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Alguém me consegue esclarecer

9 Março, 2016

O Artur Batista que aparece no facebook invectivando o liberalismo é o próprio que levou o Nicolau Santos a viver uma experiência mística de partilha de auras no Expresso da Meia Noite? Ou é alguém muito parecido que se faz passar por tão incensada personalidade nos areópagos internacionais?

A ler

9 Março, 2016

João Taborda da Gama sobre Cavaco Silva de quem foi consultor: Cavaco não é um político profissional, é um político-total. É político na Fonte Luminosa e é político enquanto espera dez anos para ser Presidente; é político quando incita ao sobressalto cívico do “março de 2011”, e é político quando fala da poda das anonas. E é-o desde quase sempre. Filiou-se no PSD logo em 1974 (por exemplo, Sampaio aderiu ao PS apenas em 1978); filiou-se e filou o poder que nunca mais largou. Mas Cavaco é um político profissional no sentido em que tem uma obsessão pelo rigor, pela coerência e pela lógica. Na Presidência não vi improviso. Vi estudo, treino, preparação, repetição, lisura, cordialidade, distância. Aquela distância que há sempre que uma coisa é levada a sério. E a coisa aqui é uma preocupação obsessiva com o bem dos portugueses.

Vi síntese. Vi por vezes uma teimosia exasperante. E isto lembra-me uma outra coisa que me disse um amigo americano que era assessor de um governador e andava furioso com o chefe dele: os grandes políticos têm dois problemas, o primeiro é que acham que têm sempre razão; e o segundo é que têm.

E vi ainda outra coisa. Vi um casal-político, focado, sintonizado, cúmplice na astúcia e astuto na cumplicidade – uma grande lição de política. E de amor.

No dia internacional da mulher, é preciso libertar homens das mulheres más

8 Março, 2016

Fagundes (nome fictício) foi meu vizinho quando morei em Abrantes. Toda a gente sabia que o seu casamento com a Albertina (nome fictício) tinha ficado severamente abalado quando, na persecução da velha paixão teatral, conquistou o papel de Maria von Trapp na encenação do “Música no Coração” levada a cabo por uma influente figura do teatro local, o doutor Pedro Pedrosa. Fagundes, com um vestido de alças que pouco disfarçava o primeiro raspanço tosco dos pêlos no peito, beijaria, no fim, enquanto escapava aos salazaristas, e de forma ardentemente feminina, o capitão von Trapp, papel atribuído ao espadaúdo Ferreira, que tinha uma loja de lãs mesmo na esquina da Rua Central, a que os locais chamavam, nos anos 60, o cu do mundo.

Toda a cidade achou a actuação de Fagundes brilhante, dando um fôlego à arte da representação nacional, inspirando uma geração de jovens para o teatro que, de outra forma, só andariam metidos na droga. Jovens que viriam a fundar a premiada Trupe Otomana, responsável por sucessos de bilheteira como “À Espera de Godot”, “Monólogos da Vagina” e, claro, a célebre peça com um trocadilho turco no nome, “Isto é um Bull”, sobre a linha de separação da Europa das civilizações bárbaras do oriente.

Cedo se percebeu que Fagundes passava muitas noites a enrolar novelos de nylon na loja do Ferreira, mas, diria eu, o ponto de viragem foi a participação como porta-estandarte da Abrantes Gay Parade, que se realizou, precisamente, em Abrantes na Primavera do ano seguinte. As gentes de Abrantes são tolerantes, como dantes, mas Albertina não foi e, vai daí, deixou Fagundes entregue à nulidade de um casamento que, mesmo frutuoso em rebentos, já não reservava guarida para ocasionais afogamentos de gansa.

Fora de Abrantes, claro, ninguém sabia da galopante bichice de Fagundes; quando o convidaram para o cargo de comentador na TRS, a Televisão Regional de Santarém, uma televisão pirata – um convite inesperado nessa altura em que só pessoas com conhecimentos eram convidadas para comentar coisas na televisão -, foi sob a condição de vestir um fato em substituição dos gastos turtlenecks de Sartre e de se apresentar como virilmente heterossexual. “Cada programa será como se estivesses a pinar com todas as costureiras deste país no Atlântico em dia de concerto do Tony Carreira”, terão dito. Aí renasceu o mito do Fagundes heterossexual, que tanto embeiçou quem igualmente se embeiçaria por uma esfregona que aparecesse na televisão.

Sucederam-se as namoradas, cada uma mais pirosa, como se Fagundes nem se esforçasse para disfarçar que as suas preferências eram mais do tipo de quem frequenta o ginásio inconsciente da presença de calças de ioga em ancas curvas. Estas namoradas eram trambolhos, na gíria popular. Algumas davam-se ao trabalho de manter a discrição, outras optavam por exibir sapatos que demonstravam que a única possibilidade de mitigar a maçada de manter uma relação heterossexual com um homossexual é através de compras acima das possibilidades.

Fagundes endividou-se à mesma taxa que Sócrates endividou o país e, vai-se a ver, acaba suspeito de andar no gamanço para manter os vícios do gajedo que sustentavam a sua imagem heterossexual. Albertina chegou a comprar, inclusivamente, uma pequena quinta a norte de Saint Tropez, onde encontra a tranqüilidade que abafa a lembrança de Fagundes a chamar-lhe Artur durante uma tentativa frustrada de coito misericordioso.

Não foi para uma sociedade destas que tanto lutamos. Os homossexuais não podem ser excluídos assim da sociedade, vítimas de chantagem por mulheres que se aproveitam da vergonha percepcionada pelo reconhecimento, em pleno, da sexualidade de um pobre homem. No dia internacional da mulher, apelo à sociedade para que aceite e deixe de julgar pessoas só porque preferem abafar a palhinha. Apelo também à sociedade para que julgue duramente estas mulheres, que aproveitando-se das vulnerabilidades de um homem, o esmifram até ao tutano. É tempo de dizer “não”. Basta. Igualdade para todos.

os tempos estão próximos…

8 Março, 2016
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Partido Comunista Português está velho, cansado e desgastado, mas estúpido é que não é. Por não ser, nem nunca ter sido estúpido é que continua vivo, depois de ter assistido aos enterros de todos os partidos comunistas europeus. Quando foi encostado à parede, por António Costa, para apoiar o «governo das esquerdas» ou ficar com o ónus de deixar o «governo das direitas» e da «austeridade» em funções, sabia bem que esse apoio era, necessariamente, a prazo breve, sendo este prazo aquele que melhor lhe conviesse. Ora, em tempos de sério agravamento previsível da situação do país, o PCP não quererá certamente ficar associado a mais um aumento de austeridade ou a coisa ainda pior. Para o evitar e cumprir os grandes desígnios do Comité Central, a primeira medida profilática é pôr a CGTP na rua, a segunda é ir rosnando ameaças ao governo, mas a terceira e inevitável, será mesmo desfazer a «geringonça», acusando-a de estar a prolongar as políticas da direita. Pelo caminho, espera o PCP, irá o Bloco juntamente com o PS, tal e qual a célebre alegoria da criança e da  água do banho. Assim sendo, faz algum sentido esta jogada de Jerónimo de Sousa, sobretudo se a acompanharmos da leitura desta notícia. Como dizia o outro, «arrependei-vos, Irmãos, que os tempos estão próximos!». Quão próximos, em breve saberemos…

Tu é que és um buraco

8 Março, 2016

Tu, o que aumentando a despesa consegue manter o défice intacto, tu é que és um buraco. Um buraco negro de crescimento infinito. Pergunta: porque não aumentar ainda mais a despesa?

é porque não é grande coisa

8 Março, 2016
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António Costa é um génio da inovação política. O seu maior feito tem sido o de fazer, às claras, política às escondidas. Eu explico: até agora o registo político comum era dizerem-nos uma coisa e, debaixo da mesa, prepararem e fazerem outra completamente distinta. Nada de especial. Nalguns casos menos ortodoxos, tivemos, também, alguns políticos com excesso de franqueza, que não escondiam aquilo que faziam, como foi o caso de Vitor Gaspar, que nos anunciou o «brutal aumento de impostos» que efectivamente nos aplicou. Pois, agora, Costa inventou uma nova modalidade de governar: esconde-nos tudo o que faz com relevância para as nossas vidas, nada nos dizendo sobre os assuntos e assumindo frontalmente que nos está a ocultar toda a verdade. Primeiro foi com os pactos de governo que fez com o PCP e com o Bloco, de que ainda hoje ignoramos os textos originais, e, agora, com esta coisa do «plano b» para o orçamento, que todos sabemos que existe, não sabemos o que lá está e que ele assume estar a esconder. Evidentemente, porque não pode ser grande coisa. A seu tempo – quando Costa quiser e bem entender – saberemos porquê.

Ode à mulher no dia internacional da igualdade da fêmea com ela própria

8 Março, 2016

Tu és a força, a alegria e a sombra que se afasta e me alcança, projectando-me num plano distinto do que me acolhe. Tu és o amor e a vida, o ser e o estar, o fluxo e o éter da brisa e do fogo que me refresca a inocência e preenche a experiência. Tu é que és um buraco.

Ou o contribuinte passa a sentar-se nesta mesas ou está feito!

8 Março, 2016

Donos do Jamaica, Tokyo e Europa tentam salvar espaços míticos da noite lisboeta (…) na sexta-feira, 18 de março, todas as partes — câmara, inquilinos e promotores imobiliários — vão sentar-se à mesma mesa.

Pondera-se portanto que o munícipe pague:

a) a renda actualizada para que os donos das discotecas ali mantenham os seus negócios;

b) os prejuízos  alegados pelos  donos dos edifícios por manterem ali as discotecas

c) a reabertura das discotecas noutro edifício

Ou todas estas coisas e até quiçá os copos a quem lá foi e a quem acha que lá devia ter ido.

 

O Caso MLA

7 Março, 2016

Maria Luís Albuquerque (MLA) está convocada para ir ao Parlamento nos próximos tempos, provavelmente até na mesma semana, para dar explicações sobre dois casos:

  1. O caso ANAC, em que o salário dos membros da ANAC aumentaram para compensar o novo regime de incompatibilidades a que estão sujeitos (link).
  2. O caso da própria MLA, que tendo ganho como ministra 30% do que ganham os membros da ANAC não tem incompatibilidades tão restritas e arranjou um emprego (como é normal as pessoas fazerem).

No primeiro caso MLA será acusada de desbaratar fundos públicos em salários milionários, quem sabe para amolecer o regulador na venda da TAP. No segundo caso MLA será acusada de favorecer uma empresa com quem nunca negociou na venda de créditos do BANIF. Será ainda acusada de ser deputada e de ter um emprego , ou seja, será acusada de não fazer do lugar de deputada uma profissão e uma carreira.

Estes dois casos mostram que MLA seria criticada em qualquer circunstância, mesmo que fosse para freira. Se entrasse num convento tenho a certeza que lhe iriam descobrir uma incompatibilidade. Percebe-se também que, para a extrema esquerda a quem servem estas campanhas, só se pode fazer política se se for funcionário do partido, funcionário público ou milionário. Quem quer que viva da sua profissão no sector privado nunca poderá desemprenhar cargos públicos.

A pior coisa  que se pode fazer nestes casos é defender que em política o que parece é ou que à mulher de César não basta ser séria, tem que parecer, como defende José Manuel Fernandes. Primeiro porque quem sabe que o que parece não é, deve dizê-lo. E quem acha que a MLA é séria deve dizê-lo, mesmo que todos digam que aparenta não ser. Segundo porque ninguém tem obrigação de ser santo no meio de ladrões. MLA não fez nada de errado e não tem que jogar um jogo que favorece os carreiristas políticos que não têm profissão fora da política.

PS – Pelos vistos há 38 deputados sem exclusividade. Num país em que 80% dos trabalhadores trabalham no sector privado apenas 16% dos deputados têm uma profissão e continuam a trabalhar nela. Note-se que “deputado” é um cargo de representação do eleitorado e não uma carreira ou uma profissão.

Festa é festa

7 Março, 2016

SICN-MariaLuisAlbuquerque-20160307Ligando a TV num daqueles canais de propaganda 24 horas por dia em 7 dias por semana, por exemplo, SIC Notícias, temos oportunidade de ver que Maria Luís Albuquerque receberá, mais ou menos, 8426,43€ brutos, 12 cafés e 4 empadas de galinha por mês. Até Marques Mendes se indigna com isso, sem, no entanto, revelar quanto recebe para se indignar semanalmente na televisão. Tempo houve em que era pecado revelar que Sócrates era um daqueles pelintras que nunca poderia viver à grande e à francesa (trocadilho intencional) sem recorrer à generosidade do amor fraternal entre homens de meia-idade maçados de mulheres pré-menopausa; agora já se pode especificar até ao último cêntimo o salário de protagonistas políticos. Pode, desde que não sejam políticos dos que se indignam semanalmente na televisão: o mercado da indignação televisiva ainda não é tão transparente como o mercado de trabalho na área financeira, como o caso Maria Luís Albuquerque pode comprovar.

Um dos indignados televisivos, um independente socialista que apoia incondicionalmente o que quer que chegue via memorando “lá de cima”, o doutor professor doutor, mestre e professor doutor dr. doutor Adão e Silva, sociólogo, politólogo e amigalhaçólogo de bestialidade governativa portuguesa – recentemente contratado pelos contribuintes portugueses para a estação televisiva que os contribuintes portugueses oferecem (no mesmo sentido em que um suspeito de terrorismo oferece as unhas e uma ou outra falange ao inquisidor) a funcionários públicos e pensionistas portugueses -, mesmo servindo de sede a um programa denominado “Preço Certo”, não revela quanto vai receber para se indignar por todos nós e em nosso nome no dito canal, que não é privado, é público, pago por impostos no âmbito do grande Estado Social que nos trata da saúde, indignando-se, porém, com a ética republicana, a tal que permite que contribuintes possam assalariar qualquer calhau que se indigne por nós, graças a Deus, viva o Presidente! República ou morte!

8426,43€, 12 cafés, 4 empadas de galinha, zero apartamentos em Paris e nenhuma garantia de usufruto de leito com jornalista de causas fracturantes que nos fracture a espinha. É uma imoralidade total. Dá-nos Barrabás, pá, ou o prof. doutor professor dr. doutor Adão e Silva e dois leões, que a gente quer é festa.

Não tiveram assim um segundito

7 Março, 2016

para tratar da tortura e execução dos homissexuais pelo Hamas? Eu sei que era um colóquio sobre “Feminismo contra a Guerra” mas como estava uma feninista activista do o Comité de Solidariedade com a Palestina podiam ter-se lembrado de Mahmoud Ishtiwi, torturado e executado pelo Hamas26Qassam-web1-master675.jpg

Assim para que se entenda

7 Março, 2016

o BE defende exactamente o quê na questão dos refugiados?É que isto não quer dizer nada: “A maior crise que a União Europeia vive neste momento é, sem dúvida, a crise humanitária e a resposta tem de ser uma resposta de direitos”, salientou a líder do Bloco de Esquerda,

Estou em crer

7 Março, 2016

que se Trump for eleito Guantanamo fecha. Como se sabe Guantanamo ia fechar porque Obama queria fechar Guantanamo, porque Guantanamo era uma ignomínia, porque Guantanamo era uma vergonha… Obama foi eleito e apesar de ir fechar Guantanamo, de querer fechar Guantanamo e de se saber de ciência certa que Guatanamo ia fechar, GUantanamo continuou aberto. E docemente desapareceu das notícias. Os presos de Guantanamo deixaram de ter mães que os chorassem, advogados mediáticos que alertassem para a sua condição e estrelinhas de cinema a faiscar de emoção sempre que proferiam a palavra que começa por G. Assim só posso concluir que se Trump for eleito Guantanamo fechará porque só assim se cumpre o desígnio de Obama.

Cavaco, o Presidente que matou o cavaquismo

6 Março, 2016

Tema do meu artigo de hoje no Observador: como e porquê Cavaco Silva, Presidente da República, acabou a ter de matar o cavaquismo dos anos 90 do século passado
“É possível um Presidente da República sair de Belém com altos níveis de popularidade com esse presidente a respeitar os seus poderes e sem procurar subverter o regime? Não sei. Mas sei que Eanes, Soares e Sampaio saíram popularíssimos de Belém. O primeiro fez um partido, o PRD, a partir da presidência. O segundo, Soares, levou os últimos anos do seu mandato presidencial numa cruzada pública contra o então primeiro-ministro que por sinal se chamava Cavaco Silva e tinha sido eleito com uma maioria mais que absoluta. Quanto ao terceiro, Jorge Sampaio, numa manobra de bastidores nunca explicada, afastou Santana Lopes. Mas eram todos popularíssimos no final do mandato.”

Já ninguém sabe ou quer grandolar como antigamente

6 Março, 2016

António Costa, Catarina Martins e Jerónimo de Sousa lideram a melhor troika que nos podia acontecer. Tempos houve, no governo de triste lembrança, em que as pessoas sofriam de tal forma que, nos casos muito extremos, desatavam a cantar ‘Grândola, vila morena’ sem motivo terapêutico que não o alívio temporário do doloroso ‘isto não se aguenta’. Lamento, cristãos e humanistas, mas isto assim não era vida.

Desde que a troika da união esquerdista aliou a dupla de centrais Galamba e Mortágua, tornou-se impenetrável a linha de defesa Nogueira, Arménio e Avoila, impossibilitando o remate à baliza de Costa, o guarda-redes de volumetria abundante e efectivamente ricocheteante que trouxe a temática do bem-estar para a esfera pública, acabando com maleitas que descambam em manifs e cantorias nas apresentações de erratas às erratas das adendas à versão corrigida do documento sério e extremamente cuidado que é o orçamento Centeno na sua 18ª versão após correcção e revisão por Bruxelas.

Desde que se tornou possível que uma criança tenha dois pais e uma ama virgem, passamos a dedicar tempo e atenção a essa forma de alívio da austeridade que não se aguenta e elimina necessidade de cantorias despropositadas, a amplamente desejada e democraticamente exigida eutanásia. Quem ainda não está convencido da necessidade de terminar a vida a chatos indesejáveis que gemem em vez de grandolar, tem agora Adão e Silva na televisão pública, uma forma humana de assistência ao suicídio sem custos para o utilizador.

O governo anterior, na sua irresponsabilidade, nunca se lembrou de assegurar tranquilidade ao povo que sofre através da legalização da morte por homicídio assistido. Cambada de amadores. Agora sim, a troika esquerdona, o esquadrão de esquerda, a frente unida da explosão de bondade humanista esquerdalhante, finalmente e definitivamente, conseguirá eliminar o sofrimento de um povo inteiro através de massagens a funcionários públicos e extermínio de velhos heterossexuais chatos que mijam os lençóis de seda. Limpeza de listas eleitorais e reforma da segurança social ao mesmo tempo. Bem hajam.

portanto…

4 Março, 2016
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Um sujeito vai a ministro devido à sua competência e histórico profissional. É ministro por três anos ou quatro. Quando abandona o ministério fica inibido de regressar à actividade profissional onde é competente e que o levou a ser ministro.

Intraduzível

4 Março, 2016

Eu ia comentar um post do Pedro Lains, este. Ia, mas já não vou; não sei como lhe pegar. Estou plenamente convicto de que se trata de um indivíduo que padece de maleita que o leva a expressar-se através de palavras aleatórias. Não duvido que pense bem, que tenha ideias estruturadas, que saiba o que quer dizer; no entanto, sai sempre algo em pseudo-estrangeiro, uma língua mística qualquer usada por pessoas que sofrem do mesmo mal e que impede que sejam compreendidos por seres humanos normais. Decerto há quem concorde, mesmo não sabendo explicar em quê. É uma questão estética, talvez. O problema não é tão simples como o horóscopo para o Capricórnio ser mais fidedigno na análise económica; é que a exigência de psicotrópicos para que o leitor obtenha um significado – qualquer um – dos seus textos é, em si mesmo, uma limitação que onera em demasia para a obtenção de tão pouca satisfação com a revelação.

Tenho a certeza absoluta que é doutorado. Aproveito, então, para pedir desculpa aos doutorados em geral pela inevitável desvalorização do vosso grau académico. Lembrem-se que é tudo pela pátria.

Nota: 7 valores.

Portanto

4 Março, 2016

Proposta do PS coloca contribuintes muito ricos sob vigilância permanente do Fisco

a) Quem são os muito ricos?

b) Os muito ricos podem ainda sair do país?

 

Incompatível, claro

4 Março, 2016

Maria de Luis Albuquerque quer ir trabalhar para uma empresa que foi interveniente no processo do Banif. Ela, como ministra das Finanças teve intervenção directa em tal dossier. Em várias fases, desde o decidir torrar 1300 milhões directamente, seja posteriomente na gestão ou abstenção de gestão da sua venda. Parece óbvio que há uma incompatibilidade, dado que agiu  directamente sobre tal assunto, pouco importando se beneficiou, prejudicou ou foi isenta relativamente aos interesses dos eventuais futuros patrões. A mera existência de duas posições: a de gestora de interesses públicos e a futura actividade de defensora de interesses de empresa parte no processo é por si (ou devia ser) suficiente para considerar tal cargo incompatível com as suas antigas responsabilidades no governo.

Acresce que sendo tal dossier objecto de investigação no Parlamento, e mantendo-se Maria Luís Albuquerque como deputada, acresce segunda incompatibilidade, por ela poder ser chamada a tomar ou influenciar decisões com impacto nos eventais interesses dos seus patrões, potencialmente conflituante com os deveres da deputada de salvaguarda do interesse público.

Não se diga que a aceitar-se tal coisa, (tão óbvia aliás), qualquer ex-ministro ou governante teria dificuldade de arranjar emprego após cessar funções. Para além de MLA ter emprego (é deputada), nem só de empresas dependentes de relação com o Estado é feita a sociedade, (portuguesa e/ou internacional), não faltando certamente algumas com interesse em aproveitar as qualificações de tão doutos e sérios ex-governantes.

Portanto Maria Luís não está interessada em substituir Passos?

3 Março, 2016

Maria Luís Albuquerque contratada para gestora britânica Arrow GlobalMaria Luís Albuquerque contratada para gestora britânica Arrow Global

À atenção das cortes espanholas

3 Março, 2016

Depois do número do bebé e dos beijinhos podem suas senhorias começar a despir-se.

De qualquer modo em matéria de strip a Madeira vai à frente.
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Só não percebo quem usufrui da nova licença

3 Março, 2016

Todos os dias temos notícias empolgadas sobre os artistas que fazem de conta que são doutro género ou os que fazem género e acham que são artistas mais os que querem acabar com as diferenças de géneto literalmente falando no mundo das batatas fritas  e no meio disto também são assinaladas como muito modernas as chamadas licenças de períoo que ao certo já nem se percebe como se deve chamar (O Observador na sua curta vida já produziu tem mais ou menos uma enciclopédia sobre o assunto). Ora já se sabe como vai isto acabar: os homens tb vão ter licença de período, vamos discutir a retroactividade das licenças de período, o Pablito Iglesias mais o outro beijoqueiro ainda fazem uma demonstração do dito período nas Cortes e o BE faz um cartaz quiçá com Shiva sobre o assunto. Proponho que cortemos caminho e atribuamos desde já licença de período a todos os trabalhadores e não trabalhadores. Todos, todas, todinhos… Sem limites de idade e nem quaisquer outros. Pelo menos poupamo-nos à parvidade da discussão e a ter de ouvir Arménio Carlos a defender o alargamento da licença de período para todos e todas.

Acordai homens que dormis

2 Março, 2016

“As rondas também se fazem a pé”, diz ministra da Administração Interna

E diz muito bem senhora ministra. Mas sabe a senhora ministra que caso Portugal não estivesse sob o síndroma do «Manda quem pode e acha que deve» e amanhã senhora ministra teríamos:

a) os sindicatos de polícia a declarar que a senhora ministra estava a gozar com as forças da autoridade,

b) o senhor Arménio Carlos a prometer 10 jornadas de luta contra esta ofensiva de fazer recuar a PSP à longa e apeada noite fascista;

c) a dona Avoila a declarar que a função pública vai parar;

d) a bastonária da Ordem dos Advogados a prometer accionar um  processo por cada ronda a pé;

e) os industriais dos automóveis a declarar que a senhora os vai levar à falência;

f) a Ordem dos Médicos a dizer que a senhora quer matar os polícias pelo cansaço;

g) o colégio dos ortopedistas a dizer que os polícias só podem estar de pé 10 minutos por dia;

h) cinco psicólogos a darem conta do stress pós traumático que afecta 98% dos polícias que fazem ronda a pé;

i) o professor Bagão Félix a explicar que essa medida é neo liberalismo puro;

j) a deputada Joana Mortágua a explicar que as rondas a pé não podem ser alaragads à PSP porque isso implicaria alargar a ADSE a quem faz ronda a pé e a ADSE deve ser restrita ao serviço de ronda sentada;

l) o presidente da CM Porto a dizer que esta é uma decisão para impedir o desenvolvimento do Porto porque os agentes que fazen rondas a pé na avenida da Boavista no Porto demoram muito mais que aqueles que fazem ronda a pé na rua da Bestesga em Lisboa

m) a deputada Isabel Moreira  a declarar que esta medida é uma clara discriminação  a favor das pessoas com dois pés, duas pernas e que adoptar a posição vertical trata-se de uma postura conservadora  e antropocêntrica das rondas. Estas  deveriam ser feitas no sistema pirueta e salto Fosbury

…

 

 

Admirável mundo novo

2 Março, 2016

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A prática da cadeia McDonald’s de identificar as ofertas de brinquedos com a refeição Happy Meal como sendo para “rapariga” e para “rapaz” vai acabar

Muito mais é o que nos une que aquilo que nos separa

2 Março, 2016
Donald Trump António Costa
Reducing or eliminating most deductions and loopholes available to the very rich. Novo IRS discrimina mais ricos em desfavor dos que menos ganham
I’ll bring back our jobs from China, from Mexico, from Japan, from so many places. I’ll bring back our jobs, and I’ll bring back our money Quando a Alemanha diz que precisa de 500 mil novos imigrantes, nós também podemos dizer que precisamos de 500 mil novos postos de trabalho
The middle-class has worked so hard, are not getting the kind of jobs that they have long dreamed of – and no effective raise in years. BAD Não é a política de baixos salários e dos despedimentos que vai devolver a Portugal o crescimento económico.

A sério que o problema é ser na praça pública?

1 Março, 2016

Ricardo Costa no EXPRESSO CURTO desta manhã escreve esta coisa assombrosa sobre a demissão de Lamas: João Soares levou a sua avante e demitiu António Lamas da presidência do CCB, num processo público bizarro, conduzido na praça pública. O escolhido para o lugar é Elísio Sumavielle, um especialista na gestão de património e colaborador de longa data do ministro da Cultura. João Soares tinha ameaçado Lamas de que o exonerava até ontem se este não se demitisse. E assim foi. Não era preciso era ter sido tudo à nossa frente. Se moda pega na administração pública, mais ninguém vê telenovelas.

Realmente é tudo uma questão de falta de educação. Prontos, sei lá!!! Tá a ver? O Lamas esrava no CCB o Joãaao tinha pensado noutra pessoa pró lugar e em vez de fazer as coisas com discrição deixou cair o assunto na praça pública….

Ricardo, não é uma questão de estética!!! É uma questão de ética.

 

Viva o progresso progressivamente progressivo e a ética republicana

1 Março, 2016

Uma boa notícia para quem deseja ter um filho que não esteja preso por amarras de identidade sexual, mental ou de resquícios de normalidade. McDonalds diz que vai retirar rótulos de “rapariga” e “rapaz” nos seu menu Happy Meal, providenciando brinquedos adequados a toda a variedade de géneros humanos que um(a) human(o) de sete anos pode ter. Se deseja ardentemente que o seu varão possa brincar com princesas e que a desgraçada – que nasceu para lhe mudar a fralda quando atingir os trinta e oito – possa enfiar desde já a colher de trolha na tomada trifásica onde a mãe liga a motosserra para a lenha enquanto o pai pinta as unhas, pode ficar descansado, está em curso o processo de destituição de carácter do seu petiz.

O próximo passo são aquelas cadeias de roupa para crianças, com discriminação sexual aberrante e, inclusivamente, pictoricamente opressiva, onde o pequeno Igor é oprimido pela sociedade patriarcal quando a mamã camionista o educa para inclusão com uma linda mini-saia da Minnie, que é uma rata, para quem não sabe.

Crucifiquem o gajo! Dá-nos Barrabás!

1 Março, 2016

Anda aí alguma comoção porque um livro foi publicado. Maravilha! Essa comoção comichosa estende-se generosamente a todo o bandalho que se der ao trabalho de defender ou publicitar a dita publicação. Repare o leitor que não me refiro a uma obra verdadeiramente perigosa (como, por exemplo, o orçamento de estado do Centeno ou um guia para o veganismo) e sim a “uma história do Alentejo através de histórias familiares e memórias pessoais” do autor. Sei que soa extremamente subversivo e, inclusivamente, audacioso ao ponto de poder induzir toxicidade por via de ingestão de opinião alheia, porém, as coisas são o que são e o português só está bem quando dá asas à sua pulsão exuberantemente agastada por opinião de outrem. Vai daí, que até está frio e fazer filhos está pela hora da morte, toca a organizar um boicote concertado de linchamento ao autor e associados, que é para aprenderem a guardar opinião nos confins do silêncio mental; é assim mesmo ou já chegamos à Madeira, hein? “O autor é filho de alentejanos que migraram para a Grande Lisboa nos anos 60 e sempre assumiu que encontraria a sua identidade perdida numa viagem deste estilo pelo Alentejo. Será que esse velho sonho resistiu à realidade?”. Claro que não resistiu à realidade. A realidade é calar bandidos que atentam contra o bom nome do hipotético bisavô violador que qualquer português de sangue quente desejaria ter tido. Proibir livros soa má ideia, sob risco de se perderem obras com significado etnográfico de relevo em passagens como “o meu umbigo vomitado numa noite aterradora” no magistral “Apátrida” de Isabel Moreira, porém, é necessário, para manter o português ocupado entre acções de remoção de crucifixos de espaços públicos. Repita para si próprio, com o tom fanhoso de quem tem um furão na narina: “o Estado é laico. Amen”. Já começou a topar-se?

360px-GiveUsBarabbasPodemos questionar se o português está a caminhar a passos largos para o fetiche fascista que paira no ar sob égide da “ética republicana”, essa puta que serve para tudo e mais alguma coisa que não se faz dentro de portas com a boca que beija os filhos. Podemos, mas estamos a perder tempo com pachecopereirismos de olhar para a questão não-essencial: o português lida mal é com a retórica necessária para manter aparência de um regime liberal e democrático, não com a ausência desse regime. Seria muito mais tranqüilo para todos se pudéssemos abraçar o autoritarismo que desejamos para mitigar o “não se governam nem se deixam governar” que nos tolhe o ADN mesmo antes de abandonarmos o útero do lusitanismo. “Um Salazar em cada esquina, é o que era”, que “eu nem gosto do Raposo e uma visita da PIDE só lhe fazia bem”. É isto o português. Felizmente temos um governo capaz de nos providenciar a alavanca para atingirmos a utopia da nossa essência prometida, a de bestas quadradas. Viva António Costa! Queimem o Raposo.

Barrabás! Barrabás! Dá-nos Barrabás!

Já agora

29 Fevereiro, 2016

Vale a pena consultar a Proposta de Plano Estratégico Cultural para a Área de Belém

 

Já agora

29 Fevereiro, 2016

O Conselho Diretivo do CCB não tem nada a opinar sobre a forma como foi afastado o presidente do CCB? Recordo que quando Mega Ferreira não foi reconduzido o então Conselho Diretivo do CCB  se demitiu em bloco

Isto pq Mega não foi reconduzido. António Lamas é corrido qual saneado do PREC (sendo que no PREC os ministros não falavam sobre quem iam afastar) e o o actual Conselho Diretivo do CCB não diz nem uma palavrinha? Pode dar-se o caso do Conselho Diretivo do CCB considerar   Lamas intratável ou incompetente. Mas nesse caso como estiveram no Conselho Diretivo do CCB presidido por ele?

Nada de confusões nem areia para os olhos

29 Fevereiro, 2016

A propósito deste meu post sobre o saneamento de António Lamas do CCB logo houve quem na caixa de comentários viesse recordar a substituição de Mega Ferreira por Vasco Graça Moura. Pois seria um lindo exemplo se fosse verdadeiro. Mas não é. Mega Ferreira não foi RECONDUZIDO. O que é substancialmente diferente do que aconteceu com António Lamas que foi mais ou menos saneado no meio duma arruaça com frases ministeriais como “Eu acho que o presidente do CCB tem de sair”,  “e se não sair, eu, na segunda-feira, seguramente o demitirei, usando os instrumentos legais de que disponho”.

Se a senhora bastonária na qualidade de enfermeira se pautar por igual rigor na hora de decidir se estão ou não reunidas as condições para a eutanásia…

29 Fevereiro, 2016

Bastonária dos Enfermeiros: “Eutanásia já é praticada nos hospitais públicos”

Bastonária dos Enfermeiros:  nós trabalhamos em equipa (médicos e enfermeiros) – houve médicos que sugeriram por exemplo administrar insulina àqueles doentes para lhes provocar um coma insulínico. Não estou a chocar ninguém porque quem trabalha no SNS sabe que estas coisas acontecem

Bastonária dos Enfermeiros: “Nunca assisti a práticas de eutanásia”

de 4 em 4

29 Fevereiro, 2016
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O Blasfémias é um dos únicos blogues do mundo que faz anos de 4 em 4. Este ano caiu-nos em cima e, por isso, envelhecemos mais um. Apesar de pertencermos à banda geriátrica da blogosfera lusitana, esperamos reanimar a coisa e injectar-lhe um segundo (terceiro, quarto?) fôlego. Hoje, a medicina oferece-nos um sem número de possibilidades para isso. Não há por que não as aproveitar. Em breve daremos notícias…

Os caladitos

29 Fevereiro, 2016

Note-se que à excepção deste texto não veio, que eu tenha dado por isso, nem um ai nem um ui do mundo da cultura sobre o afastamento de António Lamas do CCB. O mundo da cultura deve estar a precisar de 1280px-Strepsils.jpg

12º Aniversário

29 Fevereiro, 2016

O Blasfémias faz anos. 12 anos.

Em 1 de Abril de 2004, a Google lançava o Gmail, portanto o Blasfémias precede o Gmail. Antes de Sócrates iniciar a sua senda de prejuízo irrecuperável, já o Blasfémias existia para o relatar. O Blasfémias iniciou ainda o Ronald Reagan era vivo. E o Arafat. E o Marlon Brando, assíduo leitor, penso, mesmo antes de morrer com a obesidade do neoliberalismo.

O Blasfémias iniciou publicação quando ainda havia nudez na Playboy. Hoje, no mundo globalizado e modernizado, a imagem de Adão e Eva necessita actualização, para não ferir susceptibilidades. Sugiro a seguinte.

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Feliz aniversário para todos os blasfemos do passado e os do futuro, que continuarão a delicada arte da blasfémia até que o blogue seja definitivamente encerrado por excesso de zelo de um fã de António Costa.

 

Pessoas pequeninas não têm razão para viver

29 Fevereiro, 2016

Esta madrugada foi a cerimónia dos Oscars. Toda a gente dirá que foi uma cerimónia magnífica, cheia de humor sobre injustiças xenófobas e racismo de Hollywood (foi referido directamente, não é uma conclusão). Eu achei lamentável, triste e, sobretudo, o culminar do sentimento de culpa do homem branco por ter nascido branco. Nem a Leni Riefenstahl faria melhor cerimónia. Tal como já fomos todos Charlie, agora somos todos pretos. Não somos asiáticos, índios ou esquimós, somos pretos. Também somos todos mulheres agredidas, lésbicas e padecemos de doenças terríveis e vontade de morrer.

Não era suposto aquilo celebrar o cinema americano, a marca indelével que o entretenimento deixa na cultura de povos que incluem brancos, pretos, azuis e todas as variações de pigmentação possíveis para pessoas? Era aqui que devia dizer que até há bons actores que até são pretos? Que há bons realizadores que até são homossexuais? Que as mulheres já podem fumar e, pasmem, votar? Ridículo. Não, esta não foi a cerimónia do cinema americano, foi uma orgia da melanina. Vai-se a ver, os EUA precisavam era de um presidente negro, a ver se a coisa voltava ao normal.

Confissão de crimes

28 Fevereiro, 2016

tumblr_nokeev9D1y1u5f06vo1_1280A bastonária da Ordem dos Enfermeiros, em entrevista à Renascença, segundo o reportado pelo Expresso, decidiu confessar um ou mais crimes. “Vivi situações pessoalmente, não preciso ir buscar outros exemplos”, acrescentando que “mais vale admitirmos que há coisas que não estão legisladas, mas que são feitas”.

“Vi casos em que médicos ministraram insulina àqueles doentes [em situação terminal] para lhes provocar um coma insulínico. Não estou a chocar ninguém porque quem trabalha no Serviço Nacional de Saúde sabe que estas coisas acontecem por debaixo do pano, por isso vamos falar abertamente”, disse Ana Rita Cavaco.

Vamos, pois, falar abertamente: compete ao Ministério Público abrir imediatamente inquérito e constituir a senhora bastonária como arguida. Se há crimes a serem cometidos nos hospitais públicos tendo como vítimas doentes terminais, não estamos sequer a falar de eutanásia proibida por lei, estamos a falar da presença de sociopatas em funções públicas que andam a assassinar membros da população em situação de extrema vulnerabilidade.

o respeitinho é muito lindo

27 Fevereiro, 2016
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E até a Catarina tem mais medo do Altíssimo e da Igreja Católica, do que de Bruxelas e do Costa. Pelo sim, pelo não, não vá o diabo tecê-las. E ainda dizem que a fé não move montanhas…

Sugestão de campanha para a eutanásia

27 Fevereiro, 2016

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O que se passa com o mundo da cultura?

27 Fevereiro, 2016

Sempre tão sensível às prepotências, sempre tão irreverente, sempre tão solidário com os perseguidos e que agora se calara pernte um ministro que fala assim com o presidente do CCB:Ministro para o presidente do CCB: demita-se ou é demitido

Vá lá riquezas façam um manifesto, uma petição, declamem poesia, amarrem-se, cantem… ou quando o ministro é da cor a malta assobia para o lado?