É só para saber
É só para saber se a freira agredida, mulher do sexo feminino e género não especificado, violada e morta em São João da Madeira vai para a lista das vítimas de violência doméstica a ser lida pela Maria do Céu Guerra no próximo congresso do PS.
Dave Chappelle
Vi hoje o ‘show’ do Dave no Netflix (‘Sticks & Stones’, para quem estiver interessado)… confesso que não me impressionou sobremaneira… dentro do estilo ‘politicamente incorrecto’, não me pareceu particularmente brilhante. Assisti em Agosto a um ‘show’ de humor ‘politicamente incorrecto’ em Boston, nos EUA. Um ‘show’ de rua, absolutamente incrível. Bem melhor do que o Dave…
O que me parece particularmente relevante é o facto de ambos os ‘shows’ terem como protagonistas ‘afro-americanos’. Isto é: tudo indica que determinado tipo de humor está reservado a determinado tipo de comunidades. Os afro-americanos usam o politicamente incorrecto com afro-americanos; os gays podem fazer piadas gay (vide o humorista escocês Larry Dean); mas os mesmos de sempre não podem fazer piadas acerca de absolutamente nada. Comparamos Dave Chappelle com os Monty Python e de repente estes últimos até nos parecem conservadores… e contudo, os Monty Python não poderiam actuar nos dias que correm. Já quanto a Dave Chappelle, não sei quanto tempo durará: o humor não é de primeira categoria, e os temas são perigosos nos tempos que correm.
Vale a pena ver, mesmo assim. Há algumas piadas boas. E mais importante do que isso, fica a dúvida se Dave Chappelle pode ser o início de uma mudança. Isso seria positivo de per si…
(caso queiram, vejam também este artigo sobre o assunto no Financial Times)
entregues aos deuses
Bastam um ou dois dias seguidos de calor e logo o país começa, de norte a sul, de leste a oeste, a arder descontroladamente. Em vão as promessas e ameaças do ministro Cabrita, os planos “grandes reformas florestais” do primeiro Costa, as cabras sapadoras e o eterno “reforço de meios” que o governo todos os anos diz que fez. A dura verdade das coisas – a nossa triste e comezinha realidade – é que Portugal é uma país desprotegido, onde o muito dinheiro que os contribuintes pagam com os seus impostos não chega para lhes garantir a sua segurança e a dos seus bens e património. Portugal arde ou não arde consoante a fúria ou a acalmia da natureza. A segurança do país e dos seus habitantes não está nas mãos do governo. Está nas dos deuses.

Entende d. Jorge Ortiga: por “estar mais do lado dos pobres” o gerar pobres e pobreza, tipo Venezuela?
Arcebispo d. Jorge Ortiga: “se consideram que esquerda é estar mais do lado dos pobres, dos marginais, dos excluídos, dos descartados”, então “a Igreja é de esquerda mais do que ninguém“.
Esta conversa da esquerda que está mais do lado dos pobres é uam das maiores falácias do nosso tempo: milhões de pessoas foram atiradas para a pobreza à conta desta mentira. E invariavelmente ela continua a ser propalada.
Arnaldo Matos, camarada, esta é para ti
Ando há semanas para escrever sobre isto por um mero sentimento de obrigação, não por gosto ou por vontade de participar nesta fantochada a que se chamam eleições. Depois de quatro anos a carpir sobre como foi possível que o parlamento se sobrepusesse à declaração de voto dos portugueses com mudança das regras estabelecidas pela tradição para o jogo e abrindo um precedente do qual nunca mais se sairá, eis que a direita – em sentido muito lato – se convenceu da impossibilidade física da sua sobrevivência no regime sem uns favores sexuais. Já não tinha grande fama, a tal da direita, mas agora decidiu simplesmente virar puta. Assumiu-se, portanto.
Sem o minúsculo sector católico do CDS a esbracejar, passaria durante o mês de Agosto (felizmente ameno para grandes incêndios) sem qualquer menção o despacho que determina o novo rumo para a Parque Escolar II (ou III, ou IV), a da construção em massa de lavabos em todas as escolas do país para que eventuais filhos dos secretários de estado proponentes (supondo que a Natureza falhou ao não bafeja-los com a merecida infertilidade) pudessem dar azo à psicose de pertencerem ao terceiro, quarto e décimo-quinto sexo. São como uns anjinhos, já se sabe, não é malta de pénis ou vagina, é algo diferente, algo de inútil para a espécie.
Não satisfeita com mais uma agradável colonoscopia com mangueira de esgoto, a tal de direita – a que se junta a mui moderna interpretação do liberalismo como Estado-concessionário do poder divino de cada um se sentir como lhe apetecer (eu hoje sinto-me um helicóptero verde) – ocupou-se na elaboração de programas sobre problemas prementes da humanidade, como o direito a exterminar velhos, o monopólio estatal da concessão de produção de drogas ou o quão bom seria se começássemos a taxar as prostitutas. Eu disse prostitutas, não disse putas: para estas o mote é quotas binárias (pelo que se amanhã me sentir um carro de bombeiros vermelho em vez de um helicóptero a situação poderá ser problemática em termos de discriminação).
Estúpido que sou, meti-me a ler os programas eleitorais. O do CDS até se lê, admito. Tirando umas besteiras típicas da crise de identidade que toda a direita vive, até é a coisinha menos execrável que por aí circula. O resto é intragável: é o produto de gente que vive numa bolha que está, ela própria, dentro de outra bolha. É uma dupla camada de protecção perante o mundo, o que permite grandes elogios e muitas palmadinhas nas costas, mas também permite que os filhos nasçam demasiado tantãs por tanta consanguinidade. Não brinco: eles andam por aí, como papoilas. Outra coisa que permite tal consanguinidade é que os jornalecos publiquem, impunemente, historietas de Gretas e da necessidade de todos os humanos deixarem de comer carne, passando, como já fazem com o conteúdo informativo, a comerem merda.
Portanto, se espera da minha parte um apelo ao voto, cá vai ele: se for mesmo votar, vote PS. A maioria absoluta seria melhor que toda esta hipocrisia; mas, se tem algum juízo, fique mas é em casa a ver o putedo todo a desfilar nas televisões.
parabéns ao artista
Aí há uns dias, escrevi que, em Inglaterra, pelo menos desde 1688, quem se mete com o Parlamento não costuma ter vida política longa. A maioria dos comentadores discordou da coisa. Ontem, o Parlamento inglês começou a explicar a Johnson, e a esses comentadores também, por que é que a Inglaterra é a democracia parlamentar mais antiga do mundo. E a explicação poderá ser particularmente severa para o primeiro-ministro em funções: porque Johnson verá a sua golpada de controlar o Parlamento a partir do executivo sair-lhe pela culatra; porque se arrisca a fazer do inenarrável Corbyn um líder da oposição credível e moderado, quem sabe, até primeiro-ministro; e ainda porque será ele o responsável pela marcação de um novo referendo ao Brexit, que é isso que serão as eleições parlamentares antecipadas que parecem inevitáveis. De brinde ainda poderá ver o «seu» Partido Conservador, que ele já tinha minado na sabotagem a Theresa May, completamente desfeito, com demissões e expulsões em catadupa. Está, por tudo isto, de parabéns.
Ainda o mistério da pensão de António Guterres
Um clique e eis que chegou à folha de vencimentos dos funcionários e responsáveis das Nações Unidas Portanto António Guterres acumula o salário das Nações Unidas com a subvenção vitalícia em Portugal? Tudo será legítimo e legalíssimo mas temos de admitir que a fileira da solidariedade é um negócio de alta rentabilidade.
Podemos ou não concordar com este tipo de remunerações. Umas serão mais justas outras não. Mas no meio dos nomes dos beneficiários de pensão por terem ocupado cargos políticos há um nome que me causa estupefação: ANTÓNIO MANUEL OLIVEIRA GUTERRES, 4 138,77 EUROS. Juro que não entendo: os cargos que Guterres tem ocupado nas Nações Unidas não são remunerados? Custa-me acreditar que não. Mas ainda me custa mais imaginar que acumula. Alguém explique isto pf.
Fantástico!!!!
Não, não é
Greta Thunberg responds to Asperger’s critics: ‘It’s a superpower
Esta conversa sobre as diferenças só não é uma treta porque causa sofrimento a muitos que se confrontam com as consequências do Asperger. As doenças existem, não são características diferentes.
Notícias da comissão liquidatária do PSD
A ideologia de género aplicada aos partidos
Maioria absoluta
Vejo muita gente a especular sobre a possível maioria absoluta do PS nas próximas Legislativas.
Já eu fico sobretudo na expectativa de saber se a Esquerda terá os 2/3 necessários para instituir uma RDA à portuguesa no sec. XXI.

O corpo humano no planeta do bom tempo
Informa o Expresso: «A Polícia Judiciária quer atuar contra a extrema-direita tal como há 20 anos lutou contra as máfias de leste e as fez praticamente desaparecer de Portugal. Ou como combateu mais recentemente os gangues violentos que faziam explodir caixas multibanco. Em ambos os casos foram detidos largas dezenas de suspeitos que acabaram condenados a pesadas penas de prisão. “Temos de atuar sobre o problema logo na sua génese. Esta fase é determinante para que não se alastre”»
Na mesma edição Jerónimo de Sousa é fotografado tendo como fundo um símbolo do terror de esquerda:

Digamos que aqueles que alastraram com evidente benefício tratam de impedir que outros tão radicais e violentos quanto eles alastrem. Nisto do monopólio do alastrar é que vai o ganho.
Quando falaremos a sério sobre isto?
Número de mortes em acidentes rodoviários:
2018: 513 vítimas mortais,132.378 desastres e 2.093 feridos graves
2017: 510 vítimas mortais,130.208 desastres e 2.198 feridos graves
2016: 445 vítimas mortais,127.210 desastres e 2.102 feridos graves
Tudo indica que os números de 2019 serão igualmente maus: entre 1 de janeiro e 30 de junho deste ano morreram 224 pessoas nas estradas portuguesas, mais seis do que no período homólogo do ano passado. No mesmo período foram registados 994 feridos graves, mais 101 do que nos primeiros seis meses de 2018.
Não se vê fiscalização. Fazem-se milhares de quilómetros por Às disto daquilo Ipês e nada de nada de brigada de trânsito. Desde que se paguem as portagens tudo bem.
cada um come do que gosta
Pode não se apreciar a democracia inglesa e o sistema de governo parlamentar que a dirige desde 1688. Pode preferir-se um Ancien Régime à inglesa, com reis que punham e dispunham do poder sem controlo político ou metendo-o no bolso quando lhes convinha fazê-lo. Pode fazer-se de conta que se ignora que o rei de Inglaterra é um mero símbolo constitucional sem poderes políticos efectivos, o que, de resto, é condição imprescindível para que a monarquia inglesa seja uma monarquia de um país democrático. O que não se pode é desconhecer que só existe estado de direito constitucional onde houver separação de poderes entre o legislativo e o executivo, e que nunca, em circunstância alguma, pode este último impedir que aquele exerça as suas funções constitucionais de controlar os actos políticos de quem governa. E, já agora, convém ter presente que o cerne do sistema político e de governo do Reino Unido é, pelo menos desde 1688, o Parlamento. Tudo o resto é conversa e emotividade juvenil de que, a seu tempo, veremos os resultados.

Podiam dar um saltinho à Bolívia?

Duas semanas depois da partida a menina já chegou a Nova York no tal iate que todos deveríamos usar nas nossas viagens a começar, digo eu, pelos jornalistas que apresentam esta viagem como um modelo ambientalmente correcto.
Aliás creio que foi essa opção pela viagem em iate que explica a desinformação generalizada sobre os incêndios na Amazónia: como se sabe a Bolívia não tem mar e portanto os iates patrocinados por paraísos fiscais, devidamente carregadinhos de jornalistas que procuravam investigar os incêndios na Amazónia tiveram de aportar na costa brasileira e como é óbvio entre tanto mar e rio para atravessar ainda não conseguiram chegar à Bolívia.
De caminho presume-se que despachada a peroração a menina, mais o paizinho e o filho da princesa Carolina voltem a meter-se na embarcação e regressem a casa. No iate, claro. Mas como é tudo gente com pouco que fazer e rendimentos qb podiam ir até à foz do Amazonas e depois subiam o rio. Eu cá não sei nada de iates mas estou em crer que era coisa fácil.
a golpada
A gravidade da golpada de Boris Johnson de suspender o parlamento inglês não está no facto de assim precipitar uma saída desordenada do Reino Unido da União Europeia, até porque os ingleses saberão o que lhe fazer se não gostarem das consequências dessa decisão, mas na subversão de um sistema de governo que perdura desde 1688.
Na verdade, desde a Revolução Gloriosa que a legitimidade do poder político inglês reside no parlamento, que indigita, mantém, substitui e fiscaliza o governo, obrigando o poder executivo a agir dentro de limites impostos pelo common law, que, juntamente com a legitimidade democrática das câmaras parlamentares, representa o primado do direito sobre a força. São esses os dois alicerces fundamentais do rule of law, que fazem desse país aquilo a que chamaríamos, na Europa Continental, um «Estado de Direito» desde os finais do século XVII. Provavelmente, o mais antigo do mundo.
Ora, a golpada de Johnson, vinda do executivo e tendo como consequência a impossibilidade das câmaras parlamentares continuarem a fiscalizar a actuação do governo na questão do Brexit, subverte essa antiga ordem constitucional e, em seu lugar, coloca o executivo a tutelar e a controlar a instituição política onde reside a soberania nacional.
A saída disto só poderá ser, por conseguinte, a demissão de Johnson e o seu definitivo afastamento da política. Porque, se ele julga que a animosidade dos ingleses à União Europeia lhe permitirá pisar regras estruturantes da mais velha democracia do mundo, está muito enganado.
selvajaria
Uma das coisas mais ingratas das sociedades ocidentais dos nossos dias é termos de conviver, em praias e piscinas, com casais e famílias muçulmanas, eles de corpo bem feito, de calções de banho a apanharem sol e banhos de mar, e elas de burka, túnicas ou com os sinistros burkinis, a derreterem de calor.
A coisa é uma absoluta selvajaria, no sentido de que não é racional ou, pior ainda, de que a razão é, no caso, utilizada de modo discriminatório e perverso, não só pelo que usam as mulheres, mas pelo que não usam os homens. Ou seja, se fosse bom andar coberto na praia (ou onde quer que seja) só com os olhinhos à mostra, os mânfios dos maridos, que expõem as suas mulheres a esta selvajaria, andariam também assim. Ora, pelo contrário, os sujeitos gostam de apanhar uns bons banhos de sol, de mar e de piscina, não percebendo, ou fazendo de conta que não percebem, que o prazer que têm nisso poderia ser também partilhado pelas suas escravas companheiras. Negar-lhes algo que fazem e lhes dá prazer é, obviamente, um acto perverso.
Certamente que as sociedades liberais devem tolerar os usos, costumes e religiões de cada um, pelo que impedir esta coisa seria sempre muito complicado. Mas, por mim, nada impede que as praias e piscinas ostentem, à entrada, cartazes a sugerirem a estes sujeitos que eles também vistam as burkas que enfiam às suas mulheres. Ou até obrigá-los a isso, se fosse possível!
Manual de auto-censura
Junho, Julho e Agosto: Incêndios no Ártico? Isso não interessa nada.
8 de Agosto : Explosão seguida de libertação de radioactividade na Rússia? isso não interessa nada
Comissária Elisa

Se a amiga de Sócrates, mulher do ex vice-presidente do La Seda e ex administrador da Fundação Berardo podia ser vice-Governadora do Banco de Portugal, por que razão não deveria ser Comissária Europeia?
O dinheiro não é do PS?…
Sff
Demos de barato que os “cronistas do reino da desinformação” estão completamente desfasados da realidade, demonstram uma total insensibilidade ao sofrimento de tantos jovens que simplesmente nasceram com um corpo que lhes é estranho e apenas desejam transitar para a felicidade e comunhão física e psicológica a que têm direito! Admitamos que os referidos cronistas além de padecerem do “fel da indiferença” fazem “eco das suas ideias bafientas” (versão
Não tem nome. Não tem rosto. Procurando bem sabemos que tem 53 anos. É a “mulher da Lourinhã” “baleada na cabeça” durante um assalto. Do seu tio ainda sabemos menos: “não há informações acerca do seu estado de saúde além de que também apresenta ferimentos de bala.” E acabou-se. A invisibilidade é obrigatória para as vítimas de crimes que não estão na agenda dos activismos. Compare-se este silêncio com o clima criado aquando do assassínio de Marielle Franco para quem a CML procura agora uma rua suficientemente digna para atribuir o seu nome.
D’Os Cinco ao Nody nada lhes escapa
Não deixa de ser espantoso que no tempo dos estereótipos de género, de domínio do heteropatriarcado tenhamos tido como personagem a Zé, rapariga que hoje se diria não se expressar de acordo com o género que lhe foi imposto e agora no tempo da libertação a Enid Blyton foi para o index.
Ps. A parte do homofóbico refere exactamente quem?
Resumos dos noticiários e capas de jornais em Portugal
Contar a patetice do dia do Trump/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Escrever qualquer coisa para ilustrar que o Bolsonaro está por um fio/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Continuar a trabalhar naquela peça que mostra a sem razão das critícas à recente legislação sobre o género/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Publicar mais umas fotos daqueles barcos cheios de “migrantes”/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Alinhar umas ideias sobre a idioticie do Boris Johnson/Felizmente nós temos um governo liderado por António Costa
Não é uma questão de humanidade mas sim de poder
Escreve hoje no PÚBLICO a ministra
«O despacho agora publicado não altera nada que a lei não tivesse já consagrado. Baseando-se nos princípios da segurança, autonomia, privacidade e livre desenvolvimento da personalidade, e respeitando a autonomia das escolas, estabelece medidas que visam exclusivamente defender as crianças, honrando a sua vontade e protegendo a sua intimidade e singularidade. O despacho responde a uma realidade que existe, a crianças e a jovens concretos, combate discriminações que persistem, como tão bem esclarecem os testemunhos de pais e mães e de jovens que nos últimos dias explicaram a importância das novas regras.»
Não é verdade. O despacho não “responde a uma realidade que existe, a crianças e a jovens concretos,”. O despacho faz de cada aluno das escolas portuguesas uma potencial vítima dos activistas do género, um ser a reeducar. Segundo o despacho em cada escola alguém – escolhido com que critério? – detecta a partir da sua observação ou de uma denúncia que uma criança manifesta uma identidade ou expressão de género, que não corresponde à identidade de género à nascença. A partir daí começa um processo não se sabe coordenado por quem e muito menos se percebe com vista a quê. Pode, por exemplo, a escola decidir que a criança deve mudar de género? Que poderes, competências, saberes têm as escolas para desencadear um processo destes?
Acham que o Bolsonaro vai fazer isto com as zonas da Amazónia afectadas pelos incêndios que não votaram nele?
À atenção do ministro que do Ambiente: Após o incêndio de 2017, o município de Mação foi excluído do acesso ao Fundo da União Europeia que deveria financiar a 100% os prejuízos daquela catástrofe. Porquê? Consegue explicar porquê?
Em 2019 depois da vergonha que foi a actuação do poder central durante o combate ao incêndio em 2017, depois ainda do escândalo da exclusão do municipio de Mação do o acesso ao Fundo da União Europeia (em que o governo foi derrotado em tribunal), o primeiro-ministro sacudiu a aǵua do capote declarando que os autarcas são os “primeiros responsáveis pela proteção civil em cada concelho” e o ministro Eduardo Cabrita, foi à RTP, repetir e agravar as acusações, passando ao ataque pessoal ao presidente da câmara de Mação, Vasco Estrela acusando-o de não ter accionado de imediato o Plano Municipal de Emergência, sendo que o plano estava desde Março para apreciação pelo poder central, e a notícia da sua aprovação só chegou via SMS ao telemóvel de Vasco Estrela já o fogo estava em fase de rescaldo.
Entretanto dias depois soube-se que o Governo vai recorrer da condenação por discriminar Mação na atribuição do Fundo de Solidariedade da União Europeia. Note-se que na sequência da sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria o Governo cumprindo o determinado pela sentença, procedeu à abertura de um concurso para os Municípios que tinham sido excluídos. A 2 de Agostou veio o resultado do concurso: a candidatura de Mação foi aprovada.
Mas dias depois chegava a vingança rasteirinha: sabe-se que o Governo tinha recorrido da decisão do Tribunal de Leiria e portanto mandava para o lixo o concurso que ele mesmo Governo criara.
O ministro português do Ambiente tem um recado para Bolsonaro…

Sem um pingo de vergonha na cara criaturas com o mnistro do Ambiente multiplicam-se num exercício que noutros países seria ofensivo para o Brasil mas que no caso português é uma ofensa aos portugueses.
O recado que esta figura pode dar a Bolsonaro é que se alie com a esquerda e a extrema-esquerda e então não só a Amazónia pode arder como os brasileiros eles mesmos podem ser encaminhados para uma morte atroz pelas suas autoridades sem que que se ouça um protesto, um murmúrio.. E dois anos depois os responśaveis políticos aquando da tragédia até podem fazer exercícios vergonhosos como este aqui praticado por Matos Fernandes.
Portanto a Gran Canaria já está sob controlo internacional?
O fogo na Gran Canaria destruiu 10 mil hectares e obrigou à evacuação de 9 mil pessoas. A Gran canaria leio na Wikipedia tem 1 560 km² de área.
Nos fogos que actualmente lavram na Amazónia terão ardido 33 mil hectares de vegetação. A Amazónia leio na mesma wikipedia tem 5 500 000 km² de aŕea.
E lá está o circo montado
22 de Agosto de 2019: Marcelo “profundamente sensibilizado pela tragédia ambiental” na Amazónia: “O Presidente da República, como qualquer cidadão do Mundo, não pode ficar indiferente a estes incêndios que continuam a devastar um ‘pulmão’ do planeta”
23 de Julho: Marcelo recusa responder a questões sobre os fogos [em Portugal]
Ps. Na manifestação que vai ter lugar em Lisboa por causa dos incêndios na Amazónia podem fazer um minuto de silêncio pelos mortos de Pedrogão? Ou para eles serem recordados tinha de o governo ser outro?
Os milhões da igualdade de género
A actual causa pela igualdade de género (IG) poderá ser neo-fascista, imbecilizar muito boa gente e servir de trampolim a feministas para posições de poder ou influência. Mas, de forma mais prosaica, é também uma indústria instalada para sacar dinheiro aos contribuintes em benefício dos seus propagandistas.
Vejamos:
De forma rápida (e por isso longe de ser exaustiva) são facilmente contabilizados 13 milhões de euros de projectos aprovados no Portugal 2020 que, de forma mais ou menos directa, têm por objectivo a promoção da IG. Tipicamente estas iniciativas têm taxas de apoio de 85%, o que significa que em cada 100€ gastos em fantochada, 85€ são retirados do bolso de contribuintes sem a sua autorização prévia.
Algumas das justificações aduzidas para aplicar estes 13 milhões de euros são coisas como a “formação de públicos estratégicos”, a “melhoria das competências na área de igualdade de género”; “promover o associativismo e mobilização jovem pela IG”; “participar na transformação da sociedade”; “contribuir para uma Europa mais inteligente”; “celebração de identidades LGBT” ou a “produção do primeiro guião de boas práticas na temática da IG”.
Usam-se também descrições originais com utilização de caracteres próprios de lobotomizados como o “@”: “capacitação de técnic@s de intervenção”; “sensibilização de estudantes universitári@s”; “angariação de voluntári@s”.
Há quem se proponha realizar a “promoção da IG através das artes com crianças e jovens”, o que só por si levanta algumas questões pouco agradáveis de cogitar…
Alguns promotores curiosos são uma associação de municípios com um programa “pelas vítimas de desigualdade de género”, uma associação de “mães e pais” pela “liberdade de identidade de género” ou uma associação de proprietários de uma urbanização que quer “despoletar alterações cognitivas e comportamentais” relativas à temática da IG.
Mas nesta campanha também se encontram diversas Caritas Diocesanas, Santas Casas da Misericórdia e outros Centros de inspiração cristã.
Enfim, de tudo um pouco e quanto mais pateta fôr a amalgama de objectivos e instituições, melhor.
Uma das mais conhecidas do público que se dedica à área da IG é a UMAR-União de Mulheres Alternativa e Resposta. De 2016 até hoje já recebeu mais de 250.000€ de dinheiro dos contribuintes para os seus projectos.
Outra, a MDM – Movimento Democrático de Mulheres tem dezenas de dirigentes e titulares dos seus órgãos sociais que são membros do PCP/CDU e exercem (ou exerceram) funções como deputadas à Assembleia da República, presidentes e vereadoras de Câmaras Municipais, deputadas municipais, dirigentes da CGTP. Funciona, portanto, como se tratasse do grupo das mulheres comunistas do partido.
O MDM é solidário com mulheres venezuelanas e apelou em Maio deste ano à intervenção do Governo de António Costa para desbloquear 1.547.322.175,89 dólares retidos no Novo Banco pertencentes à “República Bolivariana da Venezuela”.
Mas o MDM também é solidário com os membros do seu próprio Conselho Nacional. Uma técnica da Câmara Municipal de Santiago do Cacém e eleita na Assembleia Municipal do Seixal pelo PCP/CDU, naturalmente, foi contratada em 2018 pela Associação em regime de adjudicação directa por 1.400€/mês para execução de serviços de apoio. De igual modo, esta mesma militante do PCP/CDU beneficiou adicionalmente, entre 2017 e 2018, de dois contratos públicos no valor de 61.200€ adjudicados pela ex-atriz e deputada agora presidente da Câmara Municipal de Almada (ex “feudo” comunista), para prestação de “serviços relacionados com a administração pública, a defesa e a segurança social”.
Já a AKTO – Associação para a Promoção dos Direitos Humanos e Democracia foi constituída em Junho de 2015 por duas familiares (suponho que irmãs, dado os mesmos apelidos) e logo em Setembro de 2016 sacou ao Portugal 2020 68.500€ de subsídios e em Outubro de 2017 mais 48.500€. Passados dois meses, em Janeiro de 2018, mais 130.000€ de dinheiro dos contribuintes foi desviado para a Akto. Sem surpresa, pelo menos uma das duas fundadoras da instituição foi candidata pelas listas do Bloco de Esquerda nas últimas eleições legislativas.
E é assim que se fazem as coisas.
São centenas de projectos e iniciativas do género do género e o que está descrito acima apenas uma gota de água no oceano.
Tudo, aparentemente, regular e legal. Quanto à ética e moral, cada um fará a avaliação consoante os padrões por que rege a sua vida.
As causas da igualdade de género e do feminismo de hoje são urbanas, elitistas, podres e cheiram mal.
E desiguais, diga-se, pois percorrendo a muito longa lista de projectos apenas detectei um único cuja preferência do beneficiário incide no género masculino, menos representado. Poderá eventualmente escapar a ser considerado masculinidade tóxica apenas pelo facto de se tratar de uma tarefa para vendedor em loja de produtos agrícolas na Charneca Ribatejana.
*
Nota: todos os dados referidos podem ser consultados em fontes públicas de acesso gratuito e irrestrito, à distância de um click na internet.

Com a Greta no veleiro e o Hadad condenado, os jornalistas portugueses descobriram que a Amazónia arde
Foi condenado por corrupção Fernando Hadad, o candidato apoiado quase oficialmente por Portugal nas presidenciais brasileiras. O assunto é por cá tratado discretissimamente até porque os jornais portugueses descobriram que a Amazónia arde. Demoraram anos a descobri-lo é certo mas a verdade é que este ano chegaram a essa conclusão. Com mais algum tempo e uma mudança política na Bolívia até descobrirão coisas ainda mais chocantes como as que estão a acontecer na reserva Tipnis
Dado o estremecimento de alma que vai nas redacções portuguesas com os incẽndios na Amazónia imagine-se o que não seria se as autoridades brasileiras mandassem os automobilistas para uma estrada onde morreriam vários queimados ou se falhassem no seu socorro às populações. Quanto às afirmações sem provas de Bolsonaro sobre a origem criminosa dos incêndios realmente causam estranheza. É tão estranho quanto achar-se que os incẽndios estão a ser ateados para prejudicar os resultados eleitorais do PS.
Ps. Apenas para lembrar que a petição Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!! está quase nas 20 mil assinaturas. Já se sabe que o despacho não muda nada, não vai implicar com nada e que só pessoas muito mal intencionadas afirmam o contrário mas mesmo assim votemos pela sua suspensão.
O síndroma “Na realidade, não é isso que o despacho prevê “
Sempre que alguém contesta a legislação das outrora chamadas causas fracturantes logo surgem artigos dando conta da sem razão dos contestatários. É o chamado síndroma “Na realidade, não é isso que o despacho prevê” subjacente, por exemplo, a este artigo do Observador ou a este do Polígrafo, sendo que no caso do Polígrafo acaba a ser produzida uma prosa anedótica que se contradiz a si mesma
«Concluindo, o Governo não obriga as escolas a deixarem que “um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos” e vice-versa. O que é assegurado através do referido diploma é que um rapaz que se identifique como rapariga não seja obrigado/a a utilizar os balneários masculinos, ou que uma rapariga que se identifique como rapaz não seja obrigada/o a utilizar os balneários femininos. Acrescem as situações de identidade não binária.» (Desculpem a pergunta mas afinal a que casa de banho vão os gaiatos em questão?)
O propósito destes textos é mostrar a sem razão dos contestatários pois “Na realidade, não é isso que o despacho prevê”, entendendo-se por “isso” aquilo que os contestatários criticam na lei. Como nestas leituras activistas da lei tudo são maravilhas a lei acaba a não prever nada.
Desculpem mas já demos para o peditório das leis que não previam nada daquilo que nelas criticávamos e que acabaram a revelar-se uns monstros legislativos. O despacho 7247/2019 tem aspectos tenebrosos e não adianta o secretário de Estado da Educação, João Costa, declarar que “qualquer medida só será aplicada em relação a crianças e adolescentes cujos pais ou encarregados de educação tenham dado autorização, e que estejam a passar pelo processo de transição de género, permitido a partir dos 16 anos de idade, ou se preparem para o fazer.” O artigo 4º deste despacho prevê precisamente que as medidas sejam tomadas independentemente da autorização da família e do próprio jovem.
Era apenas para informar que
A petição Pela suspensão do Despacho n.º 7247/2019!! já vai em mais de 12 assinaturas.
O KGB do género
Como a Laurinda Alves alertou o Despacho n.º 7247/2019 tem disposições muito mais perversas que a questão das crianças a escolherem as casas de banho de acordo com o seu “género”.
O que o Artigo 4.º intitulado “Mecanismos de deteção e intervenção” prevê é algo de tenebroso, característico de um Estado totalitário. Leia-se bem o que lá está escrito:
Ou seja alguém resolve comunicar a um funcionário da escola que uma crianças manifesta uma identidade ou expressão de género que não corresponde à identidade de género à nascença e aí começa uma coisa kafkiana com a família a ser convocada para o respectivo processo monitorizado pelos activistas do género.
Depois dos filhos dos burgueses e dos degenerados que tinham de ser retirados aos pais para serem reeducados saudavel e patrioticamente, agora são os filhos dos homens e das mulheres que têm de ser reeducados na ideologia do género
Tropeçar nos milhões
Lê-se este artigo e fica-se espantado com a facilidade com que se desbaratam dinheiros dos contribuintes sem que ninguém solte um ai de escândalo. Ou se calhar, atendendo aos tempos de compadrios socialistas actuais, não será assim tão estranho.
- Há um projecto de parque eólico marítimo na zona de Viana do Castelo;
- Por causa da sua localização, 28 pescadores da zona terão a sua actividade económica prejudicada e receberão uma indemnização de 500 mil euros.
- Desse valor, 100 mil euros serão pagos pelo Consórcio Windplus, liderado pela EDP e os restantes 400 mil euros serão pagos pelos consumidores de electricidade no prazo de 25 anos.
- A tais valores soma-se o milhão de euros pago como compensação a 16 armadores;
- Durante os 25 anos do projecto, a electricidade produzida terá a garantia de ser paga a 100 euros por megawatt/hora. Recorde-se que o valor médio actual é de cerca de 50 euros/hora e naturalmente a tendência será de acelerada diminuição nos próximos anos.
- O projecto terá sido financiado com 30 milhões de euros «de Bruxelas», que é como quem diz, os contribuintes dos vários países europeus.
- O governo terá ainda garantido à empresa estatal chinesa REN outros 30 milhões de euros, provenientes de fundos comunitários, «para as obras do cabo».
- «A contrapartida nacional do parque eólico são 19 milhões de euros, que têm estado a ser pagos à Windplus pelo Fundo Ambiental».
- «Além disso, o Windfloat recebeu, na fase de testes (com um protótipo de 2 megawatts instalado na Póvoa de Varzim), um subsídio de três milhões de euros do Fundo de Apoio à Inovação».
Concluo que bons negócios neste país é entrar em projectos políticos empresariais (aqueles em cuja relação os factores investimento/recursos próprios/potenciais proveitos e risco são inexistentes ou irrelevantes): decisões de investimento desfasadas dos mercados e puramente determinadas por motivações políticas visando retirar e desviar recursos públicos e rendimentos dos contribuintes, redistribuindo-os por determinados grupos afiliados politicamente ou meramente fruto de conexões pessoais.
O despacho nº 7247/2019 é mais uma tentativa do governo em demonstrar que a sua função é a de construir uma sociedade conivente com os seus preceitos ideológicos ao invés da simples gestão da causa comum. Como tal, é mais um exemplo de imbecilidade do triste fado nacional, o de as pessoas serem instrumentos para o governo em directa oposição à ideia primordial da democracia: o de os governos serem instrumentos das pessoas.
O Polígrafo, nome menos subtil e deliberadamente beligerante que o Ministério da Verdade de Orwell, opinou – não, perdão: decretou – que “o governo não obriga as escolas a deixarem que ‘um rapaz, de qualquer idade, que se identifique como rapariga, pode utilizar os balneários femininos mesmo tendo os órgãos sexuais masculinos’ e vice-versa”. O autor do texto, um tal de senhor Polígrafo (sem apelido, como a Madonna), conseguiu escrever tal coisa sem tropeçar na rugosidade do verbo “obrigar”, facto notável para quem se identifica com o género “um amigo dos leitores e um defensor das virtualidades da democracia liberal”. Não que consiga explicar-vos o que são as “virtualidades da democracia liberal”; consigo, sim, explicar-vos o que é uma democracia liberal: é um sistema onde dois paspalhos não determinam por mero despacho as competências logísticas para a higiene nas escolas.
Contudo, diga o que disser o Polígrafo, o despacho nº 7247/2019 visa unicamente a concessão da chave do manicómio aos malucos. Bem sei que a sexualização de crianças está no ADN deste Partido Socialista; tal coisa é, digamos, o seu género. Contudo, a entrega da chave do manicómio a malucos não implica que os malucos deixem de o ser: só significa que os piores malucos obtiveram a chave para o governo por malucos ainda maiores numa poética recursividade demonstrável já a 6 de Outubro.
Que permitiria o despacho, entrando em vigor? Nada. Quer dizer: haveria sempre uma ou outra ocorrência com pais chatos, daqueles chupistas que tentam sacar tudo aos outros; estes vestiriam o Zézinho com o vestidinho de elastano – que o pai desejaria usar na Trumps não fosse um cobarde -, para que o petiz pudesse banhar-se sem ser gozado pelos rapazes, só gozado pelas raparigas; mas, além disso, aconteceria, em pleno rigor, o absoluto nada. É que, por muito que dois chanfrados, que pelo mecanismo de entrega de chaves já descrito, decretem ou despachem aos miúdos para literalmente se irem foder, quem trataria de os foder com a total indiferença da vasta normalidade que subsiste no país (a começar pela maioria silenciosa de abstencionistas) seriam os miúdos deste país que, de género, só conhecem o que lhes entra pelos tablets dentro, nas redes wi-fi das próprias escolas, os géneros mais vistos do YouPorn.
É inconstitucional? É muito provável, o que não é dizer muito: bem vistas as coisas, até a constituição me parece inconstitucional.
