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a ler e a seguir

17 Outubro, 2014
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“O Liberal”: Miguel Angel Belloso, no Diário de Notícias. Parabéns ao jornal e ao seu novo Director.

2014, Outubro; Europa, Portugal

17 Outubro, 2014

obama-portugues

Quando António Costa venceu a corrida à liderança do Partido Socialista, rapidamente se fez referência na imprensa estrangeira à ascensão do ‘Gandhi de Lisboa’, bem como comparações entre Costa e Obama, o líder norte-americano, falando-se na possibilidade de, pela primeira vez, poder haver uma mudança de mentalidades com a eleição de um primeiro-ministro proveniente de uma minoria étnica.

Porém, acredita o psicólogo Jorge Vala que as origens de António Costa tanto o podem beneficiar como podem ser um entrave, isto dependendo dos que o considerem indiano ou dos que o vejam como negro. — Notícias ao minuto

Os pobrólogos

17 Outubro, 2014

Henrique Pinto, ex-presidente da CAIS e actualmente presidente da associação «IMPOSSIBLE – Passionate Happenings» resolveu propror a criminalização da pobreza. As redacções rejubilaram. Há lá coisa mais bonita que criminalizar a pobreza? É que com a criminalização da pobreza a pobreza acabava logo. Está-se mesmo a  ver!

A TVI24 deu grande destaque à proposta de Henrique Pinto e por via disso chegámos à Tânia (nome fictício).
Segundo a TVI a Tânia carrega o peso de 56 anos de uma vida de pobreza. A maior parte dela passada na rua, na prostituição, «um caminho», como lhe chama, que trouxe consigo o HIV. Vive, ou sobrevive, com o apoio social de uma instituição, com 178 euros do rendimento mínimo e um subsídio de 180 euros da Santa Casa da Misericórdia. Gosta muito do quarto que alugou e para o qual paga de renda 290 euros. Feitas as contas, tem 72 euros por mês e pergunta: «Como é possível viver assim? A resposta, difícil, que obriga a refletir, fica para depois »

Portanto Tânia (nome fictício) recebe em apoios sociais 358 euros. Além do tratamento do HIV que aqui não é referido mas que acrescenta muitos zeros a este valor. Mas na concepção de Henrique Pinto o estado devia dar mais. Não se percebe porquê. Devia, pronto.

Esta sexta-feira, vidas como a de Tânia dão o mote ao Movimento Pobreza Ilegal, que pretende responsabilizar os políticos pelas decisões que tornam os pobres mais pobres e vigiar as instituições que não os estão a ajudar como deviam. «O Estado vai gastando no que não é urgente, mas há uma total indiferença para quem está mal. Se há dinheiro para tapar buracos dos bancos, os Governos têm de dar à população os mínimos de qualidade de vida e, se não dão, devem ser responsabilizados por isso», explicou à TVI24 Henrique Pinto, ex-presidente da CAIS e agora responsável pela associação «IMPOSSIBLE – Passionate Happenings», que organiza esta sexta-feira uma conferência sobre «Pobreza e Desigualdade».

E quem dá o dinheiro aos Governos? Porque terão os contribuintes portugueses de dar ainda mais dinheiro à Tânia? E já agora seria à Tânia ou às associações?

A conferência chegou a ter como convidados vários nomes ligados à sociedade e à política, mas, segundo fonte da organização, houve bastante «resistência» ao tema da criminalização da pobreza. «Os partidos à direita estão naturalmente mais fechados, mas arrepia-me que os partidos à esquerda, defensores da causa, fiquem estranhos quando ouvem falar da pobreza criminalizada. Enquanto ela for legal, seremos tolerantes e indiferentes», lamentou Henrique Pinto.

Aqui o Henrique já está arrepiado. Para desarrepiar gostava de ver nas cadeias sabe-se lá quem que fosse acusado por não acabar com a pobreza. A concepção política do Henrique sobre a  direita e a esquerda são comoventes. Só não percebo que causa defende a esquerda no pensar do Henrique.

Crianças são as mais afetadas pelo aumento da pobreza. Para «obrigar o Parlamento a ter que debater esta ideia», a associação vai pedir uma reunião com todos os partidos e lançar uma petição online. Enquanto isso, Tânia continuará a ir à psicóloga da instituição, onde tenta «aceitar o passado e reduzir o tabaco». É esse o seu vício. Chegou a ir à consulta anti-tabágica, mas não conseguiu seguir em frente. «Deixar de fumar não era bom para mim. Faço cigarros para conseguir aguentar», desabafa.

Portanto a Tânia fuma. Terão os contribuintes de pagar o tabaco da Tânia? Parece-me perfeitamente natural que a Tânia fume. Mas já me custa a aceitar como tão natural que se tente culpabiizar o contribuinte por não pagar mais tabaco à Tânia.

Tânia tem um diagnóstico de osteopenia, precursora da osteoporose. É a mesma instituição que a ajuda com os medicamentos. A família não pode, devido a problemas financeiros e de saúde. Tânia quer, mas não pode trabalhar. Tentou receber uma pensão de invalidez, que não lhe foi atribuída. Com o 8º ano, faz umas formações «que aparecem» e ganha «alguns trocos» que dão para viver: «Não digo bem, mas melhor».

Quem paga/dá os medicamentos à instituição? Já agora o Henrique também quer criminalizar a família da Tânia? É que problemas financeiros e de saúde podem ser invocados pela maioria esmagadora das famílias. Aquelas que tomam conta das suas ‘Tânias’ e as outras. E aqui chegamos a outro ponto da questão: a Tânia quererá trabalhar mas não pode. Não se sabe porquê mas não pode. Mas note-se recebe dinheiro por formações. Já agora as formações são pagas por quem? E são formações em quê? Assim contas por alto a Tânia recebe apoios sociais 358 euros; tratamento do HIV; tratamento da osteopenia; consulta de psicologia e dinheiro por formações. Para um Estado que dá pouco…

O apoio que recebe de uma instituição social não é suficiente para tirar Tânia da pobreza. «Há pessoas que estão 10 anos numa organização e entram pobres e saem pobres. Queremos que as organizações ajudem mais. Há recursos, há dinheiro, que não estão a servir para apoiar as pessoas», denunciou Henrique Pinto.

Mas tirar pessoas da pobreza é dar-lhes dinheiro para que não sejam pobres? Ainda um dia se fará o balanço do papel que ideias como as propaladas por este senhor tiveram na manutenção na pobreza das pessoas que pretenderam ajudar. De tudo isto só me resta uma certeza: em cima da sua desgraçada vida as ‘tânias’ ainda têm de justificar o mundo dos pobrólogos, uma gente que vive de lamentar a pobreza e culpar os outros.

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