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Interpretação requer memória

30 Janeiro, 2015

Luís Aguiar-Conraria,

A formulação é esta:

O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol. Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os 6 suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes de jogadores suplentes é [inferior/superior/igual] ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.

Seja:

“jogadores” = “elementos”
“suplentes/no banco como suplentes” = “grupo A”
“seleccionador nacional” = “bleagh”
“convocou” = “escolheu”
“para o próximo jogo de futebol” = ““
”jogadores efectivos“ = ”grupo B”

O bleagh escolheu 17 elementos. Destes 17 elementos, 6 ficarão no grupo A e os restantes no grupo B. Supondo que o bleagh pode escolher o grupo A sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, poderemos afirmar que o número de grupos diferentes A é [inferior/superior/igual] ao número de grupos diferentes B.

Se alguém respondeu de acordo com o teu critério de resposta, é porque já se esqueceu que o grupo A é composto por 6 elementos e o B, consequentemente, por 11 elementos. Assim sendo, até posso ter tratado quem assim respondeu como estúpido mas é seguro que não se irão lembrar que o fiz.

Escala monetária da agenda para a década

30 Janeiro, 2015

Hungary 1946 100 quintillion1020 Pengő (100,000,000,000,000,000,000).

Hungria, 1946.

Chegou a ser impressa a nota de 1021 (1,000,000,000,000,000,000,000 Pengő) mas não circulou, tal a inflação que motivaria a impressão de notas de valor mais adequados à escala Galamba.

Leitura complementar: Um beco sem saída de Mário Amorim Lopes, n’O Insurgente.

(Via Jacob’s Currency Collection).

Deviam ter dialogado com o Boko Haram

30 Janeiro, 2015

Boko Haram destrói mais de 40 igrejas no Níger

O que falta a estes sapatinhos é o desejo de diálogo

30 Janeiro, 2015

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Explicação aqui

os resultados estão à vista

30 Janeiro, 2015
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«Na terceira pergunta em que os professores mais falharam, o dr. Crato agarrou nas considerações tristemente acéfalas de um cavalheiro americano sobre “impressão e fabrico” de livros. Esse cavalheiro pensa que há “livros em que a beleza é um desiderato” (ou seja, a beleza do objecto) e outros “em que o encanto não é factor de importância material” (em inglês, “material” não significa o que o autor da PACC manifestamente julga). E o homenzinho acrescenta pressurosamente: “Quando tentamos uma classificação, a distinção parece assentar entre uma obra útil e uma obra de arte literária”. A obra de arte pede beleza ao tipógrafo (ao tipógrafo?), a obra útil só pede “legibilidade e comodidade de consulta”. Perante este extraordinário cretinismo, a PACC exige que os professores digam se o “excerto” “ilustra” os dois termos de uma comparação, o primeiro, o segundo ou nenhum deles. Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a “avaliar” alguém.»

Vasco Pulido Valente, A Estupidez à Solta, no Público de hoje.

Até ao dia de hoje, acreditei que a questão da avaliação dos professores do ensino público fosse apenas um folhetim insuflado e mantido por Mário Nogueira e pelos Sindicatos, com a conivência de alguns professores, para agitação política deste e do governo anterior. Parecia-me absurdo que quem tem por missão avaliar recusasse, ab initio, a sua própria avaliação. Depois de lido isto, a somar a essas causas está, e em primeiríssimo lugar, a indisfarçável estupidez da prova, de quem a fez e de quem é politicamente (ir)responsável por ela. O elevado nível de imbecilidade das perguntas que li e da forma como inclusivamente estão redigidas, desqualifica imediatamente a sua finalidade de avaliação de conhecimentos de terceiros. No fim de contas, tudo isto é resultado da dita «escola pública democrática», que na euforia pós-revolucionária optou por deixar de ensinar, como se esse fosse um acto de autoridade ilegítima, deixando as criancinhas à solta e entregues a si próprias. Hoje, uns são professores, outros avaliadores e outros ministros da educação. Os resultados estão à vista.

O que se pode concluir da PACC

30 Janeiro, 2015

O seleccionador nacional convocou 17 jogadores para o próximo jogo de futebol. Destes 17 jogadores, 6 ficarão no banco como suplentes. Supondo que o seleccionador pode escolher os 6 suplentes sem qualquer critério que restrinja a sua escolha, podemos afirmar que o número de grupos de diferentes de jogadores suplentes é [inferior/superior/igual] ao número de grupos diferentes de jogadores efectivos.

Esta pergunta foi feita por um advogado político. Sim, ajuda a separar o trigo do joio, os que identificam lero-lero dos que acham que António Costa tem propostas para o país; tirando isso, pouco avalia. Um dos problemas é a mania de formular problemas matemáticos recorrendo ao exemplozinho do mundo físico e real, reduzindo o raciocínio lógico à aplicabilidade serôdia da ausência de abstracção.

Uma questão destas deve ser formulada da seguinte forma:

Existem 17 elementos. Destes, seleccionam-se 6 aleatoriamente, formando dois grupos, o grupo A com 11 elementos e o grupo B com 6 elementos. Repetindo a selecção até formar todas as combinações possíveis para os grupos A e B, o número de grupos A obtido é [inferior/superior/igual] ao número de grupos B.

O mais provável neste caso seria que mais errassem mas, paciência, isso é a vida. O que aqui se evidencia não é tanto o critério de selecção de candidatos à docência – que pode ser o que o empregador quiser – e sim o que os espera, caso sejam aprovados: um sistema de ensino mais vocacionado para doutrinar modelos e suas aplicações que para o pensamento abstracto.

Se calhar já foi assim que aprenderam nos cursos. É o que dá a fé na igualdade: quando tudo é igual a tudo, tudo é igual a nada.

Está a gozar?

30 Janeiro, 2015
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