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be careful what you wish for

17 Outubro, 2014
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Há oito anos, na sequência da OPA lançada pela SONAE à PT, os trabalhadores da empresa, representados pelos sindicatos, manifestavam-se violentamente contra as pretensões de Belmiro de Azevedo, a quem chamavam, com fina ironia e desprezo aristocrático, “o tubarão das mercearias”. Oito anos depois, os trabalhadores e os sindicatos da mesma empresa, entretanto confiada a outro género de peixes de águas mais profundas e a vorazes animais de rapina, estão muto apreensivos com a possibilidade da sua empresa ser “vendida a retalho pela Oi”. É engraçado e muito divertido ver esta gente queixar-se dos resultados daquilo que eles mesmos quiseram há oito anos, sem perceberem sequer que foram eles os principais responsáveis por aquilo que lhes sucedeu. A não ser, claro, que os trabalhadores e os sindicatos dessa altura fossem outros.

o exterminador implacável

17 Outubro, 2014
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Se, a acreditar na sinceridade das palavras do senhor ministro Moreira da Silva, o objectivo da nova taxa lançada sobre os sacos de plástico não é a receita fiscal, mas a redução do número desses perigosos terroristas ambientais até à sua quase extinção (dos actuais 466 sacos anuais per capita até 36 em 2016), então, é de concluir, pelas mesmas razões, que as taxas lançadas na mesma reforma verde sobre os automóveis visam também acabar com estes nocivos meios de transporte?

a ler e a seguir

17 Outubro, 2014
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“O Liberal”: Miguel Angel Belloso, no Diário de Notícias. Parabéns ao jornal e ao seu novo Director.

2014, Outubro; Europa, Portugal

17 Outubro, 2014

obama-portugues

Quando António Costa venceu a corrida à liderança do Partido Socialista, rapidamente se fez referência na imprensa estrangeira à ascensão do ‘Gandhi de Lisboa’, bem como comparações entre Costa e Obama, o líder norte-americano, falando-se na possibilidade de, pela primeira vez, poder haver uma mudança de mentalidades com a eleição de um primeiro-ministro proveniente de uma minoria étnica.

Porém, acredita o psicólogo Jorge Vala que as origens de António Costa tanto o podem beneficiar como podem ser um entrave, isto dependendo dos que o considerem indiano ou dos que o vejam como negro. — Notícias ao minuto

Os pobrólogos

17 Outubro, 2014

Henrique Pinto, ex-presidente da CAIS e actualmente presidente da associação «IMPOSSIBLE – Passionate Happenings» resolveu propror a criminalização da pobreza. As redacções rejubilaram. Há lá coisa mais bonita que criminalizar a pobreza? É que com a criminalização da pobreza a pobreza acabava logo. Está-se mesmo a  ver!

A TVI24 deu grande destaque à proposta de Henrique Pinto e por via disso chegámos à Tânia (nome fictício).
Segundo a TVI a Tânia carrega o peso de 56 anos de uma vida de pobreza. A maior parte dela passada na rua, na prostituição, «um caminho», como lhe chama, que trouxe consigo o HIV. Vive, ou sobrevive, com o apoio social de uma instituição, com 178 euros do rendimento mínimo e um subsídio de 180 euros da Santa Casa da Misericórdia. Gosta muito do quarto que alugou e para o qual paga de renda 290 euros. Feitas as contas, tem 72 euros por mês e pergunta: «Como é possível viver assim? A resposta, difícil, que obriga a refletir, fica para depois »

Portanto Tânia (nome fictício) recebe em apoios sociais 358 euros. Além do tratamento do HIV que aqui não é referido mas que acrescenta muitos zeros a este valor. Mas na concepção de Henrique Pinto o estado devia dar mais. Não se percebe porquê. Devia, pronto.

Esta sexta-feira, vidas como a de Tânia dão o mote ao Movimento Pobreza Ilegal, que pretende responsabilizar os políticos pelas decisões que tornam os pobres mais pobres e vigiar as instituições que não os estão a ajudar como deviam. «O Estado vai gastando no que não é urgente, mas há uma total indiferença para quem está mal. Se há dinheiro para tapar buracos dos bancos, os Governos têm de dar à população os mínimos de qualidade de vida e, se não dão, devem ser responsabilizados por isso», explicou à TVI24 Henrique Pinto, ex-presidente da CAIS e agora responsável pela associação «IMPOSSIBLE – Passionate Happenings», que organiza esta sexta-feira uma conferência sobre «Pobreza e Desigualdade».

E quem dá o dinheiro aos Governos? Porque terão os contribuintes portugueses de dar ainda mais dinheiro à Tânia? E já agora seria à Tânia ou às associações?

A conferência chegou a ter como convidados vários nomes ligados à sociedade e à política, mas, segundo fonte da organização, houve bastante «resistência» ao tema da criminalização da pobreza. «Os partidos à direita estão naturalmente mais fechados, mas arrepia-me que os partidos à esquerda, defensores da causa, fiquem estranhos quando ouvem falar da pobreza criminalizada. Enquanto ela for legal, seremos tolerantes e indiferentes», lamentou Henrique Pinto.

Aqui o Henrique já está arrepiado. Para desarrepiar gostava de ver nas cadeias sabe-se lá quem que fosse acusado por não acabar com a pobreza. A concepção política do Henrique sobre a  direita e a esquerda são comoventes. Só não percebo que causa defende a esquerda no pensar do Henrique.

Crianças são as mais afetadas pelo aumento da pobreza. Para «obrigar o Parlamento a ter que debater esta ideia», a associação vai pedir uma reunião com todos os partidos e lançar uma petição online. Enquanto isso, Tânia continuará a ir à psicóloga da instituição, onde tenta «aceitar o passado e reduzir o tabaco». É esse o seu vício. Chegou a ir à consulta anti-tabágica, mas não conseguiu seguir em frente. «Deixar de fumar não era bom para mim. Faço cigarros para conseguir aguentar», desabafa.

Portanto a Tânia fuma. Terão os contribuintes de pagar o tabaco da Tânia? Parece-me perfeitamente natural que a Tânia fume. Mas já me custa a aceitar como tão natural que se tente culpabiizar o contribuinte por não pagar mais tabaco à Tânia.

Tânia tem um diagnóstico de osteopenia, precursora da osteoporose. É a mesma instituição que a ajuda com os medicamentos. A família não pode, devido a problemas financeiros e de saúde. Tânia quer, mas não pode trabalhar. Tentou receber uma pensão de invalidez, que não lhe foi atribuída. Com o 8º ano, faz umas formações «que aparecem» e ganha «alguns trocos» que dão para viver: «Não digo bem, mas melhor».

Quem paga/dá os medicamentos à instituição? Já agora o Henrique também quer criminalizar a família da Tânia? É que problemas financeiros e de saúde podem ser invocados pela maioria esmagadora das famílias. Aquelas que tomam conta das suas ‘Tânias’ e as outras. E aqui chegamos a outro ponto da questão: a Tânia quererá trabalhar mas não pode. Não se sabe porquê mas não pode. Mas note-se recebe dinheiro por formações. Já agora as formações são pagas por quem? E são formações em quê? Assim contas por alto a Tânia recebe apoios sociais 358 euros; tratamento do HIV; tratamento da osteopenia; consulta de psicologia e dinheiro por formações. Para um Estado que dá pouco…

O apoio que recebe de uma instituição social não é suficiente para tirar Tânia da pobreza. «Há pessoas que estão 10 anos numa organização e entram pobres e saem pobres. Queremos que as organizações ajudem mais. Há recursos, há dinheiro, que não estão a servir para apoiar as pessoas», denunciou Henrique Pinto.

Mas tirar pessoas da pobreza é dar-lhes dinheiro para que não sejam pobres? Ainda um dia se fará o balanço do papel que ideias como as propaladas por este senhor tiveram na manutenção na pobreza das pessoas que pretenderam ajudar. De tudo isto só me resta uma certeza: em cima da sua desgraçada vida as ‘tânias’ ainda têm de justificar o mundo dos pobrólogos, uma gente que vive de lamentar a pobreza e culpar os outros.

E o que era ser pobre em 1974?

17 Outubro, 2014

Portugal com mais pobres do que em 1974
No dia em que os títulos forem tributados está resolvido o problema do deficit

já desconfiávamos

16 Outubro, 2014
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E a Dra. Ferreira Leite confirmou: “descer impostos é inconstitucional”.

verde

16 Outubro, 2014
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robin-hood

0,1€

16 Outubro, 2014

Matem-nos a todos, Deus escolherá os seus

16 Outubro, 2014

A 4 de Outubro o Público noticiava: Costa já decidiu: PS vai votar contra Orçamento

Portanto, há 2 semanas que a decisão estava tomada, só faltava a justificação. Arranjaram várias, todas contraditórias entre si e com o que o PS defendeu a semana passada sobre impostos.

São os défices e as dívidas, estúpidos!!! (VI)

16 Outubro, 2014
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Merkel deixa aviso: “Todos os países devem respeitar as regras do Tratado Orçamental”

Estamos a assistir a um sell-off nas bolsas europeias, que ameaçam “crashar”; o petróleo desliza de forma acelerada e coloca os países produtores, que já gastaram por conta, a fazerem contas aos défices colossais que se anunciam; as taxas de juro trepam na vertical, para já só na Grécia, muito em breve em Itália, França e… Portugal; novos downgrades não tardarão, seguidos do habitual clamor contra as agências de rating.

Tudo isto após taxas de juro perto de zero (por vezes negativas) e biliões injectados pelo FED e pelo BCE para “estimular” as economias, que se mantêm irritantemente “murchas”.

A Ângela anda há vários anos a pregar no deserto, clamando por uma maior proactividade com vista ao equilíbrio orçamental. Vamos ter de assistir a novas restrições de financiamento, desta vez a atingirem também grandes países, para que Hollande e Renzi se decidam a cortes efectivos na despesa e deixem de esperar cândidamente pela almofada do crescimento, cada vez mais uma ficção. A obesidade do estado social e uma população crescentemente envelhecida explicam-na. Costa será forçosamente um diligente discípulo do novo “rigor” que se anuncia.

Preparem-se pois para uma longa década de estagnação e para cortes a doer e definitivos no estado social. A bem do crescimento, do qual só beneficiarão os nossos netos. Os nossos filhos serão bem menos egoístas que as gerações anteriores, terão sempre presente a solidariedade inter-geracional.

Como criticar o orçamento de Estado

16 Outubro, 2014

O aumento da despesa é insuficiente para gerar crescimento, o qual poderia aumentar a arrecadação de impostos, resolvendo o problema da consolidação das contas públicas. Mas o governo preferiu manter a austeridade, subserviente à troika. Os objectivos no défice não são atingidos, o que pode ser explicado por o governo, devido à proximidade das eleições, ter abdicado de cortar na despesa. Em vez disso optou por aumentar ainda mais os impostos, como prova o aumento da arrecadação fiscal. Os cortes na educação são próprios de um governo que quer destruir o nosso futuro, o que prova que a austeridade mata. A opção por não cumprir o défice é um sinal de eleitoralismo, mas já estamos habituados a que os governos se tornem irresponsáveis em ano de eleições. Os juros da dívida já estão em alta.

As FAQs que importam: OE2015

16 Outubro, 2014
tags:

O que vai mudar no orçamento para 2015?
Você continuará a pagar menos do que os serviços custam.

Não, a sério, o que vai mudar para mim no orçamento de 2015?
Vai ter muitas oportunidades para protestar por pagar demais por ter tantos serviços que custam mais do que o que você paga para eles.

Estão a matar a escola/saúde/televisão/transportes/investigação/ciência/batata/pensões público(a), não estão?
Não parece. Continuam a custar mais do que o que você paga por isso tudo.

Está a gozar? Leu o orçamento?
Estou na média dos comentadores em relação a esse assunto.

A austeridade acabou?
Só quando chegar o doutor Costa e o plantel da época 1995–2002 combinado com o plantel 2005–2011: aí passa a chamar-se “rigor”.

O “rigor” vai doer menos que isto, não vai?
Nem por isso. Mas não pense nisso agora.

A austeridade é ideológica, que eu sei.
A Terra gira à volta do Sol. Aceite isso.

Uma efeméride histórica

16 Outubro, 2014

Estamos a semanas da comemoração da vitória de Obama sobre McCain em 2008. Esperemos que o medo do ébola não impeça os festejos adequados  pelo fecho de Guantanamo.

a subsidiariedade não os intimida

15 Outubro, 2014
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Nos Açores e na Madeira, ao invés do que sucedeu no Continente, as aulas nas escolas públicas começaram sem problemas, com os professores nas salas de aula, logo na primeira semana do calendário escolar. Perante semelhante prodígio, coisa nunca vista e de pasmar, a intelligentsia do Ministério da Educação irá certamente estudar o facto, reunindo as comissões de especialistas e elaborando os estudos que forem necessárias. O fenómeno tem uma explicação todavia muito simples: as escolas dos Açores e da Madeira funcionam bem porque mantêm uma enorme e saudável distância em relação ao dito ministério, O que permite concluir que quanto maior for essa distância, melhor funcionam as escolas. A conclusão poderá chocar as eminências do MEC, mas nada que certamente os faça perder o sono. A subsidiariedade não os intimida.

uma proposta

15 Outubro, 2014
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Dirigida a todos os partidos do regime com hipótese de chegarem ao governo, mas especialmente dedicada ao partido do Dr. Costa.

Nas próximas eleições legislativas de 2015, em vez de apresentarrem ao eleitorado os tradicionais programas de governo e declarações de princípios, papelada com patuá mais do que gasto e a quem já ninguém liga nenhuma, que tal avançarem com propostas orçamentais pormenorizadas para, pelo menos, 2016 e 2017, considerando as contas conhecidas (e auditadas pelos serviços da troika) do estado e as políticas de cada partido? Ficaríamos, assim, a saber, antes de eleições, com o que poderemos contar depois.

Esperamos para ver.

Nacionalização da banca, saída do euro, renegociação da dívida

15 Outubro, 2014

legacies

Neste momento está o PCP a erguer uma estátua na Assembleia da República ao título deste post.

Adenda: Projecto de resolução nº 1120/XII/4a

O que não tem remédio, remediado está

15 Outubro, 2014

Lisboa, 9 Outubro de 2016

António Costa: Não existe solução para a austeridade portuguesa

“O plano de resgate não faz desaparecer estas situações. A solução não existe”, afirmou hoje o primeiro-ministro, à entrada para o debate bi-anual, quando questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de ocorrência de aumento de impostos e diminuição de salários da função pública.

“Temos de ter consciência de que estamos sempre sujeitos a situações financeiras anómalas e, perante situações governativas anómalas, as consequências são anómalas”, acrescentou o primeiro-ministro.

Por exemplo, no caso de um plano de solidariedade europeu, “os países que têm dinheiro e equilíbrio orçamental com as contas controladas serão sempre mais fortes do que nós”, indicou.

Na sua intervenção no debate bi-anual sobre o estado do país, que decorre esta tarde na assembleia da república, o primeiro-ministro anunciou que vai propor, na próxima reunião do executivo, a “constituição de uma equipa de missão com a incumbência específica de dar execução pelo governo ao plano geral de rigor e preparar a indispensável candidatura do seu financiamento, através do Fundo de Coesão”.

Eurus

15 Outubro, 2014

Belgrado, 14 de Outubro de 2014

Um drone sobre o relvado do Estádio Partizan esvoaçando a bandeira da Grande Albânia causou o choque entre jogadores sérvios e albaneses. Após uma ou outra cadeira e uma ou outra costela partida, o jogo foi interrompido.

O irmão do primeiro-ministro albanês foi detido, acusado de ser responsável pelo drone.

A Sérvia é candidata para adesão à UE desde Março de 2012 e a Albânia é candidata desde Junho de 2014. O jogo estava empatado ao momento da interrupção.

Mais informação: Telegraph, Guardian

Cheias 2 – 0 Ébola

14 Outubro, 2014

Podemos fazer de conta

14 Outubro, 2014

que o presidente da CML é o Santana? O presidente da CML não tem culpa que chova? Isso não é necessariamente verdade mediatica e politicamente falando.

PEC QED

14 Outubro, 2014

Como tinha previsto, o Prós e Contras de ontem serviu um propósito fundamental para o país, demonstrando como cérebros brilhantes como os do Doutor Pedro Lains e do Doutor Viriato Soromenho-Marques não podem sofrer cortes no financiamento à investigação sob risco de se matar a verdadeira ciência holística de Portugal.

Portugal tem impostos a mais?

13 Outubro, 2014

É comum dizer-se que em Portugal existem impostos a mais. No entanto essa alegação é bastante dúbia, uma vez que haver algo a mais requer que se especifique em relação a quê. Vamos por partes:

Portugal tem impostos a mais em relação à despesa do Estado?

Não. A despesa pública é 10% superior às receitas. Para cobrir as actuais despesas, o Estado teria que cobrar mais 6 a 8 mil milhões de euros por ano em impostos.

Portugal tem impostos a mais ao ponto de estes penalizarem o consume interno?

Não. Implícito na pergunta está a ideia de que os impostos penalizam as empresas portuguesas porque penalizam os consumidores dos produtos que elas vendem. Acontece que o consumo interno está empolado pela despesa do Estado, o que gera pressão sobre a balança externa e sobre o endividamento externo. Portanto, o balanço entre o que o Estado tira via impostos e injecta na economia via pagamentos é favorável ao consumo interno. Para o efeito do Estado no consumo interno ser neutro, como devia, os impostos teriam que ser maiores.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os que vai ter no futuro?

Não. É evidente que com défices de 5% e dívidas de 130%, os impostos terão que aumentar no futuro.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a dívida pública?

Não. Impostos actuais são insuficientes para pagar a dívida pública.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que o Tribunal Constitucional recomenda?

Não. O TC recomenda mais impostos e exige menos cortes.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que os portugueses gostariam que o Estado gastasse?

Não. Os portugueses gostariam que o Estado gastasse muito mais do que gasta agora, logo Portugal precisa de impostos mais altos para satisfazer os portugueses.

Portugal tem impostos a mais em comparação com o que o valor dos serviços prestados pelo Estado?

Sim, tem. Os mesmos serviços comprados ao sector privado sairiam melhores e mais baratos que os impostos que são pagos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com as condições que cria para a actividade económica?

Sim, tem.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os seus concorrentes directos na UE?

Sim, tem. Polónia, Checa, Hungria, Eslováquia e Bálticos têm todos impostos mais baixos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com os que seriam necessários para atrair capital estrangeiro?

Sim, óbvio.

Portugal tem impostos a mais ao ponto de impedirem as empresas portuguesas de acumular capital?

Sim.

Portugal tem impostos a mais para a maioria da população?

Não. A maioria da população não paga IRS.

Portugal tem impostos a mais para os funcionários públicos?

Não. Parte da distorção fiscal em Portugal foi criada para compensar a excessiva massa salarial do Estado. Enquanto não for possível cortar essa massa salarial os impostos sobre esses salários não são a mais.

Portugal tem impostos a mais em relação à Segurança Social que oferece?

Não. Impostos são insuficientes para assegurar os compromissos da Segurança Social.

Portugal tem impostos a mais em relação ao SNS que tem?

Não. Envelhecimento da população garante que serão necessários mais impostos para manter os actuais serviços de SNS.

Portugal tem impostos acima daqueles que maximizam a receita fiscal?

Não. Aumento continuo da receita fiscal mostra que continuamos à esquerda da curva de Laffer.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a despesa que o Paulo Portas gostaria que existisse?

Não. Paulo Portas durante estes 3 anos defendeu sempre mais despesa que a actual, logo mais impostos.

Portugal tem impostos a mais em comparação com a despesa pública após eliminação de X (em que X pode ser institutos, PPPs, RTP, fundações etc)?

Não, excepto se X for massa salarial da FP e pensões num valor total de 8 mil milhões de euros.

Prós e Contras (a não perder, evidentemente)

13 Outubro, 2014

Intitulada “o terramoto no Grupo Espírito Santo”, a edição de hoje do maior debate da televisão portuguesa – se por maior se entende a Fátima Campos Ferreira, se por televisão se entende RTP e se por debate se entende a repetição de chavões sobre paradigmas sempre e irremediavelmente novos – tem todos os ingredientes para se tornar numa peça clássica sobre a Lusitânia existencialista. De um lado, de acordo com o formato do programa, estarão os que defendem o terramoto no BES, do outro os que o condenam. Algures na audiência estará o senhor louco, a hippie que fala alto, o empreendedor, a das comparações estapafúrdias, o investigador em desigualdade, o sociólogo que domina micro-crédito e o crescimento da fome com o afastamento do PS no governo, o bardo e o permanentemente indignado. Um destes também é autarca. Em casa estará a grande maioria de eleitores que irão no paradigma do Costa, os incrédulos que não percebem que na realidade nunca perceberam nada de nada. Abençoados sejam.

Mobilizar Portugal

13 Outubro, 2014

Murteira Nabo defende que Estado deve mobilizar empresários para comprar a PT. Sugiro que uma delegação constituída por Murteira Nabo, Zeinal Bava, José Sócrates, Granadeiro, Rui Pedro Soares, Luís Nazaré, Ricardo Salgado e outros notáveis se dirija à casa do Engº Belmiro de Azevedo em Marco de Canavezes e lhe peça, de joelhos e de corda ao pescoço, para comprar a Portugal Telecom.

Protocolo de Manchester

13 Outubro, 2014

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Armando chega ao hospital com fraqueza, dores musculares, dores de cabeça, inflamação na garganta, eventualmente diarreia e vómitos. A enfermeira Florbela atende-o na triagem. Mede-lhe a temperatura, a tensão arterial, um trinta-e-três à garganta; pergunta-lhe o que sente, desde quando, se é diferente do que já sentiu antes, de onde veio… LIBÉRIA???? (a enfermeira Florbela é bastante redundante com a pontuação).

Armando é o próximo caso noticioso de possível ébola no Hospital de São João, que parece estar determinado em ter o primeiro caso da doença em Portugal, nem que para isso tenha que importar trabalhadores para as obras na Serra Leoa.

Os médicos sempre olharam de soslaio para o protocolo de Manchester e a sua triagem feita por enfermeiros. A enfermeira Florbela poderá estar contaminada com ébola. Confirma-se: a enfermeira Florbela está contaminada com ébola. Primeiro passo é matar o cão da enfermeira Florbela.

Bastonário da Ordem dos Médicos escreve artigo de opinião e aparece no Prós e Contras: o protocolo de Manchester e a triagem por enfermeiros é excelente.

em nome da alternância democrática

12 Outubro, 2014
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Marina Silva fez o que lhe competia fazer e da forma mais correcta possível: declarou o seu apoio a Aécio Neves, em nome do princípio da alternância democrática, sem o qual a democracia será sempre uma mera falácia. Na verdade, se alguma coisa provaram os doze anos de poder pêtista, é que, como afirmava Lord Acton, “todo o poder corrompe, e o poder absoluto corrompe absolutamente”. Se, ao contrário do que as sondagens começam a indicar, o PT conseguir somar mais quatro aos doze anos de governo federal que já leva, o Brasil, que é um dos mais admiráveis países do mundo, ficará um sítio difícil de frequentar. É hora de arrumar com a “presidenta”, o “Lulinha-paz-e-amor”, os mensaleiros, os sanguessugas da Petrobras, do BNDES, os apoiantes de Cháves, Maduro e de Fidel, os importadores de mão de obra médica escrava de Cuba, etc.. Em Portugal, gente intelectualmente desonesta como Boaventura Sousa Santos insiste em negar a evidência da corrupção putrefacta do pêtismo, enlameando todos quantos os que querem uma renovação democrática no Brasil. Para o eminente sociólogo-da-trêta, Marina Silva era um “instrumento” que a “direita” estava a usar para “voltar ao poder”. Como se, em democracia, a direita suceder a um governo de esquerda com doze anos fosse coisa preocupante e contra-natura. Um grande democrata, este Boaventura. Esperemos que, daqui por duas semanas, o povo brasileiro lhes dê, a todos, a merecida resposta.

Personificações

12 Outubro, 2014

Tema do meu artigo de hoje no Observador: MAis de quatro mil pessoas já morreram no recente surto de ébola. Não se sabe quantas mais morrerão. Alguém fez uma vigília por eles? O combate ao ébola está a levantar questões éticas decorrentes das proibições de deslocação para populações inteiras ou da necessidade de recorrer a tratamentos experimentais sem que se cumpram os procedimentos habituais. Quantos textos de reflexão já se leram sobre estas situações?

Digamos que já não seria mau se estes humanos tivessem conseguido provocar uma onda de simpatia similar à gerada pela cadela de Teresa Romero, a auxiliar de enfermagem espanhola contaminada com ébola. Excalibur, assim se chamava a cadela, foi abatida por ordem das autoridades sanitárias, pois poderia ter contraído ébola. No passado sábado foram convocadas manifestações em 24 localidades de Espanha para mostrar indignação pelo destino de Excalibur. A operação de retirada da cadela da casa onde se encontrava transformou-se num circo, com os manifestantes tentando por vários meios que o animal não fosse levado. – A relação que mantemos com os animais, e sobretudo a relação que o mundo mediático mantém com os animais, é cada vez mais de sofá. Sofá no sentido urbano mas também psicanalítico do termo.

 

Requalificar a Circunvalação

12 Outubro, 2014

Circunvalacao-brandingComo requalificar a Circunvalação?

  • Deixar de ser “linha de fronteira” e passar a ser “cordão irradiador de urbanidade”;
  • Mais amiga das bicicletas;
  • Mais amiga dos peões;
  • Mais amiga dos transportes públicos;
  • Criação “de um verdadeiro interface intermodal metropolitano”;
  • Aproximar a uma “alameda de parque”;
  • Reduzir faixas de rodagem -> (são duas, passa a uma);
  • Manter as corridas do Circuito da Boavista;
  • Medidas de “acalmia de tráfego motorizado”;
  • Margens “dedicadas à circulação pedonal e de bicicleta”;
  • Rotunda para bicicletas no Freixo -> (inclinação 30% para Campanhã);
  • Redução de velocidade de circulação automóvel -> (é 50 km/h);

Afinal, quem realizou a descolonização?

11 Outubro, 2014

A resposta a esta pergunta é simples: ninguém. No início a descolonização foi vista como a página dourada onde homens como Spínola, Soares e Almeida Santos sonhavam inscrever no topo o seu nome. Depois tornou-se no facto cuja autoria ninguém reivindica e cuja responsabilidade todos enjeitam. E contudo desde os primeiros momentos que estavam reunidos os elementos para que a descolonização fosse uma tragédia mais que anunciada. – Tema de um artigo que publico hoje no Observador.

O que foi feito ao valor da Portugal Telecom?

11 Outubro, 2014

Como resposta à OPA da Sonae, a administração da Portugal Telecom prometeu remunerar os accionistas em cerca de 6.2 mil milhões de euros entre 2006-2009. O pacote de remuneração proposto pela PT era o seguinte:

  •  Um programa de aquisição de acções próprias de 16,5% do capital social da PT até ao valor de €11,50 por acção da PT, equivalente a um retorno accionista de €2,1 mil milhões
  • Distribuição das acções da PTM aos accionistas da PT, equivalente a €2,0 mil milhões de distribuição de valor
  • Compromisso de um dividendo anual por acção até 2009 de 57,50 cêntimos de euro após o término da compra de acções próprias

Este pacote correspondia a €5,6 por acção, cerca de metade do valor oferecido pela Sonae. Esta remuneração extraordinária dos accionistas correspondeu à descapitalização de metade da empresa.

Com a venda da Vivo, a PT voltou a uma política de distribuição extraordinária de dividendos que entre 2010 e 1012 acumularam 3 euros por acção. Da avaliação original feita pela Sonae de 11.5 euros por acção, 8.5 euros foram distribuídos aos accionistas da PT.

Em conclusão, 70% do valor máximo possível da Portugal Telecom em 2006 desapareceu por decisão consciente e deliberada dos accionistas que aprovaram e beneficiaram durante 8 anos de uma política de descapitalização da empresa.

PS-Esta história é muito parecida com a história do porco,

E a probabilidade de se fazer um combate com forças terrestres qual é?

11 Outubro, 2014

As Nações Unidas consideram provável o “massacre” de milhares de pessoas na cidade síria de Kobani. A cidade situa-se junto à fronteira com a Turquia e está a ser tomada pelo Estado Islâmico perante a passividade do exército turco. O enviado da ONU à Síria, afirmou que se a cidade cair nas mãos dos muçulmanos radicais, os 700 curdos que tentam defender a cidade e os 12 mil civis que ficaram em Kobani, vão, provavelmente, ser massacrados. Os Estados Unidos já lançaram vários ataques aéreos contra posições do Estado Islâmico nas imediações da cidade, mas não conseguiram impedir que os islamofascistas assumissem o controlo de quase metade de Kobani.

Deixemo-nos de hipocrisias: salvar os habitantes de Kobani não era militatmente difícil. Simplesmente anos de manifestações a “favor da paz”, horas e horas de pregação mediática em que se fez equivaler amor à paz a não intervenção… transformaram-nos em espectadores de massacres. Para salvar Kobani são necessários homens a combater em terra, esses homens necessariamente  teriam de matar e morrer. Às vezes fariam o que não deviam. As opiniões públicas ocidentais estariam preparadas para isso? Quantos dias demorariam a estar na rua as primeiras manifestações de alegados pacifistas? Quantos dias seriam necessários para que as mães dos jihadistas andassem por essa Europa fora falando de paz acolitadas por vários activistas? Os homens e mulheres de Kobani vão morrer porque o Ocidente é uma civilização em declínio. E como tal começa a beber-se por aqui o fel de vergonha. Mas daqui a uns meses nem Kobani já impressionará. As pessoas habituam-se a tudo. Ver pela televisão a violência no mundo que nos rodeia vai ser o reality show dos próximos anos.

 

O delegado de turma

11 Outubro, 2014

O ângulo é propício, a conjunção da elevação com a distância também; parece que é desta que o petiz consegue a proeza indutora de delírio que consiste na vitória do fugaz sobre a necessidade permanente que daí surgirá: é desta que vê as cuequinhas da menina.

Sondagens fresquinhas, adaptadas ao grau de desenvolvimento emocional do bando de pardais à solta, e parece ser agora, com o Marajá dos Sugos, que se consegue a proeza de derrotar o Arruaceiro, o que tantas grandoladas gerou, apesar de agora nem por isso, que a miudagem não é parva para sempre, só quando estão sozinhos, sem a presença das gajas que, pateticamente e em vão, procuram impressionar.

Não é grande vitória, pois não? Uns pontecos acima da coligação governamental, uma mera satisfação pela eleição do delegado de turma parecer falhar ao Arruaceiro, nem que para isso seja necessário engolir em seco pelo efeito messiânico só se verificar entre crentes, os que juram a pés juntos que nunca se desiludirão, tudo antes de negarem, até ao fim do dia, o nome da rosa por três vezes sem desprimor para o derradeiro distribuidor de cadeiras.

Entretanto, o Gordo e o Pigmeu, cientes que qualquer migalha é necessária ao Marajá dos Sugos, passam a ser tratados como cá dos nossos, mesmo que para isso seja preciso ridicularizar inicialmente o Gordo pela mania de chamar maricas a toda a gente e ceder ao Pigmeu que julga ter organizado um congresso ministerial. Controla-te, Gordo, precisamos de ti quando for necessário, acalma aí a parvoeira de que padeces porque em ti vejo um queijo em potência, meu banhas; mantém a calma, Pigmeu, tinhas razão, não precisas estar agregado à porta de entrada que foi, também ela, o buraco negro por onde se eclipsou o Seminarista.

As expectativas são altas: vencido o mistério das cuecas da menina, algo em ti mudou, queres mais que um “terra à vista” mas não sabes como lá chegar entre os rochedos, não é? Receias os irmãos da moça, sempre prontos para desprezarem a irmã excepto quando chegas tu, o forasteiro, que por muito que sejas repetente, nestas coisas do sexo és mesmo inexperiente. Tens que jogar à bola com eles, com o Capuchinho, com a Nelinha, com o Barbas… Tens que domar o Tripeiro, saber jogar com as percepções de confiança que, de outra forma, tudo se esfuma, até tu, regente de terras distantes.

Controlar os jornais da escola não te garante tudo o que queres. É certo, dá-te alguns votos, mas lembra-te: os dos bairros não lêem essas mariquices porque os dos bairros simplesmente não lêem. Queres apoio dos dos bairros, tens que te esmerar, falar com eles, perder o medo de saíres aí da rua dos totós onde vives confortavelmente e trocar o berlinde pelo malho.

Para já só viste a cuecas da menina, palerma. Tal aconteceu graças à conjunção de vários elementos que não dependeram de ti, incluindo a saia particularmente curta do dia. Vê lá se tens mais olhos que barriga.

preservar valor

10 Outubro, 2014
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“PT vale em bolsa um décimo do que valia em 2007”.

É estranho que perante estas notícias que dão conta de uma perdulária destruição de valor de uma das maiores empresas portuguesas, os justiceiros que sempre aparecem a exigir as cabeças de banqueiros e bancários, ainda não vindo a público exigir também que se dê seguimento a este desafio de Belmiro de Azevedo. Será que é história para não se contar?…

Sonsice

10 Outubro, 2014

A política portuguesa é frequentemente dominada pela sonsice. Há anos que se debate se o Estado deve ser proprietário de um banco, com o risco inerente a essa propriedade. Desde 2012 que está estabelecido um sistema de resolução bancária que em nada difere do futuro mecanismo europeu de resolução bancária e que se baseia nos mesmos princípios que o sistema de resolução bancária dos Estados Unidos. Portanto, desde 2012 que existe o risco de a CGD participar nos custos de falência de qualquer banco. Quando o BES faliu havia duas alternativas, ou se aplicava a lei ou o governo entrava com dinheiro dos contribuintes para salvar o BES. O governo optou por não intervir no que já estava definido desde 2012. É uma completa sonsice que quem sempre defendeu a existência de um banco público venha agora choramigar porque a CGD corre o risco de pagar os custos da resolução do BES. Esse risco não foi criado em 2014. Existe desde 2012. Mais, que a CGD corre o risco de perdas, nunca foi ocultado, e decorre do que está na lei que determina as regras da resolução bancária. Este debate sobre se a ministra mentiu ou não sobre este assunto, para alem de sonso, é infantil, no sentido em que se anda a perder tempo com interpretações literais de frases que qualquer adulto percebeu.

humanistas part-time

10 Outubro, 2014
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O post que por aqui escrevi, há uns dias, sobre a lista de pedófilos, que o governo em funções quer aprovar, e a dos devedores ao fisco, que o governo anterior aprovou, suscitou uma animada algazarra no facebook, sobretudo na página do Luís Aguiar-Conraria. Como apareceram alguns comentadores a dizer por mim o que eu não dissera, passo a esclarecer melhor o que escrevi. O facto desses mesmos comentadores se terem horrorizado com a comparação, também vale o trabalho de mais algumas linhas.

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O direito a amar

10 Outubro, 2014

A lei não pode impedir o amor. Abaixo as discriminações. Uma nova causa para unir as esquerdas: I married myself

Por Shiva, Portugal dos Pequeninos (mas gordinhos)

10 Outubro, 2014

Ferro Rodrigues abre o seu primeiro debate com o primeiro-ministro dizendo que precisa de antecipar as eleições legislativas sob risco das pessoas perceberem que os socialistas não têm nada para dizer até Outubro de 2015.

Dúvida premente

10 Outubro, 2014

Qual a diferença de pensamento entre Catarina Martins e Heloísa Apolónia?

Acidente de trabalho

10 Outubro, 2014

Já vi muitas gente referir que a PT ter chegado a esta ponto é um resultado da incompetência da gestão. Mas nada indica que assim seja. O núcleo duro de accionistas privados tinha cerca de 20% de acções da PT. Com ajuda das participações do Estado de alguns outros aliados menores, estes 20% eram suficientes para controlar a empresa. O potencial de crescimento da PT atingiu o pico com a venda da VIVO, ao mesmo tempo que o accionista principal tinha necessidade de transferir capital para outros negócios que considerava mais estratégicos. Já desde que a OPA da Sonae que se tinha percebido que o negócio das telecomunicações em Portugal estava sobredimensionado e tanto os accionistas da Zon como os da PT trataram desde 2006 de distribuir  dividendos elevados, descapitalizando as empresas. Na PT o processo acelerou-se com a venda da VIVO, porque os accionistas assim o quiseram. Por outro lado, o núcleo duro tratou de usar uma empresa onde só tinha 20% do capital para financiar outros negócios onde tinha 100%, através da concessão de empréstimos de favor. Esta é uma forma de explorar uma posição dominante numa empresa sem ter que partilhar dividendos com os outros accionistas. No fim, o empréstimo à Rioforte correu mal, mas estes empréstimos foram feitos durante anos, e durante anos correram bem para o BES. Portanto, o que se passou na PT não foi incompetência. Eles sabiam bem o que faziam, e fizeram-no de forma competente. O que tiveram foi um acidente de trabalho.