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“Mas o que é isto?”

26 Outubro, 2012

Naquilo que o Carlos Abreu Amorim escreveu sobre Louçã falta o essencial: poderia o PSD bancada a que o CAA pertence  ter um deputado que usasse aquele tipo de linguagem e aquele estilo acusador? Não. Seria afastado o mais depressa possível entre a condenação geral das outras bancadas. Durante anos Louçã falou de roubos, aldrabices, tramóias… todos os outros líderes à excepção dele mesmo e de Jerónimo de Sousa estavam vendidos ao capital e cheiravam a petróleo… Mas quando na AR Teresa Leal Coelho se dirigiu à bancada do BE aludindo aos financiamentos dos soviéticos – em bom rigor a senhora deputada  faria bem melhor em ter aludido à Líbia de Kadhafi – Louçã indignou-se e admirado perguntou “Mas o que é isto?”. Louçã foi um bom parlamentar num registo que a AR só tolera a algumas bancadas.

Seja no público ou no privado

26 Outubro, 2012

com as contas do DE

DE: Num colégio financiado pelo Estado, um aluno custa mais 107 euros que numa escola pública.

ou dos outros:

DN: Pagar a colégios fica 400 euros mais barato ao Estado

I: Um aluno de estabelecimento de ensino particular ou cooperativo custa ao Estado quase menos 400 euros/ano

JN: Custo por aluno do ensino público inferior ao do particular

TSF: Alunos das escolas privadas custam menos ao Estado

SOL: Alunos no ensino privado custam menos que no público

o investimento é de facto colossal. E os meninos e respectivas famílias deviam receber um documento anualmente que desse conta de quanto NÃO pagaram mas gastaram. E sim deviam estar muito agradecidos ao país!

Francisco Louçã

25 Outubro, 2012
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Poucas terão sido as vezes em que estive de acordo com Francisco Louçã. Da ideologia política à mundividência, da ideia de liberdade ao modelo de sociedade, nos conceitos mais essenciais e nas coisas mais elementares, quase tudo nos divide.

Mas seria impróprio não reconhecer que hoje a Assembleia da República perdeu um dos deputados mais brilhantes que a nossa Democracia conheceu.

De uma inteligência provocadora e fulgurante, detentor de um verbo inusitadamente acutilante, sustentado numa cultura invulgarmente sólida, Francisco Louçã era um parlamentar temível que raramente vacilava fosse qual fosse o seu adversário. E enfrentou muitos, ao mais alto nível: Guterres, Barroso, Santana, Sócrates e Passos Coelho, entre tantos outros.

Quando escutava as suas intervenções políticas, sentia uma mistura de malquerença e de admiração, uma repulsa pelo conteúdo estranhamente embaralhada no respeito pela dimensão do parlamentar que sempre percebi muito acima da maioria dos seus pares.

Que ninguém o duvide – o Parlamento ficou muito mais pobre.

Mas mais habitual para quem?

25 Outubro, 2012

«A manter-se este último corte, reduzir o subsídio de morte, reduzir ainda mais as prestações sociais, seguramente que o setor vai ter dificuldades. Se calhar, as pessoas que não têm dinheiro para pagar medicamentos, não têm dinheiro para alimentação adequada, irão morrer mais depressa, irá haver mais óbitos. Se houver mais óbitos, não é bom para o setor, ao contrário de outros, uma vez que não há capacidade para pagar os funerais», disse Carlos Almeida à TSF. O presidente da ANEL afirma que o subsídio por morte, com a redução anunciada no Orçamento do Estado para 2013, vai ser insuficiente para realizar um funeral «habitual». «Os 1.200 euros de que se fala não chegarão para a maioria das pessoas que quer fazer um funeral dito mais habitual», afirmou.» 

Um «funeral dito mais habitual» custa de facto mais de 1200 euros. Mas esse «funeral dito mais habitual» é aquele que muito habitualmente as agências se propõem fazer. O mais habitual é uma definição do ponto de vista da agência e não certamente de quem encomenda o funeral já que não se é consumidor habitual de funerais. Contudo existem outros preços. Portugal que é um país que tudo legisla até tem legislação sobre funerais sociais revista e actualizada. Logo se as famílias querem um funeral dito mais habitual devem pagar por ele.  O Estado se acha que deve atribuir subsídios para despesas de funeral não deve ir além desse limite. Porque não tem dinheiro e também porque à conta deste esbanjamento estatal o preço dos funerais está absolutamente inflacionado.

Euro-logical

25 Outubro, 2012

Fiz este quiz «How european are you?»

O meu resultado, 26%, corresponde a: «I’m either indifferent or ambivalent about a union headquartered in a city with a urinating boy as its principal icons»……

 

sondagem

25 Outubro, 2012
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Dicionário breve da crise

25 Outubro, 2012

Corte cego / Austeridade cega  – Redução de despesa que afecta os interesses do emissor

Cortes nas despesas – Expressão usada para designar uma redução de despesa não se sabe onde nem em quê mas que se tem como urgente e miraculosa já que impediria os cortes cegos

Insensibilidade social – Expressão usada pelas corporações para protestar contra medidas que as afectam e que parte do princípio que os governos se dividem em sensíveis e insensíveis. Quanto ao social propriamente dito refere-se a um grupo de pessoas que nunca fala mas por quem todos falam todos os dias. Todos os governos portugueses dos séculos XX e XXI reivindicaram ter sensibilidade social. Aliás quanto mais se agrava a vida dos portugueses mais sensibilidade eles dizem ter.  Recomenda-se com urgência a criação de uma tabela para aferir a sensibilidade social.

Estímulo à economia – Versão politizada dos pretéritos electro-choques: administra-se o estímulo sob a forma de dinheiros públicos e espera-se que a crise passe

Inconstitucional – Expressão idiomática em voga no final de 2012 que se traduz por: esperemos que os juízes do tribunal constitucional resolvam o problema por nós. Em resumo uma actualização da frase de Pilatos enquanto lavava as mãos: “Levem-no e julguem-no conforme a vossa lei

Indignado – Pessoa com enorme disponibilidade de tempo que lhe permite permanecer acampado ou sentado com intermitências de simulações de ataque/defesa perante a polícia. Falam de utopia e de ter de volta a vida que lhes permite essa oscilação entre ‘o sentado/acampado e vou ali mas volto já’. Alguns manifestam um profundo horror ao banho, outros pelo contrário fazem um esforço tremendo para transformar o look casual chic em revolucionário romântico. Cabelo desgrenhado é essencial. Em geral pautam-se por ter um péssimo gosto em matéria de poesia e adoram fazer manifestos absolutamente ilegíveis.

Ouvir a rua – Ao contrário do que se possa pensar “ouvir  a rua” não se refere à poluição sonora mas sim à exigência para que os governantes cedam perante determinados grupos que gritam na rua. Desde que esses grupos se digam de esquerda. A rua só tem direito a ser ouvida se for de esquerda. Se não for de esquerda a rua deve ser ignorada porque é populista e demagógica.  É essencial não esquecer que se a rua for de direita  é arruaceira.  Se for de esquerda é a voz da cidadania.

Escutar o povo – Expressão idiomática portuguesa que significa as eleições não contam nada

Cortar com a PPP’s –  Reivindicação formulada com vigor no semestre de 2012 pelas mesmas pessoas que no primeiro trimestre de 2011 as defendiam, negociavam e aprovavam. Ou seja estamos perante uma versão actualizada em prosa do cultismo gongórico anunciador do barroco do soneto Amor é fogo que  arde e não se sente 

Goldfinger

25 Outubro, 2012

Bundesbank slashed London gold holdings in mystery move Germany withdrew two thirds of its vast holdings of gold from Bank of England vaults shortly after the launch of the euro more than a decade ago, according to a confidential report that emerged on Wednesday.

GERMAN PARLIAMENT DENIED ACCESS TO INSPECT GERMAN GOLD RESERVES DUE TO ‘LACK OF VISITING ROOMS’

Germany Wants Its Gold Back From The U.S. Federal Reserve

 

Desde que o governo espanhol da II República enviou as reservas de ouro da Espanha para Moscovo e para Paris que o ouro não era pretexto para um enredo destes

sondagem

24 Outubro, 2012
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Cortar na despesa

24 Outubro, 2012

Um bom ponto de partida para pensar onde se pode cortar na despesa pública são estes dois mapas da proposta de orçamento para 2013:

Mapa II: DESPESAS DOS SERVIÇOS INTEGRADOS

Mapa VII: DESPESAS DOS SERVIÇOS E FUNDOS AUTÓNOMOS

Deve ter-se em conta que se trata de mapas de despesa (aquilo que cada serviço pode gastar) e que a receita correspondente terá várias fontes (impostos, taxas, emissão de dívida e outros empréstimos e receitas de verdadeiras prestações de serviços) e que maior parcela (68% do total do mapa 2) é a gestão da dívida e da tesouraria (pagamento de dívida antiga, com emissão de dívida nova).

Há alguns números extraordinários:

 

Cortes na despesa segundo os portugueses

24 Outubro, 2012

1. Todos os portugueses são a favor de cortes na despesa.

2. É melhor cortar na despesa do que aumentar impostos.

3. Os cortes não podem ser em bens essenciais como educação, saúde e segurança social.

4. Os cortes também não podem ser feitos na cultura, nem na segurança, nem na justiça.

5. As empresas de transportes são essenciais.

6. Não pode haver cortes no serviço público de televisão. Cortar na RTP levaria à degradação da programação televisiva.

7.Cortar nos transportes, no subsídio de desemprego e nos complementos para idosos é prejudicar os mais fracos.

8. A minha área específica de trabalho é absolutamente essencial. Nem pensar em cortar aí.

9. Protestos contra corte de despesa são sempre maiores que as manifestações a favor de cortes na despesa.

10. Não há memória de protestos contra aumentos de despesa.

11. Ganham-se eleições a prometer aumento de despesa. Nunca se ganham eleições a prometer cortes.

12. Corte-se em tudo menos nos salários das pessoas.  E menos nas pensões. E menos no apoio às empresas.

13. Cortar no investimento público causa desemprego.

14. Os cortes não devem ser cegos, embora o aumento da despesa o possa ser.

15. Todos os cortes devem ser precedidos de estudos infindáveis. Esta regra não se aplica ao aumento da despesa.

Choradinho por mais despesa

24 Outubro, 2012

Jornal de Negócios, defensor intermitente do corte na despesa, hoje tem um editorial a criticar os cortes na Segurança Social. Na página 8 há um choradinho a pedir um plano Marshal para a Comunicação Social. Pago pelo contribuinte, claro …

Corte no subsídio de desemprego

24 Outubro, 2012

Hoje está toda a gente contra cortes na despesa. Governo fez bem em optar por aumentos de impostos.

Lendo

24 Outubro, 2012

Queremos mais tempo para o défice? Mesmo?  – Camilo Lourenço

“Trabalho sexual é trabalho” – Eduardo Cintra Torres

E porque não um referendo a todos* os orçamentos?

23 Outubro, 2012

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros Diogo Freitas do Amaral defendeu hoje, na Marinha Grande, que, no futuro, as leis do Orçamento do Estado tenham um visto prévio do Tribunal Constitucional. (Público)

O Governo e os deputados assumiram a obrigação de respeitar a constituição, mas, antes disso, assumiram compromissos com os eleitores. Em vez de um visto prévio do TC, seria mais eficaz para a paz social o visto prévio dos eleitores, através da aprovação ou ratificação referendária dos orçamentos de estado, tanto mais justificada quanto mais distantes estejam os orçamentos dos programas eleitorais e de governo. Ler mais…

Dias perigosos

23 Outubro, 2012

Lance Armstrong é «condenado» sem qualquer prova.

Apenas há testemunhos de ex-colegas que o fizeram em troca de receberem somente 6 meses de suspensão por casos, esses sim, comprovadamente de dopping.

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Cientistas condenados a 6 anos de prisão por não preverem tremor de terra (uma impossibilidade cientifica na actualidade). Os astrólogos tem a profissão em risco.

Reféns de um país imaginário

23 Outubro, 2012

Onde estão aqueles que em em 1974 garantiam que a Guiné ia ser uma potência cultural em África? Que nem havia nada a discutir em matéria de independência  tal era organização, a eficiência e a competência dos quadros do PAIGC? Onde estão as escolas maravilhosas que uns jornalistas garantiam que o PAIGC instalava sob uns quaisquer arvoredos? Onde está a democracia exemplar que outros jornalistas garantiam ver nas estruturas do PAIGC?

A Guiné é um exemplo das mentiras com que se Portugal se embala e com que nada aprende. A não ser a mentir mais. Nos anos 70 mandavam-se os filhos do povo morrer na Guiné. E em 1974 os mesmos oficiais que os chefiaram entregaram aquele território ao PAIGC sem sequer esperar pelas negociações oficiais. (Negociações do Cantanhez, já ouviram falar?) No fim promoveram-se e medalharam-se muito.  Os mesmos coronéis e generais que muito medalhados diziam que o Ultramar não se discutia  continuaram depois muito medalhados a dizer que o Ultramar se devia ter discutido. O Ultramar tornara-se um mapa imaginário do qual Portugal estava refém. Hoje Portugal está de novo refém. Agora de um texto imaginário, a Constituição, que substituiu o país histórico que ia do Minho a Timor pelo país ideológico de um Estado socialista, em que a palavra igualdade não se discute.

Daqui a uns anos aqueles que agora dizem com a mão no peito que a Constituição não se discute dirão muito laureados, biografados e doutorados honoris causa  que ela se devia ter discutido. Mas que não se conseguiu, que não foi possível, que esteve para ser mas não foi… Jamais avaliarão as suas responsabilidades nessa catástrofe mais que anunciada. Mas tal como em 74 e 75 o ordenado nunca falhou aos militares – estivessem eles de que lado estivessem – também neste início do século XXI os ordenados e as avenças, direitos adquiridos das corporações, não lhes faltarão.  Dentro de alguns anos da desgraçada vida dos filhos do povo falarão com a mesma condescendência hipócrita com que os capitães e generais de de 74 ouvem hoje  isto.  As corporações de cada época fizeram-nos reféns de um país imaginário. Reféns do país de que elas se serviram e de que airosamente se desembaraçam quando lhes dá jeito enquanto aqueles que as seguem e  nelas acreditaram são atirados para um canto, como fatos fora de moda.

A judicialização da ciência

23 Outubro, 2012

L’Aquila earthquake scientists sentenced to six years in jail É terrível ver uma senhora que perdeu a filha e dois netos no sismo dizer que aquilo não pode voltar a acontecer.  Mas não só os sismos acontecerão de novo em Itália como no estado actual da ciência é impossível assegurar que outras mulheres não perderão os seus filhos e os seus netos num sismo.

Jean-Paul Montagner:  : «On est incapables de prévoir les séismes»: »Il n’existe à l’heure actuelle aucun signal magique permettant de faire ce type de prédiction. On aimerait bien qu’il y en ait un, mais on le cherche encore. Les petites secousses qui précèdent parfois les séismes majeurs ne peuvent être interprétées comme des signes précurseurs qu’a posteriori. Il faut bien comprendre que, dans la plupart des cas, ces petits tremblements de terre ne sont pas suivis de séismes dévastateurs. Sur le plan éthique, les scientifiques ne peuvent pas donner l’alerte et lancer l’évacuation de milliers de personnes s’ils ne sont pas sûrs d’eux. A l’Aquila, le séisme a d’autre part été de magnitude 6,3, ce qui est une magnitude modérée comme il y en beaucoup en Italie. Le drame c’est qu’il a eu lieu juste sous une vieille ville, sans aucune construction aux normes antisismiques. Avant le récent séisme au Japon qui a provoqué un tsunami meurtrier, il y avait eu une secousse de magnitude 7. Et personne n’a reproché aux chercheurs japonais, qui sont à la pointe dans ce domaine, de n’avoir pas prévu la catastrophe.»

Atravessar o Rio

22 Outubro, 2012
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Os ferozes argumentos anti-Luís Filipe Menezes que hoje a concelhia do CDS-Porto entendeu por bem publicitar são extraordinários: afinal de contas, o CDS está ou não coligado na gestão “menezista” da CM de Gaia desde 1998??? 
Então o CDS está coligado há catorze anos em Gaia, feliz e contente, elogiando a gestão de Luís Filipe Menezes a cada instante, e agora, no Porto, sabe-se lá porque  por artes misteriosas, vilipendia tudo aquilo que não se cansa de gabar do outro lado do Rio?
Serão, quiçá, partidos diferentes, com distintos programas e posicionamentos existenciais e ideológicos dissemelhantes????

A favor dos cortes desde que não se corte

22 Outubro, 2012

82,1% defende cortes na despesa em vez de aumento de impostos

0,7% defende cortes nas despesas de educação

0,2% aceita cortes nas despesas de saúde

Um caso a seguir com muita atenção

22 Outubro, 2012

«Científicos condenados Seis años de cárcel por no haber previsto el mortal terremoto de L’Aquila. (…)   La Justicia acusa a los imputados de no haber informado a la población del riesgo que corrían para que la gente pudiese tomar medidas para protegerse. Sin embargo, los habitantes de L’Aquila nunca fueron lo debidamente informados. Entre los siete acusados se encuentran grandes figuras de la ciencia en Italia, como el profesor Enzo Boschi, hasta hace poco presidente del Instituto Nacional de Geofísica, o el profesor de Física Claudio Eva.»

A estratégia de Gaspar

22 Outubro, 2012

João César das Neves, que a Helena Matos acaba de citar, pôs o dedo na ferida: embora todos defendam, em abstracto, cortes na despesa, em concreto haverá sempre um qualquer grupo de pressão, próximo dos círculos do poder, a opor-se com veemência e violência a qualquer corte que os afecte.

Ao sublinhar, nas suas declarações, que o OE 2013 traz consigo um enorme aumento de impostos, o Ministro das Finanças mais não estava do que a espicaçar, com um ferro afiado, os apelar aos pagadores líquidos de impostos – aqueles que pagam mais do que recebem do OE – para erguerem a sua voz contra os inúmeros lobbies que prosperam à sombra do OE e contra aqueles que, não há muito tempo, defenderam a constitucionalização da chamada regra de ouro (imposição de limites constitucionais ao défice) e defendem agora a inconstitucionalidade do OE. Se esta estratégia resultasse, a violência do orçamento do lado da receita permitiria criar um ambiente favorável a verdadeiras reformas do lado da despesa no próximo ano. Mas é um se maior do que a dívida pública portuguesa.

Quem recebe está mais perto do que quem paga

22 Outubro, 2012

«A questão é simples, confirmada por estes meses de troika: o poder político dos grupos à volta do Estado é maior que o poder político dos contribuintes. Quem recebe está mais perto do que quem paga e isso faz toda a diferença. Não é abuso e corrupção (que há mas não chega para isto). São muitas pessoas boas que vivem à custa do Estado. Seja expresso em leis ou negociações de ministério, através das queixas de funcionários, polícias e médicos ou por pressão de câmaras, construtoras e fundações, vendo-se no crescimento de pensionistas e desempregados ou no apoio à agricultura e PME, o que é indiscutível é que a despesa pública arranja sempre maneira de subir. Isto significa, ao contrário do que tantos dizem, que o Ministério das Finanças não é culpado, mas vítima. Aliás foi o Tribunal Constitucional que desgraçou o país. Impedindo o corte de salários e pensões, 70% da despesa, obrigou a subir impostos. Isso estrangula a economia, que paga os salários e pensões. Enquanto alguém lá fora empresta, as coisas parecem ir bem. O problema, em 2011 como em 1890, 1978 ou 1983, surge quando os credores internacionais perdem a paciência com o nosso desregramento. Face ao seu ultimato inevitável, a única alternativa, hoje como no século XIX, é subir impostos. E os impostos sobem sempre. Repetir sucessivamente que esta receita não funciona é como o bêbado dizer que tem de beber para esquecer a bebedeira.» César das Neves

Para o que estávamos guardados!

22 Outubro, 2012

Desde o 25 de Novembro de 1975 que se lhes compram os sorrisos e a condescendência com subsídios, um teatrinho aqui, uma exposição acolá. Incensam os autarcas que os convidam para os espectáculos de Verão. Os menos talentosos até conseguiram um posto no munícipio, uma assessoria cultural num instituto. Muitos deles dependem do estado como seu grande contratador. E estão no seu legítimo direito. Mas convém que fique claro que o espectáculo na Praça de Espanha foi um dos raros em que alguns deles actuaram que não foi pago pelos contribuintes. E por fim mas não por último a ser verdade o que escreve Alberto Gonçalves declamaram e cantaram versos deste teor “O que é preciso é gente/gente com dente/gente que tenha dente/que mostre o dente//Gente que não seja decente/nem docente/ /nem docemente/nem delicodocemente”  (aqui fica numa outra versão mas pese a autoria é fraquito) ou “Disparamos uma bala de ternura defendendo a cultura portuguesa/e outra bala mais acesa e mais dura contra a troika vai dizer não à tristeza“ eu por mim estou disposta a pagar mais IRS, mais IVA e mais taxas para que os façam todos funcionários públicos como muitos deles almejavam nos idos de 75 desde que eles se comprometam a não cantar nem declamar textos destes. A Pátria já tem sofrimento que baste. Mas sofrer ouvindo Camões é uma coisa. Agora em cima do napalm fiscal ser transformado em espectador de jogos florais é que NÃO.

Não fui eu! Não fui eu!

22 Outubro, 2012

«Alberto Costa, o primeiro subscritor do requerimento que mandou o Orçamento do Estado (OE) 2012 para o Tribunal Constitucional (TC) diz que está a ponderar assinar. «Admito pedir a fiscalização, na hipótese de não serem alteradas no Parlamento algumas normas da proposta. A decisão será tomada após a promulgação», declara ao SOL. O ex-ministro da Justiça socialista mostra, porém, alguma preocupação com os efeitos de um eventual ‘chumbo’: «Decidindo o TC como é previsível, deve ficar claro que toda a responsabilidade por eventuais consequências indesejadas caberá, por inteiro, ao Governo, à maioria e ao Presidente da República, a quem incumbe respeitar e fazer respeitar a Constituição».» SOL

Como ninguém quer ser responsável pela queda do Governo a estratégia passa por atirar a bola de uns para os outros a ver quem fica com ela nas mãos. Mas não me parece que o Constitucional esteja disposto a assumir ele essa responsabilidade. Esperar é um verbo tramado.

Portugal explicado aos portugueses em 2 notícias

21 Outubro, 2012

Marcelo lança filme para explicar Portugal aos alemães
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Deolinda Martin, 56 anos, dá aulas há 35 e contava aposentar-se em 2013, com a pensão completa.

 

Impressões

21 Outubro, 2012
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OE 2013

Vai parecer meigo. Quando se discutir o de 2014.

O teatro continua

“Ia cair”, mas não caiu. Se não há pão, pelo menos temos animação.

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Técnicas de agit-prop

21 Outubro, 2012

Prestige: modelo para armarla: El desastre ambiental ocasionado por el petrolero Prestige vuelve a la actualidad diez años después por la apertura del juicio en La Coruña. Pero, al margen del asunto judicial, el plan de agitación y propaganda que provocó el suceso en su día merece estar destacado en los temarios de las escuelas de negocios, marketing y sociología política del planeta.

Los ingredientes del plan son los siguientes: un intelectual mediático progre, afecto a la prensa socialdemócrata y mayoritaria; gobiernos autonómico y central de derechas, presididos ambos por líderes con carácter, y en consecuencia, objetivos de combate de toda la izquierda y el nacionalismo radical (juntos y revueltos); y un desastre medioambiental con mucho chapapote. Con estos imprescindibles ingredientes se arma en todo el país un “agit prop” fenomenal: el intelectual utiliza las incontables terminales mediáticas con que cuenta y denuncia la falta de escrúpulos de la “insensible derecha” ante la magnitud de la tragedia (el medioambiente, además, siempre ha sido patrimonio de la izquierda); inmediatamente la llama de la indignación prende en todas la redacciones del país y la alarma social ya está montada; enfatizada por los sindicatos, asociaciones ecologistas y los partidos de la oposición. Todos ellos no podían tener mejor escenario para radicalizarse e intentar crear una profunda crisis en los gobiernos de Fraga y Aznar, culpándolos del desastre. Y lo ensayaron con tal demagogia y exageración que, ayudados por los medios más afines y creando plataformas como Nunca Máis, simularon la conversión de Galicia en un país sin futuro, arrasado por una catástrofe telúrica, a los ojos del resto de los españoles y del mundo entero.

La totalidad de los medios de comunicación se contagiaron de esta hipérbole; una desmesura, una histeria social, que inducía a pensar que el Finisterre gallego había sido barrido por un tsunami y la muerte y el hambre se adueñaban de la región. Paquetes de ayuda alimentaria, mantas, voluntarios, etcétera, se movilizaron en toda España. Los políticos aullaban, los intelectuales predicaban las doce plagas de la derecha y los periodistas seguían, avezados, el espectáculo del chapapote. Mientras tanto, en La Coruña, en la zona siniestrada y en toda Galicia la vida transcurría con normalidad, solo perturbada por las noticias del barco y la marea negra. Al final, el barco se hundió, se iniciaron los trabajos de recuperación de la costa, hubo dinero para indemnizar muy bien a los pescadores y ayuntamientos afectados; y Galicia superó la catástrofe ambiental del Prestige. »

Mas o sucesso da agit-prop não é só agigantar o que combate mas sobretudo evitar que se fale do que não lhe interessa: Por exemplo quem ouviu falar de  Aznalcóllar e Guadalajara?

Notas finais…..

21 Outubro, 2012
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de um (ex) Procurador errático.

Ou com “agenda”?!

Entre mortos e feridos…*

21 Outubro, 2012
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A situação do país, para mim e agora, depois de ter ouvido o Ministro das Finanças anunciar a proposta de Orçamento para 2013, assemelha-se a uma “estória” que, em tempos, me foi relatada por quem, de resto, a viveu (para mal dos seus pecados!). Um doente, com vários problemas oftalmológicos, era acompanhado por um médico que mantinha e intensificava o mesmo tratamento, desde há vários meses. Melhorias, contudo, não se detetavam. No entanto, o médico lá ia garantindo que, mais tarde ou mais cedo, elas chegariam. Optou-se, então e perante a falta de resultados daquela terapia, por radicalizar o tratamento: submeter o doente a uma determinada intervenção cirúrgica. Resultado, a miopia “tecnicamente” desapareceu. Porém, o olho intervencionado ficou completamente cego!

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Ler para perceber

20 Outubro, 2012

Aquilo que pagamos pela invenção da sociedade civil ou mais exactamente sobre o financiamento a sindicatos a associações patronais. Seja de forma directa seja através dos cursos e acções de de formação

Cortem no Estado e não nas pessoas

20 Outubro, 2012

Maria João Marques diz que  “a porção da procura interna que tem de ser significativamente reduzida é a procura de bens e serviços pelo estado” e que “é errado diminuir a procura privada (diferente de procura interna, que inclui também gastos públicos) com aumentos de impostos”. O que não diz, não analisa, e pelos vistos não acha relevante, é que, dado que a despesa corrente do Estado é na sua esmagadora maioria salários e pensões, qualquer corte relevante levará à queda da procura privada. Cortar no Estado é cortar no consumo interno privado. Cortar 1000 milhões de euros em salários e pensões terá aproximadamente o mesmo efeito no consumo privado que aumentar os impostos em 1000 milhões de euros. E embora os efeitos sejam da mesma ordem de grandeza, há boas razões para acreditar que cortes na despesa tenham um efeito um pouco maior no consumo interno  que aumentos de impostos. Essas razões já as expliquei num post anterior.

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Note-se que a medida da TSU minimizava os impostos agregados sobre o sector privado. Alguns empresários contestaram-na com base no pressuposto que o consumo interno iria cair. Estou convencido que tinham razão. A medida da TSU cobrava menos impostos que as actuais medidas, e alem disso cortava mais no Estado e reduzia mais o consumo interno que as actuais medidas.

Redefinição das funções do Estado

20 Outubro, 2012

É uma crítica frequente ao governo. O governo devia redefinir as funções do Estado para cortar na despesa. Para isso deverá identificar áreas prioritárias e sair das não prioritárias. Felizmente esse trabalho já está feito desde 1975 e nós já sabemos quais devem ser as funções do Estado.

Aqui fica uma lista das funções do Estado, aprovadas por mais de 2/3 dos votos no nosso Parlamento:

 – Incumbe ao Estado organizar, coordenar e subsidiar um sistema de segurança social unificado e descentralizado;

– Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde e orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;

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O país já começou a desistir. Vamos ser como a Grécia

19 Outubro, 2012
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Hoje, no Público, defendi que as nossas elites parecem estar a perder a cabeça e a compostura, pois já repetem o choradinho que a Grécia fazia antes de ser obrigada a um segundo resgate:

Passei a semana a ler e ouvir resmas de comentadores e todos os economistas, os do regime e os outros. A escutar o que diziam os manifestantes que as televisões entrevistaram. A ver como, de repente, uma mensagem no Facebook do Presidente da República transformou em cavaquistas os deputados da esquerda parlamentar e os editorialistas de pena leve. A pasmar com as diatribes de senhores e senhoras de cabelos brancos e responsabilidades passadas, porventura esquecidas. A olhar incrédulo para a pose de indignação de alguns deputados da maioria. A tentar adivinhar onde estão os cortes na despesa de que todos falam e que ninguém identifica. A perceber como muitos, nas nossas elites, lhes puxa o pé para a chinela, mal percebem que, desta vez, também lhes tocou uma parte séria dos cortes. Foi deprimente. Está a ser deprimente.
Constatei uma unanimidade fácil: são todos contra o Orçamento do Estado. Não surpreende: é um orçamento de quem está encurralado. E também estão todos indignados com o aumento de impostos. Na verdade, quem pode ser a favor deste saque fiscal? Eu também sou contra, eu também consigo antecipar mais um novo corte no consumo interno e mais dificuldades para as empresas que vivem do mercado doméstico. Nem preciso de perder tempo a fazer contas ao modelo econométrico que relaciona austeridade com recessão: o aumento anunciado da carga fiscal será sempre mau para a economia e será sempre muito difícil de reverter.
Constatei, a seguir, uma dificuldade. Ninguém disse como se podia fazer de outra forma e, ao mesmo tempo, cumprir o memorando de entendimento com a troika. Nem sequer os que, como Paulo Portas, querem estar ao mesmo tempo com o Governo e contra o Governo. O melhor que se consegue é encontrar quem admita que sem outro entendimento com a troika restam poucas alternativas ao primeiro-ministro e ao ministro das Finanças. Ler mais…

O que será um verdadeiro astrólogo?

19 Outubro, 2012

«Falso astrólogo burlou idosa em 33 mil euros»  DN

Jorge Miranda a primeiro-ministro já!

19 Outubro, 2012

 «O constitucionalista Jorge Miranda defendeu, em declarações à SIC Notícias, que a redução dos escalões do IRS, prevista no Orçamento de Estado para 2013, viola a Constituição.»

 

Um dos problemas da greve da Lusa

19 Outubro, 2012

É que vamos ficar privados da recorrente entrevista   daquela agência a Otelo Saraiva de Carvalho:

13.04.2011 – 10:24 Por Lusa Otelo: Se soubesse como o país ia ficar, não fazia a Revolução 

09.11.2011 – 16:52 Por Lusa  Otelo admite novo golpe militar em Portugal. Para mim, a manifestação dos militares deve ser, ultrapassados os limites, fazer uma operação militar e derrubar o Governo”, defendeu Otelo, em entrevista à Agência Lusa, num comentário à “manifestação da família militar”, no sábado, em Lisboa.

17-10-2012 às 19:24 : Em entrevista à Agência Lusa, no dia em que militares se reúnem para discutir a situação atual e as suas repercussões nas Forças Armadas, o célebre “capitão de Abril” diz que é diariamente confrontado com “anónimos” que o convidam a fazer uma nova revolução, “agora sem cravos”. Esta ideia de uma nova revolução “está latente”, disse Otelo.

(…)

Regresso ao passado donde nunca saíram

19 Outubro, 2012

¿Dónde están los curas? Que los vamos a quemar’ – Foi com este slogan que vários jovens invadiram um colégio católico em Mérida, Espanha. Por razões tácticas em alguns períodos e momentos a esquerda radical aparenta estar integrados na ordem democrática mas mal lhes tocam nos seus privilégios deixa cair a máscara e voltam ao local/tempo donde nunca saiu: os anos 30 do século passado. Continuam iguais e caso lhes fosse dada oportunidade repetiriam os mesmos crimes. Não aprenderam nada e esqueceram tudo. Nunca se lhes colocou em cima o ónus que a direita radical carrega e o resultado está aí à vista de todos. Num outro campo, o religioso, caso alguém tivesse tido a ideia de invadir um colégio muçulmano com estes gritos e atitudes quantos pedidos de desculpa não teriam já surgido? Onde se teriam tido de esconder os protagonistas?.. E os jornalistas quantos notícias não teriam feito?…

À atenção dos apressados

19 Outubro, 2012

Passos tem de ficar porque:

a)  o PS não tem maioria

b) o CDS não é confiável como parceiro

c) nem o PS, nem o CDS nem nenhum notável laranja ou alaranjado quer pagar o ónus de fazer um OE para 2013

 

Logo os apressados só podem voltar a descobrir inconstitucionalidades ou que as instituições não estão a funcionar regularmente quando:

I) a alínea A deixar de ser verdadeira

II) quando este OE estiver aprovado

III) quando o pior estiver passado

Com forte de probabilidade haverá um breve período em que estes três pontos serão todos verdadeiros. Aí será corrido imediatamente. Até lá Passos não se pode demitir nem ser demitido. Passos é um refém do tempo.

Merecem voltar à dimensão do táxi

18 Outubro, 2012
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Seja porque integra as “elites(?) disfuncionais” e não tenha ainda interiorizado o que é um país falido, seja pela sua natureza intrínseca que o leva a espetar sempre o ferrão, certo é que a obsessão de Portas passa por se esquivar aos “flocos de neve” da austeridade e minimizar os danos eleitorais.

Este comunicado é a parte II de toda a encenação iniciada com a conferência de imprensa de 16 de Setembro sobre a TSU. O tom é o mesmo, as eternas “razões patrióticas” que o levam a engolir sapos, se dependesse dele jamais haveria tratamentos com dor, ele valida-os porque a força está com os “maus da fita”, mas está contra, que isso fique bem claro.

Acontece que os eleitores não são propriamente uma corja de canastrões ignorantes como a “Corte” sempre os considerou desde os primórdios da revolução “liberal”. A aferir pela amostra das recentes Regionais dos Açores, eles não estarão dispostos a premiar atitudes traiçoeiras ou posturas ubíquas: o CDS foi, de longe, o partido que mais desceu e o seu parceiro de coligação pró-austeridade, o que mais subiu.

Mas o dito comunicado tem algo de positivo, mostra à saciedade a impotência de Portas e do seu partido em criar algo, em assumir uma postura mais activa em prol de uma verdadeira mudança. Basta ler o seu ponto 3. (bold meu):

Em coerência com o esforço feito dentro do Governo, e em articulação no quadro da maioria, o Grupo Parlamentar do CDS contribuirá para melhorar aspectos do Orçamento de Estado até à conclusão do respectivo processo.

Interessa-lhes a forma e não o conteúdo. Que ninguém se iluda que daquele lado sairá alguma proposta relevante de redução da despesa que vá para além da proibição de gravatas no Verão ou da obrigatoriedade de samarras no Inverno. Portas e o CDS têm todos os vícios do regime e encaram o poder como o instrumento privilegiado para a compra de votos e consolidação de clientelas, algo incompatível com cortes de despesa. Manterão sempre um pé neste governo, mas prontos e disponíveis para integrarem o próximo.

Ainda não entenderam que o mundo mudou e o dinheiro se esgotou. Merecem voltar à dimensão do táxi.