Saltar para o conteúdo

Há títulos francamente parvos e este é um deles

10 Fevereiro, 2013

Chávez está «muito deprimido» e já não assumirá presidência   Para lá de toda a parvoíce em torno do imaginário do lutar contra o cancro, do vencer o cancro, do desistir e da doença prolongada que transforma cada doente oncológico numa espécie de gladiador que por distracção ou falta de forças  a determinado momento se deixa derrotar pela doença temos agora a depressão. Como se já não bastassem as grotescas tentativas de manter Chavez vivo a todo o custo e a mentira diária sobre a sua assinatura nos decretos, sobre os textos que escreverá no hospital… temos agora a vergonhosa invenção da depressão. Como se o problema de Chávez para não exercer o poder fosse uma depressão! O processo de agonia de Chávez é simbólico daquilo que os comunistas e seus seguidores são capazes para se manter no poder: quando é preciso matar matam. Quando é preciso montar uma palhaçada mórbida em torno de um semi-cadáver fazem-no sem qualquer problema moral.

«brasil, 1970»

9 Fevereiro, 2013
by

N’ O Insurgente.

Sobre a limitação de mandatos…..*

9 Fevereiro, 2013
by

A linguagem jornalística é, por vezes, equívoca. Não atribuo uma especial intencionalidade aos erros gerados e massificados, precipitadamente, por isso. Muitas vezes, a própria necessidade de audiências impõe que a abordagem de assuntos complexos seja feita de uma forma comercialmente sedutora e redutora. Vem isto a propósito de algumas manchetes que ontem li na imprensa. Reproduzo, a título ilustrativo, uma delas: “Juízes dizem: Menezes e Seara não se podem recandidatar”.

Ler mais…

no pasa nada

8 Fevereiro, 2013
by

Enquanto o mundo socialista gira e avança, com a tranquila e metódica demolição do actual secretário-geral do partido de mesmo nome, árdua tarefa que, só hoje, rendeu esta, esta e esta notícias, o ainda secretário-geral, António José Seguro, continua a assobiar para o ar, fazendo de conta que no pasa nada, e que ele é, de facto, o líder incontestado do partido e da oposição. Para não fragilizar mais ainda a sua posição e para se aguentar até às autárquicas, onde espera obter uma vitória que o deixe tranquilo, Seguro foge ao confronto directo com o inimigo interno, simulando que está verdadeiramente preocupado com o estado do país e não com o seu próprio estado. A permanecer nesta pobre táctica, irá, de humilhação em humilhação, até à derrocada final. Ao estado a que as coisas chegaram, só o confronto directo com António Costa e José Sócrates o poderá salvar. É evidente que ele julga, e se calhar com razão, que desse confronto só poderá sair derrotado. Por isso, prefere fingir-se de morto e aceitar tudo o que lhe impõem. O resultado não será muito diferente.

perdeu o pio?

8 Fevereiro, 2013
by

José Sócrates perdeu a voz? Já não pode defender a obra que nos legou e quer impor essa missão a terceiros, nomeadamente, ao actual secretário-geral do PS? Constâncio também defendeu a herança de Soares? E Sampaio a de Constâncio e de Soares? E Guterres a de Sampaio, de Constâncio e de Soares? Soares e Sampaio não souberam defender-se sozinhos quando foram candidatos a Belém? E Cavaco defendeu a herança de Balsemão? E Durão defendeu os legados de Cavaco, Nogueira e Marcelo? E Santana? E Mendes, Menezes, Manuela e Passos? Defenderam-se uns aos outros, ou uns dos outros? E, por fim, alguém viu António José Seguro atacar na praça pública as “opções económicas do governo Sócrates”? Se não, como penso que não, de onde vem, ou para que serve, tamanha sensibilidade, que só por si diminui a já quase inexistente dimensão política de António José Seguro? Aceitam-se apostas…

PS oferece prenda a Passos Coelho

8 Fevereiro, 2013

Costa exige a Seguro defesa das opções económicas do governo Sócrates

Já agora os carros também vão circular pelos passeios como as bicicletas?

8 Fevereiro, 2013

Carros podem ter de andar à velocidade de bicicletas em zonas residenciais

Coisas realmente importantes

8 Fevereiro, 2013
by

“Portugal terá garantido o reforço de mil milhões de euros no novo orçamento
plurianual da União Europeia, mais 500 milhões para a agricultura. Falta
garantir o poder de decidir onde o gastar”.

“(…) O documento apresentado por Herman Van Rompuy contempla também um envelope com 1000 milhões de euros para a área da coesão. Mas neste capítulo afasta-se da intensão de Passos Coelho que é a de garantir poder de decisão sobre as regiões do país para as quais este montante será distribuido”. Via TSF

– Se bem percebi, tão importante como o “cheque bónus” de 1000 milhões, em jeito de atenuação dos “cortes” e ainda o “corte” mais atenuado na Agricultura, é a proposta da União NÃO dar carta branca ao Governo relativamente às regiões do país (em rigor e no estado atual da nossa organização administrativa, melhor será falar em “zonas” do país), onde tais mil milhões serão gastos. Para evitar, novamente, os desvios sob a capa de P.I.N’s e coisas quejandas!

um cafre chamado franquelim

7 Fevereiro, 2013
by

Para além de ser um óbvio corrupto, por ter passado uns meses na administração do BNP, a minuciosa e rigorosa investigação que a nossa comunicação social tem feito sobre Franquelim Alves revela que ele possui um passado tenebroso, cheio de contradições e de situações mais do que suspeitas. Esta notícia do i denuncia, de uma só vez, que Franquelim Alves colaborou com empresas que exploram o trabalho infantil, ao trabalhar, ele mesmo, com apenas 16 anos, para a Ernst&Young; que foi conivente com esse crime previsto na nossa lei penal, por não ter denunciado nem o Ernesto nem o Young ao Ministério Público; e, ainda, que falsifica documentos, concretamente o seu curriculum vitae, trocando datas maliciosamente, com o claro intuito de se beneficiar à nossa custa. Demiti-lo do governo já não chega. Mandá-lo da secretaria de estado directamente para o Linhó é o mínimo que se pode esperar de um país decente.

Não, ele não volta.

6 Fevereiro, 2013
by

Um rumor deixou ontem em histeria os apaniguados do antigo primeiro-ministro nas redes sociais: vem aí o TGV.
.
Tudo nasceu de uma notícia da TVI:

tgv .
«TGV»: Governo acertou com Bruxelas novo projeto – Obra para linha de alta velocidade que ligará Lisboa a Madrid deverá avançar entre 2014 e 2020
.
A notícia era acompanhada de uma entrevista por escrito ao ministro Vitor Gaspar (que aparentemente já não está online) e em que este explicava que o financiamento para o TGV Lisboa-Madrid tinha sido renegociado e que os fundos iriam ser utilizados num novo projeto reformulado e focado nas mercadorias.  A leitura era óbvia: o dinheiro que estava reservado para o TGV ia para outras coisas. Além do mais, o Ministro Álvaro esclareceu rapidamente qual era esse projeto: a linha ferroviária de mercadorias Sines-Madrid, em bitola europeia.
.
Não há lugar a grandes interpretações nem confusões, mas mesmo assim, a RTP acompanha a notícia com a luz verde da discórdia: “…horas depois de o ministro das Finanças ter declarado à TVI que negociara com Bruxelas o financiamento da ligação entre Lisboa e Madrid, obtendo nesse processo uma comparticipação europeia superior à que estava prometida ao Governo Sócrates.”
.
O DN, por sua vez, fez uma maravilha de jornalismo inventivo. Perante a frase de Álvaro Santos Pereira: não está previsto para o período da atual legislatura qualquer iniciativa por parte do Governo para que o projeto de alta velocidade seja retomado”, ou seja, até 2015.”, escolhem este título: Álvaro Santos Pereira diz que TGV faz-se após 2015. 
.
 E o Público, escreve esta notícia absolutamente divertida: Título: vem aí o TGV. Conteúdo: não percebemos bem se é bem um TGV. Último parágrafo: vai-se poupar dinheiro não fazendo o TGV.
.
Logo na altura, publiquei estes dois tweets.
.
Metam na cabeça de uma vez por todas: não vai haver TGV nenhum.
Agora vão levar uns dias a falar no TGV até se aperceberem que é de linha de mercadorias que se está a falar.
.
Todos lemos as mesmas fontes, mas como se vê, cada um escreve o que quer ler. Por essa altura já ia alta a festa pá, pelos lados das redes sociais e não parou, apesar de ser claro que não ia haver nenhum TGV. O que mais divertia algumas pessoas era a contradição entre Gaspar e Álvaro. Escreveram-se coisas destas:
.
João Pinto e Castro: O Passos vai explicar que decidiu construir o TGV para poder exportar comboios carregados de Magalhães.
João Quadros: está visto que o ministro da economia ficou fora do comboio
João Ribeiro (Porta-voz e Secretário Internacional do PS) – Prova que austeridade é escolha ideológica.
Ana Gomes (RT de G_L): A estocada final no cachaço do povaréu tolo que votou Passos será a retoma do TGV. E em breve, do aeroporto. Toma que é para aprender.
José Junqueiro: “O TGV existe para o ministro das Finanças, mas não existe para o ministro da Economia…” e “O governo “apanhou” o TGV … e eu … prenhe de tanto ouvir … já convencido de q era coisa faraónica e socialista … -:))-:))-:))” (já hoje de manhã)
Inês Pedrosa: Começou a refundação do Estado: vem aí o TGV. Ainda bem que não foi uma ideia do Sócrates…
.
E por aí fora. E já esta manhã, vem uma das mais divertidas:  “Ana Paula Vitorino aplaude “recuo” do governo sobre o TGV
E aquele que se engana sempre: “Nicolau Santos estranha regresso do TGV e não se admira que ideia do aeroporto volte.”.

Conhecendo a imprensa portuguesa como conheço, podemos esperar nos próximos dias títulos do género:

  • Governo volta a recuar: já não vai haver TGV outra vez.
  • Trapalhada: Álvaro e Gaspar não se entendem
  • Álvaro ganha a Gaspar
  • CDS incomodado com regresso de TGV faz governo recuar.

Vale uma aposta?

Pois é

6 Fevereiro, 2013

«Durante a sua audição na Comissão de Orçamento e Finanças, o tema principal tem sido, sem surpresa, a declaração feita pelo banqueiro na semana passada, sobre os sem-abrigo. A deputada Ana Drago, que voltou a dizer a Ulrich que deveria pedir desculpas ao povo português, afirmou ainda que “o senhor, que tem um salário mensal de 60 mil euros”, não sabe como vivem as pessoas. E que as suas declarações são uma ofensa a “todos os que lutaram” para que ” houvesse a liberdade de cada um dizer o que pretende”. O banqueiro reagiu, afirmando que “estou grato a quem lutou para que eu pudesse dizer aquilo que digo, mas pela sua idade também não deve ter lutado muito. Mas beneficia, como eu, com aquilo que todos antes de mim fizeram”. E voltou a negar qualquer pedido de desculpas pelas suas declarações. “Não lhe reconheço a si nem a ninguém o monopólio da sensibilidade social ou da propriedade da verdade. Isso revela da sua parte um espirito da Inquisição em que as pessoas eram condenadas por crime de opinião. E portanto eu vou continuar a usufruir da liberdade de que beneficio e a sra. Deputada também”.

Sobre o salário, Ulrich afirmou que “Aquilo que tenho ou não tenho foi feito com a vida numa empresa privada. Tenho os meus impostos em ordem e se um dia alguém me quiser julgar desse ponto de vista, mais importante do que ver aquilo que eu ganho é ver como gasto”. E concluiu em jeito de contra-ataque: “mas digo lhe que não recebo lições desse ponto de vista. E não sei porque se emociona tanto com a minha remuneração e não com a de um treinador do Benfica que ganha não sei quantas vezes mais do que eu? Se calhar porque isso afectaria os seus votos. Mas eu, como não sou de nenhum partido, sou um alvo fácil”. Na mesma ocasião, Ulrich respondeu também a algumas acusações feitas pelos deputados, sobre as declarações proferidas há uns meses, em que disse que o BPI estaria disponível para acolher desempregados que, continuando a receber subsídios do Estado, quisessem trabalhar no banco. Uma atitude que, para as bancadas de esquerda, é contrária aos “princípios” que o banqueiro diz defender. “Ao contrário da senhora deputada [Ana Drago], eu tenho alguma experiência na criação de postos de trabalho[…] Não pense que é só com medidas macro económicas que vamos conseguir reduzir o desemprego. Não são só as PME que vão reduzir desemprego. Para criar emprego não é preciso ter só dinheiro: é preciso ter organização e capacidade para criar projectos para as pessoas. E o BPI tem essa capacidade. Tal como a PT, ou a Zon ou tantas outras grandes empresas”.

“Com as suas declarações, aquilo para que a senhora deputada esta a contribuir é para uma sociedade mais egoísta. É que ao contrario da senhora deputada, eu consigo criar postos de trabalho e a senhora não”.»

GAIA

6 Fevereiro, 2013
by

Está escolhido o candidato do PSD.

Gun control

5 Fevereiro, 2013

n

«Obama has signed off on roughly 350 U.S. drone strikes in Pakistan, killing between 2,600 and 3,400 people. (…) the total number of people killed by drone strikes there (between 1,900 and 3,200), less than 3 percent of them (51) were “militant leaders.” Furthermore, only 30 of these leaders were members of al Qaeda». (*)

Casa da partida

5 Fevereiro, 2013

«Deus escreverá direito por linhas tortas mas as candidaturas à Presidência da República em Portugal escrevem-se certamente por linhas cruzadas. A recente crise dos socialistas mais não é do que um dos primeiros capítulos da luta pelo lugar de candidato socialista a Belém em 2015» no Diário Económico onde comecei a colaborar

Título fofinho do ano

4 Fevereiro, 2013

Sim, é verdade: Obama viu-se forçado a provar que já disparou uma arma PÚBLICO

Regra I) Os democratas não tocam em armas

Regra II) Quando um democrata pega numa arma é porque um republicano o obrigou

faltam apenas 6 dias…

4 Fevereiro, 2013
by

https://i0.wp.com/oprodutor.com/2010/wp-content/uploads/2010/05/Celebrando-a-Unidade-OFICIAL-fundo-preto11.jpg

igreja e maçonaria

4 Fevereiro, 2013
by

«pode um católico ser maçon?», no Portugal Contemporâneo.

Impressões

3 Fevereiro, 2013
by

O poder pode ser discutido mais tarde

No Outono há autárquicas. O poder pode ser discutido depois (antes, só se a situação se precipitar).

Como no futebol

Lisboa e Porto. O resto, tenho muita pena, mas são números.

Ler mais…

barriga cheia, cabeça vazia

3 Fevereiro, 2013
by

Subsiste uma sensação de profunda irritação, a evocar os sentimentos provocados pela lenda daquela outra personagem que recomendava brioches e croissants à multidão famélica, quando se ouve o antigo jornalista, travestido de banqueiro, Fernando Ulrich dissertar sobre os sacrifícios alheios, provavelmente depois de pastar alguns pares de crepes Suzete no Gambrinus. Estes despiciendos comentários acerca dos limites do sofrimento dos outros, recentemente retocados com pinceladas de neo-realismo sem-abrigo, por mais verdadeiros que possam ser, não ficam bem a ninguém, menos ainda a quem gere um banco tecnicamente falido, que só restitui os depósitos que lhe foram incautamente confiados à custa dos impostos dos cidadãos portugueses e europeus. Para além do mais, não consta que o banqueiro Ulrich tenha emitido um pio perante as falácias e os desmandos de quem permitiu e incentivou que as coisas chegassem ao ponto em que hoje se encontram. Pelo contrário, sempre o vimos muito chegado aos poderes estabelecidos e aos governos em exercício de funções. Fala, assim, de «barriga cheia», como bem disse Jerónimo de Sousa, a quem muito nos custa ter que dar razão.

Isso agora não interessa nada

3 Fevereiro, 2013

Des jeunes stoppent un TGV à Marseille O ataque aos comboios em França é um dos assuntos mais ignorados da imprensa nacional. Registam-se desde 2004 e têm vindo a banalizar-se. Logo podem fazer-se notícias sem comprometer o senhor Hollande que pelo menos em política externa é um descanso e até propicia uns títulos que se julgavam para sempre proibidos na imprensa europeia: Mali: Hollande recebido em Tombuctu como herói nacional

Hollande diz tranquilamente que vai defender os interesses da França, que vai destruir os terroristas e ninguém tem uma comoção. Quem não deve perceber muito bem o que se está a passar são os insurgentes do Mali que, para seu azar, são tratados sem apelo nem agravo como terroristas, alguns entregues rapidamente ao exército do Mail que os fuzila sem que um cordão humano se forme em todo o planeta Terra.Alguém consegue imaginar o que seria se os terroristas do Mali tivessem atacado o centro de Paris e assassinado milhares de franceses com o senhor Hollande no poder? Não sei porquê mas parece-me que o senhor Hollande não estaria disponível para ir dialogar com os atacantes como em Portugal se defendeu que Bush devia fazer.  Por isso em matéria de combate ao terrorismo não há ninguém tão eficaz quantos os socialistas: 80% do tempo falam de diálogo. Nos restantes 20% não olham a meios para os destruir. E costumam ser eficazes.

Tretas

2 Fevereiro, 2013

«A nova Secretaria de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar foi criada para haver maior controlo alimentar, exigido pelo mercado externo, disse esta sexta-feira a ministra da Agricultura, em Torres Vedras.
«Temos dossiers fitossanitários em muitos países para que nos abram as portas nos mercados de exportação e precisamos de continuar esse caminho para termos uma ação mais pró-ativa na conquista dos mercados internacionais», afirmou aos jornalistas Assunção Cristas, responsável também pelas pastas do Mar, Ambiente e do Ordenamento do Território.» 

Como não nos faltam dossiers a negociar por esse mundo fora teremos de criar a Secretaria de Estado da Promoção do Têxtil;  a  Secretaria de Estado do Calçado (não confundir com calçada portuguesa que também terá uma subsecretaria); a Secretaria de Estado da Cortiça e Derivados; a Secretaria de Estado das Empresas de Construção; a Secretaria de Estado dos Programas de Televisão e Cinema Português… tudo integrado num super-ministério que terá como símbolo o bacalhau, animalzinho que enquanto estas loucas almas (sem esquecer também estas) não levarem a sua avante podemos num símbolo do empreendedorismo português transformar em pastéis, açordas e assados.

E o que defende Catarina Martins?

2 Fevereiro, 2013

Louçã, Semedo e Pureza defendem nova corrente para o Bloco  Um dia vão fazer-se teses sobre a extraordinária complacência dos jornalistas perante o BE. Embora o título do ano esteja mais ou menos garantido para este: Costa aplica travão à investida contra Seguro pela “unidade no PS”

 

Justiça Territorial?!*

2 Fevereiro, 2013
by

Em ano de eleições autárquicas e sentindo-se, já, um espírito de (pré)campanha, é normal que a bandeira da regionalização seja vigorosamente agitada junto das populações que, mais direta e agudamente, sentem os efeitos do centralismo. Não será, portanto, de estranhar que, subitamente, alguns atores políticos sigam, agora, com uma inesperada veemência (comparativamente com os respetivos percursos antecedentes), o guião da luta contra as injustiças geradas por um Estado macrocefalamente centralizador, como o nosso.

Ler mais…

Pizzo

1 Fevereiro, 2013

O governo decidiu criar uma inútil Secretaria de Estado da Alimentação e Investigação Agro-Alimentar, que será financiada pela taxa Cristas sobre as grandes superfícies. O objectivo é garantir a segurança … alimentar. O novo secretário de Estado é um boy do partido e acomodará certamente outros boys do partido.

A ideia duh! de 2012

1 Fevereiro, 2013

A propósito disto e disto:

No final de 2010, princípio de 2011, sabia-se que o défice real tinha sido de pelo menos 10%, talvez mais. Supondo uma redução optimista do défice de 2% ao ano, era já na altura previsível que a dívida aumentaria pelo menos até 2014. Os défices prováveis nesse cenário seriam de:

2011 – 8% (aumento de dívida de 8%)

2012 – 6% (aumento acumulado de dívida de 14%)

2113 – 4%  (aumento acumulado de dívida de 18%)

2014 – 2% (aumento acumulado de dívida de 20%)

Alguém que a meio de 2012 andou a dizer “o défice está a descer, mas a dívida está a subir”, como se fosse possível baixar a dívida com défices de 6%, pura e simplesmente não fazia a mínima ideia do que estava a dizer. Durante esse ano, e muito provavelmente ao longo deste, aquela frase foi (e é) um indicador fácil de ignorância económica. Não são necessários gráficos nem dados actualizados para saber que a dívida está a subir. Já se sabia em 2010.  É uma ideia morta porque não tem o significado que normalmente lhe é atribuído nem prova o que quem habitualmente gosta de salientar que a dívida está a subir  pensa que prova. O actual aumento da dívida resulta de asneiras feitas há vários anos.

Walking dead

1 Fevereiro, 2013

Se o Samuel Paiva Pires quer debater a curva de Laffer em Portugal, em 2012, tem pelo menos que abandonar as falácias que já foram rebatidas nos rounds anteriores desse mesmo debate. Alegar qualquer coisa como “os impostos em 2012 subiram, a receita desceu, logo há efeito de Laffer” é uma falácia conhecida. Correlação não é causalidade. Deduzir causalidade de dados empíricos requer muito mais tempo e engenho.

Cemitério de ideias 2012 (RIP)

31 Janeiro, 2013
  1. Portugal vai ser a nova Grécia.
  2. Vai haver um 2º resgate.
  3. É impossível voltar aos mercados em 2013.
  4. Temos que seguir o Hollande e a sua política de crescimento.
  5. Concessionar a RTP é uma má ideia. Exige-se a privatização total.
  6. A recessão é maior que o esperado.
  7. O Gaspar errou a previsão da queda do PIB.
  8. Estamos perante uma “espiral recessiva”.
  9. O défice não está a descer.
  10. O governo não está a cortar na despesa.
  11. Isto resolvia-se com um default à dívida pública.
  12. A dívida pública não pode ser paga.
  13. Isto resolvia-se não pagando as PPP.
  14. Existe um consenso nacional para menos impostos e cortes na despesa.
  15. A queda da receita prova que estamos perante um efeito da Curva de Laffer.
  16. A TAP vale 1000 milhões de euros.
  17. Ainda bem que a TSU foi derrotada.
  18. Estão a fechar restaurantes por causa do aumento do IVA.
  19. A receita do IVA da restauração vai baixar.
  20. O défice está a descer mas a dívida está a aumentar.
  21. O aumento das exportações é por causa do ouro.

Menezes é sempre animação

30 Janeiro, 2013

LFM como Presidente da Concelhia de Gaia do PSD, lá levou a votos o seu candidato (aquele que sendo vereador em Matosinhos tem sido o sustentáculo do PS…). Mas, azar. Estando de saída já não tem respeitinho por ele. A votação ficou empatada. Vai daí, Menezes tenta uma artimanha: apesar de ter sido votação secreta, reinvidica voto de qualidade pelo que daria a vitória ao candidato que propos. Está bom de ver que após risos e sorrisos, teve de enfiar a viola no saco.

Mas não se conteve. Arranjou outra.  Primeiro anunciou nova votação. Mas cancelou.

Depois emite um comunicado onde fala da existência de 2 candidatos, embora tenha recusado levar a votos um deles, apoiado pelas freguesias e defendido apenas o seu.

E ao melhor estilo sulista e elitista…remete a decisão para Lisboa. Que estes escolham o candidato a Gaia  pois que Meneses é incapaz de gerir o processo.

É só rir.

Afinal, Tozé, há mesmo alguma pressa…

30 Janeiro, 2013
by

António Costa e Seguro reúnem-se… Com Tozé, agora, a marcar a agenda, seguramente.

 

Se cá nevasse fazia-se cá ski…

30 Janeiro, 2013

“Ou unes o partido ou candidato-me” terá dito António Costa a António José Seguro.
SE bem percebo António Costa avança caso António José Seguro não consiga convencer os apoiantes dele mesmo Costa e provavelmente também a ele Costa de que vale a pena apoiarem António José Seguro.

Enfim, no Rato vive-se ao ritmo dos Salada de Frutas

“Sebastião cá voltasse
Se a moleza se cansasse
Se o Eusébio ‘inda jogasse
Ai que fintas que ele faria um dia…
Se o imposto não subisse
Se o emprego não fugisse
Se o presidente sorrisse
Outro galo cantaria um dia…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se…fazia-se…
Há sempre um “se” no caminho
Que me deixa as mãos tão presas
Se eu cortasse o “se” daninho
Talvez me livrasse das incertezas…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se cá ski…
Se cá nevasse fazia-se…fazia-se…”
 

tó, tozé e a sacrossanta unidade do partido

30 Janeiro, 2013
by

– Ó Tozé, há uma coisa de que te tenho de avisar para  começo de conversa: para mim, a unidade do partido é sacrossanta!

– Ó Tó, tu tem lá paciência, mas para mim a unidade do partido é sacrossantíssima!

– Ó Tozé, desculpa lá, pá, mas não estás a contribuir para a unidade do partido: quem disse, primeiro, que considerava sacrossanta a unidade do partido fui eu!

– Mau, mau, Tó! Tu é que estás a dividir o partido: eu é que sempre disse que a unidade do partido é sacrossanta.

– Não, Tozé, tu é que quebraste a sacrossanta unidade do partido com essa mania de me contrariares.

– Eu!!!! E tu, que não te cansas de deslealdades para comigo, o mesmo é dizer contra a sacrossanta unidade do partido?

– Bom, bom, olha que assim eu candidato-me: como dizia o outro, andas há muito tempo a quebrar a sacrossanta unidade do partido.

– Eu é que me recandidato contra as tuas medidas desleais que põem em causa a sacrossanta unidade do partido, Tó! Não esperava isso de ti, pá. Fazeres-me uma coisa dessas, a mim, que sempre preservei a sacrossanta unidade do partido. Francamente!

– Ai é, ai é?! Olha, Tozé, eu até nem queria, mas vais obrigar-me a candidatar-me. E não é contra ti, que até sempre fomos muito unidos, é só para preservar a sacrossanta unidade do partido. Mas depois não te queixes se voltarmos ao passado.

– Então está bem, Tó. Vou-te derrotar em nome da sacrossanta do partido. E na noite da vitória não te esqueças de vir comemorar ao McDonalds do Rato. Vou lá ter umas dúzias de Big Macs para enfiares pelas goelas abaixo. Tudo em nome da sacrossanta unidade do partido…

marcado pelo passado

30 Janeiro, 2013
by

«Seguro anuncia recandidatura contra o “regresso ao passado”»

.

O que terá de tão grave o passado, presume-se que recente, do PS, para que António José Seguro o não queira de volta?

Qual é a pressa, ó António?!

29 Janeiro, 2013
by

Costa avança para a liderança do PS

ò Ramos, não havia necessidade

29 Janeiro, 2013

Portugal tem algumas originalidades bem castiças.

Por exemplo, um grupo de deputados do psd/cds com pouco que fazer, no melhor estilo chavista sul-americano, quer  sugerir programas de televisão à emissora do Estado.

 

O combate ao espectro

29 Janeiro, 2013

O Metro de Lisboa está outra vez em greve. «Em causa”, de acordo com a FECTRANS, está o “ataque feroz de que os trabalhadores estão a ser alvo por todas as vias: Orçamento do Estado, alteração da legislação laboral e o espetro da privatização» Ora como todos os outros portugueses tb sofrem com o OE e como alguns meio amalucados que trabalham por conta própria nem têm  a certeza se vão continuar a ter trabalho   creio ser chegada a hora de se criar a figura do objector fiscal. Por outras palavras cria-se uma lista das empresas para as quais o contribuinte se recusa  a contribuir.  Muito francamente  o Metro de Lisboa sai-nos muito caro. E a vida não está para luxos.

Sensibilidades

28 Janeiro, 2013

«João Soares defende Arménio Carlos: “O etíope é mesmo escurinho”   Arménio Carlos chamou “escurinho” a Selassié. João Soares não vê mal nisso.»

João Soares tem razão. E convenhamos que chamar escurinho ou branquelas a alguém não tem nada de especial e no caso de Arménio Carlos é até uma elevação do seu tipo de linguagem habitual em que todos são “bandidos” à excepção dele e dos seus camaradas. O problema é que há anos que não se pode dizer nada sobre cor da pele, nacionalidades e outras circunstâncias sem que imediatamente se agite a onda de indignação ululando racismo, xenofobia etc etc…Ou será que João Soares  já não se lembra disto: «Sócrates valeu-se ainda de uma outra declaração da sua principal opositora: «Choca-me que a dr. Manuela Ferreira Leite considere que as obras públicas apenas servem para dar emprego aos ucranianos e aos cabo-verdianos (…). Isso choca a minha sensibilidade mas fere também a nossa história. Nós fomos uma nação de emigrantes»  »

 

Mama sume

28 Janeiro, 2013

Ramalho Eanes: «Jaime Neves foi – com Alpoim Calvão –, em minha opinião, o melhor combatente da nossa geração de oficiais.»

Impressões

27 Janeiro, 2013
by

Televisão

No final, ninguém larga. Mais vale simular uma derrota pessoal.

Governo bom/ Governo mau

Não sei quem teve a ideia. Mas funciona lindamente.

Ler mais…

Títulos que só a esquerda sobretudo se for francesa pode ter sem que chovam cordões humanos

27 Janeiro, 2013

Guerre au Mali : qui sont les ennemis de la France
Une menace contre les intérêts français dans toute la région  E nem sequer o soldado com a máscara da morte levou a uma manifestação diante da embaixada francesa.

Assim se vê a indulgência face ao PC

27 Janeiro, 2013

Correio da Manhã: Arménio Carlos chama “rei mago escurinho” a representante do FMI
Que outros jornais, rádios ou televisões deram esta notícia?