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Primaveras

26 Junho, 2012

Primavera europeia versão catástrofe anunciadíssima: Bruxelas discute proposta que permitiria alterar orçamentos nacionais

Primavera árabe versão uma coisa maravilhosa que agora não interessa nada saber como está a correr: Tunisia Court Upholds Cartoon Blasphemy Conviction

Primavera desportiva versão ‘duelo ibérico’ no chamado jornalismo de referência: Cristiano Ronaldo, una bestia con sed de venganza

Empresas e crédito

26 Junho, 2012

Há uma queixa recorrente de que não há crédito para as empresas. Pressupõe-se que o estado natural da economia é a existência permanente e fácil de crédito. Ora, há momentos em que o crédito escasseia pelo simples facto de que a poupança tem que ser usada para tapar os buracos deixados após um período de euforia e de concessão de crédito sem poupança. Pressupõe ainda que num período de queda na procura uma empresa sobre-endividada precisa de mais crédito. Na verdade precisa de menos. Precisa de se reestruturar e de pagar dívidas. Estes queixumes de falta de crédito, muitas vezes feitos por lóbis à cata de crédito subsidiado, são mais a expressão de um desejo de regresso ao crédito fácil e uma demonstração de que determinados empresários não se querem adaptar à nova realidade.

“Inutilidades”

26 Junho, 2012
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Depois de António Saraiva (CIP), há uns tempos atrás, se ter referido à actual Adc, dizendo tratar-se de uma “inutilidade”*, surgem, agora e novamente, da parte de Carlos Barbosa e do ACP, críticas à (in)acção da mesma Adc

* Note-se: essa qualificação começa a estar bastante “desvalorizada” no mundo das “Reguladoras”…

“Medicina Normalizada”

25 Junho, 2012
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Nota sobre a “Medicina Normalizada”, texto publicado na página online do jornal Sol.

Das conclusões: “Em conclusão, enquanto que a evolução deveria ser de uma forma anacrónica de “paternalismo médico” para uma “Medicina centrada no doente”, na qual grande parte das decisões deveriam competir a este último, vem agora o Estado tentar impor uma “Medicina Normalizada” – a qual poderá representar um passo no sentido errado, uma vez que se baseia em princípios que podemos qualificar como controversos. Para W.E. Deming, “In God we trust, all others must bring data”. Está por provar que esta reforma, apresentada no contexto de um quase colapso financeiro, na verdade leve a qualquer tipo de contenção de gastos, aguardando-se também dados relativos aos resultados clínicos e ao impacto geral sobre o sistema de saúde.”

A propósito dos sonhos do Bloco Central

25 Junho, 2012

que animam boas almas do PS e do PSD leia-se esta entrevista recente de Murteira Nabo ao SOL: Murteira Nabo: ‘Defendo um Governo de salvação nacional’ e compare-se com esta outra dada em Outubro de 2009 a essa interessantissima publicação do ponto de vista ideológico conhecida como Tempo Livre .

 

 

Ai, o consumo …

25 Junho, 2012

Num país em que o consumo e as importações têm sido empolados pelos mais diversos estímulos é bom sinal que estejam a ocorrer os fenómenos seguintes:

– aumento das exportações
– diminuição das importações
– diminuição do consumo

Quanto mais bem sucedida for a política de corte no acelerador keyneasiano mais rápido será o ajustamento. Este ajustamento tem uma consequência para a arrecadação fiscal, ceteris paribus, os impostos sobre o consumo e importações tenderão a descer. Este fenómeno é já visível na execução fiscal até Maio. Os impostos que mais descem sao o IRC (desce 15,5%, normal quando a economia está a desalavancar) e os impostos sobre o consumo (IVA desce 2,8%). Entre os impostos sobre consumo, os que mais caem são os relacionados com o consumo de importações (ISP desce 8,4% e imposto sobre veículos desce 47,7%).

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O que está a acontecer na economia portuguesa é a tão desejada mudança de paradígma económico. É também óbvio que ninguém deseja essa mudança e que ela está a ser imposta pelas circunstâncias. Até os liberais suspiram por mais consumo e por receitas fiscais maiores sobre o consumo.

Coisas a não esquecer por quem vive num estado ‘pêesse’

25 Junho, 2012

«O PS contestou hoje a nomeação de José Luís Arnaut para o cargo de membro não executivo do conselho de administração da REN — Redes Energéticas Nacionais»

a) Se Arnaut fosse PS passava a ser tratado por  pai da REN. Como é PSD trata-se de promiscuidade político-partidária.

b) A única forma que o PSD tem de não ser acusado de “promiscuidade político-partidária” é renomear os socialistas para estes cargos. Ou seja manter neles os socialistas que o PS anteriormente nomeou ou escolher outros socialistas. Quando os socialistas são nomeados ninguém protesta porque se o PS está no governo isso é tido como obviamente natural e se o PS está na oposição isso é tido como sinal de independência por parte dos sociais -democratas. Uma espécie de intermezzo inteligente na sua congénita cupidez.

c) A presença de socialistas nestes cargos chama-se defesa do Estado e do serviço público. A presença de não socialistas chama-se “promiscuidade político-partidária” e o PS naturalmente protesta para que a ordem natural da vida política em Portugal seja reposta e os socialistas voltem rapidamente a ocupar os lugares que lhes pertencem por direito republicano.

Em resumo: este triste estado de coisas talvez explique porque precisamos de menos estado e sobretudo de um estado que faça o que deve e deixe os negócios para os privados. Enquanto tal não acontecer o discurso sobre o poder será naturalmente do PS. Naquilo em que outros estão em falta «, o PS está no seu terreno. É só isso que distingue os Arnaut uns dos outros.

“Não há cantinas escolares grátis!”*

25 Junho, 2012
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O Tribunal de Contas divulgou um relatório sobre a “Parque Escolar”, apontando vários excessos e ilegalidades, afetando diretamente o erário público. Um caso, entre muitos, indiciador de algumas causas explicativas da situação de emergência financeira em que nos encontramos. Claro está que não são apenas os casos tipo “Parque Escolar” que justificam tudo (quer dizer, o desequilíbrio orçamental e financeiro do Estado). No entanto, muitos casos desses, terão, sem dúvida, contribuído para o mau estado do Estado e para a necessidade de austeridade que, talvez, bem vistas as coisas, em algumas situações mais não será do que o regresso a um padrão de rigor e de normalidade, exigível na gestão da res pública.

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Política de crescimento

25 Junho, 2012

A França precisa de economizar sete a 10 mil milhões de euros para atingir o défice previsto de 4,5% em 2012, disse o ministro da Economia e Finanças, Pierre Moscovici.

Impressões

24 Junho, 2012
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10.000 euros/mês

Muita gente pode acabar a pensar – que está na profissão errada. Nos dias que correm, a greve pode parecer, cada vez mais, um luxo para ricos.

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Hoje vamos passear

24 Junho, 2012

Mobilidade

Escola aberta

Dinamização dos centros históricos

(…)

Eufemismo

23 Junho, 2012

Vitor Gaspar diz que “a execução orçamental ficou aquém do previsto”. Ou seja, enganou-se nas previsões.

Sugestão

23 Junho, 2012

Parece que há dinheiro para 3 pontes e 1 túnel entre Gaia e Porto. Paguem as dívidas das câmaras e do Metro do Porto primeiro.

Pensamento mágico

23 Junho, 2012

Não vejo nada mais parecido com aqueles anúncios a uns morangueiros que crescem sem parar que enxameiam algumas publicações gratuitas do que estes anúncios de milhões de euros lançados sobre a UE:

Vêm aí muitos milhões de euros para transformar a Europa

Europa prepara 130 mil milhões para “estímulos”

Europa prepara 130 mil milhões para “medidas de estímulo ao crescimento”

(…)

Ps. Como a factura ainda há-de chegar na nossa vida convirá desde já saber donde vem o dinheiro e quem o vai pagar.

Notícias das terras esquecidas

23 Junho, 2012

Deve ser quase impossível perceber o que está a acontecer no Paraguai dado o particular enviesamento da imprensa europeia. Lugo foi destituído. Porquê? Não certamente por a sua prole continuar a aumentar. Afinal e passada a euforia com a eleição em 2008 do «“Bispo vermelho” decreta o fim “do Paraguai corrupto”»  Lugo só era notícia porque se descobria que tinha mais um filho. Digamos que a sua vida  pessoal era mais ou menos como a daquele outro bem mais mediático bispo que se anda a banhar nas águas nao sei donde mas bem menos comentada ou então comentada de forma simpática: Religião “Bispo vermelho”reconhece o filho . Mas voltemos à destituição de Lugo. O que aconteceu no Paraguai que levou a isto? Que notícias tivemos disto: Paraguai procura vítimas e responsáveis por massacre em fazenda ?

A tribo das causas urgentes está agora centrada na Síria onde repete o livro de estilo da Egipto e da Líbia – um governo muito mau massacra opositores românticos – e nas dificuldades que atravessa a Grécia fazendo uma cobertura xenófoba, populista e vergonhosa do jogo Grécia- Alemanha. Agora que Lugo foi destituído pelo parlamento do Paraguai talvez se interessem um pouco mais por aquilo que tem sucedido naquele país. Provavelmente vão redescobrir o caso das Honduras – já se esqueceram dos manifestantes pró-Zelaya ? – e descobrir que a vida no Paraguai continuou depois deles terem deixado de olhar para aquele país, felizes e contentes pela eleição do “bispo vermelho”.

 

 

Carga fiscal efectiva desceu

23 Junho, 2012

De acordo com o último Boletim de Execução Orçamental a carga fiscal efectiva do Estado sobre a Sociedade Civil desceu 3,5%. Entre Janeiro e Maior de 2011 a Sociedade Civil pagou ao Estado 13 577 milhões de euros. Este ano, no mesmo período, a Sociedade Civil pagou ao Estado 13 097 milhões de euros. Uma vez que temos indicações que o PIB caiu menos de 3,5%, a conclusão que se tira é que muito provavelmente a Sociedade Civil reteve este ano uma fracção maior dos recursos que produziu.

Aviso dos alemães aos gregos

22 Junho, 2012
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Vocês já são crescidinhos, mas comportam-se como catraios embirrentos e mimados, sempre com tropelias a provocarem estragos e despesas crescentes à família, julgando que ficarão eternamente impunes. Portem-se bem, ou volta a sair chibatada, mas para a próxima será a sério e a doer!

Quem andou os últimos dias a simbolizar na bola raivas, frustrações e pressão política, tem de aceitar como válida esta interpretação.

Eu não quero viver à custa dos alemães. Vocês querem?

22 Junho, 2012
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Esta foi a pergunta que fiz hoje no Público:

Cada doente tratado num hospital da zona de Lisboa custa ao Estado – ou seja, a todos nós – sensivelmente mais 50 por cento do que custaria se fosse tratado num hospital do Grande Porto. Que se saiba, não se é melhor tratado na capital do que na Invicta, mas isso não impede que os custos por doente e por acto médico de dois hospitais muito semelhantes, até fisicamente – o Santa Maria em Lisboa e o São João no Porto -, sejam substancialmente diferentes. Isto não acontece porque nos hospitais do Porto estão uns génios da gestão e nos de Lisboa gente desqualificada. Isto sucede sobretudo por causa de decisões políticas tomadas ao longo das últimas décadas que resultaram numa estrutura hospitalar muito mais ineficiente e cara em Lisboa.

Basta pensar no seguinte. Até há sensivelmente 20 anos todos os doentes da Grande Lisboa e uma boa parte dos do Sul do país convergiam para os hospitais da capital. Nestas duas décadas abriram em redor da capital os hospitais de Almada (Garcia da Horta), Amadora-Sintra, Cascais e Loures, e deverá abrir em breve o de Vila Franca de Xira. Isto sem contar com o Hospital do Barreiro, inaugurado um pouco antes, em 1985. A abertura destas novas unidades hospitalares correspondeu à perda de população do concelho de Lisboa e ao aumento do número de habitantes nos concelhos limítrofes, o que significa que teve toda a lógica. Perguntar-se-á agora: tendo aberto todos estes novos hospitais, quantos fecharam em Lisboa? Apenas um, o do Desterro. Era interessante perceber em detalhe por que é que isto sucedeu, mas a actual discussão em torno do futuro da Maternidade Alfredo da Costa (MAC) dá-nos algumas pistas.

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22 Junho, 2012
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Hoje, às 21.30h, estarei no ‘Cara a Cara’ com Ana Gomes, no “Política Mesmo”, na TVI24.

Novas pontes entre nós…

22 Junho, 2012
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Luís Filipe Menezes é o exemplo de que com imaginação política e um imprescindível plano financeiro sustentável, as boas ideias podem brotar e ser realidade mesmo em tempos de aflição financeira. Em triste contrate com um Porto abúlico, politicamente avelhentado e volitivamente inexistente.

É só fazer as contas…

22 Junho, 2012

Passo Coelho comunicou no Parlamento a intenção de reduzir em 30% as rendas das parcerias público-privadas. Como o custo destas nos próximos anos é de 40 mil milhões de euros, esperava-se que Passos Coelho anunciasse uma poupança de 12 mil milhões de euros, que são os referidos 30%. Mas não, afinal referiu-se apenas a 4 mil milhões de euros, uns míseros 10%. Ler mais…

Já vimos este filme

22 Junho, 2012
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Pedido de resgate espanhol iminente…

redistribuição

21 Junho, 2012
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Sempre com os mais nobres objectivos, invariavelmente com resultados bastante mais prosaicos…

Os homens não têm relações?

21 Junho, 2012

Relvas ameaçou Maria José Oliveira com a revelação da sua relação com alguém da oposição.

Raquel Alexandra é questionada na sua isenção por causa da sua relação com Relvas.

Aqueles que se indignaram com a ameça da revelação da relação feita por Relvas a Maria José Oiveira não acham estranho espalhar aos quatro ventos a relação de Raquel Alexandra com Relvas e tal como ele duvidam da isenção de uma jornalista  para fazer o seu trabalho  por causa das relações que mantêm.

Moral da história:

I) Os homens não têm relações porque nunca se coloca a sua isenção em causa por via das relações que mantêm ou mantiveram

II) Relvas tem uma larga corte de seguidores que ao contrário dele nem sequer ameaçam ou pedem desculpa: passam logo à acção.

Mistérios de Lisboa

21 Junho, 2012

«O metro de Lisboa chega no mês que vem ao aeroporto. Os 3,3 quilómetros de linha entre a estação do Oriente e a Portela demoraram cinco anos e meio a construir – o que equivale a um avanço de 2,41 metros por cada dia útil. Segundo o vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, Fernando Nunes da Silva, parte do atraso no processo relaciona-se com o facto de o projecto não incluir escadas rolantes no último lanço de ligação à gare aeroportuária, mas apenas um elevador e escadas.» PÚBLICO. Depois de um cemitério construído em terrenos que não decompõem corpos só nos faltava um acesso metro-aeroporto sem escada rolante.

Ah, mas são verdes!…

21 Junho, 2012
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A velha rábula da raposa e das uvas (que aquela não conseguia alcançar), veio-me à memória, ao ler estes títulos sobre a “inutilidade da ERC“.

Rigorosamente, não sei se a dita Entidade Reguladora será útil ou inútil. Não sei – nem discuto, agora – se essa (i)nutilidade já lhe seria , ou não,  atribuida, antes. Agora, o que me parece muito pouco consistente é a crítica à sua alegada inutilidade, feita por quem era parte interessada , sobretudo, agora, quer dizer, depois de, sobre o caso, a ERC se ter pronunciado….

Se a alegação da referida inutilidade tivesse sido assumida, desde logo,  antes da decisão, ainda vá que não vá. Agora, fica-nos sempre a ideia de que para a Directora do Público , a ERC só é inutil porque a sua decisão não tomou partido contra o Ministro!

empirismo e autoridade

19 Junho, 2012
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A Priscila Rêgo, co-autora de um blog humildemente designado “A Douta Ignorância”, incomodou-se fortemente com o tom e o conteúdo de alguns dos meus posts, que, segundo ela mesmo confessa, lhe provocaram “urticária”. Longe de pretender exercer esse ou qualquer outro efeito epidérmico sobre a Priscila Rêgo, dediquei-me a ler, atentamente, as considerações que ela me dirigiu sobre os textos que lhe provocaram tamanhas sensações cutâneas. Concluí que o ponto forte do seu argumento, fundado sobre uma “investigação empírica de quem sabe” (a conjugação do empirismo com o argumento da “autoridade” dá, em economia, pano para mangas…) é o de que “Impostos mais altos não tornam os ricos substancialmente mais indolentes”. Ora, como eu não sou rico, nem a tanto aspiro, não lhe sei dizer se esta asserção é verdadeira ou falsa. Mas sempre lhe posso adiantar que o argumento (empírico e de autoridade) de que os impostos altos destroem a riqueza, não deve ser confundido com esse outro, que ela utilizou, de que os impostos altos sobre os rendimentos altos não destroem a riqueza. São coisas diferentes, como todos os portugueses, ricos ou pobres, bem sabem, por experiência empírica própria. O ponto é, então, o seguinte: os impostos, altos ou baixos, sobre rendimentos baixos, médios ou altos, destroem riqueza. A riqueza de quem a gerou e a quem ela pertence por aquele direito que decorre do trabalho honrado, e que certamente lhe daria um destino pelo menos tão proveitoso quanto aquele que permitiu a sua criação, mas que se viu privado dela e de o fazer, em nome de um destino e de finalidades determinadas por quem nada fez para dela usufruir. Mas isto é, obviamente, “propaganda do Instituto Mises”, que desmerece qualquer abordagem mais cansativa por parte da Priscila Rêgo que não seja a invocação do argumento da autoridade e do empirismo alheios. Talvez os trabalhos de Mises, o propriamente dito, lhe merecessem outro tipo de considerações e cuidados. Isto se, obviamente, a Priscila Rêgo se desse ao trabalho de os ler.

Apetece-me algo. Uma revolução, sei lá. Qualquer coisa para quebrar o fastio da modorra burguesa.

19 Junho, 2012

«Louçã: “Portugal precisa de se revoltar”»

Obs. A propósito do efeito contra-revolucionário do estado social falei ontem na TVI

mais uma das coisas que «só o estado pode garantir»

19 Junho, 2012
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Entretido a gerar riqueza e prosperidade com o dinheiro dos contribuintes, o estado português tem-se descuidado ligeiramente no cumprimento das suas funções ditas originárias. A ver: «número de seguranças privados já supera o de agentes policiais». Ora, se a iniciativa privada já cumpre melhor aquela que é a primeira justificação da existência do estado – a segurança dos cidadãos – por que não o poderá fazer com todas as outras? Ou será preciso aumentar ainda mais os impostos para que os cidadãos portugueses se sintam seguros pelo estado? É evidente, que há nesta última hipótese um certo contra-senso, pois é sempre difícil esperar protecção de quem nos arranca a carteira do bolso…

que tretas!

18 Junho, 2012
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Escreveu, em tempos, o meu querido amigo Professor José Manuel Moreira que “a tributação talvez seja o preço que pagamos pelo fracasso da civilização, dado que os impostos representam a força. Quanto mais elevado o nível dos impostos, maior o nosso fracasso em criar uma sociedade voluntária”. Tinha e tem, infelizmente, toda a razão, como podemos facilmente depreender pelo que nos tem vindo a acontecer nos últimos anos, em Portugal.

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Vem isto a propósito de um texto, cheio de afirmações e desprovido de quaisquer demonstrações, com o qual o Ludwig Krippahl comentou o meu post “economia capitalista e “economia” parasitária”, ao qual passo, por minha vez, a responder.

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Títulos de segunda-feira

18 Junho, 2012
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O descalabro segue sem Alexis Tsipras

Tradução: estou inconsolável

Louçã: “Portugal precisa de se revoltar”

Tradução: agora que o Syriza não ganhou, dêem lá um votinho ao Bloco. E também estou inconsolável.

Maioria absoluta do PS travou entrada de Marine Le Pen no Parlamento francês

Tradução: gostava que fosse verdade, mas foi só coincidência. Marine Le Pen não entrou por menos de 200 votos na sua circunscrição, mas isso nada teve a ver com os resultados do PS francês nas outras circunscrições. O título é tão verdadeiro como esta alternativa: Maioria absoluta do PS travou entrada de Ségolène Royal no Parlamento francês. Só que este era menos sexy. 

UE e ambientalistas criticam “falta de ambição” do novo texto na Rio+20

Tradução: a UE acha que aindanão tem problemas económicos suficientes

Espanha exige firmeza contra pressão dos mercados

Tradução: salvem-me, que estou aflito. A culpa é dos mercados, não da bolha imobiliária e dos buracos bancários que as autonomias alimentaram. 

Fotoprotesto contra exames nacionais vai estender-se a todo o país

Tradução: somos só duas, temos dois baldes de cola, só nos manifestámos no Porto, mas temos esperança. A jornalista também.

Syriza e a quebra do contrato social

18 Junho, 2012

Na Grécia, os jovens tendem a votar sobretudo no Syriza, a maior parte dos velhos preferem a Nova Democracia. O Daniel Oliveira vê esta divisão como um sinal de esperança no futuro da Grécia. Na verdade é um sinal de rompimento do contrato social. O Syriza oferece aos jovens a possibilidade de se realizarem 3 quebras de compromissos: com os credores, com os funcionários públicos e com os reformados. Os jovens são quem mais tem a ganhar com cada uma destas quebras de compromisso. O Syriza tem ainda a vantagem de oferecer uma quebra do contrato social em nome de grandes princípios solidariedade e humanidade, mas no fundo do que se trata aqui é de ir à reforma da avó.

Políticas de crescimento com efeito imediato para as quais já demos o nosso luso contributo

18 Junho, 2012

«Hollande propõe medidas de crescimento avaliadas em 120 mil milhões. François Hollande propôs esta semana aos chefes de Estado europeus, antes da cimeira em Bruxelas dos dias 28 e 29, medidas de crescimento “com efeito imediato” avaliadas em 120 mil milhões de euros, revela hoje a imprensa. (…) Hollande apresenta no documento as suas propostas de relançamento da economia, que passam especialmente por grandes projetos nas áreas das energias renováveis e biotecnologias.»

Políticas de crescimento I

18 Junho, 2012

Há um ano o presidente da autarquia lisboeta resolveu  arrendar e remodelar um espaço no Intendente para aí instalar o seu gabinete. Para lá do esbanjamento em si – a CML é proprietária de centenas de espaços na cidade  – há uma questão de fundo que formulei então: será que alguém acredita que uma zona se revitaliza porque lá se instalam 20 funcionários da autarquia mais o respectivo presidente? Por estranho que pareça este pensamento mágico tem seguidores. Podem é ser seguidores improváveis: Droga livre nas ruas de Lisboa

Impressões

17 Junho, 2012
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Moção de censura

CRP, 194,3 – “Se a moção de censura não for aprovada, os seus signatários não podem apresentar outra durante a mesma sessão legislativa”. É necessário censurar enquanto é tempo – para o ano há mais.

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Eleições.

17 Junho, 2012
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PS / Porto: José Luis Carneiro acabou por vencer. É um político sério, com obra feita e preocupações intelectuais… quer dizer, que estuda e procura fundamentar as suas opções. Pelo menos, no Porto, ajudará o PS a livrar-se de algumas personagens que, diz-se, não serão nada recomendáveis, esparando-se, agora, uma saudável renovação…

Grécia: empate técnico, o que poderá significar, provavelmente, derrota para todos (a prazo não muito longo, também para nós, inclusivamente).

Tutela

17 Junho, 2012

Finalmente foi fixado um prazo ao ministro da tutela da comunicação social e dos telefonemas-a-fazer-queixinhas-de-jornalistas. Terá até ao final do ano para tratar do dossier da RTP. É que já passou um ano e para além de vagas promessas nada foi feito. E nem é coisa complicada nem profunda: o grupo RTP continuará a ter 8 canais de televisão e 17 rádios….nesse aspecto, não falta imaginação e criatividade para inventar tanto serviço público. Desde 1935. E Portugal continuará a ser o único país com TDT em que a única alteração foi o consumidor ter de pagar umas dezenas de euros por um aparelho para continuar a ver exactamente a mesma coisa que via antes. Nem mais um canal, que isso pode ser chato para a concorrência….
Bom, não é bem verdade que o ministro das queixinhas não tenha feito nada. Estourou 475,6 milhões naquele buraco sem fundo. Isto para além do orçamento normal de 300 milhões que os contribuintes pagam. Uns neo-liberais do piorzinho….

Bashar al Asad terá uma filha?

17 Junho, 2012

Recomendo vivamente ao casal Al Asad que tenha uma filha e que lhe chamem Isabel. Daqui a 35 anos num milagre não inferior ao das rosas a dita Isabel será uma espresária de sucesso, uma princesa por assim dizer, os paizinhos serão gente de bem e claro que o passado estará morto e enterrado no sentido literal do termo. Mas não se esqueçam de lhe chamar Isabel. Não acreditam? Pensem bem o que estava a suceder há 35 anos na pátria da nossa Isabel e logo me dirão se tenho ou não razão.

Uma certa visão do mundo que nos trouxe à miséria presente

17 Junho, 2012

“Actual crise seria resolvida se Europa fabricasse moeda”, diz Mário Soares

Obs. Em Portugal esta produção gráfica de dinheiro acabou a ser revelada por causa de Alves Reis cujas notas eram tão verdadeiras quanto as das emissões clandestinas do Banco de Portugal.

Um cálice de Porto*

16 Junho, 2012
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A Faculdade de Direito do Porto, através do seu Centro de investigação Jurídico-Económica (CIJE) e em conjunto com a CCDR – N, a Faculdade de Letras e a da Ciências, promoveu, no passado dia 13, um colóquio sobre o “Vale do Douro: Desenvolvimento Rural e Ordenamento Jurídico”. Foi uma sessão muito interessante, sob vários prismas. E não falo apenas da vertente científica (muito boa). Com efeito, para mim que não sou um especial estudioso da problemática duriense, a sessão revestiu-se de um interesse indireto: verificar, ouvindo quem sabe, que grande parte dos problemas do Vale do Douro, acabam por, bem vistas as coisas, ter uma origem comum à da maioria dos problemas de subdesenvolvimento de todas as regiões do país. Por um lado, um abandono e desinteresse por parte das autoridades nacionais, nomeadamente, sob o ponto de vista da promoção de reformas estruturais (por ex., jurídicas) e da realização de investimento público produtivo (de resto, possível e enquadrado por instrumentos e fundos da União, especialmente destinados ao apoio de regiões desfavorecidas como a do Douro). Por outro, uma sobrevalorização redutora, em termos de problemática do desenvolvimento, de uma só questão: no caso, a vitivinícola.

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