O ajustamento português II
O ajustamento português I
É assim em Portugal
A atitude dos conservadores em relação à defesa dos seus valores
Obs 1. Como bem se percebe pela canção também é a dos ditos progressistas simplesmente estes contam com o activismo da comunicação social, das universidades, observatórios e associações onde se instalaram e multiplicam a sua influência em caixa de ressonância.
Obs. Já agora aqui fica o link para a AcçãoPopular colocada pela ILGA contra o Estado Português, Instituto dos Registos e Notariado e Ministério da Justiça. Como escreve o João Miranda estamos na estratégia dos small steps
Small steps
Quando aprovaram o casamento gay disseram que a adopção era um assunto completamente diferente. Depois passaram a argumentar que é apenas justo que os casais tenham todos os mesmos direitos de co-adopção, mas que a co-adopção é uma coisa diferente de adopção. Aprovada a co-adopção passarão a dizer que até já há casais gays que adoptam e que uns não podem ser discriminados em relação aos outros.
Flagelo nacional
“Metade dos portugueses tem excesso de peso”. Quantos têm peso normal? Quantos têm peso a menos? Não interessa.
O que está o Estado a fazer para regular o peso dos portugueses? Já temos o observatório do peso? Já temos a entidade reguladora para o peso certo? Para quando a ASAE do pastel? Qual a percentagem do PIB para o desígnio nacional de regulação da massa corporal? Queremos um país balofo? Foi para esta vergonha que elegemos o governo?
O flagelo da discriminação por massa corporal tem que acabar, é preciso criar o Gabinete de Apoio à Vítima de Bullying Lipodiscriminada. O Presidente, sobre isto, não diz palavra. Eles estão todos feitos com o lobby lipoaspirante.
Precisamos do nutricionista de família como quem precisa de bolas de Berlim para a boca. Um país decente teria também o cozinheiro de família, com formação adequada e reconhecida por entidade competente. Permitir que as famílias continuem o suicídio lento através da confecção das suas próprias refeições trouxe-nos a este ponto.
Porque não participa Portugal no Programa Europeu de Supressão de Obesos (PESO), que com uma estratégia comprovada, normaliza o peso das pessoas para níveis aceitáveis numa sociedade moderna?
Há tanto a fazer nesta área e o governo continua a fugir às suas responsabilidades.
Uma má notícia
Ao contrário do que a muitos possa parecer, a nomeação do actual Bispo do Porto como Bispo de Lisboa é má para a Igreja portuguesa.
É que num país cultural e estruturalmente tão centralizado, Igreja incluída, quem quer que seja o pastor de Lisboa, tem voz e é ouvido. Já nas restantes dioceses, com especial destaque para o Porto, o seu bispo apenas será escutado, não pela posição que ocupa, mas se este tiver um perfil pessoal em que se destaque. Como é o caso do actual titular. As suas reconhecidas capacidades, perfil e percurso tornaram-no uma voz com peso na Igreja e no país. Mais vozes assim existissem.
Tornando-se titular da diocese de Lisboa, Manuel Clemente não terá mais força e peso do que já tem. Mas pela posição centralizadora que a sua nova diocese toma no panorama mediático e eclesial em Portugal, abafará definitivamente toda e qualquer outra voz. O seu sucessor, seja quem for, nunca terá a influencia que o actual tem. A Igreja no seu todo será menos forte, menos plural, menos influente e todos perderemos.
ainda a direita
N’ O Insurgente.

