Saltar para o conteúdo

Foram avisados

9 Novembro, 2016

O espanto com a eleição de Donald Trump não tem razão de ser. Apesar das sondagens, só quem não acompanhou as primárias republicanas e o modo como e então candidato a candidato venceu – contra sondagens e opinião publicada – todos os seus adversários pode ficar genuinamente surpreendido com o resultado final.

Mesmo à esquerda, houve que avisasse. Já em Julho, o insuspeito Michael Moore avançava 5 razões pelas quais Trump seria o 45.º Presidente dos EUA e alertava os “progressistas” para saírem da bolha em que se encontravam:

“I can see what you’re doing right now. You’re shaking your head wildly – “No, Mike, this won’t happen!” Unfortunately, you are living in a bubble that comes with an adjoining echo chamber where you and your friends are convinced the American people are not going to elect an idiot for president. You alternate between being appalled at him and laughing at him because of his latest crazy comment or his embarrassingly narcissistic stance on everything because everything is about him. […]

You need to exit that bubble right now. You need to stop living in denial and face the truth which you know deep down is very, very real. […]

A democracia tem destas coisas. Nem sempre ganha o nosso candidato, mas isso não justifica afirmar-se que os eleitores que votaram no vencedor são estúpidos.

São tão pequeninos!…

9 Novembro, 2016
by

dontrumpE sê-lo-ão quiçá em tudo, como assinala Trump. Que acaba de espetar um enorme bofetão em jornalistas, comentadores, classe política e outros “pastores evangélicos”, que nos entram diariamente pela casa dentro e procuram educar-nos, moldar-nos, condicionar toda a nossa existência.

De facto, o conjunto de canastrões sem voz, as “massas” como se lhe referia em tempos a esquerda, necessita sempre de uma elite, de uma vanguarda iluminada que os pastoreie e defina para o “rebanho” todas as acções e causas a defender, os comportamentos a implementar, a terminologia correcta no falar.

Só está difícil ensiná-los a votar. As campanhas são intensas e massacrantes, sempre pautadas por um alarmismo apocalíptico se ganhar o lado do mal, mas a discrição da câmara de voto é o “bunker” e a arma mortífera dos que não têm palco nem voz e se recusam a ser “pastoreados”.

Não sei o que irá ser a nova presidência americana, espero sinceramente que os ditos líderes de opinião se enganem, como se enganaram redondamente com Reagan em quem anteviram o flagelo da Humanidade. Mas se Trump continuar à chapada, sem dó nem piedade, no “politicamente correcto”, a afrontar sem reservas a sobranceria das “elites” dominantes, então o mundo a partir de hoje mudou para melhor.

 

Para saberem reagir hoje

9 Novembro, 2016

A confirmar-se a eleição de Trump, faço aqui o resumo do que vocês devem pensar, para vosso bem:

Os americanos são estúpidos. Estúpidos ao ponto de não merecerem um sistema democrático. Como é que alguém, tendo hipótese de escolher, opta pela destruição da civilização, do planeta e – porque não dizer? – do sistema solar? Se os americanos não fossem estúpidos, teriam escolhido para presidente a candidata que os jornais disseram que deviam escolher. Os americanos são estúpidos ao ponto de nem seguirem as indicações de voto das televisões ou de grandes vultos intelectuais da humanidade, como o doutor Rui Tavares. A partir de hoje, sempre que vir um americano, vou achar que bate na mulher sempre que chega a casa da reunião do Ku Klux Klan.

No caso de Clinton ainda ganhar, deixo aqui o resumo do que devem pensar:

Os Estados Unidos são a maior referência democrática do planeta. O mundo está em boas mãos. Viva a democracia! Viva o povo unido!

Portanto

8 Novembro, 2016

às segundas, quartas e sextas vamos apoiar as empresas  das novas tecnologias. Às terças, quintas e sábados maldizemos a globalização e este tempo em que as empresas cada vez recorrem menos à mão de obra e mais às tecnologias e que por isso leva, a Segurança Social à falência.

Ainda vamos acabar a censurar o National Geographic

7 Novembro, 2016

Homewrecker penguin fight over cheating ‘wife’ shocks the internet

Feira nova

7 Novembro, 2016

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou com estardalhaço mediático que a Feira Popular vai voltar. Mas não só. Anunciou também que a Feira criará 600 postos de trabalho directos e, por fim mas não por último, esclareceu que a Feira Popular não será “um parque de diversões de uma qualquer multinacional”. A isto juntaram-se em algumas notícias umas breves referências a um estudo de uma empresa holandesa que estima em 70 milhões o investimento na nova Feira. E ponto final. Nem Medina disse mais, nem ninguém lhe perguntou mais nada.

O caso da CML é tão mais importante e interessante quanto ele antecipou o que está a acontecer com o actual Governo: primeiro cria-se um ambiente de guerrilha mediática constante, todos os dias há um caso, logo multiplicado e ampliado em foruns radiofónicos. Chagas sociais inimagináveis geram comentários televisivos e declarações de artistas. Testemunhos emocionados de pessoas afectadas por problemas terríveis causam a consternação. Falam bispos, actores e ex-seminaristas. Vive-se à beira do apocalipse. O neo-liberalismo mata. Os mercados corrompem. Todos estão feitos com todos. Não há cultura. Não há políticas integradas. Não há rasgo. Não há projecto. Não há visão… Mas tudo isto se esfuma e desaparece quando a esquerda chega ao poder. Aí todos os dias são amanhãs que cantam.

É assim não é?

7 Novembro, 2016

Se bem percebo, António Domingues chegou à administração da CGD porque um dia entrou pela porta e tomou conta do lugar. Não negociou as suas condições de trabalho com ninguém. Agora o primeiro-ministro, o Presidente da República e o dr. Marques Mendes tentam chamá-lo à razão. Graças aos céus que existe o Tribunal Constitucional para meter algum juízo e respeito ao dr. António Domingues. Certamente que o TC se pronunciará brevemente e não decidirá contra as opiniões do primeiro-ministro, do Presidente da República e do dr. Marques Mendes. Um grande bem haja para todos.

os socialistas não sabem o que é a economia

6 Novembro, 2016
by

Onde é que falha esta estratégia socialista de atrair empresas para Portugal, dando-lhes condições para iniciarem actividade, ou seja, subsidiando a sua criação e os seus primeiros passos? Falha precisamente no que o socialismo pensa que é uma empresa, e que, de facto, não é. Uma verdadeira empresa é um conjunto de meios próprios organizados para obter lucro. Um lucro estável e duradouro. Não é, portanto, um mero projecto de oportunidade, de utilização de recursos alheios que estão circunstancialmente à disposição e que, se se perderem, não nos farão grande falta, até porque não eram nossos. Um empresário, daqueles que criam riqueza a sério e não dos que querem viver à custa da riqueza dos outros, olha para um mercado e estuda as condições de médio, longo prazo. Se perceber que elas lhe são e serão favoráveis, arrisca. Se não, irá procurar outro local para investir aquilo que é seu. Financiando os «investimentos», a mentalidade socialista cria falsos empresários, que vão gastar aquilo que não lhes pertence e que não tiveram de se esforçar para conseguir. E mais: não lhes interessarão, por aí além, as condições de mercado, nem perderão muito tempo em analisá-las: já que lhes querem dar dinheiro, vão lá ver o que a coisa pode dar. Se o perderem, paciência, não perdem nada que lhes tivesse custado a ganhar. Por conseguinte, uma economia empresarial saudável jamais se fará com subsidiodependência. Faz-se com estabilidade de mercado, impostos razoáveis e que não são agravados todos os anos, e, sobretudo, sem meninas Mortáguas a influenciar os governos e a ameaçar ir buscar os lucros a quem os ganha. Enquanto não entenderem isto, as políticas económicas socialistas estarão sempre condenadas ao desastre: não criarão verdadeira riqueza e estarão a desbaratar o dinheiro dos outros, colectado por via tributária a quem honestamente o ganhou, para o gastar em aventuras alheias.

Dia 8 não fique em casa: vote Clinton

6 Novembro, 2016

A poucos dias da eleição do presidente norte-americano, chegou a altura de fingir que me interesso pelo assunto. Na realidade, até me interesso bastante, tomando em consideração que não há vivalma que não anuncie aos sete ventos o erguer oriundo do abismo da besta de sete cabeças e dez chifres que dá pelo nome de Donald Trump. Há dias, levado pelos últimos raios de sol que precedem o Inverno do nosso descontentamento, caí no erro de dizer a um indivíduo que duvidava que alguém pudesse ser tão mau como se diz que Trump é. Má hora. Tivesse dito que a mãe do meu interlocutor ainda é considerada a melhor prostituta de todo o Douro, Minho e Trás-os-Montes e obteria reacção menos exacerbada. Trump é o Anti-Cristo, o falso profeta, o único que se consideraria responsável, caso perdurasse a memória, pela extinção da espécie humana. Questionar isto é uma heresia passível de redenção apenas pela fogueira purificadora de tão mortal pecado. Como não quero nem me dá jeito passar por isto nesta fase da minha vida, anuncio já que na Terça-feira, dia 8, como português residente em Portugal, votarei, obviamente, Hillary Clinton.

Uma falta de vergonha

5 Novembro, 2016

Defendo que António Domingues deve apresentar a sua declaração de rendimentos. Sim, eu sei que é um ritual sacrificial como escreveu o João Taborda da Gama. Que só serve para acalentar o piorzinho. Mas com o vasculho fiscal em que em andam as vidas dos demais criar esta excepção à medida (para mais forçada) de uma pessoa não me parece nada bem.

Posto isto é vergonhoso o comportamento do PS nesta história: primeiro convidam António Domingues. Aceitam-lhe as condições. Depois assobiam para o ar e agora dão o dito por não dito. No ponto em que estamos parece que António Domingues foi pelo sue pé para a CGD e negociou o seu contrato consigo mesmo.

Este caso tem responsáveis – António Costa e Centeno. E não, não é um problema político. É um problema de caracter.

estímulos no órgão

4 Novembro, 2016
by

Marcelo Rebelo de Sousa vai estimular o órgão de Costa Andrade.

Sindicatos

4 Novembro, 2016

Luis Carvalho Rodrigues Descobri à minha custa que a qualidade de sindicalizado (ou de não sindicalizado) tem implicações bem mais vastas e profundas do que tem, por exemplo, pertencer, ou não, a um clube de futebol ou ao Grémio Literário. Vou dar um exemplo prático. Um médico que trabalhe em hospital do Estado e pretenda acumular com uma organização privada está obrigado por lei a informar o hospital e solicitar a devida autorização. Inteiramente razoável: qualquer organização gosta de saber o que o pessoal a quem paga anda a fazer por fora. Mas é aqui que começa o problema. Não há um só pedido de autorização. Há dois: um para médicos sindicalizados e outro para os outros. Ao médico sindicalizado basta declarar (por sua honra) que as funções privadas que pretende exercer não são incompatíveis com as funções hospitalares nem violam as regras gerais de acumulação de funções. Aos médicos não sindicalizados, exige-se-lhes que digam onde trabalham, o horário que praticam e quanto ganham. E a sua palavra não basta: é-lhes exigido que apresentem declaração autenticada da entidade empregadora, a confirmar os factos. Em suma: o pessoal dos sindicatos é gente de bem; os outros, não.

Outro exemplo? Os médicos com contratos individuais de trabalho que são sindicalizados recebem mais pelas horas extraordinárias. São os sindicatos que negoceiam e impõem estas condições. Sem se preocuparem com as desigualdades que daí resultam para o trabalho que se faz e o salário que se recebe. São estas histórias menores que melhor ilustram o espírito ferozmente corporativo dos sindicatos. E que nos ajudam a perceber melhor as razões por que, com tantos problemas a afligirem neste momento os hospitais (devido ao aperto orçamental), se não ouça um só protesto dos mesmos sindicatos que, há dois anos, rasgavam as vestes e carpiam na praça pública a morte anunciada do SNS. Quem trabalha nos hospitais já sabe há algum tempo que o dinheiro para compras escasseia e que o serviço começa a ressentir-se. E todos sabem que isso resulta da reposição acelerada dos cortes salariais. Mas nenhum sindicato admitirá que a reposição criou problemas orçamentais, nem que esses problemas atingem directamente quem nada tem a ver com isso: os fornecedores, tornados mais uma vez financiadores do SNS, e os doentes. Qualquer um deles está capaz de afirmar que “no pasa nada

o grande patinador

4 Novembro, 2016
by

rui-rio-mafiosoDepois da manchete do último Expresso, que o dava a organizar tropas para se atirar à liderança do PSD e que não terá lá ido parar por obra do acaso, Rui Rio já começou a fazer aquilo que sempre fez na sua carreira política e que é a sua genuína marca pessoal na vida pública: a patinar. Deixa crer que sim, permite que caiam algumas notícias a dizer que talvez, alguém próximo dele assegura que «desta vez é que é», para, logo a seguir, aparecer o próprio a dizer que «nem pensar» ou que «mais tarde se verá». Isto foi sempre o que Rui Rio fez na vida pública, com excepção de ter aceitado candidatar-se à Câmara do Porto, numa eleição que todos, a começar por ele próprio, achavam perdida para Fernando Gomes, e que ele encarou como um serviço ao partido, a cobrar mais tarde. De resto, o que sempre tem feito na política é isto mesmo: gerir a sua indecisão. Rui Rio é o Grande Patinador da política portuguesa.

ng6382650

estimula o órgão, estimula!

3 Novembro, 2016
by

Costa Andrade, o novel presidente do Tribunal Constitucional, diz, a propósito do assunto das declarações de rendimentos dos administradores do bordel do regime, perdão, da Caixa Geral de Depósitos, que «o TC tem que ser estimulado e até agora ninguém o estimulou». Descodificando: para que o seu órgão funcione, tem que ser estimulado e ninguém ainda, na Caixa, se dispôs a isso. Costa Andrade que se não preocupe: pelo bordel do regime, perdão, pela Caixa Geral de Depósitos, a especialidade é mesmo estimular órgãos alheios. Assim de memória, nos últimos anos, com o dinheiro dos depositantes e contribuintes, o bordel serviu para «estimular» o BCP, o comendador Berardo, a malta da La Seda, a Lusomundo, e muitos outros. Estímulos não lhe vão faltar. Foi mesmo bater à porta certa.

1

A CML é um carrossel mágico

3 Novembro, 2016

Sá Fernandes desgostoso com o Tejo que não lhe deu amêijoas nem corvinas, triste com a Tapada da Ajuda que não produzia azeite nem vinho, traído pelos ventos que não geraram energia, malquisto com o solo da capital que qual praga bíblica ora se desfazia em pó ora se fendia, irritado com os buxos da Praça do Império encontrouuma nova causa: construir uma Feira Popular, assunto de que aliás já tem larga experiência. Aliás a saga do “Zé que faz falta” na CML começou com as suas azougadas intervenções a propósitos do terrenos da Feira Popular em Entrecampos, coisa que já nos vai em 168 milhões de indemnizações à Bragaparques. Não contente com o destrambelho temos agora o anúncio do arranque da nova Feira Popular em Carnide. E como sempre os companheiros da alegria do costume a escreverem as maravilhas do costume: “Medina dá vidros duplos e novas hortas a vizinhos da Feira Popular” lê-se no DN, donde se conclui que o presidente da CML paga do seu bolso as janelinhas, os vidros e as hortas.

 

 

Desiste, Tiago

3 Novembro, 2016

Não há forma de recuperar, Tiago. Desiste. Disseram que eras um rapaz muito inteligente, daqueles que percebe que as experiências não estão a funcionar quando nos rebentam na cara. Prova-o. Sai. Sai antes que comece a chover. Porque vai começar a chover. Um tipo inteligente perceberia rapidamente com quem é que se meteu. Melhor, um tipo inteligente perceberia antes de se meter. Até parece que queres ver os e-mails publicados. Deixa-te disso. Ganha juízo. Volta rapidamente às bolsas, não desperdices a vida a seres mais um desses, que já há tantos. Quase de certeza que o Expresso te arranja uma coluna a defenderes o que quer que julgas que te dá jeito. O Público também está receptivo para pessoas como tu. Daqui a pouco só te resta a bondade de amigos sem curso. Trata disso antes do fim-de-semana e não se fala mais nisso. Se precisares de ajuda até te escrevo a carta de demissão.

De um amigo.

A França dos acordos secretos

3 Novembro, 2016

A reboque do “acordo secreto” feito pela França com a Comissão Europeia para não cumprir o défice pode falar-se do acordo secreto feito com os jornalistas para não se falar das manifestações de polícias que estão a ter lugar regularmente naquele país

xvmb33248ac-a10f-11e6-abb9-e8c5dc8d0059

Ou dos acampamentos de emigrantes que estão a crescer nos passeios de Paris6265206_1-0-740070185_1000x625

Vale tudo, até matar velhinhas

31 Outubro, 2016

Há dois motivos que levam à queda de um ministro; três, se contarmos com cascas de banana. O primeiro motivo é a constatação pelo chefe de governo que a sua permanência causará uma perda de votos significativa em eleição futura. O segundo motivo é se a sua permanência é um catalisador para má imprensa. Este último é uma variante do primeiro.

Como o PS não pode perder votos que não teve, o primeiro motivo não se aplica a Brandão Rodrigues. Por outro lado, como é fisicamente impossível o PS ter má imprensa, o segundo motivo também não se aplica a Brandão Rodrigues, tal como não se aplicaria a qualquer orangotango que, ao abrigo da igualdade, acabasse a ocupar um ministério socialista.

É irrelevante provar que Brandão Rodrigues sabia da fraude das licenciaturas, tal como é irrelevante qualquer narrativa que permita fingir existir a possibilidade de que não o soubesse. O que interessa é que não se demite, provando que, com a possível excepção de assassinar uma velhinha durante um comício transmitido em directo pelas televisões, não há nada que um socialista no governo não possa fazer.

Não sei se ria se chore

31 Outubro, 2016

Recomendações da Brock University Students’ Union para o Halloween

SJC-Flowchart-Vertical-01.jpg

Sacred and Ceremonial Dress which are not Costumes

thobeheadressess1blackfacegeisha

 

A casta

31 Outubro, 2016

A verdadeira riqueza está na capacidade de influenciar o Diário da República. E o verdadeiro poder sente-se quando se consegue ficar isento do que se impõe aos demais. Esta excepcionalidade estatal está já a entrar no patamar inevitavelmente grotesco da excepção dentro da excepção, como acontece com a legislação feita à medida do gestor da CGD, António Domingues. Fazer parte desse país-Estado ou conseguir ser tratado por ele de uma forma diferenciadamente privilegiada gera um sentimento de casta. E se essa diferenciação choca no momento da atribuição de poderes, então que termo usar para descrever a absoluta tolerância para com a ineficácia e a irresponsabilidade, desde que praticadas em nome do Estado? Fixe-se este número: 187 milhões de euros. Contas por alto e não contabilizando o ordenado que lhe pagamos como vereador, os arrebatamentos do vereador da Câmara Municipal de Lisboa (CML), José Sá Fernandes já nos custaram 187 milhões de euros.

How Many Countries is the U.S. Currently Bombing?

31 Outubro, 2016

Deixe lá, fica para a próxima

30 Outubro, 2016

Marcelo diz que em Cuba saltou referência ao multipartidarismo sem “nenhuma intenção”

jsd

30 Outubro, 2016
by

Segundo informa o Expresso de ontem, Rui Rio prepara, no PSD, um ataque mortal à liderança de Passos Coelho, estando, para isso, a tocar a rebate pelas suas tropas, que lhe respondem aos magotes. É mais uma das muitas vezes que Rui Rio anuncia, por interposto jornal, que será candidato a liderar o PSD. Só que esta, pela altura tardia em que surge, merece alguma reflexão. Vejamos. Rui Rio está com 59 anos de idade. Se conquistar, daqui por uns meses, o lugar de Passos Coelho, será líder do PSD aos 60 anos. Como o lugar de chefe do partido laranja não se justifica por si mesmo, Rui Rio certamente quererá ser primeiro-ministro. Ora, como por lá andará, nessa altura, António Costa, suportado numa resistente geringonça, calcula-se que o lugar não lhe seja posto imediatamente à disposição por ter feito sessenta viçosas primaveras, e que ele tenha de ultrapassar algumas pequenas formalidades, como ganhar eleições legislativas, lá para 2018, na melhor das hipóteses, 2019, na pior. Ou seja, Rui Rio, a eterna promessa da política portuguesa, chegaria a primeiro-ministro com a módica idade de… 62 anos. Sendo ele um reformista, única razão que o levará a ser líder do PSD e primeiro-ministro de Portugal, deverá tentar ficar no poder, pelo menos, duas legislaturas seguidas, para poder levar por diante as profundas transformações que reserva para o país. Sairia, assim, do governo aos 70 anos, mesmo a tempo de se lançar para a presidência da República e concluir dois mandatos com 80. É impossível? Claro que não: Churchill chegou ao poder com 65 anos e arrasou a Alemanha. De Rui Rio não se pode esperar menos.

rui-rio

Vamos ver dezenas de casos destes

30 Outubro, 2016

Isabel Moreira: ‘Sócrates teve um comportamento que é eticamente condenável’

Sócrates está a ficar só. As salas estão a ficar vazias. Gente que só existe porque ele andou por ai a arrebanhar artistas que lhe compusessem os palcos descobrem-.lhe agora os lados obscuros.E nunca mas nunca serão dizer capazes de dizer que ele só fez o que fez porque teve quem lhe batesse palmas, quem o incensasse.

Vai ser deplorável o espectáculo dos que se vão dizer enganados por Sócrates. Entre Sócrates elee mesmo e essa corte a mudar-se para novo soberano prefiro Sócrates.

Tiago Brandão Rodrigues e a confiança no mundo de António Costa

30 Outubro, 2016

António Costa apressou-se a afirmar que mantém a confiança no ministro da educação. Directamente da Colômbia, que é para todo o mundo ouvir no caso de o querer – e que felizmente não quer -, sem qualquer pudor por demonstrar que gere um país de faz-de-conta com petizes que sonham com estetoscópios e três turnos de vinte e quatro horas semanais providenciados pelo Estado, lá balbuciou sobre a miséria do governo como de uma virtude se tratasse. É relevante que o primeiro-ministro mantenha a confiança no ministro da educação: alguém haveria de existir, além do sinistro Nogueira e da sua clientela, que manifestasse confiança no homem. E quem é o homem?

Tiago Brandão Rodrigues descreve-se como um executor de ordens superiores. “[…]Houve sempre uma comunicação muito oleada, muito fértil, com eles todos [Governo, PS e seu grupo parlamentar], para que as medidas não sejam única e exclusivamente do ministro da Educação, mas para que sejam medidas que o ministro põe em prática, com base nas decisões tomadas e que foram inscritas no Programa de Governo” (Visão, 4 de Setembro de 2016). “Rigoroso, exigente, convicto do que diz e do que pensa, focado”, é considerado por quem o conhece como possuidor de “um ego gigantesco” e uma “arrogância” criticável. (Observador, 19 de Maio de 2016). Com afirmações de pleno vácuo – “os sindicatos, naturalmente, fazem parte da solução e não do problema” (Visão, 4 de Setembro de 2016) – e outras de pleno terror – “[…] logo na primeira semana, fui a um comício do Guterres nas escadas monumentais, com a música do Vangelis. Cavaco estava a sair e senti que houve uma lufada de ar fresco” (i, 14 de Setembro de 2015), o alvo da confiança de Costa no estrangeiro é um indivíduo que acha bem que se emigre (no caso dele) – “Acabei por ir basicamente por opção. As coisas correram bem em Madrid. Gostava de estar lá. Estive também nos EUA, em Dallas. Sempre tive muitas inquietações relativamente a ir, a vivenciar outras culturas e sorver o que tinham para me dar, pelo que me fui deixando estar”. (i, 14 de Setembro de 2015) – mas que acha muito mal quando são os outros a emigrar – “É desesperante ver como muitos dos pilares da nossa sociedade, principalmente nos últimos dois, três anos, foram decepados e muitos deles estão moribundos. Alguns dos nichos de actividade da sociedade portuguesa estão moribundos, o que fez com que houvesse outra vez uma emigração massiva de quadros qualificados. E aqui entramos na questão da confiança. São pessoas com uma massa crítica enorme. Isto é muito fácil de entender. Se temos 100 pessoas de alturas diferentes e eliminarmos os mais altos, a média baixa. Na massa crítica e no conhecimento técnico e académico, acontece exactamente a mesma coisa. Se os mais qualificados zarparem, os que ficam são pessoas com qualidade, mas a nossa média de capacidade técnica claramente vai baixar. E isso está a acontecer. E quem zarpa vai com algum grau de desespero, falta de confiança total no país, com um grau de desilusão muito alicerçado e com uma auto-estima muito baixa que, curiosamente, na maior dos casos volta a receber um aumento quando chegam aos sítios de acolhimento”. (i, 14 de Setembro de 2015).

Se António Costa mantém a confiança num indivíduo que, de acordo com as próprias palavras, mantém no ministério os mais baixos, deixando cair os mais altos, isso diz mais sobre Costa do que sobre Brandão Rodrigues. O ministro “rigoroso” (Observador, 19 de Maio de 2016) que eliminou os exames em prol de “valorizar as competências transversais, o papel das artes, o papel do desporto” (comissão da educação, ciência e cultura, 13 de Janeiro de 2016) é uma sinédoque para isto tudo: mais um palerma sem noção da sua função de carrasco.

O talento secular

29 Outubro, 2016

8846059_origQualquer pessoa, daquelas que não andam nuas no Terreiro do Paço com um candelabro enfiado até ao pâncreas, olha para as notícias sobre figuras como o bi-inlicenciado Nuno Félix ou o mono-inlicenciado Rui Roque como um boi olha para um palácio. Em particular porque os inlicenciados estão no interior do palácio e o bois somos nós. Nada nos surpreende quando o governo é do PS, o que só indica que estamos condicionados a aceitar que dali só vêm notícias destas e que tratamos com a indiferença de um “podia ser pior”. E podia, se, por exemplo, se apanhasse o Passos Coelho a lavar as mãos sem sabão anti-bacteriano ou outra daquelas barbaridades que ele fazia. Ou, pior ainda, se fosse o filho do gasolineiro de província, o pindérico da marquise que concluiu mesmo a licenciatura.

O que tem o PS para atrair estas figuras? Explicações antropológicas são desnecessárias: tal como as moscas conhecem a nossa condição bovina, é pelas traseiras que estes seres encontram o alimento. A maior parte destes chegou ali pela mão amiga do inengenheiro, inmestrando e, como já se sabe, inautor de livros, o senhor Sócrates, pessoa que pagou o já recordista mundial do Guinness para blogue mais caro do mundo, o Câmara Corporativa. Dali para o governo ou para duas ou três licenciaturas e consumação matrimonial com unicórnios é um tirinho. Para o infinito e mais além. Nada nem ninguém pode parar o progresso.

Claro, sabia-se que, mais cedo ou mais tarde, teriam que começar a cair como tordos. Quando não dá para todos é sempre questão de determinar os elos mais fracos e empurrar as criaturas dispensáveis para a pira do regime. Seria interessante perceber quem fica por atirar, mas, sinceramente, ninguém quer saber disso. Enquanto houver abundância destes manetas cegos que fazem malabarismo com motosserras, e eles brotam como pus, a gente espera, como o boi que se limita a olhar para o palácio. Mais logo se verá quem fica de pé.

Sai mais uma entrevista para a TVI

28 Outubro, 2016

Nuno Félix – Viver junto ao mar

Demissão hoje, claro

28 Outubro, 2016

Se o governo não fosse patriótico de esquerda, bom, o que desejamos ardentemente ter como demonstramos através da atribuição do segundo lugar nas eleições legislativas, não seria necessário dizer isto. Como é o governo justo, equilibrado, lindo e, porque não dizer, que nos provoca uma sensação de cócegas genitais de puro prazer sexual, talvez seja necessário, porque, enfim.

O ministro da educação tem que se demitir hoje. Não é amanhã, não é no Domingo (que é dia de exames), não é na segunda-feira: é hoje. Aliás, como o governo é tudo que descrevi e muito mais, espero que este texto seja redundante por publicado já após a demissão do miúdo.

Se não se demitir, bem, então, miudagem, toca a copiar. Fiquem em casa e inventem lá o mestrado. Não um, dois. Bolas, três, que é a conta que Deus fez.

Passo agora a palavra ao professor Mário Nogueira. Faça o favor.

Manda quem pode, paga o contribuinte

28 Outubro, 2016

14639733_10207618838204679_1865248286882900133_n.jpg

Jornalista do DN não lê o DN

28 Outubro, 2016

dois«A decisão de ontem do Tribunal Constitucional (TC), que reverte a suspensão do pagamento das subvenções a ex-políticos com rendimentos superiores a 2000 euros, tem por base um mistério: quem foram os autores desse pedido de fiscalização?

Nem as fontes parlamentares ouvidas pelo DN nem o TC o esclarecem. O acórdão só refere que “um grupo de deputados” ao Parlamento requereu a apreciação do artigo 80º do Orçamento de Estado de 2015.(*)»

Ora bem, eu sugiro que para resolver tão grande «mistério» o jornalista do DN clik ali na imagem à esquerda do seu texto (não precisa de ir ao arquivo, não precisa de googlar),  e poderá esclarecer aquilo que ele acha que ninguém sabe. Mas que na verdade só mesmo ele e as «excelentes fontes» que consultou  ignoram.

Na sequência da entrevista a José Sócrates sobre o livro que assina

28 Outubro, 2016

sugiro à TVI que inaugure uma série de entevistas com

Pedro Dias: o gosto pelos percursos na Natureza

Ricardo Salgado: a importância da família

Duarte Lima: a lusofonia como espaço de oportunidades

 

Carta a enviar aos alunos da FDL

27 Outubro, 2016

Jovens,

Ao longo do vosso percurso académico aqui, na Faculdade de Direito de Lisboa, irão encontrar vários tipos de provas que terão que prestar. A nossa reputação como instituição deve ser mantida impecável, como foi até hoje.

Não temos absolutamente nada contra qualquer fraude académica desde que devidamente remunerada. Alguns dos nossos professores são, inclusivamente, conhecidos pelos valores exorbitantes que cobram para vos fazer trabalhos. Isto não põe em causa o prestígio da nossa instituição, pelo contrário, só a eleva para os píncaros da sociedade igualitária que almejamos alcançar.

Quando pagarem a um dos nossos estimados professores para que participe numa fraude académica, sejam discretos e optem por passar o recibo ao seu cônjuge ou ao assistente bonito e bem cheiroso ao seu lado.

Contando convosco para mais um ano lectivo cheio de sucessos e desprovido de escândalos que noutro país originariam suspensão sumária e posterior expulsão – ao provarem-se os factos -, me subscrevo, de coração aberto e face levantada.

Beijinhos,

Portugal, Outubro de 2016

27 Outubro, 2016

socrates02_770x433_acf_cropped.jpg

“Engenheiro, engenheiro…”

26 Outubro, 2016

Um indivíduo respondendo pelo substantivo “engenheiro” foi entrevistado na TVI24 sob o pretexto de que lançará um livro. Não é o autor, não é o editor, é só um indivíduo que responde pelo título de “engenheiro” e que paga isto tudo só para aparecer na televisão em vez de ficar em casa a acariciar a sua masculinidade ao som da voz frágil que sussurra pelo “buraco”, como fazem as pessoas normais.

O livro é sobre a vergonha da justiça e a infâmia da perseguição política, a julgar pelo que lhe disseram para dizer, e que ele disse. Menciona-se um marquês e uma operação. Desejo imediatamente convalescença tranquila para o incógnito nobre, porque sou boa pessoa, sinto empatia imediata pelos outros. Mas este texto não é sobre mim, é sobre ele. Talvez seja sobre mim, mas não quero pensar que seja.

Como naqueles directos com a presença do emplastro, a entrevistadora foi repetindo o substantivo “engenheiro” como se de um adjectivo se tratasse. Talvez até seja. Na Grécia antiga, era prática commumente aceite, que remédio, a de ter aprendizes jovens que iam sendo instruídos para a realidade dura da vida. A rigidez da estrutura, hirta, como uma barra de aço. Por trás de um grande homem havia sempre um homem maior ou, na falta deste, um mais pequeno: um genuíno comboio de sabedoria inoculada pelo atrito de uma locomotiva que nunca perde o vapor até chegar ao destino, quando chegar, se chegar, por engenho e alguma consequência imprevista da condição humana.

“Engenheiro…”
“Engenheiro…”

Sou levado para a adega onde a personagem do Herman José conspira na presença de pessoas magnetizadas pelo erotismo do poder. Não tinha poder algum, mas era “o engenheiro”, isso basta, na presença estática de quatro ou mais cadeiras silenciosas.

Moderando sem visível êxito os trejeitos abichanados que lhe são naturais, a transmutação do organismo em extinção na personagem do animal selvagem ocorre por osmose com as câmaras de televisão. Nasceu para isto, o homem. Ao menos, ter-lhe-á sido dito por outro indivíduo a quem pagara para o dizer. Um amigo dos que o “engenheiro” conhece, os únicos que o querem conhecer. O amigo placebo.

Ainda havia quem achasse boa ideia comprar a TVI. Não é preciso, eles entrevistam qualquer coisa que queira parecer o que não é. Afinal, é a mesma casa da Quinta das Celebridades, onde pessoas que animam discotecas na terceira vila do concelho por quatrocentos euros por uma festa da espuma se pavoneiam como sendo celebridades. “Props people, tudo a saltar para o Engenheiro”. A espuma brota, o DJ mete brita, a explosão simbiótica acontece, corpo-a-corpo, espaço-a-espaço.

Fantástico

26 Outubro, 2016

O acordo entre o Governo e o Bloco de Esquerda para aumentar o combate à precariedade no trabalho só visa as empresas privadas e deixa de fora os trabalhadores da Administração Pública, uma vez que não é do âmbito da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) realizar inspeções à Administração Pública

 

Vende-se paz social. Aceitam-se contrapartidas

26 Outubro, 2016

Andamos há meses a falar de uma geringonça mas o que temos vivido é um instalanço. Costa é um comprador de paz e tanto BE como PCP têm muita paz social para vender. Em troca aceitam aparelho de Estado. O negócio da paz tem feito a fortuna de Costa, que parece governar sem críticas e funciona como conta-poupança para o BE e o PCP que por cada dia de paz deixam marcas nas leis e no aparelho de Estado.

Quatro cadeiras, zero mesas

26 Outubro, 2016

Abrantinos a enganar meninos

25 Outubro, 2016

Após todos estes anos a aceitarmos que existem vários tipos do mesmo calibre a escreverem sob o nome Miguel Abrantes, eis que a imprensa emprenha de ouvido a versão sacrificial do PS de que se trata de um único palerminha. Ninguém se lembra de perguntar porque foi este cordeiro atirado para a fogueira nem quem são os beneficiários do sacrifício. Mesmo o ingénuo que se dispôs a ganhar umas massas a escrever aquelas bojardas para o Sócrates – que, coitado, sem argumentistas não articularia uma única ideia, mesmo má -, rapaz oriundo da mesma casa de colchões que nos trouxe deputados e estrelas da noite gay de Lisboa, foi atirado para os escaparates agora por qual motivo?

Achar que as coisas começam a ficar claras quando se atira os nomes dos mais parolitos para a praça pública só serve para enganar meninos ou a imprensa, se é que são distinguíveis.

Tendo em conta que esta eloquente prosa é redigida por criaturas que se apresentam como representantes dos professores…

25 Outubro, 2016

A direita anda entre o assustado e o desorientado. Incapaz de fazer oposição credível, e cada vez mais radicalizada nas suas posições, dispara em todos os sentidos, incluindo os dos pés. 

ainda acham que vale a pena falar sobre o estado do ensino?

 

Andamos nós aqui a escrever de borla há não sei quanto tempo

24 Outubro, 2016

Depois de tanto entusiasmo com Sócrates, que tal como Costa tinha “carisma”, “discurso sobre o futuro”, “era politicamente indestrutível”…, os devotos do ex PM preferem agora trocar ideias sobre as esquerdas. Contudo e dado que muitos são jornalistas, escritores… podiam eleogiar o homem porque deve ter sido a única pessoa que nos últimos anos pagou decentemente por artigos, livros e um simples post.