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Intraduzível

4 Março, 2016

Eu ia comentar um post do Pedro Lains, este. Ia, mas já não vou; não sei como lhe pegar. Estou plenamente convicto de que se trata de um indivíduo que padece de maleita que o leva a expressar-se através de palavras aleatórias. Não duvido que pense bem, que tenha ideias estruturadas, que saiba o que quer dizer; no entanto, sai sempre algo em pseudo-estrangeiro, uma língua mística qualquer usada por pessoas que sofrem do mesmo mal e que impede que sejam compreendidos por seres humanos normais. Decerto há quem concorde, mesmo não sabendo explicar em quê. É uma questão estética, talvez. O problema não é tão simples como o horóscopo para o Capricórnio ser mais fidedigno na análise económica; é que a exigência de psicotrópicos para que o leitor obtenha um significado – qualquer um – dos seus textos é, em si mesmo, uma limitação que onera em demasia para a obtenção de tão pouca satisfação com a revelação.

Tenho a certeza absoluta que é doutorado. Aproveito, então, para pedir desculpa aos doutorados em geral pela inevitável desvalorização do vosso grau académico. Lembrem-se que é tudo pela pátria.

Nota: 7 valores.

Portanto

4 Março, 2016

Proposta do PS coloca contribuintes muito ricos sob vigilância permanente do Fisco

a) Quem são os muito ricos?

b) Os muito ricos podem ainda sair do país?

 

Incompatível, claro

4 Março, 2016

Maria de Luis Albuquerque quer ir trabalhar para uma empresa que foi interveniente no processo do Banif. Ela, como ministra das Finanças teve intervenção directa em tal dossier. Em várias fases, desde o decidir torrar 1300 milhões directamente, seja posteriomente na gestão ou abstenção de gestão da sua venda. Parece óbvio que há uma incompatibilidade, dado que agiu  directamente sobre tal assunto, pouco importando se beneficiou, prejudicou ou foi isenta relativamente aos interesses dos eventuais futuros patrões. A mera existência de duas posições: a de gestora de interesses públicos e a futura actividade de defensora de interesses de empresa parte no processo é por si (ou devia ser) suficiente para considerar tal cargo incompatível com as suas antigas responsabilidades no governo.

Acresce que sendo tal dossier objecto de investigação no Parlamento, e mantendo-se Maria Luís Albuquerque como deputada, acresce segunda incompatibilidade, por ela poder ser chamada a tomar ou influenciar decisões com impacto nos eventais interesses dos seus patrões, potencialmente conflituante com os deveres da deputada de salvaguarda do interesse público.

Não se diga que a aceitar-se tal coisa, (tão óbvia aliás), qualquer ex-ministro ou governante teria dificuldade de arranjar emprego após cessar funções. Para além de MLA ter emprego (é deputada), nem só de empresas dependentes de relação com o Estado é feita a sociedade, (portuguesa e/ou internacional), não faltando certamente algumas com interesse em aproveitar as qualificações de tão doutos e sérios ex-governantes.

Portanto Maria Luís não está interessada em substituir Passos?

3 Março, 2016

Maria Luís Albuquerque contratada para gestora britânica Arrow GlobalMaria Luís Albuquerque contratada para gestora britânica Arrow Global

À atenção das cortes espanholas

3 Março, 2016

Depois do número do bebé e dos beijinhos podem suas senhorias começar a despir-se.

De qualquer modo em matéria de strip a Madeira vai à frente.
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Só não percebo quem usufrui da nova licença

3 Março, 2016

Todos os dias temos notícias empolgadas sobre os artistas que fazem de conta que são doutro género ou os que fazem género e acham que são artistas mais os que querem acabar com as diferenças de géneto literalmente falando no mundo das batatas fritas  e no meio disto também são assinaladas como muito modernas as chamadas licenças de períoo que ao certo já nem se percebe como se deve chamar (O Observador na sua curta vida já produziu tem mais ou menos uma enciclopédia sobre o assunto). Ora já se sabe como vai isto acabar: os homens tb vão ter licença de período, vamos discutir a retroactividade das licenças de período, o Pablito Iglesias mais o outro beijoqueiro ainda fazem uma demonstração do dito período nas Cortes e o BE faz um cartaz quiçá com Shiva sobre o assunto. Proponho que cortemos caminho e atribuamos desde já licença de período a todos os trabalhadores e não trabalhadores. Todos, todas, todinhos… Sem limites de idade e nem quaisquer outros. Pelo menos poupamo-nos à parvidade da discussão e a ter de ouvir Arménio Carlos a defender o alargamento da licença de período para todos e todas.

Acordai homens que dormis

2 Março, 2016

“As rondas também se fazem a pé”, diz ministra da Administração Interna

E diz muito bem senhora ministra. Mas sabe a senhora ministra que caso Portugal não estivesse sob o síndroma do «Manda quem pode e acha que deve» e amanhã senhora ministra teríamos:

a) os sindicatos de polícia a declarar que a senhora ministra estava a gozar com as forças da autoridade,

b) o senhor Arménio Carlos a prometer 10 jornadas de luta contra esta ofensiva de fazer recuar a PSP à longa e apeada noite fascista;

c) a dona Avoila a declarar que a função pública vai parar;

d) a bastonária da Ordem dos Advogados a prometer accionar um  processo por cada ronda a pé;

e) os industriais dos automóveis a declarar que a senhora os vai levar à falência;

f) a Ordem dos Médicos a dizer que a senhora quer matar os polícias pelo cansaço;

g) o colégio dos ortopedistas a dizer que os polícias só podem estar de pé 10 minutos por dia;

h) cinco psicólogos a darem conta do stress pós traumático que afecta 98% dos polícias que fazem ronda a pé;

i) o professor Bagão Félix a explicar que essa medida é neo liberalismo puro;

j) a deputada Joana Mortágua a explicar que as rondas a pé não podem ser alaragads à PSP porque isso implicaria alargar a ADSE a quem faz ronda a pé e a ADSE deve ser restrita ao serviço de ronda sentada;

l) o presidente da CM Porto a dizer que esta é uma decisão para impedir o desenvolvimento do Porto porque os agentes que fazen rondas a pé na avenida da Boavista no Porto demoram muito mais que aqueles que fazem ronda a pé na rua da Bestesga em Lisboa

m) a deputada Isabel Moreira  a declarar que esta medida é uma clara discriminação  a favor das pessoas com dois pés, duas pernas e que adoptar a posição vertical trata-se de uma postura conservadora  e antropocêntrica das rondas. Estas  deveriam ser feitas no sistema pirueta e salto Fosbury

 

 

Admirável mundo novo

2 Março, 2016

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A prática da cadeia McDonald’s de identificar as ofertas de brinquedos com a refeição Happy Meal como sendo para “rapariga” e para “rapaz” vai acabar

Muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa

2 Março, 2016
Donald Trump António Costa
Reducing or eliminating most deductions and loopholes available to the very rich. Novo IRS discrimina mais ricos em desfavor dos que menos ganham
I’ll bring back our jobs from China, from Mexico, from Japan, from so many places. I’ll bring back our jobs, and I’ll bring back our money Quando a Alemanha diz que precisa de 500 mil novos imigrantes, nós também podemos dizer que precisamos de 500 mil novos postos de trabalho
The middle-class has worked so hard, are not getting the kind of jobs that they have long dreamed of – and no effective raise in years. BAD Não é a política de baixos salários e dos despedimentos que vai devolver a Portugal o crescimento económico.

A sério que o problema é ser na praça pública?

1 Março, 2016

Ricardo Costa no EXPRESSO CURTO desta manhã escreve esta coisa assombrosa sobre a demissão de Lamas: João Soares levou a sua avante e demitiu António Lamas da presidência do CCB, num processo público bizarro, conduzido na praça pública. O escolhido para o lugar é Elísio Sumavielle, um especialista na gestão de património e colaborador de longa data do ministro da Cultura. João Soares tinha ameaçado Lamas de que o exonerava até ontem se este não se demitisse. E assim foi. Não era preciso era ter sido tudo à nossa frente. Se moda pega na administração pública, mais ninguém vê telenovelas.

Realmente é tudo uma questão de falta de educação. Prontos, sei lá!!! Tá a ver? O Lamas esrava no CCB o Joãaao tinha pensado noutra pessoa pró lugar e em vez de fazer as coisas com discrição deixou cair o assunto na praça pública….

Ricardo, não é uma questão de estética!!! É uma questão de ética.

 

Viva o progresso progressivamente progressivo e a ética republicana

1 Março, 2016

Uma boa notícia para quem deseja ter um filho que não esteja preso por amarras de identidade sexual, mental ou de resquícios de normalidade. McDonalds diz que vai retirar rótulos de “rapariga” e “rapaz” nos seu menu Happy Meal, providenciando brinquedos adequados a toda a variedade de géneros humanos que um(a) human(o) de sete anos pode ter. Se deseja ardentemente que o seu varão possa brincar com princesas e que a desgraçada – que nasceu para lhe mudar a fralda quando atingir os trinta e oito – possa enfiar desde já a colher de trolha na tomada trifásica onde a mãe liga a motosserra para a lenha enquanto o pai pinta as unhas, pode ficar descansado, está em curso o processo de destituição de carácter do seu petiz.

O próximo passo são aquelas cadeias de roupa para crianças, com discriminação sexual aberrante e, inclusivamente, pictoricamente opressiva, onde o pequeno Igor é oprimido pela sociedade patriarcal quando a mamã camionista o educa para inclusão com uma linda mini-saia da Minnie, que é uma rata, para quem não sabe.

Crucifiquem o gajo! Dá-nos Barrabás!

1 Março, 2016

Anda aí alguma comoção porque um livro foi publicado. Maravilha! Essa comoção comichosa estende-se generosamente a todo o bandalho que se der ao trabalho de defender ou publicitar a dita publicação. Repare o leitor que não me refiro a uma obra verdadeiramente perigosa (como, por exemplo, o orçamento de estado do Centeno ou um guia para o veganismo) e sim a “uma história do Alentejo através de histórias familiares e memórias pessoais” do autor. Sei que soa extremamente subversivo e, inclusivamente, audacioso ao ponto de poder induzir toxicidade por via de ingestão de opinião alheia, porém, as coisas são o que são e o português só está bem quando dá asas à sua pulsão exuberantemente agastada por opinião de outrem. Vai daí, que até está frio e fazer filhos está pela hora da morte, toca a organizar um boicote concertado de linchamento ao autor e associados, que é para aprenderem a guardar opinião nos confins do silêncio mental; é assim mesmo ou já chegamos à Madeira, hein? “O autor é filho de alentejanos que migraram para a Grande Lisboa nos anos 60 e sempre assumiu que encontraria a sua identidade perdida numa viagem deste estilo pelo Alentejo. Será que esse velho sonho resistiu à realidade?”. Claro que não resistiu à realidade. A realidade é calar bandidos que atentam contra o bom nome do hipotético bisavô violador que qualquer português de sangue quente desejaria ter tido. Proibir livros soa má ideia, sob risco de se perderem obras com significado etnográfico de relevo em passagens como “o meu umbigo vomitado numa noite aterradora” no magistral “Apátrida” de Isabel Moreira, porém, é necessário, para manter o português ocupado entre acções de remoção de crucifixos de espaços públicos. Repita para si próprio, com o tom fanhoso de quem tem um furão na narina: “o Estado é laico. Amen”. Já começou a topar-se?

360px-GiveUsBarabbasPodemos questionar se o português está a caminhar a passos largos para o fetiche fascista que paira no ar sob égide da “ética republicana”, essa puta que serve para tudo e mais alguma coisa que não se faz dentro de portas com a boca que beija os filhos. Podemos, mas estamos a perder tempo com pachecopereirismos de olhar para a questão não-essencial: o português lida mal é com a retórica necessária para manter aparência de um regime liberal e democrático, não com a ausência desse regime. Seria muito mais tranqüilo para todos se pudéssemos abraçar o autoritarismo que desejamos para mitigar o “não se governam nem se deixam governar” que nos tolhe o ADN mesmo antes de abandonarmos o útero do lusitanismo. “Um Salazar em cada esquina, é o que era”, que “eu nem gosto do Raposo e uma visita da PIDE só lhe fazia bem”. É isto o português. Felizmente temos um governo capaz de nos providenciar a alavanca para atingirmos a utopia da nossa essência prometida, a de bestas quadradas. Viva António Costa! Queimem o Raposo.

Barrabás! Barrabás! Dá-nos Barrabás!

Já agora

29 Fevereiro, 2016

Vale a pena consultar a Proposta de Plano Estratégico Cultural para a Área de Belém

 

Já agora

29 Fevereiro, 2016

O Conselho Diretivo do CCB não tem nada a opinar sobre a forma como foi afastado o presidente do CCB? Recordo que quando Mega Ferreira não foi reconduzido o então Conselho Diretivo do CCB  se demitiu em bloco

Isto pq Mega não foi reconduzido. António Lamas é corrido qual saneado do PREC (sendo que no PREC os ministros não falavam sobre quem iam afastar) e o o actual Conselho Diretivo do CCB não diz nem uma palavrinha? Pode dar-se o caso do Conselho Diretivo do CCB considerar   Lamas intratável ou incompetente. Mas nesse caso como estiveram no Conselho Diretivo do CCB presidido por ele?

Nada de confusões nem areia para os olhos

29 Fevereiro, 2016

A propósito deste meu post sobre o saneamento de António Lamas do CCB logo houve quem na caixa de comentários viesse recordar a substituição de Mega Ferreira por Vasco Graça Moura. Pois seria um lindo exemplo se fosse verdadeiro. Mas não é. Mega Ferreira não foi RECONDUZIDO. O que é substancialmente diferente do que aconteceu com António Lamas que foi mais ou menos saneado no meio duma arruaça com frases ministeriais como “Eu acho que o presidente do CCB tem de sair”,  “e se não sair, eu, na segunda-feira, seguramente o demitirei, usando os instrumentos legais de que disponho”.

Se a senhora bastonária na qualidade de enfermeira se pautar por igual rigor na hora de decidir se estão ou não reunidas as condições para a eutanásia…

29 Fevereiro, 2016

Bastonária dos Enfermeiros: “Eutanásia já é praticada nos hospitais públicos”

Bastonária dos Enfermeiros:  nós trabalhamos em equipa (médicos e enfermeiros) – houve médicos que sugeriram por exemplo administrar insulina àqueles doentes para lhes provocar um coma insulínico. Não estou a chocar ninguém porque quem trabalha no SNS sabe que estas coisas acontecem

Bastonária dos Enfermeiros: “Nunca assisti a práticas de eutanásia”

de 4 em 4

29 Fevereiro, 2016
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O Blasfémias é um dos únicos blogues do mundo que faz anos de 4 em 4. Este ano caiu-nos em cima e, por isso, envelhecemos mais um. Apesar de pertencermos à banda geriátrica da blogosfera lusitana, esperamos reanimar a coisa e injectar-lhe um segundo (terceiro, quarto?) fôlego. Hoje, a medicina oferece-nos um sem número de possibilidades para isso. Não há por que não as aproveitar. Em breve daremos notícias…

Os caladitos

29 Fevereiro, 2016

Note-se que à excepção deste texto não veio, que eu tenha dado por isso, nem um ai nem um ui do mundo da cultura sobre o afastamento de António Lamas do CCB. O mundo da cultura deve estar a precisar de 1280px-Strepsils.jpg

12º Aniversário

29 Fevereiro, 2016

O Blasfémias faz anos. 12 anos.

Em 1 de Abril de 2004, a Google lançava o Gmail, portanto o Blasfémias precede o Gmail. Antes de Sócrates iniciar a sua senda de prejuízo irrecuperável, já o Blasfémias existia para o relatar. O Blasfémias iniciou ainda o Ronald Reagan era vivo. E o Arafat. E o Marlon Brando, assíduo leitor, penso, mesmo antes de morrer com a obesidade do neoliberalismo.

O Blasfémias iniciou publicação quando ainda havia nudez na Playboy. Hoje, no mundo globalizado e modernizado, a imagem de Adão e Eva necessita actualização, para não ferir susceptibilidades. Sugiro a seguinte.

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Feliz aniversário para todos os blasfemos do passado e os do futuro, que continuarão a delicada arte da blasfémia até que o blogue seja definitivamente encerrado por excesso de zelo de um fã de António Costa.

 

Pessoas pequeninas não têm razão para viver

29 Fevereiro, 2016

Esta madrugada foi a cerimónia dos Oscars. Toda a gente dirá que foi uma cerimónia magnífica, cheia de humor sobre injustiças xenófobas e racismo de Hollywood (foi referido directamente, não é uma conclusão). Eu achei lamentável, triste e, sobretudo, o culminar do sentimento de culpa do homem branco por ter nascido branco. Nem a Leni Riefenstahl faria melhor cerimónia. Tal como já fomos todos Charlie, agora somos todos pretos. Não somos asiáticos, índios ou esquimós, somos pretos. Também somos todos mulheres agredidas, lésbicas e padecemos de doenças terríveis e vontade de morrer.

Não era suposto aquilo celebrar o cinema americano, a marca indelével que o entretenimento deixa na cultura de povos que incluem brancos, pretos, azuis e todas as variações de pigmentação possíveis para pessoas? Era aqui que devia dizer que até há bons actores que até são pretos? Que há bons realizadores que até são homossexuais? Que as mulheres já podem fumar e, pasmem, votar? Ridículo. Não, esta não foi a cerimónia do cinema americano, foi uma orgia da melanina. Vai-se a ver, os EUA precisavam era de um presidente negro, a ver se a coisa voltava ao normal.

Confissão de crimes

28 Fevereiro, 2016

tumblr_nokeev9D1y1u5f06vo1_1280A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, em entrevista à Renascença, segundo o reportado pelo Expresso, decidiu confessar um ou mais crimes. “Vivi situações pessoalmente, não preciso ir buscar outros exemplos”, acrescentando que “mais vale admitirmos que há coisas que não estão legisladas, mas que são feitas”.

“Vi casos em que médicos ministraram insulina àqueles doentes [em situação terminal] para lhes provocar um coma insulínico. Não estou a chocar ninguém porque quem trabalha no Serviço Nacional de Saúde sabe que estas coisas acontecem por debaixo do pano, por isso vamos falar abertamente”, disse Ana Rita Cavaco.

Vamos, pois, falar abertamente: compete ao Ministério Público abrir imediatamente inquérito e constituir a senhora bastonária como arguida. Se há crimes a serem cometidos nos hospitais públicos tendo como vítimas doentes terminais, não estamos sequer a falar de eutanásia proibida por lei, estamos a falar da presença de sociopatas em funções públicas que andam a assassinar membros da população em situação de extrema vulnerabilidade.

o respeitinho é muito lindo

27 Fevereiro, 2016
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E até a Catarina tem mais medo do Altíssimo e da Igreja Católica, do que de Bruxelas e do Costa. Pelo sim, pelo não, não vá o diabo tecê-las. E ainda dizem que a fé não move montanhas…

Sugestão de campanha para a eutanásia

27 Fevereiro, 2016

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O que se passa com o mundo da cultura?

27 Fevereiro, 2016

Sempre tão sensível às prepotências, sempre tão irreverente, sempre tão solidário com os perseguidos e que agora se calara pernte um ministro que fala assim com o presidente do CCB:Ministro para o presidente do CCB: demita-se ou é demitido

Vá lá riquezas façam um manifesto, uma petição, declamem poesia, amarrem-se, cantem… ou quando o ministro é da cor a malta assobia para o lado?

já não se fazem revolucionários como dantes

27 Fevereiro, 2016
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Depois do MRPP submisso (o de Garcia Pereira) ter metido na gaveta o «morte aos traidores!» e, com isso, ter provocado uma fúria no MRPP dominador (o do Grande Dirigente e Educador da Classe Operária), que cindiu o partido a meio (Garcia Pereira foi para um lado, Arnaldo de Matos para outro e a empregada de limpeza da sede amuou), agora é a questão religiosa que parece estar a dividir o Bloco de Esquerda. No tempo em que havia revolucionários a sério, uma coisa destas não preocuparia ninguém e provocaria a reacção contrária à que está acontecer. No fim de contas, «a religião é o ópio do povo» e, por isso, o que o Bloco fez era um importante contributo para libertar as massas da opressão papista. Mas o entorpecimento burguês chega às paragens revolucionárias mais recônditas: Francisco Louçã e Marisa Matias vieram protestar por causa do cartaz, e até o Bloco meteu o rabo entre as pernas com um pedido de desculpas pela ofensa involuntária. Um dia triste para a revolução.

Consequências imprevistas II

27 Fevereiro, 2016


Consequências imprevistas

27 Fevereiro, 2016

Que mil cartazes desabrochem!!!

27 Fevereiro, 2016

Tema do meu artigo de hoje no Observador: santos e milagres que recomendo ao BE para os seus futuros cartazes. A começar por Simeão Estilita, o Velho, para a austeridade. Está bem de ver que Simeão Estilita, o Velho, representa a austeridade de Passos Coelho. Já Simeão Estilita, o Moço, representa a austeridade de António Costa. Assim, enquanto Simeão Estilita, o Velho, vivia no topo de uma coluna com dezassete metros de altura, Simeão Estilita, o Moço, começou por ser estilita no chão.

Quanto às polémicas no CCB recomendo Santa Gúdula, filha de Santa Amélia de Gand, irmã de Santa Reinalda e de São Aldeberto e sobrinha de Santa Gertrudes.

Venham as ideias que eu mando-lhes um santo para o cartaz.

Também não pode: quando foi a última vez que trabalhou?

26 Fevereiro, 2016

Líder da CGTP em entrevista: “Nós não vamos de férias”

o respeitinho é muito lindo

26 Fevereiro, 2016
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Por causa do cartaz sobre a “bi-paternidade”  de Cristo, o Bloco, a nossa esquerda revolucionária-caviar, amante da ordem, lá se veio justificar com a afirmação politicamente correcta de que «tem muito respeito por todas as religiões». Sobretudo pelas que massacram os blasfemos, podiam ter acrescentado.

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princípio da igualdade

26 Fevereiro, 2016
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Passarei a ter algum respeito pelas esganiçadas e esganiçados do Bloco, se eles, depois deste cartaz com a «dupla» paternidade de Cristo, fizerem um exactamente igual com Maomé. É que consta que também ele teve dois progenitores masculinos.

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O acto falhado do Bloco

26 Fevereiro, 2016

Algo de grave se passa. Parece que o mínimo de discernimento, ou mesmo de inteligência se esvaneceu da sociedade, do jornalismo, e da crítica.

O recente cartaz do Bloco de Esquerda deveria ficar para os anais da comunicação como um acto falhado, um erro groseiro, uma burrice de todo o tamanho.

Explique-se então a quem não comprendeu nem parece ter percebas de compreensão. Diz o BE que «Jesus também tinha dois pais». Ok, seria Deus-Pai e José.  Depois acrescentam «Parlamento termina discriminação na lei da adopção». Ora bem, a referida «discriminação» referia-se a duas pessoas do mesmo sexo não poderem adoptar conjuntamente um menor. Mas o que tem a situação de Jesus a ver com o caso? José e Deus-pai,  que se saiba, não viviam maritalmente. Nem eram ajuntados, nem viviam em concubinato, nem sequer consta que houvesse sequer contacto fisico ou mesmo mera relação sentimental menos ortodoxa. Do que consta, José vivia com Maria e Deus-pai tinha paradeiro desconhecido.

Ou seja, o Bloco equipara, erradamente,  a existência de «dois pais» (o que é, note-se  todo o caso de alguém que foi adoptado), com uma suposta relação homesexual entre ambos. Mas alguém com dois dedos vê sentido nessa ideia?

Eu não. Vejo apenas que o BE errou, tentou ser engraçadinho e usar um marketing provocador. Mas falhou redondamente. E se vai lançar os cartazes por esse país fora, até acho muito bem: ficará estampada a burrice da sua mensagem, à vista de todos. Que tal óbvia conclusão não seja apontada no imediato pelos «jornaleiros» de serviço, diz bem de como a sua cultura é a de comer de imediato o que lhe dão.

À atenção do PAN

26 Fevereiro, 2016

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Quem defende este ser não humano que papel tão relevante teve na vida de Cristo? Um partido da AR, partido esse imbuído duma visão antropocêntica e misógina, esqueceu a pomba (e não só que Cristo também tinha mãe). Em nome do Espírito Santo vimos apelar ao PAN para que na AR lute pelos direitos das pombas em geral e das do Espírito Santo em particular.

Cristo teme muito mais que dois pais. Se o BE quer mesmo ir por aí nem sabe que surpresas tem à sua espera.

Correr com o Governador do BdP já era

26 Fevereiro, 2016

Agora temos como alvo o presidente do CCB: Ministro da Cultura quer afastar presidente do CCB

 

Teólogos tremei: o BE vai rever o Antigo e o Novo Testamento

26 Fevereiro, 2016

Sempre me pareceu que na questão da adopção por pessoas do mesmo sexo o BE se movia por questões de fé

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Por mim, o BE que me perdoe a impiedade mas mantenho as minhas dúvidas sobre o acerto de ter como modelo uma família com dois pais, uma pomba e uma mãe.

Dois pais

26 Fevereiro, 2016

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A lógica da batat… da alface

25 Fevereiro, 2016

Estive a pensar e percebi tudo. Se o neoliberalismo causa obesidade e a desigualdade causa fracturas na anca, a igualdade acabará com fracturas na anca por obesidade. Portanto, a igualdade é uma dieta prescrita pelo socialismo. Confere.

Ainda acham mesmo que o grande problema de Portugal é a opressão do euro e o “barrosismo” da UE? Pois. 

Uma nova desigualdade

25 Fevereiro, 2016

Depois de ontem Isabel do Carmo ter revelado que o neoliberalismo é responsável pela obesidade o PÚBLICO anuncia hoje que «Desigualdades sociais fazem aumentar risco de fractura da anca. Número de lesões está em queda, mas em Portugal esta melhoria não beneficiou por igual todas as classes sociais.»
Tenho a certeza que esta desiguladade vai acabar. Basta ver o ar endinheirado das pessoas que agora manifestam um horror quase estético perante as embalagens de Vigor Gordo enquanto elas seleccionam o seu leite de aveia mais o leite de arroz, soja… – havemos de chegar oa leite de alface!! – para concluir que dentro em pouco esta desigualdade estará resolvida: os ossinhos dsa mulheres mais ricas estarão uma miséria.

Portanto o acesso facilitado a hospitais privados deve ser um privilégio dos funcionários públicos?

25 Fevereiro, 2016

Joana Mortágua: “A abertura da ADSE a outras pessoas que não funcionários públicos (e respectivos familiares) “não faz sentido”, porque “estaria a alargar o acesso de utentes aos hospitais privados com prejuízo claro para o SNS”. Por isso, “a ADSE deve manter-se como um sistema fechado aos funcionários públicos e às suas famílias

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uma impossibilidade metafísica

25 Fevereiro, 2016
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Alguma vez sermos responsáveis pelo que fazemos e nos acontece. Em Portugal, a culpa é sempre dos outros.