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Coisas a nunca esquecer nos regimes socialistas

4 Abril, 2014

I) Enfrentam com tenacidade as revoltas.

II) Mesmo quando se mostram incapazes de assegurar o mínimo dos mínimos há sempre uma organização internacional que os elogia pelos seu esforços na área social: Venezuela é “exemplo mundial” na erradicação da fome

Procedimentos a que se recorre no “exemplo mundial” para saber qual o lugar na fila do pão, do leite, do açúcar…

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Como queimar 6 mil milhões de euros?

3 Abril, 2014

O método parece ser:

  • 2640 milhões na ferrovia (44%)
  • 1500 milhões na área marítimo-portuária (25%)
  • 900 milhões na rodovia (15%)
  • 240 milhões no sector aeroportuário (4%)
  • O resto sabe-se lá (12%)

(ler mais aqui)

PS rejeita manifesto jarretal

3 Abril, 2014

PS rejeita o manifesto dos 74–1 pela voz da presidente do partido, Maria de Belém. Ao considerar a eventual redução de impostos sobre o rendimento em 2015 como “iscos” de uma “agenda eleitoral”, Maria de Belém reconhece que a dívida não será reestruturada nos moldes propostos pela coligação Francisco Louçã/Adriano Moreira. Caso o PS acreditasse na exequibilidade do manifesto dos 74–1, constataria não ser necessária a carga fiscal actual para um serviço de dívida que passaria instantaneamente para 60% do PIB, fosse qual fosse o PIB, fosse qual fosse a dívida. A alternativa a esta possibilidade seria avançar já com a promessa eleitoral de multiplicar pensões e salários da função pública por índice cainesiano superior a 1.

Mas que o manifesto dos 74–1 é só mais um canto do cisne socrático, isso já se sabia.

Os custos das custas

3 Abril, 2014

A propósito do processo que lhe foi movido pelo FCP Sousa Tavares chamou a atenção para um aspecto frequentemente escamoteado: os custas das custas – “Deve ser o maior processo de indemnização que alguma vez deu entrada no tribunal de Lisboa, um milhão de euros. É claramente uma tentativa de intimidação. Até porque vou ter de pagar as custas do processo, que são uns milhares de euros à cabeça.”

Os custos das custas levam a que mais do que uma justiça para pobres e outra para ricos tenhamos uma justiça para quem a pode pagar e para quem não tem de pagar. Mas embora com qualidade diversa ambos os grupos têm acesso á justiça.  Quem não tem acesso à justiça é aquela desgraçada multidão cujos impostos pagam a justiça grátis dos isentos e suportam as consequências do arguidismo que beneficia os ricos e que de facto não têm acesso à justiça pq dada a exorbitância das custas não a podem pagar.

 

A fé e a má fé

3 Abril, 2014

Este título do PÚBLICO é um exemplo da  marcação a Isabel Jonet feita pelo mundo activo-jornalístico: Isabel Jonet critica desempregados que passam o tempo agarrados ao Facebook Isabel Jonet não criticou os desempregados (já agora os desempregados não são intocáveis mas deixemos isso para outro post). Denunciou sim o que entende ser “uma vida que é uma total ilusão” de muitos desemrpegados que caem no engano de pensar que estão a trabalhar, “por estarem agarrados ao computador”. Mas nada disso lhes interessa. Queriam a sua polemicazinha do dia e tiveram-na.

 

Plano para retirar os sem abrigo das ruas

3 Abril, 2014

1. Colocar o direito à habitação na Constituição;

2. Câmaras criam bairros específicos para pessoas sem rendimento ou com baixos rendimentos (podemos chamar-lhe “bairros sociais”)

Em Portugal o bom senso é escandaloso

3 Abril, 2014
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A Isabel Jonet tem um defeito: fala com franqueza. E tem outro defeito ainda maior: diz o que pensa sabendo sobre aquilo de que fala. Isto para além desse defeito supremo que é não ser politicamente correcta, isto é, não ser de esquerda.

Está por isso envolvida, de novo, numa polémica inflamada pelas redes sociais – precisamente porque se atreveu a falar de redes sociais. Disse uma coisa óbvia: se os desempregados se fecharem em casa têm mais dificuldade em regressar ao mercado de trabalho. Nenhum Linkedin os salva. Para além de que todos sabem, mas fingem que não sabem, que não é no Linkedin que os desempregados passam as suas horas vazias.

Solução final para sem-abrigo

3 Abril, 2014

Seguro quer acabar com os sem-abrigo. A ideia é extremamente simples: “criar condições de modo a que os portugueses que vivem na rua deixem de o fazer”, acrescentando que o objectivo a alcançar é fazer com que “(quem) não queira estar na rua tenha um tecto”.

Casernas comunais em Majdanek

Casernas comunais em Majdanek

Bem… Já vi pessoas que consideram esta proposta um passo em frente no socialismo nacional: conjuntos de casernas erguidas por grandes socialistas, assegurando equidade total aos seus habitantes numa comuna fraterna onde o trabalho não falta.

Pessoalmente, considero que Seguro não pode ir tão longe: não há dinheiro nem para mandar um Tordo cantar. O que me ocorre, já que Seguro garante não prometer nada que não possa cumprir, é um projecto conjunto de povoamento do interior aliado a tecto para os sem-abrigo. Por exemplo, qualquer sem-abrigo que certifique que dorme ao relento (como prova documental basta uma world press photo), passaria a ser elegível para a atribuição de uma casa desocupada no interior. Todos sairiam a ganhar: o sem-abrigo passaria a ter tecto, o Estado passaria a cobrar IMI por edifícios actualmente isentos.

Casa do projecto-piloto "solução final para sem-abrigo que permite colecta de IMI"

Casa do projecto-piloto “solução final para sem-abrigo que permite colecta de IMI”

Portugal não é um país pequeno

2 Abril, 2014

Antes:

 

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Agora:

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Há coisas que nunca mudam.

Problema para a solução proposta

2 Abril, 2014

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Com toda a bonomia necessária exigida ao leitor para tragar um título que diz “Estado gasta” em vez de “contribuintes gastam”, o Atlas da Educação a que a notícia alude apresenta uma solução: “a solução não passará por proibir a retenção ou de a iludir pela busca de sucesso a qualquer custo, mas antes por preveni-la”. Óptimo: agora que temos uma solução, vamos tentar inventar um problema passível de ser resolvido com esta solução; pode ser: “como poupar dinheiro ao contribuinte não chumbando alunos?”

Sendo sempre favorável à ideia de se poupar dinheiro aos contribuintes (ou, versão colectivista/fascista, ao Estado/Sociedade), proponho uma série de medidas para enfrentar o problema acabado de criar para satisfazer a solução proposta:

  • Criação de um sistema baseado em agrupar alunos num sítio físico (a que podemos chamar “escola”), separados por graus de conhecimento, e acompanhados de um adulto (a que podemos chamar “professor”) cuja função seria ensinar coisas de acordo com um plano coerente;
  • Assegurar que o aluno pode escolher este sítio físico a que chamamos “escola”, dando aos pais (a que podemos chamar “encarregados de educação”) a opção de matrícula em qualquer estabelecimento, independentemente da propriedade do edifício onde se situa a dita “escola”;
  • A senhora ou senhor que ensina coisas (doravante designada/o por “professor”) terá que fazer uns testes para aferir os conhecimentos adquiridos pelos alunos e usar os seus resultados para perceber se está a ter algum sucesso (pista: se nenhum aluno acerta numa determinada questão, o problema pode – não é garantido – ser do “professor”);
  • O “professor” será avaliado anualmente através de um método ponderado de avaliação pelos pares, avaliação pelos “encarregados de educação”, avaliação pelas crianças (doravante designadas por “alunos”), avaliação pelo empregador, avaliação por resultados obtidos em exames nacionais e avaliação subjectiva de terminologia usada oriunda das “ciências” da educação fofinhas;
  • Mediante esta metodologia, criar um sistema de propinas anuais não subsidiadas e cumulativas tão mais reduzidas quanto menor for número de retenções (propina para duas retenções será o dobro de propina para uma retenção durante o resto da vida escolar).
  • Suspeitar de potenciais “professores” com sinais exteriores de incapacidade de raciocínio (por exemplo, ser comunista e ensinar História, propor reestruturação da dívida e ensinar Matemática ou defender o culto religioso socrático e ensinar Ética/Religião/Moral/Cidadania).

Mentira do 1 de Abril. Só pode!

1 Abril, 2014

Associação de Telespectadores critica “entrevista de emboscada” a Sócrates

Baratatontismo

1 Abril, 2014

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Como não pedir uma reestruturação de dívida

1 Abril, 2014

Sem pretender ensinar manhas a manhosos, creio que há limites para a desfaçatez quando alguém aparece perante os credores a pedir reestruturações de dívida. Algumas óbvias:

1. Não dêem ar de quem está apenas à espera da reestruturação de dívida para em seguida gastar mais;

2. Não mandem 12 generais, 1 almirante e 4 vice-almirantes. Dá ideia que ainda não cortaram nas chefias militares;

3. Não mandem um ex-provedor de justiça que fez tudo para boicotar cortes na despesa;

4. Não mandem ninguém que depois se arrepende;

5. Não mandem conhecidos despesistas.

Aos signatários só havia uma forma honrada de pedir a reestruturação da dívida, seguindo, aliás, a tradição portuguesa. É esta:

Egas Moniz na Estacao S Bento

Déjà vu

1 Abril, 2014

Há uma sensação de déjà vu quando o clero se manifesta contra filmes eróticos e banhos de sangue.

Tenho um negócio a propor-lhes

1 Abril, 2014

Às “Personalidades relevantes” que sempre defenderam todas as políticas que levaram ao crescimento da dívida e qu agora se mostram muito admiradas e indignadas não só por se ter de pagar a dívida como por esse pagamento levar a que fiquemos mais pobres.

Cada um de vós empresta-me mil euros neste ano da graça de 2014. Com juros naturalmente. Daqui a três anos aviso-vos que não quero  “ser cúmplice de uma injustiça histórica extraordinária, que chega de fabricar escravos. Não quero ser cúmplice de um banho de sangue (A parte do “banho de sangue” dispenso porque por mais voltas que dê à minha vida não me vejo a cair nessa fixação januariana com os tumultos. Pagar não pago mas descanse D. Januário meu futuro credor que banhos só de água)  Visto-me de negro e declaro que a dívida que o sistema me obrigou a contrair convosco está a roubar-me o futuro. Caso incautamente me perguntem quando penso pagar explicarei que   “Ter-se criado a ideia de que só há uma solução é uma atitude redutora em democracia. Que raio de política é esta? Espanta-me a frieza com que se dizem algumas coisas. Não há outro caminho? E quem levanta a dúvida está mal informado“. Como é natural em simultâneo peço mais mil euros a cada um pois “Surpreende-me que se diga alegremente que a situação é para durar 20 anos, pondo em causa as expectativas naturais de uma ou duas gerações”,  As minhas expectativas são absolutamente legítimas e comezinhas e não posso destrui-las só pq vos tenho de pagar a dívida.

Qualquer dúvida sobre como fazer a transferência pode ser colocada directamete neste blogue. E tratem de não me roubar o futuro!!!

Da «folga orçamental»

1 Abril, 2014

Senhores e senhoras jornalistas da área económica (e outros), deixem-se de tonterias e manipulações: o déficit do Estado em 2013 foi de 8.121,7 milhões de euros(*). Só haverá «folga» quando existir superavit, para o que notoriamente ainda falta muito….

O proteccionismo acaba sempre mal… para o protegido

1 Abril, 2014

Durante décadas os dirigentes sindicais habituaram-se a fazer monólogos. repetem enfaticamente o discurso tido como de defesa dos trabalhadores e já está. Quando optam por debater e deixam de estar protegidos por aquela condescendência tipo coitadinho como fala em nome dos trabalhadores e é muito de esquerda não vamos fazer-lhes perguntas a sério o resultado é patético (ver aos 30 minutos e aos 46minutos).

Miragens

1 Abril, 2014

Hoje é dia do jornalismo indígena

1 Abril, 2014

Não é mas podia ser. 90% das manchetes dos últimos anos fariam mais sentido hoje.

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Em assunto não relacionado, faltam 24 e 25 dias para poder assistir aos espectáculos de Fernando Tordo no Centro Cultural de Viana de Castelo e no Cine-Teatro de Valadares.

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Esta pessoa não é o Fernando Tordo e o FMI sempre veio.

Dinâmica do RSI

31 Março, 2014
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O RSI tem uma dinâmica própria. Tem mais beneficiários quando somos ricos e quando isto se aguenta do que perante uma crise de proporções épicas para reformados com pensões superiores a 2500€. Ler mais…

Comida ideológica

31 Março, 2014

Uns só dão a quem provar ser espanhol. Outros impõem aos ajudados que participem nas suas actividades políticas. Enfim é o que temos: socorro negro e socorro vermelho.

Motivos de cessação de RSI

31 Março, 2014
tags:

O i discrimina os motivos que levaram a que 33,913 pessoas deixassem de receber RSI. O gráfico é este:

motivo-de-cessacao-rsi-3

Adenda: coloquei uma casa decimal na percentagem do gráfico, para evitar que alguém se queixe que, fazendo a soma, não dá exactamente 100%. Chama-se arredondamento.

Adenda 2: a pedido de várias pessoas, coloquei na legenda que os 25.000€ não correspondem necessariamente a saldo em conta porque incluem eventuais barcos de recreio, aeronaves e afins.

A ler

30 Março, 2014

Alberto Gonçalves: Segundo dados do INE, a taxa de risco de pobreza em Portugal aumentou em 2012 para 18,7%. Dito assim, parece justificado o alarme geral e a presença nas televisões de estudiosos aflitos. Porém, ao acrescentar-se, de modo a acentuar as sombras, que a taxa é a mais elevada desde 2005, obtém-se o efeito inverso ao desejado e a coisa muda de figura. Se não erro, em 2005 os poderes públicos tinham acabado de construir uma resma de úteis campos da bola (e organizado o “melhor Europeu da História”), planeado o TGV e prometido o futuro aeroporto de Lisboa, entre outros desígnios nacionais que nos haveriam de conduzir à felicidade eterna. Os tempos, pois, eram risonhos, tão risonhos que o facto de o número de pobres de então superar o actual não incomodava ninguém, ou quase ninguém. E achava-se importantíssimo lembrar que os portugueses, incluindo os menos afortunados, não são números: são pessoas.

Infelizmente, as pessoas em causa vêem-se transformadas em números logo que os seus alegados paladinos necessitam de agitar estatísticas. As dramáticas condições de vida de perto de dois milhões de cidadãos, de resto uma quantidade relativamente estável ao longo da última década, constituem a garantia de uma vida desafogada para as centenas ou milhares que “combatem” a pobreza como se o salário deles dependesse disso. Ler mais…

O melhor de Portugal

30 Março, 2014

As motivações das pessoas que assinam a petição do manifesto dos 74 podem ser consultadas aqui. Deixo algumas que poderão ajudar a compreender a desgraça que é não nascer em Portugal, perdendo assim o que cá se faz de melhor. Poderão existir alguns erros ortográficos; isso em nada distrai do conteúdo: sejam tolerantes.

Ler mais…

Petição de reforço à petição de reforço à petição dos 74

30 Março, 2014

inception

Foi lançada a petição de reforço à petição de reforço à petição dos 74.

Seria importante lançar uma petição de reforço à petição de reforço à petição de reforço à petição dos 74. Isto não é para brincadeiras, é um assunto sério.

 

Não querem trocar umas ideias sobre o assunto?

30 Março, 2014

Antes que daqui a horas comece a manifestação da viva preocupação com os resultados conseguidos pela Frente Nacional em França convém recordar que em Portugal um partido que defende uma ideologia totalitária, que defende os regimes mais iníquos do planeta e que nos breves meses em que controlou o país procedeu a centenas e centenas de prisões sem culpa formada, saneou e perseguiu funcionários públicos, destruiu a economia privada…, esse partido  obteve nas últimas autárquicas mais de 11% dos votos, tendo mesmo num concelho conseguido mais de 40%. E mais fantástico ainda anda por aí todos os dias falando dos direitos dos trabalhadores, sendo os seus dirigente, que só vivem da política e que só fazem política, apresentados como representantes dos trabalhadores. Ao pé disto a senhora Le Pen não passa de uma amadora!!!

Na luta contra as previsões demográficas

30 Março, 2014

Juíza mantém Maternidade Alfredo da Costa aberta

 

manifesto74.com

30 Março, 2014

Há um site muito bom onde podem saber tudo sobre o manifesto dos jarretas, o documento comemorativo dos 40 anos do 25 de Abril que demonstra, com toda a transparência e anonimato, que foi para isto que fizemos o 25 de Abril, pá.

O que me deixa admirado é mais uma importação em detrimento do consumo interno de serviços de registo de domínio. Ainda para mais dos imperialistas americanos no paraíso fiscal do estado de Washington.

manifesto74.com

Canton Marittimo

29 Março, 2014

Movimento pela secessão da Sardenha e subsequente adesão à Confederação Helvética.

 

Agora é que os lixamos

29 Março, 2014

Na redacção do Público devem ter pensado: “agora quero ver como o governo vai responder a isto”:

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O TC da época ainda vai obrigar a fazer bebés retroactivamente

29 Março, 2014

para poder garantir os direitos adquiridos: Portugal pode passar de 10,5 milhões de pessoas para 8,6 milhões em 2060. Basicamente, perde 1,9 milhões de indivíduos.  (…) A par deste declínio demográfico haverá um enorme aumento do índice de envelhecimento. Concretamente, entre 2012 e 2060 passaremos de 131 idosos por cada 100 jovens para 307 idosos. Esta realidade é transversal a todas as regiões do país, sendo as ilhas as zonas mais fustigadas: os Açores passam de 74 idosos para 279, por cada 100 jovens; e a Madeira passa de 91 para 338, por cada 100 jovens. Também o Norte apresenta grande envelhecimento, passando de 119 para 366 idosos por cada 100 jovens.

 

Legitimidade parlamentar para jarretar

29 Março, 2014

Foi lançada uma petição para levar o manifesto dos jarretas a discussão no Parlamento. No momento em que escrevo já conta com 104 assinaturas, um número irrisório para aquilo que decerto obterá, algures entre os 6 e os 7 milhões que, não sendo inconsenso, já poderá ser considerado um “consenso amplo na sociedade”.

Apesar do inconseguimento no levantamento de inverdades, a narrativa do manifesto tem adeptos com demografia muito variada: pensionistas com reformas no percentil 90, jotas partidárias, irresponsáveis em geral, colectivistas de vários partidos em particular e analfabetos funcionais com salários e pensões no percentil 10. Os eleitores da Frente Nacional em França, portanto.

Por outro lado, é interessante que a jarretice vá à discussão, chamando a atenção para potenciais jarretáveis e, espera-se, de investidores apanhados de surpresa, que ouvirão falar da coisa pela primeira vez logo em contexto de rejeição parlamentar.

A rejeição do manifesto pela maioria é uma boa notícia para todos incluindo, diga-se de passagem, os próprios jarretas.

Confundir classe com sindicato e liberdade de expressão com nacionalização de comentários

28 Março, 2014

É sempre um clássico e vem a propósito do súbito surto de comentadores com comentários apagados, indignados por não lhes ser dada a hipótese de transformarem o blogue na comprativa. Dizem que há blogues muito bons onde não se apagam comentários de ruído e sugestões de “arder no fogo do inferno”, até porque o ar é de todos e assim; e é aí mesmo que vocês devem comentar, onde se sentem bem, acarinhados por pessoas fraternas que apreciam a refinada inteligência da forma mais popular para a expressão “suguem a minha ogiva em estátua do Eduardo VII, seus descendentes de meretriz que arruinam a sociedade com a pestilência de opinião expressa através da escrita”.

Bom fim-de-semana.

É só escreverem para Palácio Ratton

28 Março, 2014

Com toda a reflexão que o TC português tem produzido sobre iguldade e equidade estão os nossos juízes supremamente habilitados para resolver este problema que agora mói o juízo aos iraquianos:  el polígamo debe tener un trato de “igualdad” con todas sus esposas, pero los detalles de la jurisprudencia islámica son en ocasiones desconcertantes. Así, se establece que el marido puede pasar 7 días consecutivos con la esposa si es joven y no estuvo antes casada; si el matrimonio es con una mujer que ya estuvo casada, el esposo solo tiene obligación de pasar tres días consecutivos con ella, antes de volver a repartir su tiempo con las demás.

 

Inquérito de sustentabilidade do socialismo

28 Março, 2014

Prefere que:

  • As pensões sejam indexadas ao PIB e natalidade; ou
  • que se mantenham e apenas se reduzam as pensões futuras de quem ainda não se reformou?

Todos os comentários que defendam a segunda opção terão que vir acompanhados da idade do comentador.

A doideira

28 Março, 2014

De um país, de um governo e de uma oposição que fazem de conta que ficam chocados, surpreendidos e indignados quando fazem de conta que só agora souberam que as pensões terão ser ponderadas em função do crescimento económico e da demografia. Podem não ser mas querem falar sobre o que tal implica?

Noves-fora MEP

27 Março, 2014

Um MEP (Member of the European Parliament) ou, em anaclês, MPE (Member of The Parliament of the Europe), é eleito a partir de listas ordenadas de candidatos (em anaclês, ELOC – Elected of the Lists of the Order of the Candidates).

No caso tradicional, contemplando primárias, os simpatizantes do partido votam e a lista é elaborada de acordo com os votos obtidos. No caso de primárias paritárias do LiVRE, o processo é o seguinte:

  1. Simpatizantes votam;
  2. Listas são ordenadas;
  3. Se nos 6 primeiros a lista for paritária, fica como está; se não for, salta fora o indivíduo que está a mais e entra um do sexo oposto com pior classificação;
  4. Chega-se à lista:
    • Ana Matos Pires
    • Carlos Teixeira
    • Luísa Alvares
    • Palmira Silva
    • Rui Tavares
  5. Contam-se os caracteres excluindo espaços e rejeitam-se pessoas com número igual:
    • Ana Matos Pires (13)
    • Carlos Teixeira (14)
    • Luísa Alvarez (12)
    • Palmira Silva (12)
    • Rui Tavares (10)
  6. Rejeitam-se os candidatos com número não paritário de caracteres:
    • Ana Matos Pires (13)
    • Carlos Teixeira (14)
    • Rui Tavares (10)
  7. O que obtiver o menor resultado no “noves-fora” é o cabeça de lista:
    • Carlos Teixeira (14, noves-fora 5)
    • Rui Tavares (10, noves-fora 1)

Leituras:

27 Março, 2014

O “precedente do Kosovo”, por Miguel Madeira

Turista acidental: um museu e um almoço

27 Março, 2014
by

Lembro-me de que sendo Schmidt chanceler e eu primeiro–ministro, e estando Portugal numa situação financeira difícil, fui a Bona, então capital da Alemanha, com o ministro das Finanças Vítor Constâncio. Uns minutos depois, estando já Vítor Constâncio a expor a situação financeira, de que eu percebia tão pouco, pedi licença a Schmidt para ir dar uma volta e ver um museu. Assim aconteceu. Mas uma hora depois regressei para almoçar com ele, como estava combinado. Constâncio pediu para ir lavar as mãos. E então Schmidt disse-me: “Parabéns! Tens um ministro das Finanças excecional.” Ficou tudo resolvido.

O FMI chegou a Portugal pela primeira vez logo a seguir. Estava mesmo tudo resolvido. 

Facebook nas escolas, já

27 Março, 2014

A limitação do uso de redes sociais em escolas não faz grande sentido; porém, permite reacções interessantes, como as da presidente da Associação Nacional de Professores de Informática à agência Lusa. Parece que “faz parte do programa” uma parte sobre redes sociais: “as aulas não são para aprender a usar o Facebook, mas sim para ensinar a usar bem”. Entendo. Não sejas bully, petiz; partilha o que comes mas não as fotos em bikini com as maminhas tapadas pelas mãos em forma de conchinha, menina pós-menarca.

Isto faz todo o sentido. Por exemplo, proibir a revista Penthouse nas aulas de biologia é mau, não porque se queira ensinar a posar em posições de ioga, sim porque é preciso aceitar a visualização do corpo de forma correcta, sem tabus e evitando os perigos de uma utilização agressiva por parte de rapazes (e meninas homossexuais, pela inclusão).

Já os websites ligados à ICAR devem ser banidos: não há qualquer forma correcta de usar crucifixos; estes são um mero objecto opressor, ao contrário do comunista Nogueira, um ícone de liberdade.

Na realidade tende a ser uma luta perdida: mais perigoso que o Facebook pode ser, por exemplo, a leitura de blogues de professores; não porque se queira ensinar a ler opiniões de docentes, sim porque se pretende ensinar a identificar opinião de forma correcta, compreendendo o uso do bullying quando estritamente necessário ao serviço do Bem.

É preciso ensinar às crianças a forma correcta de uso das redes sociais, tal como é necessário ensinar aos mais pequenos a forma correcta de manusear um livro: pegas assim, virado para cima, começas da esquerda para a direita e, à medida que fores vendo as figuras, vais virando as folhas (chamam-se páginas, petiz); isto porque a seguir vêm mais desenhos ou um poema do Letria a dizer-te que há moinas maus que são equiparados ao senhor que se baba com as fotos da tua mãezinha no Instagram.