Coisas que fascinam
1) Durante meses prometem violência. Apelam para a revolta. Garantem que vai ser pior que a Grécia.
2) Quando a violência chega e meia dúzia de manifestantes passa à prática os apelos de bispos eméritos e militares aposentados os desejosos da revolta declaram que não têm nada a ver com ela.
3) Este não ter nada a ver com a violência é uma expressão que em Portugal se traduz por estar ao lado de quem a pratica, gritar os mesmos slogans mas não levantar um dedinho para que essa violência termine. Terão medo que se vire contra eles? Afinal se os violentos eram tão poucos e os não violentos tantos porque não fizeram nada estes últimos para acabar com aquilo? Ou a sua não violência só lhes permite assistir à violência exercida sobre os outros? Enfim seja como for em qualquer situação de risco é de fugir deste grupo dos “eu estive lá ao lado dos violentos, estava contra o que eles faziam mas lá fiquei na mesma sem lhes dizer nada” porque ainda são são assustadores na sua refinada hipocrisia que os violentos
4) Horas depois concluem que afinal toda aquele insurgência foi obra de provocadores e infiltrados. Ora aí estava mais uma razão para os terem impedido de durante duas horas agredirem a polícia. Pegavam-lhes pelos bracinhos e levavam-nos à esquadra mais próxima. Ficavam logo em casa.
5) Nenhum dos detidos esteve envolvido na violência. – Aqui nada de novo em nenhuma manifestação, ajuntamento, cena de pancada, incidente, confronto… alguma vez foi detido ou incomodado um dos envolvidos. Estes como se sabe possuem o manto da invisibilidade e esfumam-se assim que a polícia intervém ficando em seu lugar um grupo de escoteiros que estava a atravessar velhinhas na passadeira.
Contactos úteis para a próxima manifestação de esquerda frente à AR
Calciprédios. Calçada Portuguesa
Correia & Chaves- Extrarochas,Lda.
(…) Se não for muito incómodo os manifestantes adquirem as pedras directamente a estas ou outras empresas que naturalmente as colocam no local indicado pelos compradores em vez de arrancarem as pedras da calçada. Assim poupam ao contribuinte a despesa do arranjo da calçada, reciclam as pedrinhas sua propriedade para a próxima manifestação e quiçá desenvolvem laços afectivos com as suas próprias pedrinhas. Podem lá inscrever palavras de ordem como “Somos pacifistas” e “Abaixo a repressão” Por fim mas não por último este procedimento além de ser vantajoso para todos poupa-nos ainda a parágrafos como este que certamente ficará para memória futura desta manifestação: « Reportagem: quem é que atirou a primeira pedra? Talvez estivessem demasiado exaltados para pensar nisso, mas os poucos manifestantes que permaneciam, ora de cócoras, ora de joelhos, a arrancar pedras da calçada em frente à Assembleia da República faziam-no com a ambição de um operário que gosta do seu trabalho. »
Manifestações e Paradigmas. *
1.É frequente ouvir dizer-se, de há uns tempos para cá, que vivemos um período de mudança de paradigmas. Desde logo, de paradigma de vida. A expressão acaba por ter um significado amplo; tão amplo quanto impreciso e, num certo sentido, perigoso.
A propósito de bifes e meias-solas, de caridade e de fraternidade
Hoje, no Público, sobre frugalidade não ser a mesma coisa que miséria. E, claro, Isabel Jonet.
Nasci e cresci numa casa grande, com muitas assoalhadas e muita gente (somos cinco irmãos). Para os padrões da época a nossa vida era bastante desafogada, mas isso não impedia que a minha avó andasse atrás de mim e dos meus irmãos sempre que saímos de um quarto e deixávamos a luz acesa. Da mesma forma recordo-me de que se remendava a roupa e ia ao sapateiro para substituir as meias-solas, tal como se tinha cuidado para aproveitar os restos das refeições e havia sempre sopa, muitas vezes para nosso desespero. E, claro, cada um tinha um copo para lavar os dentes.
Não recordo o Portugal desses anos com qualquer saudosismo, bem pelo contrário. Nem comparo nenhuma das dificuldades por que hoje passamos com as dificuldades das décadas de 60, de 70 ou mesmo de 80: só gente completamente desmemoriada ou politicamente desonesta pode andar por aí a dizer que há hoje uma miséria que nem nessa época havia. É grotescamente falso, como comprovam não apenas as estatísticas como o simples acto de folhear jornais desse tempo e ler o que era então notícia ou motivo de reportagem. Ler mais…
sondagem
Quando Isabel Jonet se chamava Yekaterina Kuskova
Yekaterina Kuskova criou, em 1921, quando a fome chegou às portas de Moscovo, o Comité Russo de Ajuda aos Famintos, algo que por outras palavras, era um Banco Alimentar naquelas paragens e naquele tempo. Vale a pena recordar como Lenine, que já então era o senhor to-poderoso da Rússia, tratou as pessoas de boa vontade como Kuskova. No Malomil:
a empresa a quem a trabalha
O que é que explica que a Constituição permita, incondicionalmente, que os trabalhadores possam paralisar uma empresa e a sua produção, e proíba o correlativo direito da parte contrária, isto é, a paralisação da empresa pelos empresários? A visão marxista das relações de trabalho, para a qual os verdadeiros proprietários do capital são os trabalhadores, os únicos que verdadeiramente o produzem, e não os empregadores, que mais não são, nesta triste interpretação do mundo, do que exploradores que vivem à custa daqueles. «A terra a quem a trabalha», lembram-se?…
as necessidades do tozé
Escutem bem o Tozé e depois não se queixem se alguma vez, com o vosso voto, ele chegar ao poder:
da greve
A protecção constitucional do direito à greve resulta de uma visão marxista da sociedade e do mundo do trabalho, para a qual a empresa não é um local de cooperação social em que todos participam em proveito próprio, mas o palco onde se trava a luta de classes entre opressores e oprimidos, a classe dominante e a classe dominada, a burguesia e o proletariado, explorados e exploradores.
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É a essa visão do mundo empresarial e da iniciativa privada, ainda hoje dominante na sociedade portuguesa, que devemos boa parte da crise em que nos encontramos, e que se caracteriza por existirem cada vez menos empresas e, consequentemente, mais desempregados. Alguns destes, por sua vez, enquadrados pelos sindicatos, reclamam dos poderes públicos um estranho e etéreo «direito ao trabalho», como se este pudesse existir sem empresas e iniciativa privada, ou subsistir por muito tempo num ambiente de conflito entre quem deve colaborar para criar riqueza.
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Mais estranho se torna este «direito à greve» quando, em vez de ser um instrumento de pressão de trabalhadores concretos de empresas concretas, se transforma numa forma de protesto contra políticas governamentais (não se concebe como a paragem do trabalho poderá diminuir os impostos…), como entre nós tem sucedido nos últimos tempos. É caso para se perguntar, o que pretendem os trabalhadores utilizando as suas empresas para protestarem contra o governo, diminuindo a produção, o mesmo é dizer, empobrecendo-as?
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Por outro lado, se o «direito à greve» pode ser usado como forma de protesto de trabalhadores contra as medidas de um governo, por que razão não é reconhecido esse mesmo direito aos empresários (o «lock-out» expressamente proibido no artigo 57º, nº 4 da C.R.P.)? Não podem, também, os empresários suspender a produção das suas empresas para protestarem contra medidas do governo que os prejudiquem?
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A razão para a liberdade absoluta do direito à greve dos trabalhadores e a proibição da correlativa atitude por parte dos empregadores, o «lock-out», tem a ver com a acima referida visão marxista do mundo do trabalho, enquanto palco privilegiado da luta de classes. É graças a essa conflitualidade instigada pelo próprio estado e pela sua lei constitucional, que estamos como estamos: cada vez com menos empresas e empregadores, o mesmo é dizer, com um maior número de desempregados.
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O direito à greve, sobretudo quando utilizado como arma de arremesso político, é inimigo do trabalho e dos trabalhadores.
Manifestam-se em São Bento mas o alvo está no Rato
A manifestação de ontem e os crescentes episódios de violência confirmam a estratégia greco-syriza do PCP e de parte do BE: esfanicar o PS. Quando recentemente Fernando Rosas declarava “Haverá um governo de esquerda queira ou não a direcção do PS” expressava aquele sonho que anima muitos bloquistas: fazer ao PS aquilo que na Grécia sucedeu ao PASOK que passou de principal partido para a irrelevância. Ora o BE só cresce à conta do PS. Não é o PSD nem o CDS que são postos em causa com manifestações como a de ontem, aliás nos países que têm sofrido as manifestações mais violentas como a Espanha e a Grécia os socialistas perdem as eleições para o centro direita que apesar de descrente dos seus líderes lá vai votar para ver se as ruas não ficam por conta dos piolhosos das rastas mais da malta dos capuzes sem esquecer os alegados estivadores que mais parecem uma claque de futebol.
Alguns militantes do BE como Daniel Oliveira apostam numa frente de esquerda com o PS mas boa parte dos seus colegas de partido querem crescer através da radicalização. Claro que assim o BE não chega a governo algum mas também não é isso que lhes interessa. Querem títulos destes: Sismo político na Grécia: esquerda radical destrona PASOK – extrema-direita chega ao parlamento
Qualquer uma destas estratégias do BE é perigosa para o PS e um risco acrescido para Seguro. Não tardará que o PS chame António Costa que aparentemente estenderá a mão à linha Daniel Oliveira enquanto tratará de despachar os fervorosos da revolução para algo muito próximo da clandestinidade. Ia ou vai ser um sossego!
rodrigo, o vermelho
O Sérgio Lavos, do Arrastão, descobriu que o Rodrigo Adão da Fonseca, d’ O Insurgente, é um «esplendoroso fascista», porque o Rodrigo escrevinhou umas coisas onde defendeu o fim do direito à greve, «uma medida que todos os líderes fascistas tomaram quando chegaram ao poder», segundo o Sérgio. Ora, acontece que semelhante medida foi tomada não só por «líderes fascistas», mas também por todos os comunistas que chegaram ao poder, desde os que governaram o bloco soviético com mão de ferro, passando pelos que governaram e governam a China, até aos manos Castro, de Cuba. Sendo este o critério do Sérgio Lavos, é razão para perguntar: ó RAF, afinal és facho ou comuna?
sondagem
Branqueamento esquizofrénico à boleia da desonestidade extrema?
A argumentação justificativa já não é totalmente original! No 11 de Setembro, quando várias cadeias de televisão transmitiram manifestações de gáudio de palestinianos, em Gaza, logo, logo houve uma (contra) corrente justificativa a circular pelo mundo inteiro, nominando especificamente a CNN, dizendo que estavam a transmitir imagens antigas de outras manifestações, fazendo-as passar como sendo (aquilo que, afinal, eram!) reacções de alguns palestinianos a favor do ataque terrorista! Até do Brasil cheguei a receber essa desesperada mensagem.
Agora, acabo de ouvir uma jornalista perguntar a Miguel Macedo se poderia garantir que não estavam no meio dos terroristas de rua que provocaram os desacatos junto à AR, polícias infiltrados, precisamente a provocar tais desacatos! A metodologia parece que tem acolhimento mesmo na imprensa…
Ora, há umas semanas atrás, tive a oportunidade de participar num debate no Porto Canal, sobre “manifestações”. Os meus colegas de programa eram, entre outros, a jovem cantora lírica que se manifestou, cantando, nas cerimónios do 5 de Outubro e um jovem chamado Tiago C., representante da “Plataforma 15 de Outubro”.
O branqueamento da Inter
A CGTP convocou uma manifestação que acabou em violência. Não é a primeira vez que isto acontece. A dado momento os rostos oficiais da CGTP saem. O secretário-geral da CGTP aparece a dizer que foi a maior de sempre. E não é minimamente incomodado com os actos de violência e vandalismo que ocorrem na manifestação convocada pela central. Qualquer entidade que convoque o que quer que seja que termine em desacato vê-se obrigado a responder por isso. Com a CGTP nada. Em resumo temos agora dois momentos nas manifestações: aquele que decorre mais civilizadamente em que oficialmente a Inter está presente e o segundo momento em que oficialmente a Inter já se foi embora. E começa a violência a sério.
O que é que estava marcado para hoje?
Também era uma manifestação (e uma batalha campal, digo, “pedral”) nas escadarias da AR?
Não era só uma greve geral?
(PS – a pergunta não tem qualquer outro sentido que não o literal)
Pela equidade entre os petardos! Abaixo a discriminação do uso dos petardos nos estádios de futebol!
Ora, ora a UEFA está em Marte. Em Portugal os petardos são uma forma de manifestação da revolta e da indignação: Rebentam petardos em frente à Assembleia da República; Petardo rebenta em manifestação de estivadores; Todos a Belém: palavras de ordem, petardos e canções… Assim não é aceitável no século XXI esta discriminação entre petardos. O petardo é uma forma de se manifestar a indignação e a revolta num mundo de precariedade. E há lá coisa mais precária que a vida de um adepto? O Benfica, por exemplo, não cumpre com nenhuma das expectativas que criou entre os seus adeptos. Estes querem muito legitimamente os seus títulos de volta. Logo usam petardos. Porque não hão-de eles usar petardos enquanto adeptos no meio de um estádio se depois os podem usar tranquilamente em frente à Assembleia da República? Viva o petardo no estádio, nas ruas, no parlamento e já agora nas nossas casas! O petardo é um direito! Fora a UEFA!
serve para quê?
Numa mesma intervenção parlamentar sobre o sector público de comunicação social, Miguel Relvas conseguiu anunciar duas novidades impressionantes de tão contraditórias: que a Lusa continuará a pertencer ao estado e que «vai continuar a ser referência no contexto nacional e europeu» (de quê, ao certo, não disse), e que, por outro lado, essa agência noticiosa esteve de greve quatro dias e «ninguém se calou» no país, querendo com isto dizer que não nos faltaram notícias durante esse período. Ora, se a greve da prestigiosa agência noticiosa do estado não impediu a circulação de notícias, é caso para perguntar para que quer o governo uma empresa que não nos faz falta?
esclarecimento
Esta é a mesma RTP que o CDS não quer privatizar?
«A convite do Governo, a chanceler alemã resolveu passar escassas cinco horas em Portugal, em visita ao seu fiel discípulo, o primeiro-ministro, ao Presidente da República e a alguns empresários escolhidos. É uma visita que sucede às que fez à Espanha (cujo plano que levou foi recusado por Rajoy, que não gosta de troikas) e depois à Grécia. Para quê? Até agora ninguém explicou. Nada se sabe. Vem dar-nos mais dinheiro? A que juros e em que condições?
Os portugueses, desesperados, não ignoram a visita. Mas já se percebeu que o povo português não gosta da senhora Merkel nem a chanceler do nosso povo. Não haverá quaisquer contactos porque estará sempre rodeada de dezenas de seguranças, com navios de guerra no Tejo vigilantes e o céu sem aviões, mesmo de carreira, não vá o diabo tecê-las. Haverá polícias especializados e guardas-republicanos mobilizados e as ruas por onde passar estarão fechadas ao público. (…) Há helicópteros a espiar a terra, o mar e o céu. Nunca nenhuma das muitas centenas de presidentes e primeiros-ministros que nos têm visitado, nos últimos anos, foram sujeitos a semelhante humilhação. Porque é de uma humilhação que se trata.Fala-se de que traz a promessa de nos dar algum dinheiro. Mas será que o Governo terá a coragem de dizer aos portugueses quanto nos custará a visita da senhora Merkel e dos seguranças que a envolvem? Quando cortam a tantos milhares de pensionistas idosos as pensões, que não são do Governo, visto as terem descontado imensos anos…?» Mário Soares
PRO MEMORIA
Faça você mesmo,
A ler
Um texto sugerido por um comentador do Blasfémias «Online discussions are a poor indicator of newsworthiness. Too often, they are echo chambers for the indignation of a small minority. (…) The more these activists became aware of the apparent lack of concern of the general public, the louder they voiced their moral outrage. But the difference between the density of intra-group networks (i.e. networks that link one Pirate to another Pirate) and the thinness of connections to “outsiders” (i.e. people with whom they are not politically aligned) leads to a misleading view of the world. The issues that network insiders regard as especially important are often barely noticed by the rest of the public. Outsiders react with laughter or indifference. Faced with this situation, online activists began calling on traditional media organizations to cover the protests. This is truly remarkable: political changes aren’t usually caused by the articulation of outrage and indignation, but occur when established journalistic outlets churn out articles and generate sufficient resonance to turn a small issue into a topic of public discourse. The reason for this isn’t that too few people use the internet as a source of political information. To the contrary: in the aftermath of the protest, several newspapers and TV stations published articles online that reached a big audience and were widely circulated. The problem is that online activists are often connected only to other online activists. Their communication is limited to those who share the same ideas and beliefs anyway. Within this space of political concurrence, indignation can begin to boil like water in a pressure cooker if it isn’t kept in check by critical interjections from dissenters.»
Títulos militantes
Merkel deixa elogios mas com fúria dos portugueses em ruído de fundo
Resumo de uma visita: «Merkel fora daqui!»
Seis horas de protestos acompanharam a visita de Merkel
(…) Estes títulos têm um problema: reflectem os desejos de quem os escreve mas não a realidade. Aliás entram em contradição com as notícias que titulam. A contestação à visita de Merkel resumiu-se às pessoas do costume. E poucas. Alguns dos que lá estiveram ainda devem ter em casa material das manifestações de saudação ao casal Ceausescu quando este veio a Portugal. Afinal não há como ser um ditador e de esquerda para ser recebido sem um único contestatário.
dificilmente poderia ser pior
Isto. Em razão de onde vem, dos motivos porque vem e, sobretudo, porque muito do que lá está escrito sobre as nossas “elites” e a nossa comunicação social é, independentemente das motivações, verdade:
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O lamentável video do Prof. Marcelo…
… também tem alguns erros. Assim de repente:
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1. A taxa de analfabetismo em 1974 não era 33%. A taxa de analfabetismo era de 33% em 1960. 15 anos depois já andaria abaixo dos 25%. (fonte).
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Taxa de Analfabetismo, 2008
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2. Portugal não está na média da Europa, ainda. Vejam a cor mais clara de Portugal no mapa acima.
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3. É preciso alguma lata para dizer que melhorámos ‘sem plano Marshall’. Os fundos que recebemos da Europa, foram o quê? Já agora, Portugal também recebeu fundos do plano Marshall. Claro que recebeu muito menos que a Alemanha (não estava destruído pela Guerra), mas a Alemanha também recebeu muito menos que a França ou a Inglaterra e mesmo assim, tornou-se mais rica que eles.
Ajuda do Plano Marshall à Europa, por país.
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4. Não temos um dos melhores parques automóveis da Europa, nem de perto nem de longe. Admito que o Prof. Marcelo esteja habituado a olhar ao seu redor e tire conclusões, mas Portugal não é a Quinta da Marinha. Não só temos uma frota de qualidade média bastante inferior à da generalidade da Europa, como temos menos carros.
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5. Esta é verdade. Instalámos uma das maiores redes de abastecimentos de carros eléctricos na Europa, sem termos carros eléctricos. Vamos contar esse disparate aos alemães? Querem que eles gozem connosco?
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6. Os consórcios para construção dos estádios incluíam “geralmente” empresas alemãs? Quais?
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7. As trocas comerciais entre Portugal e Alemanha não resultam num ‘lucro’ de 3000 milhões coisa nenhuma. Isso é um enorme disparate. As vendas de empresas alemãs para Portugal é que têm sido 3.000 milhões superiores às vendas de empresas portuguesas para a Alemanha. Chamem-lhe excedente comercial, se quiserem. Lucro é outra coisa.
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8. ‘Apesar disto’ entrámos em austeridade. Apesar de quê? Entramos em austeridade porque falimos, não ‘apesar’ de nada do que se tenha falado antes no video.
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9. A idade de reforma na Alemanha também é de 67 anos.
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10. A Alemanha tem 11 feriados oficiais, em 2012. A saber: Dia de Ano Novo, Sexta-Feira Santa, Domingo de Páscoa, Segunda-Feira de Páscoa, Primeiro de Maio, Ascensão, Domingo e Segunda-Feira de Pentecostes, o Dia da Unidade Nacional, dia de Natal e dia seguinte ao Natal. Dois são sempre ao Domingo e quatro correspondem quase a dias de ponte. Não é um tema em que a comparação nos saia bem.
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11. “Em 1990 a Alemanha declarou unilateralmente que a sua dívida externa havia caducado”. Estão a falar de quê? Podem elaborar melhor o que é que querem dizer com este… parágrafo?
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12. “Em 2005 a Alemanha infringiu os limites do défice e a União Europeia perdoou as sanções. Os portugueses não só não contestaram como apoiaram a decisão”. Podiam ter dito que Portugal infringiu antes, logo em 2001 e também não foi condenado por nada. Que grande caras de pau seríamos nós se tivéssemos protestado.
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Impressões
PS.
Vai estando contra. O poder não vai ser conquistado, a outra parte é que o vai perder.
PS
É preciso cuidado com o que se diz. Quando voltar ao poder vai ter que deixar ficar muito do que tiver sido feito antes.
uma vez mais…
Senhoras e senhorias
Razões para se gostar de Angela Merkel por Henrique Monteiro. Aos argumentos do Henrique Monteiro eu acrescentaria que aqueles que anatemizam Angela Merkel esquecem o que nos disse a tão amada pela esquerda pátria senhora Dilma (ou será que Dilma escapa a esse senhora que colaram a Merkel?): “No caso dos títulos, nós temos de cumprir os requisitos que dizem respeito ao uso das reservas do Brasil. Quais são os requisitos do banco central? Que sejam títulos triplo A”, disse.
Media do futuro ou media a querer travar o futuro?
*«Balsemão aguarda reação do Governo contra a Google Francisco Pinto Balsemão quer que, tal como está a acontecer na Alemanha, a Google venha a ser obrigada a pagar os conteúdos. E já apelou junto do gabinete de Miguel Relvas para que o Governo legisle nesse sentido, disse na abertura da conferência Media do Futuro»
Quem vem atrás que feche a porta?*
Passos Coelho lançou o repto ao PS: participar, coresponsabilizando-se, num debate profícuo sobre a “refundação” da despesa pública. Rapidamente, divulgou-se a ideia de que o que está em causa é a “refundação” do Estado social. E bem, na medida em que, entre nós, mais de 70% da despesa pública é canalizada para o pagamento de salários (a trabalhadores do Estado), reformas e prestações sociais. A resposta de Seguro evidenciou essa centralidade incontornável da dimensão social da despesa pública, a “refundar”: o PS não estaria disponível para beliscar o dito Estado social. Mas a resposta de Seguro ilustrou, ainda, aquilo que já todos sabemos: não quer dialogar e/ou debater seja lá o que for, com o governo, contudo, sem ter o ónus de assumir esse “não diálogo”. Diga-se que, por outro lado, também não creio que este governo queira, ou tenha mesmo alguma margem de manobra, para dialogar e debater. Mas certa, certa, é a premência e a inevitabilidade desse debate sobre o Estado social – seja lá a reboque da necessidade de se reestruturar a despesa pública ou não.
endoidar é…
As declarações de Louçã
No ESQUERDA.NET: “Um Governo de Esquerda, uma solução para levantar Portugal”
E NOUTRO PERIÓDICO AFECTO À LINHA MAIS RADICAL DO BLOCO, LINHA ESSA TÃO ENTUSIASTA QUE ATÉ DISPENSA AS ASPAS POIS TEM A FIRME CERTEZA QUE: Francisco Louçã lutará por um governo de esquerda para levantar Portugal
Ninguém desatou a rir? (2)
“Haverá governo de esquerda queira ou não a direcção do PS”, proclamou hoje Fernando Rosas no Congresso do Bloco. Em vez de se escangalharem com uma gargalhada, os delegados ovacionaram de pé. Com resultados abaixo de oito por cento nas sondagens, os bloquistas nem pensam duas vezes, só sonham com o assalto ao Palácio de Inverno. Já andam mesmo a perguntar no Frágil se lhes indicam o caminho…
Juros usurários? É fácil ser demagogo em Portugal…
O meu segundo texto no Público desta semana foi sobre a demagogia a propósito dos “juros usurários”:
Em tempos difíceis é confortável, tentador mesmo, enfiar a cabeça na areia a ver se o temporal passa. Esta tem sido, até ao momento, a atitude preferida do PS, em particular neste debate. Entrincheirando-se na posição mais cómoda – a de não querer discutir quaisquer cortes na despesa pública -, sugere que a solução está em “políticas de crescimento” (ignorando que foram essas políticas voluntaristas que nos trouxeram até este buraco) e em viagens pela Europa para “renegociar” os juros e os prazos da dívida. É um duplo logro. Primeiro, porque, mesmo que aliviássemos um pouco os juros, não evitávamos ter de cortar em todas as outras despesas. Depois, porque, ao contrário do que é voz corrente, os juros que pagamos à troika são tudo menos usurários ou punitivos, um coro que começou na extrema-esquerda, continuou no Conselho Económico e Social e conhece agora a adesão de António José Seguro. Ler mais…
Ninguém desatou a rir?
Louçã acusa PS de ser «só um partido de protesto» enquanto BE é a «solução» – Louçã sai como chegou: sem o menor sentido do ridículo. Mas graças à influência que tinha sobre os jornalistas, sobretudo os mais jovens, nunca se questionou a desmesura e o despropósito de muito daquilo que afirmava e que está bem patente nesta frase. Mais grave ainda é o palavreado que utilizava para falar dos adversários: tudo e todos estavam metidos em roubos, trapalhadas, assaltos… Só ele e os seus fiéis pairando, inquisitorialmente, sobre a multidão de potenciais culpados. A sorte da direita portuguesa foi Louçã ser de esquerda caso contrário iam ter tido de o esconder bem nos fundos das sedes para que ninguém visse este novo Torquemada.
Otelo, não há dinheiro, a URSS já morreu, o Khadafi foi assassinado e os irmãos Castro também não estão lá muito bem
E portanto os militares mais os protagonistas da “revolução popular” vão renegociar a dívida? Admitindo que tal acontecesse para quanto meses depois da “revolução popular” é que são marcadas as eleições?
Obs. Resta-nos o Irão e a Venezuela mas é melhor sondarem-nos antes para saber se avançam com o dinheiro.
nem todas as oposições são iguais
Algumas, mesmo que sistematicamente divergentes do governo em questões de fundo, não se escusam a uma colaboração franca e sadia quando está em causa o interesse comum. A bem da nação.
um sensato português
Presumindo-se que António José Seguro é um «português com bom senso», logo, disponível para chegar a um «consenso mínimo» com o governo sobre o futuro do país, seria talvez muito sensato da sua parte, ele que é o líder da oposição e do partido que até há pouco tempo nos governou, que fosse já adiantando qual o «minimo do consenso» para que está disponível, evitando a ladaínha costumeira de que está farto – todos estamos! – da austeridade imposta pelo governo. Se, como diz, a via do PS «é crescimento, crescimento, crescimento – a única fórmula capaz de gerar riqueza, capacidade para pagarmos as nossas dívidas e consolidarmos as nossas contas públicas» (o que também nos parece muito acertado), ele já terá descoberto o segredo da «fórmula» para nos tirar imediatamente da austeridade, o que só por egoísmo não partilhará connosco e com o governo também. Ele, certamente, não nos condenará a semelhante castigo.
Vamos lá preencher “o vazio” do professor Marcelo
Hoje, no Público, dei algumas sugestões sobre onde começar a cortar quatro mil milhões. E propus começar por onde o Estado é ineficiente, como no quase monopólio da Educação:
Segundo o professor Marcelo, estamos a discutir “o vazio”. Ou “o nada”. Porque “nada” parece dar conteúdo ao debate sobre as funções do Estado para que o primeiro-ministro desafiou o PS. Mesmo descontando o facto, que não é pequeno, de esse “nada” estar quantificado em quatro mil milhões de euros, vale que o professor parece nutrir mais atracção pelo “vazio” do que a Natureza tem de horror ao dito cujo. Porque, na verdade, não é difícil começar a preencher esse “nada”, uma vez que muitas são e muito custam as funções do Estado. Não contemos é com o professor, que ele nunca se compromete. Mesmo quando isso era bom para preencher o “vazio” de que se queixa.
Os grandes números são fáceis de entender. Em 2012 o Estado gastará 78 mil milhões de euros (depois de ter gasto mais de 87 mil milhões em 2010) e só terá 70 mil milhões de receitas, ou seja, há um buraco de oito mil milhões. Daí que não surpreenda querer cortar, de “forma permanente”, quatro mil milhões – o que surpreende é só se querer cortar metade do buraco. Sendo assim, que tal trocarmos umas ideias mais sérias e menos “vazias” sobre o assunto? Ler mais…



