Que fofucho!!!
As leituras da deputada comunista Rita Rato enchem uma secção dasquelas O que eles andam a ler do jornal PÚBLICO. A prosa parece saída do Diário de Lisboa dos anos 70: «Nascida e criada em Estremoz, onde corria à biblioteca municipal para encher os braços de livros na véspera das férias, Rita Rato diz hoje que nas leituras e na música sente-se como peixe na água entre autores de língua portuguesa, sejam eles brasileiros ou africanos. “Também sou assim noutras vertentes da estética”, assegura, sentada no sofá de um dos corredores atapetados do Parlamento, com uma pilha de livros que equilibra sobre os joelhos.»
Ora aqui está resolvido o problema da nossa deputada bibliófila que apesar de “encher os braços de livros” (a braçada é mais da área da nataçõa do que da leitura) se sente “como peixe na água entre autores de língua portuguesa, sejam eles brasileiros ou africanos.” e, pormenor não dispiciendo, acrescenta “Também sou assim noutras vertentes da estética”.
Portanto a senhora deputada passou dos bracinhos cheios a esmo de livros para ser peixinho na água entre as vertentes da estética dos autores “de língua portuguesa, sejam eles brasileiros ou africanos.” Neste meter de aǵua nunca visto vamos ao que interessa: a senhora deputada licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais já teve tempo para se informar sobre o Gulag? Recordo que em Outubro de 2009 a senhora deputada respondeu quando interrogada sobre o que pensava do Gulag: “Não sou capaz de responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso”
Quando é que Rita Rato chega a essa vertente da estética?
entradas de leão…
Habituado a que os deuses o bafejem com a sua protecção, beneficiando de uma conjugação de factores políticos mais raros do que os macacos-narigudos (também conhecidos por Nasalis larvatus), entre os quais a inexistência de qualquer espécie de oposição, o Dr. António Costa entrou como um leão neste assunto da greve dos camionistas, convencido que conseguiria, desse modo, chegar à tão ambicionada maioria absoluta.
A táctica é compreensível: se Costa faz o pleno do PS e sempre conseguirá o apoio parlamentar do Bloco e do PC, seria absurdo não tentar pescar nas águas sulfurosas de uma direita abandonada pelo seu principal partido sociológico, o PSD. Para isso, este episódio caiu-lhe como uma luva de pelica, porque, enfrentando os sindicatos, a quem ele julga poder partir a espinha, apresentar-se-à ao país com os atributos de que a direita eleitoral tanto gosta: um chefe capaz de manter a ordem, a Bem da Nação.
Costa já tinha ensaiado este passo com as greves dos professores e a coisa saiu-lhe muito bem, aliás crucificando o PSD e o CDS que estupidamente se colocaram ao lado dos professores para o tentarem encalacrar, acabando por dar o dito por não dito e meter o rabo entre as pernas, fugindo a galope e em marcha acelerada do local do crime.
Só que os professores não ganham 600 euros ao mês, não têm de fazer horas extraordinárias sucessivas para levarem mais algum para as suas casas, tão-pouco conduzem camiões-cisterna. A greve dos camionistas, se eles forem ossos duros de roer, poderá não ter fim enquanto a outra parte não ceder, e se isso acontecer a opinião pública entenderá a capitulação dos patrões como, também, a capitulação de Costa. Por outro lado, se em momento de desespero o governo mandar prender grevistas e dar-lhes cargas de bastonadas policiais, por mais irritado que o país esteja com a greve a sua reacção ao autoritarismo do governo será imprevisível. É que por mais amorfo que esteja o país, os fortes baterem e espezinharem os fracos é coisa que provavelmente não lhe cairá bem.
Concluindo: se esta greve se mantiver sine die e se se aproximar da data de 6 de Outubro, a imagem do Costa-disciplinador poderá desmoronar-se e resvalar para a de um Costa-desrespeitado e despeitado. A sua entrada de leão poderá acabar numa saída de sendeiro. E é por isso que Costa denuncia, cada vez mais, um estado de nervos preocupante…
A propósito
Vejo três erros neste artigo da Helena Garrido. O primeiro é que continua a pensar num Portugal em que PS e PSD iam rodando no poder. Ora o PCP e o BE estão dispostos a tudo para que tal não aconteça.
O segundo erro é supor que caso o centro-direita voltasse ao poder se lhe aplicariam os mesmos critérios sobre a legalidade dos procedimentos o que dificilmente aconteceria. Por exemplo o que teriam decidido caso a orientação do governo fosse outra o Conselho Consultivo da PGR que autorizou a requisição civil quer a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) que agora não “não manifestou a sua oposição” a realização de filmagens por agentes de autoridade?
O terceiro erro é achar que pode existir um antes e depois da greve dos motoristas em matéria de direitos. Claro que não haverá um antes e depois da greve dos motoristas em matéria de direitos. O que determina o antes e o depois em Portugal não são os grevistas nem as greves mas sim a posição que a esquerda tem sobre essas greves.
Por fim tenho uma discordância em relação ao artigo da Helena Garrido. Escreve ela “Escapámos até agora aos partidos populistas”. Discordo absolutamente. Nós somos governados por populistas.
Desculpem lá
mas sabem se aquele sr que escreveu no Observador sobre a chacina dos caracóis mais o PAN dos tutores dos animais têm alguma tese sobre o que fazer quando uma barata ENORME resolve instalar-se nas nossas casas?
Greves e propaganda
Uma greve dos médicos tem um impacto mais imediato e gravoso sobre terceiros do que a dos motoristas de “matérias perigosas” (leia-se “combustíveis”). Já houve muitas e, que me lembre, nunca vi tamanho alarmismo de um governo, nunca o País foi colocado em “alerta médico”. Porquê então tamanha histeria com a actual greve? Porque mexe com o automóvel, esse símbolo-mor do capitalismo, cuja posse continua a ser um símbolo de status, algo de vital para a classe média, esquerda caviar e eco-fascista incluída, mas cuja indisponibilidade é fonte de insuportáveis pesadelos, mais a mais em período de férias.
Greves de médicos (ou de professores), nunca são generalizadas, afectam apenas hospitais e escolas públicas, portanto as classes baixas sem voz. A classe média urbana que protesta, pouco ou nada sofre com estas greves, tem os filhos em colégios privados e recorre a clínicas também privadas a coberto de seguros de saúde ou da ADSE.
O governo sabe disto e está em pânico com a perspectiva de secarem os postos de combustíveis. Haverá matérias bem mais perigosas, mas para outros efeitos que não o dos votos, portanto irrelevantes. E um sindicato que, tal como o dos enfermeiros, não integra o establishment, constitui incentivo adicional para o governo “ir à luta” e, pasme-se, vermos a geringonça a tender para o lado do patronato.
Claro que o governo tem feito asneira atrás de asneira, desde o convite a atestar atempadamente os depósitos até ao decretar da “emergência energética”, tudo a convidar explicitamente ao açambarcamento e a antecipar a situação de escassez.
Perfeita irracionalidade? Talvez não. Este governo vive apenas na lógica da propaganda e procura aproveitar cada crise como oportunidade para tal. E com uma imprensa amestrada e uma oposição queda, muda e acéfala, tem à frente um caminho sem escolhos.
Gente que não presta
A trágica criatura
A propósito da morte de Jeffrey Epstein
Não é tolerável a indiferença com que se aceita que as prisões sejam um território sem lei. Um preso é alguém a quem são retirados direitos nomeadamente o de se defender ou fugir de um agressor. Que um preso acabe vítima dos outros presos não é tolerável, independentemente do crime que cometeu. Se querem penas mais pesadas nomeadamente para os crimes contra menores exijam-nas. Se querem regimes prisionais mais duros defendam-nos. Agora tolerar que as prisões sejam um território com outro tipo de leis não.
Descubra as diferenças
2012. Outubro. Governo PSD+CDS «O Bloco de Esquerda pediu hoje esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna (MAI) sobre a utilização de câmaras de vídeo portáteis, pela PSP, nas manifestações de 21 e de 29 de setembro. Numa pergunta dirigida ao MAI, o BE considera que a utilização de câmaras de filmar em manifestações, pela PSP, visa «instalar um clima de perseguição aos manifestantes, clima que é próximo de estados não democráticos». O BE adianta que teve acesso ao parecer da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD), o qual afirma que a «PSP violou a lei, ao filmar os manifestantes que se concentraram» à porta do Palácio de Belém, no dia 21 de setembro, assim como os que se concentraram no Terreiro do Paço, na iniciativa convocada pela CGTP, para o dia 29 de setembro, pelo que «os registos só podem ser destruídos».
O festival da política
Vi hoje no Observador um artigo de Saliu Djau sobre acabar com a mutilação genital feminina. Confesso que não li o texto, mas tive curiosidade em perceber quem seria o seu autor.
Este assina a peça como “Guineense, membro da organização do Festival Política e da rede transacional de ativistas, MURAL- Mutual Understanding, Respect And Learning.”
O meu interesse cresceu substancialmente!
Tive oportunidade de verificar que o Festival Política já vai na sua terceira edição e o tema deste ano é dedicado à “Europa” e serão abordadas questões como “o populismo e a pressão migratória que estão a criar divisões no espaço da União Europeia, o ‘Brexit’ e as fake news”.
Fiquei também a perceber que o Projecto MURAL tem como parceiro nacional o Alto Comissariado para as Migrações.
Dediquei atenção adicional a estas instituições e constatei que a produtora principal do espectáculo é a “Associação Insonomia” (NIPC 514833610), cuja fundadora teve contratos com a Câmara Municipal de Cascais de mais de 120.000€ por ajuste directo para “implementação do plano de transparência, integridade, accountability” e “recuperação de impostos municipais”.
Na produção deste acontecimento cultural também esteve a “Produtores Associados” (NIPC: 508038197) que por sinal teve 298 contratos públicos por ajuste directo, num total de perto de 6 milhões de euros e cujo sócio é ex-deputado do PCP.
Por sua vez os mesmos sócios desta produtora têm outra empresa chamada “Idade das Ideias” (NIPC: 513445137) do qual também fez parte um avençado da Câmara Municipal de Sesimbra. Esta produtora teve, por sua vez, 118 contratos públicos por ajuste directo, no valor global de mais de 3 milhões de euros.
A “Produtores Associados” detém ainda uma quota de 50% numa outra empresa do ramo chamada “Bravopalco” (NIPC: 508702240), esta com outros 44 contratos públicos por ajuste directo no valor global de quase 900 mil euros.
Voltando ao Festival Política, conforme noticiou o Público, em edição anterior do evento foi produzido um vídeo de divulgação cuja narrativa anti-abstenção era o do perigo de as decisões políticas serem deixadas a pessoas “racistas, chauvinistas, homofóbicas, xenófobas e saudosistas dos tempos do Salazarismo”. Na altura o PS e o PAN também usaram este vídeo na campanha das autárquicas. (Pergunto-me se os abstencionistas terão mesmo o perfil acima descrito. A ser verdade, mais de metade dos eleitores nacionais serão pouco menos que nazis…)
Além da preocupação de apelo ao voto, gostaria de salientar que este Festival também já teve como mensagem central a necessidade de “beijos apaixonados para acabar com as discriminações”.
As pessoas e entidades envolvidas nas actividades e contratos a que acima faço referência não são, que eu saiba, suspeitas ou arguidas de qualquer ilegalidade ou irregularidade. Salvo informação que desconheça, tudo é legal e trata-se de prácticas comerciais habituais. Aliás, toda a informação recolhida é de acesso público e irrestrito à distância de um click através da internet.
Mas, o que concluo de tudo isto?
Duas coisas:
- Que a política é mesmo um festival e que o festival é mesmo política.
- Que a “rede transacional de ativistas” vive à custa do dinheiro dos contribuintes.
Entretanto, a causa contra mutilação genital feminina parece relegada para um secundaríssimo plano por esta gente.
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Não estou cansado, estou de férias!
Tenho andado afastado do comentário e não é por eu estar em férias. Quer dizer: eu estou de férias. É, sim, por os leitores estarem em férias, situação que dura sensivelmente há quatro anos. Vai havendo umas interrupções nas férias dos leitores para uma indignação entre finos sobre se o primo em terceiro grau do Carlos César ainda pode ser considerado familia ou se é aconselhável não engravidar dele; lá vamos parando a festa quando se torna impreterível discutir se a miúda de dezassete anos violada por trinta e quatro sírios é na realidade uma racista intolerante a cavalgar a onda #MeToo de que 300.000€ só é prostituição quando o dinheiro acaba; entre descidas no escorrega do aquaparque vamos opinando sobre os baixíssimos números de bebés mortos por transferências motivadas por falta de pessoal médico no interior profundíssimo que é Faro; enquanto esperamos o bife com batatas fritas lá olhamos para o telefone e até mandamos uma enorme boca sobre a fumarada dos incêndios que nos perturba a refeição; mas, tirando essas pausas para café, lá vamos vivendo as nossas férias com a certeza de que, a completar quatro anos, ainda nos resta outro tanto para terminar a merecida paragem da azáfama que é ser português.
Os temas nacionais de grande importância, para quem tem andado distraído, são o Julho mais quente que há memória desde a erupção do Vesúvio, o quão Trump é feio e gordo, a forma como Bolsonaro nos vai desgraçar a plantar o eucaliptal de Leiria e o quão inadequado é o Boris Johnson em comparação com os grandes colossos continentais como Guterres, Centeno, Juncker e, porque não?, o nosso porto seguro, António Costa. Também discutimos quantas vezes um cérebro Mortágua caberia no crânio da Greta Thunberg, se a eleição de um, dois ou três deputados da IL permitiria a mudança do país para um paraíso sem “o preço certo em euros” com Fernando Mendes e, sobretudo, discutimos se o crescimento do feminismo das quotas é por carência de anti-depressivos ou por factores ambientais como a homossexualidade de armário dos maridos e ex-maridos. Enfim, temas interessantes, não como aquelas coisas aborrecidas como a sustentabilidade da segurança social ou a substituição do sistema de ensino por uma igreja apostólica de calhaus iletrados com mestrado.
É por isso que tenho andado afastado. É que, tal como vós, estou de férias.
EXPRESSO: «Foi em 2016, durante as festas de San Fermín, em Pamplona, que Alfonso Jesús Cabezuelo, Ángel Boza, Antonio Manuel Guerrero, José Angel Prenda e Jesús Escudero encaminharam a jovem à força para um local isolado e a violaram, enquanto faziam vídeos do ataque, que partilhariam mais tarde. Entre os cinco encontram-se um membro da Guardia Civil e um outro do Exército. No final de abril de 2018, um tribunal de Navarra condenou-os a nove anos de prisão por abuso sexual. Do coletivo de três juízes, dois decidiram aquela sentença (entre eles, uma mulher), enquanto um terceiro deliberou a favor da absolvição. A defesa e o Ministério Público recorreram num caso que gerou uma onda de indignação no país e acabaria por se arrastar num calvário judicial.»
EXPRESSO: «A polícia do País Basco decidiu colocar esta quinta-feira em liberdade quatro suspeitos da agressão sexual em grupo ocorrida na madrugada do passado dia 2 de agosto em Bilbau. Os indivíduos foram detidos no dia seguinte à violação de uma jovem de 18 anos no Parque de Etxebarria, na sexta-feira, na cidade basca, após a descrição pormenorizada dos suspeitos feita pela vítima.
Entretanto, a polícia basca procura também perceber se os indivíduos estrangeiros se encontravam ou não numa situação irregular no país, o que poderia motivar a sua expulsão. Mas essa hipótese acabou por não se confirmar.
A prioridade das autoridades bascas é a de prosseguir a investigação com vista a perceber se há mais suspeitos de envolvimento no crime. Dois dos seis alegados criminosos continuam detidos e deverão ser em breve ouvidos de novo em tribunal.
Foi na madrugada da passada sexta-feira que uma jovem espanhola, de 18 anos, foi surpreendida por um grupo de seis homens quando ia supostamente encontrar-se no Parque de Etxebarria com um indivíduo que tinha conhecido na internet.Ainda tentou fugir, mas os homens ameaçaram-na com uma arma branca falsa, tendo sido levada depois para um acampamento onde cometeram o crime. Após a violação em grupo, os seis agressores atiraram-lhe 17 euros e colocaram-se a monte.»
É isto
João Távora: «A questão que deixa livre o terreno para o crescimento do BE aqui referido por José Manuel Fernandes é que ela deixou de ser a economia – esse assalto fica adiado para futuras núpcias, se a coisa se proporcionar. O BE socialdemocratalizou-se (o modelo económico obrigatório em Portugal) e cavalga, entranhado com outros “progressistas” nas redacções dos media de massas (Observador incluído), a batalha cultural. Desse modo, sem pudor, estabelecem os parâmetros do que é um discurso politicamente aceitável – veja-se a forma “activista” como as televisões abordam o Brexit, os migrantes, ou, nos últimos dias relacionam os assassinatos em massa nos EUA com o discurso (!) de Trump. Sem contraditório nem lugar à complexidade, pura propaganda, um proselitismo tão descarado que enjoa.»
Nausea
Antes que comece o festival em torno da primeira mulher negra no parlamento convém lembrar esta mulher
No dia 24 de Abril de 1974 existiam quatro deputadas na Assembleia Nacional: Custódia Lopes, Maria de Lourdes Filomena Figueiredo de Albuquerque, Maria Ester Guerne Garcia de Lemos e Sinclética Soares Santos Torres. Esta última era negra.
A Sinclética Torres, deputada por Angola, entre 1965 e 1974, se deve muita da atenção à questão da droga naquele território tanto mais que esta deputada defendia que se devia distinguir a toxicomania, enquanto “problema do mundo civilizado” dos consumos tradicionais efectuados pelas populações nativas
O Ricardo Dias de Sousa, há muitos anos a viver em Madrid, escreve nas páginas da Oficina da Liberdade sobre os socialismos ibéricos e diz-nos coisas como estas:
É certo que Portugal e Espanha são ambos governadas por partidos socialistas, mas não é certo que esses partidos socialistas sejam iguais. O Partido Socialista português pode comparar-se em vileza, quanto muito, ao PSOE da Andaluzia, não coincidentemente a região mais pobre (e corrupta) de Espanha.
(…)
Mas a diferença é que, em geral, os familiares mais chegados aos socialistas espanhóis, pelo menos a nível nacional, normalmente ainda fazem carreira naquela iniciativa privada que está mais além do mero enriquecimento através do Diário da República.
(…)
Mesmo para um país socialista, governado por um plagiador vaidoso e inane, como é a Espanha actual, a política portuguesa tem requintes terceiro-mundistas que eles julgam estar bastante abaixo do que é possível num país civilizado.
O artigo completo está disponível aqui. Serão dois minutos de leitura de qualidade.

Uma pessoa sabe que vive num país socialista quando
Os outrora activistas fazem uma bandeira com uma alteração legislativa irrelevante Já não precisa esperar para voltar a casar e se calam com a regressão da qualidade de vida do povo Consultas a grávidas recusadas em Lisboa
Esta alteração vai ser extensível aos não imigrantes? Note-se que se tem de apresentar registo criminal para o exercício de empregos, funções ou actividades, públicas ou privadas, ainda que não remuneradas (em regime de voluntariado), que envolvem o contacto regular com menores; carta de caçador; ter um cão perigoso ou potencialmente perigoso; inscrições em ordens profissionais, participação em concursos públicos, pedido de insolvência, obtenção de licença ou exercício de segurança privada…
Assim estamos
O El Pais noticiou o ataque na Tate em que uma criança foi atirada de um décimo piso na secção de Cultura

A propósito da recente inquietação com a Amazónia brasileira
será interessante saber o que está aacontecer na reserva natural Tipnis, na Bolívia. Claro que a Bolívia não tem como presidente Bolsonaro mas sim Evo Morales. E isso faz toda a diferença na hora de fazer notícias.
E que tal alargar isso aos comunistas?
A possibilidade de alguns nazis ou apresentados enquanto tal se reunirem algures causa inquietação e repulsa. Já ter os comunistas como donos da rua, sentados no aparelho de Estado e fazendo parte da solução governativa é ums habilidade.
Esqueci-me que tinha de pagar o IUC em Junho. Tontas as Finanças mandaram-me uma liquidação oficiosa. Vou responder-lhes citando o sr ministro Santos Silva “Seria absurdo fazer interpretação literal” da lei
Aspas porquê?
PÚBLICO: Trump atribui ataques a “ódio” e problemas de “doença mental”
Não percebo o que fazem aqui as aspas, se fosse na Europa nem sequer se escreveria a palavra ódio – proferi-la seria em si mesmo discurso de ódio – e obviamente os autores dos atentados seriam doentes mentais. Só na passada semana tivemos dois doentes mentais atirando pessoas para a linha do comboio (Alemanha) e Madrid.
Aliás achar-se-ia normal que hoje a propósito dos tiroteios nos EUA se escrevesse: “29 pessoas foram assassinadas e as insinuaçõe sda extrema-esquerda obrigaram o Governo norte-americano a montar um gabinete de crise“? Pois foi exactamente assim que o Expresso titulou o atentado de Frankfurt: Uma criança foi assassinada e as insinuações da extrema-direita obrigaram o Governo alemão a montar um gabinete de crise
A novilíngua dos jornais portugueses
Depois do terrorismo e narcotráfico das FARC ser iludido sob o título “depois da luta, chegou o tempo de plantar a utopia” temos o incesto referido como “duas irmãs se aventuram para lá das convenções dos laços fraternos” ou “airosa coreografia de impulsos femininos, que troca as voltas ao moralismo rasteiro e acomodado.
As coisas não são chamadas pelo seu nome. Simplesmente são referidas na perspectiva da reacção que geram no lado definido pelos jornalistas como mau, ou seja os conservadores, as convenções, o moralismo rasteiro…
Título lava mais branco o terrorismo
PÚBLICO: As FARC e a Colômbia: depois da luta, chegou o tempo de plantar a utopia
Traduzindo: depois de matarem, torturarem e sequestrarem, os terroristas, militarmente derrotados, contam a imprens a fofinha para o seu projecto pol+itico na democracia burguesa
Ps. GOSTO PARTICULARMENTE DESTE PARÁGRAFO: “Há uma certa apreensão no ar entre os ex-guerrilheiros e as comunidades mais próximas. As histórias sobre o compromisso com a paz e a vontade em integrar a sociedade convivem com menções constantes a assassinatos, “falsos positivos”, conspirações e corrupção. Em Maio do ano passado, o conservador Iván Duque venceu as eleições presidenciais, depois de fazer uma campanha baseada na oposição ao acordo de paz com as FARC, designadas pelos EUA e pela UE como grupo terrorista, fazendo eco das críticas do seu mentor e ex-presidente, Álvaro Uribe, que considera o acordo um convite à impunidade dos dirigentes da antiga organização terrorista.” Repare-se que os terroristas, romanticamente designados como ex-guerrilheiros, e as comunidades querem a paz mas há uns maus que não querem a paz. São eles os conservadores, tão conservadores e tão maus que são contrários ao acordo de paz celebrado com as FARC que os maus, à semelhança dos EUA e da UE, designam como terrorista. Já agora o mentor do conservador. Uribe, foi o homem que protagonizou a derrota militar das FARC. Sim, porque as FARC foram derrotadas e agora derrotadinhas preparam-se para desgastar politicamente as insttituições que antigamente combatiam pelas armas. Pedir desculpa, nem pensar. Arrependerem-se muito menos. Eles agora são plantadores de utopia.
Costa esconde a marosca
Os sucessivos casos do “familygate” envolvendo o partido socialista e membros do governo de António Costa têm já longa tradição, nomeadamente desde os tempos em que Babush era presidente da Câmara Municipal de Lisboa. As histórias dos últimos dias continuarão a ter desenvolvimentos futuros, sendo que o pronunciamento do Conselho Consultivo da PGR é aguardado com expectativa.
No entanto, com o pedido de parecer feito à Procuradoria, António Costa já conseguiu pelo menos esconder politica e mediaticamente alguns aspectos ligados à situação do seu secretário de estado da Protecção Civil.
Ao centrar a questão na “interpretação” da legislação sobre incompatibilidades nas contratações públicas de empresas de familiares do governo fez esquecer a marosca da consulta prévia organizada para selecção da produção das “golas de Schrödinger” (inflamáveis e não-inflamáveis ao mesmo tempo) e dos kits de protecção contra incêndios.
Por exemplo, já não se vêem jornalistas a pedir esclarecimentos aos responsáveis políticos sobre o facto de as empresas consultadas não terem actividade ligada com o objecto do concurso da ANPC, serem intermediários e não fabricantes, os donos terem ligações a familiares do PS e até relações familiares entre si. Igualmente deixou de se procurar averiguar a razão de algumas sociedade parecerem ter sido constituídas pouco tempo antes de se candidatarem à adjudicação e, outras, informarem que ao contrário do que foi dito não terem sido sequer contactadas para o efeito.
Não se confronta Artur Neves com o facto de ter primeiramente negado conhecer as empresas concorrentes e, mais tarde, ficar-se a saber que as mesmas já haviam sido por si contratadas quando era presidente da Câmara de Arouca.
Pensava eu que importaria também perceber como, depois de ao longo de tantos anos a opinião pública formar (justa ou injustamente) uma suspeita colectiva e quase subconsciente de os madeireiros poderem ter interesses obscuros relacionados com os incêndios florestais, ao secretário de estado não é exigida uma explicação por não ter mencionado no seu registo de interesses a quota de 50% do seu filho numa empresa de serração de madeira, quando não se esqueceu na mesma data da participação de 20% do seu descendente numa sociedade ligada à construção civil.
Ainda por cima, quer com a legislação em vigor quer com a futura versão do diploma, os membros do governo têm obrigação de reportar nessa lista de interesses, de forma completa, participações sociais em empresas de familiares directos.
Esta circunstância não mina a confiança dos portugueses, em especial, das vítimas dos fogos e dos bombeiros que os combatem, no responsável pela tutela directa da Protecção Civil?
Como diria o seu anterior chefe e líder político, a quem aliás serviu fiel e acriticamente, tudo isto é abracadabrante!

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Menos mal, menos mal
Nada indica melhor a falência do regime que as intermináveis discussões sobre as características deste; se as golas não funcionam, o que conta é a intenção positiva de as distribuir; se o menino não entra na universidade, pode comprar a vaga; se o país arde é porque ao menos não congela; se a direita incomoda a virgindade noticiosa de percalços do governo, torna-se a direita em aliada da esquerda com “fact checking” de “fake news” contra o “populismo”; se o país cresce menos do que devia é porque os outros estão a crescer mais do que é suposto.
Tudo isto é verdadeiramente insuportável, mas sofrivelmente português: cá se vai andando, menos mal, menos mal. Podia ser bem melhor, mas, convenhamos, também podia ser pior. É essa possibilidade, a das coisas poderem sempre ser piores, que nos alenta nas noites frias das “alterações climáticas” e nas quentes do “aquecimento global”.
Podemos ir gamar aos estrangeiros todas as ideias que quisermos para evoluir o país: só não nos tirem o sentimento perpétuo de uma vida que podia sempre ser pior, pelo que menos mal, lá se vai andando. Há quem diga que é preciso mudar mentalidades: infelizmente, não são esses que emigram.
O silêncio explicado

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O comum dos mortais perante a legislação
A propósito das polémicas recentes, do desconhecimento de regulamentos existentes, da falta de proporcionalidade das sanções e da injustiça da legislação, pergunto-me se ao cidadão comum é concedida a faculdade de contemporizar perante as situações em que se veja envolvido, admitida a hipótese de questionar a sua aplicação e facultada a possibilidade de recurso em tempo útil e a custo comportável a pareceres jurídicos sobre os casos.
Quando a ética e a conduta moral são definidas pela legislação, o que o legislador nos impõe só pode dar mau resultado e virar-se contra as pessoas.
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“um exemplo de integração”
Un terrible crimen sirve de excusa a los ultras alemanes para avivar la xenofobia
Este título do El Pais é um símbolo do estado de negação a que a Europa chegou: houve um crime, não se sabe praticado por quem mas certo é que esse crime que não sabemos qual é nem quem o praticou está a avivar a xenofobia dos ultras alemães.
O crime foi tão só um homem ter atirado duas mulheres e uma criança à linha do comboio. A criança morreu. Dois parágrafos depois sabemos que o homem é natural da Eritreia, foi acolhido como refugiado na Suíça e segundo as autoridades era “um exemplo de integração”. No entrementes o “exemplo de integração” fechou a família em casa. ameaçou uma vizinha com uma faca e acabou a atirar mulheres e uma criança à linha do comboio.
Felizmente as autoridades já concluíram que o homem deve sofrer de um transtorno mental. Os últimos trẽs parágrafos do artigo são dedicados a detalhar como “el ataque ha servido a los ultras de excusa para exacerbar la xenofobia y extender la sombra de sospecha sobre todos los extranjeros.”
Degolação em curso?
A Helena pede o óbvio, mas Cabrita já vem sendo esturricado pelo folhetim das golas e dificilmente se manterá no cargo. Não pelo nível escabroso que todo este processo atingiu, que isso são minudências para um governo socialista, sempre apostado em mostrar ser possível cair ainda mais baixo; mas porque tudo deflagrou com uma machete do JN, um dos esteios da imprensa amestrada pelo PS e onde nada se publica sem passar pelo “lápis azul” de Costa.
Ou seja, as golas inflamáveis serão mero pretexto para uma degola inserida num processo de depuração interna que, depois, nos será naturalmente apresentado com a habitual fanfarra propagandística como um exemplo da ética republicana e socialista.
Mas o que fez Cabrita de tão grave que justifique a sua imolação? Quanto a mim, o homem cometeu a heresia suprema, quis intervir no “negócio do fogo”, um monopólio dominado por “instâncias superiores” e ainda por cima, fê-lo de uma forma assaz liberal, permitindo adjudicações numa base descentralizada. Hoje são os tipos de Arouca, amanhã serão os de Alvaiázere ou de Castanheira de Pêra e qualquer dia temos o negócio pulverizado por toda a plebe das Câmaras e Juntas de Freguesia. Nem a Constança faria tamanha asneira.
Com a sua próxima demissão, teremos mais um “assunto encerrado” (Costa dixit). O País envelhecido encolherá resignadamente os ombros e irá para férias. E o líder da oposição, em vez de pedir alto e em bom som a intervenção do Ministério Público, num tema em que para além da bolsa, está em causa a segurança dos cidadãos, a função mais core do Estado, limita-se a uma mui atenta, veneranda e respeitosa questão no Twitter. Costa naturalmente agradece a deferência.
Não há mas nem meio mas Eduardo Cabrita não reúne condições para ser ministro de coisa alguma e muito menos da Administração Interna. Eduardo Cabrita ou se demite ou é demitido.
Protecção Civil: honra e glória
Será pura coincidência, mas o secretário de estado da Protecção Civil é de Arouca e enquanto presidente da respectiva Câmara Municipal já tinha feito adjudicações directas a outra empresa dos mesmos sócios da BrainOne, constituida em Fev/2017, esta uma das sociedades consultadas no processo da produção das famosas golas da Foxtrot.

A BrainOne foi constituída em 2017-02-17 com sede em Arouca, tendo por objecto principal a consultoria e programação informática e por sócios Tiago Rodrigues, Nuno Mendes e Pedro Pereira. A Código Disponível foi constituída em 2015-04-02 tendo por objecto principal sistemas de deteção de incêndio e extinção automática, sistemas de controlo de acessos e assiduidade e tendo por sócios os mesmos Nuno Mendes e Pedro Pereira.
Entretanto, a AGIF-Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais gastou 52.000€ num estudo de opinião sobre a eficácia das campanhas de sensibilização da população denominadas “Aldeia Segura/Pessoa Segura” e “Floresta Segura”. (os dois contratos mencionados abaixo no portal Base penso que são o mesmo, embora com datas de registo diferente).

Entrementes, o filho do Secretário de Estado da Protecção Civil é sócio (50%) de uma empresa de serração de madeira, aplainamento, corte e secagem de madeira constituída em Maio de 2017:
POSTESCALIPTO, LDA
NIPC: 514408758
4540 – 048 Alvarenga – Arouca
Constituição: 2017-05-08
OBJECTO: Serração de madeira, aplainamento, corte e secagem de madeira;
CAPITAL : 5.000,00 Euros
QUOTA : 2.500,00 Euros
TITULAR: Nuno Valente Neves
Este membro do governo, aparentemente, terá omitido o registo deste interesse correlacionado na Assembleia da República, embora o tenha feito para outra sociedade em que o filho é sócio minoritário:

Esta é pois uma história de honra e glória.

Dicionário português-progressivo
Desacato: performance através da qual os portugueses demonstram o seu extraordinário amor pelos serviços públicos.
Fogo florestal:intenção de ofuscar o PS
A alimentação é o novo sexo: extraordinária evolução dos costumes que leva a que os adolescentes portugueses possam mudar de sexo sem relatório médico mas seham impedidos de ver os anúncios às bombocas.
Incidente e rixa: Um não sei quê que aconteceu em Queluz, que nasce não se sabe como na Amadora; Vem não se sabe como do Monte da caparica; e acontece não se sabe porquê.
Costa, o empresário
No ano passado o Observador publicou um artigo de fundo sobre o filho de António Costa, mas mesmo antes da sua publicação já se comentava que o futuro de Pedro Tadeu Costa estaria a ser cuidadosamente preparado.
Pois bem, mais cedo do que tarde estará a presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, lugar a que chegará em substituição do actual presidente Pedro Cegonho, dada a mais do que previsível eleição deste último como depudato à AR nas próximas Legislativas.
Segundo relatos da imprensa, Pedro Costa vê-se a si próprio “mais como homem de negócios e menos de política”. No entanto, aos 24 anos, decidiu aceitar o convite do seu primo António Cardoso e integrou a lista socialista de candidatos a uma Junta de Lisboa e acabou por ser eleito como membro da Assembleia de Freguesia.
Pouco tempo depois o presidente dessa junta foi acusado de assédio sexual e duas vogais pediram a demissão. Com esta circunstância Pedro Tadeu assumiu o pelouro da Inovação e do Empreendedorismo. Note-se que apesar de ser apenas o 14º na lista, foi nomeado para o executivo pelo seu primo António Cardoso. Um grande salto que o filho do primeiro-ministro justifica por ter sido “escolhido por razões que não me compete a mim explicar”.
O rapaz que diz ser um empreendedor foi membro da Juventude Socialista com ficha de proponentes assinada por Duarte Cordeiro (hoje secretário de estado no governo de António Costa) e Francisco César (sim, filho de Carlos César). Em 2017, o jovem empresário acaba por se filiar mesmo no Partido Socialista mas diz que essa decisão “foi muito refletida” e que “levou muito tempo a ser tomada“.
Nesse ano este homem de negócios foi ainda ter com o presidente da Junta de Freguesia de Campo de Ourique e manifestou-lhe a disponibilidade para integrar as listas àquela autarquia nas eleições de 2017. O líder empresarial viria a ocupar o 3.º lugar da lista de candidatos, tendo sido eleito vogal na freguesia e lhe atribuído um pelouro.
Entre os cargos que assumiu nas duas Juntas, o filho de António Costa, certamente fazendo jus às suas intrínsecas qualidades de dirigente empresarial, contratou para seus assessores pessoais três amigos, pagando-lhes salários com o dinheiro dos contribuintes. Num desses casos justificou até a contratação do amigo por ser para “um cargo de confiança” que consistia em “andar na rua a ver o que está limpo e o que não está“.
Moral da história: Portugal tem excelentes empresários.

Se eu tivesse um jornal
Costa e as botas de sete léguas
Em 43 anos – desde o momento em que apresentava o programa de TV “Botas de Sete Léguas” até à data de hoje – António Costa conseguiu ficar a “falar” ainda pior Português e agravar a sua dicção.
Mas mantém o hábito de aparecer em público a dizer coisas assumindo que quem o ouve é infantil. Continua também a ser o pivô de um programa próprio de uma história de fadas.
O problema é que a simpática e popular crença de que calçando umas botas mágicas se consegue andar mais rápido e chegar mais longe não dura sempre. Ou chegamos a adultos e deixamos de acreditar em fábulas. Ou, caso prefiramos viver como num conto, a realidade da vida encarregar-se-à de se mostrar e impôr honesta e cruel.
Abaixo, um video curioso.
