comparar tudo ao holocausto. Assim sendo, hoje à noite, mesmo sem Cristiano Ronaldo e Pepe, espera-se mais um holocausto contra o Luxemburgo.

O que vai acontecer? Perguntem ao Joaquim.

tudo normal

15 Outubro, 2013
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O que incomoda no comportamento de Rui Machete na «questão angolana» não é qualquer eventual trapalhada diplomática que as suas declarações sobre a investigação criminal portuguesa de altos dirigentes angolanos possam ter criado, com eventual prejuízo dos interesses portugueses naquele país. Pelo contrário, o «pedido de desculpas» do MNE português às autoridades angolanas foi, por estas, visto com muito bons olhos, e até mereceu rasgados elogios do órgão oficial do regime – o Jornal de Angola – coisa que não se deseja ao pior inimigo político. O que foi manifestamente desagradável na atitude de Machete foi o modo prestimoso com que um representante do governo de Portugal se dispôs a rebaixar-se, a si e ao país que representa, a poderes cuja legitimidade e idoneidade são mais do que duvidosas, pedindo desculpas como um mendigo, perante quem está longe de as merecer. Certamente que Machete sentiu o peso da importância dos interesses portugueses em Angola e deste país no nosso. Só isso justifica o que fez e a precipitação com que o fez. Ainda assim, nada de particularmente anormal nem no estado em que o nosso país se encontra, de mão estendida ao estrangeiro a pedir o sustento do dia-a-dia, menos ainda no histórico de relações de subserviência dos poderes públicos portugueses perante o estado angolano. Tudo normal, portanto, e o achaque recente de Zedu há-de acabar por lhe passar.

um arrufo angolano

15 Outubro, 2013
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Sei bem que a ameaça é pesada e que muitos empresários portugueses com interesses em Angola devem estar já, neste momento, a fazer contas à vida. Mas não creio que isto passe de um arrufo sem consequências de maior. Na verdade, nenhum outro país tratará a cleptocracia angolana com a mesma subserviência com que Portugal a tem tratado, e isso tem um valor inestimável para quem precisa de dar um destino legal a patrimónios de proveniência mais do que duvidosa. Esta «parceria estratégica» (raio de nome que lhe foram arranjar) é, portanto, coisa para durar ainda muitos anos. Pelo menos, tantos quantos a família dos Santos continue agarrada ao poder.

Manifestações

15 Outubro, 2013

“Decreto-Lei n.º 406/74 de 29 de Agosto

A fim de dar cumprimento ao disposto no Programa do Movimento das Forças Armadas, B, n.º 5, alínea b);
Usando da faculdade conferida pelo n.º 1, 3.º, do artigo 16.º da Lei Constitucional n.º 3/74, de 14 de Maio, o Governo Provisório decreta e eu promulgo, para valer como lei, o seguinte:

Artigo 1.º – 1. A todos os cidadãos é garantido o livre exercício do direito de se reunirem pacificamente em lugares públicos, abertos ao público e particulares, independentemente de autorizações, para fins não contrários à lei, à moral, aos direitos das pessoas singulares ou colectivas e à ordem e à tranquilidade públicas.

[…]

Artigo 4.º Os cortejos e desfiles só poderão ter lugar aos domingos e feriados, aos sábados, depois das 12 horas, e nos restantes dias, depois das 19 horas e 30 minutos.

[…]

Artigo 6.º – 1. As autoridades poderão, se tal for indispensável ao bom ordenamento do trânsito de pessoas e de veículos nas vias públicas, alterar os trajectos programados ou determinar que os desfiles ou cortejos se façam só por uma das metades das faixas de rodagem.
2. A ordem de alteração dos trajectos será dada por escrito aos promotores.

[…]

Visto e aprovado em Conselho de Ministros. – Vasco dos Santos Gonçalves – Manuel da Costa Brás – Francisco Salgado Zenha.
Visto e aprovado em Conselho de Estado.
Promulgado em 27 de Agosto de 1974.
Publique-se.
O Presidente da República, ANTÓNIO DE SPÍNOLA.
“

Nota: já em 2008 escrevi que estendo que este decreto-lei pré-constitucional é inconstitucional. Mas não tem sido esse o entendimento dos tribunais, da Procuradoria Geral da República nem dos sucessivos governos ou da própria Assembleia da República, que, já em 2011, alterou a lei, transferindo algumas das competências atribuídas na lei aos governadores Civis para os Presidentes de Câmara, mantendo inalterado o restante texto.

Pensões contributivas

15 Outubro, 2013

Vários dirigentes ligados ao PS surgiram com o argumento de que as pensões de sobrevivência são pensões do regime contributivo, isto é, pensões que seriam um direito porque o dinheiro foi contribuido por cada um, e por isso não poderiam ser cortadas. O dinheiro seria das pessoas e não do Estado, pelo que o Estado não pode mexer nesse dinheiro. Há mesmo a ilusão entre muitos reformados de que as contribuições foram acumuladas e estão guardadinhas para pagar pensões.

É irónico que alguém recorra a este argumento para falar num sistema que sempre foi elogiado por ser de solidariedade. Num sistema de solidariedade as pessoas não recebem o que contribuem. Os que têm muito contribuem mais do que recebem para que os que têm pouco recebam mais do que contribuem. Mais, o sistema sempre foi elogiado por ser de solidariedade intergeracional, isto é, a actual geração de trabalhadores contribui mais do que contribuiu a actual geração de reformados para que a actual geração de reformados possa ter um nível de vida contemporâneo em vez de um nível de vida mais próximo da riqueza que produziu no tempo em que trabalhou. Claro que entretanto foram introduzidas alterações para o futuro que fazem com que a actual geração de trabalhadores nunca venha a gozar do mesmo privilégio. A actual geração de trabalhadores contribui para que os actuais reformados tenham um nível de vida superior ao das suas contribuições e terá ela própria no futuro um nível de vida enquanto geração reformada muito inferior às suas contribuições.

A ponte não é uma miragem

15 Outubro, 2013

Tema do meu artigo de hoje no DE: Acho muito apropriado que a CGTP faça a sua manifestação na ponte sobre o Tejo. Afinal que monumento temos que melhor simbolize os especiais privilégios da esquerda portuguesa do que esta ponte? Comecemos logo pelo nome: legalmente nascida “ponte que atravessa o Tejo” seria oficialmente designada como ponte Salazar. Depois passaria a 25 de Abril num processo cuja encenação fez parte da pressão que a esquerda radical começou logo a exercer sobre Spínola.

mais um delinquente

15 Outubro, 2013
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Arménio Carlos é, segundo os critérios que por aí andam, um delinquente. Prepara-se para, pela via da força ilegítima, desrespeitar uma ordem de proibição emanada de um órgão constitucional em exercício legítimo de funções. A esquerda, que sempre se horroriza com as tentativas do governo de desrespeitar a Constituição, deve estar em estado de choque com esta atitude de Arménio Carlos. É, pois, necessário travar este delinquente, que ataca o estado de direito e os poderes constitucionalmente instituídos, e julgá-lo pelas leis e tribunais da República. O Dr. Mário Soares, a consciência moral da nação, certamente não se esquecerá de o pedir na sua próxima entrevista ao Diário de Notícias.

Letra para um hino

14 Outubro, 2013

É possível falar sem um nó na garganta
É possível amar sem que venham proibir
É possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão
É possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.

É possível viver de outro modo.
É possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.

–Manuel Alegre

Injustiça

14 Outubro, 2013

Acho uma injustiça que o Prémio Nobel da Economia não tenha sido atribuído ao TC português que desde meados de 2011 a esta parte tem feito escola no desenvolvimento da tese de que o crescimento económico é uma questão legislativa a par da concepção da crise como um comportamento corrigível atraves da lei. É um pensamento único que levará o mundo a resolver todos os seus problemas simplesmente porque inscreve numa lei que eles não existem nem podem existir. Se isto não merece o Nobel não sei o que o pode merecer.

Análise empírica do preço dos activos

14 Outubro, 2013
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Nobel da Economia 2013 (Yale e Chicago).

Brevemente, num país próximo de si.

14 Outubro, 2013
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Em 2009 e 2010, nos últimos anos dos governos do Partido Socialista, o Défice Público superou os 17.000 milhões de euros. De então para cá, entraram várias PPPs a pagamento (Hospitais, SCUTs, algumas delas feitas nos anos 90 e com pagamentos adiados até agora) e os juros pagos pelo estado cresceram, quer por aumento do preço do dinheiro, quer pelo aumento do stock da dívida.

No entanto, e apesar de todos estes custos acrescidos, o défice público em 2013 deverá ficar pelos 9.000 milhões de euros. É este montante que o Estado português precisaria pedir emprestado, só para sobreviver. Se este ano ainda não há problema – a troika empresta, não só para cobrir o défice mas para amortizar empréstimos antigos – para os próximos anos a situação será bem mais complexa.

Em resumo, em  2 ½ anos de governo, o ‘buraco’ das contas públicas reduziu-se praticamente a metade. É suficiente? Não. Uma empresa que perca 100 por ano e a quem os bancos cortem o crédito, não resolve nenhum dos seus problemas passando a perder apenas 50. Falta a outra metade. E esta metade que falta é a medida exata do falhanço deste governo.

Ler mais…

O que pensa do Orçamento de Estado para 2014?

14 Outubro, 2013

No entanto?

14 Outubro, 2013

«Beatificação de “500 mártires da religião” reabre feridas do franquismo. Bispos falam numa homenagem a vítimas da “perseguição religiosa”, mas associações vêem na cerimónia um “acto de afirmação franquista”. Papa não respondeu a apelo para pedir perdão em nome da Igreja» 

Vale a pena ler todo este artigo do PÚBLICO sobre estes 500 mortos que além da morte violenta que tiveram carregam ainda hoje o ónus de terem sido assassinados pelo oficialmente bons do que foi a guerra civil espanhola. Pouco ou nada o PÚBLICO explica sobre as circunstâncias da prisão e fuzilamento destes padres e freiras cujo único crime foi não renegarem a sua fé ou pretenderem sair de Espanha como aconteceu com os maristas cuja ordem  pagou um resgate à Federación Anarquista Ibérica para que os deixasse seguir para França  e que quando saíram dos esconderijos onde tinham passado refugiados os últimos tempos em vez da partida para França tiveram sim o pelotão de fuzilamento à sua espera.

Enfim azar o deles por terem um sido assassinados em 1936: «O porta-voz da Conferência Episcopal, presidida pelo conservador arcebispo de Madrid Rouco Varela, sublinhou que a celebração não seria “aos mártires da guerra civil”, porque nenhum dos novos beatos morreu “de arma na mão”. “Estavam nos seus conventos, nas suas igrejas, nas suas casas, e foram buscá-los, oferecendo-lhes liberdade se negassem o nome de Jesus. Morreram por não renegarem a sua fé.” No entanto, à excepção de dois sacerdotes, foram todos mortos durante a guerra que começou em 1936 com o golpe militar liderado por Francisco Franco contra o Governo republicano.»  E se em vez de Rouco Varela ser conservador fosse considerado progressista (seja lá isso o que for no mundo dos bispos e dos arcebispos!) e se os fuzilamentos tivessem sido efectuados pelos franquistas alguém teria a pouca vergonha de escrever aquele «No entanto, à excepção de dois sacerdotes, foram todos mortos durante a guerra que começou em 1936 com o golpe militar liderado por Francisco Franco contra o Governo republicano.» ? Mas qual “no entanto”?

Quanto à beatificação reabrir as feridas do franquismo isso é um pouco difícil porque não só eles não foram fuzilados pelas tropas de Franco como à data do seu fuzilamento, Outubro de 1936, falar de franquismo é um pouco precoce: o golpe tivera lugar em Julho de 1936, a guerra civil estava no início e Franco era tão só um líder militar dos revoltosos.

o que verdadeiramente sabemos sobre o orçamento para 2014

14 Outubro, 2013
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4.000 milhões – 100 milhões = 3.900 milhões.

Curioso país este

13 Outubro, 2013

em que os bastonários e antigos PR andam desesperados porque não estala uma guerra civil.  A qual presume-se eles veriam de longe.

Para o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas “os cidadãos portugueses andam calmos de mais”, considerando que, “ao que tem acontecido na vida pública portuguesa, era para estar a ferro e fogo, com uma guerra civil em cima”.

Mário Soares acredita que os responsáveis da governação “vão cair muito antes” de Junho, altura em que está previsto o fim do programa de assistência da troika de credores internacionais. “É inevitável. Antes que o ódio do povo se torne violento.

Porque não pegam os próprios em armas e deixam da mandar datas e ordens aos outros?

uma velha história

13 Outubro, 2013
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Entretanto, em França, é assim que vai desvanecendo o estado social. Os partidos tradicionais do soi-disant «arco da governabilidade» não se entendem e não conseguem resolver as trapalhadas em que meteram o país, e o país responde-lhes que já não está a pensar neles para se governar. Hoje, nas eleições locais em Brignoles, proximamente, segundo as sondagens, nas eleições para o Parlamento Europeu, e, pelo andar da carruagem, nas próximas presidenciais. Nada de particularmente novo, nem surpreendente. Afinal de contas, o simulacro de estado social de Weimar não acabou de modo muito diferente. A União Europeia que se cuide.