O dilema da Dona Branca
Imaginem que a dada altura a Dona Branca se apercebe que o seu negócio é um esquema Ponzi. A dada altura, apesar do cash flow positivo, percebe não poderá continuar a pagar juros de 10% ao mês indefinidamente uma vez que o número de novos depositantes em breve não será suficiente para pagar as obrigações para com os depositantes antigos. Como pode a Dona Branca reformar o seu negócio de modo a torná-lo sustentável?
Continua a saga dos asfalteiros
A construção dos navios asfalteiros para a Venezuela vai arrancar na próxima segunda feira. Segundo o DN, a encomenda vale 128 milhões de euros e foi feita há 3 anos. Ao que parece, os estaleiros receberam 9 milhões de euros da Venezuela, que entretanto foi gasto a pagar salários. Entretanto os estaleiros encomendaram aço para fazer os navios e parece que o aço está a chegar. Os navios são para a PDVSA, a empresa pública de petróleos da Venezuela.
A Venezuela está a atravessar uma situação económica e política difícil, não havendo qualquer garantia de que o chavismo sobreviverá durante muito mais tempo nem de que a PDVSA pagará os navios. Aliás, os navios parecem não fazer falta lá na Venezuela, o que sugere que do lado venezuelano esta compra não tem qualquer racionalidade. Por outro lado, nada é dito do lado português sobre quem assume o risco da construção nem como se compatibiliza esta construção destes navios com uma eventual privatização da empresa. A única coisa certa é que há autárquicas este ano.
E estalos por consumo excessivo?
O Expresso decidiu relembrar ter existido uma altura em que Portas escrevia que Cavaco “merecia um estalo”.
Decidi, a propósito, relembrar ter existido uma altura em que Seguro dizia que “consumimos acima das nossas possibilidades”.
Raquel escreve a Martim
Ainda sobre o tema do dia de ontem, Martim e Raquel, os serviços de informação do Blasfémias interceptaram um email que aqui publicamos. Por ser impossível verificar a sua autenticidade, desde já pedimos desculpa se isto se tratar de alguma brincadeira.
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To: Martim Neves [sevenmartin@over-it.com]
From: Raquel Varela [rvarela@me.com]
Assunto: Prós e Contras
Olá Martim. Como estás?
Não sei se chegaste a compreender aquilo que tentei ensinar-te no Prós e Contras. Ainda és muito novo, mas já está na altura de começares a entender alguns factos da vida. Com a tua idade, já tinha lido o Das Kapital na versão original e escrevia no jornal da escola artigos sobre a Dialética Hegeliana.
Se queres ser um empresário a sério, a primeira coisa a saber é que tens que ter responsabilidade social. Dizes que encomendas as tuas roupas a uma empresa portuguesa. Isso não chega. Antes de escolheres os teus fornecedores, tens que lhes pedir a seguinte informação:
A relevante polémica seguinte
“Magrebinos: curvem-se perante a glória do grande dragão!” Quando começa a polémica sobre o facto de um vice-presidente da bancada parlamentar do PSD não só acreditar em dragões como ainda participar em rituais estranhos em honra do que designa como “grande dragão”?
Martim fizeste mal
Dir-te-ão que em poucos segundos deitaste por terra a arrogância da doutora esquerdista. É verdade. Que és um osso duro de roer notou-se não tanto nesse momento mas um bocadinho antes (4.20) quando respondeste com um breve mas taxativo “Não achei” à apresentadora do programa que te dizia serem cordiais os risos que tinhas ouvido risos quando falavas de empreendedorismo. Mas com tudo isto fizeste mal Martim. Se queres mesmo ter um futuro assegurado, ter artigos simpáticos nos jornais, passar logo ao estatuto de criador… deixa-te de empresas Martim e dedica-te ao protesto. Diz coisas contra o sistema. Faz uma banda e canta Boaventura Sousa Santos. Acabas logo em tournée por vários festivais no Brasil e na Venezuela. E claro Martim mal entras na faculdade integras um daqueles grupos de estudo e observatórios dirigidos pelos tais doutores muito esquerdistas e onde abundam as bolsas para isto e para aquilo. Propões-te estudar qualquer coisa como a orgânica dos movimentos sociais numa perspectiva de género e ficas logo doutorado e professor. Se continuares a apostar na empresa Martim nunca serás intelectual, nunca haverá espaço para ti nos ‘isctes’ e ainda vais ter de os aturar toda a santa vida porque exploras os trabalhadores, porque não pagaste todos os impostos, porque tens uma empresa de vão de escada ou porque pelo contrário tens uma empresa com alta tecnologia e pouca mão-de-obra. E sobretudo Martim quando a empresa não render o que esperavas e a fazer contas de deve e haver (de merceeiro, como dizem os jornalistas amigos das doutoras raquéis) te cruzares num qualquer aeroporto com os doutores activistas rumando em executiva para mais um colóquio de luta contra o sistema vais lembrar-te desta noite no Prós & Contras e vais pensar que teria sido certamente melhor para ti teres dito à dra. Raquel que o teu sonho era dinamizar um grupo chamado “Com o salário mínimo só saio de casa para a manifestação!” Tinhas feito o melhor investimento da tua vida. Podes crer.
Um Magrebino confessa-se.
Um abismo moral
O espantalho de Safatle
Martim e Raquel num gráfico
Perdoar-me-ão o boneco à mão. Decerto não distrairá do seu conteúdo, que consiste em olhar para a distribuição salarial dos portugueses, abruptamente limitada artificialmente, por intervenção estatal, com vista a obrigar todos os que desempenhariam funções abaixo do Salário Mínimo Nacional (SMN) a fazerem parte das estatísticas do desemprego. Aqui estão Martim e Raquel ilustrados:

O ajustamento português IV
Martim e Raquel
Ontem, no Prós e Contras, um jovem de 16 anos, Martim Neves, contava como tinha iniciado o seu próprio negócio, a marca de roupa Over It. Eis senão quando uma investigadora da Universidade Nova de Lisboa, doutora em História Política e Institucional do ISCTE, o interrompe. (no video, aos 4:50). O Martim arrumou-a com uma frase. Mais tarde, a Doutora voltaria à carga com o Martim. É que para certos Doutores, o Martim é o protótipo do mal que devemos combater. Como conta Arnaldo Costeira, no Facebook, o problema da Raquel é a falta de noção do ridículo:
A FALTA DE NOÇÃO DO RIDÍCULO!…
A História é simples: Esta noite no Programa ‘Prós e Contras’, no qual se apresentavam em certa altura exemplos de empreendedorismo, um jovem com apenas 16 anos falava sobre determinação, vontade de fazer coisas e de motivação para a mudança e para a acção. Apresentava o SEU caso de sucesso… uma marca de roupa chamada “Over it” que, surgiu da vontade de estar na moda a preços suportáveis e que em menos de um ano, está a ganhar mercado on-line e off-line, com encomendas até no estrangeiro. A certa altura é ridiculamente interrompido por uma convidada, Raquel Varela, doutorada, investigadora em pós-doutoramento na U. Nova e no Instituto Internacional de História… Poderia ser um contributo para a motivação para o empreendedorismo, mas não! Obviamente não sabe o que significa empreendedorismo, mesm estudando a fundo e do ponto de vista académico as questões laborais e esquecendo que para se criar emprego é preciso, antes de tudo ter uma ideia de negócio sustentável. Foi uma intervenção completamente descabida… de uma desfaçatez atroz. São este tipo de intervenções que tolhem os sonhos dos que querem construir coisas novas, encontrar alternativas e ser donos do seu destino… mas este miúdo, o Martim Neves, deu-lhe uma lição!!! É que há o perfeito, o óptimo e o possível… ser empreendedor é arriscar quando não há alternativas… quando se tem vontade de materializar sonhos… e pelos vistos há quem confunda com capitalismo!… Parabéns Martim! Persegue o teu sonho e não passes por cima de ninguém… Cara Prof. Doutora Raquel Varela, o seu percurso académico é, de facto, impressionante e relevante… mérito seu, mas entenda que a sua investigação, apesar de ser importante, não cria postos de trabalho, os que tanto defende… são estes exemplos de empreendedorimo que podem fazer a diferença… hoje apenas o Martim, amanhã quem sabe, uma cadeia de lojas.
Ao Martim Neves, que não conheço, os meus sinceros parabéns.
A ler
Aos costumes disse nada
Luso – Revivalismos
Do nosso Leitor Manuel, este comentário:
“(…) Mas as redes sociais levantam uma questão : pode um político ter vida privada fazendo comentários públicos? Outro aspecto interessante , os três efes da “longa noite” estão mesmo na moda e em crescimento . Fado– é moderno; fátima -alvo de citação (Presidencial, acrescente-se!); futebol-sempre a bombar. Sinto também falta dos cantores de intervenção,agora que eles saem, novos e velhos (média de 100. 000emigrantes/ano) e “galiza” ficas mais pobre”.
Piada de Lisboeta 2
EXPRESSO: Frio afasta manifestantes de Belém
Piada de lisboeta
Vice-presidente do PSD chama “magrebinos” aos lisboetas e desencadeia coro de protestos nas redes sociais – As redes sociais – expressão para um grupo histérico de herdeiros da titi da Relíquia – tiveram mais um fanico. Pois que tenham. Não há paciência para tanta hipocrisia e tanta intolerância.
Piada de português
O que é o pós-troika?
Para o PS no governo?
Propaganda expansionista, discurso federalista e de soberania em simultâneo. Em termos práticos, é a redução do défice através de cortes na despesa ou a saída do euro.
Para o PSD no governo?
Discurso de crescimento mas mantendo disciplina orçamental. Em termos práticos, é a redução do défice através de cortes na despesa.
Para qualquer um dos outros?
Saída do euro e bandeiras cubanas por todo o lado.
Para o povo?
Austeridade. Pós-troika é troika sem troika.
Para os maluquinhos?
Conversa de apanha-tolos para vender jornais e programas de televisão.
Completamente de acordo
E se se lixarem mesmo?
Não há nada que os noticiários gostem mais do que das acções do Movimento Que se lixe a troika
É uma gracinha dizer à troika para se lixar. E se a troika não tivesse vindo? E se se fosse embora?
É a vida
Entretanto certamente desconhecedores desta idiossincrasia do mundo ocidental alguns detidos de Guantanamo iniciaram uma greve de fome. A dita greve já dura há mais de cem dias. Da comunicação social desapareceu qualquer alusão ao dito campo que até à eleição de Obama todos os dias era notícia graças ao depoimento da mãe de um dos presos que jurava que o seu filho era apenas um tecelão sem esquecer os cordões humanos, as marchas, as declarações de milhares de políticos, comentadores, jornalistas e manifestantes que pareciam sofrer no seu corpo uma espécie de estertor doloroso sempre que pronunciavam a palavra Guantanamo . Obama não fechou Guantanamo mas os jornalistas amigos fecharam-no como notícia. Não mais se falou de Guatanamo, da vergonha de Guantanamo, do insuportável Guantanamo, do tenebroso Guantanamo, do sinistro Guantanamo… E por isso os tais presos que eram para sair de Guantanamo para os teares e para os rebanhos das suas aldeias bucólicas mal Obama entrasse na Casa Branca estão agora a ser alimentados à força sem que ninguém se apoquente. É a vida.
Corveia; banalidade; taxa de justiça; censo; capitação…*
Pós-Troika
No pós-troika o saldo global (sem medidas pontuais) desta tabela terá que passar dos actuais dos actuais -5,8% para -1%. O saldo primário (sem medidas pontuais) terá que ser permanentemente positivo. O Conselho de Pensionistas, que reune logo à tarde, deseja o fim da austeridade. O pós-troika é a austeridade permanente ou, em alternativa, o regresso da troika em poucos anos. Escolham. As gentes dos partidos também andam nervosas, agora que os fundamentos do seu mundinho começa a ruir. A única esperança deste mundinho parece ser o fim da austeridade após as eleições alemãs. Pessoas desesperadas acreditam em tudo, até na inversão da lógica eleitoral. Não. Depois das eleições costuma vir mais austeridade, não menos.
Impressões
2013
Autárquicas. Prognóstico – dificuldades para os partidos do governo.
CDS muda de líder?
As autárquicas vão ser difíceis. Não seria a primeira vez, e já podemos pensar num bom candidato ao lugar – um candidato capaz de manter a coligação (mesmo com cortes nas pensões).
O ajustamento português III
“Rôba, mas tem obra”!*
Em 2010, estive no Sul do Brasil, durante a campanha eleitoral para as “Gerais” – ou seja, para as eleições que, nesse ano, se realizaram para seis tipos de cargos/órgãos eletivos, a saber, Presidente da República, Governadores dos Estados, dois Senadores, Deputados Federais e Estaduais. Durante algumas incursões nos arredores de Florianópolis, pude verificar uma intensa, espontânea e muito original campanha comunicacional. Um vivo exercício de “marketing” político: candidatos locais, provavelmente sem meios financeiros para campanhas mais ortodoxas (cartazes e “spots” nas rádios e televisões), entretinham-se a colorir as vias públicas com mensagens políticas, simultaneamente imaginosas, impressivas (ou não fossem elas pintadas nos muros e sobrepostas, frequentemente, em cartazes de publicidade comercial corrente) e, por vezes, “artísticas”. Recordo-me de uma sucessão de “graffiti” de campanha que começava por “Vote em Florival. É da nossa gente!”, sublinhando, seguidamente, que o candidato tinha “Obra feita”, acabando com uma réplica de alguém que, no fim daquela sequência, pintou, a letras garrafais, que Florival “Rôba, mas faz obra!” (sic).
O ajustamento português II
O ajustamento português I
É assim em Portugal
A atitude dos conservadores em relação à defesa dos seus valores
Obs 1. Como bem se percebe pela canção também é a dos ditos progressistas simplesmente estes contam com o activismo da comunicação social, das universidades, observatórios e associações onde se instalaram e multiplicam a sua influência em caixa de ressonância.
Obs. Já agora aqui fica o link para a AcçãoPopular colocada pela ILGA contra o Estado Português, Instituto dos Registos e Notariado e Ministério da Justiça. Como escreve o João Miranda estamos na estratégia dos small steps
Small steps
Quando aprovaram o casamento gay disseram que a adopção era um assunto completamente diferente. Depois passaram a argumentar que é apenas justo que os casais tenham todos os mesmos direitos de co-adopção, mas que a co-adopção é uma coisa diferente de adopção. Aprovada a co-adopção passarão a dizer que até já há casais gays que adoptam e que uns não podem ser discriminados em relação aos outros.
Flagelo nacional
“Metade dos portugueses tem excesso de peso”. Quantos têm peso normal? Quantos têm peso a menos? Não interessa.
O que está o Estado a fazer para regular o peso dos portugueses? Já temos o observatório do peso? Já temos a entidade reguladora para o peso certo? Para quando a ASAE do pastel? Qual a percentagem do PIB para o desígnio nacional de regulação da massa corporal? Queremos um país balofo? Foi para esta vergonha que elegemos o governo?
O flagelo da discriminação por massa corporal tem que acabar, é preciso criar o Gabinete de Apoio à Vítima de Bullying Lipodiscriminada. O Presidente, sobre isto, não diz palavra. Eles estão todos feitos com o lobby lipoaspirante.
Precisamos do nutricionista de família como quem precisa de bolas de Berlim para a boca. Um país decente teria também o cozinheiro de família, com formação adequada e reconhecida por entidade competente. Permitir que as famílias continuem o suicídio lento através da confecção das suas próprias refeições trouxe-nos a este ponto.
Porque não participa Portugal no Programa Europeu de Supressão de Obesos (PESO), que com uma estratégia comprovada, normaliza o peso das pessoas para níveis aceitáveis numa sociedade moderna?
Há tanto a fazer nesta área e o governo continua a fugir às suas responsabilidades.
Uma má notícia
Ao contrário do que a muitos possa parecer, a nomeação do actual Bispo do Porto como Bispo de Lisboa é má para a Igreja portuguesa.
É que num país cultural e estruturalmente tão centralizado, Igreja incluída, quem quer que seja o pastor de Lisboa, tem voz e é ouvido. Já nas restantes dioceses, com especial destaque para o Porto, o seu bispo apenas será escutado, não pela posição que ocupa, mas se este tiver um perfil pessoal em que se destaque. Como é o caso do actual titular. As suas reconhecidas capacidades, perfil e percurso tornaram-no uma voz com peso na Igreja e no país. Mais vozes assim existissem.
Tornando-se titular da diocese de Lisboa, Manuel Clemente não terá mais força e peso do que já tem. Mas pela posição centralizadora que a sua nova diocese toma no panorama mediático e eclesial em Portugal, abafará definitivamente toda e qualquer outra voz. O seu sucessor, seja quem for, nunca terá a influencia que o actual tem. A Igreja no seu todo será menos forte, menos plural, menos influente e todos perderemos.
ainda a direita
N’ O Insurgente.
2012, o ano miraculoso da economia portuguesa
Em 2012, a percentagem do PIB que o Estado cobrou em impostos diminuiu (via Joaquim Couto). Mais dados sobre o ano miraculoso de 2012 aqui.
teoria da representação
Um aviso à navegação: em democracia, sobretudo quando esta é exercida por votações em listas partidárias plurinominais, os cidadãos não votam para que os deputados eleitos possam dar azo à liberdade das suas “consciências”. Eles votam em programas políticos que representam uma forma de ver o mundo e a coisa pública, com os quais eles se identificam e que esperam ver defendidos por aqueles que elegem com o seu voto. Chama-se a isto “teoria da representação”, uma das características essenciais dos sistemas democráticos: os governantes eleitos não se representam a si mesmos, mas a quem os elegeu.
Para quem não tenha ainda entendido, realça-se que nas ditaduras é que se governa de acordo com a “consciência” da elite dirigente.
Boa notícia para os portugueses
Veja esta lista de comissários europeus:
- Viviane Reding (Luxemburgo)
- Stavros Dimas (Grécia)
- Joaquín Almunia (Espanha)
- Danuta Hübner (Polónia)
- Joe Borg (Malta)
- Dalia Grybauskaitė (Lituânia)
- Janek Potočnik (Eslovénia)
- Ján Figeľ (Eslováquia)
- Markos Kyprianou (Chipre)
- Olli Rehn (Finlândia)
- Louis Michel (Bélgica)
- László Kovács (Hungria)
- Neelie Kroes (Holanda)
- Mariann Fischer Boel (Dinamarca)
- Benita Ferrero-Waldner (Áustria)
- Charlie McCreevy (Irlanda)
- Vladimír Špidla (República Checa)
- Peter Mandelson (Reino Unido)
- Andris Piebalgs (Letónia)
Sublinhei aqueles de que já deve ter ouvido falar. Conhece algum não sublinhado?
A confirmar-se, e dada a sua proficiência em inglês técnico, mesmo apesar de isto implicar alguma despesa, que quer seja este ou outro será feita, esta é uma boa notícia para os portugueses: Sócrates para comissário.
Adenda: Esta é primeira “comissão Barroso”. Ficaram na memória?
quem defende os valores conservadores em portugal?
Ninguém, como é cada vez mais óbvio.
A propósito, vale a pena recordar este artigo de Roger Scruton, Identity, family, marriage: our core conservative values have been betrayed , aqui oportunamente recordado pelo Bruno Garschagen
nem jornalismo é
O Público ontem deu destaque a uma peça da sua correspondente europeia Isabel Arriaga e Cunha que estava em Berlim. Nas escolas de jornalismo deviam estudar aquele texto sobre o que é uma não-notícia. Lê-se (versão integral apenas em papel) e fica-se com a impressão de que a autora deu voz ao taxista que a levou do aeroporto ao hotel. É que em lado nenhum o que ali é afirmado é sustentando por ninguém. Nem «fonte que não se quis identificar», nem coisa nenhuma. Um vago «responsáveis alemães», muitos «Berlim» e nada mais. O leitor naturalmente interroga-se: inventou? É a opinião dela? Quem diz aquilo? Quem são e de quê os ditos «responsáveis»? Para o jornal isso não interessa nada. Que importa se o que é publicado tem algum fundamento? O que importa é a mensagem, o conteúdo que a autora quer passar apra a opinião pública. Mas isso não são noticias. São press releases ou artigos de opinião.
O certo é que hoje o mesmo jornal publica novo destaque, onde desmente o seu texto de ontem, dizendo «Um dia depois de criticar Barroso em off governo alemão elogia-a em on». Obviamente a autora não sabe sequer o que é alguém falar em off. É que para isso é preciso que alguém fale….algo totalmente inexistente no artigo inicial. Para além do desmentido, o que fica é que o jornal Público criou um duplo não facto: inventou uma história e vendeu uma manchete. E consegue no dia seguinte vender uma segunda manchete desmentindo a sua própria criação, sem deixar de fazer um esóterico editorial (baseado em coisa nenhuma). É obra!





