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O caminho para a estabilidade

27 Fevereiro, 2015

Email da sede interceptado

27 Fevereiro, 2015

From: António Costa <boss@ps.pt>
Subject: Portugal está diferente
Date: 26 Feb 2015 18:27
To: Mailing List Abrantes <ml-benitos@gmail.com>

Camaradas,

Os fascistas apanharam-me a dizer que o país está diferente para uma plateia de chinocas comedores de arroz. Naturalmente que era mentira mas estava a ser patriótico, incentivando os tolos a investirem mais para a gente depois poder aumentar a colecta. Não é muito mas é uma ajuda para o vosso doutoramento.

Ide para o Twitter e para o Facebook protestar porque amanhã devem sair os números do crescimento e do desemprego e, pelo que me consta, não são favoráveis para a nossa causa.

Abraço a todos.

António Costa
LÍDER EM FUNÇÕES

P.S.: envio em anexo a nova password do Miguel Abrantes.

não há meias grávidas

27 Fevereiro, 2015
by

Sobre o estado em que Portugal se encontra hoje, em 2015, comparado com a situação em que estava em 2011, só há duas respostas possíveis: ou está pior ou está melhor. António Costa acha que está melhor e tem razão, apesar de Portugal continuar ainda mal, o que também ninguém nega.

Perante este dado objectivo, que até o líder da oposição não conseguiu deixar de reconhecer, outra questão se levanta: Portugal, apesar de estar melhor do que em 2011, podia estar muito melhor do que está hoje, se outras políticas, diferentes das do actual governo, tivessem sido postas em prática? Não sabemos, e António Costa é completamente omisso a este respeito, porque se recusa a explicar-nos como é que um eventual futuro governo liderado por si resolverá as questões que fazem ainda de Portugal um país problemático. Desde logo, o problema do pagamento da dívida pública, sobre o qual ele tem dito que não se pode precipitar, por falta de informação. Isto significa, por outras palavras, que António Costa não sabe se Portugal poderia estar hoje melhor se outras políticas tivessem sido seguidas, porque não sabe sequer ainda que políticas poderá aplicar ao país daqui por meio ano.

Por último, existe uma terceira questão importante, sobre a qual António Costa poderá ser mais conclusivo: se Portugal estava, em 2011, pior do que está hoje, como estava o país nessa altura e quem foram os responsáveis por o deixar assim? Será que António Costa vai enjeitar responsabilidades, apenas pelo facto de ter sido um governo do seu partido a chamar a troika? Será que ele quer convencer os portugueses que foi o chumbo do PEC IV (o que era anterior ao V) que precipitou a falência do país? Ou optará pela solução portuguesa clássica nestas ocasiões, segundo a qual a culpa nunca tem marido e morre sempre solteira?

Talvez fosse conveniente, para um homem que quer ser primeiro-ministro de Portugal daqui por seis meses, esclarecer os eleitores sobre estes assuntos. E de modo claro e inequívoco, porque, estas coisas de falências são como com as senhoras que querem ter filhos: não há meias grávidas. Ou estão ou não estão.

Discurso de Varoufakis aos chineses

27 Fevereiro, 2015

Numa entrevista a uma rádio grega, Varoufakis diz aos gregos o contrário do que acordou com os parceiros europeus. A quem é que ele está a mentir? A ambos. Ministro das finanças de um país que precisa ganhar credibilidade, de um país que precisa tomar medidas difíceis contra interesses instalados, compromete-se com duas políticas antagónicas, e não cumprirá nenhuma. Vai correr lindamente.

PS – Note-se, por exemplo, o ênfase do governo grego no ataque aos oligarcas e aos corruptos como se estes fossem OVNIs que nada têm a ver com a sociedade grega.

Chamem o Rui Tavares

27 Fevereiro, 2015

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Une manifestation réunissant près de cinq cents personnes, organisée par un parti anticapitaliste grec, a dégénéré, jeudi 26 février à Athènes. C’est la première manifestation de ce type dans la capitale depuis l’arrivée à la tête du pays, il y a un mois, du parti antiaustérité Syriza. Les organisateurs voulaient dénoncer les accords passés par le gouvernement Tsipras avec ses créanciers européens

Após várias comissões parlamentares de inquérito a reputados gestores

27 Fevereiro, 2015

Estou em condições de me declarar apta a gerir qualquer colosso empresarial.

Ps. Ao contrário dos inquiridos não tenho formação na área da Gestão ou da Economia mas tenho excelente memória e sei sempre para onde foi o dinheiro pelo qual sou responsável. Pelo que tenho ouvido estas duas últimas características teriam bastado para evitar muita triste figura.

O Estado Disto Tudo

26 Fevereiro, 2015
by
Skippers-Canyon-Road-New-Zealand

O Raspanete

Em boa hora, a Comissão Europeia anunciou que Portugal foi colocado em monitorização específica, por desequilíbrios económicos e orçamentais excessivos. Convém que ninguém se esqueça, governo e oposição, que ainda falta muita austeridade para corrigir o descalabro a que chegamos em 2011 e que nos obrigou a pedir ajuda às “instituições”.

Em ano de eleições, o governo quer gritar vitória ao intervalo e a oposição diz que vai mudar a estratégia para o segundo tempo. Ambos mentem.

Ninguém ganha jogos ao intervalo e ainda falta um largo caminho para reequilibrar as contas públicas. O que nos espera nos próximos anos é mais austeridade. Não confundam, não é a continuação da austeridade: é mais austeridade.

O governo, ao longo destes quatro anos, percorreu parte do caminho e ninguém lhe pode tirar o mérito. Não o fez da melhor maneira – avançou pelo lado da receita, mais que pelo lado da despesa – mas recuperou alguma da credibilidade perdida, e soube aproveitar as ajudas europeias que nos permitem juros extraordinariamente baixos, tornando o enorme endividamento ligeiramente mais suportável.

Portugal foi mais Irlanda que Grécia, é certo, mas entenda-se o que Bruxelas nos está a recordar. Portugal está sobre endividado, o endividamento continua a crescer e continuará a crescer enquanto Portugal tiver contas públicas deficitárias.

A Dívida

Da esquerda à direita, nos partidos, nos jornais e até na imprensa económica, muitas pessoas inteligentes e com boa opinião  ainda não compreenderam este simples facto: a dívida pública é, basicamente, o défice acumulado.

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