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O meu modesto contributo para a resolução do actual impasse na UE

29 Janeiro, 2015

As declarações de IRS dos cidadãos da UE passam a integrar um quadradinho onde se pergunta: deseja contribuir para o perdão da dívida grega? Uma cruzinha no SIM e essas pessoas pagam uma espécie de sobretaxa de solidariedade. Vai ser um sucesso. Em Portugal a avaliar pelas declarações que se ouvem nas rádios e televisões só meia dúzia de pessoas entre as quais me incluo porão a cruzinha no quadrado do NÃO.

Um dia como outro qualquer

29 Janeiro, 2015

A multidão social, vulgo troll, no seu estado de ansiedade pré-indignação, vagueia pela redacção improvisada em sala de T3 adornada com pechiché de ébano e espelho embaciado de libido para pejado lagomorfo cobiçar. Falta agastamento, a indignação em sublime sentimento que enobrece a frivolidade de pacóvio para o ponto de chocalheiro. Começa o Telejornal.

O povo grego inventa mil estratagemas para não pagar impostos…

– Não!

– Não posso!

– Morri!

– Que besta!

– Impossível!

– Nunca aconteceu!

– Todos os gregos pagam impostos!

– Não conhece a Grécia!

– Eu fui a Mykonos…

– Não era Formentera?

Muitos dos gregos que passam a pé diante da casa do ex-ministro da Defesa – adquirida com o dinheiro dos subornos do negócio dos submarinos – são paralíticos. Ou melhor, subornaram o médico para obterem uma certidão fraudulenta de deficiência, que lhes permita receber mais um subsidiozinho…

– Bandalho!

– Isto é inaceitável!

– Estupor!

– Uma vergonha!

– Andamos nós a pagar este gajo!

– Só para a ADSE pago um fortuna!

– Ele não sabe do que fala!

– Será que é verdad…

– CALA-TE, FÁSSISTA

– Maricas!

– HOMOFÓBICO!

– Mas eu só disse…

– XENÓFOBO! FÁSSISTA! NÃO DEMOCRATA! CALA-TE!

– O Rodrigues dos Santos não é Charlie!

– EU É QUE SEI O QUE É SER CHARLIE, TIA!

– Era enfiar-lhe um remo pelo…

– ISSO É FETICHOFOBIA, HOMOFÓBICO DE ARMÁRIO, HETERO NOJENTO!

– …

Continuaram alegremente em busca do ardil consensual, o publicável, o deus ex machina da razão progressista que, em divisa de intensidade Charlie, permita transmutar a mera afectação pedante em charlatanice canónica; este foi devidamente encontrado.

o conto de fadas continua

28 Janeiro, 2015
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Bolsa grega em euforia. Taxas de juro em queda livre.

Agências de rating satisfeitas.

Quando não tapar a cabeça é notícia

28 Janeiro, 2015

Michelle Obama está nas notícias por não tapar a cabeça na Arábia Saudita (2015).

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Angela Merkel visita Arábia Saudita (2010).

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Ensaboa, enxagua, pendura a secar

28 Janeiro, 2015

Porfírio Silva queixa-se hoje do ministro da educação:

(…)entre a ideologia escondida sob a capa de incompetência e a incompetência escondida sob a capa de ideologia, o ministro Nuno Crato tornou-se um ícone da fórmula governativa patrocinada por Passos Coelho.
Agora, vão começar a catar os erros grosseiros. Para isso, pelos vistos, vão pagar para corrigir os disparates que tinham sido pagos em primeira instância por encomenda do governo. Espero que aproveitem para analisar também o erro grosseiro que consiste em ter um ministro cuja incompetência dá uma “má educação” a toda a gente que deveria poder olhar para ele como um exemplo.

Porfírio Silva responde a isto com Porfírio Silva:

Os ataques pessoais generalizados à Ministra da Educação não são um pormenor. São um dos bilhetes de identidade de um estilo muito em voga hoje em dia. Chamar mentirosa à ministra, mesmo quando recentemente o líder sindical mais em destaque foi apanhado por um camarada seu a fazer acusações falsas a estruturas do ME; chamar arrogante à Ministra, mesmo quando o líder sindical mais em destaque fala como se fosse o líder de um novo bloqueio de camionistas; e ir por aí fora no chorrilho de asneiras que se podem encontrar em qualquer canto da net onde há dezenas de “professores” a comentar – tudo isso parece “normal” a muita gente.
Mas, afinal, quem é a Ministra? Uma política de carreira, durona e matreira, que passou a vida a passear-se pelos corredores do poder, a fazer promessas e a semear ilusões, e que agora paga a factura dessa irresponsabilidade?
Não. A Ministra é uma pessoa normal, por vezes até com uma certa falta de jeito para a retórica barbuda da política profissional, uma cidadã que aceitou interromper a sua vida profissional para tentar fazer alguma coisa pelo seu país. Acertando por vezes. Errando outras vezes. Mas alguém que pode ser considerada o mais próximo possível de um modelo de cidadania, no sentido em que aceita fazer um enorme sacrifício pela causa pública.
Mas isso não merece respeito a um número significativo de “sindicalistas”, que são de facto políticos, profissionais ou quase, há muitos anos. Mas isso não infunde respeito a muitos professores, que deviam estar a educar os seus alunos para admirarem exemplos de civismo como o de Maria de Lurdes Rodrigues.
E depois venham cá com discursos bonitos acerca da necessidade de renovar a classe política e de melhorar a participação cidadã e de trazer gente normal para a política.
Não. O que pede quem assim se comporta é outra coisa. Pede políticos-robot.
(Que me desculpem os robots.)

Com e sem gravata

27 Janeiro, 2015

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Os novos censores

27 Janeiro, 2015
by

A conclusão óbvia que se retira da reportagem de José Rodrigues dos Santos na Grécia é que o estado social está na génese de muita da pequena corrupção. Algo de inadmissível e indizível para a esquerda, que está agora a crucificá-lo.

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