E vi ainda outra coisa. Vi um casal-político, focado, sintonizado, cúmplice na astúcia e astuto na cumplicidade – uma grande lição de política. E de amor.
A frase da semana
É de Afonso Camões. Sim, o próprio , escreveu a propósito de Assunção Cristas: «ser mulher e mãe de quatro filhos, ter dado um passo, atravessar-se, chegar-se à frente, são tudo sinais de que a Direita, tradicionalmente portadora do preconceito sexista, quer e está a saber renovar-se»
Enfim, ente os tradicionalmente não portadores de preconceitos sexistas, tipo o PS, quais foram as mulheres que ocuparam cargos equivalentes aos de Cristas e de Manuela Ferreira Leite?
o que portas podia agora fazer

Voto útil e o CDS
A estratégia do novo CDS parece ser aproximar-se do centro, dizer que o Costa acabou o voto útil e tirar uns votos ao PSD. A ideia que o voto útil acabou é apenas wishful thinking, não é estratégia. Se realmente acreditam nisso deviam agir pela calada, crescendo e tornando-se alternativa ao PSD. Na verdade, se a jogada do Costa tivesse consequências permanentes seria a de que a esquerda formaria um bloco estanque e a direita outro bloco estanque, e governaria o que tivesse maioria absoluta. O problema é que, com este seu posicionamento, o CDS coloca-se como potencial aliado do PS. E isso não o imuniza contra o voto útil.
Procura-se (M/F)
Há duas hipóteses para uma mulher que seja líder de um partido. A primeira hipótese é agir como mulher, de forma pragmática, sem grandes considerações pelas nomenclaturas e ortodoxia, com atenção ao detalhe e capaz de embelezar os pontos fracos de forma a que se integrem num todo agradável, maior que a soma das partes. A segunda hipótese é agir como homem, caçando, mostrando o tamanho do pescado na foto sobre a lareira – óbvia substituição para uma foto do pénis -, entrando em quezílias sobre controlo territorial e fazendo fúteis tentativas de redefinição dos papéis antropologicamente herdados, procurando controlar tudo e mais alguma coisa bem para lá das competências, capacidade e autoridade.
Agora, Cristas, é escolher. Podes ser Thatcher ou podes ser António Costa.
o eterno feminino
Por qualquer motivo que me escapa, o CDS anda amofinado com o Governador do Banco de Portugal, e parece estar disponível para promover uma «reforma» (não esquecer que o CDS é o partido a quem todos devemos a última grande reforma do estado) no sentido de tornar essa função mais dependente dos outros órgãos de soberania, a saber, do governo e do próprio presidente da República. Esta foi, por enquanto, a mais forte mensagem do Congresso do CDS e da nova líder do partido, a Dra. Assunção Cristas, a quem talvez tenhamos ainda a sorte de ver propor outras medidas reformistas do mesmo sentido, como, por exemplo, a nomeação governamental dos presidentes do Benfica e do Futebol Clube do Porto. A última personagem que me lembro de ter feito idêntica inflexão na independência de um banco central face ao governo, independência que é inadmissível num verdadeiro estado de direito, foi a «presidenta» Dilma Roussef, que pôs o Banco Central do Brasil ao serviço da economia produtiva e das estratégias de crescimento económico do seu governo federal. Foi um sucesso, como se tem constatado.
É vintage, é bom
Há um tipo de português, o serôdio, com expressão significativa no governo e na coligação que o suporta, que vive apaixonado por uma ideia de um Portugal que crê ter existido, tal é o ensino da história nas escolas portuguesas. Catarina Portas é uma moça que se veste bem, com vestidos caros e sapatos daqueles tão giros que justificam um Carlos Santos Silva para quem não possui a fortuna (nem o engenho) para os adquirir sem bondade de estranhos; felizmente – para ela -, Catarina tem.
Portugal antigo, vintage, de traça conservada, sem McDonalds e Zaras, sem sushi e sem gin, que cá é só ginjinha e aguardente de passível apreensão pela ASAE. Sem esgotos e sem hospitais privados para a elite socialista, com baldes de trampa a serem atirados da janela para a via pública, de preferencia antes de se enterrarem os mortos, acto que permitiu desintoxicar o ar para o usufruto do odor de escorbuto e do hálito a dentes retirados no ferreiro. Unhas tratadas coçando os excrementos depositados nas virilhas e sífilis, tão cosmopolita, nessa ternura vintage da época áurea da grandeza lusitana, a cantada por Camões ao povo, que protesta contra os gazes de suínos que partilham o curral com o leito da donzela. Ou o Portugal vintage mais tardio, sem turistas em horda, com fadistas portuguesas e não romenas ou tailandesas, em que os problemas se resolviam no quarto, ao bofetão, antes, durante e após a tuberculose. Tudo com pasta medicinal Couto e sabonetes Oprah, que boca que beija os filhos quer-se lavada de colonialismos imperialistas sem comprimidos azuis para maricas: homem que é homem estava sempre pronto para propagar o português suave.
Depois veio o McDonalds e estragou tudo. Estávamos nós tão entretidos com a traça original das cidades, com a rota dos tascos e com as vielas das putas, vieram estragar tudo com carne no meio do pão, descaracterizando o nosso belo país. Haveremos de nos reerguer e assegurar a grandeza de antigamente, de morrer aos 37 sem saber ler nem escrever, vintage-style.
Espero que esta loja icónica abra em Lisboa
Afinal o fatinho em causa só custa 1200 libras valor que pelos vistos só a mim que o cobiço me parece excessivo. Mas se tudo correr bem o Chiado ficará livre da Zara onde um conjuntinho destes custará para aí 40 euros.Mas a Zara não é uma loja icónica. É o grande capitalismo internacional. Isto para não falar desta outra loja icónica também abrir no Chiado porque estas malitas ficariam muito bem na montra e nas mãos de muita gente.
Se tudo correr bem ficaremos cheios de lojas icónicas, o Governo apoiará fiscalmente as lojas icónicas. E nós voltaremos a fazer fatinhos em casa porque a iconografia está um pouco cara.
Orgulhosamente sós

Catarina Portas não quer Mc Donalds na baixa de Lisboa e anda preocupada com as lojas antigas que vão ter que fechar porque não conseguem pagar rendas actualizadas.

Catarina Martins e o Bloco são contra as privatizações porque põem em causa a soberania nacional.

Marcelo Rebelo de Sousa quer combater a dominância da banca espanhola. Mas aceita aliar-se aos capitais angolanos. (Primeira visita de Marcelo é ao Vaticano e a Espanha. A seguir vai a Moçambique onde o pai foi governador).

Vitor Bento quer nacionalizar o Novo Banco, também para combater a dominância do capital estrangeiro. As elites estão aflitas. Não sabem viver sem um banco.

PS – Ministro da Economia pediu aos portugueses para não abastecerem em Espanha. Por outro lado, os suinicultores andam lixados com a carne de porco espanhola, mais barata. Tanto os suinicultores como os produtores de leite querem quotas de produção para resistirem à concorrência estrangeira.
Eu sei que os portugueses são esmagadoramente ricos
tão ricos que quando viajam para outros países pobres com restaurantes mais que acessíveis às nossas bolsas como a Holanda ou a Noruega nem entram no McDonald’s.
Mas admitam que há uns portugueses pobres que dão graças aos céus por existir um McDonald’s nessas e noutras paragens porque a não ser que levem o cartão de crédito até ao fim não se sentam mais a família nos magníficos, típicos e ancestrais restaurantes que as nossas élites adoram e onde pelos vistos comem sem qualquer problema.
Quanto ao McDonald’s no Chiado que tanto preocupa Catarina Portas só posso dizer que talvez os empregados da McDonald’s sorriam o que será uma vantagem comparativa com os da Brasileira. E sobre o Starbucks na estação dos Restauradores assim que me lembre antes não estava lá nada. Ou estavam umas coisas da CP e um cheiro horrível. Mas isto sou eu a falar claro que sou uma fanática do capitalismo internacional e que por isso ando de transportes públicos – e por isso conheci a estação dos Restauradores antes de a Starbucks se ter lá instalado – e que no estrangeiro e às vezes cá vou comer ao McDonald’s.
E por fim dou graças aos céus de todos os deuses por existir a Zara e não apenas aquelas lojas magnificas com preços proibitivos.
a tinoransnização em curso
Marcelo foi sempre um bicho frio e racional. Nunca esteve perto do estilo do «Paulinho das Feiras», que, aliás, se retira simbolicamente da política um dia depois dele ter entrado na presidência. Os seus «afectos» estiveram sempre na Quinta da Marinha, no Grémio Literário e no Conselho Científico da Faculdade de Direito de Lisboa, onde não consta que escorra ternura das paredes. Não são, seguramente, os «afectos» do people do hip-hop do Cerco, com quem hoje confraternizou ridiculamente e fez umas rimas apatetadas. Marcelo também não é o papa Francisco para ter de espalhar a «Boa Nova» em terras onde Cristo ainda não chegou. Júdice, que é tudo menos parvo, disse que Marcelo corre o risco de desiludir, por ter colocado muito alta a parada. Diria mais: por este bizarro caminho, quando as rimas do «hip-hop» secarem e os afectos se esvaírem, não ficará nada. O anti-Cavaco não precisa de ser o Tino de Rans. Alguém que lhe dê bons conselhos.
Ana Avoila e Arménio Carlos uhuhu…Onde estão?
Fossem manifestar-se em frente à AR e a avaliar pelo acontecido antes eram tratados como heróis
«Tensão entre suinicultores e polícias junto à 2ª Circular em Lisboa»
Atenção: Apelo a todos os portugueses
Em nome do Senhor Ministro da Economia, Professor Doutor Cabral, apelo a todos os portugueses para que não abasteçam em Espanha. Se, por motivos alheios à vossa vontade, ficarem com um depósito vazio em território espanhol, podem solicitar o serviço de abastecimento nacional, que diligentemente e prontamente levará um camião-cisterna com combustível até ao local desejado por uma taxa de valor insignificante.
Para assegurar que não abastecem em Espanha, solicito a todos os condutores que adquiram um bidão de 85 litros, devidamente homologado, à venda na loja do Ministério da Economia, que deverão ter na mala do carro sempre atestado com o combustível correcto para o veículo em questão.
Portugal agradece a todos a colaboração.
Deflação e demografia I
Alemanha:

Japão (população):

Momento de boa disposição anotado
Como hoje é sexta-feira e a previsão metereológica dá esperanças de um fim-de-semana agradável, decidi presentear os leitores com o comentário mental que acompanha a elaboração de um texto do doutor Pedro Lains, doutor, comentário este dotado de uma profundidade e uma latitude apenas alcançável por mentes luminosas, eventualmente por emissões radioactivas ou acidentes do género.
Já nem há maneira de dizer o mesmo, vezes sem conta.
Mas vou tentar na mesma. Ler mais…
aviso à navegação
O estatismo projectou a ideia, que vingou em sociedades mais frágeis, como a portuguesa, de que os governantes são uma espécie de seres superiores ao comum dos mortais, de elevada inteligência, com capacidades para além do normal, que zelam, abnegadamente, pela nossa felicidade. Erro fatal: não apenas são homens exactamente iguais aos outros nas suas limitações e incapacidades, como muitos deles têm um elevado quociente de estupidez congénita, que o vício e a dependência da política agravaram e obstruíram o mais elementar sentido crítico. E esta gente toma decisões que a todos nos podem afectar. É bom estarmos conscientes disso.
Manuais gratuitos, que o ar é de todos, e o c******
Os manuais escolares dividem-se em dois grupos: o manual propriamente dito e os cadernos de actividades, estes últimos podendo incluir coisas tão variadas como um CD-ROM (só para Windows) ou, nos casos mais extremos, um cacto, um cavalo, uma locomotiva a vapor ou uma estátua em tamanho real de uma namorada de Sócrates (objectos hipotéticos, enquadrados no plano pedagógico nacional, decidido por uma pessoa tão brilhante que até mora em Lisboa). Obrigatório, obrigatório, só mesmo o manual. O resto é “facultativo”, no mesmo sentido que um rim é facultativo, sendo perfeitamente possível viver apenas com um, se assim desejar, que a liberdade é muito bonita. Porém, se “decidir” que “deseja” comprar os cadernos de “actividades”, isto para “ajudar” o petiz a encarar as “dificuldades” de “aprendizagens” que “adquirirá” ao longo do “ano” lectivo, desembolsará tanto como desembolsa para o “manual” propriamente dito (nos casos em que as editoras são simpáticas).
Uma coisa que foi simpática para as editoras foi o “acordo” ortográfico. Sim, aquela trampa demonstrativa da inépcia de uma certa academia balofa de artolas inúteis que serviu apenas para obrigar a máquina keynesiana que escava e tapa buracos a republicar tudo e mais alguma coisa, não fosse um C perdido prejudicar gravemente a psique do petiz que nunca deverá ser confrontado com tal aberração ortográfica sob pena de exclusão social permanente e irreversível por associação subconsciente ao fássismo de Salazar. Outra coisa que será simpática para as editoras será a revogação da aberração sem regras, senso, lógica ou fundamento que é o dito aborto ortográfico (agora sem aspas).
Agora, que os manuais para os petizes ranhosos serão gratuitos – viva António Costa, o grande! -, haverá oportunidade para triplicar o custo dos cadernos de actividades e objetos apensos. Manual grátis, caderno de actividades encadernado a couro e decorado a ouro pela módica quantia de 98,89€, que é para aprenderes cedinho o que acontece quando socialistas se esforçam para distorcer o mercado. Se fosse um livreiro sabia bem o que fazer nestes meses: além de planear mais uns anexos (sei lá, um pôster do Carlos Cruz, um avental para meninos e uma tenaz de ferreiro para meninas, por exemplo), estaria a protestar contra o acordo ortográfico a ver se se revia a coisa a tempo de reeditar tudo mais uma vez.
internem-no!
A loucura total apossou-se, de vez, de Mario Draghi e do Banco Central Europeu. Depois do fracasso de anos sucessivos a manter as taxas de juros artificialmente baixas, convencido de que, com isso, criaria incentivos para relançar a economia, percebeu que os bancos estão falidos e sem capital para emprestarem às pessoas. Vai daí, o BCE, sob a irresponsabilidade suicida do seu presidente, prepara-se para «pagar» aos bancos para que estes financiem as pessoas e as empresas. Pagar com o quê? Com mais pedaços de papel pintados pelo seu banco, ao qual dão o nome de «dinheiro». Mas, como é evidente, só um tolinho poderá convencer-se que o aumento da circulação de pedaços de papel pintados pelo sr. Draghi poderá incentivar seja o que for. A economia real, aquela que as pessoas e os bancos efectivamente sentem, continuará a piorar. Porque, se Draghi quer que as coisas melhorem, a solução é elementar, apesar de ser a exactamente contrária à que Mario Draghi tem posto em prática: deixar as pessoas e os bancos desenvolverem livremente a sua actividade, não os forçando a juros artificialmente baixos, com os quais ninguém está disposto a depositar as suas economias em bancos que todos desconfiamos estarem falidos. Porque a questão é mesmo essa: qual a vantagem, nos dias que correm, em ter as poupanças num banco falido, que nada nos paga por esse risco, ou tê-las debaixo do colchão? E, sem as economias das pessoas depositadas, aonde vão os bancos buscar capital para desenvolverem a sua actividade? A resposta parece evidente, embora Mario Draghi continue sem a perceber.
Não percebo a indignação
Estas santas e disponíveis almas rumaram à apresentação do livro do Henrique Raposo e cantaram
Note-se que até nem cantaram mal e em boa verdade a sessão de cantoria até podia passar por uma animação.
Se o Henrique Raposo tivesse apresentado o livro ali por 2012/2013 teria umas inapresentáveis criaturas a interromper a sessão aos gritos alegando que tinham fome, que a cultura estava a ser sufocada e outros dislates que os autores, editores e demais presentes tinham de aguentar com cara de dalai lama até que o destrambelho acabasse. E quando cantavam a coisa era péssima. Deu-lhes para as grandoladas, para mais cantavam pior que mal – devia ser da fome! – e para cúmulo havia sempre umas mulheres com aquelas roupas algures entre a Desigual e aquelas barracas de roupa étnica que enxameiam o litoral.
Ora estes senhores não sé cantam bem como são umas criaturas sóbrias. Quem os quiser contratar para futuras actuações em casamentos, baptizados e lançamento de livros deve ligar para?
Canto I
As frases e as imagens proibidas,
Que em boa hora brotam do Correio
Depois de manhãs de manchetes perdidas
Por vã tentativa de porco asseio,
Se ora já expõem a nu más vidas
Que outrora nunca olharam a meios,
Como, aliás, é hábito do Rato,
É só porque “tu é que és um buraco”.
Se há quem diga que é até imoral
Por bondade para com vil putaria,
Digo que é um caso bem especial
Porque manso só se for a tua tia.
E se vida se perde por erro fatal,
Tornando a carne do bicho em fria,
É olho por olho e dente por dente,
Que quem não se sente não é boa gente.
O Sindicato dos Jornalistas afinal não se auto-extinguiu
Descobri que o Sindicato dos Jornalistas ainda existe. E fala. Tem opiniões. Faz acusações. É certo que as mesmas são dirigidas a Bruno de Carvalho, presidente do Sporting. Mas certamente que aproveitando esta quebra na sua hibernação vai também este sindicato dizer alguma coisita, mesmo que pequenita sobre o facto de Arons de Carvalho, membro da ERC, surgir na investigação a Sócrates a discutir com o próprio um processo deste contra o Correio da Manhã. Aliás segundo se escreve neste jornal Arons “Não só discute o agendamento do caso como dá o conteúdo da defesa do CM.”“Não só discute o agendamento do caso como dá o conteúdo da defesa do CM.”
espero que Bruno de Carvalho, e já agora Pinto da Costa mais o Jesus e Luís Filpe Vieira subam o tom das acusações aos jornalistas para que o Sindicato dos Jornalistas se mantenha desperto. E assim quem sabe um dia lá se pronunciarão sobre o assunto.
Fujam! Vem aí outro espaço mítico: a discoteca Jamaica
Robalos, disse robalos?
Na ementa do almoço hoje servido em Belém constava robalo. Fosse Cavaco o presidente e os augures do regime já estavam a ler as mensagens inscritas na escolha de tal peixe.
as mãos bem visíveis
No seu discurso inaugural, Marcelo Rebelo de Sousa condenou «a mão invisível» que «apagou, subalternizou e marginalizou» os portugueses. Houve quem visse nisto uma crítica ao capitalismo e ao liberalismo de mercado. Erro puro. Marcelo, que é tudo menos analfabeto, sabe bem que o estado em que o país se encontra é devido a muitas mãos bem visíveis que o encaminharam para esse misero estado. As mãos do BPN, do BES, das PPPs, dos gastos irresponsáveis dos sucessivos governos suportados pelos impostos dos contribuintes, das megalomanias do betão, dos legisladores que põem em fuga os capitais estrangeiros e que dificultam, à exaustão, a vida das empresas, das leis proteccionistas que aumentam o desemprego e apenas protegem os profissionais do sindicalismo, etc.. Essas mãos têm braços, troncos, cabeças, rostos e nomes. Podem é andar escondidas ou disfarçadas. Ou pode Marcelo ter tido uma quebra de memória provocada elevado stress com que deve andar. Como ele tem fama de hipocondríaco ou de, pelo menos, ter a obsessão por medicamentos, não lhe fazia mal nenhum começar a tomar qualquer coisa para a melhorar. Vai precisar dela fresca nos próximos tempos.
Alguém me consegue esclarecer
O Artur Batista que aparece no facebook invectivando o liberalismo é o próprio que levou o Nicolau Santos a viver uma experiência mística de partilha de auras no Expresso da Meia Noite? Ou é alguém muito parecido que se faz passar por tão incensada personalidade nos areópagos internacionais?
A ler
João Taborda da Gama sobre Cavaco Silva de quem foi consultor: Cavaco não é um político profissional, é um político-total. É político na Fonte Luminosa e é político enquanto espera dez anos para ser Presidente; é político quando incita ao sobressalto cívico do “março de 2011”, e é político quando fala da poda das anonas. E é-o desde quase sempre. Filiou-se no PSD logo em 1974 (por exemplo, Sampaio aderiu ao PS apenas em 1978); filiou-se e filou o poder que nunca mais largou. Mas Cavaco é um político profissional no sentido em que tem uma obsessão pelo rigor, pela coerência e pela lógica. Na Presidência não vi improviso. Vi estudo, treino, preparação, repetição, lisura, cordialidade, distância. Aquela distância que há sempre que uma coisa é levada a sério. E a coisa aqui é uma preocupação obsessiva com o bem dos portugueses.
Vi síntese. Vi por vezes uma teimosia exasperante. E isto lembra-me uma outra coisa que me disse um amigo americano que era assessor de um governador e andava furioso com o chefe dele: os grandes políticos têm dois problemas, o primeiro é que acham que têm sempre razão; e o segundo é que têm.
Fagundes (nome fictício) foi meu vizinho quando morei em Abrantes. Toda a gente sabia que o seu casamento com a Albertina (nome fictício) tinha ficado severamente abalado quando, na persecução da velha paixão teatral, conquistou o papel de Maria von Trapp na encenação do “Música no Coração” levada a cabo por uma influente figura do teatro local, o doutor Pedro Pedrosa. Fagundes, com um vestido de alças que pouco disfarçava o primeiro raspanço tosco dos pêlos no peito, beijaria, no fim, enquanto escapava aos salazaristas, e de forma ardentemente feminina, o capitão von Trapp, papel atribuído ao espadaúdo Ferreira, que tinha uma loja de lãs mesmo na esquina da Rua Central, a que os locais chamavam, nos anos 60, o cu do mundo.
Toda a cidade achou a actuação de Fagundes brilhante, dando um fôlego à arte da representação nacional, inspirando uma geração de jovens para o teatro que, de outra forma, só andariam metidos na droga. Jovens que viriam a fundar a premiada Trupe Otomana, responsável por sucessos de bilheteira como “À Espera de Godot”, “Monólogos da Vagina” e, claro, a célebre peça com um trocadilho turco no nome, “Isto é um Bull”, sobre a linha de separação da Europa das civilizações bárbaras do oriente.
Cedo se percebeu que Fagundes passava muitas noites a enrolar novelos de nylon na loja do Ferreira, mas, diria eu, o ponto de viragem foi a participação como porta-estandarte da Abrantes Gay Parade, que se realizou, precisamente, em Abrantes na Primavera do ano seguinte. As gentes de Abrantes são tolerantes, como dantes, mas Albertina não foi e, vai daí, deixou Fagundes entregue à nulidade de um casamento que, mesmo frutuoso em rebentos, já não reservava guarida para ocasionais afogamentos de gansa.
Fora de Abrantes, claro, ninguém sabia da galopante bichice de Fagundes; quando o convidaram para o cargo de comentador na TRS, a Televisão Regional de Santarém, uma televisão pirata – um convite inesperado nessa altura em que só pessoas com conhecimentos eram convidadas para comentar coisas na televisão -, foi sob a condição de vestir um fato em substituição dos gastos turtlenecks de Sartre e de se apresentar como virilmente heterossexual. “Cada programa será como se estivesses a pinar com todas as costureiras deste país no Atlântico em dia de concerto do Tony Carreira”, terão dito. Aí renasceu o mito do Fagundes heterossexual, que tanto embeiçou quem igualmente se embeiçaria por uma esfregona que aparecesse na televisão.
Sucederam-se as namoradas, cada uma mais pirosa, como se Fagundes nem se esforçasse para disfarçar que as suas preferências eram mais do tipo de quem frequenta o ginásio inconsciente da presença de calças de ioga em ancas curvas. Estas namoradas eram trambolhos, na gíria popular. Algumas davam-se ao trabalho de manter a discrição, outras optavam por exibir sapatos que demonstravam que a única possibilidade de mitigar a maçada de manter uma relação heterossexual com um homossexual é através de compras acima das possibilidades.
Fagundes endividou-se à mesma taxa que Sócrates endividou o país e, vai-se a ver, acaba suspeito de andar no gamanço para manter os vícios do gajedo que sustentavam a sua imagem heterossexual. Albertina chegou a comprar, inclusivamente, uma pequena quinta a norte de Saint Tropez, onde encontra a tranqüilidade que abafa a lembrança de Fagundes a chamar-lhe Artur durante uma tentativa frustrada de coito misericordioso.
Não foi para uma sociedade destas que tanto lutamos. Os homossexuais não podem ser excluídos assim da sociedade, vítimas de chantagem por mulheres que se aproveitam da vergonha percepcionada pelo reconhecimento, em pleno, da sexualidade de um pobre homem. No dia internacional da mulher, apelo à sociedade para que aceite e deixe de julgar pessoas só porque preferem abafar a palhinha. Apelo também à sociedade para que julgue duramente estas mulheres, que aproveitando-se das vulnerabilidades de um homem, o esmifram até ao tutano. É tempo de dizer “não”. Basta. Igualdade para todos.
os tempos estão próximos…
Partido Comunista Português está velho, cansado e desgastado, mas estúpido é que não é. Por não ser, nem nunca ter sido estúpido é que continua vivo, depois de ter assistido aos enterros de todos os partidos comunistas europeus. Quando foi encostado à parede, por António Costa, para apoiar o «governo das esquerdas» ou ficar com o ónus de deixar o «governo das direitas» e da «austeridade» em funções, sabia bem que esse apoio era, necessariamente, a prazo breve, sendo este prazo aquele que melhor lhe conviesse. Ora, em tempos de sério agravamento previsível da situação do país, o PCP não quererá certamente ficar associado a mais um aumento de austeridade ou a coisa ainda pior. Para o evitar e cumprir os grandes desígnios do Comité Central, a primeira medida profilática é pôr a CGTP na rua, a segunda é ir rosnando ameaças ao governo, mas a terceira e inevitável, será mesmo desfazer a «geringonça», acusando-a de estar a prolongar as políticas da direita. Pelo caminho, espera o PCP, irá o Bloco juntamente com o PS, tal e qual a célebre alegoria da criança e da água do banho. Assim sendo, faz algum sentido esta jogada de Jerónimo de Sousa, sobretudo se a acompanharmos da leitura desta notícia. Como dizia o outro, «arrependei-vos, Irmãos, que os tempos estão próximos!». Quão próximos, em breve saberemos…
Tu é que és um buraco
Tu, o que aumentando a despesa consegue manter o défice intacto, tu é que és um buraco. Um buraco negro de crescimento infinito. Pergunta: porque não aumentar ainda mais a despesa?
é porque não é grande coisa
António Costa é um génio da inovação política. O seu maior feito tem sido o de fazer, às claras, política às escondidas. Eu explico: até agora o registo político comum era dizerem-nos uma coisa e, debaixo da mesa, prepararem e fazerem outra completamente distinta. Nada de especial. Nalguns casos menos ortodoxos, tivemos, também, alguns políticos com excesso de franqueza, que não escondiam aquilo que faziam, como foi o caso de Vitor Gaspar, que nos anunciou o «brutal aumento de impostos» que efectivamente nos aplicou. Pois, agora, Costa inventou uma nova modalidade de governar: esconde-nos tudo o que faz com relevância para as nossas vidas, nada nos dizendo sobre os assuntos e assumindo frontalmente que nos está a ocultar toda a verdade. Primeiro foi com os pactos de governo que fez com o PCP e com o Bloco, de que ainda hoje ignoramos os textos originais, e, agora, com esta coisa do «plano b» para o orçamento, que todos sabemos que existe, não sabemos o que lá está e que ele assume estar a esconder. Evidentemente, porque não pode ser grande coisa. A seu tempo – quando Costa quiser e bem entender – saberemos porquê.
Tu és a força, a alegria e a sombra que se afasta e me alcança, projectando-me num plano distinto do que me acolhe. Tu és o amor e a vida, o ser e o estar, o fluxo e o éter da brisa e do fogo que me refresca a inocência e preenche a experiência. Tu é que és um buraco.
Pondera-se portanto que o munícipe pague:
a) a renda actualizada para que os donos das discotecas ali mantenham os seus negócios;
b) os prejuízos alegados pelos donos dos edifícios por manterem ali as discotecas
c) a reabertura das discotecas noutro edifício
Ou todas estas coisas e até quiçá os copos a quem lá foi e a quem acha que lá devia ter ido.
O Caso MLA
Maria Luís Albuquerque (MLA) está convocada para ir ao Parlamento nos próximos tempos, provavelmente até na mesma semana, para dar explicações sobre dois casos:
- O caso ANAC, em que o salário dos membros da ANAC aumentaram para compensar o novo regime de incompatibilidades a que estão sujeitos (link).
- O caso da própria MLA, que tendo ganho como ministra 30% do que ganham os membros da ANAC não tem incompatibilidades tão restritas e arranjou um emprego (como é normal as pessoas fazerem).
No primeiro caso MLA será acusada de desbaratar fundos públicos em salários milionários, quem sabe para amolecer o regulador na venda da TAP. No segundo caso MLA será acusada de favorecer uma empresa com quem nunca negociou na venda de créditos do BANIF. Será ainda acusada de ser deputada e de ter um emprego , ou seja, será acusada de não fazer do lugar de deputada uma profissão e uma carreira.
Estes dois casos mostram que MLA seria criticada em qualquer circunstância, mesmo que fosse para freira. Se entrasse num convento tenho a certeza que lhe iriam descobrir uma incompatibilidade. Percebe-se também que, para a extrema esquerda a quem servem estas campanhas, só se pode fazer política se se for funcionário do partido, funcionário público ou milionário. Quem quer que viva da sua profissão no sector privado nunca poderá desemprenhar cargos públicos.
A pior coisa que se pode fazer nestes casos é defender que em política o que parece é ou que à mulher de César não basta ser séria, tem que parecer, como defende José Manuel Fernandes. Primeiro porque quem sabe que o que parece não é, deve dizê-lo. E quem acha que a MLA é séria deve dizê-lo, mesmo que todos digam que aparenta não ser. Segundo porque ninguém tem obrigação de ser santo no meio de ladrões. MLA não fez nada de errado e não tem que jogar um jogo que favorece os carreiristas políticos que não têm profissão fora da política.
PS – Pelos vistos há 38 deputados sem exclusividade. Num país em que 80% dos trabalhadores trabalham no sector privado apenas 16% dos deputados têm uma profissão e continuam a trabalhar nela. Note-se que “deputado” é um cargo de representação do eleitorado e não uma carreira ou uma profissão.
Festa é festa
Ligando a TV num daqueles canais de propaganda 24 horas por dia em 7 dias por semana, por exemplo, SIC Notícias, temos oportunidade de ver que Maria Luís Albuquerque receberá, mais ou menos, 8426,43€ brutos, 12 cafés e 4 empadas de galinha por mês. Até Marques Mendes se indigna com isso, sem, no entanto, revelar quanto recebe para se indignar semanalmente na televisão. Tempo houve em que era pecado revelar que Sócrates era um daqueles pelintras que nunca poderia viver à grande e à francesa (trocadilho intencional) sem recorrer à generosidade do amor fraternal entre homens de meia-idade maçados de mulheres pré-menopausa; agora já se pode especificar até ao último cêntimo o salário de protagonistas políticos. Pode, desde que não sejam políticos dos que se indignam semanalmente na televisão: o mercado da indignação televisiva ainda não é tão transparente como o mercado de trabalho na área financeira, como o caso Maria Luís Albuquerque pode comprovar.
Um dos indignados televisivos, um independente socialista que apoia incondicionalmente o que quer que chegue via memorando “lá de cima”, o doutor professor doutor, mestre e professor doutor dr. doutor Adão e Silva, sociólogo, politólogo e amigalhaçólogo de bestialidade governativa portuguesa – recentemente contratado pelos contribuintes portugueses para a estação televisiva que os contribuintes portugueses oferecem (no mesmo sentido em que um suspeito de terrorismo oferece as unhas e uma ou outra falange ao inquisidor) a funcionários públicos e pensionistas portugueses -, mesmo servindo de sede a um programa denominado “Preço Certo”, não revela quanto vai receber para se indignar por todos nós e em nosso nome no dito canal, que não é privado, é público, pago por impostos no âmbito do grande Estado Social que nos trata da saúde, indignando-se, porém, com a ética republicana, a tal que permite que contribuintes possam assalariar qualquer calhau que se indigne por nós, graças a Deus, viva o Presidente! República ou morte!
8426,43€, 12 cafés, 4 empadas de galinha, zero apartamentos em Paris e nenhuma garantia de usufruto de leito com jornalista de causas fracturantes que nos fracture a espinha. É uma imoralidade total. Dá-nos Barrabás, pá, ou o prof. doutor professor dr. doutor Adão e Silva e dois leões, que a gente quer é festa.
Não tiveram assim um segundito
para tratar da tortura e execução dos homissexuais pelo Hamas? Eu sei que era um colóquio sobre “Feminismo contra a Guerra” mas como estava uma feninista activista do o Comité de Solidariedade com a Palestina podiam ter-se lembrado de Mahmoud Ishtiwi, torturado e executado pelo Hamas
Assim para que se entenda
o BE defende exactamente o quê na questão dos refugiados?É que isto não quer dizer nada: “A maior crise que a União Europeia vive neste momento é, sem dúvida, a crise humanitária e a resposta tem de ser uma resposta de direitos”, salientou a líder do Bloco de Esquerda,
Estou em crer
que se Trump for eleito Guantanamo fecha. Como se sabe Guantanamo ia fechar porque Obama queria fechar Guantanamo, porque Guantanamo era uma ignomínia, porque Guantanamo era uma vergonha… Obama foi eleito e apesar de ir fechar Guantanamo, de querer fechar Guantanamo e de se saber de ciência certa que Guatanamo ia fechar, GUantanamo continuou aberto. E docemente desapareceu das notícias. Os presos de Guantanamo deixaram de ter mães que os chorassem, advogados mediáticos que alertassem para a sua condição e estrelinhas de cinema a faiscar de emoção sempre que proferiam a palavra que começa por G. Assim só posso concluir que se Trump for eleito Guantanamo fechará porque só assim se cumpre o desígnio de Obama.
Cavaco, o Presidente que matou o cavaquismo
Tema do meu artigo de hoje no Observador: como e porquê Cavaco Silva, Presidente da República, acabou a ter de matar o cavaquismo dos anos 90 do século passado
“É possível um Presidente da República sair de Belém com altos níveis de popularidade com esse presidente a respeitar os seus poderes e sem procurar subverter o regime? Não sei. Mas sei que Eanes, Soares e Sampaio saíram popularíssimos de Belém. O primeiro fez um partido, o PRD, a partir da presidência. O segundo, Soares, levou os últimos anos do seu mandato presidencial numa cruzada pública contra o então primeiro-ministro que por sinal se chamava Cavaco Silva e tinha sido eleito com uma maioria mais que absoluta. Quanto ao terceiro, Jorge Sampaio, numa manobra de bastidores nunca explicada, afastou Santana Lopes. Mas eram todos popularíssimos no final do mandato.”
Já ninguém sabe ou quer grandolar como antigamente
António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa lideram a melhor troika que nos podia acontecer. Tempos houve, no governo de triste lembrança, em que as pessoas sofriam de tal forma que, nos casos muito extremos, desatavam a cantar ‘Grândola, vila morena’ sem motivo terapêutico que não o alívio temporário do doloroso ‘isto não se aguenta’. Lamento, cristãos e humanistas, mas isto assim não era vida.
Desde que a troika da união esquerdista aliou a dupla de centrais Galamba e Mortágua, tornou-se impenetrável a linha de defesa Nogueira, Arménio e Avoila, impossibilitando o remate à baliza de Costa, o guarda-redes de volumetria abundante e efectivamente ricocheteante que trouxe a temática do bem-estar para a esfera pública, acabando com maleitas que descambam em manifs e cantorias nas apresentações de erratas às erratas das adendas à versão corrigida do documento sério e extremamente cuidado que é o orçamento Centeno na sua 18ª versão após correcção e revisão por Bruxelas.
Desde que se tornou possível que uma criança tenha dois pais e uma ama virgem, passamos a dedicar tempo e atenção a essa forma de alívio da austeridade que não se aguenta e elimina necessidade de cantorias despropositadas, a amplamente desejada e democraticamente exigida eutanásia. Quem ainda não está convencido da necessidade de terminar a vida a chatos indesejáveis que gemem em vez de grandolar, tem agora Adão e Silva na televisão pública, uma forma humana de assistência ao suicídio sem custos para o utilizador.
O governo anterior, na sua irresponsabilidade, nunca se lembrou de assegurar tranquilidade ao povo que sofre através da legalização da morte por homicídio assistido. Cambada de amadores. Agora sim, a troika esquerdona, o esquadrão de esquerda, a frente unida da explosão de bondade humanista esquerdalhante, finalmente e definitivamente, conseguirá eliminar o sofrimento de um povo inteiro através de massagens a funcionários públicos e extermínio de velhos heterossexuais chatos que mijam os lençóis de seda. Limpeza de listas eleitorais e reforma da segurança social ao mesmo tempo. Bem hajam.
portanto…
Um sujeito vai a ministro devido à sua competência e histórico profissional. É ministro por três anos ou quatro. Quando abandona o ministério fica inibido de regressar à actividade profissional onde é competente e que o levou a ser ministro.