Eles vêm em paz
As balas serão mais caras. Não todas as balas, só as que contêm chumbo. O chumbo é tóxico. Há chumbo nas balas, daí que estas possam matar por toxicidade. Ainda há quem tenha chumbo nos dentes, aumentando o risco de morte por mordedura tóxica. Não confundir com o estanho, que também é um metal, esse mais usado em soldadura de componentes electrónicos que permitem ouvir no rádio do que o chumbo vai pagar mais imposto. O Costa não ia aumentar impostos, mas tem que ser, há que cobrar a quem chumba. Há muitos crimes relacionados com cobre. Meliantes do cobre assaltam estaleiros com instalações eléctricas em busca de cobre. Em muitos casos, acabam por levar com chumbo de populares, chumbo esse que será mais caro em 2017. O governo só quer evitar que meliantes de cobre deixem de ser expostos a reacções exacerbadas de populares que podem causar cancro e/ou trepanações por bala de interposta pessoa. A Costa só falta o zinco. Em forma de chapéu.
Centeno entrou de fato castanho. Somos o que aparentamos ser.
Assim se fazem as coisas
O artigo sobre as declarações de João Bilhim, presidente da comissão que organiza os concursos para dirigentes no Estado (CRESAP), é profundamente revelador de uma das maiores mistificações da política portuguesa: as polémicas versus a paz.
Repare-se que nesta frase «João Bilhim, que deixou de ser presidente da polémica comissão que organiza os concursos para dirigentes no Estado esta semana, está a ser ouvido na comissão de Orçamento e Finanças.»
Sublinhe-se o polémica. De facto todas as semanas surgia um problema com a CRESAP. Logo a CRESAP era polémica. Assim que a clientela da geringonça deitar a mão à CRESAP as polémicas desaparecerão e ninguém mais escreverá a “polémica comissão“. E é nesta mistificação que vivemos: havia austeridade e acabou a austeridade; havia foem e acabou a fome; havia tensão e agora não há; havia polémicas e agora não há.
As corporações montam os arraiais da polémica. Quando conseguem o que querem – mais aparelho de Estado ao seu serviço – calam-se. E V~em dizer-nos que foi conseguida a paz. Este é o logro em que vivemos.
Implacavelmente proscritos
Há um grupo que Costa não tolera. Que vai afastando um a um. Ninguém os entrevista. Ninguém se interroga sobre o que é feito deles. São os socialistas que estiveram com António José Seguro.
A fúria do deputado do PS Ascenso Simões perante o socialista João Bilhim quando este na comissão de Orçamento e Finanças declarou “Eu era militante do PS” “Não poderia de maneira nenhuma aceitar este cargo se o meu secretário-geral não me dissesse alguma coisa” é reveladora desse ambiente de caça às bruxas.
Lily, Rosemary and the Jack of Hearts
Há pessoas cuja opinião respeito imenso, amigos no bom sentido da palavra, aquele que não tem que ver com quem paga as minhas extravagâncias, que discordam da atribuição do Nobel da literatura a Bob Dylan. Há pessoas cuja opinião desprezo, principalmente por a não terem, por serem uma recauchutagem de clichés ambulantes às custas da inércia de um povo que aceita como doutor qualquer labrego capaz de enunciar “esternocleidomastoideo”, e que consideram a atribuição do prémio como aceitável. Refiro-me a indivíduos como Pedro Adão e Silva, um poltergeist que, há anos, desaconselha qualquer pessoa do curso de Sociologia no caso em que a ideia lhe tenha ocorrido sem se apresentar devidamente dotado dos conjunto de apelidos Vieira da Silva. É provável que existam bons sociólogos, inclusivamente, até, bons estudantes de sociologia, daquelas que não ambicionam ser papagaios da bucólica panascagem intelectual oriunda da endogamia marxo-sopeira que caracteriza os nossos canais noticiosos e, principalmente, as colunas de opinião dos jornais. Conheço um ou dois, coitados, que já nem podem dizer que são licenciados naquilo sem que lhes perguntem opinião sobre o novo reforço do Benfica, sobre o rating do duck dive do surfista da Nazaré e sobre o disco de cortar os pulsos dos canadianos lo-fi da moda, isto depois de um comentário sobre austeridade e o rais-que-o-parta, que o gajo deve acampar em frente ao estúdio de televisão, carregando o iPhone numa baixada partilhada pelo cigano posh da tenda do lado.
***
“Eu sou o violador de Telheiras”, disse o vizinho, enquanto lavou o tacho e as meias na poça de água aglomerada na falha do asfalto. “Eu sou o comentador de serviço, sempre pronto para opinar”, respondera, antes de contemplar a sua infinitude plena de sapiência não reconhecida universalmente.
***
Eu gosto de Bob Dylan. Não vale nada, que eu goste de Bob Dylan. Quer dizer, vale para mim, que lhe reconheci o génio em determinadas alturas, que isto de reconhecer génios é ao contrário do que se faz hoje nas escolas, sobrecarregadas de sobredotados: é pessoal, intransmissível e intransitável por tendências mutantes da moda que procura algo novo só porque sim, para quebrar com o velho. Que pós-pós-modernos betos (diminutivo de analfabetos) também afirmem gostar é irrelevante. É que, ao contrário dos Adões e Silvas, o Bob Dylan nunca se esforçou para que gostassem dele. Vai-se a ver, é mesmo por isso. Em vez do Nobel, consensual seria dar a Dylan uma licenciatura em sociologia.
Eles mamam tudo, eles mamam tudo
Não devemos ter medo das palavras. A palavra certa para caracterizar fisicamente a Alexandra Leitão é ‘gorda’. A senhora deve beber muitos sumos e refrigerantes enquanto leva os filhos ao colégio alemão no carro não-eléctrico que alimenta os lucros excessivos da Galp na Argélia (esta última parte ouvi a um membro do PCP). O Costa também é gordo. Inicialmente, parecia gordo de ar, mas, afinal, é mesmo de tecido adiposo. Estas pessoas são socialistas, daí que não tenham o seu reflexo em espelhos. E, como todos sabemos, o espelho é um instrumento essencial para aferirmos a vergonha. Não admira que estes espécimes não a tenham.
E se os sumos forem produzidos em empresas que empregam refugiados?
Cantam amanhãs no soviete dos camaradas Tiago e Nogueira
Planta que colherás

You walk into the room with your pencil in your hand
You see somebody naked and you say, “Who is that man?”
You try so hard but you don’t understand
Just what you will say when you get home
Because something is happening here but you don’t know what it is
Do you, Mr. Jones?
— Bob Dylan, “Ballad of a Thin Man”, 1965
O Dom Profano. “Dom” é um talento, uma dádiva da natureza. “Profano” é aquilo que é alheio ao que é sagrado ou a caracterização certa para alguém desprovido de conhecimentos sobre um determinado assunto. Daí que seja um título excelente para uma obra elaborada por um professor de Direito para uma criatura que se considera acima da Lei.
Chegou a chuva. O céu está negro, carregado. O gato mia e começa a trovejar. No Olimpo, os deuses riem da pequenez dos humanos, sujeitos à intempérie. Sócrates, o enviado, anuncia a segunda vinda. Tem o carisma de um porco antes da matança, mas não faz mal, está de volta e isso é que importa para quem a existência humana começa e termina na sua própria vida. Não é tempo para vergonhas: o palhaço envelhecido regressa para assombrar os pesadelos das crianças. Que importa se é ou não real? O medo existe em total independência da realidade.
Se os taxistas cantassem…


Os taxistas querem apenas o direito à sua reversão
Percebo perfeitamente a indignação dos taxistas. Há meses que eles assistem à reversão de medidas que visavam adequar um pouco as empresas públicas e a função pública ao século XXI. Porque há-de sobrar para eles o terem de se adequar à realidade? Os funcionários do Metro não viram revertida a privatização? E não está o serviço de Metro de Lisboa literalmente de pantanas mas tudo satisfeito e caladinho? Ontem mesmo, dia da greve dos táxis, na estação de Metro do aeroporto havia filas gigantescas de candidatos a passageiros que não conseguiam comprar bilhete. Alguém se importou? O contribuinte paga e vai continuar a pagar. Se repararmos os taxistas até pedem pouco. Querem apenas que a Uber não opere. Ou não opere tanto. Os funcionários de empresas como o Metro exigiram e conseguiram muito mais. E dão-nos muito menos.
Os taxistas querem a sua reversão. Ou como dirá a geringonça a reposição de direitos e a recuperação de rendimentos. Ou seja querem igualdade na reversão. Ser taxista é isto: protestar quando lhes dizem que a reversão é só para alguns.
Temos de proteger estas indústrias. Proíbam-se as máquinas de lavar e os ferros eléctricos


Apenas para que depois se percebam certas coisas

Foi assim que ficaram as viaturas policiais em Grande Borne, França, este sábado. Duas patrulhas foram cercadas, os vidros das viaturas partidos e lá para dentro foram atirados cocktails Molotov. Os polícias que fugiram do fogo foram atacados.
Dois polícias estão em estado grave.
Os sem perdão
Segundo o noticiado, Domingos Farinho terá recebido 100.000€ para – e aqui o verbo é de primordial importância – ajudar Sócrates a escrever um calço para frigoríficos a que se convencionou denominar, sem qualquer denúncia de ironia, pelo termo “livro”. É necessário definir o significado de “ajudar”: se significa escrever, em parte ou no seu todo, trata-se de uma fraude académica que terá que culminar num severo processo disciplinar para Farinho e na remoção do título de Mestre a Sócrates. Porém, ninguém poderia escrever sobre a “confiança no mundo” sem possuir bastante desta confiança em que tudo corra bem, daí que a interpretação mais adequada para “ajudar” deva ser a de providenciar meios, recursos e disponibilidade para assegurar o bem-estar mental para a elaboração da obra. Tal ajuda pode ocorrer sob a forma de apoio informático, logístico, entrega de resmas de papel, preparação de chá, massagens, abertura dos shakras, libertação de tensão de escritor, carinho e – porque não? – homoerotismo – “Tu serás o Robin, eu sou o Batman. Foge, pequeno mascarilha, foge”. Não julgo.
Como não acredito que um professor de Direito se metesse em fraudes, a resposta à acepção possível para o verbo “ajudar” parece-me óbvia. E, assim sendo, não temos nada a ver com isso.
Mais uma medida, mais atirar a despesa para depois…
Governo tem outro “coelho na cartola” que pode dar borla de IRC a prazo. “Expresso” avança que o Governo pode fazer encaixe financeiro imediato com reavaliação de ativos, uma medida que pode vir a favorecer as grandes empresas no longo prazo (e penalizar as PME).
… e num momento qualquer à nossa espera…
Gente estranha
Uma das coisas que mais impressionam em tudo o que se conhece da vida que Sócrates levava e o que mesmo admite como verdade é a forma como quer ele quer aqueles que o rodeavam se relacionavam com o dinheiro: é sempre muito, todos acham natural que ele pague tudo e por valores absolutamente desmesurados. Não há qualquer noção de nada nem da vida real. Tudo é aos milhares e muitos. Todos pedem. Todos falam de milhões. Todos querem. Todos acham que têm direito a mais…
Eu sou a favor do perdão-que-não-é-perdão fiscal
Ao contrário das pessoas que vêem no perdão-que-não-é-perdão-é-só-indulto-ou-outro-sinónimo-desde-que-não-seja-perdão uma tentativa desesperada para cumprir a meta do défice, eu acho bem que o governo use todo e qualquer expediente, mesmo manhoso, para assegurar que António Costa continua como primeiro-ministro no Natal. Sim, pode argumentar-se que é uma medida extraordinária que em nada interfere no estado real das contas, permitindo apenas mascarar o descalabro deste ano de graça da Geringonça, mas, caramba, temos que admitir que ainda não estamos fartos de António Costa e Catarina Martins. Queremos que desapareçam quando já não os pudermos ver à frente, não enquanto as pataqueiras (só personalidades do tipo feminino gostam de figurões como o Costa) têm risco de sofrerem mais uma recaída do Síndrome de Estocolmo que evita a inevitável transformação do PS em candidato a coligação com o POUS. Precisamos deles em Dezembro, para a tradicional mensagem do Natal, a data que celebra o nascimento do Jesus republicano. E precisamos deles para o próximo ano, durante as chuvas de Inverno, para nos aquecerem com o alento que dois tipos diferentes de chanfrados podem proporcionar à corte enquanto o país acelera a sua negação da parede onde embaterá. “Não há parede, está tudo na sua cabeça”. Eu acho que é uma boa medida. O português é engenhocas, gosta de consertar coisas partidas. E gosta de geringonças e gadgets fraquinhos, daqueles que acabam sempre na lixeira ou arquivados “para peças”. Não podemos agora deitar tudo a perder com indignações momentâneas. Perdoa-que-não-é-perdoa-mas-é-algo-tão-idêntico-que-se-poderia-dizer-perdoa-não-fosse-proibído-o-uso-do-termo lá as pessoas, Costa.
Não PERES pela demora
«Os contribuintes com dívidas ao Fisco e à Segurança Social vão beneficiar de um perdão de juros e custas até dia 20 de dezembro, foi anunciado esta quinta-feira no final do Conselho de Ministros»
Ora cá está uma medida social. Perdoar os incumpridores e prejudicar esses bandalhos dos «ricos» que pagam a tempo e horas. Muito bem, é preciso incentivar a reinserção social das empresa falidas e incumpridoras, facilitando-lhes a vida para efectuarem concorrência desleal com as empresas («ricas», note-se), que cumprem os seus deveres fiscais. Deve ser algo dentro da«estratégia Capoulas» de «domar os mercados».
«Não tenho a certeza se vai permitir subir ou descer a receita deste ano.»(*)
Mesmo o mais bem intencionado geringonço aqui coça a orelha . É insanável a dúvida instalada de que não sabem o que fazem nem estudam os dossiers (como tão bem faz Jorge Coelho: ponham os olhos nesse exemplo e onde chegou).
Eis senão quando, o porta-voz do PS dá uma indicação do objectivo da medida:

ok. Portanto visa criar condições para que empresas incumpridoras e falidas possam sacar uns dinheiros lá de fora e estender artificialmente a sua existencia lixando tudo e todos e deixando rasto de dívidas e projectos falhados, arrastando consigo mais umas quantas que não sobrevivem a tais manobras de boicote desleal. Um projecto socialista sem dúvida: financiar os incompententes e aldrabões com o dinheiro de todos para no final todos ficarem mais pobres.
Mesmo giro é rasgarem as vestes e mostrarem a tatuagem no peito: «não há perdão fiscal» (repetir 3 vezes).
Na novolíngua gerigoncica os conceitos são definidos por quem bem quer. No fundo, «pela malta, pá». Multas e juros de dívidas fiscais deixam de ser receita fiscal. Será algo do tipo: «adiantamento de prestação de auxilio à criação de condições de candidatura a fundos para o desenvolvimento financiados pelo FEDER».
pós-graduação em escola austríaca de economia

E a educação de adultos?
Como Medina, Jorge Costa e Louçã negociaram logo na manhã de 4 de outubro
De repente dá-se como adquirido que as negociações que Costa manteve com Passos em Outubro de 2015 foram uma fantochada. Também sempre me pareceu iso mesmo e disse-o e escrevi-o. Ora acontece que vários comentadores defenderam com convicção e informação que não era isso que estava a acontecer: a PAF não queria saber da educação de adultos, Passos não queria negociar… Agora que o óbvio se tornou público assobiam para o ar e preparam-se para apresentar o acontecido em Outubro e Novembro de 2015 como um sinal inequívoco do instinto político de Costa. Mas como se sabe as hemerotecas não esquecem.
Ideia de cortar as pensões mínimas
Surgiu recentemente a ideia,pela boca de António Costa, de que o Estado devia atribuir pensões mínimas que não resultam de carreiras contributivas apenas sob condição de recurso, isto é, a pensão só deria atribuida se a pessoa não tivesse meios alternativos de rendimento.
O racional é resumido neste post de Margarida Corrêa de Aguiar:
Estudos (Miguel Gouveia e Carlos Farinha Rodrigues) apontam para que 68% dos pensionistas que auferem estas prestações sociais pertencerem a agregados familiares que não são pobres, o que significa que uma parte significativa desta despesa da segurança social não seria devida se a estas prestações fosse aplicado o critério da condição de recursos.
[…]
Numas contas rápidas e conservadoras, a aplicação do critério da “condição de recursos” a estas pensões poderia libertar, tendo em conta os referidos estudos, mais de mil milhões de euros, o correspondente a 0,6% do PIB.
Note-se os problemas que isto envolve: pretende-se cortar pensões de 250 euros, a pessoas com mais de 65 anos, com base não no rendimento próprio mas sim no rendimento do agregado familiar. Sabe-se que os detentores destas pensões são sobretudo mulheres, rurais, que dedicaram a vida à família e que no final da vida perderiam o mínimo de independência porque os maridos têm uma reforma superior a um dado patamar.
Compare-se agora esta ideia com a contestação ao corte de pensões de sobrevivência durante o governo Passos. Pretendia-se na altur cortar em cerca de 10% nas pensões de sobrevivência superiores a cerca de 400 euros a pessoas com rendimentos acima de cerca de 2000 euros. Pensões de sobrevivência são pensões não contributivas que se recebem por morte, por exemplo, do conjuge, e não resultam da carreira contributiva própria de quem as recebe.
Nocaso das pensões de sobrevivência, pretendia-se cortar cerca de 200 euros no rendimento de quem recebia 2000 euros. A ideia foi contestada por toda a esquerda e foi considerada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional. Não estou a ver a mesma esquerda a cortar pensões de 250 euros com base no rendimento do agregado familiar e com isso conseguir poupar 1000 milhões de euros.
Proclamação da república dos bananas

Simplex revisitado
Lembremos brevemente o contributo deste governo para a simplificação burocrática:
1. ISP revisto trimestralmente por decreto.
2. ISP variável com o concelho para pesados com uma determinada tonelagem mas só até um determinado volume de combustível.
3. IVA da restauração à taxa intermédia, excepto nas bebidas, excepto se as bebidas forem cafetaria ou água. Excepto se a comida for para levar.
4. Proposta de IMI progressivo variável com o rendimento e com a exposição solar.
5.Sobretaxa sobre o património variável com o rendimento do agregado familiar (agregado que pelos vistos não pode ser segregado mesmo que a declaração de IRS seja separada).
6. Requisitos adicionais de burocracia para os carros Uber para os tornar menos competitivos e os aproximar da falta de competitividade dos táxis.
7. Novas regras burocráticas para o alojamento local listado em sites como a Airbnb, incluindo novas taxas.
8. Proposta de eliminação do regime simplificado de IRS para o alojamento local sob o pretexto de que o alojamento local tem que ter a mesma taxa de IRS que o arrendamento tradicional.
9. Proposta de um novo imposto, a fat tax, que, do que se sabe de uma proposta anterior, vai incidir sobre refrigeantes e outras bebidas açucaradas. O governo tinha prometido à restauração baixar o IVA destas mesmas bebidas em 2017.
10. Proposta de quotas para os operadores de alojamento local, que teriam que ter uma percentagem dos seus apartamentos alocados a arrendamento tradicional.
11. Redução do horário de trabalho dos funcionários públicos para 35 horas, excepto para os que têm contrato individual de trabalho, que continuam nas 40. Horas de trabalho a menos são compensadas pela contratação de funcionários com contrato a termo em regime de 40 horas semanais.
Gostava de saber o que é que a ministra do Simplex diz sobre estas medidas quando elas são discutidas no Conselho de Ministros.
há mais vida além do défice?
Por que é que António Costa não se cansa de lançar e estudar a criação de novos impostos? Porque tem o défice público descontrolado, por via da despesa, e só com receitas compulsivas poderá tentar o seu equilíbrio, para cumprir as regras orçamentais da União Europeia. Infelizmente, estas novas receitas não contribuem, em nada, para reduzir a verdadeira fonte do problema, que são, obviamente, as despesas do estado. Pelo contrário, convencido de que financiando o consumo desenvolverá a economia, Costa não se cansará de lançar impostos sobre os nossos bolsos para pagar o agravamento da despesa pública de que ele é responsável com as suas decisões. Como também pagaremos a compra de votos dos sindicatos e dos funcionários públicos, que sustentam o crescimento eleitoral do PS e dos partidos do governo. No entretanto, o capital de que as pessoas e as empresas precisam para gerar negócios e postos de trabalho vai-se esvaindo na política fiscal ultra-agressiva de António Costa. Tudo para equilibrar as contas públicas, cujo desequilíbrio se agrava com o crescimento exponencial da despesa pública dos últimos meses. Há mais vida para além do défice? Infelizmente, parece que não. Mas pelas piores razões.
Os taxistas

Portugal é um país de taxistas. Há taxistas em todos os partidos. Os taxistas arranjam sempre maneira de nos cobrar mais do que o serviço merece. Eles não aumentam impostos. Eles criam taxas. Vejam uma amostra dos últimos anos.
2003 – Taxista Durão Barroso : Cria a contribuição para o audiovisual.
2003 – Taxista Manuela Ferreira Leite : Nova taxa de IMI para casas detidas por residentes em offshores.
2005 : Taxista Nunes Correia: Nova Taxa sobre Recursos Hídricos
2006 – Taxista Manuel Pinho : Novo Certificado Energético Obrigatório
2006 – Taxista José Sócrates : Novas Taxa para a Entidade Reguladora da Comunicação Social
2007 – Taxista José Sócrates : Nova Contribuição do Serviço Rodoviário
2007 – Taxista Nuines Correia : Nova taxa ambiental sobre as lâmpadas de baixa eficiência energética
2008 – Taxista Carlos César : Garrafas de cerveja vão pagar eco-taxa
2008 – Taxista Nunes Correia: Nova Taxa de Recursos Hídricos
2008 – Taxista José Sócrates : Nova taxa de tributação autónoma para petrolíferas.
2010 – Taxista José Sócrates : Nova taxa sobre activos dos bancos
2010 – Taxista Teixeira dos Santos: Nova tributação das mais-valias
2011 – Taxista Helena André : Nova Contribuição Extraordinária de Solidariedade
2011 – Taxista Carlos César: Nova taxa sobre garrafas não reutilizáveis de bebidas alcoólicas nos Açores
2011 – Taxista José Sócrates : Novo IVA para refrigerantes.
2011 – Taxista Passos Coelho : Sobretaxa Especial do IRS
2012 – Taxista Assunção Cristas : Nova taxa de Saúde e Segurança Alimentar
2012 – Taxista Passos Coelho: Novo Imposto Especial de Consumo de Eletricidade
2012 – Taxista Francisco José Viegas : Nova taxa sobre operadores de televisão para financiar cinema português.
2013 – Taxista Moreira da Silva : Nova Taxa sobre Sector Energético
2013 – Taxista Moreira da Silva: Nova Taxa sobre Carros a Gasóleo
2013 – Taxista Moreira da Silva: Novo Imposto Especial de Consumo de Gás Natural
2013 – Taxista Vitor Gaspar : Imposto sobre Euromilhões e Outros Jogos
2014 – Taxista Fernando Medina : Nova taxa sobre resíduos sólidos urbanos
2015 – Taxista António Costa : Nova taxa sobre turistas que entram em Lisboa
2015 – Taxista Fernando Medina: Nova Taxa Municipal de Proteção Civil
2015 – Taxista Barreto Xavier: Novas taxas sobre compra de dispositivos eletrónicos
2015 – Taxista Moreira da Silva : Noxa Taxa sobre Sacos de Plástico
E agora, aí vêm mais taxistas.
2017 – Taxista António Costa : Fat Tax
2017 – Taxista Mariana Mortágua : Novo imposto sobre imóveis
2017 – Taxista Mendes Godinho : Novo Imposto sobre Alojamento Local
Evitem esta gente. Usem Uber.
Baratas (daquelas grandes que voam) incluídas?
PAN defende extensão jurídica de proteção a todos os animais
Já faltou mais para que a desratização e a desparatização passem a crime público
Pf
Aguém sabe onde pára o outrora activíssimo dr Marinho Pinto?
Perfeitamente claro

Pequena transcrição da entrevista concedida ao Público.
Como sabe nós temos um sistema deeee… nós temos um sistema deeee… de pensões que sofre deeee distrorções êeeee estruturais êeee grandes, fruto deeee êeee uuoooee uma parte importante da população êeeee não… ter carreiras… contributivas curtas, êeeeeeeeee e êeeee de baixo… e fundadas em salários muito… muito muito baixos. E ter-se êeee êee generalizado esta idéia, que num é currecta, que todas as pensões mínimas [som de ambulância no fundo aumenta substancialmente] são necessariamente, correspondem necessariamente a baixos… a baixos… a baixos… a baixos rendimentos. E êee…
A sério? E o PM disse isto e não está já convocada uma manifestação-cerco para o Palácio de Belém?
O primeiro-ministro diz que concorda com a introdução de regras à atribuição de pensões mínimas, mas não agora. Estudo diz que só 31% dos beneficiários é considerado pobre.
Recordo que 2014 o PS achou por bem pedir a fiscalização ao TC dos cortes nas pensões de sobrevivência para os viúvos cuja pensão somada à de sobrevivência resultasse num valor superior a 2.000 euros. O que se previa em 2014 era do mais elementar bom senso.
O discurso dos cortes, da miséria e da troika e disto e daquilo triunfo. O TC chumbou tudo e mais alguma coisa. Que agora António Costa venha dizer que concorda com a introdução de regras à atribuição de pensões mínimas (já não são sequer as de sobrevivência/viuvez são as mínimas!) é espantoso. Aliás só não se percebe porque não avança já com a medida. Porque concorda mas não agora? Vale a pena aliás ver o video da entrevista porque é evidente que Costa arrasta as respostas, não está à vontade e claramente espera que o jornalista passe para outro assunto.
2014
| Valor das pensões sobrevivência paga pela CGA | Até aqui | De futuro |
| Entre 2.000 e 2.250 euros | 50% | 44% |
| entre 2.250 e 2.500 euros | 50% | 43% |
| entre 2.500 e 2.750 euros | 50% | 40% |
| entre 2.750 e 3.000 euros | 50% | 38% |
| entre 3.000 e 4.000 euros | 50% | 34% |
| superior a 4.000 euros | 50% | 33% |
| Valor das pensões de sobrevivência paga pela Segurança Social | Até aqui | De futuro |
| Entre 2.000 e 2.250 euros | 60% | 54% |
| entre 2.250 e 2.500 euros | 60% | 51% |
| entre 2.500 e 2.750 euros | 60% | 48% |
| entre 2.750 e 3.000 euros | 60% | 45% |
| entre 3.000 e 4.000 euros | 60% | 41% |
| superior a 4.000 euros | 60% | 39% |
Vamos ver isto no largo do Rato?
Em Portugal tivemos ontem a saga dos barões do PSOE contra Sanchez. Valha a verdade que os barões do PSOE até agora chamavam-se históricos mas desde que homens como Gonzalez se manifestaram contra uma aliança do PSOE com o Podemos o histórico desapareceu e nasceu o barão.
E assim chegámos ao dia em que os barões estiveram contra o líder Sanchez apoiado pelos bons militantes. Vale a pena perceber quem eram esses militante que se dirigiram para a calle Ferraz para causar o maior estardalhaço e se posssível impedir que o PSOE deliberasse.
Alguns deles como este senhor que se apresenta como “activista sin techo en defensa de los derechos humanos, Educador y Aprendiz en la Universidad La Calle. Gay, rumano, gitano, ateo, vagabundo, okupa que viaja sin destino” é um conhecido simpatizante do Podemos. Em Sanchez, os radicais viram o homem que os levaria ao poder. Cá como será quando e se o PS reagir à liderança de Costa?


Os ricos, nossos amigos
Brilhante golpe publicitário
Fernanda Câncio, pessoa conhecida por escrever num jornal, quer retirar do mercado o livro de José António Saraiva, “Eu e os políticos”, noticia o Correio da Manhã. Esta ideia é tão estapafúrdia que custa a acreditar. Porque haveria Fernanda Câncio, pessoa que parece não gostar do autor, pretender promover este livro em particular? Sim, porque tentar retirar um livro de circulação só o torna mais apetecível, daí que, das duas uma, ou é burrice, ou é uma acção combinada com José António Saraiva e com a Gradiva para vender o livro como se este fosse refresco no Sahara.
Vai daí, fui ler o livro – como já expliquei, tentar retirar um livro de circulação é a melhor publicidade que este pode ter – para tentar perceber o motivo. A certa altura, não muito entusiasmado com o que estava a ler, lá chegou uma passagem em que Fernanda Câncio é referida. Não vou dizer sobre o que é – estou de acordo com esta brilhante estratégia de marketing -, mas posso afirmar que compreendo que Fernanda Câncio queira chamar a atenção ao maior número de portugueses para que tenham a oportunidade de ler: não é muito o meu estilo, mas compreendo que não somos todos iguais, que há quem goste. Por mim, tudo bem, até acho artístico.
Que o livro vai vender como refresco no Sahara, isso vai. Melhor que retirar um livro do mercado só mesmo uma fatwa. Felizmente, essa também já está em curso.
PÚBLICO,: “Em termos de organização há um outro traço peculiar na LUAR. É o facto de, desde o seu início, ter optado pelo autofinanciamento, de modo a evitar a dependência de movimentos internacionais, de partidos estrangeiros, de outros países e de serviços secretos. Foi esse o motivo pelo qual a LUAR se estreou com o Assalto ao Banco de Portugal na Figueira da Foz, a 17 de Maio de 1967″
Portanto acabaram-se os problemas do fim do mês. Vamos daqui assaltamos o engenheiro Belmiro e quando alguém nos pretender acusar por roubo explicamos que estamos a seguir o modelo de autofinanciamento descoberto pelo seu jornal.
Porque recordar é viver, e porque o orçamento está aí a bater à porta
Retirado do Manifesto Eleitoral do Bloco de Esquerda, 2015. Para referência.

O mundo em Setembro de 2016
Pela primeira vez Playboy publica foto de muçulmana com hijab
Em 2020 já devemos ir na burka.