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Carta aberta aos britânicos e outros súbditos da Rainha do Reino Unido

18 Novembro, 2016

Súbditos da Sua Alteza Real, Elizabete II, a Rainha do Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Jamaica, Barbados Granada, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão, Tuvalu, Santa Lucia, São Vicente e Granadinas, Belize, Antígua e Barbuda, São Cristóvão e Nevis e Chefe da Commonwealth,

Venho, por este meio, pedir desculpa pelo comportamento inadequado do nosso presidente da república perante a vossa rainha. Quando o escolhemos para o cargo tomamos em consideração todas as alternativas. Sabíamos que os candidatos sofriam de perturbações mentais graves, por isso optamos pelo que nos pareceu capaz de comer com faca e garfo e com a boca fechada durante grande parte do tempo. A função do presidente da república de Portugal é a de legitimar os bananas do governo e fazer cumprir a constituição da república, um documento iterativo que vai sendo interpretado como aparentar conveniente num dado momento pelo colectivo de juízes que os partidos nomeiam (com a excepção de três, que são nomeados pelos próprios, que quando mija um português mijam logo dois ou três), daí que não seja importante escolher alguém que se saiba comportar.

Compreendo que estejam habituados a um sistema de ordenamento político diferente e que esperem encontrar chefes de estado que acumulam com palhaços apenas quando oriundos de países totalitários e notoriamente despóticos. No nosso caso é diferente: não é uma ditadura de indivíduos com fato de treino, é uma oligarquia judicial abençoada pelos grupos de comunicação social e pela apetência do português para o papel de corno.

O nosso presidente gosta de contar histórias que o incluam, como menino deslumbrado que ainda é, pronto para a selfie de ocasião e rendido aos afectos que tanto agradam aos progressistas, aqueles que não julgam o pecado e sim o pecador, para usar conceitos bíblicos de fácil compreensão. Se tivessem que escolher entre as alternativas com que nos confrontamos, talvez tivessem escolhido o candidato Tino de Rans, um calceteiro que seria ideal para o cargo não fossem os maus dentes. Anteriormente caímos no erro de eleger uma pessoa que comia Bolo-Rei com a boca aberta e juramos que não repetiríamos a dose.

Peço desculpa em meu nome e do das pessoas que se revêm na necessidade de explicar as tristes figuras do nosso presidente no estrangeiro. Por favor, não nos bombardeiem: já temos problemas de sobra com o badocha do primeiro-ministro que come hambúrgueres na boda do seu próprio casamento.

Respeitosamente,

VC

O tabu

17 Novembro, 2016

Há umas almas que gostam de levar pancada. Há outras que gostam de dar. Presumo que algumas acumulam ambos os gostos. Fizeram-se filmes e livros dando conta dessa, escrevia-se, forma ousada e despida de preconceitos de viver a sexualidade.

Há outras que discutem a dicotomia homem-mulher e por via disso entendem que toda a humanidade os tem de acompanhar nessa fluidez das classificações.

Há os poliamor. Os bígamos. Os dos encontros às cegas…. E todos muito reivindicativos dos seus direitos quendo não da superioridade da sua opção ou circunstância.

Temos apenas um tabu: os homossexuais não podem deixar de ser homossexuais e pedir ajuda para isso.À partida esse propósito  não me parece muito razoável e duvido muito da credibilidade do que se define como ajuda para esse fim. Mas é um completo absurdo a fúria inquisitorial que se abate sobre este assunto.

Da ética republicana pela voz da monarquia institucional

16 Novembro, 2016

Se bem percebo, uma psicóloga não pode dizer uma frase sob risco de ter que deixar de exercer por ordem de alguém que se intitula jornalista das que escreve artigos laudatórios sobre os políticos com quem dorme.

É, é mesmo isso, percebi bem.

cenas dos próximos capítulos

16 Novembro, 2016
by

Os resultados das políticas financeiras do governo parecem satisfatórios. Pelo menos é o que se conclui do facto da União Europeia aceitar o orçamento sem retificações e de não aplicar sanções ao país, suspendendo alguns fundos estruturais, como se temia. A União Europeia co-responsabiliza-se, deste modo, pelo que forem as consequências destas políticas, e ainda bem, porque se a coisa correr mal vão ter de se chegar à frente. Habitualmente, quem se “chega à frente” para pagar os erros e as asneiras dos governos somos nós, os contribuintes, e, em boa medida, o equilíbrio das contas públicas proposto pelo governo no orçamento de 2017, e que a UE aceitou, deve-se precisamente ao aumento de impostos. Nada de novo, porque é a receita habitual, neste e nos governos antecedentes. Mas o equilíbrio financeiro será sempre muito precário, se não houver desenvolvimento económico. E, aí, apesar do actual «modelo» económico do governo já pouco ter a ver com aquele que nos tentou impingir há um ano, já que é feito à custa das exportações e não do aumento do consumo interno (exactamente a mesma fórmula do governo de Passos Coelho), subsiste o problema de fundo: como é que Portugal pode crescer para pagar o seu passivo (a dívida) e gerar receita (poupança) para investimento e consumo privado? Não será certamente com impostos altos e falta de reformas políticas que isso acontecerá. De resto, o aumento das taxas de juros sobre a dívida pública diz-nos isto mesmo: os mercados financeiros (os financiadores de Portugal, para quem ainda não tiver entendido) não acreditam neste modelo económico e acham que ele falhará, a prazo, caso não seja invertido. E, por mais talentoso que seja António Costa a negociar, dificilmente convencerá os seus parceiros de coligação de que é necessário mudar ainda mais as anunciadas intenções iniciais. Há limites muitos estreitos para o que podem fazer partidos comunistas e de extrema-esquerda. Prestemos, então, atenção às cenas dos próximos capítulos.

costa-e-centeno

Uma história portuguesa de pão gourmet e vinho de cânhamo sobre a mesa

15 Novembro, 2016

Juca Melo esteve desde sempre ligado ao ramo da indignação. Ainda durante o curso lançou o movimento “Um Rabanete Para a Palestina”, uma iniciativa que visava a distribuição para Gaza de produtos agrícolas oriundos de cultura biológica em vasos na varanda e que, infelizmente, se viriam a deteriorar durante o estrito transporte sem corantes e conservantes. “São árabes, comem qualquer porcaria”, terá desabafado às trigémeas lésbicas e/ou activistas LGBT Ana, Joana e Banana. Já durante a… digamos… “governação” de Sócrates, trabalhou como figurante em inaugurações e consultor para eventos que necessitassem de uso de detonadores marca ACME, como os popularizados por Wile E. Coyote no documentário americano “Papa-léguas”. Quando o ministro do PSD e CDS, de nome Teixeira dos Santos, chamou a troika para nos desgraçar, Juca considerou ser a altura certa para se lançar no negócio que há anos o tentava, o da grândolação. Juca, o grândoleiro, não perdia uma oportunidade para grândolar os fascistas à frente das televisões. Grândolou em quase todos os distritos do continente, falhando apenas um ou dois para se deslocar às reuniões secretas de apoio ao doutor Rui Tavares para a formação do partido unipessoal Livre, Lda., o que viria a ter sede no 2º esquerdo em cima da escola de condução e que é a causa para agora contar a história de
empreendedorismo de Juca.

Em 2015 o povo falou e, como falou mal, o doutor Costa rectificou o discurso popular, decidindo que o que o povo queria, contra os seus próprios desejos de pachorrenta obsolescência, era que o coroassem primeiro-ministro. A contragosto, ponderando o grande esforço pessoal para abdicar de uma abrupta mudança de carreira para virar trabalhador mesmo, fez a vontade aos súbditos, enobrecendo a volumosa pose de estado que o persegue na pochete desde a hamburgueria gourmet da boda matrimonial. Juca Melo perceberia de imediato que, com a Santa Geringonça ao leme, não haveria espaço nem motivação para grândolar como dantes, nem sequer em Abrantes. Ainda considerou prestar serviços como guna sindical, mas tão esporádicas seriam as actividades recreativas dos comunistas que teria mesmo que acumular com outra actividade que permitisse pagar as contas e o imposto sobre imóveis proposto pela deputada Banana.

Há coisa de uma semana, tocou o telefone de Juca Melo. Era do 2º direito. “Arranjam bandeiras com suásticas?”, perguntaria a voz doce e quase emancipada do misterioso homem com calvície ligeiramente monástica. Uns dias depois, lá estaria Juca Melo e o antigo coro de grândoladeiros em protesto da acção fundamental para combater em definitivo e de uma vez só todo o Trumpismo mundial. Dessa vez foram uns vinte, mas se isto continua assim, num futuro não muito longínquo poderão ser uns vinte e dois. Foi uma escandaleira, com gente a enfiar dedos em orifícios para sensações olfativas, tempo de antena nas televisões e a galhofa generalizada da Patrulha Pata das redes sociais. Depois começou o jogo e o Ronaldo marcou dois.

Que engraçada é a letra dos cartazes dos “indignados” do 6 de Maio

14 Novembro, 2016

Até parece que andou por ali redactor profissional. Curiosa é também a questão dos desalojamentos.  Em que parte do 6 de Maio vivem esses desalojados? 21509637_770x433_acf_cropped.jpg

Depois dos deploráveis, os sem dentes

14 Novembro, 2016

O mediatismo esclarecido, com os seus “robespierres”, primeiro escarneceu e depois irritou-se com os deploráveis de Trump. Mas os sem dentes de Le Pen já estão à nossa espera. É melhor ouvi-los. Perceber o que são as suas vidas. Os seus medos. Ou a insistirmos na atitude do “medático esclarecido” mais uma vez, diante dos resultados eleitorais, acabaremos na choradeira incrédula do costume, nas patéticas manifestações de “democratas tão democratas que não aceitam os resultados das urnas” e com a CML a mandar fazer novos cartazes que, pelo menos, se espera não tenham erros gramaticais, matéria em que os franceses seja qual for a sua área política não têm qualquer sentido de humor.

Tu é que és populista, meu amigo. Eu não, eu sou animalista

14 Novembro, 2016

Reparei que ainda não escrevi absolutamente nada sobre Trump, só sobre as pessoas que têm imensa dificuldade em aceitar que este tenha vencido as eleições. Isto é interessantíssimo porque, realmente, sobre Trump, não há muito a dizer. Talvez quando mandar fechar Guantanamo ou quando pintar o muro do marido da Hillary que separa a California norte-americana da Baja Califórnia mexicana do Pacífico até às montanhas de San Ysidro, possamos ter uma ideia mais clara da política de Trump. Já da política dos opositores de Trump, os que querem tentar explicar às criancinhas como devem lidar com o fascismo sem o recurso de espelhos, muito haveria a dizer, mas chegou a hora de os deixar a sós com a baba dos espasmos.

Muito se diz do “populismo”, o maldito populismo. Alguém sabe o que é isso do populismo? Será um discurso que apela aos sentimentos dos eleitores levando a que votem no candidato que profere as coisas que os convencem? Se é, soa bastante parecido com o conceito comum de democracia ou, parafraseando Christopher Lasch, o populismo parece mesmo a autêntica voz da democracia.

O que é o populismo? É garantir que se fecha Guantanamo? É prometer acabar com a austeridade? É jurar bater o pé a Bruxelas livrando-se da Mortágua Varoufakis à primeira oportunidade? É categorizar tudo o que ainda responde como misógino, racista, islamofóbico, homofóbico? É denominar quem tem a audácia de pensar (mal, claro) por fascista e “homem branco não instruído”? Ou será populismo apelar ao voto generalizado em vez de o focar em eternas subcategorias minoritárias que, por falta de imaginação, foram crescendo dos residuais homossexuais para os inúmeros “de cor” até chegar a metade da população com “as mulheres”, isto sem sequer passar pelos carecas?

Com Trump, toda a gente decidiu dar atenção às propostas, ao “programa eleitoral”. Vamos começar a prestar a mesma atenção ao “programa eleitoral” dos chalupas que nos governam? Ao plano Centeno? Estamos mesmo preparados para isso? A resposta é não, porque, de outra forma, nada mais restaria que admitir que isto é tão irracional como ser adepto de um clube de futebol. Todos viveríamos melhor se perdêssemos essa mania de categorizar jornais como O Jogo ou A Bola de “desportivos”. O Público, a SIC, o Expresso e a TVI parecem muito mais interessados em golos e foras-de-jogo do que na vida das pessoas. Vai-se a ver, falta-lhes populismo.

Isto dá para o lado que der mais jeito

13 Novembro, 2016

Noto que “ser misógino”, assim mesmo, com o verbo auxiliar “ser”, porque é uma condição imutável e genérica, é considerado mau. Um traço permanente, felizmente identificado e de livre atribuição que permite caracterizar estes vermes como eles merecem.

Razão parecem ter os fundamentalistas islâmicos, obrigando a que o casamento seja entre pessoas de sexo diferente. A lógica parece ser a da tolerância: é preciso saber viver com uma mulher em plena comunhão com o desejo de uma sociedade paritária, mesmo que preferisse viver com um moçambicano recordista do maior diâmetro de trajectória miccional. Digamos, quotas de género no casamento, tal como em empresas ou na função pública.

Agora que sabemos identificar racistas, fascistas, xenófobos e outras coisas ruins, é altura de perdermos o pudor de afirmar que o casamento gay é altamente misógino. Vamos fazer o mesmo exercício para xenófobos? É a vossa vez.

Os comentadores-proveta

13 Novembro, 2016

Não se sintam insultados. Sintam apenas o abismo que existe entre as pessoas que vivem no planeta e as criaturas que os meios de comunicação social inventam em laboratório.

O que Trump pode fazer para destruir o legado de Obama (2)

12 Novembro, 2016

Vermos instalados nos EUA um confronto entre populações e polícias por questões raciais. Declarações de estado de sítio, recolher obrigarório e intervenções das forças armadas para repor a ordem.

O que Trump pode fazer para destruir o legado de Obama

12 Novembro, 2016

Reabrir Guantanamo

Mas não gostavam tanto de outsiders? Não eram eles a “alternativa” à velha política?

11 Novembro, 2016

Entre os skinheads homofóbicos detidos pela PJ

11 Novembro, 2016

estão aqueles que no ano passado espancaram uns homens na Festa do Avante?

Do «novo» proteccionismo dos EUA

11 Novembro, 2016

confusoApenas após a eleição de Trump é que a comunicação social portuguesa começa a procurar escrutinar o programa/ideias do próximo presidente dos EUA. Antes apenas deram destaque aos casos e casinhos. E mesmo agora, ainda insistem em reproduzir abundantes clichés e erros factuais. Não tem emenda mesmo.
Por exemplo, quase não há comentador televisivo ou escrevinhador que não indique como aspecto mais negativo da nova era Trump, um potencial maior  proteccionismo económico, ao invés do que se passaria com Hillary. Bem, infelizmente nenhum era defensor do comércio livre e na verdade ambos advogavam o proteccionismo.

Clinton criticized the auto provisions of the Trans-Pacific Partnership (TPP) trade deal. She said, “We can not let rules of origin allow China — or anyone else, but principally China — to go around trade agreements. It’s one of the reasons why I oppose the Trans-Pacific Partnership because when I saw what was in it, it was clear to me there were too many loopholes, too many opportunities for folks to be taken advantage of.” (*)

Partam isso tudo, pela democracia

11 Novembro, 2016

Há violência nos Estados Unidos. Desta vez não são nazis, ultra-liberais, a extrema-direita, o Tea Party, os misóginos, os homofóbicos, os anti-aborto, os conservadores, os fanáticos por armas, os fascistas, os homens brancos sem instrução, os católicos, os apostólicos, os baptistas, os austeritários, os racistas, os Amish, os judeus, os capitalistas, os porcos. Desta vez são os democratas que não aceitam os resultados eleitorais, os seres superiores. Portanto, é violência boa, da que nos salva e expugna os nossos pecados.

Partam tudo. Tudo. Rebentem com essas montras, caixotes do lixo, candeeiros, carros, tudo para o nosso bem. Batam em brancos não instruídos. É que pessoas de Bem é outra classe.

Reciclagem de conhecimentos

10 Novembro, 2016

Noto que é necessário fazer uma reciclagem aos vossos conhecimentos de terminologia, em concreto sobre os grupos que existem e os que não existem. Eis uma pequena ajuda para os nossos comentadores.

BRANCOS NÃO-INSTRUÍDOS
Pessoas brancas que não sabem votar.

MULHERES
Todas as pessoas do sexo feminino que não pertencem ao grupo de homens brancos não-instruídos.

MULHERES NÃO-INSTRUÍDAS
Não se diz, é ofensivo. Servem para melhorar os números pujantes do aborto, mas fora de um contexto muito específico, devem ser consideradas como homens brancos não-instruídos.

PRETOS INSTRUÍDOS
Não se diz, é ofensivo. Somos todos pessoas.

PRETOS NÃO-INSTRUÍDOS
Nem sequer poderia existir essa categoria, seu branco não-instruído racista.

RACISTA
Branco não-instruído.

RACISTA NÃO-BRANCO
Não há.

MULHERES INSTRUÍDAS
Todas as mulheres excepto as que são homens brancos não-instruídos.

Nota: já que sabem em quem votaram e votarão os brancos não-instruídos, poderão dizer-me em quem votaram os pretos não-instruídos? Obrigado.

Mas podia lá ser outra coisa

10 Novembro, 2016

Afinal, a América não estava pronta para eleger uma mulher

Sobre metodologias estratégicas para comer sem ser comido

10 Novembro, 2016

A viúva negra, contrariamente ao que se imagina, é um aracnídeo vulgar em Portugal. A fama da fêmea desta espécie é a de comer o parceiro sexual, que é mais pequeno, e, como qualquer macho que se preze, disposto a correr risco de vida para espalhar a semente por papos-de-saia que encham os oito olhos. Porém, não é verdade que um único momento de prazer acabe invariavelmente em banquete canibal: a maioria dos machos, os que estão atentos ao mundo que os rodeia, é conhecedora do risco de ficar deitadinho a fumar cigarros mal termina o dever que a natureza lhe impõe. A maioria dos machos, os que não são trogloditas (para aracnídeos), piram-se a trote octópode assim que o apetite da fêmea passa da lascívia para a voracidade, deixando a fêmea sozinha para ir fazer uma omelete ou algo do género.

Contudo, nem todas as histórias de machos da espécie são tão felizes como a do típico macho, o que se pira para um bar manhoso para umas batatas fritas e cervejas antes de ir para a reunião do Ku Klux Klan das aranhas, aquele grupo que gosta da ideia de que Theridiidae são superiores às Theraphosidae. Alguns machos, os verdadeiros trogloditas dos aracnídeos, não prestam atenção devida aos hábitos alimentares da fêmea que pretendem emprenhar, abdicando de perceber se a fêmea já comeu uma bolachinha antes do sexo, minimizando o risco de os devorarem na sequência da petite mort. Estes acabam comidos pela experiente fêmea, que de monógama nada tem, habituada que está a devorar políticos e outras classes em notória ascensão na fauna lisboeta, como a hermafrodita garoupa.

A última vítima registada de canibalismo aracnídeo por bicho do vulgar tipo “viúva negra” foi esta.

Oferece-se (M/F) para análises

9 Novembro, 2016

Como toda a gente faz uma análise pré-eleitoral e pós-eleitoral, sem qualquer correlação entre o que antes dissera e o que depois disse, decidi fazer como a manada e publicar uma análise pós-eleitoral.

Havia uma eleição presidencial marcada para ontem nos Estados Unidos. As pessoas que lá vivem, na sua grande maioria, sabiam disso. Os candidatos apareciam na televisão e toda a gente sabia que, como em todas as histórias, devia haver um herói e um vilão. Então, com este conhecimento, lá foram votar. Depois, começaram a contar os votos e houve um dos candidatos que teve mais do que os outros. As pessoas que foram votar deram, assim, a vitória eleitoral a um dos candidatos, uma sensação que várias pessoas vencedoras de eleições tiveram, mesmo que António Costa não seja um deles. Ora, o mais votado acabou por ser eleito presidente dos Estados Unidos. Pelos vistos, a maior parte dos que foram votar acabou mesmo a escolher o vencedor. O mundo está em choque e essas coisas, por acontecer uma coisa bizarra que é ganhar um tipo com mais votos.

E esta é a minha análise. Decerto que a considerarão digna de publicação num desses jornais que publicam análises. Ninguém terá coragem de afirmar que esta análise é desprovida de lógica e, muito menos, que está errada. Já o mesmo não se pode dizer do que dizem 99% dos comentadores. Uma pessoa malcriada até poderia dizer que os comentadores não valem um cu furado, mas eu sou uma pessoa educada, daqueles que acerta nas análises pré- e pós-coiso. Aguardo propostas de jornais: pior não fica.

Os deploráveis

9 Novembro, 2016

Foi esta espécie de narrativa de “uma derrota mais que anunciada que não se sabe como se transformou numa vitória absolutamente inesperada” que vimos no Brexit, no referendo na Colômbia e agora nas eleições dos EUA. Ao fim de tão clamorosos falhanços, cabe perguntar: este idiotismo acaba quando? Fazem-se entrevistas no fim do mundo e depois não se consegue perceber o que está a acontecer diante dos nossos olhos? Encerrados nos seus gabinetes e nas suas redacções mas acreditando que estão ligados ao mundo, jornalistas, comentadores e investigadores vivem numa espécie de bolha onde se enfatizam entre si. Trocam mensagens em que todos pensam o mesmo, riem do mesmo e criticam o mesmo. E contudo lá fora o mundo passa a correr

Não se esqueçam

9 Novembro, 2016

Antes de começarem com as histeria sobre a falta de institucionalidade do futuro presidente dos EUA lembrem-se que andamos a celebrar como enorme mais valia o facto de um presidente  dar abraços, dançar, cantar que por ter vindo da televisão  sabe comunicar. Tudo ao contrário do anterior que era uma bisonha criatura que reservava essas manifestações para a sua vida familiar e brindava o povo com umas austeras palavras sobre a realidade.

Notas

9 Novembro, 2016

Um candidato era mau, outro péssimo.
Clinton era odiada. E com toda a razão. Era candidata perigosa;
Trump, como candidato, era um idiota chapado.
Fiquei super contente com a derrota de Hilary Clinton. Não fiquei satisfeito com vitória de Trump.
Trump conseguiu não prejudicar o Partido Republicano, que obteve maioria no Senado e Congresso.
O facto de muitos republicanos se terem afastado de Trump (eleito sózinho, sem apoios partidários) confere a ambas a partes maior independência e garantia de negociações. O que é bom.
A comunicação social é mentirosa e ignorante. A portuguesa, a americana, a europeia.

Foram avisados

9 Novembro, 2016

O espanto com a eleição de Donald Trump não tem razão de ser. Apesar das sondagens, só quem não acompanhou as primárias republicanas e o modo como e então candidato a candidato venceu – contra sondagens e opinião publicada – todos os seus adversários pode ficar genuinamente surpreendido com o resultado final.

Mesmo à esquerda, houve que avisasse. Já em Julho, o insuspeito Michael Moore avançava 5 razões pelas quais Trump seria o 45.º Presidente dos EUA e alertava os “progressistas” para saírem da bolha em que se encontravam:

“I can see what you’re doing right now. You’re shaking your head wildly – “No, Mike, this won’t happen!” Unfortunately, you are living in a bubble that comes with an adjoining echo chamber where you and your friends are convinced the American people are not going to elect an idiot for president. You alternate between being appalled at him and laughing at him because of his latest crazy comment or his embarrassingly narcissistic stance on everything because everything is about him. […]

You need to exit that bubble right now. You need to stop living in denial and face the truth which you know deep down is very, very real. […]

A democracia tem destas coisas. Nem sempre ganha o nosso candidato, mas isso não justifica afirmar-se que os eleitores que votaram no vencedor são estúpidos.

São tão pequeninos!…

9 Novembro, 2016
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dontrumpE sê-lo-ão quiçá em tudo, como assinala Trump. Que acaba de espetar um enorme bofetão em jornalistas, comentadores, classe política e outros “pastores evangélicos”, que nos entram diariamente pela casa dentro e procuram educar-nos, moldar-nos, condicionar toda a nossa existência.

De facto, o conjunto de canastrões sem voz, as “massas” como se lhe referia em tempos a esquerda, necessita sempre de uma elite, de uma vanguarda iluminada que os pastoreie e defina para o “rebanho” todas as acções e causas a defender, os comportamentos a implementar, a terminologia correcta no falar.

Só está difícil ensiná-los a votar. As campanhas são intensas e massacrantes, sempre pautadas por um alarmismo apocalíptico se ganhar o lado do mal, mas a discrição da câmara de voto é o “bunker” e a arma mortífera dos que não têm palco nem voz e se recusam a ser “pastoreados”.

Não sei o que irá ser a nova presidência americana, espero sinceramente que os ditos líderes de opinião se enganem, como se enganaram redondamente com Reagan em quem anteviram o flagelo da Humanidade. Mas se Trump continuar à chapada, sem dó nem piedade, no “politicamente correcto”, a afrontar sem reservas a sobranceria das “elites” dominantes, então o mundo a partir de hoje mudou para melhor.

 

Para saberem reagir hoje

9 Novembro, 2016

A confirmar-se a eleição de Trump, faço aqui o resumo do que vocês devem pensar, para vosso bem:

Os americanos são estúpidos. Estúpidos ao ponto de não merecerem um sistema democrático. Como é que alguém, tendo hipótese de escolher, opta pela destruição da civilização, do planeta e – porque não dizer? – do sistema solar? Se os americanos não fossem estúpidos, teriam escolhido para presidente a candidata que os jornais disseram que deviam escolher. Os americanos são estúpidos ao ponto de nem seguirem as indicações de voto das televisões ou de grandes vultos intelectuais da humanidade, como o doutor Rui Tavares. A partir de hoje, sempre que vir um americano, vou achar que bate na mulher sempre que chega a casa da reunião do Ku Klux Klan.

No caso de Clinton ainda ganhar, deixo aqui o resumo do que devem pensar:

Os Estados Unidos são a maior referência democrática do planeta. O mundo está em boas mãos. Viva a democracia! Viva o povo unido!

Portanto

8 Novembro, 2016

às segundas, quartas e sextas vamos apoiar as empresas  das novas tecnologias. Às terças, quintas e sábados maldizemos a globalização e este tempo em que as empresas cada vez recorrem menos à mão de obra e mais às tecnologias e que por isso leva, a Segurança Social à falência.

Ainda vamos acabar a censurar o National Geographic

7 Novembro, 2016

Homewrecker penguin fight over cheating ‘wife’ shocks the internet

Feira nova

7 Novembro, 2016

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa anunciou com estardalhaço mediático que a Feira Popular vai voltar. Mas não só. Anunciou também que a Feira criará 600 postos de trabalho directos e, por fim mas não por último, esclareceu que a Feira Popular não será “um parque de diversões de uma qualquer multinacional”. A isto juntaram-se em algumas notícias umas breves referências a um estudo de uma empresa holandesa que estima em 70 milhões o investimento na nova Feira. E ponto final. Nem Medina disse mais, nem ninguém lhe perguntou mais nada.

O caso da CML é tão mais importante e interessante quanto ele antecipou o que está a acontecer com o actual Governo: primeiro cria-se um ambiente de guerrilha mediática constante, todos os dias há um caso, logo multiplicado e ampliado em foruns radiofónicos. Chagas sociais inimagináveis geram comentários televisivos e declarações de artistas. Testemunhos emocionados de pessoas afectadas por problemas terríveis causam a consternação. Falam bispos, actores e ex-seminaristas. Vive-se à beira do apocalipse. O neo-liberalismo mata. Os mercados corrompem. Todos estão feitos com todos. Não há cultura. Não há políticas integradas. Não há rasgo. Não há projecto. Não há visão… Mas tudo isto se esfuma e desaparece quando a esquerda chega ao poder. Aí todos os dias são amanhãs que cantam.

É assim não é?

7 Novembro, 2016

Se bem percebo, António Domingues chegou à administração da CGD porque um dia entrou pela porta e tomou conta do lugar. Não negociou as suas condições de trabalho com ninguém. Agora o primeiro-ministro, o Presidente da República e o dr. Marques Mendes tentam chamá-lo à razão. Graças aos céus que existe o Tribunal Constitucional para meter algum juízo e respeito ao dr. António Domingues. Certamente que o TC se pronunciará brevemente e não decidirá contra as opiniões do primeiro-ministro, do Presidente da República e do dr. Marques Mendes. Um grande bem haja para todos.

os socialistas não sabem o que é a economia

6 Novembro, 2016
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Onde é que falha esta estratégia socialista de atrair empresas para Portugal, dando-lhes condições para iniciarem actividade, ou seja, subsidiando a sua criação e os seus primeiros passos? Falha precisamente no que o socialismo pensa que é uma empresa, e que, de facto, não é. Uma verdadeira empresa é um conjunto de meios próprios organizados para obter lucro. Um lucro estável e duradouro. Não é, portanto, um mero projecto de oportunidade, de utilização de recursos alheios que estão circunstancialmente à disposição e que, se se perderem, não nos farão grande falta, até porque não eram nossos. Um empresário, daqueles que criam riqueza a sério e não dos que querem viver à custa da riqueza dos outros, olha para um mercado e estuda as condições de médio, longo prazo. Se perceber que elas lhe são e serão favoráveis, arrisca. Se não, irá procurar outro local para investir aquilo que é seu. Financiando os «investimentos», a mentalidade socialista cria falsos empresários, que vão gastar aquilo que não lhes pertence e que não tiveram de se esforçar para conseguir. E mais: não lhes interessarão, por aí além, as condições de mercado, nem perderão muito tempo em analisá-las: já que lhes querem dar dinheiro, vão lá ver o que a coisa pode dar. Se o perderem, paciência, não perdem nada que lhes tivesse custado a ganhar. Por conseguinte, uma economia empresarial saudável jamais se fará com subsidiodependência. Faz-se com estabilidade de mercado, impostos razoáveis e que não são agravados todos os anos, e, sobretudo, sem meninas Mortáguas a influenciar os governos e a ameaçar ir buscar os lucros a quem os ganha. Enquanto não entenderem isto, as políticas económicas socialistas estarão sempre condenadas ao desastre: não criarão verdadeira riqueza e estarão a desbaratar o dinheiro dos outros, colectado por via tributária a quem honestamente o ganhou, para o gastar em aventuras alheias.

Dia 8 não fique em casa: vote Clinton

6 Novembro, 2016

A poucos dias da eleição do presidente norte-americano, chegou a altura de fingir que me interesso pelo assunto. Na realidade, até me interesso bastante, tomando em consideração que não há vivalma que não anuncie aos sete ventos o erguer oriundo do abismo da besta de sete cabeças e dez chifres que dá pelo nome de Donald Trump. Há dias, levado pelos últimos raios de sol que precedem o Inverno do nosso descontentamento, caí no erro de dizer a um indivíduo que duvidava que alguém pudesse ser tão mau como se diz que Trump é. Má hora. Tivesse dito que a mãe do meu interlocutor ainda é considerada a melhor prostituta de todo o Douro, Minho e Trás-os-Montes e obteria reacção menos exacerbada. Trump é o Anti-Cristo, o falso profeta, o único que se consideraria responsável, caso perdurasse a memória, pela extinção da espécie humana. Questionar isto é uma heresia passível de redenção apenas pela fogueira purificadora de tão mortal pecado. Como não quero nem me dá jeito passar por isto nesta fase da minha vida, anuncio já que na Terça-feira, dia 8, como português residente em Portugal, votarei, obviamente, Hillary Clinton.

Uma falta de vergonha

5 Novembro, 2016

Defendo que António Domingues deve apresentar a sua declaração de rendimentos. Sim, eu sei que é um ritual sacrificial como escreveu o João Taborda da Gama. Que só serve para acalentar o piorzinho. Mas com o vasculho fiscal em que em andam as vidas dos demais criar esta excepção à medida (para mais forçada) de uma pessoa não me parece nada bem.

Posto isto é vergonhoso o comportamento do PS nesta história: primeiro convidam António Domingues. Aceitam-lhe as condições. Depois assobiam para o ar e agora dão o dito por não dito. No ponto em que estamos parece que António Domingues foi pelo sue pé para a CGD e negociou o seu contrato consigo mesmo.

Este caso tem responsáveis – António Costa e Centeno. E não, não é um problema político. É um problema de caracter.

estímulos no órgão

4 Novembro, 2016
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Marcelo Rebelo de Sousa vai estimular o órgão de Costa Andrade.

Sindicatos

4 Novembro, 2016

Luis Carvalho Rodrigues Descobri à minha custa que a qualidade de sindicalizado (ou de não sindicalizado) tem implicações bem mais vastas e profundas do que tem, por exemplo, pertencer, ou não, a um clube de futebol ou ao Grémio Literário. Vou dar um exemplo prático. Um médico que trabalhe em hospital do Estado e pretenda acumular com uma organização privada está obrigado por lei a informar o hospital e solicitar a devida autorização. Inteiramente razoável: qualquer organização gosta de saber o que o pessoal a quem paga anda a fazer por fora. Mas é aqui que começa o problema. Não há um só pedido de autorização. Há dois: um para médicos sindicalizados e outro para os outros. Ao médico sindicalizado basta declarar (por sua honra) que as funções privadas que pretende exercer não são incompatíveis com as funções hospitalares nem violam as regras gerais de acumulação de funções. Aos médicos não sindicalizados, exige-se-lhes que digam onde trabalham, o horário que praticam e quanto ganham. E a sua palavra não basta: é-lhes exigido que apresentem declaração autenticada da entidade empregadora, a confirmar os factos. Em suma: o pessoal dos sindicatos é gente de bem; os outros, não.

Outro exemplo? Os médicos com contratos individuais de trabalho que são sindicalizados recebem mais pelas horas extraordinárias. São os sindicatos que negoceiam e impõem estas condições. Sem se preocuparem com as desigualdades que daí resultam para o trabalho que se faz e o salário que se recebe. São estas histórias menores que melhor ilustram o espírito ferozmente corporativo dos sindicatos. E que nos ajudam a perceber melhor as razões por que, com tantos problemas a afligirem neste momento os hospitais (devido ao aperto orçamental), se não ouça um só protesto dos mesmos sindicatos que, há dois anos, rasgavam as vestes e carpiam na praça pública a morte anunciada do SNS. Quem trabalha nos hospitais já sabe há algum tempo que o dinheiro para compras escasseia e que o serviço começa a ressentir-se. E todos sabem que isso resulta da reposição acelerada dos cortes salariais. Mas nenhum sindicato admitirá que a reposição criou problemas orçamentais, nem que esses problemas atingem directamente quem nada tem a ver com isso: os fornecedores, tornados mais uma vez financiadores do SNS, e os doentes. Qualquer um deles está capaz de afirmar que “no pasa nada

o grande patinador

4 Novembro, 2016
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rui-rio-mafiosoDepois da manchete do último Expresso, que o dava a organizar tropas para se atirar à liderança do PSD e que não terá lá ido parar por obra do acaso, Rui Rio já começou a fazer aquilo que sempre fez na sua carreira política e que é a sua genuína marca pessoal na vida pública: a patinar. Deixa crer que sim, permite que caiam algumas notícias a dizer que talvez, alguém próximo dele assegura que «desta vez é que é», para, logo a seguir, aparecer o próprio a dizer que «nem pensar» ou que «mais tarde se verá». Isto foi sempre o que Rui Rio fez na vida pública, com excepção de ter aceitado candidatar-se à Câmara do Porto, numa eleição que todos, a começar por ele próprio, achavam perdida para Fernando Gomes, e que ele encarou como um serviço ao partido, a cobrar mais tarde. De resto, o que sempre tem feito na política é isto mesmo: gerir a sua indecisão. Rui Rio é o Grande Patinador da política portuguesa.

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estimula o órgão, estimula!

3 Novembro, 2016
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Costa Andrade, o novel presidente do Tribunal Constitucional, diz, a propósito do assunto das declarações de rendimentos dos administradores do bordel do regime, perdão, da Caixa Geral de Depósitos, que «o TC tem que ser estimulado e até agora ninguém o estimulou». Descodificando: para que o seu órgão funcione, tem que ser estimulado e ninguém ainda, na Caixa, se dispôs a isso. Costa Andrade que se não preocupe: pelo bordel do regime, perdão, pela Caixa Geral de Depósitos, a especialidade é mesmo estimular órgãos alheios. Assim de memória, nos últimos anos, com o dinheiro dos depositantes e contribuintes, o bordel serviu para «estimular» o BCP, o comendador Berardo, a malta da La Seda, a Lusomundo, e muitos outros. Estímulos não lhe vão faltar. Foi mesmo bater à porta certa.

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A CML é um carrossel mágico

3 Novembro, 2016

Sá Fernandes desgostoso com o Tejo que não lhe deu amêijoas nem corvinas, triste com a Tapada da Ajuda que não produzia azeite nem vinho, traído pelos ventos que não geraram energia, malquisto com o solo da capital que qual praga bíblica ora se desfazia em pó ora se fendia, irritado com os buxos da Praça do Império encontrouuma nova causa: construir uma Feira Popular, assunto de que aliás já tem larga experiência. Aliás a saga do “Zé que faz falta” na CML começou com as suas azougadas intervenções a propósitos do terrenos da Feira Popular em Entrecampos, coisa que já nos vai em 168 milhões de indemnizações à Bragaparques. Não contente com o destrambelho temos agora o anúncio do arranque da nova Feira Popular em Carnide. E como sempre os companheiros da alegria do costume a escreverem as maravilhas do costume: “Medina dá vidros duplos e novas hortas a vizinhos da Feira Popular” lê-se no DN, donde se conclui que o presidente da CML paga do seu bolso as janelinhas, os vidros e as hortas.

 

 

Desiste, Tiago

3 Novembro, 2016

Não há forma de recuperar, Tiago. Desiste. Disseram que eras um rapaz muito inteligente, daqueles que percebe que as experiências não estão a funcionar quando nos rebentam na cara. Prova-o. Sai. Sai antes que comece a chover. Porque vai começar a chover. Um tipo inteligente perceberia rapidamente com quem é que se meteu. Melhor, um tipo inteligente perceberia antes de se meter. Até parece que queres ver os e-mails publicados. Deixa-te disso. Ganha juízo. Volta rapidamente às bolsas, não desperdices a vida a seres mais um desses, que já há tantos. Quase de certeza que o Expresso te arranja uma coluna a defenderes o que quer que julgas que te dá jeito. O Público também está receptivo para pessoas como tu. Daqui a pouco só te resta a bondade de amigos sem curso. Trata disso antes do fim-de-semana e não se fala mais nisso. Se precisares de ajuda até te escrevo a carta de demissão.

De um amigo.

A França dos acordos secretos

3 Novembro, 2016

A reboque do “acordo secreto” feito pela França com a Comissão Europeia para não cumprir o défice pode falar-se do acordo secreto feito com os jornalistas para não se falar das manifestações de polícias que estão a ter lugar regularmente naquele país

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Ou dos acampamentos de emigrantes que estão a crescer nos passeios de Paris6265206_1-0-740070185_1000x625