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Como cortar impostos

12 Maio, 2012

Há uma forma de baixar os impostos. Baixar os impostos implica não apenas cortar os impostos este ano mas assegurar que não será necessário aumentá-los de novo no futuro. Ou seja, tem que se baixar os impostos reduzindo o endividamento. Se o endividamento continuar a aumentar é mais que certo que os impostos aumentarão no futuro, mesmo que sejam temporariamente cortados agora. A forma de reduzir o endividamento é ter défice zero e esperar que a inflação o reduza. Só se consegue défice zero sem aumentar impostos cortando na despesa. Como 60& a 70% da despesa são salários e pensões, é aí que se tem que cortar. Portanto, corta-se impostos em, digamos, 3 mil milhões de euros, como o défice esperado para o fim do ano é uns 8 mil milhões, há que cortar 11 mil milhões em despesa, dos quais pelo menos 6,6 mil milhões são salários e pensões. Depois é só pensar num plano para evitar que o Siryza cá do sítio não ganhe as próximas eleições.

Insuportável… disse ele

11 Maio, 2012

Pedro Passos Coelho proclamou que “A CARGA FISCAL É INSUPORTÁVEL”.
Ou isto é uma pieguice ou, se é verdade que assim pensa, a Passos Coelho só lhe restam duas alternativas: ou despedir o Ministro das Finanças, ou demitir … o Primeiro-Ministro.

Se bem percebo o SIED transforma em relatórios secretos o clipping

11 Maio, 2012

«Relatórios secretos sobre oportunidades de negócios na América Latina e África terão sido enviados a Silva Carvalho por duas dirigentes do SIED, uma das quais liderou os inquéritos internos sobre as fugas de dados para a Ongoing. A denúncia foi feita ao DIAP, que viu “consistência” na informação.»  — Não percebo. O SIED investiga oportunidades de negócios? Para quê ou para quem? Como não é suposto que o SIED faça investimentos essa informação sobre oportunidades de investimento destina-se a quê? E os relatórios são secretos por alma de quem? Então o Programa de Segurança Económica (PSE) criado pelo SIS passou à clandestinidade? Se as coisas forem assim como os jornais de hoje a contam o problema não resulta do SIED ter passado informação à ONGOING mas sim de não a ter partilhado com outras empresas ou de ter privilegiado a ONGOIG.  Se bem percebo o SIED transforma em relatórios secretos o clipping

Crescimento IV

11 Maio, 2012

Papel da dívida no crescimento:

1. Um país pode crescer temporariamente, e até artificialmente, graças à entrada de dinheiro proveniente de endividamento, mesmo que esse dinheiro sirva para fazer estádios de futebol ou auto-estradas “lá vai um”. O aumento de actividade por causa da injecção de dinheiro no país fará aumentar o produto interno, embora tudo volte ao normal poucos anos depois se o investimento não aumentar a capacidade produtiva do país.

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2. À medida que um país se endivida, o custo da dívida tende aumentar, sobretudo quando os níveis de endividamento atingem um peso na economia muito elevado. Isto porque os credores passam a temer que o país em causa não consiga pagar as suas dívidas.

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3. À medida que se fazem mais e mais investimentos, o retorno desses investimentos diminuiu. Isto acontece porque os países tendem a investir primeiro nos investimentos de maior retorno. A primeira auto-estrada Porto-Lisboa tem um retorno maior que a terceira.

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4. Como o custo dos empréstimos tende a aumentar e o retorno do investimento tende a diminuir à medida que o tempo passa, há um ponto a partir do qual o custo do empréstimo supera o retorno do investimento. Este ponto foi atingido em Portugal há já algum tempo.

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5. É hoje mais rentável pagar dívida (recomprando-a no mercado secundário) do que investir no que quer que seja. A recompra de dívida a 10 anos tem um retorno de mais de 10% ao ano. Não há nenhum investimento público que possa ter essa rentabilidade de imediato.

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6. É por isto, grosso modo, que a austeridade é a melhor política. Não há melhor investimento do que pagar dívida.

Rui Rio vem para Lisboa

11 Maio, 2012

Alguém pode enfiar Rui Rio no Alfa pendular e mandá-lo para a CML por uma semana? É que nós aqui no   BLASFÉMIAS não percebemos como é possível que  a vereadora Roseta queira desalojar os ocupas e os jornalistas dêem a desocupação como inevitável. Então o projecto alternativo? E as ideias que não podem ser desalojadas? Nós estamos solidários com os ocupas do edifício da Câmara de Lisboa onde funcionava a ILGA e também com a ILGA cuja delegação foi inundada pelos ocupas e por isso pensamos solicitar à vereadora Helena Roseta  um espaço para desenvolver um projecto alternativo. Cozinhamos grão de bico com soja. Damos aulas de ioga. Fazemos uma biblioteca. … Enfim o costume. E claro manifestamos a nossa solidariedade com a ILGA e com os ocupas. Mas parece-nos que tudo isto só terá cobertura mediática caso na CML deixem de estar Helena Roseta e António Costa e se instale Rui Rio.  No dia seguinte e cumprindo uma velha tradição a ex-vereadora Roseta encabeça uma manifestação a favor dos ocupas e da Ilga e já agora dos blasfemos que coitadinhos também são gente; Rui Rio faz de bronco autoritário da direita e António Costa passa entre os abençoados pingos da chuva.

É preciso normalizar o sistema

11 Maio, 2012

«CGTP alerta ministra para processos de falência que se arrastam há décadas nos tribunais (…) “É preciso normalizar o sistema”, disse Arménio Carlos, que anteviu que, dentro de um mês, os serviços jurídicos da CGTP estarão em condições de entregar a lista dos processos mais atrasados a Paula Teixeira da Cruz.» Há qualquer coisa que não percebo nesta notícia: a CGTP reúne com a  ministra para denunciar os processos de falência que se arrastam há décadas nos tribunais e depois prevê demorar um mês para conseguir entregar a lista dos processos mais atrasados a Paula Teixeira da Cruz? Então a CGTP não levou esses dados para a reunião? E vai demorar um mês a coligi-los? À semelhança dos tribunais os serviços jurídicos da CGTP trabalham a um ritmo lá deles. Como diz Arménio Carlos é preciso normalizar o sistema.

Caneco!

10 Maio, 2012

«Secretas. Primeiro-ministro não pode divulgar informações secretas a particulares»(*)

À atenção das escolas de jornalismo: um bom exemplo de não-notícia e de manipulação.

Não-notícia – Apenas o inverso do titulado é que seria notícia (a menos que a ignorância e falta de senso comum leve a a autora a pressupor que normalmente «informações secretas» possam ser passadas a particulares e portanto seria notícia «descobrir-se» agora que afinal haveria uma «restrição»..).

Manipulação: Lê-se o titulo, lê-se a notícia e fica dificil de descortinar qual a relação entre as duas coisas. Não ficava bem – e até provavelmente a autora sentiria que não seria notícia, (pelo ridículo) titular «Agentes secretos não podem passar informações a particulares».

Assim, pretendeu-se colar o nome do PM bem juntinho a esta frase, dando a entender haver alguma relação: «É o Ministério Público que o esclarece no despacho de acusação relativo ao processo...». Evidentemente é mentira. Duplamente. O despacho não esclarece coisa nenhuma. Simplesmente enuncia um facto normal e óbvio para todos (excepto jornalista) como base de partida da acusação que realiza sobre aqueles arguidos. É mentira ainda que o despacho «esclareça» o que quer seja sobre o que o PM pode ou não fazer. O título transmite intencionalmente a ideia, falsa e manipuladora de que o pm de alguma forma estaria envolvido no caso.

Façam copy/paste, mudem as datas e ponham cá fora o novo génesis

10 Maio, 2012

Não percebo o frenesi com a criação de uma estratégia para o crescimento. As hemerotecas estão cheias de longos e simpáticos artigos sobre as maravilhosas estratégias para o crescimento decididas pelos governos. Basta procuar um pouco, fazer os indispensáveis acertos e podem reaproveitar um desses documentos. Lembram-se da Estratégia de Lisboa e daquela Conselho Europeu de 2000 que no seu ponto 3. dizia isto: 3. Abrem-se neste momento à União as melhores perspectivas macroeconómicas desde há uma geração. Em resultado de uma política monetária orientada para a estabilidade e apoiada por políticas orçamentais sólidas num contexto de moderação salarial, a inflação e as taxas de juros estão baixas, os défices do sector público foram consideravelmente reduzidos e a balança de pagamentos da UE encontra-se numa situação sólida. A introdução do euro foi coroada de êxito e está a trazer os benefícios esperados para a economia europeia. O mercado interno já se encontra amplamente realizado e está a produzir benefícios palpáveis tanto para os consumidores como para as empresas. O futuro alargamento criará novas oportunidades para o crescimento e o emprego. A União dispõe em geral de uma mão-de-obra com boa formação, bem como de sistemas de protecção social capazes de proporcionar, para além do seu valor intrínseco, o enquadramento estável necessário para gerir as transformações estruturais inerentes à evolução no sentido de uma sociedade baseada no conhecimento. Verificou-se uma retoma do crescimento e da criação de emprego.

Os jornais de 200o estão cheios de artigos sobre os resultados dessa extraordinária Estratégia de Lisboa. Escrevia-se como se os resulados anunciados estivessem já a acontecer: «finda a presidência portuguesa, a União Europeia encontra-se dotada de:- uma política para a sociedade da informação centrada na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, com aplicações concretas na educação, nos serviços públicos, no comércio electrónico, na saúde, na gestão das cidades; uma ambição não só em relação às redes avançadas de telecomunicações e à democratização do acesso à Internet, mas também à produção de conteúdos que valorizem o património cultural e científico europeu;- uma política de I&D [investigação e desenvolvimento] que desmultiplica o actual programa comunitário com a coordenação das próprias políticas nacionais em redes europeias de investigação e inovação;- uma política de empresa que vai também para além do actual programa comunitário, coordenando as políticas nacionais nas várias condições envolventes que podem estimular a iniciativa empresarial, desde a simplificação administrativa ao acesso ao capital de risco ou a formação de gestores;- reformas económicas centradas na criação de potencial de crescimento e de inovação, dinamizando os mercados de capitais para apoiarem os investimentos de futuro, completando o mercado interno europeu com uma liberalização de sectores de base, com respeito do serviço público próprio do modelo europeu;- políticas macroeconómicas que, para além de manterem a já adquirida estabilidade macroeconómica, estimulem o crescimento, o emprego e a mudança estrutural, dando maior prioridade ao investimento em educação, formação, investigação e inovação;- uma renovação do modelo social europeu tendo por linhas de força um maior investimento nas pessoas, a activação das políticas sociais, a par de um combate reforçado às novas e velhas formas de exclusão social; » –anunciava/confirmava em 2000 Maria João Rodrigues consultora especial do primeiro-ministro, responsável pela cimeira de Lisboa, nas páginas de o PÚBLICO. Os mesmos que nos trouxeram a este abismo com charadas destas reivindicam agora mais uma estratégia para o crescimento. Nada mais simples: faça-se copy/paste disto, mudam-se as fotos e divulga-se pelos media. Durante dias ouvem-se foguetes. Enfim é uma renovação da esperança, um novo cliclo, uma onda de mudança… Daqui a dez anos estaremos noutra crise mas podem estar descansados porque ninguém lhes vai perguntar porque falharam. Antes pelo contrário os jornalistas vão partilhar do seu entusiamos por mais um génesis do crescimento.

Ó heresia, ó blasfémia..

9 Maio, 2012

Vitória de Hollande não muda políticas de Passos e Rajoy – Tendo em conta que Hollande não foi a votos nem em Portugal nem em Espanha cabe perguntar se o autor deste título acha que os vencedores das eleições deste país deveriam mudar as suas políticas apenas porque Hollande é a nova esperança da esquerda?

Obs. A imprensa pode deixar de chamar ibéricas a estas cimeiras? Em primeiro lugar a cimeira é luso-espanhola e não ibérica. Em segundo o uso do termo ibérico serve a Espanha para escamotear a questão autonómica mas para Portugal é uma péssima opção. Portugal é um estado  não é mais uma autonomia de Espanha.

Obviedades políticas

9 Maio, 2012
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Bem sei que o esforço mediático e político de imposição de uma data certa para a reposição dos subsídios não passa de uma tentativa de armadilhar o Governo, colocando-lhe amarras de exactidão falaciosa num momento em que as incertezas sobre o futuro ainda predominam em qualquer pessoa de boa fé. Contudo, já começa a cansar a catadupa de datas e contra-datas que são avançadas para o efeito. É tempo de os responsáveis governativos saírem de este nó quase-górdio em que se enfiaram.
Do mesmo modo, espero que não se repitam episódios como o de hoje, em que a Comissão Europeia, ainda que após pedido ulterior, recebe dados mais acrescidos do que o Parlamento quanto ao desemprego. Para além dos entorses institucionais, convém relembrar o óbvio: temos de ser e parecer sérios! Os portugueses só estão a aceitar os actuais sacrifícios porque aquilatam este Governo e esta maioria em níveis de honestidade muito distintos dos do Governo Sócrates e do actual PS. Para evitar uma derrapagem política é imprescindível manter esta separação higiénica de percepções…

Um conselho

9 Maio, 2012

Passem por aqui que vão trazer muito que contar.

Mais cedo do que se imaginava, aí está o pretexto do costume…

9 Maio, 2012
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Auditoria às contas pode mudar previsões de Holland

E não se diga que falhou as promessas! Ele bem queria, mas com aquela pesada herança…

Vamos pagar estas barragens para quê?

8 Maio, 2012
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Vale a pena ver esta reportagem da TVI. Nem tudo nela está correcto, mas ficam algumas perguntas pertinentes. Sobretudo não se percebe por que vamos gastar tanto dinheiro em barragens que se podem transformar numa espécie de novas scuts.

O regresso episódico dos preços tabelados (II)

8 Maio, 2012
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Por acaso o tipo está com sorte e a medida populista até lhe vai correr bem. Como o petróleo está e irá continuar a baixar, fixar o preço dos combustíveis vai permitir-lhe arrecadar uma receita extra no ISP que depois, à boa maneira socialista, lhe servirá para comprar mais alguns votos. Entretanto o consumidor, que poderia ter combustíveis mais baratos, continuará a pagá-los caros. Mas claro que isso é de longe preferível à malfadada liberalização de preços…

Felizmente que Hollande ficará por aqui e todas as restantes promessas demagógicas da campanha (vg., reforma aos 60 e admissão de dezenas de milhares para a função pública) terão, a breve prazo, o mesmo destino que o “socialismo” de Soares: a gaveta. Pago para ver as qualidades deste apparatchik, mas admito que dificilmente igualará a debilidade mental de Sarkhozy.

Daí que aposte em que o duo Merklande funcionará bem melhor que o Merkhozy. A bem da austeridade e do consequente crescimento sustentado.

Sondagem

8 Maio, 2012

O regresso episódico dos preços tabelados

8 Maio, 2012

François Hollande bloqueia preço dos combustíveis
A primeira medida no novo Governo socialista que será formado na próxima semana será o bloqueio do preço da gasolina por um período de três meses.

E é isto. Hollande precisa de ganhar as legislativas e nada melhor do que congelar o preço dos combustíveis durante a campanha eleitoral. Isto tem o potencial de correr muito mal. Se durante o período de congelamento o preço do petróleo subir o governo francês terá duas alternativas, ou assume uma redução permanente de impostos sobre os combustíveis (tendo que os aumentar noutro lado) ou aceita um aumento brusco do preço dos combustíveis. E é assim o novo Obama.

Uma estratégia que pode sair furada

8 Maio, 2012

Ocupar o espaço do BE.

Procurar criar uma onda mobilizadora.

Usar a força sindical do PCP para desgastar o governo

Criar um inimigo externo e apresentar os adversários internos como instrumentos desse  inimigo externo

e a desmesura do costume

… percebe-se a estratégia mas há duas coisas que o entrevistado  subestima:  uma delas é Passos Coelho. Não creio que seja fácil a António José Seguro ou mesmo o super-protegido pela imprensa António Costa enfrentarem-no em eleições. A outra é o poder da pergunta: e se rompermos com a troika quem garante o Estado paga?

Elites com menos juízo que o povo

8 Maio, 2012

Mário Soares: “A obrigação do PS ser fiel ao acordo da troika chegou ao fim”

Ontem Fátima Compos Ferreira dizia que o país precisava de um novo élan, Carlos Zorrinho falava num plano europeu de crescimento baseado em energias renováveis e António Capucho dizia que Portugal já fez muito pelas contas públicas e é altura de relaxar a austeridade. Enquanto o povo, mal ou bem, se vai adaptando à nova realidade são as elites que não conseguem desmamar de um modelo de sociedade feito de facilidades. A única estratégia que conhecem e com a qual se sentem bem é a da cigarra.

Os títulos que falam por si

8 Maio, 2012

1) Trabalhadores entregam queixa contra a empresa que detém o Pingo Doce   Na verdade quem apresentou a queixa foi o Sindicato do Comércio o que é muito diferente de trabalhadores. Depois o  Sindicato do Comércio  aqui designado por trabalhadores que a 1 de Maio pedia reuniões ao ministro da Economia, ao diretor geral da ASAE, à Confederação do Comércio e à Autoridade da Concorrência para denunciar a campanha de promoções do Pingo Doce vem agora apresentar queixa porque nem todos os trabalhadores do Pingo Doce foram beneficiados por essa promoção. Donde nos próximos dias teremos o Sindicato do Comércio identificado como trabalhadores perorando às segundas, quartas e sextas contra a desregulação das promoções e às terças, quintas e sábados denunciando a discriminação no acesso às promoções. Ao domingo vão às compras ao hiper mais próximo. E os títulos garantirão que os trabalhadores estão contra o Pingo Doce.

2) Gregos mostram cartão vermelho aos partidos no centro e apoiam os que se opõem à austeridade alemã  Ontem na TVI tentei referir esta ideia que de repente se instalou:  a austeridade é uma imposição da Alemanha e que aquilo que nos separa da abundância é apenas a teimosia de Merkel. (A isto junta-se a megalomania da esquerda que em qualquer vitória vê um virar de página como agora sucede com o resultado das eleições francesas. Já alguém imaginou o ridículo que se abateriam sobre o PSD ou o PP se entrassem em similar estado de euforia com a vitória do PP espanhol?) Transformar as eleições a um referendo a Merkel é uma estratégia que vai dando títulos como este  Votações europeias põem Merkel em xeque  em que como o   31 da Armada explica perderam mas ganharam

Mais um ataque ao 1º de Maio

7 Maio, 2012

Funcionários do Pingo Doce pagos a 500%

Os funcionários das lojas Pingo Doce que trabalharam no feriado do dia 1 de maio serão pagos a 500%, apurou a VISÃO junto de fonte sindical. Está ainda por esclarecer se esse pagamento extraordinário será integralmente feito em dinheiro ou se inclui uma parte em tempo de descanso, como previsto no contrato coletivo de trabalho do grupo Jerónimo Martins, proprietário da marca.

Mais tempo e menos austeridade

7 Maio, 2012

Na sequência da vitória de Hollande, o governo prepara já algumas mudanças. Teremos mais tempo para ajustar e menos austeridade. Plano de ajuda terá metas menos ambiciosas e será prolongado por mais 2 anos. Portugal receberá nesses 2 anos uma ajuda adicional de 50 mil milhões de euros. Esta medida atrasará em 2 anos a reposição dos subsídios da Função Pública. Só lá para 2020 é que serão repostos. Parabéns aos portugueses por esta vitória sobre as forças austeritárias.

Vitor Gaspar é alemão…

7 Maio, 2012
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Segundo Boaventura Sousa Santos,  “o nosso ministro das Finanças, Vítor Gaspar, tem passaporte português mas é alemão. Foi criado pelos alemães, foi educado por eles no Banco Central Europeu. Este homem vê o mundo pelos olhos da Alemanha”.

Tal e qual!

Como Boaventura, que também tem passaporte português, mas é, seguramente, cubano (boliviano, venezuelano, etc., etc.)

Descubra as diferenças entre estas duas vitórias

7 Maio, 2012

Obs. Por mim acho que esta diferença ou como diria o PÚBLICO discriminação em relação a Rajoy se deve não a questões políticas mas sim ao facto de Hollande ser mais bonito. Só pode.

Partidos contra a austeridade vencem na Grécia

7 Maio, 2012

Partidos que ganharam as eleições querem voltar ao dracma. Infelizmente nenhum deles tem alguma noção de como é que funciona um banco central. É como se o Louçã, depois de vencer as eleições, formasse coligação com o PCP, Garcia Pereira e o PNR liderado pelo Mário Machado e nomeasse o Daniel Oliveira para governador do Banco de Portugal e a Carmelinda Pereira para ministra das finanças. No dia seguinte eles tentavam emitir escudos com a ajuda do grupo de artes do movimento Es.Col.A.

Impressões

6 Maio, 2012
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1º de Maio

Menos de 24 horas após o seu início, a luta entre o consumismo e o comunismo acabou. O consumismo ganhou. (com uma vénia a Heilbroner) Ler mais…

França: aceitam-se apostas

6 Maio, 2012
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François Hollande vai mandar desde já às malvas todas as suas promessas e manter a estabilidade do eixo Paris-Berlim, ou optará pelo populismo da redução das reformas para os 60 anos e aumento do funcionalismo público, arriscando-se a uma duplicação das taxas de juro da dívida francesa em poucos meses? Aposto na 1ª hipótese.

Boas notícias

6 Maio, 2012

Em França ganhou o crescimento (começa logo amanhã). Na Grécia o Dracma está à beira da maioria absoluta.

Peso da agricultura numa economia moderna

6 Maio, 2012

Agricultura: 1.2%

Indústria: 22.1%

Serviços: 76.7%

Bem-vindos ao mundo moderno

6 Maio, 2012

Os portugueses ficaram surpreendidos quando descobriram que numa economia moderna o valor acrescentado da distribuição é muitas vezes superior ao da produção. Mas é fácil perceber porquê: produzir uma alface é mais fácil do que colocar uma alface onde eu a quero comprar, com o aspecto que eu quero, no dia e na hora a que eu quero e a um preço que eu esteja disposto a pagar.

A República fiscal

6 Maio, 2012

Mas porque se insiste em tentar que estas criaturas fiquem detidas por causa disto ou disto? Por favor peçam-lhes a declaração do IRS: Mentir no IRS vai passar a dar prisão

Esquerda unida jamais será vencida

5 Maio, 2012

A luta de classes está ao rubro, mas os defensores do proletariado produtor  estão unidos contra a classe exploradora de distribuidores:

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BE quer acabar com ‘a ditadura da grande distribuição’
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Pingo Doce: Ministra da Agricultura admite necessidade de legislar contratos com produtores

Uma lóbista no governo II

5 Maio, 2012

Manuel Castelo-Branco tenta justificar o trabalho de lóbi de Assunção Cristas alegando que ao longo de 20 anos os produtores não foram capazes de se modernizar. Chegaram aqui sem capacidade negocial, sem capacidade de impor marcas, sem capacidade de criar canais de distriibuição alternativos, sem capacidade de diferenciar produtos, criar marcar ou de conseguir escala. Enquanto isso, os distriibuidores souberam ganhar escala, modernizaram as operações e os métodos de gestão, internacionalizaram-se e criaram marcas próprias. Por tudo isto, o Manuel Castelo-Branco acha que o governo deve intervir para beneficiar os produtores (que não se modernizaram e não inovaram) e penalizar os distribuidores (que souberam inovar). O governo tem que intervir porque o resultado do jogo de mercado penalizou quem não se adaptou à realidade.

deng xiao ping não vai aos saldos do pingo doce

5 Maio, 2012
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Tenho grande admiração histórica pelas reformas económicas e sociais promovidas por Deng Xiao Ping, apesar de Tiananmen. Se hoje a China e os chineses (e, em parte, todos nós, no Ocidente, graças a eles) vivem melhor do que no paraíso comunista de Mao e no feudalismo ainda recente do Império do Meio devem-no à clarividência e à coragem de um homem que, apesar de vítima da Revolução Cultural, não se imaginava que pudesse encaminhar a China no sentido da iniciativa e da responsabilidade individual, da liberdade de comércio, da propriedade privada e do lucro, no fim de contas, dos valores estruturantes do capitalismo e da nossa civilização ocidental. Mas, a verdade é que, contra todas as expectativas, Deng Xiao Ping o fez. Apesar de Tiananmen, repita-se.

Pois, sendo eu um admirador da obra de Deng (sobre quem conto escrever mais desenvolvidamente por um destes dias), sempre que faço o elogio do capitalismo (selvagem, naturalmente) nunca me atiram com o «carrasco de Tiananmen» às faces. Em contrapartida, o General Augusto Pinochet não falha uma. Agora, até nesta ridícula polémica sobre as promoções do Pingo Doce e de Soares dos Santos (sim, o homem gozou com as vacas sagradas do regime, e depois?…), o Generalíssimo marcou presença, entrando, desta vez, não pelos canais habituais da extrema-esquerda, mas da direita civilizada-e-não-liberal-radical-e-moderadíssima. Ele há dias felizes!

Uma lóbista no governo

5 Maio, 2012

Assunção Cristas prossegue o seu trabalho de lóbi junto do governo, defendendo o interesse dos produtores agrícolas contra o resto da população. Todas as intervenções sobre a grande distribuição apontam no mesmo sentido. Assunção Cristas quer interferir nos contratos livremente estabelicdos no mercado para favorecer os produtores portugueses perante os distribuidores. Para isso ameaça com novas taxas e nova legislação. A intenção pode nem ser aplicar as taxas e a legislação mas forçar cedências da parte dos distribuidores. Pouco adianta ao resto do governo andar a falar em libertar a economia do peso do Estado e da burocracia. Tempo perdido. Ninguém acredita. Note-se que Assunção Cristas controla várias questões cruciais para a reforma da eonomia portuguesa: agricultura, pescas, rendas de casa e uma série empresas e institutos inúteis. Em todos eles Cristas é uma força conservadora que impede ou retarda as reformas necessárias.

Leituras: (em qualquer caso, com aqueles 2, a França está sempre lixada)

5 Maio, 2012

«En contra de todos los sondeos, el politólogo de la universidad París II predice una victoria ajustada del presidente francés por el 50,2% frente a un 49,8% de Hollande» (*) (via Pedro Adão e Silva no twitter)

Então vamos lá trocar umas ideias sobre crescimento

5 Maio, 2012
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Lendo os jornais e vendo as televisões, fica-se sem dúvidas: em Portugal, e na Europa, há dois tipos de políticos. Uns são pela austeridade. Os outros são pelo “crescimento e pelo emprego”. Não é dito, mas está subentendido, que os primeiros devem ser ou sádicos (gostam de fazer mal às pessoas) ou masoquistas (gostam de perder eleições). Os outros, naturalmente, não só são intrinsecamente bons, como visionários. Esta dicotomia devia ser demasiado ridícula para ser levada a sério, mas a verdade é que é. Chega-se até ao ponto de justificar esta estranha situação por Angela Merkel (a alma danada por detrás de tudo o que de mal nos acontece) ter nascido na Alemanha “do Leste” e, pecado ainda maior, ser “protestante”. Não têm de resto faltado comentadores e outras figures ilustres a desfilar pelas televisões para nos ungirem com tão douta explicação.

Nada disto faz sentido – mais exactamente, nada disto faz sentido a não ser como propaganda muito primária. Nenhum político com um mínimo de sentido de sobrevivência prefere a austeridade ao crescimento. O que existe, isso sim, são diferentes visões sobre como estimular o crescimento da economia. E era por aí que as discussões deviam começar.

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Vão para o raio que os parta

5 Maio, 2012

Não os posso ouvir falar do povo. Do povo que eles dizem ignorante, boçal e pouco culto. Vão para o raio que os parta. Levaram o século XX a sonhar com aquilo que o povo devia fazer. Se fosse culto, se fosse educado, se fosse qualquer coisa que passava inevitavelmente por ser o que eles queriam. Eles mandaram o povo ser monárquico e depois republicano. Depois começaram a lutar entre si e escavacaram ainda mais a vida do povo. Levaram anos e anos em golpes e contra golpes que acabavam inevitavelmente com eles a abraçarem-se uns aos aos outros e a gritar Viva a República.  O país empobrecia e o povo emigrava e eles achavam que o povo devia ficar a labutar nas suas courelas para ajudar o país. Das Europas e das Américas o povo mandava remessas que equilibravam as contas do país mas eles tinham vergonha desse povo emigrante que eles diziam e dizem  não percebe nada de política e cometeu o pecado capital de querer viver melhor pelos seus meios e não graças à aplicação do decálogo do momento das élites do seu país. O povo ia rezar a Fátima e eles tremiam de horror porque o povo não devia rezar. Ou não devia rezar ali mas sim ficar a reflectir nos seus centros católicos sobre a superioridade moral das encíclicas papais. Eles mandaram os filhos do povo para a Flandres e para África e depois disseram-lhes que tudo tinha sido um engano. O povo pegou nas coisas e apenas deixou por essas terras os cadáveres dos filhos do povo que por lá tinham morrido. Quando chegaram encontraram no poder a maior parte daqueles que anos e meses antes lhes falavam de dever e da pátria.  A única diferença entre o momento da partida e o da chegada é que os militares tinham sido promovidos.  O povo quis televisão e praia e eles ficaram horrorizados com a falta de tipicismo das aldeias e quiseram banir o turismo de massas. O povo trocou as feiras pelos supermercados e eles que antes não suportavam as romarias populares passaram a defender os tempos em que o povo trocava galinhas por tecidos na feira da vila. O povo sentou-se à mesa dos restaurantes e eles quiseram proibir as cadeias de comida barata enquanto enfastiados se abasteciam nas lojas gourmet. O povo não larga o carro e eles sentados nos seus topos de gama e nas suas bicicletas que custam uma fortuna desataram a diabolizar o automóvel e anunciaram o fim do mundo como resultado das alterações climáticas. Eles quiseram que fossemos um estado corporativo e o povo viveu com os grémios. Depois os grémios passaram a cooperativas e o povo continuou a suportar-lhe os regulamentos. Eles disseram que o país estava orgulhosamente só e depois, às vezes os mesmos, garantiram-lhe que estava orgulhosamente acompanhado e que o povo se devia orgulhar por isso. E o povo orgulhou-se. Do Estado Novo ao socialismo à portuguesa do PREC eles disseram ao povo que Portugal era uma excepção e o povo suportou os custos dessa excepcionalidade.  Eles disseram que lhes deram casas – quem as terá pago? – através duma fundação chamada Salazar em bairros que depois passaram a ser 25 de Abril  e o povo continuou a bater palmas aos senhores que diziam que lhes davam casas. E eles contentes diziam que ainda iam dar mais. Volta e meia dizem ao povo que o país está em crise. Nunca por culpa deles mas sim por culpa do mundo e sobretudo por culpa do povo. Que trabalha pouco, gasta muito, é pouco culto e não tem formação. E o povo a quem apresentaram como uma conquista sua a legislação laboral, a quem disseram que poupar era coisa do passado e que paga e frequenta obrigatoriamente uma escola que o deveria fazer mais culto cerra os dentes e dispõe-se a trabalhar mais, ganhar menos, pagar mais impostos e fazer mais um sacrifício em nome do país. E todos os dias mas todos sem excepção lá estão eles a dizer mal do povo. Porque o povo não faz a revolução. Porque o povo ri. Porque o povo é alienado. Porque o povo quer comprar mais e pagar menos. Porque o povo…   Não acredito na bondade natural do povo mas tenho a certeza que a nossa vida teria sido bem pior caso o povo tivesse cumprido os sonhos das suas élites.

“One Shot”: Saldos e bolas fora…*

5 Maio, 2012
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O “Pingo Doce” resolveu assinalar o feriado do 1º de Maio com uma acção de “marketing”, dita “one – shot”. Uma mega promoção de um dia só que provocou uma mega correria às lojas daquele supermercado do Grupo Jerónimo Martins. Vou deixar de lado as questões técnico-jurídicas que, eventualmente, possam envolver-se naquela acção. (…) Concentremo-nos em algumas notas de observação de carácter político:

Continua aqui.

* Grande Porto, 04.05.12.

não tem limites

4 Maio, 2012
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A insolência aristocrática da esquerda, a fazer lembrar a célebre tirada da malograda Maria Antonieta quando mandou a populaça, neste caso os “zombies”, comer brioches para matar a fome. Leia-se, a propósito, este excelente post do Rui Botelho Rodrigues.

Vale a pena

4 Maio, 2012
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Hoje, ao fim da tarde, moderei com a Graça Franco um debate na Universidade Católica com o ministro Vitor Gaspar. Organizado pelo Instituto de Estudos Políticos e pela Renascença, teve como comentadores o André Azevedo Alves e o João Pereira Coutinho. E um auditório cheio. Sou parte interessada, mas quem quiser ouvir o debate, que foi muito interessante, pode fazê-lo através do site de Renascença, aqui