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as contas da pt

20 Outubro, 2014
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Qualquer pequena média empresa que vá à falência está sujeita a um processo judicial de apuração das razões que motivaram o fim da sua actividade. O património sobejante responderá perante inevitáveis credores (estado, fornecedores e bancos, por via de regra), o mesmo sucedendo com o património dos seus administradores, que, para além do mais, podem ser criminalmente responsabilizados pelas dívidas e pelos destinos a que conduziram a empresa.

Ora, no caso da PT, a situação em que actualmente esta outrora importante empresa se encontra foi resultado de actos claros de gestão, com autores materiais e morais facilmente identificáveis. O estado, através da posição privilegiada que a golden share lhe concedia, tomou decisões para impedir a entrada de novos accinistas e manter o controlo no quadro de referência que acabou por levar a empresa à ruína iminente. Estes accionistas de referência terão, por sua vez, movimentado quantias astronómicas de dinheiro sem o consentimento, sequer o conhecimento, dos seus colegas da administração. E a estratégia brasileira, a tal que faria da PT uma empresa global, mais não foi do que uma leviana negociata política, cuja consequência foi a destruição quase total do valor da empresa portuguesa.

Neste estado de coisas, num país com tribunais pejados de pequenos e médios ex-empresários, arruinados pelas contingências do país em que vivem, a cargo com processos judiciais quase sempre de poucas centenas ou milhares de euros, que contas serão pedidas aos accionistas, e aos seus representantes legais, que levaram a PT à situação em que está?

Antecipação das eleições

20 Outubro, 2014

Podemos parar de fingir que o que está em causa não é a gestão do ciclo eleitoral? É óbvio que a oposição quer as eleições o mais perto possível do pico da austeridade e o governo quer o contrário. Acontece que as regras são conhecidas desde o início do jogo e nenhum governo arrisca medidas difíceis se não puder gerir os timings. Sem garantias mínimas de que os calendários eleitorais são cumpridos todos os governos passam a governar para o curto prazo.

Já tremem as pernas aos deputados do PS

20 Outubro, 2014

Dívida pública: PS não esclarece, para já só ouve

Homofóbicos e homofóbico-fóbicos

20 Outubro, 2014

A grande maioria dos pais espera que os seus filhos sejam heterossexuais. Não é uma questão de fobia, como os que se refugiam em reductio ad brutus pretendem passar: é uma questão óbvia de descendência e expectativa razoável de que, através de convencional relação heterossexual, os filhos lhes providenciarão a oportunidade de se tornarem avós biológicos. Isto antecede qualquer outra consideração de conflito e aceitação social, por muito chanfrado que seja o argumentador progressista que vos tente contrariar (normalmente insultando a vossa mãe). No entanto, ter filhos homossexuais tem as suas vantagens, como Jenny McCarthy pode atestar: para a radialista, um filho gay permite partilhar o prazer pelas compras ou o pragmatismo de penteados partilhados.

Há aqui um pequeno conflito de pontos de vista. O progressista permanentemente irado – característica excessivamente abundante em activistas para ser mera coincidência – já estaria pronto para disparar, graças à frase dos avós, pelo estereotipo de família dita convencional que, na sua imbecilidade, determinou ser o ponto deste post, não fosse a apresentação imediata de um exemplo de estereotipo ligeiramente mais aceitável, a do gay que gosta de compras e com tiques de cabeleireiro. No fundo, o problema não é o estereotipo e sim a levemente articulada bondade de quem o emite.

Progressivamente, a homofobia – termo cuja utilização disparou em 2011 – passa a dar lugar ao homofóbico-fóbico, a fobia em segundo grau que caracteriza pessoas com fobia a quem diagnosticaram taxativamente e solitariamente como homofóbicos. Qualquer um pode diagnosticar o que quiser, por isso tudo isto é normal: o progressista vive obcecado com o que ele próprio sente, que é tão-tão-tão importante em relação ao que os outros sentem que é mais que óbvio ser obrigação da sociedade aceitar as premissas de candura nas pretensões que pretende impor. É a essência do socialismo, seja moderno, seja o que for.

Tendência de busca de 'homophobic'.

Tendência de busca de ‘homophobic’.

A questão é muito mais simples: a grande maioria das pessoas é banal. Por isso mesmo, a grande maioria das pessoas nem se lembra de comentar o quão interessante seria ter um filho gay ou, cruzes, o quão um prontamente diagnosticado homofóbico devia ter um filho gay, como se a homossexualidade do filho servisse o propósito de punição para o pai.

Roger Ebert disse-o melhor a propósito de uma questão relacionada com o filme Brüno: I didn’t use the word “stereotype” in my review, and Brüno in my opinion is not a stereotype of any human being living or dead. Anyone who thinks he is “an average gay man” is a below-average average idiot.

Seria extremamente interessante que o progressista que se queixa de estereótipos começasse por deixar de estereotipar quem dele discorda. No entanto, a grande maioria dos progressistas é demasiado idiota para o compreender.

Problemas pragmáticos da identidade de género

20 Outubro, 2014

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não falta por onde

20 Outubro, 2014
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“Teremos sucessivamente mais dificuldades em conseguir poupanças adicionais”, Maria Luís Albuquerque, na apresentação do OE-2015.

Experimente começar por aqui.

secessão

19 Outubro, 2014
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A natureza autonómica do estado espanhol parece já não ser suficiente para manter a unidade nacional, se é que ela verdadeiramente existe, ou alguma vez existiu, em Espanha. Sendo que o grau dessa autonomia é muito variável, consoante as regiões pretendam uma maior ou menor ligação ao poder central, a Catalunha, que levou essa distância ao máximo permitido pela Constituição, continua insatisfeita e a manifestar-se esmagadoramente nas ruas, pedindo um referendo à secessão do estado espanhol. Há poucas semanas, a Escócia não se separou do Reino Unido por menos de dez pontos percentuais em relação ao não. Se os estados compostos da União Europeia se começarem a cindir, não há mecanismo previsto nem para os integrar, nem para os excluir. Este é o problema político que a Europa enfrentará nos próximos anos, e que de alguma forma corresponde ao fim do Estado-Nação, onde ele nasceu e provavelmente se esgotou. A insatisfação das pessoas pelo fracasso das políticas que os seus estados conduziram nas últimas décadas, a sensação de que algumas regiões vivem à custa de outras e a insatisfação generalizada com os governos centrais, são sentimentos que estão longe de serem distantes a estes acontecimentos. O modelo de organização política estadual, como o conhecemos nos últimos duzentos anos, poderá não durar muito mais, nos países que não forem capazes de o modificar a tempo.

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