A propósito da mentira
E da agitprop em torno das declarações de Lagarde falei ontem na TVI
Um país. Dois sistemas. E ficar com o pior de cada um.
Dantes a RTP não podia ser privatizada no todo ou sequer em parte porque isso era um retrocesso civilizacional (Já agora retrocesso para nenhures porque sendo um dado adquirido que os retrocessos civilizacionais em Portugal remontam sempre ao salazarismo e ao marcelismo neste caso concreto não se pode regredir para aí porque a existência de uma televisão privada no Portugal salazarista ou marcelista era politicamente impensável.) Mas enfim a pátria pode discutir-se, Deus também e da autoridade nem se fala mas já no que respeita aos canais públicos de televisão mais os de rádio e a agência noticiosa isso sim é que é (ou era) indiscutível.
Estávamos nós neste santo viver quando descobrimos que também não se pode tocar no serviço público de televisão porque os operadores privados ou alguns deles consideram que não sobrevivem enquanto privados caso o serviço público de televisão seja privatizado (mais uns meses e os privados vêm dizer o que pode ou não transmitir o serviço público de modo a não os prejudicar!) Donde seja em que circunstância for os contribuintes portugueses vivem a extraordinária situação não só de terem de sustentar um serviço público de televisão por causa do soviético retrocesso civilizacional como também por causa dos operadores privados que consideram que só assim sobrevivem enquanto privados.
Não duvidando eu da superioridade destes argumentos gostava de saber apenas em que era do Zodíaco, do calendário Maia ou da astrologia chinesa será possível os contribuintes portugueses deixarem de pagar por uma coisa e pelo seu contrário. Agradecida.
Divorciados pela graça das políticas sociais. Amen.
Tem dado bons resultados
O PSD quer meter empresas privadas a fazer solidariedade social à força: Bancos proibidos de subir “spread” em caso de divórcio ou viuvez
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Depois há quem se espante que não há crescimento.
Previsão
Se o Relvas sair do governo, o governo fará um acordo envolvendo vários grupos de comunicação social para a definição de novas regras para o serviço público de televisão. Qualquer que seja a solução encontrada, o contribuinte pagará mais ou menos o mesmo que paga agora. Dito de outra forma, o governo apresentará a sua rendição ao grupo Impresa e pedirá paz.
Curva de Laffer?
A partir do momento em que défice é cortado em 6 mil milhões de euros, são 6 mil milhões de euros que são retirados da economia. Como a economia não ajusta instantaneamente, não interessa muito se o dinheiro é retirado via impostos ou via corte na despesa, em qualquer dos casos haverá uma queda da procura interna. No caso de um aumento de impostos haverá menos rendimento disponível, no caso de um corte da despesa pública cai o rendimento dos funcionários públicos e a procura de bens por parte do Estado. Acresce a isto que após uma bancarrota qualquer país passa por um período de contracção do crédito e reforço da poupança que leva à redução da actividade económica e do consumo. Atribuir a queda da receita fiscal a um fenómeno de curva de Laffer num período de contracção do crédito e do défice público não faz qualquer sentido.
Impressões
Gangrena
Quando a gangrena surge num membro, pode ser necessária a amputação. De outra forma, pode resultar a morte. Ler mais…
A nova grande causa do PS
Depois das folgas no orçamento que diziam existir mas nunca encontraram, da adenda em prol do crescimento e do emprego que nos irá tirar rapidamente da crise, da mutualização da dívida sem a qual a Alemanha continuará a extorquir aos periféricos, a nova grande causa do PS chama-se IVA da restauração, cujo retorno à taxa de 13% estancará milagrosamente o desemprego no sector.
Decididamente, estes tipos ainda não perceberam a natureza da crise que vivemos e o ajustamento, doloroso mas saudável, que se vem operando na economia. O sector da restauração está a gerar desemprego, não por causa da subida do IVA, que foi suportado pelas empresas em detrimento da margem, mas porque o mercado se está a contrair. Numa conjuntura de queda generalizada dos rendimentos, as refeições no restaurante, as despesas em cafés ou snacks, são das primeiras “extravagâncias” em que as famílias cortam. Cada vez se vêem mais meninos a levarem o farnel para a escola, evitando os lanches no bar, cada vez mais pessoas levam comida feita em casa para as empresas, que vão disponibilizando salas onde os respectivos trabalhadores fazem as suas refeições. Aliás, este novo hábito, tal como a substituição do café expresso pelo Nespresso, já se está a tornar chic, justificado por questões de saúde, qualidade do produto ou da dieta alimentar, poupança de tempo, jamais pelo bolso vazio, que essa é uma razão que a classe média urbana esconderá enquanto puder…
Baixar o IVA na restauração terá pouca ou nula expressão nos preços ao consumidor, como já não teve na subida. Os restaurantes facturariam praticamente o mesmo e o Estado teria menor receita. Ou seja, as falências na restauração pouco ou nada tiveram a ver com o IVA, mas tudo com a crise. Restaurantes e afins cresceram com a expansão do sector não transaccionável que integram e foram dos primeiros a lucrar com o novo-riquismo afluente que dele emergiu; numa contracção, são naturalmente os primeiros a sofrer com o corte em despesas supérfluas.
Aparentemente, o PS não entende esta lógica e propõe que se estoirem recursos na manutenção artificial de empregos num sector em declíneo. Ou entende, mas pretende beneficiar interesses específicos, vá lá saber-se porquê…
O preço de dizer umas verdades
Nenhum retrato da situação económica da Grécia publicado nos últimos dois anos deixou de citar o problema da evasão fiscal como um dos problemas que mais contribuiu e contribui para o estado do país. Vou vitar apenas uma descrição entre muitas:
According to a remarkable presentation that a member of Greece’s central bank gave last fall, the gap between what Greek taxpayers owed last year and what they paid was about a third of total tax revenue, roughly the size of the country’s budget deficit. The “shadow economy”—business that’s legal but off the books—is larger in Greece than in almost any other European country, accounting for an estimated 27.5 per cent of its G.D.P. (In the United States, by contrast, that number is closer to nine per cent.) And the culture of evasion has negative consequences beyond the current crisis. It means that the revenue burden falls too heavily on honest taxpayers. It makes the system unduly regressive, since the rich cheat more. And it’s wasteful: it forces the government to spend extra money on collection (relative to G.D.P., Greece spends four times as much collecting income taxes as the U.S. does), even as evaders are devoting plenty of time and energy to hiding their income. (…)
Não creio que o problema grego se resolva com mais impostos, mas se todos contribuíssem como deviam até as taxas poderiam descer. Mas adiante, que o que interessa é a reacção hipócrita a Christine Lagarde, que disse apenas duas coisas óbvias: a) preocupa-a mais a situação das crianças no Niger do que a das crianças em Atenas, o que é normal pois as primeiras são imensamente mais pobres e o FMI foi criado para apoiar países pobres e não países ricos, como supostamente é a Grécia; b) todos, na Grécia, devem contribuir para a solução dos problemas, começando por pagar os seus impostos.
Caiu o Carmo e a Trindade. Desde o líder do Syriza até à sempre atenta equipa do senhor Hollande. E espera-se a qualquer momento mais uma indignação do nosso especialista em Grécia. E o curioso é que tudo isto acontece ao mesmo tempo que se pede para os políticos falarem verdade. Mas não era exactamente isso que Lagarde fez?
Pensava eu que…
«Quem mentir, sai» (Passos Coelho, citado pelo Expresso)
Já temos um bocadinho mais de informação
O Público já divulgou qual foi a ameaça que Relvas terá feito. Num telefonema para Leonete Botelho ameaçou divulgar na net que Maria José Oliveira teria uma relação com um político da oposição. A visada nem sequer ouviu a ameaça. A ameaça envolve uma revelação de mais uma relação estreita entre política e jornalismo, pelo que nem sequer é bem vida privada. E a informação é falsa, segundo o Público de hoje e nem sequer foi considerada ameaçadora pela direcção do Público ou pelo seu advogado. Se a direcção do Público tivesse divulgado tudo isto desde o início os níveis de indignação seriam bem mais moderados, mas não seria a mesma coisa, pois não? Ninguém se sente um poucochinho aldrabado com esta história?
Awareness test
Se estiver realmente atento, tente vislumbrar a “privatização da RTP” (ou o esforço para desviar as atenções das vigarices que o Tribunal de Contas e a CI na AR estão a destapar nas PPP’s) a deslizar, impune, por entre a balbúrdia mediática e a invariável distracção de quase todos:
Os cacifos do PS na AR têm vida própria?
PS denuncia documento do TC que apareceu no cacifo de um deputado – TSF
Obs. Descodificação aqui
Ainda a propósito do crescimento e do emprego
Hoje, no Público, sobre a discussão política que faz tremer o Ocidente. No final também há uma nota sobre o caso que faz tremer Portugal, o do Relvas:
Às vezes não sei se os políticos gostam de se enganar a eles mesmos ou se só pretendem enganar os cidadãos. Ou iludi-los, para ser mais gentil. É que não sei que pensar quando assisto, incrédulo, à viragem retórica a favor de “políticas de crescimento de emprego” sem que se explique, minimamente, como se poderá chegar a esse crescimento e emprego. Isto é válido para Portugal, é válido para a Europa e é válido para a cimeira do G8.
É compreensível que os dirigentes políticos, tendo de enfrentar eleitorados descontentes – quando não furiosos -, procurem retóricas novas. Admito até que seja necessário falar mais da luz ao fundo do túnel e menos do túnel. Mas não se devem vender ilusões: no estado em que está Portugal, no estado em que está boa parte da Europa, supor que é possível regressar a curto prazo ao “crescimento e emprego” ou abandonar as chamadas políticas de austeridade não tem suporte na realidade. Aliás convém ter presente que, apesar de toda esta dita austeridade, os gastos públicos no conjunto da zona euro cresceram sete por cento (excluindo a inflação) entre 2008 e 2011.
Gozar com a tropa
Um super-espião cuja espionagem consiste em enviar títulos da Reuters sobre coisas tão públicas e notórias quanto a viagem que Bush efectuou ao México em 2007! (Muito francamente se é para recolher e distribuir informações destas a Lusa faz melhor e mais em conta. ) Mais um ministro que confunde a comunicação política com os titulos da revista Lux e ameaça tornar pública a identidade do namorado duma jornalista e por fim a direcção de um jornal que ao ver publicado noutro local a sua documentação interna faz uma fuga em frente e produz uma estapafúrdia explicação que deixa mais perguntas do que respostas. Só podem estar a gozar!
O Estado é pessoa de bem (mas só às vezes)
Ao contrário do Paulo Morais, entendo que o artigo 48.º, n.º 5 desta lei não impede a renegociação dos contratos de Parceria Público-Privada já celebrados. Pelo contrário, a norma em causa implica apenas que eventuais alterações aos contratos celebrados terão de resultar de renegociação e não directamente da lei. Olhando para os restantes artigos da lei, dificilmente resultariam directamente dela alterações às cláusulas contratuais (por incompatibilidade dessas cláusulas com a lei), já que a lei é parca em aspectos que digam respeito ao conteúdo contratual, estabelecendo essencialmente regras processuais ou procedimentais.
De qualquer modo, como salienta o André Azevedo Alves, o Governo parece ter tomado uma opção política para as PPP que não adoptou noutros casos: a opção de não usar o seu poder como legislador para alterar aquilo que aceitou como parte de um contrato. Ler mais…
Pressões, jornalismo e Público
Nesta história há um dado curioso, aliás melhor dizendo, um facto, que era desconhecido do público leitor: o jornal Público, com esta direcção (e aparentemente nas anteriores), tem por hábito não divulgar pressões e ameaças exercidas sobre si e os seus jornalistas por parte de políticos. Dizem eles: «A posição do PÚBLICO, ao longo dos anos, tem sido a de não reagir ou denunciar publicamente as ameaças ou pressões feitas a jornalistas. Não se trata de desvalorizar essas pressões.».
Há portanto factos que são escondidos do leitor. O jornal na verdade auto-demite-se da sua dimensão essencial que é noticiar. O que muito se estranha. Até porque se porventura um jornal concorrente, um jornalista de televisão, um comentador de rádio, sofre ou alega uma qualquer pressão governamental noticiam obviamente. Mas não as suas! Um mau serviço e mau jornalismo.
Em segundo lugar, a questão das pressões. Nem sempre será necessário fazer um escândalo. Mas se o jornalista inserir na sua peça que «no decorrer da feitura deste artigo, o ministro x telefonou pessoalmente a contestar os dados/titulo da noticia, mas este jornal mantêm que são rigorosos» ou algo do género, não haveria propriamente escândalo pela atitude do governante (tentar corrigir é legitimo) e certamente os ministros deixariam de telefonar para não se verem assim expostos a questões dubias que se poderiam levantar. Obviamente em caso de ameaça de qualquer género a mesma seria exposta por tal ser do domínio do escrutínio público da actividade política (algo que o jornal Público confessa omitir e impedir…).
Por fim, os governantes dispôem de gabinetes, acessores, directores de comunicação e agências que trabalham a sua imagem pública. Para correcção, esclarecimento, contestação ou reclamação sobre qualquer matéria publicada ou difundida tem os meios mais do que suficientes para o fazer. Assim, o facto de telefonarem pessoalmente é objectivamente uma pressão que não pretende primáriamente contestar ou corrigir o que quer que seja (por existirem outros meios para tal fim), mas sim utilizar e fazer uso da força e peso do próprio poder político (com todas as ramificações inerentes) para alcançar fins políticos. Um telefonema directo de um ministro é sempre uma pressão, politicamente ilegitima. Por mais que se queira, um jornalista/editor/director que receba um telefonema por parte do poder não fica indiferente a tal actitude pois sempre, ainda que inconscientemente, ponderará sobre os efeitos futuros quanto a acesso a fontes de informação, sua ou de colegas, publicidade, etc, sendo que tal ocorrerá mesmo que nada seja dito quanto a tal matéria, resultando da simples indisposição/reclamação/contestação, pois que quem tem poder tem tendência a exercê-lo.
Dia do Dragão
A primeira acoplagem de uma de uma nave espacial comercial à Estação Espacial Internacional deve acontecer nas próximas horas. A missão pode ser acompanhada em directo aqui.
Hoje, Reforma do Poder Local em Évora
Hoje, pelas 18h, a convite da Distrital do PSD, estarei em Évora, no Jardim do Paço, para debater a Reforma do Poder Local.
Perguntar não ofende
Já não digo como sugere o Henrique Raposo que os jornalistas questionem António José Seguro e Carlos Zorrinho que agora se mostram tão escandalizados com “as rendas da energia” sobre o planeta onde residiam quando José Sócrates as negociou e lhes chamou «apoio no sentido de levar Portugal para a vanguarda da energia.» O que me causa enorme espanto é porque durante os vários anos de governo o PS não aplicou a tal agenda para o crescimento e o emprego que agora garante ser a receita infalível para o país? Custaria muito perguntar ao PS se essa agenda para o crescimento e para o emprego não foi precisamente a receita socialista que nos trouxe aqui? Ou sendo diferente a agenda para o crescimento e emprego de Seguro da de Sócrates porque nunca a apresentou?
Ainda é cedo para conhecerem os factos todos
A directora do Público explicou hoje aos jornalistas que não é ainda este o momento para sabermos que dados pessoais é que o ministro Relvas ameaçou divulgar. Infelizmente, sem esta informação não nos será possível avaliar se os dados são de facto de natureza exclusivamente privada e se a ameaça da sua divulgação tem algum valor intimidatório. Teremos então que aguardar pelo momento. Isto ainda poderá levar à demissão do ministro, mas há que ter paciência.
Defensores do “sub-prime”
PPPs: o fim das renegociações
O Decreto-Lei n.º 111/2012, de 23 de Maio, que tem por objecto a definição de normas gerais aplicáveis à intervenção do Estado na definição, concepção, preparação, lançamento, adjudicação, alteração, fiscalização e acompanhamento global das parcerias público -privadas determina que “da aplicação do presente diploma não podem resultar alterações aos contratos de parcerias já celebrados, ou derrogações das regras neles estabelecidas, nem modificações a procedimentos de parceria lançados até à data da sua entrada em vigor.”
Uma vez que tudo fica garantido para os concessionários, já não vai haver renegociações. Fim de conversa.
Crónica duma tragédia mais do que anunciada
«Eurolândia prepara novo salto na integração» PÚBLICO
Europa encomenda plano para criar governo económico JORNAL DE NEGÓCIOS
Antes que seja tarde
E a reler: E que tal uma pequena discussão sobre eurobonds e o futuro da Europa? Luís Naves
As guerras do euro ainda mal começaram José Manuel Fernandes
São os défices e as dívidas, estúpidos!!! Luís Rocha
Hoje, na TVI24
Após as 21.30h, estarei na TVI24 para debater temas da actualidade política.
Espero que os factos não venham atrapalhar
Agora que já toda a gente deu a sua opinião sobre o caso Relvas, a ERC vai tentar descobrir o que realmente aconteceu.
Se fosse no Estado Novo
dava-se este caso como um exemplo dos efeitos tragicómicos a que levam a censura e a auto-censura: no fim do tarde lia-se na edição on line do EXPRESSO Freeport: Sócrates ameaça processar quem invocar o seu nome. Perante o título desta notícia não se percebe nada do que se passa com José Sócrates e muito menos porque reage ele assim. Lendo a notícia constata-se que houve uma outra notícia que não foi dada devidamente pelo EXPRESSO e que versava as declarações de Alan Perkins no julgamento do Freeport. Se isto fosse uma batalha naval dizia-se que alguém anda a dar tiros no porta-aviões.
Activismo instantâneo
Nas últimas eleições norte-americanas os temas fortes foram o aquecimento global e Guantanamo. Agora que Guantanamo parece ter fechado tal é o desinteresse sobre o assunto e que o aquecimento global se evaporou temos o casamento entre homossexuais. Na próxima campanha o casamento entre homossexuais estará na mesma prateleira onde dormem os argumentários sobre Guantanamo e o aquecimento global. E os activistas das causas freneticamente instantâneas continuarão a apoiar frenética e instantaneamente a nova causa. Seja ela qual for. Porque o que conta não é causa em si mas sim o unanimismo que ela gera.
Acessores ou ascensores
Os assessores são meros gestores de acessos. Em primeiro lugar, gerem o seu próprio acesso ao lugar que ocupam ao qual… acederam. No exercício de suas funções, gerem o limitado acesso aos favores e benesses distribuidos pelos seus chefes, guardiões da enorme gamela que é o orçamento de estado.
Em vez de assessorar, apenas acedem e acessam. E ascendem. Não são assessores, mas acessores… ou ascensores.
Lembrete: não esqueçam de renegociar as PPPs
Pôr cobro ao insustentável escândalo público das PPP’s exige coragem, determinação e um elementar sentido de justiça. E um governo capaz, claro!
No meu artigo do Correio da Manhã
Integração europeia….
«Several hours before the polling stations closed in Serbia, the European Union Council sent to journalists a press release congratulating elected president Tomislav Nikolic. The press teams of the European Commission and the European Council use to prepare press releases but this one was sent to journalists. The premature release was quickly removed from the web half an hour later, but it caused major turmoil in Serbia online media. The statement said that European Council President Herman Van Rompuy and EC President Jose Manuel Barroso congratulated Serbia’s new president, Tomislav Nikolic, on his victory.»(*)
antecipar, antecipar só depois de rebentar…
Este homem…
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Não antecipou a bronca do BPN.
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Não antecipou os sarilhos do BCP.
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Não antecipou a falência do BPP.
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E, agora, alegrem-se os incréus e os Velhos de Restelo:
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“Não antecipa saída da Grécia da zona euro”.
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Agora, sim, podemos dormir descansados…
Demagogo e chantagista
Tsipras garante que votar no Syrisa “é uma grande oportunidade” para “salvar o euro”
Mas o tipo anda em promoção nos media, que se deslumbram de forma acéfala com populistas deste calibre.
A propósito do blackout
Miguel Relvas ameaçou o PÚBLICO com um blackout governamental.
Já a Sócrates ou melhor dizendo ao PS várias direcções editoriais parecem ter oferecido a benesse de um blackout sobre o Freeport.
A propósito de Miguel Relvas
“A Grécia é um país soberano (…). Não cabe à senhora Merkel decidir se vamos ou não vamos avançar para um referendo” – declarou o líder da coligação da esquerda Syriza, Alexis Tsipra. Mesmo dando de barato que os países endividados não são de facto soberanos, o senhor Tsipra não pode esquecer que esta frase tem um reverso: a Alemanha também é um país soberano cujo povo pode muito rapidamente reivindicar a soberania de não andar a colocar as sua spoupanças em risco colocando (mais) dinheiro na Grécia.
Obs. Os franceses do senhor Hollande já começaram a fazer as contas: Chaque Français dispose d’un crédit de 1000 € sur la Grèce
a ocasião…
Enquanto, à esquerda e à direita, os indignados com as ingerências governamentais na comunicação social não exigirem, como questão prévia ao debate, a necessidade da saída incondicional do estado de todos os meios de comunicação social que (ainda) controla, qualquer polémica sobre quaisquer Relvas da vida, este ou qualquer outro dos que o antecederam e lhe sucederão, não passa de puro oportunismo político-partidário.