uma vez mais…
Senhoras e senhorias
Razões para se gostar de Angela Merkel por Henrique Monteiro. Aos argumentos do Henrique Monteiro eu acrescentaria que aqueles que anatemizam Angela Merkel esquecem o que nos disse a tão amada pela esquerda pátria senhora Dilma (ou será que Dilma escapa a esse senhora que colaram a Merkel?): “No caso dos títulos, nós temos de cumprir os requisitos que dizem respeito ao uso das reservas do Brasil. Quais são os requisitos do banco central? Que sejam títulos triplo A”, disse.
Media do futuro ou media a querer travar o futuro?
*«Balsemão aguarda reação do Governo contra a Google Francisco Pinto Balsemão quer que, tal como está a acontecer na Alemanha, a Google venha a ser obrigada a pagar os conteúdos. E já apelou junto do gabinete de Miguel Relvas para que o Governo legisle nesse sentido, disse na abertura da conferência Media do Futuro»
Quem vem atrás que feche a porta?*
Passos Coelho lançou o repto ao PS: participar, coresponsabilizando-se, num debate profícuo sobre a “refundação” da despesa pública. Rapidamente, divulgou-se a ideia de que o que está em causa é a “refundação” do Estado social. E bem, na medida em que, entre nós, mais de 70% da despesa pública é canalizada para o pagamento de salários (a trabalhadores do Estado), reformas e prestações sociais. A resposta de Seguro evidenciou essa centralidade incontornável da dimensão social da despesa pública, a “refundar”: o PS não estaria disponível para beliscar o dito Estado social. Mas a resposta de Seguro ilustrou, ainda, aquilo que já todos sabemos: não quer dialogar e/ou debater seja lá o que for, com o governo, contudo, sem ter o ónus de assumir esse “não diálogo”. Diga-se que, por outro lado, também não creio que este governo queira, ou tenha mesmo alguma margem de manobra, para dialogar e debater. Mas certa, certa, é a premência e a inevitabilidade desse debate sobre o Estado social – seja lá a reboque da necessidade de se reestruturar a despesa pública ou não.
endoidar é…
As declarações de Louçã
No ESQUERDA.NET: “Um Governo de Esquerda, uma solução para levantar Portugal”
E NOUTRO PERIÓDICO AFECTO À LINHA MAIS RADICAL DO BLOCO, LINHA ESSA TÃO ENTUSIASTA QUE ATÉ DISPENSA AS ASPAS POIS TEM A FIRME CERTEZA QUE: Francisco Louçã lutará por um governo de esquerda para levantar Portugal
Ninguém desatou a rir? (2)
“Haverá governo de esquerda queira ou não a direcção do PS”, proclamou hoje Fernando Rosas no Congresso do Bloco. Em vez de se escangalharem com uma gargalhada, os delegados ovacionaram de pé. Com resultados abaixo de oito por cento nas sondagens, os bloquistas nem pensam duas vezes, só sonham com o assalto ao Palácio de Inverno. Já andam mesmo a perguntar no Frágil se lhes indicam o caminho…
Juros usurários? É fácil ser demagogo em Portugal…
O meu segundo texto no Público desta semana foi sobre a demagogia a propósito dos “juros usurários”:
Em tempos difíceis é confortável, tentador mesmo, enfiar a cabeça na areia a ver se o temporal passa. Esta tem sido, até ao momento, a atitude preferida do PS, em particular neste debate. Entrincheirando-se na posição mais cómoda – a de não querer discutir quaisquer cortes na despesa pública -, sugere que a solução está em “políticas de crescimento” (ignorando que foram essas políticas voluntaristas que nos trouxeram até este buraco) e em viagens pela Europa para “renegociar” os juros e os prazos da dívida. É um duplo logro. Primeiro, porque, mesmo que aliviássemos um pouco os juros, não evitávamos ter de cortar em todas as outras despesas. Depois, porque, ao contrário do que é voz corrente, os juros que pagamos à troika são tudo menos usurários ou punitivos, um coro que começou na extrema-esquerda, continuou no Conselho Económico e Social e conhece agora a adesão de António José Seguro. Ler mais…
Ninguém desatou a rir?
Louçã acusa PS de ser «só um partido de protesto» enquanto BE é a «solução» – Louçã sai como chegou: sem o menor sentido do ridículo. Mas graças à influência que tinha sobre os jornalistas, sobretudo os mais jovens, nunca se questionou a desmesura e o despropósito de muito daquilo que afirmava e que está bem patente nesta frase. Mais grave ainda é o palavreado que utilizava para falar dos adversários: tudo e todos estavam metidos em roubos, trapalhadas, assaltos… Só ele e os seus fiéis pairando, inquisitorialmente, sobre a multidão de potenciais culpados. A sorte da direita portuguesa foi Louçã ser de esquerda caso contrário iam ter tido de o esconder bem nos fundos das sedes para que ninguém visse este novo Torquemada.
Otelo, não há dinheiro, a URSS já morreu, o Khadafi foi assassinado e os irmãos Castro também não estão lá muito bem
E portanto os militares mais os protagonistas da “revolução popular” vão renegociar a dívida? Admitindo que tal acontecesse para quanto meses depois da “revolução popular” é que são marcadas as eleições?
Obs. Resta-nos o Irão e a Venezuela mas é melhor sondarem-nos antes para saber se avançam com o dinheiro.
nem todas as oposições são iguais
Algumas, mesmo que sistematicamente divergentes do governo em questões de fundo, não se escusam a uma colaboração franca e sadia quando está em causa o interesse comum. A bem da nação.
um sensato português
Presumindo-se que António José Seguro é um «português com bom senso», logo, disponível para chegar a um «consenso mínimo» com o governo sobre o futuro do país, seria talvez muito sensato da sua parte, ele que é o líder da oposição e do partido que até há pouco tempo nos governou, que fosse já adiantando qual o «minimo do consenso» para que está disponível, evitando a ladaínha costumeira de que está farto – todos estamos! – da austeridade imposta pelo governo. Se, como diz, a via do PS «é crescimento, crescimento, crescimento – a única fórmula capaz de gerar riqueza, capacidade para pagarmos as nossas dívidas e consolidarmos as nossas contas públicas» (o que também nos parece muito acertado), ele já terá descoberto o segredo da «fórmula» para nos tirar imediatamente da austeridade, o que só por egoísmo não partilhará connosco e com o governo também. Ele, certamente, não nos condenará a semelhante castigo.
Vamos lá preencher “o vazio” do professor Marcelo
Hoje, no Público, dei algumas sugestões sobre onde começar a cortar quatro mil milhões. E propus começar por onde o Estado é ineficiente, como no quase monopólio da Educação:
Segundo o professor Marcelo, estamos a discutir “o vazio”. Ou “o nada”. Porque “nada” parece dar conteúdo ao debate sobre as funções do Estado para que o primeiro-ministro desafiou o PS. Mesmo descontando o facto, que não é pequeno, de esse “nada” estar quantificado em quatro mil milhões de euros, vale que o professor parece nutrir mais atracção pelo “vazio” do que a Natureza tem de horror ao dito cujo. Porque, na verdade, não é difícil começar a preencher esse “nada”, uma vez que muitas são e muito custam as funções do Estado. Não contemos é com o professor, que ele nunca se compromete. Mesmo quando isso era bom para preencher o “vazio” de que se queixa.
Os grandes números são fáceis de entender. Em 2012 o Estado gastará 78 mil milhões de euros (depois de ter gasto mais de 87 mil milhões em 2010) e só terá 70 mil milhões de receitas, ou seja, há um buraco de oito mil milhões. Daí que não surpreenda querer cortar, de “forma permanente”, quatro mil milhões – o que surpreende é só se querer cortar metade do buraco. Sendo assim, que tal trocarmos umas ideias mais sérias e menos “vazias” sobre o assunto? Ler mais…
três importantes notícias
Isabel Jonet e a arrogância da esquerda ululante
Não há nada como em tempos ter feito parte de uma tribo da esquerda jacobina (no meu caso, uma tribo marxista-leninista-maoista) para entender muito bem a fúria da esquerda ululante face às declarações de Isabel Jonet na SICN. Ela não surpreende: é apenas um subproduto da arrogância intelectual dos que, à esquerda, se sentem intérpretes do sentido da História (com H maiúsculo) e proprietários monopolistas da preocupação com o destino dos mais pobres.
A Helena já aqui referiu como os nossos profissionais da indignação são selectivos e só viram as suas baterias para os que se situam fora da confraria e não lhes prestam vassalagem. É uma observação pertinente e reveladora porque o que realmente perturba essas almas é sentirem ameaçada a posição que acham que desempenham nesta santa terrinha: a de intérpretes do destino da Humanidade e, nesta, dos que eles designam como explorados.
A indignação – que nalguns casos assumiu proporções de real obscenidade, tal a grosseria dos seus protagonistas – contra Isabel Jonet não deriva de ela ter dito algumas coisas de bom senso, como pode comprovar quem se der ao trabalho de ver e rever o vídeo, como eu próprio fiz. Ler mais…
Próprio de quem escreve Portugal com p minúsculo
Na SIC- Notícias o programa Opinião Pública debateu hoje o seguinte tema posto nos seguintes termos:
| No Opinião Pública desta manhã falamos de como viver em tempo de crise. Vamos querer saber se os portugueses ainda vivem efectivamente acima das suas possibilidades e se ainda se vive um ambiente de consumismo exagerado em portugal. Queremos também saber a sua opinião sobre as declarações de Isabel Jonet: fazem sentido as recomendações da presidente do Banco Alimentar ou acabaram por ser desproporcionadas? |
(sublinhados meus)
Passar entre os pandeiretas peticionários
Presumo que Isabel Jonet deve estar a ser aconselhada explicar-se, pedir desculpas, fazer um desmentido… Enfim, o costume. Teve azar: os pandeiretas deram por ela. Como vêem muita televisão descobriram o que disse Isabel Jonet. (Uma das vantagens de viver em arquivos é que nunca se vê um pandeireta: investigam pouco e os raros que por lá passam têm de falar baixinho). Claro que aquilo que Isabel Jonet disse não tem nada de novo mas os pandeiretas que da realidade só lhes interessa o diz que disse das televisões e redes sociais ficaram indignados. E um pandeireta indignado twitta logo para outros pandeiretas e todos todos unidos fazem um caso. E aí o objecto da indignação dos pandeiretas vive uns dias de verdadeiro inferno. Parece não haver na terra uma pessoa tão iníqua quanto aquela que tanto indignou os pandeiretas. Todos se sentem obrigados a criticar essa pessoa. Das televisões e rádios pedem depoimentos sobre o assunto. Aqueles que pensam exactamente o mesmo que o alvo da fúria dos pandeiretas calam-se bem calados não vão os pandeiretas virar-se contra eles. Deixá-los por conta daquela vítima que enquanto pregam para aquele lado deixam uma pessoa em sossego! E assim neste medinho que inspiram os pandeiretas vão reforçando a sua estratégia. Porque de cada vez que se mobilizam reforçam-se: os alvos ficam reduzidos a fanicos e aqueles que estão à volta interrogam-se sobre quem será o próximo a ficar na berlinda. Também valha a verdade que é coisa que dura pouco tempo: mais ou menos uma semana e lá vão eles com as pandeiretas para outro lado. Para a semana que vem têm Merkel e também podem voltar àqueles pretéritos assuntos que lhes foram tão caros quanto as alterações climáticas, Guantanamo, ou o muro na faixa de Gaza…
Uma nova XXI nas bancas
Já está à venda a edição 2013 da revista XXI, Ter Opinião, o anuário da Fundação Francisco Manuel dos Santos de que sou director.
A edição deste ano tem artigos muito interessantes de José Manuel Félix Ribeiro, António Borges, João Ferreira do Amaral, André Azevedo Alves, Nuno Garoupa, Pedro Pita Barros, António Barreto, Paulo Guinote, Maria Filomena Mónica, Jorge Campos Costa e Carlos Fiolhais, entre muitos outros. Tem também um extraordinário exclusivo: duas dezenas de fotografias inéditas de Gèrard Castello-Lopes feitas em Praga em 1957. É um olhar muito revelador sobre a tristeza quotidiana do socialismo real que Jorge Calado foi descobrir no espólio desconhecido de um dos maiores, senão o maior, fotógrafo português do século XX.
Não percam.
Tragam-lhes os sais!
«Apelo às crianças e famílias que aproveitem a necessidade de contenção para fazerem sopa em casa, por forma a não gastarem em ‘fast-food’ que, para além de fazer mal, é mais caro» – Lembram-se desta frase? Quantas petições gerou? Nenhuma. Porque a autora da frase foi Ana Jorge que felizmente para ela é de esquerda. Os enfanicados com as declarações de Isabel Jonet claro que estavam em Marte quando Ana Jorge falou e disse algo profundamente acertado tal como acertado é também aquilo que Isabel Jonet disse. Isabel Jonet não podia ter dito o que disse. Não é que não tenha razão. Claro que tem. Mas há coisas que só podem ser ditas pela esquerda. Caso contrário a milícia dos indignados tremelicantes cai-lhe em cima.
Mas não se queriam ver livres do capitalismo?
Faz-se uma revolução contra o capitalismo
Combate-se o país símbolo desse sistema odiado
Promove-se por todo o mundo o combate a essa país e a esse sistema
Depois de décadas neste glorioso combate vive-se na miséria e o único combate que resta aos revolucionários é tentar que o dito país lhe pague uns milhões por não ter relações comerciais com eles: Cuba acusa a EEUU de que el bloqueo ha costado a la isla 84.000 millones de euros
Em resumo: os EUA não só deviam ter relações comerciais com Cuba como passear os dirigentes cubanos pelos EUA. Eles mais do que ninguém amam a América, os dólares e o comércio livre. Não pedem outra coisa há anos.
Estado socialista
A grande diferença entre Portugal e os EUA é que nos EUA os artistas arranjam dinheiro para os candidatos e em Portugal são os contribuintes quem paga aos artistas para que estes contribuam para a boa imagem dos eleitos. No Má despesa pública mostra-se como o concerto gratuito a 5 de Outubro com Mariza no Martim Moniz cuja entrada era grátis teve um custo para a autarquia de pelo menos 28 mil euros. Uma pesquisa no no portal dos contratos públicos por termos como EGEAC ou espectáculo é uma espécie de versão numérica daqueles slogans sobre a cultura é resistência, leia-se sai mais um concerto por alguns milhares de euros.
Temos os habituais mistérios como o representado pelo facto de se gastar quase 300 mil euros em 2012 numa Prestação de serviços no Cinema São Jorge, nomeadamente Assegurar o esquema de rotinas definidas para o funcionamento deste equipamento no que concerne à abertura de salas ao público bem como da sua acomodação e prestação de informação. Colaboração com a equipa do Cinema na preparação da logística dos diversos eventos. Despesa esta justificada com a “falta de recursos próprios” sendo que na CML não deve faltar gente encostada pelos cantos e logo muito preparada para numa sala mais ou menos deserta boa parte do ano “Assegurar o esquema de rotinas definidas para o funcionamento deste equipamento no que concerne à abertura de salas ao público bem como da sua acomodação e prestação de informação.”
Mas o que me deixa absolutamente fascinada é a pesquisa por Tony Carreira Não tenho nada contra o senhor, acho muito bem que cante e que cobre os 45 mil euros do costume para o fazer. Tem até a vantagem, creio eu, de ao contrário doutros artistas não aparecer a fazer de conta que canta de graça, mas não percebo em que alínea do Estado Social está escrito que os contribuintes portugueses são obrigados a abonar o senhor Tony Carreira em mais de um milhão de euros. Tal como nas obras apoiadas pela UE se passou a incluir os valores em causa também os espectáculos “gratuitos” devem passar a incluir o seu custo.
É uma medida de Hollande, portanto é boa
França sobe IVA para descer TSU às empresas
Curioso que a França, uma potência tecnológica, pretende descer os custos salariais. Pretenderão competir na base dos baixos salários? Estarão a ser assessorados por António Borges?
Convenhamos que Passos Coelho foi (seria) bem mais liberal: restringia o financiamento dos “capitalistas” apenas aos respectivos trabalhadores, deixando abertura para negociações ao nível de cada empresa que, no limite, poderiam deixar tudo na mesma. Hollande vai pôr todos os consumidores, trabalhem ou não, a financiarem compulsivamente o “grande capital”.
“Não à TSU, queremos o nosso IVA!” – lema que sugiro desde já para as grandiosas manifestações que certamente se irão realizar por toda a França.
prognóstico eua
sondagem eua
Não foi não ter “ousado tocar”. Criou-o num 28 de Maio
«Chegou a dizer que nem Salazar tinha ousado tocar no Inatel. Acha que a sua demissão ficou decidida nesse momento?» – Pergunta o I a Vítor Ramalho como se no estrambólico dessa frase estivesse a explicação para esta demissão.
Há só um problema de base: Salazar não ousou tocar no INATEL porque o INATEL não existia antes de Salazar. Salazar criou o INATEL. Chamou-lhe FNAT. Foi num dia 28 de Maio. Em 2012, certamente em honra a esse dia o Estado mantém uma rede hoteleira ao certo não se sabe para quê. Ou quando se sabe era melhor não saber.
Continuamente vemos novidades
No Malomil trata-se dos manuais escolares. Do seu preço e do papel que tem sido desempenhado nesta imposição desta despesa anual aos pais pelo Observatório dos Recursos Educativos (ORE) cujo presidente o Professor Adalberto Dias de Carvalho afirmou que, feitas as contas, o sistema de empréstimo fica mais caro ao Estado O Presidente do Observatório dos Recursos Educativos não está só nessa posição: a DECO por exemplo quando muitos pais e alunos começaram a comprar e vender livros na internet também manifestou a sua preocupação com essa prática não regulamentada e Albino Almeida o eterno pai-presidente da CONFAP tb acha que não vale a pena apostar na reutilização dos manuais escolares. Fantástico, não é?
Por fim não é apenas uma questão de despesa mas também da completa inutilidade de muitos destes manuais. Aconselho mais uma vez que abram esses manuais e os leiam.
Mistérios da fé
ÀS vezes interrogo-me se os teólogos da Santa Sé terão noção que em Portugal Nossa Senhora apadrinha o jogo e as touradas, a par de ir passear o Menino para Mouraria. Aliás em matéria de fado existe matéria qb para um concílio. Contudo D. Januário a pronunciar-se sobre o Benfica é coisa que não lembrava ao diabo. Isto não vai acabar bem.
Shortfall
«The European Commission requested an extra €9bn (…) to fill a shortfall in the European Union’s 2012 budget.»(*)
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Ora cá está o verdadeiro o mau exemplo: a União Europeia já estourou o seu orçamento em Outubro e ainda pede mais uns tantos mil milhões de euros para poder funcionar até ao final do ano. Então? Como é isso? Exige aos outros o que não farás em casa? Esta gente nem vergonha tem.
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E para os próximos anos? O rebanho no dito Parlamento Europeu lá aprovou uma proposta que pretende aumentar em 6,8% o orçamento. Haja dinheiro…. O Conselho contrapôs um «simples» aumento de 2,7%. Todos satisfeitos?
Nem por isso.
Os holandeses foram dos primeiros a dizer que nem pensar. Os suecos também (querem cortes na maldita PAC, vejam lá…). Mas isso não consta nas notícias, pois não são oficialmente «eurocépticos». Tal fica reservado apenas para os britânicos.
E o que pretendia o governo do UK?: senão uma diminuição ainda que simbólica, pelo menos, manter o Orçamento exactamente igual.
Mas a oposição (os tais, segundo Bruxelas, eurocépticos…), formada por trabalhistas e mais uns quantos conservadores impuseram um mandato a exigir que o governo britânico consiga uma redução do orçamento comunitário.
Espera aí, disseste trabalhistas? O Partido Trabalhista exigiu cortes no orçamento da União europeia, votando contra a posição dos conservadores que queriam meramente congelar? A Teresa de Sousa ainda não denunciou esta deriva «nacionalista, eurocéptica, isolacionista» da esquerda britânica? Tsss, o mundo já não é o que era….
e por falar em ensino superior…
Bom regresso
A social-democracia continua a querer lixar-nos
«Luís Campos Ferreira defende a urgência do Estado criar um banco de fomento que controle, que seja de serviço público à economia, com taxas justas e financiamento rápido.»(*)
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É o paraíso na Terra criado por decreto.
Eis o «presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas», a mandar uns bitaites aparentemente inconsequentess, mas nos dias que correm, que ninguém se surpreenda se tal vier mesmo a ver a luz do dia.
«Desde logo só faz sentido se tiver uma participação forte do Estado». CGD? «O banco do estado [afinal já existe…] tem perdido a sua vocação e missão [não existe uma maioria parlamentar que controla 100% da CGD?]. «O banco de fomento deve ser em primeiro lugar agregador dos capitais dispersos por diversos instrumentos financeiros da esfera do Estado». Ok, portanto há dinheiro, o Estado aplica mal e quer-se criar uma nova camada para passar a gerir bem, embora ali ao lado já exista um outro banco que é do Estado. «A isto juntar-se-ia as capitais de risco do Estado». Capitais de risco do Estado? Mas ele saberá porventura do que está a falar? Risco, do estado? »…poderia emitir obrigações com garantia da republica portuguesa. Esta seria a grande novidade do banco para conseguir recursos, já que ele não iria captar depósitos». Aconselha-se o senhor deputado a ler o Diário da República: tem lá muitas obrigações emitidas pelos bancos portugueses com garantia da República portuguesa. Não sendo propriamente «novidade», quer ainda mais? «Que instrumentos pode disponibilizar às empresas? Ao nível de financiamento, linhas de crédito [já existem] mas também garantias bancárias [já existem], seguros de crédito [já existem] e, em meu entender [bitaite] pode até subscrever acções de determinadas empresas num papel quase de capital de risco [não existem já as ditas capitais de risco do estado?]». «Um banco dedicado às empresas é o instrumento que falta à economia portuguesa». Uma economia socialista portanto, com financiamento público. «A que chama taxas justas? Varia muito [pois…] Mas se for financiar-se a 1% lá fora, nalguns casos pode emprestar a 1,1% para pagar os custos administrativos»: Campos Ferreira para administrador já de qualquer banco!
Por favor mandar a factura aos pais da constituição
Leitura aconselhada a guerreiros de bancada e àqueles que nem à tropa foram e também por isso lhes acham graça
«La historia de Europa en el periodo de inmediata posguerra no es una de reconstrucción y rehabilitación, es en primer lugar una historia de la caída en la anarquía”, avisa en la introducción. No hay ley ni orden: no hay policías ni jueces. No hay bancos, ni puentes, ni trenes, ni escuelas, ni bibliotecas, ni tiendas, ni fábricas, ni correos, ni teléfonos. No hay sentido del bien ni del mal. “Hombres armados deambulan por las calles”, describe Lowe, “cogiendo lo que quieren y amenazando a cualquiera que se interponga en su camino. Mujeres de todas las clases y edades se prostituyen a cambio de comida y protección. No hay vergüenza. No hay moralidad. Solo la supervivencia”. Y la venganza.» – Europa, continente selvagem
Impressões
Madeira.
Quase mudou. Foi por pouco, mas ficou o sinal.
Exemplo da Madeira
Pode ter um paralelo no continente. Neste caso, não é necessária uma bola de cristal para se ter uma ideia do que se poderá passar.
Comece já!
o que é a a3es?
É isto que o governo português quer para o ensino superior (com a devida vénia ao leitor Joaquim Amado Lopes, pela lembrança)?
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«Nos últimos anos verificou-se um contexto internacional de mudança das relações entre as instituições de ensino superior, o Estado e a sociedade: as políticas de pendor neoliberal e a emergência da Nova Gestão Pública (NGP), as políticas de culpabilização (blame policies) que atacando as autonomias profissionais, o setor público e os seus funcionários abriram caminho para a privatização das atividades do Estado, a defesa da superioridade da gestão privada e a perda de confiança nas instituições.»
não há meio de aprenderem
Num momento de confessada falência do estado português, quando se fala na necessidade de rever as «funções do estado», por isso se entendendo a redução da sua presença nos sectores tradicionais por onde tem andado nas últimas décadas, entre eles a educação, e quando ouvimos, todos os dias, os reitores e responsáveis das universidades e escolas superiores públicas a reclamarem da falta de condições de trabalho e de dinheiro, chegando ao ponto de afirmarem que não o têm para os salários dos seus professores, essa bizarra instituição que dá pelo nome de A3ES (Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) acabou de anunciar que mandou encerrar uma elevada quantidade de cursos de instituições privadas, algumas das quais que ficam, por isso, «em risco de fechar», fazendo disso a bandeira dos resultados da sua «avaliação» do ensino superior português para que foi criada.
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Estas decisões da A3ES exaltam o espírito do indígena, que julga ver nelas vestígios de «rigor» e «exigência», do qual resultarão evidentes melhorias do sistema português de ensino superior. Por outro lado, confirmam-lhe as eternas suspeições que incidem horizontalmente sobre toda a sociedade e que são muito próprias da sua natureza, de que o «privado» é a fonte de todos os vícios e o «público» de todas as virtudes. Quanto ao governo português, em vez de se preocupar com a sustentabilidade do seu próprio sistema, anda entretido a meter o nariz em instituições onde não gasta um cêntimo e das quais, pelo contrário, recebe muito dinheiro em impostos e taxas, e que deveria aproveitar para que o ajudassem a suprir as suas cada vez mais gritantes dificuldades no sector. E fá-lo, ainda por cima, com uma instituição nomeada pelo governo anterior, manifestamente contrário ao ensino superior privado, presidida pelo Professor Alberto Amaral, um velho fóssil da extrema esquerda portuguesa e um eterno inimigo declarado do ensino superior privado.
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Com atitudes hostis, como esta, em relação à iniciativa privada, e comissões fiscalizadoras com esta predisposição contra o ensino privado, o governo há-de explicar-nos como irá rever a posição do estado no ensino superior. Talvez seja necessário que o FMI lhes explique, porque, por eles, sozinhos, está visto que não aprendem nada.
Antes pelo contrário
O desafio do nosso tempo é precisamente esse: sermos capazes de o fazer em democracia. Caso contrário por mais que aparentemente o problema complexo seja resolvido cria-se outro bem maior: o do regime. Por outro lado esta frase parte do princípio que quem governa fora da democracia está ou pode estar acima das corporações. Não só isso não é necessariamente verdade, antes pelo contrário, como esse é o caldo de cultura ideal para o medrar das corporações. O que nós temos é falta de democracia – veja-se o dramático caso da construção europeia – e não o contrário.
Quebra-cabeças de Domingo
Descobrir qual destes artigos foi publicado em primeiro lugar:
ABC: CINE Diez escenas míticas de la historia del cine que no estaban en el guión
DN: HISTÓRIA DO CINEMA Cenas fora do guião afinal tornaram-se míticas

