Equívocos.*
A questão da viabilidade (ou não) das candidaturas de alguns autarcas putativamente abrangidos pela limitação prevista no artigo 1º da Lei nº 46/2005 (vulgarmente denominada “lei de limitação dos mandatos”), continua, em parte, na ordem do dia mediática. Continua e, a meu ver, mal, na medida em que está (essa questão) a ser jogada como instrumento de campanha, sendo certo que, por outro lado, convocam-se assim os tribunais para a pugna política.
Realmente há dias em que a publireportagem é dominante
Se bem percebo existe a SIC da deontologia, da reportagem, dos olhares da notícia (embora cada vez mais da notícias em perspectiva gauche caviar) mas enfim das notícias sejam elas enviesadas ou não. E depois temos a SIC que envia mensagens desta natureza que me cai no mail dia sim dia não : «ÚLTIMA HORA: Veja aqui a incrivel reportagem que passou na SIC.Um suplemento de emagrecimento com compostos derivados das framboesas tornou-se quase impossível de encontrar nas lojas depois de um popular médico da televisão o ter declarado um suplemento de emagrecimento “milagroso” no seu programa. – clique aqui para ver o site. Após a Reportagem que passou na Televisão, as lojas de produtos naturais em Portugal estão cheias de clientes à procura de cetona de framboesa – um extracto de framboesas que, segundo novas pesquisas, pode ajudar o seu corpo a perder peso. –Descubra Online.»
chavismo à portuguesa
Protagonizado por uma das mais nefastas figuras públicas dos últimos anos, que subiu ao poder com a boca cheia de “ética” e “moralidade”, para acabar a fazer disto.
a gozar com o pagode
Depois do célebre episódio da vírgula, temos, agora, o episódio do “da-de”. Nada tendo contra a sobrevivência dos dinossauros (alguns nem me são antipáticos), há que convir que isto só em Portugal. É para isto que servem um Presidente da (de?) República e um Tribunal Constitucional! Depois queixem-se da monarquia…
pois é…
Aguardam-se os comentários do sempre pertinente anti-comuna e de todos os “anti-comunas” da nossa blogosfera a esta notícia, ele que anda muito desaparecido destas paragens, nos últimos tempos. Que sejam, pelo menos, tão incisivos como os que fez neste post.
Distinguir é preciso
D. Januário que andava calado há muito tempo voltou desta vez não para falar de guerras civis, revoluções e tumultos para se pronunciar sobre as acusações a D. Carlos Azevedo: “Em declarações à TSF, D. Januário Torgal Ferreira disse que já há muito ouviu acusações de que D. Carlos Azevedo «tinha tido um comportamento homossexual».” Que D. Januário padece de óbvias confusões é público e notório e esta é apenas mais uma mas convém lembrar que o facto de se ser homossexual ou heterossexual não é chamado para o caso. Qualquer homossexual ou heterossexual pode ser acusado de factos da natureza daqueles que agora imputam a D. Carlos Azevedo.
No Malomil evidentemente
cancioneiro da revolução
Começa a faltar pachorra para o Grândola, Vila Morena. Para além da música ser francamente desinteressante, é um bocado cansativo ouvi-la repetidamente na televisão, quando aparece o Passos Coelho, quando aparece o Relvas, ou quando aparece o Paulo Macedo. Também é um pouco injusto que só os membros do governo tenham direito a música. Os da oposição e mesmo alguns protagonistas sociais e culturais, como Arménio Carlos e o Professor Boaventura, também deviam ter direito a serenatas. Assim, para ajudarmos os nossos revolucionários a ultrapassar este momento de aparente falta de inspiração, deixamos aqui algumas sugestões para os próximos boicotes revolucionários e progressistas. Aconselha-se os baladeiros a acompanharem os cânticos com as coreografias dos vídeos.
O que Nicolau não quer perceber
Nicolau Santos dedicou hoje este texto – O que Relvas não percebe – aos casos do ISCTE e do Clube de Pensadores. Não sei como explicar a Nicolau Santos a importância do que está causa. Mas acredito que se Nicolau Santos substituir Relvas por Sócrates talvez perceba que há coisas que não podem acontecer. Vá lá Nicolau não custa tentar.
Tomar à sucapa
Fica bem, é popular e até justo, insurgir-se contra um qualquer fiscal que nos peça a facturinha do café acabado de tomar. Ups.. . Perdão. De beber, assim é que é….
Trata-se aliás de uma técnica de exercício do poder completamente ultrapassada. Hoje em dia é mais comum e muito mais eficiente recorrer-se a técnicas de extorsão por via indirecta. Onde não exista a hipótese de o espoliado reagir. Nem sequer ter a oportunidade de largar uma brejeirice.
Por exemplo, mandando sacar 3,5 euros a cada subscritor de canais serviços de televisão por cabo.
«Os operadores de serviços de televisão por subscrição encontram-se sujeitos ao pagamento de uma taxa anual de três euros e cinquenta cêntimos por cada subscrição de acesso a serviços de televisão, a qual constitui um encargo dos operadores.» (nº2, artº10º, da Lei nº55/2012 de 6 de Setembro, da responsabilidade do então secretário de Estado Francisco José Viegas). Pedir factura? Isso é coisa careta. Se o fiscal fosse lá a casa todos os anos pedir a contribuiçãosinha podia haver chatices. Tirar a todos para dar a uns poucos que vivem disso é também um arte a que não faltam adeptos.
C’est comme ça en France…
É mais uma fábrica francesa que fecha. Desta vez de pneus. A carta em que isso é explicado ao Governo francês é de uma clareza cristalina:
A milícia
Movimento prepara mais acções contra o governo. Relvas obrigado a abandonar o ISCTE sem falar
PROTESTO VAI CONTINUAR A canção que marcou o 25 de Abril em Portugal tem sido também usada como “senha” dos protestos dos últimos dias contra o governo. Paulo Raposo, do movimento “Que se lixe a troika”, garante que as manifestações vão continuar “até ao dia 2 de Março, mas provavelmente até depois”, e prevê que os versos de Grândola “ainda vão ecoar no coração da Europa”.
A milícia entendeu que nos dias em que está para aí virada não deixa falar em público membros do governo. Amanhã pode escolher outros alvos. É só querer. Porque a milícia só faz o que quer e goza de impunidade total. E um dos melhores símbolos do nosso tempo e do jornalismo que temos é que ontem a milícia fez a sua intervenção numa conferência sobre jornalismo: os jornalistas têm tratado os milicianos com extraordinária simpatia. Pq andaram com os milicianos nas faculdades. Pq os milicianos são fotogénicos. Pq os milicianos dão sempre um som ou uma imagem. Os milicianos que são isso mesmo milicianos sabem da admiração e do respeitinho que impõem e tiram partido disso. Os milicianos são iguais em todos os tempos!
Obs. Como de costume os compagnons de route acham que a cena do ISCTE se deve ao facto de ter sido com o Relvas que se licenciou à troca mandroca. Amanhã vão achar que é por ser com o ministro Vitor Gaspar ou com Nuno Crato porque apesar de ninguém questionar os respectivos curricula são o rosto disto e daquilo. Depois também vão arranjar algumas desculpas quando os milicianos atacarem alguém que não é do governo: deve ter irritado os milicianos. Até que um dia os milicianos começam a importunar os compagnons. Aí o caso muda de figura e os milicianos aprendem em três segundos que ou recuam ou se lhes acaba a gracinha num instante.
Sob suspeita
monarquia constitucional
Activismos
Com o controlo da posse de armas nos EUA a substituir o fecho de Guantanamo nos corações activistas não se dispara um tiro nos EUA que não se faça uma notícia. Em simultâneo subestimam-se os tiroteios na Europa. Em França, tem sido assim:
Mas que jovens?
símbolo
Cada vez mais me convenço que a monarquia constitucional é a forma óptima de estado para a democracia liberal.
Impressões
Governo não liberal
Impostos e mais, muito mais. Ao menos, desta vez não prometeram um “choque fiscal”
Renúncia
Problemas. E a possibilidade de manter influência, mesmo depois da morte.
O carrasco com glamour
Dada a sua idade geralmente avançada, os manifestantes de ontem dos desfiles da Inter certamente que ouviram falar mesmo que vagamente da forma como o ídolo do seu cartaz resolvia os problemas com aqueles que perante ele reivindicavam o direito a protestar. Experimentem procurar na net que graças ao capitalismo é livre por aqui a expressão La Cabaña e logo perceberão onde é que estariam eles e nós todos caso o senhor do cartaz ou os seus seguidores por aqui tivessem chegado ao poder. Pretenderão os manifestantes com este cartaz fazer a apologia do fuzilamento, tortura e prisão daqueles que se opõem ao governo? E isso é válido para todo o mundo Portugal incluído ou só para Cuba?
Desconstruir
«há muita preguiça e muito «medo ideológico» no debate público em Portugal, existem demasiados elefantes na sala e ninguém parece interessado em olhar para os ditos elefantes. Um país que não consegue debater o seu passado de forma fria e serena é um país que não conseguirá debater o seu futuro de forma adulta. Os nossos mitos históricos – que tento desconstruir no livro – estão relacionados com a nossa incapacidade para fazermos um debate sério sobre, por exemplo, a reforma do Estado, o futuro do país no Euro, etc. Há demasiada gente a pensar que a gritaria com muitos adjectivos pode substituir a argumentação.» Henrique Raposo numa entrevista ao Diário Digital a propósito do seu livro «História Politicamente Incorrecta do Portugal Contemporâneo – De Salazar a Soares». Vale a pena ler não apenas pelo propósito do Henrique – desconstruir muitas das verdades criadas pela propaganda – mas também porque se percebe que está aí uma nova geração que vê os protagonistas de forma muito mais dessacralizada .
«antónio josé seguro no trono de s. pedro?»
No blog mais papista de Portugal.
Depois do pai do SNS chegou a vez da família ferroviária
ESTE TEXTO É UM EXEMPLO DE PORTUGAL EM 2013
“«Resistência e de luto da família ferroviária» no Barreiro Roubos sucessivos aos trabalhadores «nem o Salazar foi tão longe»”
Para lá da família de cada um temos também a família ferroviária e a família ferroviária talvez por causa da particularidade nacional dos carris obstina-se em ter como medida padrão o salazarismo. Não vale a pena explicar o que era o padrão de vida da família ferroviária entre 1928 e 1970 e actualmente. O tempo dessa fabulosa entidade que dá pelo nome de família ferroviária – em cima do pai do SNS só nos faltava a família ferroviária! – é o de Salazar e de lá não sai. Creio que seria muito importante que ciclicamente a RTP passasse as imagens do funeral de Salazar para se perceber que ele morreu há muito tempo. Enquanto tal não acontece a expressão «nem o Salazar foi tão longe»” corre o risco de se tornar uma espécie de mania nacional.
A família ferroviária contesta a extinção de alguns dos direitos atribuídos aos seus membros e acha por bem interromper a circulação por causa do luto ferroviário. Os tontos que vão dentro dos comboios e os contribuintes que andando ou não de comboio sustentam a família ferroviária e a sua mãe CP é que claro só têm de pagar e esperar que o luto ferroviário chegue ao fim. Esperemos que aliviem o luto rapidamente até pq o país desconhece os rituais do luto ferroviário.
Portanto representantes de um partido com assento parlamentar, um presidente de câmara e respectivos vereadores a par de um presidente de juntar avalizaram com a sua presença um acontecimento de interrupção de circulação? Portanto se alguém interromper a circulação no Barreiro pq a sua família está de luto não lhe acontecerá nada, pois não?
“La filière en France” – comprenez vous?
A propósito das dúvidas suscitadas aos comentadores deste meu post sobre a participação dos sindicatos franceses na decisão da Renault em transferir para França parte da produção de Cacia aqui ficam os links
La direction s’est engagée mardi sur un volume de 110.000 véhicules sur le site, qui partage une partie de la Clio 4 avec la Turquie. L’usine obtiendrait les versions haut de gamme, ainsi que des conduites à droite actuellement produites à Bursa.
Renault transférerait également sur son site de moteur de Cléon (Seine-Maritime) des boîtes de vitesse actuellement produites au Portugal. “On a gagné une bataille, mais pas la guerre”, a ajouté Laurent Smolnik.» ( Laurent Smolnik. é dirigente de um dos quatro sindicatos que participou nestas negociações, Force Ouvriere de seu nome)
A CFDT regozija-se porque obtiveram la garantie du maintien des emplois et la mise en œuvre d’ici 2016, d’une véritable politique de croissance de l’activité de Renault et de la filière en France (sublinhado meu)
E a greve dos portos, não teve nenhum impacto?

O INE publicou ontem os dados preliminares sobre o PIB de 2012, que apontam para uma queda de 3,2%, abaixo da última estimativa do governo (2,8%), mais um erro clamoroso do Gaspar, obrigado que está, como ninguém antes, a acertar “ao cagagésimo”. No início da semana, haviam sido divulgados os resultados do comércio internacional relativos a Dezembro e às mercadorias. De imediato, apareceram as Cassandras a augurarem o dilúvio e a garantirem que os objectivos para 2013 estavam comprometidos devido ao “descalabro das exportações” do último quadrimestre de 2012, que só não foram catastróficas por causa dos combustíveis e do ouro (há uns meses falavam apenas do ouro, como desacelerou fortemente, passaram a acrescentar os combustíveis…). Então como agora, não vi ninguém a dissecar as razões da queda (marginal) do último quadrimestre, a questionar o impacto que nela terá tido a greve dos portos e a relacioná-la com o PIB de 2012, aquele que é realmente afectado por ela. Embora haja dados positivos na evolução do nosso comércio externo ao longo de 2011, naturalmente omitidos na generalidade: Ler mais…
A Inter já se pronunciou?
Relvas vendeu RTP às escondidas
Acordão
Se um presidente de câmara pode perder mandato por actos praticados em mandato anterior e noutra câmara, é fácil de ver que na limitação de 3 mandatos, o principio é igualmente o da limitação da função, independentemente do território.
engenharia fiscal
Manifesto profunda desconfiança em relação à semântica aqui utilizada pelo Francisco José Viegas, ao anunciar que mandará “tomar no cu” o pessoal dos serviços da autoridade tributária que queira fiscalizar os seus hábitos de consumo. É que, precisamente, “tomar” associa a prática em causa a hábitos de consumo, o que poderá ser objecto de cobrança de IVA e da necessária emissão do respectivo comprovativo fiscal. Como não devemos desejar aos outros aquilo que não queremos para nós, no caso, esta absurda exigência legal dos consumidores recolherem os comprovativos dos pagamentos dos bens e serviços que consomem, e porque a maioria desses honrados servidores públicos terá famílias perante as quais se possam envergonhar, talvez mandá-los “levar” ou “apanhar” no dito cujo, os venha a isentar dessa nova obrigação legal. Fica, aqui, a sugestão.
Retrocesso
À notícia de ontem de que os relatórios da Inspecção Geral de Finanças às autarquias locais deixaram de ser disponibilizados online na íntegra, o gabinete do ministro das Finanças reagiu dizendo que «o não acesso aos relatórios é uma falsa questão, tendo em conta os mecanismos previstos na lei de acesso aos documentos administrativos».
Mas se os relatórios são públicos, porque não se mantem a sua divulgação na íntegra? Porque se pretende esconder do escrutínio público tais acções inspectivas? Porque se pretende passar a remeter para um processo demorado aquilo que pode ser facilmente disponibilizado por meio de um pdf online?
Em vez de transparência (que até existia), esconde-se e remete-se para mais burocracia. Porque motivo? Isso cheira mal.
lá chegaremos
Nalguns países próximos da decência, os governos estimulam os consumidores a pedirem facturas dos serviços que lhes são prestados e dos bens que eles adquirem, com incentivos de deduções e reembolsos fiscais. É o que se passa, por exemplo, no Estado de S. Paulo, que criou a nota fiscal paulista, pela qual os consumidores recebem 30% do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) por eles pago ao fornecedor. Agora, transformar os consumidores em trabalhadores involuntários do fisco, sob a ameaça de multas cobradas à porta dos estabelecimentos comerciais, é, para mim, uma novidade, embora, admito, não tenha conhecimento do funcionamento dos serviços tributários da extinta União Soviética e dos países do leste comunista, nem tão pouco de Cuba ou da Coreia do Norte. Aí, provavelmente, as sanções seriam e são de natureza criminal e mais violentas, já que nesses países todos os cidadãos pertencem ao estado e devem-lhe as suas vidas e existências. Em Portugal ainda não é assim. Mas, por este caminho, lá chegaremos.
Ao que chegámos
Ditadura fiscal
Novilínguas
Rosa Parks, 1.ª afro-americana com estátua no congresso Esta mania de usar afro-americano para designar os negros e mulatos é uma mania da moda, inquisitorial como boa parte das manias da moda e desrazoada como só as modas conseguem ser. Não conheço a vida de Rosa Parks muito bem mas tanto quanto sei nasceu nos EUA filha de pais e neta de avós que nasceram nos EUA. Entre os seus antepassados contavam-se africanos, europeus e, segundo algumas biografias, indianos ou para outros índios cherokees/creek . Donde Rosa Parks tal como a esmagadora maioria dos negros e mulatos norte-americanos não terem nada a ver com África. Esta mania de designar como afro-americano os negros é uma das coisas que vai gerar teses indignadas dentro de alguns anos nos mesmos activistas que agora fulminam quem não usa esta terminologia.
As greves da CP a Património Mundial
CP e Refer em greve em dia de Carnaval Acho que se deve constituir urgentemente uma comissão com vista à classificação das greves da CP como património da humanidade. Património material, claro. Porque as greves da CP têm um custo que as torna materialíssimas. Na minha modesta opinião os pindéricos e enregelados desfiles de Carnaval que umas autarquias entendem que os contribuintes deves custear mas que depois, por via das intempéries, acabam quase a ser realizados na Páscoa, podiam muito bem ser substituídos pela celebração da greve da CP. Não dá trabalho, já está tudo preparados de uns anos para os outros, tanto dá que esteja chuva como sol… e a greve da CP nos feriados já é uma tradição nacional. Certamente que se alguma vez os comboios em Portugal circularem nos feriados precisaremos de campanhas de esclarecimento para nos habituarmos a essa estranheza. E na verdade devemos defender as nossas tradições, não perdermos o que é nosso. Vamos já organizar uma espécie de selecção da Greve mais bonita de Portugal! As tradições não se podem perder!
carnavalando
Para memória futura: o que escrevi sobre Bento XVI
Ao longo dos últimos sete, oito anos, ainda escrevi alguma coisa sobre Bento XVI, e o seu antepassado Cardeal Ratzinger, o suficiente para aqui o recordar neste dia em que o Papa, com enorme coragem, anunciou a sua renúncia. Sempre me interessei pelo seu percurso e pela sua luta contra o relativismo moral, mesmo não sendo crente, mesmo distanciando-me dele no que toca ao liberalismo económico. Um Papa que vale a pena ler e estudar, um príncipe entre os intelectuais europeus. Ler mais…
«bases comuns»
Este chinfrim em torno da liderança do PS, de Seguro e de Costa, que mobilizou toda a elite dirigente do partido e os opinadores mediáticos que lhe são ligados, numa algazarra nunca antes vista por aquelas paragens, serviu apenas para produzir um folheto mal amanhado de propaganda eleitoral, em 27 páginas? Não havia no PS um gabinete de estudos que produzisse coisa parecida, sem o incomodativo ruído das últimas semanas? Alguém acredita que tudo isto serviu apenas para obrigar Seguro a subscrever umas tretas sobre o chumbo do PEC IV e a irresponsabilidade do governo Sócrates na crise actual do país? Lido o panfleto, há somente um aspecto que merece verdadeiro relevo. Surge na página 2, como subtítulo do documento. Reza assim: «Bases comuns de orientação estratégica». «Comuns» a quem, se Seguro imediatamente veio dizer que «eu não negociei com ninguém, este documento não é nenhum acordo»? Que pactos fez, afinal, António José Seguro, com quem e a troco de quê estabeleceu as tais «bases comuns»? Era por aqui que ele devia começar a dar ao país as explicações que lhe são mais do que devidas.
Impressões
Demissões
Quem vai ser escolhido? E como?
Citação do dia
“If you see fraud and do not say fraud, you are a fraud” (N.N. Taleb). Mais não digo.
é muita emoção!

Depois de Mário Soares e Manuel Alegre terem feito as pazes, eles que tantas feridas um do outro tinham ainda para lamber, só nos resta assistir a um final verdadeiramente feliz entre António José Seguro e António Costa, que, de resto, a Helena já aqui antecipou. O, por enquanto, secretário-geral António José Seguro não foi parco a extravasar as suas emoções por ter testemunhado este lindo acontecimento: «Foi um momento que eu conservarei para sempre na minha vida», disse. Não duvidamos que o PS lhe reservará muitas outras emoções, dentro em breve, e outros tantos momentos inesquecíveis. É só aguardar.
Missa de corpo ausente
Seguro aceita assumir «herança» de Governos Sócrates Importam-se os jornalistas e aqueles que definem como costistas e socráticos de detalhar o que entendem por «herança» de Governo Sócrates?


