Ninguém fala português como o PS
PS diz que há “tentativa vil e soez” do PSD de envolver Seguro nos swap
Os socialistas conduzem-nos à miséria mas levam a língua pátria a níveis bem elevados.
Liberdade para o Cronystão
Falar do cheque-ensino implica sempre uma manada de ermitas de produtividade que saem da toca hibernal para demonstrarem preocupação pelo futuro dos candeeiros Siza.
A “defesa da escola pública”, sob o ataque permanente de autofagia, é o conceito que consiste na manutenção da maior ineficácia possível para que nada mude na comodidade paralítica do “deixa andar que eu quero é o meu”.
Centenas de especialistas em falhanços que nunca dos próprios insurgem-se pela escorreita ortodoxia na defesa da parasitagem do contribuinte pelo bem maior que é o seu próprio salário, direito adquirido pelo dever alheio de impostos crescentes.
Isto porque dar torradeiras-Magalhães, monopólio cronyista de um privado pendurado, isto é bom; por oposição a permitir que quem usufrui do serviço opte por quem o fornece ao mesmo custo, esta maldade sem nome, porque escolher alguma coisa só mesmo o sexo do marido ou o dia de interrupção da gravidez.
Larachas sobre a humanidade e a decência são indecentemente atiradas em jeito de osso para os peões-de-guarda, vítimas e perpetradores-soldados, formados e formatados para seguir a casta que lhes promete o fim nunca concretizado de todas as castas. O inocente-vítima-crédulo-socialista-deslumbrado, o semi-analfabeto-doutorado, agastado e uniformizado, completamente acomodado ao fado do safado, insurge-se pelo princípio da sua própria admissão de estupidez, a incapacidade implícita de decidir o que quer para a sua própria vida.
Abnegação de vontade, defendem a cruz eleitoral que os demite de escolha, porque não sabem, coitados, saber de antemão que não saberão ser o resultado pretendido o mero estado de negação.
Entretanto, contra a discriminação, discriminam quem diz “não”, porque, claro, eles são quem tem razão; está escrito na moral universal da laicizada união fraterna do Cronyistão.
Ler não custa nada
Lei quadro da Dívida Pública Lei n.º 7/98 de 3 de Fevereiro
TÍTULO III
Gestão da dívida pública
Artigo 12.º
Medidas de gestão da dívida pública
1 – Visando uma eficiente gestão da dívida pública directa e a melhoria das condições finais
dos financiamentos, poderá o Governo, através do Ministro das Finanças, ser autorizado pela
Assembleia da República a realizar as seguintes operações de gestão da dívida pública:
a) Substituição entre a emissão das várias modalidades de empréstimo;
b) Reforço das dotações para amortização de capital;
c) Pagamento antecipado, total ou parcial, de empréstimos já contratados;
d) Conversão de empréstimos existentes, nos termos e condições da emissão ou do
contrato, ou por acordo com os respectivos titulares, quando as condições
correntes dos mercados financeiros assim o aconselharem.
2 – Em vista igualmente da consecução dos objectivos indicados no número anterior, poderá o Instituto de Gestão do Crédito Público realizar as operações financeiras para o efeito tidas por adequadas, nomeadamente operações envolvendo derivados financeiros, tais como operações de troca (swaps) do regime de taxa de juro, de divisa e de outras condições financeiras, bem como operações a prazo, futuros e opções, tendo por base as responsabilidades decorrentes da dívida pública.
(…)
Aprovada em 27 de Novembro de 1997.
O Presidente da Assembleia da República, António de Almeida Santos.
Promulgada em 9 de Janeiro de 1998.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 19 de Janeiro de 1998.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
Voucher em Portugal
Deu no PÚBLICO: Governo abre a porta ao cheque-ensino no básico e secundário
O Governo prepara-se para alterar de forma substancial as regras de financiamento do ensino particular e cooperativo, criando novas formas de contratualização entre o Estado e as escolas privadas. Uma das novidades é a introdução do contrato simples de apoio às famílias, o que abre a porta à introdução do cheque-ensino na escolaridade obrigatória. A medida consta da proposta de alteração ao regime jurídico do ensino particular e cooperativo, que está na fase final de discussão com os parceiros.
[…]
Parabéns aos nossos patrícios! O voucher representa um importante passo na direção correta, de mais liberdade de escolha para as famílias humildes. A Suécia, o Chile e os Estados Unidos adotaram em graus distintos essa medida, com sucesso. Em meu livro Privatize Já, dedico no capítulo sobre educação um bom espaço sobre o assunto.
Leia mais aqui.
“A gestão da dívida inclui não só a emissão de instrumentos de dívida para a obtenção de
financiamento, mas também a execução de outras operações, como a amortização antecipada
de títulos e operações com derivados financeiros, efectuadas com o objectivo de alterar a
estrutura da carteira de dívida existente.
A Lei Quadro da Dívida prevê, com efeito, a possibilidade de serem negociadas
transacções sobre derivados financeiros, nomeadamente swaps de taxa de juro e swaps
cambiais, forwards, futuros e opções, com o objectivo de servir uma estratégia de cobertura de
riscos.”
Orçamento do Estado para 2006 Proposta de Relatório
sai, minhoca!
O “à-vontade científico e cirúrgico” na exploração de minhocas, denunciado após o extermínio das próprias e dos seus consumidores, que, por sinal, até pagaram o funeral.
“Em sede adequada e no momento próprio”, retomaremos o estado de direito. Por enquanto, permaneceremos num estado com direito, aliás, feito por nós.
Também existem minhocas no Vaticano. Papa adere ao positivismo normativo, e determina a extinção dos vermes rastejantes por decreto.
Aquele swap que aquele senhor vos deu, não foi ele, fui eu: encontrado novo Secretário de Estado do Tesouro.
Seria giro se não fosse trágico
O Carlos Guimarães Pinto escreveu um post cheio de piada, em particular para pessoas que não vivem em Portugal e que lidam com a realidade do sacro-estado-socialista. Para os outros, os que vivem dentro do rectângulo e suas ilhas, a interferência agressiva do estado na vida das pessoas é um assunto demasiado penoso para que possa gerar grandes manifestações de humor.
São de saudar tentativas de normalizar a vida no território, especialmente nas áreas que dizem respeito à educação das gerações que nos sucederão, tornando-a mais livre e menos sujeita ao chapéu ou bigode do televisionável do momento. No entanto, enquanto o estado existir em toda a sua plenitude de aglutinação controladora, temo, tal como o Carlos, que não passe de uma medida para piorar o que já é mau.
Ao menos que alimente a salivação das religiosas vacas sagradas do sistema, em particular os neo-stalinistas que respondem pavlovianamente a estas coisas todas que os tiram da “zona de conforto”.
o socialismo não funciona
A ver se entendo
A SIC pediu ao gabinete de S. Bento que nos seus arquivos procurasse o documento referente a esta reunião? Ou o título não deveria ser antes A SIC revelou hoje que o documento que esteve na base da demissão do secretário de Estado do Tesouro, Joaquim Pais Jorge, e que o Ministério das Finanças considerou forjado, teve origem no staff de exprimeiro-ministro José Sócrates ? Será que naquele comício dominical que Sócrates tem na RTP não podíamos ser melhor esclarecidos?
Eles avisaram…
A Adm. Obama havia lançado o alerta para ataques terroristas no Yemen. Confirma-se.
as velhas tradições
Joaquim Pais Jorge, o governante cuja demissão ontem aqui sugerimos, tomou posse do cargo de Secretário de Estado do Tesouro a 2 de Julho de 2013. A 7 de Agosto do mesmo ano (2014 ainda não começou), trinta e seis dias depois, Joaquim Pais Jorge demitiu-se desse mesmo cargo. Pois, mesmo assim, o Partido Socialista considera “tardia” a demissão deste ciclópico governante, inspirando-se, provavelmente, nos bons exemplos da I República, quando os governos era empossados de manhã e demitidos à tarde. Não há nada como ser fiel às velhas tradições!
ó joaquim, então isto não é inconstitucional?
Juízes, militares na reserva e magistrados escapam aos cortes nas pensões.
cuidado: tóxico
Para além dos swaps do tempo do Sócrates, o ex-Secretário de Estado do Tesouro tinha no curriculo 3 anos como membro da Comissão de Negociação dos contratos das concessões do Interior Norte, Beira Interior, Algarve, Norte Litoral, Douro Litoral e Litoral Centro. Igualmente nomeado pelo governo Sócrates. E cujos resultados desastrosos são bem conhecidos.
Fica o aviso à ministra das finanças: afaste-se dessa gente.
Assim da solidão de uma alegadas férias
vêem-se as coisas com relativa distância. Talvez por isso me pareça claro que este caso dos swaps é um capítulo da luta que Sócrates trava pelo PS. A gente de Sócrates continua a contar com uma máquina oleada: de todos os contratos assinados não se fala. E são muitos. Escolheu-se um que não foi sequer celebrado e fez-se rebentar uma polémica. No texto da Visão Sócrates aparece como um paladino da rejeição dos swaps e da redução da despesa: “2005. 21 de Julho.Se o Governo iria mudar de “rumo” (uma palavra cara a Sócrates), e prestar alguma atenção à proposta de “financiar” o défice com swaps de dívida pública, no curto prazo, esta seria a oportunidade. Mais uma vez, Pais Jorge e Paulo Gray apresentaram as ideias que a sede europeia do banco, em Londres, preparara: manter “fora do balanço” os financiamentos imediatos que os swap garantiam e esperar que as taxas de juro propostas pelo banco não viessem a tornar os próximos 30 anos da dívida pública num pesadelo (ainda maior). Mais uma vez, não receberam qualquer sinal verde de São Bento. Pelo contrário. à tarde, na tomada de posse de Teixeira dos Santos, Sócrates confirmou que o “rumo” se manteria, apesar da mudança de ministros. A diminuição do défice seria feita com “contenção da despesa pública“.
Agora o Governo tenta agarrar-se à questão da manipulação dos papéis – nada que nunca se tenha visto noutros papeis anteriores e com a mesma falta de cuidado nos detalhes – mas francamente não chega para esclarecer as responsabilidades de Pais Jorge nessa proposta. E sobretudo o que está em causa é muito mais que o destino de Pais Jorge ou a natureza dos swaps, essa espécie de versão capitalista da desorçamentação que na política passa por proposta para política de crescimento. Naquilo que está em causa – o PSD consegue estar no poder e ser governo? – Pais Jorge é apenas o peão das nicas do momento. Outros se lhe seguirão.
o ópio dos intelectuais
O inefável Baptista (com “p”) Bastos, um velho comunista não arrependido, enuncia hoje, na sua homilia semanal do Diário de Notícias, uma lapidar definição de capitalismo, sistema de propriedade onde, apesar dos execráveis defeitos, BB sempre quis viver, desconsiderando a opção de vida nos muitos paraísos comunistas que a sua geração conheceu. Escreve ele: “A cultura do capitalismo passou a ser a cultura do não interdito. Quase tudo é permitido, porque a inconsistência da autoridade e a cada vez mais acentuada crise de valores estimulam o vandalismo da alma que nos empurra para este tipo de sociedade”. O culto pela autoridade e a desconfiança na liberdade dos indivíduos foi sempre apanágio da mentalidade socialista. BB não o esconde. Segundo ele, nas sociedades liberais, onde “quase tudo é permitido” e a “autoridade” não é consistente, os valores morais entram em crise e “o vandalismo da alma” (seja lá o que isso possa ser) dominam as consciências e escravizam os corpos. BB prefere as liberdades fracas e a autoridade forte às autoridades fracas e às liberdades fortes. Venha daí a Stasi, se faz o favor.
Paradigma
Cabulei mas não inalei
Há swaps marados? Danosos para o contribuinte? Contratações que prejudicam dolosamente o erário público (eufemismo para “bolso do privado”)?
Deve haver um ministro e um chefe de governo responsáveis, não? É ver as datas.
Entre a fantochada do “sabia ou não sabia, esteve ali ou acolá”, esconde-se o essencial: neste país não é importante fazer asneiras, o importante é sair por cima das asneiras feitas.
Artistas no governo já
Pedro Lains relaciona austeridade com a inclusão no governo de gente ligada à banca. É necessário “dedução“, diz o autor, para se chegar à conclusão que “o problema só acabará quando tivermos um Primeiro-Ministro e um Presidente da República que não sancionem a contratação de membros de Governo ligados à banca“.
Eu estou de acordo com Pedro Lains. Convém que no governo estejam pessoas sem relação à banca e que não consigam que esta compre dívida pública. Enquanto os governos tiverem acesso a dinheiro, o problema não acabará.
Sugiro, para o governo, gente ligada ao teatro e não à banca. Assim podem substituir prestações salariais e pensões por chá dançantes com avant garde interactivo experimental; não alimenta o estômago mas cultiva a mente. Só assim poderemos ser cultos o suficiente para exigir, em regime permanente, governantes ligados a tudo excepto banca e seguros.
Mas há outras áreas possíveis para membros do governo: por exemplo, um tipo ligado à produção de energia alternativa ou um grande industrial da construção civil. Afinal, o dinheiro que o estado consumiu foi mesmo para queimar e nunca para alimentar o cronyismo patológico do país. Uma rotunda de 100 em 100 metros é que é preciso, mas sem seguro, que isso dos seguros é um roubo.
Razão tinha Sócrates ao tentar (aparentemente sem sucesso) estudar filosofia.
demita-se, homem!
E o governo que nos poupe a mais partes gagas, o mesmo é dizer, a novas “inconsistências problemáticas”. Para problemas, consistentes ou inconsistentes, pouco importa, já basta o que basta.
em defesa do minotauro
Cego em tiroteio
Nunca antes na história deste país se viu tantas medidas de governo serem desfeitas em tão pouco tempo. O governo Dilma está perdido, sem rumo, sem saber como reagir ao desabamento de sua popularidade, ao risco inflacionário, ao pífio crescimento. Falta um plano de voo, um mapa correto do território. E falta, naturalmente, conhecimento básico de economia.
O principal problema, creio eu, está na visão equivocada que a presidente e sua equipe têm acerca do funcionamento da economia. Eles são reféns de uma ideologia desenvolvimentista que simplesmente não funciona. Eles erram o diagnóstico dos males que assolam o país, não tendo como acertar na receita. Ficam, assim, ao sabor do vento, do marqueteiro, tateando no escuro, tratando o país como um rato de laboratório.
Leia mais aqui.
Conheceu-os antes de serem virgens
Em 2005, o novo Secretário de Estado do Tesouro terá estado em 3 reuniões em S Bento para venda de produtos financeiros para ocultar o défice. À terceira foi acusado de “sexo surpresa”.
a arte é do povo

Eu também fiquei inconsolável com a ida do Chalana para o Bordéus, logo sucedida pela do Futre para o Atlético de Madrid. As saídas para o estrangeiro do Figo, do Paulo Sousa, do Cristiano Ronaldo e do Nani também provocaram em mim um incontrolável sentimento de revolta. O futebol é arte e património popular, e só “mentes esclarecidas” o poderão querer excluir do âmbito do interesse público de que o estado tem obrigação de cuidar. O património é do povo, e o povo deve ter direito a usufruí-lo, independentemente de quem legitimamente o adquiriu e sustenta. No passado, quando havia ainda portugueses que não se deixavam cegar por individualismos de seita, o nosso património ficava todo por cá. Que o diga o Pantera Negra, que em boa hora foi obrigado a ficar no Benfica em vez de ir para o estrangeiro, para honrar as cores do Glorioso e dar alegrias aos seus mais de seis milhões de adeptos.
o herdeiro
Na ânsia de demonstrar que é o legítimo e único herdeiro de Rui Rio, Rui Moreira vai coleccionando na sua lista de candidatos velhas “glórias” do rioismo, como se isso conferisse uma especial virtude à sua candidatura. Isso servirá, contudo, apenas e só para ganhar algumas dúzias de votos, mas não se afasta da politiquice a que estamos, infelizmente, mais do que habituados. Ora, em vez de promover velhas relíquias do passado a números dois da sua lista, melhor faria Rui Moreira se nos dissesse exactamente ao que vem e o que quer fazer à cidade do Porto, se alguma vez for eleito seu Presidente. E se fosse acompanhado por uma equipa nova e competente, em vez de um álbum de velhas fotografias do passado, melhor seria.
A ler
O acordão da Relação do Porto apenas chamou a atenção para a absurda legislação laboral em Portugal. Para saber mais ler: Nem só de loucuras de juízes vive o absurdo judicial no Insurgente
O Crivelli é de todos
Tentando perceber qual é exactamente o argumento do Pedro Picoito em relação à exportação de obras de arte, fiquei na dúvida. Se o critério é que cada obra de arte deve ficar no seu país, então o Crivelli deve ser devolvido a Itália. Se o critérios é a maximização de obras de arte em Portugal, então não se percebem os elogios à lei inglesa que dificulta a exportação de quadros de Inglaterra para Portugal. Se o critério é a função social do património, não se percebe porquê dificultar a exportação do Crivelli para França (por exemplo). Em França o Crivelli também desempenha uma função social. Se o critério é que o património também diz respeito ao povo, então porque impedir que o povo francês desfrute dele? Se a ideia é que o património cultural é propriedade colectiva, porquê limitar a propriedade aos habitantes de um país? Se é património colectivo, também é dos franceses.
O caos centralista
Estamos no início de Agosto. Tenho um filho que passando para o 7º ano, tem de mudar de escola. Escolheu uma, mas teve de indicar obrigatoriamente 4 opções. Não sabe ainda em qual ficará colocado. Não pode encomendar livros e desconhece obviamente o horário. Qualquer planeamento é impossível. A escolha de escola é inexistente.
Numa escola da zona, a direcção escolar viu cortada pelo administração central mais de 20 turmas. A escola tinha capacidade para receber os alunos que desejam frequentá-la. A administração central arbitrariamente e sem qualquer fundamento resolveu que não, que tem de ir para outra qualquer, que não desejam. Ninguém, desde o simples porteiro ao director de agrupamento sabe os motivos de tal decisão. O ministério da educação também não sabe porque decidiu assim. Calhou…
A inquestionada PPP que o Estado nos impôs
Mascarenhas
O provedor do DN, Oscar Mascarenhas, teria uma excelente carreira como blogger, talvez no Câmara Corporativa, não fosse a exigência de anonimato destes uma barreira ao reconhecimento público.
À falta desta (eventual, quem sabe?) participação na carreira bloguística, resta ao provedor a dura tarefa de aproximar os artigos de opinião do jornal ao tom da blogosfera circa pós-Sócrates. O que é bom: durante muitos anos, alguns autores de blogues tentaram, com variados graus de sucesso, atingir a credibilidade dos artigos de opinião nos jornais. Com Oscar Mascarenhas o trabalho foi facilitado: reduzindo o mínimo múltiplo comum, qualquer blogger fraquinho, pode efectivamente equiparar-se a um colunista de jornal.
A redacção da vaquinha
Na primeira página do Expresso a redacção da vaquinha adaptada aos tempos da Escola do Pensamento Mágico Pós de Perlimpimpim of Economics: “0s ministros, desta vez, não terão pela frente o implacável Vítor Gaspar, e o princípio da austeridade a todo o custo deverá estar mais esbatido, tendo em conta as promessas sobre o novo ciclo económico, virado para o relançamento da economia.”
mais notícias boas
ó catarina, será que também mentiste?
Rasguem, rasguem todos
Não simpatizo com João Jardim. Considero tontas muitas das declarações e penso na Madeira como uma extensão do socialismo de cacique, que sempre assolou o continente, mas em escala mais espectacular. Porém, hoje em dia, o que mais falta faz neste país é gente a rasgar jornais.
Nota: deve ser lido com um grão de sal.
Os palestinianos têm a televisão do Hamas
Os venezuelanos têm coisas como esta
Nós temos esta versão da Carbonária-Formiga Branca: Poiares Maduro e Lomba são tão-somente o fascismo a bater-nos ao de leve à porta
swap, swap, swap
Estou absolutamente farto desta polémicazinha sobre se a ministra Albuquerque mentiu ou não mentiu sobre se tinha ou não conhecimento da existência dos swaps. Por princípio, os políticos são mentirosos profissionais (há, até, aquela coisa do “segredo de estado”, que atribui valor “moral” à mentira de quem governa), todos nos passam a vida a enganar e a dar o dito por não dito, pelo que me é irrelevante saber se a senhora sabia ou deixava de saber. O que já considero verdadeiramente extraordinário é que ninguém se preocupe em averiguar quem foram os gestores públicos e os ministros que andaram a jogar no casino com o nosso dinheiro. Isso é que me interessava saber. O resto é conversa e conversa de quem não pretende ir ao fundo do problema.
A ler
Um líder fraco, José António Saraiva
A espiral da dívida pública, Francisco Sarsfield Cabral
O ministro que não era
Alvaro Santos Pereira, como estrangeirado que era, aterrou no governo e sentiu-se perdido. Achou que podia tentar alguma coisa, sem conhecer o terreno. Andou aos papeis meses e meses.
Quando o seu secretário de Estado da Energia, farto de ver o seu trabalho boicotado no interior do próprio governo bateu com a porta, o champanhe jorrou na administração da eletrica nacional. Santos Pereira deixou nesse momento de ser ministro. Mas nem na hora da verdade soube agir. Aceitou, agachou-se, calou, tal era a sua vontade de ser aceite. Desde então passou a ter boa imprensa. Puseram-lhe o braço pelos ombros e disseram-lhe, «você portou-se bem, deixou-o cair, pois era o que merecia. Andava perdido, mas agora encontrou o caminho. Veja, é por aqui que vamos. Juntos». E finalmente deixaram-no lançar as suas medidinhas em paz.
Na primeira oportunidade correram com ele, pois era completamente descartável. O seu poderzinho era tão minúsculo que só conseguiu deitar atabalhadoamente mão a uma vingançazinha em cima da hora: o contrato de contrapartidas dos submarinos. Coisa que de imediato foi neutralizada com uma nova «avaliação da situação»….
Pires de Lima é todo o inverso do seu antecessor. O típico ministro do regime. Sabe quem tem de respeitar, a quem tem de agradar, mas também a quem pode ignorar ou mesmo pisar um bocadinho os calos para dar imagem de autoridade, Sabe que medidas lançar para mostrar «iniciativa» e retirar capital político. Não mudando nada de essencial, terá sempre boa imprensa,
da relevância política do chilique
Da próxima vez que os delicados nervos do Dr. Paulo Portas o ponham à beira de um chilique, será recomendável que pense duas vezes.