o dr. soares vai ter que dizer umas verdades aos alemães
Angela Merkel com maioria absoluta.
E agora, Tozé?
Sem querer desmerecer na temática do livro
de José Sócrates – “tortura nos estados democráticos” – seria interessante um segundo volume sobre a tortura nos países que se faz de conta que são democráticos. Como a Venezuela ou Angola. E as circunstâncias de algumas detenções e mortes no Brasil de Lula Silva certamente que tb serão mencionadas.
Pequenas dúvidas
António José Seguro não aceita mais cortes Logo defende mais impostos?
Jerónimo de Sousa esteve em Almada onde o PCP concorre em coligação com “Os Verdes”. Mas em alguma localidade Os Verdes concorrem a solo?
O líder comunista pediu aos candidatos que esclareçam os cidadãos sobre o boletim de voto. Diz Jerónimo de Sousa que” uma mera e desgraçada coincidência, tanto no Seixal como em Almada, ditaram que o MRPP ficasse por cima da CDU. Francamente desde Março de 1976 quando o PCP resolveu impedir pelas vias legais (os tribunais) e ilegais (houve feridos e um morto) o MRPP de usar a foice e o martelo os eleitores ainda não terão conseguido distinguir os dois partidos?
… a juntar à grande dúvida do dia de hoje: porque tendo feito tudo mal e não tendo adoptado os conselhos dos sábios portugueses sobre subsídios de desemprego, educação, investimento público.. a Alemanha tem o dinheiro que nós gostávamos de ter e para o qual não há político, comentador e jornalista que não tenha um destino absolutamente indispensável?
Angie (I) – paixão ou governação.
O sucesso eleitoral de Angie é sintetizado nesta “peça” de o “Público”: “Mãos sem granders entusiasmos, (mas) seguras”.
É assim que a generaldiade dos alemães encaram a sua actual Chanceler. O factor segurança ( é fundamental). Não creio que as eleições de hoje na Alemanha – que confirmarão Merkel como Chanceler (independentemente da geometria que, dessas eleições, sair, em termos de coligações) – tenham, fora da Alemanha e, nomeadamente, em países como Portugal e Grécia – uma importância decisiva. Pelo menos, em termos de mudanças políticas imediatas.
Terão morrido de quê?
EXPRESSO: Dezenas de pessoas morrem em ataque a centro comercial queniano Custa tanto escrever terrorista não é? E dizer que os terroristas matam ainda é mais difícil. Quando o Expresso terminar esta versão Frente Popular deve nascer um outro jornal de extrema-esquerda em Portugal pois na impossibilidade de fazer um despedimento com tal dimensão ao dr. Balsemão só restará fazer nascer um novo JÁ.
Onde os levará este inovador método é que não se percebe
«O governo venezuelano, liderado pelo Presidente Nicolás Maduro, ordenou à Guarda Naiconal que ocupasse uma fábrica de papel higiénico para evitar a falta deste produto, que há meses escasseia no país.
O objectivo da ocupação é perceber os mecanismos de produção e distribuição do produto e perceber o que está a provocar a falta de papel higiénico nas prateleiras dos supermercados.» – Sem querer comprometer este método de estudo e análise agora implementado na Venezuela resta-me a seguinte dúvida acerca do alargamento deste processo empírico: a Venezuela vai estudar alguma coisa em Portugal?
a tortura de sócrates
José Sócrates terminou a sua tese de mestrado sobre a tortura, que publicará, muito em breve. Podendo, embora, haver quem estranhe o ecletismo do tema para um licenciado em engenharia com vasto curriculum profissional em política e governação, nada de mais natural, se pensarmos que os trabalhos académicos devem ser sempre orientados conforme as preferências e utilidades profissionais dos seus autores. No caso vertente, imaginem por onde começará o novel mestre a aplicar estes seus vastos conhecimentos?

Longe da crise
Ainda as ideias brilhantes
A ideia de meter a Caixa Geral de Depósitos a substituir as empresas enquanto credoras do Estado não é uma originalidade do António José Seguro. É uma ideia que foi aprovada por unanimidade no Parlamento juntamente com outras que o Ministério das Finanças de Vitor Gaspar considerou um desastre. São medidas que criam buracos no controlo orçamental. Por um lado, premeiam empresas que vivem à custa da despesa pública e por outro premeiam os departamentos do Estado mais endividados e que assim ficam livres de dívidas e podem continuar a fazer despesa. Porquê a unanimidade? Se por um lado Seguro e o PS precisam de fazer campanha, por outro os boys do PSD e do CDS precidam de minar a disciplina orçamental para se chegarem um pouco mais ao pote.
E sobre esta propaganda nem uma palavrinha?
A CNE anda num virote. Dos debates nas televisões aos SMS nada lhe escapa. Mas digamos que a acção da CNE se restringe às acções de campanha dos candidatos, aquelas que nascem do voluntarismo dos ditos e que correm por sua conta e risco deles e das televisões, jornais… Quando a propaganda surge sob a forma de boletim municipal não há nada a dizer. Pelo menos até agora.
Ontem mesmo caiu-me isto na caixa do correio. Trata-se do nº 16 de uma das publicações editada pela Junta de Freguesia de Benfica (Temos tb a revista Vitalidade ) São 36 páginas deste teor:
Para esclarecimento dos mais desconhecedores da dita freguesia acrescento que as repavimentações referidas na página 25 não resultaram do Inverno rigoroso de 2012/2013. Há anos que quem por aqui passa convivia com umas crateras assombrosas. Ao volante distinguiam-se perfeitamente os residentes dos visitantes ocasionais: estes últimos acabavam infalivelmente a cair nos buracos. Por razões misteriosas há mais ou menos uma semana rolamos sobre um tapete veludo.
O lado festivo da alta taxa de desemprego portuguesa
O lado sombrio da baixa taxa de desemprego alemã Nem uma voz discordante. Nem uma opinião contrária. Apenas uma certeza: « Na Alemanha, a taxa de desemprego é de 6,8%, muito baixa quando comparada com a de outros países da UE. A precariedade em que vivem muitos trabalhadores é, porém, o lado sombrio do modelo alemão, apresentado por vezes como exemplo. Trabalho barato, minijobs, trabalho em part-time e temporário, salários de 450 euros dispensados de pagar segurança social… Estas formas de trabalho ocupavam, em 2012, oito milhões de alemães» Que insensíveis estes alemães. Eles deviam ter seguido o modelo português. Acabaremos falidos mas festivos!!!
Projecção para eleições alemãs

Legenda
Azul – partidos contra a mutualização de dívidas superiores a 60%;
Vermelho – partidos que subscrevem as propostas de António José Seguro.
(Fonte: Electionista)
Telómeros (políticos) ou “Portugal 2020” *
“Os nossos genes e os nossos telómeros não ditam necessariamente o nosso destino”. Quem o diz é o Professor Ornish, um médico e investigador norte-americano que liderou um estudo científico, recentemente publicado numa revista da especialidade.
mais uma ideia brilhante
António José Seguro quer que a banca financie mais ainda a irresponsabilidade do estado, obrigando-a a pagar a dívida pública contraída às empresas. A Caixa Geral de Depósitos seria, segundo ele, a instituição mais indicada para o fazer, mas as outras não estarão excluídas. José Seguro parece ignorar o estado em que se encontram os bancos portugueses e a ameaça que sobre eles impende de um haircut sobre os seus depósitos, caso não cumpram ratios decentes de solvabilidade e ameacem perigo de falência, como acontece com todos eles. E também parece presumir que os bancos emitem moeda própria que o estado pode usar como lhe apetecer, e que a (pouca) de que ainda dispõem não tem dono. Uma ideia verdadeiramente brilhante. Mais uma.
Parem de escavar
O regresso do menino de ouro (AKA: o colosso, o guerreiro do povo, o animal feroz), realizar-se-á com a publicação de um livro já em Outubro.
Após o flop sucesso como comentador televisivo, a estratégia multimédia contará também com edição de CD-ROM sobre o código da estrada e jogo para PlayStation que consiste na descoberta de inverdades em narrativas.
As apps para dispositivos móveis permitirão aos utilizadores a participação numa rede social exclusiva para pessoas humanas com grandes preocupações sociais e sentido adequado de fashion, assim como anúncios de concursos públicos para visitas gratuitas a instituições europeias.
Os papagaios
Novos manuais de Matemática e de Português lançam caos nas escolas Já abriram algum destes manuais? Já viram as alterações?… Pois é mesmo importante que o façam. Se o fizerem perceberão que muito se ganharia sobretudo na disciplina de Português se os professores conseguissem de vez em quando libertar-se do manual. Inseguros os professores tornaram-se papagaios dos manuais. E os jornalistas papagueiam aquilo que representantes disto e daquilo dizem sobre os mesmos manuais. O primeiro passo para se conseguir falar e escrever sobre este assunto com um mínimo de bom senso passa por ver os próprios manuais e perceber o que são as tais diferenças entre os ‘novos’ e os velhos manuais.
o regresso do menino de ouro
Tem mais um passo: lançamento de livro sobre política em Outubro, com um mais do que certo balanço positivo dos seus anos de governação. Outubro, o mês imediatamente a seguir às eleições autárquicas, onde se aguarda um resultado desfavorável ao PS de Seguro. O cerco continua a apertar.
tem limites
A demagogia, para lhe não chamar outra coisa. É certo que estamos em campanha eleitoral e que a cabeça de Seguro depende de um cada vez mais distante bom resultado no próximo dia 29, mas o líder(?) socialista não deveria presumir a imbecilidade dos eleitores. Ora, se ainda ontem tivemos conhecimento da reunião entre a troika e o PS, na qual José Seguro esteve e da qual saiu como entrou, de mãos a abanar e de boca fechada, como pode ele vir dizer, nesse mesmo dia, que o primeiro-ministro não consegue, em exercício de funções de governo, os vestígios de promessas que ele foi incapaz de obter como mero líder partidário? Ficar-lhe-ia melhor e faria dele uma pessoa mais convincente, um pouco mais de pudor e de sobriedade ao pronunciar-se sobre os problemas do país de que, em boa parte, o seu partido é responsável. Mas Seguro pensa mesmo que as pessoas são parvas e que lhe vão dar votos em troca do choradinho de fadista barato com que lhes fala. É capaz de estar enganado.
La pénibilité
A França confrontou-se um caso que a abala: um comerciante matou um dos assaltantes da sua loja e foi sujeito a prisão preventiva. A diferença de tratamento dada ao comerciante face ao que habitualmente sucede aos assaltantes mesmo quando estes agridem e matam levou a um imenso movimento de solidariedade com o comerciante e acentuou a divisão entre o ministro Valls e a ministra Taubira. Como é óbvio o assunto pouca importância teve por cá pois agora os únicos tiroteios de que se fala são os dos EUA por causa da posse de armas naquele país sendo certo que o que sucede em cidades como Marselha é assustador. Dada a situação a Federação das Associações de Comerciantes Franceses entrou na discussão com uma proposta. Pensar-se-ia na adopção de equipamentos que aumentem a segurança, em alterações legislativas que penalizem os roubos ou em maior policiamento. Nada disso. Muito simplesmente na antecipação da idade da reforma para os comerciantes por causa da “pénibilité” da sua actividade. Mais ou menos isto traduz-se em colocar os contribuintes a pagar o crime: os assaltantes continuam a assaltar na paz dos anjos; os comerciantes são assaltados mas até uma assalto pequenino não faz mal pq se reformam antecipadamente e o sistema de epnsões que resolva o problema. Provavelmente os próprios assaltantes tb terão direito a reforma antecipada para não assaltarem mais e por causa da pénibilité das suas funções.
Carta aberta a Ferreira Fernandes
Camarada Ferreira Fernandes,
Apesar da distância que nos separa, tenho esperança que os serviços postais do teu planeta permitam a entrega desta missiva nas melhores condições. Trato-te por tu, camarada, como deve ser entre pessoas humanas de bem.
Querido clube dos quatro e meio:
Maria Luís Albuquerque considera que a decisão da agência de notação financeira evidencia “um conjunto de riscos que existem” e que estão “agora mais visíveis”. Por conseguinte, “cabe ao Governo e a todos os agentes políticos e institucionais fazer o que é necessário para que os riscos não se materializem”. (link)
A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, considera que “a decisão de ter mais défice tem de ser ponderada em termos do retorno que permite ou proporciona”, bem como “em termos dos seus efeitos imediatos e das suas consequências futuras”.
De acordo com a governante, “um défice mais elevado pode criar a ilusão de minimizar o impacto de que um cenário macroeconómico mais desfavorável na actividade económica e no emprego”. Porém, a ministra sublinha que um adiamento da consolidação orçamental aumenta a pressão sobre a dívida pública, uma vez que o excesso de défice acarreta financiamento e mais financiamento implica mais juros. (link)
Querido Joaquim:
“The CreditWatch placement reflects our view that there are rising risks to Portugal’s ambitious fiscal consolidation objectives and an increased likelihood of noncompliance with the current EU/IMF program. Risks include further challenges to fiscal and reform measures by Portugal’s Constitutional Court, weaker-than-expected economic performance, and a resurgence of political tension leading to delays in 2014 budget or program reviews.”
“Constitutional Court challenges have created additional uncertainties for a significant part of the government’s fiscal consolidation plans during the past year. Most recently, on Aug. 29, 2013, the Court rejected a key government reform: the termination of permanent contracts for public-sector workers who signed their contract before 2008. This ruling followed the Court’s April 2013 rejection of fiscal measures amounting to 0.8% of GDP, a significant proportion of the measures proposed.”
“In our opinion, these Court decisions raise doubts as to whether Portugal will be able to comply with the ambitious debt stabilization target set out in its current IMF/EU program.”
“Based on recent Constitutional Court rulings, we consider that some of these measures may be overturned by the Portuguese courts–for example a planned increase in working hours for public-sector workers–thereby requiring additional program negotiations. These could test coalition cohesion once more, and potentially result in delays in finalizing the 2014 budget and upcoming program reviews.”
“One of the challenges we see for economic growth comes from the fiscal side. In particular, the government replaced expenditure measures, which could be less disruptive to economic growth, with revenue measures (such as tax increases) following the Constitutional Court’s decisions on public sector wage cuts. Additionally, the recent Constitutional Court decision to uphold job security for public sector workers with permanent contracts signed before 2008 creates, in our view, a significant distortion in the public sector labor force.”
A sempre tua
S&P
hipocrisias
Mas não é só o PS que anda incomodado com a “intransigência” da troika e, em particular, com o lobo mau que é o FMI. Da parte do partido maioritário do governo, o PSD, vêm iguais sentimentos pela voz de Marco António Costa. Este confessa-se farto da “hipocrisia institucional do FMI”, que faz “proclamações muito piedosas nos relatórios” de técnicos, “mas revela atitude muito inflexível nas negociações”. Marco António Costa é também um humanista preocupado com a felicidade do povo e das pessoas humildes, tão ou mais humanista e tão ou mais preocupado do que os representantes do PS. É claro que estarmos em antevésperas de um acto eleitoral e Costa ser o responsável pela campanha eleitoral do seu partido em nada interfere na sua apurada sensibilidade. Ele revolta-se mesmo com as injustiças deste mundo e não se contém em proclamá-lo. Um sensitivo social, um obcecado com a felicidade alheia, quase um lamechas. Não nos paga as contas da luz nem da água, mas dá-nos conforto e ajuda-nos a enfrentar as fatalidades deste mundo. Ainda bem que há pessoas assim. António José Seguro e Paulo Portas não estão sozinhos.
uma pista
Bom, em resposta ao desafio do post anterior – percebermos como é que o PS irá contribuir para a nossa felicidade – afinal Brilhante Dias deu-nos uma pista importante. Segundo ele, para o PS o grande problema do que se está a passar está na “velocidade do ajustamento” que “é central para ter êxito”, e não tanto no ajustamento em si mesmo, que se depreende, então, que o PS também considera necessário. Nesta mesma linha, acrescenta Brilhante Dias: “Há limites de velocidade e os portugueses viram todos os limites de velocidade, de cortes sucessivos, serem ultrapassados”. Ou seja: o que o PS contesta não são exactamente os cortes, mas a velocidade com que os mesmos estão a ser executados. O PS parece, assim, estar de acordo com a necessidade dos cortes na função pública, nas pensões, nos salários, etc., mas quer que os mesmos sejam prolongados no tempo, em vez de caberem todos no período para o programa de ajustamento. Em conclusão, mais tempo de intervenção externa para executar as mesmas medidas, com os mesmos sacrifícios. Caso não seja isto que vai pela cabeça dos dirigentes socialistas, conviria que se explicassem melhor.
uma epifania tardia
Não obstante os parcos resultados da reunião com a troika, sempre deu para o PS ficar com a “percepção” de que os nossos credores encaram a “flexibilização do défice” com uma “enorme relutância”. Ora, perante esta tardia intuição, visto o programa ter sido assinado também pelo PS e estar em execução há quase dois anos e meio, não seria altura do partido, pela voz viva do seu secretário-geral António José Seguro, explicar ao país como agiria, se estivesse no governo, para suavizar o sofrimento dos portugueses? Ou, ainda melhor, como pretende ajudar o governo em exercício de funções a conseguir esse resultado, perante tamanha resistência da troika? Esperamos, com alguma ansiedade, que António José Seguro nos diga como vai contribuir para a nossa felicidade.
“uma conversa animada”
O PS reuniu ontem com os chefes da missão da troika, para lhes apresentar as suas propostas sobre o programa de ajustamento em execução. O porta-voz do partido, Eurico Brilhante Dias, revelou que foi “uma conversa animada”, embora quase nada tenha acrescentado sobre o que os representantes da troika disseram dessas propostas. De acordo com fontes privilegiadas, aqui fica a síntese dos comentários: “ahahahahahahah!”.
A obrigatoriedade do inglês facultativo
Crianças dos 6 aos 10 anos, nas horas vagas enquanto os pais estão no trabalho, entre uns chutos na bola e nas mochilas, têm o dever de frequentar uma actividade lúdica obrigatória que consiste em repetir palavras numa língua que se assemelha ao inglês. No fim do ano, são capazes de dizer algumas cores e partes do corpo, uma aprendizagem fundamental caso estejam perdidos no Kansas com cefaleias de tensão para atravessar nos semáforos.
Apesar disto, no 2º ciclo dá-se um reboot (é uma palavra em inglês) e reaprendem algumas cores e partes do corpo. Faz algum sentido uma vez que, afinal, já sabem ler e escrever.
Crato retirou a obrigatoriedade destas actividades lúdicas dos tempos livres. É uma tragédia para o progresso da educação porque: 1) as pessoas poderão optar por não sobrecarregar as crianças com mais uma aula de pintura mas em estrangeiro e; 2) nunca se sabe quando uma criança se perde no Kansas.
Perde-se também uma parte fundamental da própria portugalidade: um ministério decide não decidir pela obrigatoriedade do que considera o melhor para nós.
O Che não costumava telefonar. Fuzilava logo
A ler
Duas questões fundamentais – por VítorBento
Bem acompanhados
«Um homem que tentou assaltar uma pastelaria e churrascaria em 2011 está a pedir uma indemnização de 15 mil euros às vítimas do roubo, num processo que está a ser julgado no Tribunal de Albergaria-a-Velha. O assaltante queixa-se de ter sido agredido pelo dono do estabelecimento e por outros dois homens que o manietaram no local do crime, até à chegada da GNR. Durante as alegações finais, que decorreram nesta terça-feira, o Ministério Público, que acompanha a acusação, pediu a condenação dos três arguidos. O dono do estabelecimento, que foi atingido com um tiro nos membros inferiores pelo assaltante, e outros dois homens que vieram em seu socorro, estão acusados de um crime de ofensa à integridade física. O caso ocorreu na noite de 17 de Setembro de 2011, quando o assaltante entrou na pastelaria com a cara tapada e ameaçou com uma espingarda de caça o dono do estabelecimento, que acabou por ser baleado na anca, quando ofereceu resistência. Apesar de continuar com a arma nas mãos, o suspeito, que ainda chegou a dar um segundo tiro acertando no estabelecimento próximo, seria manietado no local por outras duas pessoas até à chegada da GNR. Foi depois transportado ao hospital para receber tratamento a ferimentos na cabeça, tendo ficado internado. No passado mês de Abril, o assaltante foi condenado pelo tribunal de Albergaria-a-Velha a quatro anos de prisão efectiva, por um crime de roubo qualificado na forma tentada, e ao pagamento de quase 18 mil euros de indemnização. O tribunal deu como provado que o assaltante, desempregado, conhecia “as rotinas” do estabelecimento e planeou o roubo na tentativa de conseguir dinheiro para o vício de drogas pesadas.»
É caso para dizer que o o MP anda bem acompanhado!
Precisamente
A rua falou
Disse: “mnhd jsus hajrid jwiife porw hajeje haiejxj trewsj”.
A esquerda já traduziu para: “exigimos 4,5% de défice”.
as irrecusáveis virtudes do capitalismo
Esta entrevista feita pelo i à revolucionária aposentada Isabel do Carmo, que a Helena aqui cita, demonstra que o capitalismo é o modelo social mais eficaz para amainar os ímpetos de bombistas e de outros revolucionários sortidos, como a própria entrevistada, de resto, confessa. E não é, ao invés do que ela diz para tentar honrar os seus pergaminhos, porque o «poder partidário-financeiro tem poucos rostos e não está localizado». Isso é conversa da treta, como é evidente. É mesmo por causa da vida boa que o sistema capitalista pode proporcionar a qualquer ex-revolucionário bombista, vidinha que não «apetece» largar, muito menos para «ir para a cadeia». As virtudes do capitalismo são tão atraentes, que até convertem os revolucionários mais exigentes, como a agora Dra. Isabel. Na verdade, entre uma boa casa, um bom emprego, um bom carro e boas férias e arriscar uns anos à sombra para pôr umas bombas nas boas casas e nos bons carros dos outros, não há que hesitar: a revolução que se lixe!
Que Deus lhes perdoe porque não sabem o que perguntam
Esta entrevista do I a isabel do Carmo seria um exercício de alegre ignorância caso não estivesse em causa a actividade terrorista eufemisticamente designada na entrevista como “luta armada”. Isabel do Carmo conta a proverbial história da carochinha sobre as bombas que não matavam ninguém e à jornalista não ocorre perguntar-lhe sobre as consequências desses atentados nomeadamente sobre as crianças que ficaram mutiladas. A inconsciência de quem pergunta é tal que acaba a fazer graçolas com as bombas e as bombocas -Isabel do Carmo tem o discernimento de dizer que prefere arroz doce. Pelo meio a antiga líder das BR deixa esta reflexão onde se percebe muita coisa:
O Estado Social não paga a assustadiços
Bom senso
Cavaco Silva recomenda bom senso à Troika. O mesmo é dizer, não nos emprestem mais dinheiro porque nós não pretendemos pagar.
A austeridade só funciona na Suécia
Em 1993, estava Eddie Vedder a ser preso em Nova Orleães enquanto milhões viam A Lista de Schindler e, os suecos fartavam-se de gastar 68% do PIB no “estado social”. Com um crescimento médio de 1.4% entre 1980 e 1997 e absolutamente nulo entre 1988 e 1993, conseguiram atingir o valor de dívida correspondente a 70% do PIB antes de mudarem de vida. Um défice a rondar os 11% (olá, Sócrates) gerou uma política de austeridade que, para os comentadores portugueses, é prejudicial ao brilhante crescimento nulo obtido na década perdida lusitana.
Em 1993, os suecos começaram a gastar menos. Não o Anton, o Filip ou a Agnes; o estado sueco. O resultado foi um crescimento anual de 2,8% e uma redução da dívida para 36% do PIB.

Como? Redução das comparticipações na saúde, “medida Gaspar na TSU” (rejeitada pelo TC) e taxa plana para capital versus taxa progressiva (mais elevada) para imposto sobre rendimentos. Ou, de acordo com a opinião pública portuguesa: “a receita que falhou”.
Conclui-se, portanto, que a Suécia é inconstitucional. “Isto não se aguenta”.
(Fonte: FMI)
Brincando aos Houdinis
Notícias do peñon
Estas almas que em pleno século XXI andam a discutir as suas fronteiras internas como se nunca tivessem saído da gruta de Covadonga resolvem exorcizar esses seus problemas com uma espécie de síndroma argentino (provavelmente a mais desvairadamente espanhola de todas as ex-colónias espanholas): criam incidentes com outros países a propósito do que designam como el peñon. El peñon tanto pode ser Gibraltar como as Selvagens.
À vez ora a Catalunha ora o País Basco dá-lhes a febre independentista geralmente curada com fortes doses de dinheiro e outras corporativas vantagens. Mas no entretanto e para entreter todos estão de acordo na questão do peñon e muito implicitamente em que não faz sentido que Portugal seja um Estado. Não deixa de ser espantoso que um país como a Espanha que não sabe que Estado é e em quantos estados se pode transformar tenha tantas certezas sobre a razão de ser ou melhor de não ser de um país que como Portugal resolveu há muito a questão das suas fronteiras e da sua identidade.
chamem o tozé
Depois do Dr. Portas ter ido falar, ao que parece em vão, com os grandes deste mundo e com os verdadeiros mandantes da troika, só mesmo o Dr. Tozé conseguirá evitar mais políticas de austeridade, como tem feito o seu homólogo francês, o Sr. Hollande. Ou, não se aguentado o Tozé das pernas, o próprio Engenheiro. Ou, se este não passar no exigente crivo do Dr. Soares, o Alcaide de Lisboa. Ou o Conselheiro Joaquim. Ou, quem sabe, o Dr. Nóvoa, a nóvoa estrela da esquerda portuguesa. Com qualquer um deles teríamos o assunto resolvido numa penada. Com a esquerda portuguesa não se brinca.





