Impressões
Pressões
O problema de eventuais conversas sem testemunhas é que cada um pode contar a sua versão. Em todo o caso, é um tema que carece de esclarecimento. Ler mais…
já perceberam, agora, por quê?
Só por excesso de ingenuidade ou distração congénita se pode imaginar um governo que não pressione jornais e jornalistas. Qualquer governo democrático, obviamente, porquanto nos outros não há jornais nem jornalistas para pressionar. Em todos encontramos um Santos Silva, um Gomes da Silva, um Relvas disposto a fazer, ou a mandar fazer, telefonemas para as redacções dos jornais, a enviar mensagens e mensageiros a ameaçar com cortes publicitários (directos ou indirectos…), a fazer discursos lacrimejantes e ridículos sobre a malvadez das «forças de bloqueio» instaladas nas redações dos pasquins lusitanos, etc.. Com menos frequência, encontramos mesmo chefes de governo que se prestam a entrar pessoalmente em jogadas de baixo recorte para calar jornalistas, como sucedeu com Sócrates, a TVI e Manuela Moura Guedes. Os governos não são, por estas e muitas outras razões, locais frequentáveis por espíritos que prezem a liberdade, a sua e a dos outros. Assim, só por excesso de ingenuidade, repita-se, se podem agora espantar com o ministro Relvas aqueles críticos da instrumentalização governamental da comunicação social que, há uns meses, não estranharam – ou mesmo até apoiaram – a decisão do mesmo senhor ministro de não empandeirar a putrefacta RTP, dinossauro vivo do nosso sovietismo doméstico. Já perceberam, agora, por quê?
A ler
Os telefonemas de governantes para as redacções na Porta da Loja
Obs. Eu acrescento que nas guerras entre que os políticos e grupos económicos travam entre si os jornalistas são instrumentais. Conviria que os jornalistas e neste caso muito particularmente a direcção do EXPRESSO não esquecesse que no fim da da operação os instrumentos vão para o lixo.
Obviamente, demita-se
«Num telefonema à editora de política do jornal, na quarta-feira, Miguel Relvas ameaçou fazer um blackout noticioso do Governo contra o jornal e divulgar detalhes da vida privada da jornalista Maria José Oliveira, de quem tinha recebido nesses dias um conjunto de perguntas relativas a contradições nas declarações que prestara, no dia anterior, na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.» (*)
Refilar com razão.*
Na próxima terça-feira, terá início a quarta avaliação ao cumprimento, por Portugal, do memorando de entendimento, celebrado entre o Governo e as entidades representadas pela denominada “troika”. Até agora, os 3 exames efetuados foram positivos. Portugal foi passando nesses testes parcelares, superando, mesmo, as expectativas. Espera-se, agora, a mesma nota positiva e, consequentemente, o envio de outra parcela (4.000 milhões de Euros) da ajuda financeira total, acordada com o Estado.
Eduardo Catroga, o representante do PSD nas negociações de há um ano atrás, com a “troika”, referindo-se ao bom desempenho de Portugal, afirmou que deveríamos continuar a ser “bons alunos”, porém, “um pouco mais refilões”. No fundo, Catroga apenas aplicou a velha máxima de que quem não berra, não é ouvido – máxima muito enraizada (a meu ver, nem sempre bem!) no nosso pensamento coletivo.
Regresso ao mundo real: o irrealismo de uma barragem
Tenho sorte: viajei em tempos na Linha do Tua. Posso por isso testemunhar o que era esta linha ferroviária única – única em Portugal, única no Mundo. E recordar um vale que está quase a deixar de o ser. Troço esquecido da rede ferroviária nacional, ramal em via estreita apenas percorrido por toscas automotoras que transportavam raros passageiros de uma região em rápido despovoamento, a Linha do Tua e o vale do mesmo rio estão hoje a ser vítimas da ignorância arrogante de quem por ali nunca perdeu as botas. Vítimas sob a forma de uma barragem decidida pelo pior género de tecnocratas: os que estão sempre no poder.
Percorri pela primeira vez a Linha do Tua há uns 25 anos, numa época em que o comboio já só ligava Foz Tua a Mirandela e ainda ninguém falava de desenvolvimento turístico. Nunca mais me esqueci do assombro que era mergulhar naquele desfiladeiro. “A garganta, estreita e alta, parecia inacessível” – escrevi na altura, numa reportagem para o Expresso. “De ambos os lados, as margens são abruptas, quase verticais, rochosas e escalavradas. No fundo corre, torturado, o rio, e quase sentimos vertigens quando nos debruçamos da janela do comboio. A linha, estreita e curvosa, parece correr numa prateleira em precário equilíbrio sobre o precipício, afundando-se, aqui e além, em túneis britados nos rochedos”.
A grande asneira dos eurocratas (e não só)
Foi terem recusado liminarmente o referendo que Papandreou se propunha fazer na Grécia em Novembro passado para validar o 2º pacote da Troika. Com grande probabilidade, o eleitorado grego aceitá-lo-ia e daria o inerente acordo à continuação no euro. Meio ano passado, após uma crise política e um terramoto eleitoral na Grécia, vem Ângela Merkel sugerir um referendo ao euro.
Consultar e respeitar a decisão dos eleitorados para cada novo “aprofundamento europeu” teria porventura evitado muitas crises. Verdadeiro ou falso, este é um estigma do qual os eurocratas jamais se libertarão.
P.S.: Entretanto, como é habitual, já veio um porta-voz garantir que é só fumaça…
Reforma do Governo Local
Hoje, às 21.15h, estarei no Porto, a convite do PSD/JSD – Litoral, na sua sede na Rua de Diu, para falar da Reforma.
Amanhã, ao princípio da tarde, a convite da Presidente da Junta de Freguesia de Badim, estarei em Monção para falar acerca da reorganização territorial autárquica.
Amanhã, ainda, às 18h, a convite dos Presidentes das Juntas de Freguesia de Cabana Maior, Carralcova e Grade, estarei nos Arcos de Valdevez para um Colóquio sobre a Reforma.
novas oportunidades, vícios antigos…
Apesar dos 1.800 milhões de euros gastos (espatifados) e que estamos agora a pagar, as “Novas Oportunidades mudaram pouco a vida dos inscritos”. Mais uma bela medida keynesiana de incentivo ao emprego e à economia a ir por água a baixo. Quem diria!?
o estado, pessoa de bem
Dedicado a todos quantos ainda acham que devem confiar a condução das suas vidas ao estado:
já era
A Grécia no euro. E quem diz no euro, diz na União Europeia, vista a coincidência de propósitos e o modo como foram entrelaçados aquilo que chegou a ser um saudável projecto de livre-comércio e aquilo que é uma arriscada manobra de engenharia económica e política. A propósito, veja-se esta entrevista de Durão Barroso, onde o Presidente da Comissão Europeia confunde intencionalmente o que foi o projecto do mercado comum com o que tem sido a moeda única. Por outro lado, convém que nos vamos preparando, porque a saída da Grécia do euro/UE será tudo menos pacífica. Um efeito dominó de consequências nefastas será inevitável, apesar dos eurocratas se estarem a esforçar em garantir o contrário. Mas não basta “pensamento positivo”, ou, por outras palavras, optimismo keynesiano, para que as coisas corram bem. É que estas são o que são e nem sempre o que esperamos delas.
Palpatine
Apagão
O Governo anuncia que tomou certas medidas no Conselho de Ministros de ontem sobre o sector eléctrico. De forma estranha tais medidas não constam do próprio Comunicado do CM.
Quanto às medidas anunciadas, mas ainda não conhecidas nos seus pormenores, a intenção é de cortar até 190 milhões de euros por ano nos CIEG. Que são, recorde-se de 2500 milhões/ano….. é portanto um cortesinho… melhor que nada, mas tanta modéstia é estranha e lamenta-se. Algumas desssas medidas aparentemente são temporárias, outra implicam na verdade aumento de custos sobre os consumidores por resultarem de renogociação de prazos, provocando abaixamento nos custos anuais, mas aumentando custos totais. Também nada é dito sobre o déficite tarifário que este governo, na senda do anterior anda a empurrar para a frente. Que um dia terá de ser pago. Enfim, não parece muito promissor, mas terá que se aguardar por mais informação.
Paulo Campos
«Via do Infante ridicularizada nos jornais estrangeiros»
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e um ano depois este governo foi incapaz de resolver o assunto.
Era uma vez a Grécia
Pelo que percebi, José Luís Arnaut chocou o Sérgio Lavos e o Luis M. Jorge ao dizer que “a Grécia é um país inventado; era uma província do Império Otomano”. Tanto o Sérgio Lavos como o Luis M. Jorge resolveram ilustrar a frase com um retrato inventado de Aristóteles e Platão. A ideia deve ter sido inventar uma herança cultural para os gregos do século XIX. Como outros lhes inventaram uma língua. Até a população foi um bocadinho inventada. Bem, no século XIX inventaram-se e reinventatam-se muitos países. Só damos atenção à Grécia porque os gregos resolveram inventar as contas públicas.
Eles vêm aí
Um louco perigoso, este líder da esquerda radical grega:
«First of all, we will cancel all these austerity measures….»(*)
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«Our first choice is to convince our European partners that, in their own interest, financing must not be stopped,” Mr. Tsipras said in an interview with The Wall Street Journal. “If we can’t convince them—because we don’t have the intention to take unilateral action—but if they proceed with unilateral action on their side, in other words they cut off our funding, then we will be forced to stop paying our creditors, to go to a suspension in payments to our creditors.” (*)
As maravilhas do crescimento e do emprego
Cada lisboeta pagou 500 euros de impostos directos em 2011, mas só recebeu obras camarárias no valor de 80 euros. – Os 420 euros em falta foram consumidos pelas políticas do emprego: A Câmara Municipal da capital conta com cerca de 300 departamentos e divisões e 53 freguesias, (…) e 12 mil trabalhadores» Quanto ao crescimento que justificou tudo isto acabou por fazer crescer o endividamento de tal modo que agora nem há dinheiro para o alcatrão: Lisboa reduziu para menos de metade investimento na reparação de buracos .
uma bela teoria
A esquerda portuguesa tem, sobre o momento verdadeiramente dramático em que vivem os trabalhadores portugueses, uma tese exótica: os empregos, tal como os dinossauros pré-históricos, terão desaparecido, quase até à extinção, por factores politicamente exógenos, isto é, pelos quais ninguém é responsável na política nacional.
A explicação científica para o estranho fenómeno inspirar-se-ia, então, nas modernas teorias da flatulência dinossaurica, que, por sua vez, ajudam a perceber a extinção dessa robusta espécie: os empresários portugueses, pestilentos e intratáveis, ambiciosos e cegamente determinados pela avidez do lucro fácil e rápido, foram a razão da sua própria ruína, ao exalarem os vapores putrefactos da sua cupidez, que levaram ao quase extermínio das suas empresas. Estamos, como é fácil de perceber, em plena teoria marxista do fim do capitalismo pelas suas próprias contradições históricas. Uma bela teoria!
Perante a exactidão de tamanha ciência, de nada vale argumentar com a rigidez do mercado de trabalho, com as absurdas leis proteccionistas do falso emprego, com o socialismo de estado “incentivador” da economia, com a estupidez da elevada tributação em nome de uma redistribuição inexistente, com as políticas públicas para “criar” emprego, com os milhões gastos nos “estímulos” económicos das obras públicas e das ppp’s, etc. A tudo isto, a esquerda portuguesa permanece cega, surda e muda, e prefere continuar a crucificar os poucos empresários e as empresas que mantêm ainda o país e os portugueses de pé, a perceber que o modelo socialista e assistencialista em que apostou nas últimas décadas é a origem e a causa da situação em que todos estamos.
luta de classes
Numa estratégia de afrontamento dos valores mais profundos da democracia proletária, os reaccionários do Minipreço decidiram, em conluío com os fascistas do Pingo Doce, baixar os preços da carne em 50%. Os objectivos dos plutocratas são, assim, cada vez mais claros: ao baixarem os preços da carne para valores ridículos, eles pretendem envenenar lentamente os trabalhadores, enchendo-os de gorduras e de colesterol, tornando-os mais frágeis e susceptíveis a doenças cardíacas e outras, e obtendo, desse modo, uma vantagem preciosa na luta de classes. Aguardemos, agora, as reacções da vanguarda do proletariado a mais esta afronta do grande capital.
Poderá aliviar algum sufoco
Preços do petróleo afundam para mínimos de 5 meses
Esperemos que a tendência se mantenha e se vão renovando mínimos. Os fundamentais da economia global não justificam os preços a estes níveis. Não só pela estabilização – e nalguns países queda – do consumo, mas quiçá pelo aumento que se tem verificado nas reservas de gás natural, um recurso com menores custos de extracção e distribuição e que tem visto aumentar a sua importância enquanto alternativa ao petróleo. Daqui a 3/4 anos, a Galp estará a abastecer o país com gás extraído em Moçambique, onde as reservas já comprovadas são gigantescas.
O crude pode perfeitamente descer para valores entre os 70 e 80 dólares, o que daria algum alívio ao consumidor, mas não tanto ao País. Por paradoxal que pareça, o impacto no nosso comércio externo até poderia ser negativo. Uma estabilização dos preços do crude na casa dos 80 dólares, levaria a baixar a sua factura de importação em cerca de 1.500 milhões / ano. Mas àquele nível, Angola, cujas receitas de exportação dependem em mais de 90% do petróleo, protelaria o pagamento aos seus fornecedores, coisa que já fez no passado. Isto poderá levar a uma queda abissal das nossas exportações para Angola, que este ano poderão atingir os 3.000 milhões, se mantiverem o ritmo registado no 1º trimestre.
Ou seja, a nossa exposição ao mercado angolano começa a ser assaz arriscada e, ironia do destino, susceptível de agravar a nossa balança comercial por efeito de uma descida do crude. Alternativas? China e Índia, dois mercados com uma profundidade ilimitada e situados na zona do globo que mais cresce.
Uma má solução
Ontem, na CI do BPN, Miguel Cadilhe esteve muito bem. Defendeu com vigor e lucidez as suas posições de sempre sobre a reabilitação possível do Banco em vez da nacionalização, disse, sem rebuço, o que pensava da acção de Teixeira dos santos e de Vítor Constâncio e não consentiu o habitual branqueamento em que o actual PS se especializou.
Contudo, grande parte da imprensa preferiu fazer notícia com uma opinião arrancada no final da audição sobre um facto em que Cadilhe não teve participação directa ou indirecta: as condições de reprivatização do BPN – como sabemos, Cadilhe sempre defendeu a integração na CGD e, ontem, voltou a fazê-lo. Acontece que uma solução que, para alguns (não é o meu caso) seria defensável em 2008 dificilmente seria viável em Julho de 2011, após mais de 2 anos de impasses, inércia e uma espessa dose de incompetência de gestão que degradaram inapelavelmente a marca BPN. Como hoje escreveu António Costa, no Díario Económico:
sair do euro?
Durante mais de trinta anos, a construção europeia fez-se a partir de convicções e finalidades liberais, concretamente a de que é sobre o livre-comércio que assentam a civilização, a paz e a prosperidade. Com esses objectivos, os países fundadores das três Comunidades Europeias (CECA, CEE, CEEA) e aqueles que lhes foram posteriormente aderindo procuraram estabelecer progressivamente um mercado comum nos seus países, no qual as pessoas, os capitais e os demais factores de produção pudessem circular livremente e gerassem, desse modo, desenvolvimento, prosperidade e paz. Tratando-se de um processo de integração de soberanias e sendo conhecida a sua tendencial progressividade, aqueles que o iniciaram – Monnet, Adenauer, Schuman, Spaak, Gasperi, entre outros – não ignoravam que esse caminho tinha de ser percorrido sem dirigismos, obtendo o consenso e a adesão dos cidadãos para propósitos comuns, com os quais todos viessem a ganhar algo.
Du pareil au même
Agora que o Malomil entrou em concorrência com o Público na divulgação da felicidade radiosa das novas famílias aproveito para dar conta deste workshop: Como posso engatar ou ser engatado? E ultrapassada essa questão: como ter uma aventura sexual num espaço público sem ser visto? A estas e outras questões promete dar respostas o primeiro workshop sobre engate e sexo em Portugal, esta segunda-feira à noite, em Lisboa, inserido no movimento ‘Primavera Global’. e claro para divulgar a luta dos poliamorosos que valha a verdade são discriminadissimos sobretudos pelos defensores do casamento entre homossexuais. Enfim é todo um mundo de notícias para os activistas-repórteres das nossas redacções e uma nova era que começa para os parques e jardins. Pois certamente que os actuais jardins com três pedras e dois bambus devem ser concebidos por paisagistas que não se revêem na utilização referida neste video para os arbustos e portanto desenham uns jardins tão despojados e impraticáveis que nos livram de qualquer tentação.
um homem perigoso
François Hollande, o novo messias da esquerda que acha que a austeridade é um capricho de políticos suicidas, anunciou as seguintes três vacuidades para o seu mandato presidencial: “trazer justiça para a França”, “contribuir para a paz mundial e para a preservação do planeta” e “abrir uma nova via na Europa”, constituindo esta num “novo pacto que vai ligar a redução necessária das dívidas públicas ao indispensável crescimento das economias”. Quem, no seu perfeito juízo, se atreveria a não concordar com estas quatro maravilhas, prometidas, de uma só assentada, por um único político: justiça, paz, ecologia e prosperidade? Fica somente por esclarecer como se proporá ele realizar tamanha empreitada? A partir do Eliseu, assinando decretos presidenciais que determinem o fim da crise europeia e o regresso da prosperidade? Telefonando aos senhores Samaras, Venizelos e Tsipras, e, com palavras doces e amigas, fazê-los ver a enrascada em que se estão a meter e, por consequência, a meter-nos a todos nós? Pedir ao seu putativo amigo Obama que, de braço dado com Al Gore, o profeta, o venha desinteressadamente ajudar na preservação do planeta e da paz mundial? Combinar com “son ami” Mario a engenharia financeira para despegar da troika? Muito francamente, tantas e tão boas e piedosas intenções vertidas sobre esta iluminada cabeça, só podem fazer de François Hollande um santo, um demagogo, um ingénuo ou um genuíno socialista. Em qualquer dos casos, um homem perigoso para chefiar um país.
Posse e beija-mão
François Hollande tomou hoje posse, com a habitual pompa e circunstância gaulesa, tendo logo recebido a mais alta condecoração do País, decerto como recompensa por feitos futuros. Após a cerimónia, de “requitó” para Berlim ao beija-mão à big boss Ângela, que o respeitinho é muito lindo…
Vaselina…
Economistas surpreendidos com menor quebra do PIB no 1º trimestre
Não fosse a perspectiva de mais borrasca importada – Grécia, Espanha e JP Morgan – e eu apostaria em que o PIB em 2012 não cairia mais de 2,5%. Mérito quase total dos nossos “empresários de vão-de-escada” e de Vítor Gaspar que inverteu efectivamente o sentido da política económica.
Alguma imprensa indígena e seus tautológicos repetidores de esquerda deveriam ter vergonha do miserável embuste que engendraram para tentar pressionar Miguel Relvas e o Governo. Hoje, no Parlamento, comprovou-se à saciedade que houve parra desmesurada para uva nenhuma. Uma tristeteza, sobretudo quando o País está como está, a invenção de bizantinices deste cariz.
Ofertem lá a não privatização da RTP ao homem para ver se isto acalma…
Sobre o crescimento
Efeito colateral das guerras da Impresa
«Instituto Português do Sangue tem de ser alvo de auditoria» – Os títulos do Expresso são citações sem aspas nem itálico das posições do BE que, por sinal, mostra nos últimos anos um particular interesse por este instituto.
é só esperar
Agora que começam a surgir políticos dispostos a pôr termo à austeridade imposta aos países europeus pela fúria capitalista dos mercados, com o talentoso François Hollande à frente do batalhão, é chegada a altura de decretar o fim da crise e de voltar a olhar o futuro com confiança. Cá por Portugal, o último que anunciou a morte do bicho foi o primeiro-ministro relâmpago Pedro Santana Lopes, ainda ele – o bicho – era uma criancinha comparado com o que hoje é. Entretanto, políticos miserabilistas e masoquistas, dos que gostam de perder votos e eleições a impor sacrifícios aos eleitores, transformaram-nos a vida num inferno desnecessário, quando lhes bastaria ter ouvido os sábios conselhos de Paul Krugman. Agora, com Passos vaiado sempre que põe o pé fora de casa, a Sra. Merkel a perder eleições sucessivas, o estoiro previsível da Grécia e a descida à terra do novo messias gaulês, tudo leva a crer que esses tempos nefastos acabaram e novos tempos se aproximam. É só esperar…
Boa sorte
Deve ser por acaso
«Não creio que tenham sido 10 mil os participantes na manifestação organizada pelo PCP no dia 12 de Maio no Porto, mas foram certamente muitos mais do que os escassos “indignados” que se manifestaram no mesmo dia em eventos promovidos pelo Bloco de Esquerda e respectivas organizações satélite. Daí que me pareça pertinente questionar, como é feito aqui, a deficitária atenção mediática à manifestação do PCP. Será apenas porque, na cabeça de muitos jornalistas portugueses, o Bloco de Esquerda é trendy, mas o PCP não? Ou será que há outras razões para esta insistente preferência e tentativa de promoção – contra todas as evidências – dos movimentos de “indignados”? »-pergunta-se no Insurgente. Cá por mim é por acaso. Só pode ser mesmos por acaso.
Impressões
Novo resgate em 2013
Provavelmente. Não só pelo dinheiro, mas ainda porque a “Troika” fornece uma excelente desculpa para muita coisa. Ler mais…
Todos concordam com este cartaz
Este cartaz resume todas as ideias que os portugueses, da esquerda à direita, têm sobre emprego. É o Estado que cria emprego. Depois há variantes. O Estado cria emprego contratando funcionários. O Estado cria emprego subsidiando empregos. O Estado cria emprego com políticas de emprego. O Estado cria emprego subsidiando as empresas. O Estado cria emprego incentivando o investimento. O Estado cria emprego aumentando défices. O Estado cria emprego emitindo dinheiro. E por aí fora. É por isso que todos, da esquerda à direita, ficam chocados quando o Primeiro Ministro sinaliza que não será o Estado a resolver o problema dos desempregados:
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“Estar desempregado não pode ser, para muita gente, como é ainda hoje em Portugal, um sinal negativo.
“despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida, uma livre escolha, uma mobilidade da própria sociedade”
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No fundo, os portugueses não criticaram Sócrates por ter prometido 150 mil empregos. Criticaram Sócrates por não ter cumprido.
De que é que se fazem as notícias?
Cada vez mais tenho a sensação de que o leitor necessita de ter à sua disposição uma espécie de “manual de instruções” para ler as notícias. Principalmente, os denominados “furos” ou as “manchetes”.
Numa imprensa que faz das opções editoriais, em termos político-ideológicos, um tabu; num ambiente em que, naturalmente, se finge que se é imparcial e em que se joga a parcialidade, as sensibilidades e até mesmo os interesses próprios ou de outrém através do que se publica ou edita … mas sempre representando uma espécie de imparcialidade e independência que não existem (nem tem mal nenhum que não existam, desde que se assuma ao que se vem, directa e transparentemente!), em resumo, numa imprensa assim, começamos a compreender que o que se noticia e, principalmente, a forma como se noticia, dependem de uma agenda escondida.
É frequente insinuar-se muita coisa (nos títulos ou nas “manchetes”) que depois, lendo-se a notícia, se resume a muito pouco ou nada!Porquê uma concreta manchete ou especial destaque, porquê aquela determinada notícia – quando não há nada de relevante para se dizer ou acrescentar ao que já se conhece. Porquê esta forma de intoxicação de uma opinião pública que só lê, muitas vezes, manchetes (e mal).
Styling syriza
Enquanto se espera para saber quem vai governar a Grécia ler Desemprego seletivo na Grécia socialistizada no Portugal Profundo. Ou ver esta reportagem. Ou recordar esta outra.Não sei se não seria melhor para todos nós e sobretudo para os gregos deixar o Syriza governar. Mas algo me diz que os próprios também não estão muito interessados. Pelo menos se forem semelhantes aos nossos radicais de esquerda que levam dias a garantir que vai ter lugar o grande levantamento das massas na manifestação da Primavera Global, que na versão “rebelde”adoram eventos como o stockmarket-verao-2012 e respectivos descontos de 50 a 80 por cento e depois escrevem sobre o horror do povinho zombie a correr para o Pingo Doce e sobre a nefanda Merkel e as suas responsabilidads na crise grega.
Uma ideia simples
Défices são impostos futuros. Vivemos hoje no futuro dos défices passados.
Esta pergunta é deliberadamente provocatória. Mas coloco-a sem hesitação: há demasiado tempo que, na Europa, se julga poder resolver problemas escondendo-os debaixo do tapete, como uma dona de casa desleixada. Esta semana deu-nos alguns exemplos eloquentes de como a desagregação é um cenário que deixou de ser impossível.
Ao contrário das expectativas, a eleição mais importante do passado domingo não foi a francesa (e a correspondente vitória de François Hollande), mas a grega (e a surpreende implosão do sistema partidário). O impasse que se está a viver em Atenas, onde os partidos não parecem capazes de chegar ao mais pequeno acordo e todos se preparam para novas eleições em Junho, é tal que, em Bruxelas, houve quem tentasse bloquear mais uma tranche do empréstimo internacional que deveria ter sido entregue ontem. Entretanto, os políticos locais entretêm-se em jogos florais destinados a garantir-lhes a melhor posição de partida para a inevitável repetição das eleições e, lendo a imprensa ateniense, era possível descobrir que um dos temas em discussão nos encontros que, quarta-feira, o líder da esquerda radical teve com alguns dos outros partidos políticos foi a momentosa questão do nome da antiga república jugoslava da Macedónia. À mesma hora, os mercados reforçavam a aposta no que todos sussurram, mas poucos assumem: a Grécia vai sair do euro. Ninguém sabe o que acontecerá a seguir.
Ler mais…
Dos «estudos»:
Ontem quase todos os orgãos de informação deram eco – em jeito de pé-de-microfone, sem qualquer capacidade de escrutínio ou contraditório – , a um «estudo» realizado por uma equipe do ISCTE sob encomenda da APEL sobre o efeitos das «cópias ilegais». Como era de esperar agitam-se muitos milhões de euros «perdidos», muita «ilegalidade», mas que não passa de uma manobra de pressão sobre o legislador para que este adopte medidas ainda mais restritivas em defesa dos editores e dos negociantes de direitos de autor com prejuízo do consumidor/utilizador.
Aliás, pronta e eficazmente esse estudo foi demolido quanto a várias dos seus aspectos, por confundir regularmente ilegal com o que é legal, demonstrando uma crassa ignorância da lei e da realidade:
