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Os jornais e as televisões até podiam instalar lá não as redacções por inteiro mas umas secções seria muito educativo

3 Novembro, 2012

»Maçon assumido, Michel instalou uma escola de cozinha em várias das lojas que a empresa municipal dos bairros sociais de Lisboa, a Gebalis, tem na freguesia de Marvila. Aos alunos dos cursos anuais eram cobradas mensalidades da ordem dos 650 euros, mas a renda que o chef pagava em 2011 à autarquia era substancialmente inferior: 382 euros por mês»  – Não conheço as lojas em questão mas a não ser que estas sejam uma gloriosa excepção a verdade é que nem de borla a CML consegue arranjar inquilinos para muitas das lojas que mantém fechadas nos bairros sociais.

Chegou a altura de escolher entre mais impostos ou mais deste “Estado social”

2 Novembro, 2012
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Hoje, no Público, defendi que o debate sobre as funções do Estado devia ter começado há ano e meio, mas que é melhor tarde do que nunca:
O jornalista, proclamou solene o douto professor universitário, é “um funcionário da Humanidade”. A frase é bonita, soa bem e a Fátima Campos Ferreira não deixou de acenar com a cabeça. Infelizmente, a frase não quer dizer nada. Nem responde ao que devia estar a ser discutido naquele Prós e Contras: se o jornalismo é importante, como é que o pagamos? É que eu, por exemplo, não me estou a ver a ir pedir o meu cheque às Nações Unidas.
O nosso espaço público está cheio de frases como aquela: grandiloquentes, capazes de arrancarem aplausos às plateias, mas mistificadoras, quando não abertamente idiotas. Lembram-se, por exemplo, de quando se andou para aí a glosar a ideia de que “o lugar onde se nasce nunca devia morrer” a propósito da Alfredo da Costa? Também era uma frase bonita, que dava títulos lindos, mas tão disparatada como capaz de bloquear qualquer debate racional.
Mais recentemente, o país comoveu-se com um enfermeiro que pediu ao Presidente que não criasse um “imposto sobre as lágrimas e muito menos sobre a saudade” e sucederam-se programas indignados sobre essa indignidade que seria ter de emigrar. Em momento algum, talvez em nome das tais lágrimas e da tal saudade, vi alguém interrogar-se sobre o facto de o número de enfermeiros em Portugal ter duplicado entre 1999 e 2010 (ver Pordata) e de, ao mesmo tempo, se terem multiplicado os cursos superiores de Enfermagem (muitos criados para satisfazer clientelas locais) que lançam para o mercado de trabalho milhares de profissionais que o sistema de saúde já não consegue absorver. Nada disso. O que dominou foi outra frase grandiloquente: “Estamos a perder a geração mais qualificada de sempre”. É possível, mas de novo ninguém se interroga sobre se essa geração terá as qualificações certas ou se, em muitos casos, não se fica pelas qualificações que foram mais convenientes às carreiras dos senhores professores universitários.
Confesso que eu, “funcionário da Humanidade”, tenho cada vez menos paciência Ler mais…

O mundo mudou!!!

2 Novembro, 2012
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A crise e a falência do País estão a forçar as decisões e as reformas que se impunham há mais de 2 décadas as quais, fossem então implementadas e não estaríamos na situação depauperada de hoje. O acórdão de má memória do TC sobre os subsídios da função pública, as peripécias do OE2013, as frases cirúrgicas de Vítor Gaspar e de Passos Coelho (“enorme aumento de impostos”, “queremos Estado social, mas não queremos pagá-lo”, “as garantias da Constituição de nada valem sem dinheiro”), colocaram definitivamente em discussão o papel do Estado. Esta discussão irá inevitavelmente extravasar para a opinião pública e um número crescente de cidadãos consciencializar-se-á que o estado-providência ultrapassou todos os limites e é hoje insustentável.

 

A recente proposta de “refundação do memorando” (à boa maneira tuga, já se gastaram rios de tinta a discutir a terminologia) visa, no fundo, redefinir o papel do Estado na sociedade e redimensioná-lo em consonância. É ponto assente que o País não consegue sustentar este Estado paquidérmico e ele tem de emagrecer numa base estruturante. De nada vale cortar despesas hoje numa base transitória para amanhã voltar a repô-las. E isto, por muito que custe a alguns, vai obrigar a substituir a actual Constituição, que obriga a muita da despesa rígida em que o Estado hoje incorre. Qualquer constituição que se preze, tem de estabelecer limites claros ao poder do Estado; a nossa maximiza-os. Deve permitir a existência do Estado máximo e do Estado mínimo, mas sempre numa base reversível; a nossa obriga ao Estado máximo.

 

Acabou-se o dinheiro, o crédito e o Estado deixou há muito de comandar a rotativa das notas. Temos uma Constituição que obriga a gastar o que não há e um sistema político com um claro défice de representatividade, em que impera a partidocracia. Ambos estão em rota de colisão com a realidade, que ameaça esmagá-los. Isto coloca a esquerda e a direita estatista num estado de completa impotência em que tudo recusam – subida de impostos, redução de despesa, reforma do Estado – mas nada têm para oferecer. A recente indignação do PS por causa da vinda dos técnicos do FMI, não passa de ridículo fait-divers para disfarçar que continua como a avestruz.

 

O mundo mudou (a frase mais assertiva de Sócrates), mas muitos continuam em estado de negação.

Estamos muito indignados

2 Novembro, 2012

Há 15 dias estavam todos indignados com o aumento de impostos.

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Há uma semana estavam indignados com os cortes na Segurança Social.

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Esta semana a indignação é com o apoio do FMI a um programa de reforma do Estado.

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Portanto, nem mais impostos, nem menos despesa, nem reforma do Estado.

Perceberam agora?

2 Novembro, 2012

Que se acabarem as touradas acabam os touros bravos?

Idanha-a-Nova avança com abate de touros selvagens

Futilidades de quem não se preocupa com o fim do mês

2 Novembro, 2012

Um capelão das Forças Armadas que prega a rebelião militar

Um capitão que  participou num golpe alegadamente contra uma guerra e que agora anseia por outra

Deputados que no parlamento exigem muito respeitinho institucional e depois participam em manifestações chamadas Cerco ao Parlamento

Prémio memória muito selectiva

1 Novembro, 2012
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“Há, pela primeira vez, miséria desde a Revolução dos Cravos”.

Mário Soares, primeiro-ministro de Portugal em 1983-85

matar saudades

1 Novembro, 2012
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De passagem pelo Portugal Contemporâneo.

Despedidas de solteiro

1 Novembro, 2012

Ao ver o grotesco de muitas das manifestações ditas de pessoas em luta contra as medidas de austeridade – sobretudo daquelas que fazem os jornalistas ter tremeliques na voz – lembro-me cada vez mais das  despedidas de solteiro sobretudo daquelas em que os limites do bom gosto e do bom senso são ultrapassados até se cair numa coisa entre o grotesco e o javardo. Ou das excursões de finalistas a Lloret del Mar.- Enfim uns dias ou uns momentos de aparente subversão para no dia seguinte os noivos estarem  compostos no altar. E os  estudantes a ligar aos paizinhos pedindo-lhes que paguem os vidros partidos. Tal como estes manifestantes no da seguinte estão na boa vida do costume e alguns no fim do mês a receber a bolsa, o subsídio, o complemento… e no caso dos sindicalistas o respectivo ordenado. Não querem mudança alguma. Muito menos revoluções. Querem apenas um intervalo que reforce o status quo instituído o mesmo que os tem sustentado tão generosamente.

Manifestações em frente à AR

Piquetes em Espanha em que os ditos grevistas agridem os trabalhadores:

Em que ficamos?

1 Novembro, 2012

«“Haverá um combate radical aos graffiti”, declarou o autarca durante o debate sobre o estado da cidade que decorreu na terça-feira na Assembleia Municipal de Lisboa. Sá Fernandes explica que a mega-operação de limpeza deverá arrancar em Janeiro ou Fevereiro e implicará custos que “não chegam a um milhão de euros”.»  – José Sá Fernandes representa uma das maiores mistificações da política portuguesa: levado ao colo pelo BE e pelo PS no caso do túnel do Marquês acabou relegado para a obscuridade pela equipa de António Costa pois era evidente que nem a boa imprensa de António Costa era qb para anular os efeitos de cada aparição pública de José Sá Fernandes e tanto disparate em torno das corvinas e das amêijoas Enfim o Zé que fazia falta acabou o Zé que  é melhor que ninguém sabe onde anda e muito menos o que diz ou fez. Agora voltou com anunciando o fim dos graffiti. Por acaso concordo mas pode começar pela própria CML cuja vereadora da cultura não lhe ocorreu melhor que promover a proliferação dos ditos.

uma lógica que impressiona

1 Novembro, 2012
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Na sua crónica de hoje do DN, Ferreira Fernandes começa pela constatação de uma evidência: o falhanço das autoridades federais dos EUA na forma como reagiram ao Katrina. Depois, a partir de uma frase muito sensata de Mitt Romney («De cada vez que se passa alguma coisa do governo federal para os estaduais, vai-se na direção certa, e se puder ir-se mais longe e passar para o setor privado, ainda melhor.»), embarca na onda do comprometido New York Times para malhar no candidato republicano e retirar a notável conclusão de que o «discurso do estado mínimo» é absurdo. Caso tenha escapado a Ferreira Fernandes, esclarecem-se duas coisas: que o que Romney afirmou não é mais do que o princípio da subsidiariedade, muito na moda da retórica política corrente (ele próprio já o deve ter proclamado nalgumas das suas crónicas), ainda que pouco praticado, e até incluso nos tratados da União Europeia; e que a sua peça se inicia com a crítica ao que, no final, acaba por exaltar: os poderes do estado central. Uma lógica impressionante, não haja dúvida!

Insultam todos ou como em 1975 alguns levam vivas e beijinhos?

31 Outubro, 2012

«Apupos, insultos e palavras de ordem acompanharam a saída dos automóveis dos deputados de uma garagens da Assembleia da República, tendo a polícia criado um cordão para afastar os manifestantes dos veículos.
Os carros estão a sair do parlamento pela saída lateral da Assembleia da República, virada para a calçada da Estrela, em Lisboa, e elementos da PSP criaram um cordão para permitir a saída das viaturas.
Junto a esta saída está concentrada cerca de centena e meia de pessoas que gritam palavras de ordem e insultos aos automóveis que saem do edifício.
Alguns manifestantes seguram cartazes com mensagens contra o Governo e gritam «Está na hora do Governo se ir embora».
«Abaixo regime traidor» e «Passos Coelho vai badamerkel» são outras palavras de ordem.»

Intervenção de Encerramento do Debate da Generalidade OE 2013

31 Outubro, 2012
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Aqueles que cercam a Assembleia da República, sobretudo os que agora dão entrevistas (aos jornalistas que temos) de cara tapada e petardos na mão, deveriam perceber que não estão a cercar um edifício e as pessoas que lá trabalham – estão a tentar sequestrar a própria Democracia.
Não é a primeira vez: já em 1975 isso aconteceu.

Agora, tal como então, não terão êxito.

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Ai aguenta, aguenta!

31 Outubro, 2012
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O Fernando Ulrich referiu-se apenas a mais austeridade, não à austeridade máxima. Para esta, estão decerto preparadas as patrulhas da “moralidade” e da “sensibilidade social” que já andam por aí a diabolizá-lo. Como integram certamente o contingente do “não à troika”, aguentarão viver sem um chavo do financiamento daqueles “agiotas”, bem como o ajustamento imediato e brutal que se seguiria. Não haveria corte de salários e de prestações sociais, mas cessação de pagamentos, pura e simples. E sem possibilidade de reversão, por mais acórdãos que o TC emitisse.

E, quem sabe, teremos todos de aguentar essa situação extrema, para que façamos a mãe de todas as reformas, uma nova Constituição. Os situacionistas já clamam contra uma tal mudança que lhes mataria a intocável vaca sagrada. Consciente ou inconscientemente, sabem que é uma questão de tempo e que a realidade acabará por se impôr. Mas era bom que nos antecipássemos e cada vez mais lamento o que terá sido o grande erro de Passos Coelho.

O salazarento, o cunhalento e o soarento

31 Outubro, 2012

Não deixa de ser curioso fenómeno que no meio da discussão sobre receitas e despesas em que vivemos mergulhados no último ano se invoque Salazar ou melhor dizendo se use o termo “salazarento” para exprimir não se sabe ao certo o quê sobre a matéria da despesa versus receita. Com tanta invocação de Salazar ainda alguém descobrirá que o próprio é responsável involuntário pelo actual estado das finanças públicas à semelhança do que aconteceu com Manuel Loff que agora descobriu que Salazar foi cúmplice “involuntário” do Holocausto. Mas pese haver pessoas como o deputado Galamba que tendo morrido Salazar em 1970 e não governando ele desde Setembro de 1968 não conseguem viver em 2012 sem invocar Salazar no meio duma intervenção creio ser chegado o momento de acrescentarmos outros  “entos” ao nosso vocabulário. Eu por exemplo dada a carga fiscal acho o orçamento mais cunhalento que salazarento. E ao salazarento e cunhalento ainda teremos de acescentar o soarento que tanto inebria o partido do deputado Galamba e que em linhas gerais funciona como o Rui aqui descreve:  o próximo governo de maioria absoluta do Partido Socialista municiará os seus ministérios de fotocopiadores de última geração, com os quais fabricará os euros necessários para pagar as reformas dos pensionistas, os salários da função pública, os encargos com o Serviço Nacional de Saúde, as Universidades e os Politécnicos, as reformas do património do estado, a construção de novas escolas, tribunais e esquadras da polícia, os custos com as Forças Armadas, e, claro está, as subvenções à Fundação Mário Soares que, nessa altura, espera-se terem já igualado, ou desejavelmente ultrapassado, os valores anteriores aos do orçamento de 2013.   

Nada se perde. Tudo se transforma.

31 Outubro, 2012

O Camilo Lourenço acha que O país está a mudar. À força, mas está! À partida eu diria que não é apenas o país mas o mundo. Desta vez com Sandy ao contrário do que sucedeu no Katrina ninguém culpou as alterações climáticas ou o presidente dos EUA por ter desorganizado o clima.  Poder-se-ia acreditar que estamos a ficar mais sensatos. Mas para já duvido pois se o presidente dos EUA não fosse Obama a cobertura noticiosa seria certamente diferente e sobretudo temos de contar com a capacidade de renovação da loucura dogmática como estes exemplos colhidos no Insurgente mostram:  Recognizing The Right Of Plants To Evolve    e PETA wants sign to memorialize fish killed in crash

no mundo da lua

31 Outubro, 2012
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Quando António José Seguro chefiar o próximo governo de maioria absoluta do Partido Socialista municiará os seus ministérios de fotocopiadores de última geração, com os quais fabricará os euros necessários para pagar as reformas dos pensionistas, os salários da função pública, os encargos com o Serviço Nacional de Saúde, as Universidades e os Politécnicos, as reformas do património do estado, a construção de novas escolas, tribunais e esquadras da polícia, os custos com as Forças Armadas, e, claro está, as subvenções à Fundação Mário Soares que, nessa altura, espera-se terem já igualado, ou desejavelmente ultrapassado, os valores anteriores aos do orçamento de 2013.
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Só assim se entende que Seguro pretenda governar com o Estado Social da Constituição de 75, como nos tem vindo a afiançar. No meio disto, o líder socialista ainda não percebeu que o modelo traçado por esse arcaico documento já não existe: implodiu, pelas suas contradições intrínsecas e pela ajuda entusiástica que o seu próprio partido deu para o enterrar bem fundo, nos consulados de António Guterres e de José Sócrates. De certo modo, somos todos devedores deste gesto involuntário do PS, de que resultou a aceleração do fim de um modo de vida nefasto e inevitavelmente condenado a prazo. Imagino que, mesmo que Seguro chegue ao poder com as convicções que nos tem vindo a descrever, não chegará para ressuscitar o morto. Até porque, que se saiba, embora viva mais no mundo da lua do que neste, ainda ninguém lhe descobriu dotes espíritas.

“medidas contingentes”

30 Outubro, 2012
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Ainda se discutem os “enormes aumentos de impostos” previstos no orçamento de estado de 2013 e já Pedro Passos Coelho, o primeiro-ministro que foi eleito com a promessa de equilibrar as contas públicas essencialmente pela despesa, anuncia, para esse mesmo ano, “medidas contingentes” no valor de mais um subsídio (ainda sobra algum?), no caso de falhar a execução orçamental. Como Passos é incapaz de reconhecer a sua própria incompetência (“não há nenhum cenário macroeconómico infalivel”, vai já advertindo…), a justificação para o descontrolo das contas públicas em 2013 virá novamente da dificuldade de promover reformas que saneiem, de vez, o estado português. A falta de uma visão alternativa para o modelo social e político vigente e a insistência em manter o estado em todo o lado por onde tem andado nos últimos quarenta anos, apenas com ligeiros retoques de cosmética ditados pela falta de dinheiro, não têm nada a ver com a sobrevivência do monstro, claro está. No meio disto, dissemina-se a mais perigosa ideia para qualquer regime em crise profunda, sobretudo para um regime democrático: que ele é irreformável. Essa tem sido a fonte de todos os totalitarismos e mesmo Portugal, placidamente à beira-mar plantado, não resistirá por muito mais tempo a esta incompetência de quem o governa, paga a expensas do trabalho e dos sacrifícios sem fim à vista de todos nós,

Sempre na mesma

30 Outubro, 2012

Portanto, o  PSD e o PPD detestam este Orçamento. Mas votam a favor, porque tem  de ser.

O CDS e às vezes o PP também tapam o nariz e lá votam, porque tem de ser.

O Ministro Gaspar faz um orçamento que nega tudo o que foi dito pelos partidos governamentais e mesmo o compromisso constante no acordo internacional pois que o «esforço de consolidação», na previsão fantasista para 2013 é que 2/3 do «esforço» seja efectuado pelo incremento do esbulho aos contribuintes e apenas 1/3 de diminuição de despesa do estado. O inverso do que diziam que queriam que fosse….

Já temos um Governo Monti? Pelos vistos não é um governo que faz escolhas políticas, resultantes do voto, ou dos programas dos partidos que compõem a AR. É apenas um governo  que mantêm o mostro porque tem de ser. Ninguém o apoia, apenas o toleram.

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Gaspar fala agora que é preciso «pensar nas funções do estado e no preço que se está disposto a pagar por elas». Isto é dito 18 meses depois do governo ter iniciado funções precisamente com um alegado programa de reformulação dessas funções. Mas era só conversa. Ainda vão começar a ver como é que isso se poderia fazer. Tarde de mais.

Sempre os mesmos

30 Outubro, 2012

Quando alguém, infelizmente por excepção, defende os interesses dos eleitores directos que o elegeram, logo é apelidado de anti-patriota, paroquial, e outros mimos com que se tenta impedir e prevenir outros de fazerem o seu dever.

O cancro centralista,  empobrecedor e terceiro-mundista, não faz acepção de partidos.

Já ninguém estranha

30 Outubro, 2012

Sexo fora de horas – ou uma estranha concepção de serviço público

Daqui a bocado

29 Outubro, 2012

José Manuel Fernandes apresenta o seu novo livro em Lisboa. Fico a aguardar a apresentação no Porto.

A propósito das reparações alemãs

29 Outubro, 2012

com que alguns tentam obrigar a Alemanha a pagar a dívida da Grécia – na Europa a Grécia foi um dos países que mais ajudas recebeu no pós-guerra mas há quem faça por ignorá-lo – cabe perguntar se está em aberto o pedido de reparações por guerras pretéritas. Se for esse o caso temos as invasões francesas no século XIX além da nossa própria declaração de guerra à Alemanha em 1916. Recordo que os bens dos “súbditos inimigos” em Portugal foram confiscados, os homens rapazes foram internados em campos de concentração em África e em fortes militares como o de Peniche. Os “súbditos inimigos” eram os alemães – e claro que não havia nada de equivalente para confiscar aos poucos portugueses que viviam na Alemanha – mas o confisco também sobrou para uns turcos que andavam a vender tapetes por esse Portugal fora e que acordaram um belo dia mais os tapetes na condição de súbditos inimigos porque a  Turquia era aliada  da Alemanha. E assim neste atirar das dívidas para trás do tempo  acabaremos a pedir indemnizações  a Castela, a Roma, aos fenícios, quiçá à alforreca primordial.

E agora vamos contribuir para que os gregos tenham as suas vidas de outrora de volta?

29 Outubro, 2012

«Novo perdão à Grécia. Portugal em risco de perder 1100 milhões de euros. Troika defende novo perdão de dívida à Grécia que, desta vez, atingirá os Estados que emprestaram dinheiro a Atenas em 2010 e 2011. Portugal é um deles, com mais de 1100 milhões» Aquelas pessoas que como o dr. Mário Soares ou José Sócrates defendiam que devíamos comprar dívida grega – e comprámos – podem explicar o que fazemos agora?

Comentador em luta

29 Outubro, 2012

12 de Agosto de 2012: Marcelo Rebelo de Sousa diz que é hora de Passos remodelar o Governo
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24 de Setembro de 2012: Marcelo Rebelo de Sousa defendeu ontem na TVI uma remodelação imediata do Governo.

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1 de Outubro de 2012: Marcelo: Remodelação “já”

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8 de Outubro de 2012: Marcelo Rebelo de Sousa: Governo tem 15 dias para ser remodelado
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29 de Outubro de 2012: Marcelo: Bases do PSD apoiam remodelação do Governo

Impressões

28 Outubro, 2012
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Queremos meter uma pessoa

Mas não queremos dar nas vistas. Metemos várias ao mesmo tempo.

O monstro

Continua muito glutão. Muitos dos seus tentáculos estão mais ou menos na mesma.

Ler mais…

Afinal o mundo não é a preto e branco

28 Outubro, 2012

«On Saturday, more than 15,000 students are expected to file into classrooms to take a grueling 95-question test for admission to New York City’s elite public high schools. (The exam on Sunday, for about 14,000 students, was postponed until Nov. 18 because of Hurricane Sandy.) No one will be surprised if Asian students, who make up 14 percent of the city’s public school students, once again win most of the seats, and if black and Hispanic students win few. Last school year, of the 14,415 students enrolled in the eight specialized high schools that require a test for admissions, 8,549 were Asian.   Because of the disparity, some have begun calling for an end to the policy of using the test as the sole basis of admission to the schools, and last month, civil rights groups filed a complaint with the federal government, contending that the policy discriminated against students, many of whom are black or Hispanic, who cannot afford the score-raising tutoring that other students can. The Shis, like other Asian families who spoke about the exam in interviews in the past month, did not deny engaging in extensive test preparation. To the contrary, they seemed to discuss their efforts with pride.» NYT

Revoluções

28 Outubro, 2012

Por cá podem ler Era uma vez a Revolução mas se se quiserem dar ao trabalho de ler em castelhano experimentem «La revolución divertida»  de González Férriz:  «la revolución de los sesenta fue en todo caso cultural, nunca política –«los logros políticos llegarían más tarde, y lo harían casi siempre por medios inesperados»–. La explosión de libertad coincidió con el impulso de los medios de comunicación. Juntos, esos dos elementos confeccionaron la figura del «rebelde», heredera de la cultura pop y modelo para las sucesivas revueltas. Fracasaron entonces y fracasaron después, con la paradoja de que los revolucionarios que un día protestaron contra el capitalismo no solo se enriquecieron gracias a él, sino que lo reforzaron hasta hacerlo casi indestructible, «incluso en mitad de una crisis histórica». «Rebelarse vende –insiste González Férriz, que conjuga ironía y sensatez en una visión netamente liberal–. Es la esencia del capitalismo. Ser diferente, pensar diferente, vestir diferente, hablar diferente». AJohn Lennon, «héroe de la clase trabajadora» le nombraron miembro de la Orden del Imperio Británico junto al resto de los Beatles. Sus canciones liberadoras, como «Revolution», terminarían generando cuantiosos beneficios a Michael Jackson y siendo utilizadas en losanuncios de Nike. Hoy, el alcalde comunista José Manuel Sánchez Gordillo promueve la revolución cívica con el aval de una nómina de 3.000 euros por su escaño y su condición de aforado. (…) La última mutación de esta corriente revolucionaria la protagonizan en España los «indignados» del 15-M, relacionados tangencialmente con la «Primavera Árabe» y «Ocupa Wall Street». Protestas grabadas con teléfonos de la tecnología más avanzada. «Más allá del aspecto revolucionario de sus proclamas», las reivindicaciones de una mayor autogestión o la nacionalización de la banca, explica González Férriz, han dado un giro ideológico: «Proclaman su derecho a acceder a la vida burguesa: el empleo estable, el confort material, el futuro predecible y asegurado por un Estado benefactor y generador de empleos».

Vamos continuar a ouvir a rua? Ou quais ruas?

27 Outubro, 2012

A rua grega: La ultraderecha griega gana la calle    Dizem mais ou menos o mesmo que os alucinados de cá. Só que os nossos usam t-shirts com o Che. Bem, nem sempre mas a esses os fotógrafos não fotografam 

A rua italiana: ‘Echemos al Gobierno de Mario Monti  As mesmas televisões, rádios e jornais que mal se anuncia uma manifestação em Espanha contra Rajoy enviam repórteres mantêm um estranho silêncio sobre este “No Monti day”.

Agarrem o Mota Soares, ele ainda corta mesmo na despesa

27 Outubro, 2012

Mota Soares: Temos de encontrar mais cortes na despesa para aliviar esforço fiscal

Não é um euro de aumento de impostos?

27 Outubro, 2012

Mota Soares. “Um euro mal atribuído, é um euro retirado a quem é mais pobre”

Eu defendo o corte no cheque dentista, e você?

27 Outubro, 2012

Bastonário dos dentistas considera “fundamental” continuação dos cheques-dentista
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Alguém alinha numa manifestação para defender este corte de despesa?

Tolerância à adversidade

27 Outubro, 2012

Vítor Gaspar: Portugal está “na fase final da maratona” e precisa de “vontade de vencer”
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Luís Filipe Vieira reeleito presidente do Benfica com 83% dos votos
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Interessante que a tolerância dos portugueses para sacrifícios sem fim à vista e sem resultados visíveis em nome de um futuro incerto é maior no futebol que na política.

Napalm de demagogia

27 Outubro, 2012

Avolumam-se os sinais de que a luta dos portugueses por cortes na despesa está a esmorecer. Afinal o Bagão Félix chama napalm fiscal a cortes nas pensões de reforma. Tudo indica que nas dele.

Por favor, não deixem o CDS cortar mais na despesa

27 Outubro, 2012

Mota Soares: “Não vamos tocar na duração do subsídio de desemprego” para quem descontou mais tempo
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Prestações sociais mantêm isenção em sede de IRS, diz Mota Soares

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Mota Soares: Majoração atribuída a casais desempregados fica isenta do corte de 6%

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Mota Soares revela que um milhão de pessoas terá aumento acima da inflação

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Mota Soares admite recuar no corte do subsídio de desemprego
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Pedro Mota Soares, revelou, esta sexta-feira, que a legislação para atribuição de subsídio de desemprego a pequenos e médios comerciantes deverá estar pronto até ao final do ano.

Pode haver esperança depois dos tempos sombrios?

26 Outubro, 2012
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Hoje, no Público, reflecti sobre este tempo em que o relógio da História parece ter começado a rodar ao contrário e em que não sabemos como lidar com as novas realidades:

Há dias em que uma pessoa nem acredita no que ouve. Então não é que Jorge Sampaio, numa das muitas entrevistas que deu a propósito do lançamento da sua biografia, decidiu considerar que a sua inoportuna e lamentável frase sobre haver vida para além do défice era hoje mais actual do que nunca? Compreende-se que uma adolescente como a que beijou o polícia no 15 de Setembro faça declarações a lamentar a existência de dinheiro, escusando-se a explicar, por exemplo, sobre que critério seguiria para trocar laranjas por umas sandálias novas. Já se compreende pior que um antigo Presidente da República insista numa boutade politicamente explosiva que muito ajudou a estragar o debate político e a permitir que nos enfiassem no poço negro onde hoje desesperamos. Bem sei que é de bom tom, em certos sectores da esquerda lunática, duvidar da genuinidade da dívida que pesa sobre o nosso presente e o nosso futuro, mas ver uma figura como Sampaio regressar à desculpabilização do défice quando se sabe que a dívida não é mais do que os défices acumulados de muitos e muitos anos, deixa qualquer um incrédulo. Pelos vistos Mário Soares não estará sozinho: Ler mais…

Pensões sem sustento

26 Outubro, 2012
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Posso estar enganado mas julgo que Francisco Louçã nunca teria direito a subvenção vitalícia, pelo menos nos termos em que tal tem sido anunciado: esse benefício terminou em 2005 e, a partir daí, apenas ficaram abrangidos aqueles deputados que ANTERIORMENTE a essa data tinham perfazido 12 anos de mandato. Ora esse não era o caso de Francisco Louçã, donde não julgo que subsista qualquer direito a subvenção e, assim, também não se coloca a questão de Francisco Louçã renunciar a um direito juridicamente inexistente.
Ao contrário, recordo-me bem, que muitos deputados que terminaram funções em 2011 fizeram apelo a esse privilégio pressurosamente e sem rebuço – foi o caso de Manuela Ferreira Leite e de outros supostos senadores que agora vertem catilinárias moralizantes sobre todos os demais…

O gratuito está pela hora da morte

26 Outubro, 2012

Adjudicante: Escola Superior de Enfermagem de Coimbra

OBJETO DO CONTRATO: a prestação de serviços de assessoria de assessoria jurídica, quanto à qualidade e condições técnicas de execução previstas neste Caderno de Encargos, nomeadamente emissão de pareceres jurídicos, produção de documentos recebidos de Ministérios ou outras entidades, emissão de pareceres escritos, pré-contencioso e contencioso judicial, acompanhamento de natureza jurídica em matérias de carácter administrativo e de contencioso, orientações na implementação da legislação após publicada e a que entretanto vigora nos diversos domínios da actividade da ESEnfC, bem como o acompanhamento na sua aplicação.

PREÇO CONTRATUAL: 43.200,00 €

ENTIDADE ADJUDICATÁRIA – ver aqui

a parábola dos talentos

26 Outubro, 2012
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Francisco Louçã é uma pessoa com capacidades intelectuais francamente acima da média, que foi desperdiçando o seu talento, ao longo dos anos, sempre nas piores causas e pelos piores princípios. Só não nos causou grandes estragos graças à sua natureza (e à dos projectos políticos que liderou) diletante, e porque o país já está suficientemente estragado, há muito tempo, para que se possa estragar muito mais. É, então, merecedor da nossa admiração e do nosso respeito pelas qualidades pessoais que deperdiçou na vida pública? Nem por isso…

“Todos à RGA!”

26 Outubro, 2012
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Começa assim:
“Tinha 15 anos quando o assassinato de um estudante, Ribeiro Santos, catalisou os sentimentos difusos de revolta que eu já sentia e me levou a tornar-me primeiro num activista das associações de estudantes, logo a seguir num militante radical. Durante os anos que se seguiram dei o melhor de mim, e praticamente todo o meu tempo, à causa da revolução social e política. Até que, ao entrar na maioridade, comecei a ter dúvidas. Depois das dúvidas, veio a refutação das falsas certezas, e à passagem dos 23 anos já compreendera a fatal ilusão em que me deixara envolver. Libertei-me então da ratoeira ideológica do marxismo e dessa sua declinação extrema, o maoismo. Este livro conta a história desses oito anos. Ou, para ser mais exacto, as minhas memórias do que como vivi esse período. São naturalmente memórias pessoais, informadas pelo meu próprio olhar e apenas por ele.”

É já na próxima segunda-feira o lançamento do meu novo livro, umas memórias dos anos da nossa revolução. Regressarei ao “local do crime”, o antigo ginásio do Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. Pelas 18h30. Apareçam, pois agora como então, a palavra de ordem é: “Todos à RGA!”*

*Decifração para os mais novos: RGA=Reunião Geral de Alunos