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O discurso que Cavaco devia fazer a 25 de Abril

15 Abril, 2014

Tema do meu artigo de hoje no DE: Em primeiro ligar quero pedir desculpa aos portugueses por ter sido eleito…

 

Sexo em democracia é muito melhor

14 Abril, 2014

Em nome das mulheres e homens portugueses, quero agradecer a Otelo e Vasco Lourenço pela notícia que diz que “Mulheres descobrem prazer do sexo nos 40 anos do pós–25 de Abril”. Eu, como alguém concebido antes de 25 de Abril de 1974, lamento que os meus pais tenham tido o frete de me conceberem. Mais uns tempos e teria sido muito agradável, talvez tão agradável como quando o meu tetravó concebeu a minha trisavó, antes do obscurantismo salazarista.

Também de acordo com a reportagem do JN, desde o 25 de Abril que as mulheres já não têm que ir virgens para o casamento. Não dizem mas acrescento: desde 2010 que também já não é preciso ir virgem para o casamento gay.

O 25 de Abril também acabou com os nascimentos ilegítimos e, acrescento, a actual lei do aborto também permite a continuidade do trabalho revolucionário, permitindo que a concepção de bebés seja efectuada por qualquer pessoa, em liberdade e sem “espartilho sexual”, seja qual for a sua preferência sexual, isto apesar da ditadura da biologia.

Porém, ainda há coisas más que ficaram da ditadura, como, segundo a socióloga Verónica Policarpo, a persistência nos jovens da “a desvalorização de uma rapariga que tenha tido muitos parceiros sexuais”. Neste país não se valoriza a experiência e os jovens são os primeiros a rejeitarem o progresso.

Eu diria mesmo que tudo começou em 1974

14 Abril, 2014

JN Mulheres descobrem prazer do sexo nos 40 anos do pós-25 de Abril

 

Andar de bicicleta é sem as rodinhas de aprendizagem

14 Abril, 2014

Não temos muito jeito para grecificar os protestos. Não é particularmente surpreendente já que, ultimamente, nem os gregos têm tido jeito para grecificarem a indignação. Já toda a gente percebeu que a realidade não se compadece de manipulações semânticas sobre conceitos como “moeda” e “crédito”; da mesma forma, conceitos como “eurobonds”, tão irrealistas num quadro de independência orçamental como a vitória no festival da Eurovisão, começam a ser substituídos por visões de governação no mundo físico, onde a existência de unicórnios é considerada mera prerrogativa da oposição sem propostas.

Passos Coelho devia completar o programa de ajustamento, negociar um programa cautelar e, no dia seguinte à partida da troika, demitir-se. Todos teríamos a ganhar com a clarificação da situação: esta é a altura para escolhermos os próximos 5 anos: ou os unicórnios do doutor Seguro ou um governo pragmático que não necessita perder lastro em campanha eleitoral com um ano inteiro de tentação eleitoralista.

Em Portugal, apesar do ruído de fundo, é muito mais fácil governar com a troika do que sem ela. Consegues andar em frente? E sem as rodinhas laterais da bicicleta?

Deviam indexar aos campeonatos do Benfica

14 Abril, 2014

A oposição em Portugal cavalga uma camapanha contra a indexação das pensões de reforma à economia e à demografica. Tendo em conta que o que paga as pensões de reforma são os rendimento que um dado grupo demográfico (entre os 25 e os 65 anos) retira da economia, qual é exactamente a alternativa?

Mutualistas e funerais

14 Abril, 2014

Devem as IPSS poder oferecer um serviço de funeral.? Segundo o painel do “Governo Sombra” da TSF, não. Funerais devem ser monopólio das empresas de funerais. Se perguntassem aos mesmos se devem existir actividades fechadas a um pequeno grupo de empresas, numa actvidade que por acaso tem receitas garantidas por subsídio públicos, possivelmente alguns dos membros do painel pensariam duas vezes.

Curioso que os funerais foram durante muito tempo assegurados por IPSS, e ainda hoje no Porto há pessoas que descontam uma espécie de seguro de funeral assegurado pelas mutualistas (exemplo aqui). É por isso difícil alegar que funerais estão fora do âmbito da actividade das IPSS, tendo sido essa uma das suas actividades originais.

Como é óbvio, a abertura dos funerais às IPSS é uma forma de criar concorrência num sector que viveu muitos anos de subsídios públicos e que por isso tem praticado preços elevados (ninguém se queixa dos preços porque tem sido o Estado a pagar, e as circunstâncias não são propriamente adequadas a reivindicações). Há até umas referências no memorando da Troika a actividades e profissões com demasiadas barreiras à entrada.

Qual é o rating para insustentável?

13 Abril, 2014

António Saraiva, da CIP, assinou o manifesto pela reestruturação da dívida onde se diz que esta é insustentável.

O mesmo António Saraiva, em entrevista à TSF, mostra-se espantado por as agências de rating ainda não terem subido o rating de Portugal, depois de tantos sacrifícios, que certamente o país merecia um rating mais elevado.

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