Saltar para o conteúdo

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito da Constituição

18 Janeiro, 2014

Alguém consegue explicar porque precisam N pessoas livres da benção estatal para assinarem um contrato de partilha de poderes paternais?

estar quieto

17 Janeiro, 2014
by

E o que deve o legislador fazer quando não sabe o que a sociedade quer sobre os seus valores fundamentais?

Mais cedo ou mais tarde, a resposta ser-lhe-á dada.

não será um referendo a dar-lhes resposta

17 Janeiro, 2014
by

A família é, porventura, a instituição social de natureza privada, por excelência.

Por definição, aquilo que é de índole privada não deve estar sujeito a referendo público, mas somente à vontade das partes envolvidas.

O vínculo histórico e tradicional de início de constituição da família é o casamento.

Até há bem pouco tempo, o casamento era um contrato celebrado por duas pessoas de sexo oposto, que tinha diversos fins, entre eles a constituição de família e a procriação. A adopção, também.

A partir do momento em que a lei portuguesa passou a admitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a natureza desse vínculo jurídico mudou profundamente. As repercussões sociais dessa transformação serão inevitáveis e profundas.

Ao tempo, houve quem chamasse a atenção para o facto de que o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo género sexual sob a forma de casamento abriria, inevitavelmente, a porta para a aquisição de todos os direitos inerentes a esse tipo de vínculo. A adopção, também.

Quem na altura defendeu que esse contrato, embora devesse atribuir às partes firmantes os mesmos direitos para si constituídos pelo vínculo do casamento, não deveria ser um contrato de casamento tal e qual o descreve a lei civil, tinha em mente preservar a liberdade de todas as pessoas para contraírem vínculos familiares para si mesmos, independentemente das suas opções sexuais, mas considerava também que era necessário pensar nos efeitos que a plena igualdade jurídica dessas situações criaria perante terceiros. A adopção de crianças, principalmente.

Na verdade, até à questão da adopção, a discussão do vínculo jurídico de casamento entre duas pessoas do mesmo género dizia respeito quase somente à liberdade individual de ambos. Após a introdução da questão da adopção, passa também a dizer respeito à vida das crianças adoptadas.

Dito de outro modo, a celebração de um vínculo jurídico que firme a união entre duas pessoas afecta o direito de ambas disporem sobre si próprias. Ao passo que a adopção de uma criança não pode ser entendida como um direito do casal adoptante, porque dispõe sobre um terceiro, mas uma expectativa de vida da criança adoptada que o casal realiza.

Sobre isto, há quem entenda que a educação de um menor só será plenamente realizada numa família tradicional, isto é, onde exista um pai e uma mãe, porque só nela se poderão transmitir os valores essenciais à sua formação moral, que condicionará as suas escolhas futuras, enquanto que uma criança educada num lar formado por duas pessoas do mesmo género sexual terá a sua formação e futuras opções de vida condicionadas por esse facto.

Pelo contrário, há quem defenda que o essencial na educação de uma criança é a transmissão de amor, de carinho e de valores de carácter que podem ser transmitidos fora do casamento até agora considerado tradicional. E mais: que o número elevado de crianças sem lares de adopção deve forçar esta possibilidade. Trata-se, este último, de um argumento utilitarista, mas nem por isso deverá ser desmerecido.

No fim de contas, a solução hoje encontrada na Assembleia da República é, de longe, a pior de todas: considera, por falta de coragem política, somente a co-adopção e não ainda a adopção plena (embora seja uma evidente porta de abertura para lá se chegar), como se vai colocar a referendo público uma questão que não deverá ser objecto de discussão politicamente enviesada, como inevitavelmente sucederá.

No fim de contas, há duas perguntas a merecerem resposta: como é que a sociedade portuguesa do nosso tempo valora a família e quem tem legitimidade para responder a essa questão?

Não será certamente um referendo a dar-lhes resposta.

Ainda não se arrependeu?

17 Janeiro, 2014

António José Seguro está a debitar na AR os tempos de espera nas urgências hospitalares. O exercício vale o que vale e pode ser feito por qualquer figura da oposição a qualquer governo sobretudo durante um surto gripal. O que é interessante é que António José Seguro podia estar a discutir eleições, eleições que provavelmente ainda ganharia.

A ler/ver

17 Janeiro, 2014

 É desta que o Ricardo Araújo Pereira deixa de me falar    por Alberto Gonçalves

A cultura de direita em Portugal por António Araújo

 

Militância ou teatro

17 Janeiro, 2014

Em dia de votação para um referendo, falar-se-á do amor. O argumento mais utilizado será a capacidade de sicrano e beltrano para amarem. Nos outros dias só se fala na capacidade de sicrano e beltrano para odiarem mas, hoje, o que parece estar em causa pelos militantes é a capacidade inata de pessoas não especificadas se amarem.

Não me apetece ter opinião sobre o amor na terceira pessoa. Tal como no casamento gay, os média estarão cheios de heterossexuais militantes da causa alheia. Não seria possível ouvir os que efectivamente se consideram prejudicados? É que, se é mesmo de amor que se trata, as melhores histórias são as contadas pelos próprios protagonistas.

Seja como for, em caso de referendo, a única hipótese da vitória do “sim” será através das histórias reais em nome próprio de pessoas reais. A ideia abstracta não interessa nem é suposto interessar a quem não se sente prejudicado.

Novas PPP

16 Janeiro, 2014

A seguir com atenção as novas PPP. Teixeira Duarte ganhou um concurso de 3,5 mil milhões de euros para fazer uma auto-estrada na Venezuela. A Venezuela não tem qualquer possibilidade de pagar esta verba, por isso alguém terá que assumir a responsabilidade pelo dinheiro. O mesmo para os asfalteiros que agora parece que vão ser feitos pela Martifer. Era bom que ficasse claro que compromissos é que o Estado português anda a assumir nestes negócios.

Projecto Troika

16 Janeiro, 2014

CARLOS-CUNHA-censuradoHá um “projecto troika” que, de acordo com os artistas, pretende traçar um “trajecto em Portugal”. Considerando que “fomos ‘invadidos’ por um grupo de homens que, a mando da regulação e regulamentação, a par dos governantes por nós eleitos, vai introduzindo medidas ‘imprescindíveis’ para a nossa salvação”, afirmam que “desde 2008 que a sociedade portuguesa é assaltada por ameaças de colapso: económico, primeiro, mas consequentemente de toda a estrutura social”.

Com uma série de fotografias e um vídeo, querem “mostrar as consequências e resultados na sociedade portuguesa das intervenções impostas a todos nós”. Uma das fotografias (ver foto não censurada), de Adriano Miranda, “fotojornalista no jornal Público”, revela perfeitamente a forma com que os portugueses vêem o ajustamento e pode ser traduzida por “prefiro que me tirem a roupa a tirarem-me o Mercedes”.

Quem quiser contribuir, pode, através de caridadezinha.

Já agora, à matrícula do veículo corresponde um seguro Açoreana, do grupo Banif, iniciado a 1 de Agosto de 2013, porque isto, , isto não se aguenta.

Nota: apresento uma versão da foto censurada para que eventuais partilhas no Facebook deste artigo não acarretem problemas pela política de proibição de nudez nesta rede social.

Nostradamus doméstico

15 Janeiro, 2014

Segundo o DN «Em declarações aos jornalistas, à saída de uma sessão evocativa sobre o ensino técnico-profissional em Moçambique, que hoje se realizou no instituto Camões, Mário Soares ficou a saber que hoje vai ser debatida, na Assembleia da República, uma petição da iniciativa de um conjunto de cidadãos que se solidariza com uma carta aberta ao Governo por ele subscrita em 2012. “Isso já foi há muito tempo”, disse, sublinhando, porém: “Eu não costumo mudar de opiniões.” Questionado em concreto sobre se continua a pedir a demissão do Governo, repetiu: “Não mudo de opinião quanto a isso. Eu sou dos que não mudam de opinião.”» Sendo já de si misterioso o que terá Mário Soares a ver com o ensino técnico-profissional em Moçambique (já agora em que época?) mais misterioso ainda que nenhum jornalista o tenha interrogado sobre as suas profecias de ontem sobre a desintegração da Terra. Afinal não é todos os dias que um dirigente de um país escolarizado, seja no  técnico-profissional  ou noutro sistema, anuncia a desintegração da Terra ainda para mais ” num universo totalmente desconhecido” e “no máximo dentro de cinquenta anos”.

Embora assim à partida eu na minha enorme ignorância não consiga distinguir a diferença para os habitantes do planeta Terra deste se desintegrar num universo conhecido em vez de ser num totalmente desconhecido como afiança o dr. Soares que acontecerá estou em crer que alguma informação específica terá o dr. Soares sobre essa assinalável diferença entre desintegrarmo-nos em universos conhecidos – devem ser os frequentados por socialistas – versus os totalmente desconhecidos que certamente devem ser povoados por partículas neo-liberais. Mas mais misteriosa é conclusão do dr. Soares sobre as consequências dessa desintegração que terá lugar “no máximo dentro de cinquenta anos”: “a probabilidade da desintegração da Terra, num universo totalmente desconhecido, no máximo dentro de cinquenta anos, com as terríveis consequências que daí advirão, poderá ser fatal” Aqui é que me perdi de vez: o que poderá não ser fatal do ponto de vista humano numa desintegração da Terra?

 

Alegando

15 Janeiro, 2014

Estudante de escola de Braga que morreu tinha outros problemas além do alegado bullyingPÚBLICO. Insondáveis são os caminhos que levam os jornalistas a escrever o termo alegado. Porque há-de neste caso o bullying ser alegado e os outros problemas um dado adquirido?

Feios, recos e maus

15 Janeiro, 2014

PinkFloyd-Animals (Front)
Pink Floyd – Animals (1977)

“Hey you Whitehouse, ha ha, charade you are”

Mais cedo ou mais tarde teria que surgir uma nova polémica com porcos. Depois do pânico de se ficar socialista ao ingerir carne bovina com doença de Creutzfeldt-Jakob, surge a nacionalização da bonomia fraudulenta selectiva com recos vítimas de infanticídio.

Se cobraram mais do que o devido no restaurante, isso é irrelevante. O que é relevante é a disponibilidade dos progressistas para apoiarem essa forma de castigo, que consideram ser o ladrão que rouba ladrão. Aproveitando esse ímpeto, devemos considerar a hipótese de assaltar funcionários assalariados do estado cujas funções executadas não consideramos justificarem salário. Por exemplo, os ainda existentes horários-zero na escola pública. Se ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão, ladrão que rouba estadão terá mais cêntimos de pensão.

um insulto desnecessário

14 Janeiro, 2014
by

O Aventar, um dos blogues neo-esquerdistas mais lidos em Portugal, acaba de publicar um post no qual qualifica o Instituto Mises Brasil, o mais influente e activo think tank liberal lusófono, como “o núcleo central do chamado neoliberalismo em português”. Caramba, apesar das dissensões culturais e ideológicas serem propensas à radicalização discursiva, não havia necessidade de atacar de forma tão baixa. Há limites para tudo!

o que a direita e o cds devem a paulo portas

14 Janeiro, 2014
by

Agora que terminou o congresso do CDS e se começa a falar, entre membros do partido e na comunicação social, na sucessão de Paulo Portas e na existência de duas oposições, uma declarada e outra silenciosa, à sua liderança, é conveniente tratar do tema com alguma cautela, para se não cair no ridículo. Dito de outro modo, o CDS e a direita devem esforçar-se por perceber o que são e quem é Paulo Portas e o que lhe devem, independentemente de gostarem muito, pouco ou nada dele.

E Paulo Portas foi o único verdadeiro líder que a direita teve nos quarenta anos que já leva o regime democrático, e quem verdadeiramente fundou o único partido que declaradamente lhe pertence. Entendamo-nos: os fundadores do primeiro CDS não foram Freitas do Amaral nem Adelino Amaro da Costa, mas, como pode ler-se no primeiro volume das memórias de Freitas do Amaral, a ala esquerdista do MFA, que precisava de um partido de “direita ordeira” e, sobretudo, indiferente ao destino do Ultramar, para credibilizar internacionalmente o novo regime e concretizar os objetivos de descolonização imediata das antigas colónias. A caminho da reunião agendada com os militares, conta Freitas do Amaral, ele e Adelino Amaro da Costa não sabiam ao que iam. Chegaram mesmo a pensar que seriam presos. Pedir-lhes que fundassem um partido é que não lhes passava pela cabeça. Quando Amaro da Costa, que ainda imprimiu ao partido algum dinamismo e coerência, faleceu, o CDS desapareceu pelo ralo do regime, e todos, ou quase todos, os seus “fundadores” abandonaram a política ou foram a correr para o PS, com o qual claramente se identificavam. A experiência da liderança de Lucas Pires foi um fogo-fátuo inconsequente. Apesar das suas notáveis qualidades intelectuais e tribunícias, Lucas Pires não era um líder partidário e iniciara já, por essa altura, um caminho de afastamento muito crítico em relação à direita.

Foi, assim, Paulo Portas quem refundou a direita do regime, ou, se preferirem, quem verdadeiramente a criou. Primeiro, lançando um jornal político de excelência – O Independente – que trouxe ao país um conjunto de novas ideias de fácil manejamento e divulgação (as dúvidas sobre o europeísmo, a defesa de princípios conservadores, a apologia da economia de mercado, etc.), um sem número de opinion makers de grande nível e um grupo de colaboradores com os quais ele futuramente municiaria as estruturas dirigentes do CDS. Depois, tomando conta de um partido deixado moribundo por Freitas do Amaral, fazendo-o, numa fase inicial de transição, pela interposta pessoa de Manuel Monteiro, que nunca percebeu o seu papel verdadeiro em todo este filme

 Passando por inúmeros episódios em que a sua morte política foi certificada, por sondagens que lhe chegaram a dar, a poucos meses de eleições, menos do que 2% das intenções de voto, Paulo Portas levou o CDS duas vezes para o governo, onde ainda permanece e do qual dificilmente sairá nos próximos anos. Conquistou posições em todo o aparelho do regime, nas autarquias e em todos os centros de poder nacional. Em termos eleitorais, o que tem valido ao partido é a sua cara. Na verdade, o CDS não tem outro discurso que não seja o seu, nem ninguém que o protagonize. A ilusão que o Dr.Ribeiro e Castro acalentou, durante alguns meses, de fazer voltar o CDS às suas origens genuínas da democracia-cristã e do freitismo era uma impossibilidade material: essas origens nunca existiram.

Por conseguinte, goste-se ou não do que é o CDS, a verdade é que, em quarenta anos de regime democrático, a direita portuguesa foi incapaz de fazer melhor. E o que existe tem um autor: Paulo Portas. Enquanto ele desejar, será ele o dono do partido e da direita portuguesa. E ele não sabe fazer outra coisa senão isso.

O frenesi das tricoteuses

14 Janeiro, 2014

Tema do meu artigo de hoje no DE: Lembram-se do aquecimento global? O mundo ia ser uma frigideira. Houve quem defendesse a criminalização daqueles que o questionavam e desde a venda de bolos podres no Algarve – guardo religiosamente esta notícia! – ao caos dos buracos no alcatrão mal surgiam as primeiras chuvas outonais tudo era explicado através do aquecimento global. (…) E os palestinianos, já os esqueceram? Eram cordões humanos pela Palestina, barcos com comida para a Palestina, declarações diárias contra o muro construído por Israel sem esquecer as imagens de uns homens embrulhados nuns lenços anunciando holocaustos vários, devidamente assessorados por uns activistas europeus que afiançavam da nobreza das suas intenções. Ao mesmo tempo a desindustrialização da Europa e a sua irrelevância política acentuavam-se. Mas o que nos inebriava, a avaliar pelos jornais, eram as diatribes do xeque Yassin. E as gravuras de Foz Côa? O que será feito delas? Em 1994 cada português era um especialista em gravuras rupestres e questionar que 300 mil turistas afluiriam anualmente dos mais remotos lugares do mundo para as contemplar dava direito a entrar no top nacional da estupidez. (…) Escolhi estes exemplos mas podia ter escolhido outros – o casamento entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo – para dar conta de um fenómeno que, não sendo novo, se tem acentuado nos últimos anos e acentuará ainda mais nos próximos tempos dada a preponderância dessas novas “tricoteuses” que são as redes sociais: de repente, sem que saibamos porquê, um assunto é agigantado e torna-se dominante no espaço informativo. Discordar da posição politicamente correcta nesse assunto é quase sinónimo de linchamento público.

Ganhámos! Somos o melhor jogador do mundo!

14 Janeiro, 2014

A alegria dos portugueses pela Bola de Ouro de Cristiano Ronaldo, a julgar pelos telejornais, é imensa. Afirmações como “os portugueses choraram com Ronaldo” demonstram a mutualização expectável do galardão com toda a república, isto em consonância com o dito “quando ganha um português ganham logo dois ou três”.

Tal como a dívida da Madeira, que os do continente assumem como sua numa verdadeira união monetária, este é o galardão de todos.

Questionado acerca da importância do prémio para Portugal, Ronaldo afirmou que em Portugal já deixou a sua marca, ambiciona sim deixá-la no mundo. De acordo com o filósofo Miguel Real no Prós e Contras de ontem, está será uma atitude hedonista de Ronaldo; a competitividade desenfreada, diz o autor, leva à destruição criativa da sociedade com uns contra os outros num crescimento gigantesco e não sustentável da destruição da dignidade humana. Por isso é preciso explicar a Cristiano Ronaldo que ele não venceu qualquer prémio, quem venceu foi o português; e, quem não chora com Ronaldo, é porque é cubano.

Só para homens

13 Janeiro, 2014

nuno-ferrari-foto

a sucessão no cds

13 Janeiro, 2014
by

Paulo Portas pertence àquela rara categoria de homens públicos que gosta de prover a sua sucessão durante a vida activa, para evitar o “depois de mim o dilúvio”, como muitos outros preferem fazer. Nesta categoria de líderes abnegados e desinteressados do poder encontramos exemplos lapidares, como António de Oliveira Salazar, que sempre manteve no bolso do casaco um bilhete de comboio para regressar ao remanso do lar em Santa Comba Dão, Álvaro Cunhal, que se manteve no seu posto como um simples funcionário do partido enquanto, e só enquanto, o colectivo assim o quis, e Mário Soares e Aníbal Cavaco Silva, que abandonaram os seus postos pelo próprio pé e nunca interferiram na gestão dos seus antigos partidos. Paulo Portas pertence a este escol de políticos que vivem bem sem a política, pelo que é mais do que natural que esteja a pensar na sua sucessão como líder do CDS. A última vez que isso aconteceu, o feliz contemplado na linha sucessória foi José Ribeiro e Castro, que, por alguma razão ainda hoje ignorada, permaneceu por pouco tempo no posto. O Dr. Nuno Melo, se quiser manter a serenidade de espírito, que se deixe manter por Bruxelas, cargo para onde o (ainda) líder do CDS o enviou há uns anos, e ao qual ele certamente se candidatará em próximas eleições, enquanto o CDS tiver eleitorado para o eleger. Se, entretanto, o deixar de ter, também não vem para cá fazer nada.

ninfomaníaca

13 Janeiro, 2014
by

N’ O Insurgente.

um destroçador de corações

13 Janeiro, 2014
by

Este Monsieur Hollande, verdadeiro macho latino das gálias, que, não fosse o cargo que ocupa não lhe dar tempo para nada, mudaria de namorada todos os dias como quem troca de camisa. Assim, coitado, vê-se na contingência de ser obrigado a gastar os seus imensos talentos masculinos no velho clichê “a legítima em casa, a outra no escritório”, como tem sido noticiado ultimamente, embora com algumas variantes sobre a versão original: nem a “legítima” tem estado por casa, nos últimos dias, mas mais pelo hospital, ao passo que da “outra” só em sentido figurado se poderá dizer que trabalha no Eliseu. De todo o modo, o que interessa retirar desta vulgar estória de costumes é a lição de moral política que ela encerra: num país que proclamou o célebre tríptico da “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, onde as figuras públicas podem ter a sua vida privada estampada na comunicação social, o socialista François Hollande conseguiu proibir a divulgação de notícias sobre o seu affaire amoroso. Como dizia o outro, somos, sem dúvida, todos iguais. Mas uns bem mais iguais do que os outros.

Mas que coisa maravilhosa!!!

13 Janeiro, 2014

A entrevista do DN à embaixadora de Cuba em Lisboa é uma peça de antologia.  Qualquer embaixador, ministro, empresário… devia ser entrevistado assim.Uma coisa tocante.  A senhora embaixadora explica como é que o presidente dos EUA pode ou não intervir na  “proibição de os cubanos [que vivem nos EUA] visitarem a ilha. ( Coitadinhos dos cubanos que vivem nos EUA e têm limitações nas visitas à terra donde a maioria fugiu!) E, pelo menos na edição on line  nem uma linha, nem uma pergunta sobre os cubanos que vivem em Cuba e coitados não podem visitar nem ilhas, nem penínsulas, nem arquipélagos, nem istmos, nem continentes, nem ilhéus… além daquela terra governada por uma clique gerôntica que goza de uma bela imprensa.

Não fosse a senhora embaixadora colocar as coisas em seu devido nível  – Os EUA negoceiam com os talibãs, com países que têm arma nuclear, com terroristas. Mas não se sentam a negociar com Cuba – e até pareceria que os dirigentes cubanos são assim uma espécie de líderes suecos perseguidos pela intolerância dos EUA.

Por fim acho sempre tocante as críticas ao embargo norte-americano pois até mais ver são a defesa mais entusiástica do capitalismo que conheço já que  atribuir ao embargo norte-americano a responsabilidade pela pobreza em Cuba – coisa ainda mais interessante se se tiver em conta que o regime cubano se  construiu numa retórica anti-americana com a consequente nacionalização dos bens e companhias dos norte-americanos naquele país – é um reconhecimento da derrota de todas as quimeras socialistas.

 

A Terra move-se

13 Janeiro, 2014

Para lá do enredo em torno de Hollande e da sua “companheira oficial de”, “mulher de”, “primeira-dama”, “companheira” – na hora das crises a alegada informalidade das relações desaparece automaticamente – a França vive momentos fantásticos. Por um lado temos um maire às voltas com uma imagem da Virgem num caso cujos contornos ultrapassam o guião de Dom Camillo versus Peppone e por outro a seguir com mto interesse é esta notícia sobre o gás de xisto. Depois duma fase e que  a exploração deste gás foi proibida em França por Hollande e o próprio Conselho Constitucional reforçou essa proibição donde a exploração desse gás ser inconstitucional em França algo começa mudar: para já os gigantes franceses ganham terreno no estrangeiro mas é provável que dentro em breve algo mude em França.

um equívoco irreparável

13 Janeiro, 2014
by

Pedro Passos Coelho foi recebido ontem, no começo da tarde, “de forma gélida” no Congresso do CDS, noticia o Expresso. Esta reacção dos congressistas só pode, contudo, ter sido fruto de algum equívoco, supondo-se, por exemplo, que entrara no recinto Seguro e não Passos, erro provocado, quem sabe, por alguns excessos comemorativos cometidos durante o almoço. Caso esse lapso não tivesse sucedido e os senhores congressistas tivessem mesmo visto Passos Coelho entrar no congresso, o primeiro-ministro teria sido certamente aplaudido de pé, com entusiasmo e ruidosa ovação que se prolongaria por largos minutos. Na verdade, eles só ali estão graças a ele, que conseguiu que o CDS sobrevivesse, em Julho, a uma crise desonrosa, que provavelmente lhe teria seria fatal.

Espaço para contrição de comentadores e outros devotos

12 Janeiro, 2014

O Bem dogmatizou que não tinha aulas ao Sábado de tarde em Julho de 1966.
Serve este espaço para comentadores e restantes devotos se redimirem do pecado de tentarem passar inverdades acerca do Bem, justificando a plausibilidade não sancionada pelo dogma. Podem começar.

Mais complicado que ir à escola num sábado à tarde, num mês de Julho

12 Janeiro, 2014

Se bem percebi Portas justifica a sua demissão no passado mês de Julho como uma espécie de manobra táctica integrada numa estratégia que lhe permitiria reequilibrar os poderes dentro do governo e levar este a entrar numa “nova fase”.  A explicação funcionaria caso ele não tivesse escrito aquela palavrinha “irrevogável” que lhe estraga a narrativa desta crise em que ora faz de Maquiavel ora de Egas Moniz. As narrativas a posteriori têm destas coisas como bem se sabe em Portugal – Sócrates é um protagonista recorrente desse género de ficção embora no último caso talvez não tenha ficcionado tanto quanto possa parecer pois não é de todo improvável que, na província, se usasse nas férias o campo de jogos sobretudo numa escola particular como parece que era a que Sócrates frequentava. Já quanto a Portas a explicação “do que teve que ser” funciona para enquadrar o fim da crise mas não o seu início. E sobretudo  tendo em conta o que custou aquela crise ao bolso dos portugueses a explicação por mais sofisticada que seja é de uma tremenda leviandade social e nacional.

Escolaridade inconstitucional

12 Janeiro, 2014

Obrigar indivíduos de 16 anos a frequentarem a escola até obterem o 12º ano ou os 18 anos  que permitam – finalmente – usufruir do seu direito constitucional ao trabalho é uma violação do princípio da confiança, nomeadamente a confiança em que alunos do secundário estão na escola porque querem aprender.

20140112-082442.jpgNota: é perfeitamente natural que este post seja criticado pelas pessoas que dependem da imposição estatal para assegurar as suas profissões lectivas (vulgo “rendeiros”). Essa crítica é natural e pode ser compreendida pela insegurança decorrente do trabalho prestado ser insuficiente para manter alunos.

Ditador? Não!

11 Janeiro, 2014

Num artigo que relata a última aparição de Fidel o DN usa os termos  “o ex-líder cubano”, “o antigo comandante”, “o líder histórico da Revolução”, “o líder cubano”. Ditador é que não! Isso fica para outros. Num pormenor tocante o DN ainda afiança que “É visível como os cubanos aplaudiram a chegada de Fidel ao “Laboratório para a arte”, no bairro de Romerillo, próximo da casa do ex-líder cubano. ” Não duvidando eu da verdade do que foi escrito e descrito não posso deixar de comparar a forma como se escreve sobre Fidel com os termos reservados no mesmo periódico a outros líderes.

só faltou o júnior

11 Janeiro, 2014
by

A família socialista esteve ontem reunida em torno do seu patriarca, o Dr. Mário Soares, por ocasião da entrega do prémio Personalidade do Ano de 2013, que lhe foi justamente atribuído pela Associação de Imprensa Estrangeira. Estiveram presentes António Costa, José Sócrates, Ferro Rodrigues, Almeida Santos, João Galamba, Sérgio Sousa Pinto, Paulo Campos, Marcos Perestrello, entre outros. Verdadeiramente, a crème de la crème socialista. A nata do Rato. A elite da oposição democrática. O patriarca, do alto da sua longevidade, lucidez, grandeza histórica e magnanimidade democrática deve ter-se sentido profundamente orgulhoso com tamanha homenagem. É que estavam lá todos. Não faltou ninguém. Pelo menos, ninguém que lhes fizesse falta.

À escuta

10 Janeiro, 2014

Como percebem aqueles que por aqui vão passando a minha vida profissional leva-me a vários arquivos. Nos últimos anos o recurso aos arquivos de imagem e às hemerotecas tem servido de base a séries de televisão, livros, documentários… Menos trabalhados os arquivos rádio têm potencialidades interessantíssimas. Ao longo deste ano a Antena 1 vai ter no ar um programa no qual colaboro que tem por base e pretexto os sons do seu arquivo num período que vai de 1973 a 1976. Chama-se Sons de Abril. No mundo dos sons cabe quase tudo. Um dos sons daquele arquivo que mais me surprendeu até agora é esta conversa entre os serviços de censura

Até os doentes devem ser livres

10 Janeiro, 2014

Ferreira Fernandes, no seu blogue em papel, decide que pessoas como eu são doentes. Um diagnóstico, portanto. Isto causa-me alguma aflição porque, sinceramente, não sabia que estava doente. Em muitos casos, viver com a doença é simplesmente aceitá-la, algo que é desnecessário se a maleita não causar sintomas incomodativos ao paciente, situação em que o indivíduo até vive melhor se nem se aperceber que a tem. Como o doutor não prescreve qualquer alteração dietética ou comprimidos para aliviar os sintomas que desconhecia ter, não vejo qualquer utilidade em diagnosticar um não-queixoso. Mas pronto, está feito, está feito. Agora que sei que sou doente, exijo a devida atenção do SNS já que, afinal, o acesso à saúde é um direito inalienável, universal e gratuito. Agora que me chamou a atenção para a doença, sei que me sentiria melhor tendo acesso a alguns meios de tratamento, por exemplo, a oportunidade de relatar a minha vivência com a doença numa coluna no mesmo blogue em papel.

SUV

Já vi algumas reacções despropositadas com o post de Ferreira Fernandes. Parece-me excessivo: o autor apenas expressa a sua opinião, outro direito inalienável, aliás, apenas existente graças à inevitável derrota das forças revolucionárias como a “Soldados Unidos Vencerão”. Graças a esta derrota, não só Ferreira Fernandes pode expressar-se como eu também posso, o que, admito, pode gerar diagnósticos. Isto nem sequer é uma crítica a Ferreira Fernandes e aos restantes revolucionários dos idos de 75: se há algo que se pode concluir é que as pessoas evoluem, deixando de apoiar regimes sanguinários para simplesmente passarem a apoiar idiotas. E quem sou eu para julgar os revolucionários? Quem nunca plantou bombas em sedes de partidos nos quais se acaba a votar que atire a primeira pedra.

Brindemos então a Ferreira Fernandes – que já pode mostrar a cara -, ao hebefrénico – que também a mostra -, e à liberdade de expressão que nos permite dizer o que quisermos sobre o menino de ouro e sobre o de diamante também.

Cinema Londres tão relevante como o Cinema Bratislava

9 Janeiro, 2014

Paulo Leite, sobre a indignação cultural do dia:

não seria mal perguntar aos comerciantes revoltados qual foi a última vez que algum deles foi ver um filme ao Cinema Londres, porque suspeito que quase nenhuma das pessoas agora indignadas, tenha, um ano antes da tal indignação, contribuído para a boa saúde financeira daquela sala. Aliás, suspeito que uma vasta parte das pessoas que se insurgem contra o fim destes velhos cinemas não vão ao cinema mais do que duas vezes por ano – isto tendo em conta os dados publicados todos os anos, em vários países, onde as características dos públicos são bem medidas e analisadas.

Leia o resto.

Loffada de frescura

9 Janeiro, 2014
titleHélio Pestana, um dos inúmeros construtores da nação Loffiana.

Manuel Loff é historiador, que é como quem diz escriba do que a história poderia ter sido para justificar o que agora deveria ser. A propósito de Eusébio, Loff dogmatiza que “todas as comunidades humanas que acreditam ser nações – se construíram sobre identidades definidas nos últimos 200 anos”. Esqueçam D. Afonso Henriques, Camões, D. João II, Infante D. Henrique, Marquês de Pombal, Vasco da Gama, Santo António de Lisboa, Padre António Vieira, Fernão de Magalhães, D. João I, Afonso de Albuquerque, D. Manuel I, Rainha Santa Isabel, Pedro Álvares Cabral, a Padeira de Aljubarrota, Bocage, Gil Vicente, Fernão Mendes Pinto e Pedro Hispano. A nação portuguesa construiu-se (o termo é Loffiano) por Salazar, Álvaro Cunhal, Salgueiro Maia, Mário Soares, Amália Rodrigues, Eusébio, Jorge Pinto da Costa, Fernando Nobre, José Hermano Saraiva, Aníbal Cavaco Silva, Luís Figo, José Saramago, Catarina Eufémia, Carlos Paredes, José Sócrates, Ruy de Carvalho, Alberto João Jardim, Mariza, Rosa Mota, Vítor Baía, Otelo Saraiva de Carvalho, Herman José, Ricardo Araújo Pereira, Hélio Pestana, Jorge Sampaio, Irmã Lúcia e Maria João Pires.1 Ler mais…

O polo cultural

9 Janeiro, 2014

Indignados com a passagem das instalações do antigo cinema Londres a loja propriedade de cidadãos chineses vários cidadãos lançaram duas petições. Segundo a TSF “Para evitar que os chineses se instalem, estão a decorrer uma petição e um abaixo-assinado. O MaisLisboa – núcleo lisboeta da associação cívica Mais Democracia – propõe uma cooperativa de particulares e entidades públicas, para criar uma espécie de centro comunitário para acontecimentos culturais e actividades cívicas. O abaixo-assinado do MaisLisboa já tem mais de 300 assinaturas.”

Deixando de lado a fineza daquele Para evitar que os chineses se instalem – aliás na zona existem há largos anos lojas de produtos orientais. Muito antes de se falar de lojas de chineses já na avenida de Roma se vendiam  numa dessas lojas artigos muito diversificados a preços muito interessantesconfesso que não há paciência para esta gente que vive em tremeliques pela cultura e que da cultura frequentemente tem uma perspectiva do vou se me mandarem convite. Note-se que nada impede estas 300 pessoas de constituir a tal cooperativa com o dinheiro delas tal como nada as impediu de ir ao cinema no Londres antes dele encerrar.

O fascínio pela mentirinha

8 Janeiro, 2014
by

Há fantasmas do passado que estão sempre a assaltar-nos, e não falo de saber o que fez o excelso na tarde de sábado de 23 de Julho de 1966. Isso é-me irrelevante. Tal como a doentia propensão para a efabulação, tema que não me tomaria um segundo. O fantasma de que falo é outro: é o da capacidade para deslocar o centro da discussão, para criar factos acessórios, reais ou imaginados, mas capazes de colocar todos a discutir se havia ou não aulas à tarde nas escolas primárias da Covilhã em 1966 apenas para que todos se esqueçam de quem foi que inventou mais uma historieta sem qualquer importância a não ser a de confirmar que há criaturas como uma irreprimível vocação para a efabulação. O fantasma de que falo é a crendice de certas criaturas – incluindo alguns jornalistas –, sempre prontas a aceitar a “verdade” revelada pela corte do novo filósofo, mesmo quando essa “verdade” contraria o mais elementar bom senso.

Para acabar de vez com as dúvidas, vamos lá a factos que eu próprio, nascido no mesmo ano do excelso, posso testemunhar. É verdade que nesse tempo havia aulas ao sábado, mas só ao sábado de manhã. Nunca tive aulas ao sábado à tarde nem me recordo que algum amigo meu as tivesse. Aulas ou qualquer outra actividade escolar, nomeadamente actividades dirigidas a crianças da 3ª classe, pois era na 3ª classe que eu andava em 1966 e o “menino de ouro” também.

As férias escolares eram grandes e duravam vários meses – eram as “férias grandes”. As aulas acabavam por regra ainda em Junho e depois seguia-se o período de exames. Em 1966 os exames da 4ª classe foram a 1 de Julho e, nessa altura, já os alunos das outras classes, que não tinham exames, estavam de férias. Era assim em todo o país e não se consegue imaginar o que levaria uma criança da 3ª classe a seguir para a escola numa tarde de um sábado, altura em que não tinha aulas, num mês em que já não havia aulas por todo o país  e num dia em que Portugal parou, literalmente, e os portugueses se amontoaram em redor dos pequenos televisores a preto e branco da época.

Como disse, nasci no mesmo ano de 1957 que o excelso e tenho da tarde desse dia uma memória muito viva, sobre a qual até já escrevi num pequeno prefácio a um livro editado pelos 40 anos do Mundial de 1966. Admito que nem todos os miúdos da minha idade se recordem de como viveram aquele dia, mas só uma tendência quase mórbida para frequentar estabelecimentos de ensino ao fim-de-semana levaria alguém a efabular sobre uma ida disciplinada para a escola na tarde de 23 de Julho de 1966 por entre vivas de populares. Mas se esta doença é conhecida, mais preocupantes, repito, foram os sintomas exibidos um pouco por todo o lado de uma outra doença mais teimosa e disseminada, a do fascínio pela mentirinha.

 

Notícia seria avisar que trabalham

8 Janeiro, 2014

Metro de Lisboa pára a partir da noite de quarta-feira

Entendamo-nos

8 Janeiro, 2014

Não é possível querer ter uma casa junto ao mar, uma esplanada junto ao mar ou um bar junto ao mar e querer também que se construa não sei o quê para evitar que as ondas os destruam ou danifiquem.

Aulas depois dos exames

8 Janeiro, 2014

Já pouco importa qual o motivo para não se ver um jogo da selecção em 1966, mesmo sendo a primeira vez que o país participa na que é já a 8ª edição da competição. É muito mais giro observar as justificações para um pequeno faux pas do Querido Líder. As teorias que já encontrei são as seguintes:

  • Havia mesmo aulas aos Sábados de tarde em Julho;
  • Havia actividades da Mocidade Portuguesa, que não eram aulas, nas tardes em Julho;
  • Testemunhas de Jeová aproveitam os Sábados para ir de porta-em-porta;
  • A culpa é do Passos Coelho;
  • A culpa é do Cavaco;
  • Podiam ser aulas de inglês técnico;

Se havia mesmo aulas aos Sábados de tarde em Julho eram um bocado ridículas já que os exames realizaram-se a partir de 20 de Junho. Mas isso não interessa nada; o que interessa mesmo é que com crenças religiosas não se discute.

Fundação Mário Soares

Fundação Mário Soares

“Actividades escolares”

8 Janeiro, 2014

Nesta história do Sábado à tarde tendo a dar o benefício da dúvida a Sócrates a aceitar a explicação do Domingos Amaral: ao Sábado à tarde havia, não aulas, mas “actividades escolares”. Deixo para o Correio da Manhã a investigação sobre que actividades seriam essas.

mocidade

Trabalhava-se mais

8 Janeiro, 2014

Domingos Amaral salienta que os professores antigamente trabalhavam a dar aulas não só ao Sábado à tarde como bem até ao fim de Julho. Ainda há quem diga que agora as condições de trabalho nas escolas não se aguentam.

Não se podem tirar conclusões precipitadas

7 Janeiro, 2014

As pessoas partem logo do princípio que Sócrates mente, embelezando uma historieta para animar papalvos. Mas não podemos presumir que Sócrates mentiu: é perfeitamente plausível que num Sábado de Julho o petiz se deslocasse para as aulas de ballet, dança jazz, teatro ou até de inglês. É importante que as crianças possam explorar actividades nos tempos livres favoráveis ao seu desenvolvimento.

Entretanto

7 Janeiro, 2014

em França e no meio do silêncio geral da imprensa europeia estão sequestrados dois administradores de uma empresa: Deux dirigeants de Goodyear d’Amiens-Nord séquestrés O secretário geral da Force ouvrière, Jean-Claude Mailly, declara que sequestrar patrões não é nenhum drama Aliás o sequestro de administradores de empresas está em vias de integrar a excepção cultural francesa. 

Diariamente a França vai dando mais uns passos na sua marcha para a venezuelização: enquanto um dos responsáveis pela segurança interna fez um retrato impressionante sobre o que está a acontecer em matéria de criminalidade em França, o governo aprova legislação e os tribunais decidem como se estivessem de facto na Venezuela  ,  os maires e ministros andam afanosamente a proibir os espectáculos de Dieudonné (sim, em matéria de anti-semitismo o homem é tudo o que se diz e ainda algo mais mas este espectáculo dos maires transformados em organizadores de eventos deu agora nesta coisa ridícula dos maires que eram muito activistas das causas a desmarcarem os espectáculos do  Dieudonné)  e a esquadrinhar os gestos do jogador Anelka procurando perceber se ele apoia ou não o Dieudonné…. enfim uma maluqueira de um país que se julga  Bonaparte. Mais uns meses e aindos garantem ao mundo que estão no Floreal