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Voltando com a minha palavra atrás

26 Julho, 2015

Desde já manifesto o meu absoluto apoio à reivindicação de Heloísa Apolónia de nos debates televisivos ter um tratamento equiparado ao dos outros líderes, nomeadamente Paulo Portas. Eu sei que já escrevi que os Verdes nunca foram a votos e que, como tal, não podem ser considerados um partido no verdadeiro sentido dos termos. Nada disso me interessa agora e volto já com a palavra atrás. Desde que a equidade no tratamento aos Verdes leve a que seja agendado um debate Heloísa Apolónia versus Jerónimo de Sousa. Não sei aliás como vou conter a impaciência até que chegue esse momento. Desde o frente a frente Soares-Cunhal em 1975 que o País não vê nada de tão esclarecedor!

Uma auto-indulgência que já cansa

26 Julho, 2015

 “Syriza já conseguiu mais do que qualquer Governo bem comportado na Europa” / “A estratégia do Syriza foi perdedora desde o início” – Ricardo Paes Mamede

“Vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha” ( “Governo grego foi de uma enorme imprudência” – António Costa 

 O desenrolar dos acontecimentos na Grécia tem levado a que muitos daqueles que em Janeiro faziam declarações ditirâmbicas com a vitória da esquerda radical na Grécia agora procurem apagar esse mau momento. Como? Reflectindo sobre o seu erro? Tirando conclusões? Nada disso. Simplesmente culpam o mesmo Syriza e o mesmo governo grego que há meses incensavam. A esquerda nunca erra. Desilude-se. Nunca se engana. É enganada. Mesmo quando confrontada com os resultados mais catastróficos, o máximo que se lhes ouve é um desalentado “Foi um sonho que acabou mal.”

Bastidores de uma entrevista

25 Julho, 2015

Tivemos o Rivera ex dirigente do BE que se apresentou apenas como licenciado a trabalhar em call center

Tivemos tb o jornalista estagiário que afinal estagia na TVI a fazer de conta que não era da casa e que não conhecia nem era conhecido

Tivemos Magalhães e Silva antigo assessor de Jorge Sampaio que também omitiu esse detalhe relevante do seu curriculum. Não se percebe porquê tanto mais que ao contrário dos anteriores até fez uma pergunta relevante.

Contudo estas pessoas não tinham nada que se envergonhar das suas circunstâncias. Manda a lealdade que as apresentassem mas elas não os menorizam. O que menorizou as suas intervenções foi a omissão e no caso do Rivera o com+icio.

Agora temos isto (Já alguém desmentiu?). Enfim nada se perde, tudo se transforma

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(Insurgente)

Portugal como ele é

25 Julho, 2015

Se algo similar tivesse acontecido com um líder de esquerda a pátria estava em comoção. Assim é uma piada. Como era óbvio o painel que fez perguntas a Passos Coelho era muito diferente no tom e na atitude daquele que António Costa enfrentou. A situação atingiu o ridículo com as intervenções de um jornalista estagiário da própria TVI a perguntar “Que expectativa me pode dar para que eu possa constituir família?” Coisa que faria todo o sentido perguntasse a José Alberto Carvalho que já agora não acho que tenha sido agressivo na entrevista a Passos mas que ali teve o momento mais aparvalhado da sua carreira: faz de conta que o jornalista sentado no painel não é da casa, este presta-se à mesma fantochada e toca do estagiário “faz de conta que trabalho longe” devidamente corroborado pelo “José Alberto faz de conta que não conheço este moço” perguntar a Passos Coelho quando terá o estagiário condições para constituir família. As melhores pessoas para lhe responder estavam ali bem ao pé e eram além do próprio José Alberto a direcção e a administração da TVI

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Ps. Quanto ao Rivera ex dirigente do BE acho mesmo que devem inclui-lo em todos os painéis. António Costa já não vai a tempo de lhe responder mas pelas almas não deixem levar o RIvera aos outros painéis.

Grammy latino da ONU

24 Julho, 2015

O discurso de Sampaio ao receber o Grammy latino uma distinção qualquer da ONU foi muito, muito bom. Agradeceu aos portugueses, coisa que apreciei na minha condição de português que tolerou – que remédio – Sampaio na presidência, e disse coisas muito bonitas sobre todos nós, que somos um povo bom ao ponto de evidenciar que o melhor de Portugal é, precisamente, ter os portugueses. Um holandês nunca diria tal coisa, diria sempre que o pior da Holanda são os holandeses; nós não, nós reconhecemos no espelho todas as virtudes que, aparentemente, o resto do mundo anda a ignorar.

Há, porém, vida além dos portugueses, mesmo que brilhantes, generosos, lindos e espadaúdos, amigos, afilhados, companheiros ou simplesmente atraentes de avental; existe, também, a honra de nos vermos retratados na atribuição de um Grammy latino reconhecimento da ONU na figura de um ex-presidente que demitiu um governo para permitir a eleição de um senhor que presentemente se encontra na prisão, não pela sua obra mais notória – falir um país – e sim pela felicidade de ter amigos generosos, tal como mencionado pelo doutor Sampaio aos tolos estrangeiros, uma virtude de todos os portugueses, mesmo os que não são arguidos.

Parabéns, doutor Sampaio! E parabéns para mim, de acordo com o doutor Sampaio.

Aos debates quer ela ir a votos é que nunca foi. Quando acabará esta fantochada?

24 Julho, 2015

Debates televisivos. Heloísa Apolónia reclama tratamento igual a Portas

E amanhã dirá o mesmo, o seu contrário e outra mais ou menos o inverso como se fosse a primeira vez

24 Julho, 2015

Ricardo Paes Mamede sobre o Syriza

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