Saltar para o conteúdo

Independência da Escócia e União Europeia

18 Setembro, 2014

Num sistema com 2 níveis geográficos de poder, nacional e regional, o poder nacional e o regional tendem a ser aliados naturais contra outros poderes nacionais e regionais. Neste sistema a Escócia preferirá aliar-se com quem tem afinidades, no caso a Inglaterra.

Num sistema com 3 níveis geográficos de poder, regional, nacional e continental, o poder continental e o regional são aliados naturais contra o poder nacional. Neste sistema a Escócia confia no poder protector e nos serviços prestados pela União Europeia para não depender tanto da Inglaterra. E a União Europeia tem interesse em enfraquecer os grandes estados através da sua fragmentação.

Portanto, digam o que disserem as fontes oficiais, as independências da Escócia e da Catalunha são do interesse da União Europeia, e só são plausíveis porque a existência de uma União Europeia reduz os custos da independência.

Complicómetro lusitano

18 Setembro, 2014

Referendo escocês

Should Scotland be an independent country?

Número de caracteres: 42

Referendo português

Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?

Número de caracteres: 181

Problema dual

18 Setembro, 2014

IMG_7320.JPG

o espírito da lei

17 Setembro, 2014
by

16237

PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS

Projecto de Lei Nº …………..

Considerando o reduzido alcance da lista de equipamentos, dispositivos técnicos e congéneres prevista na Tabela de Compensação Equitativa, constante no Anexo do Projecto-Lei que altera o Código dos Direitos de Autor e Direitos Conexos, falha resultante da determinante urgência com que o governo transpôs em 2014 a directiva comunitária nº 2001/29/CE.

Tendo o Governo sido alertado pelos parceiros sociais, associações civis e eclesiásticas, e diversos agentes culturais e sociais para múltiplas situações não contempladas naquele Anexo, também elas merecedoras da tutela e protecção do Estado.

Decide-se, em obediência aos princípios da igualdade e da justiça social, acrescentar ao referido Anexo as seguintes situações e respectivas compensações equitativas:

  1. Uso do copy paste em documentos escritos: € 5,00 até 5 mil caracteres, € 10,00 até 100 mil caracteres e € 20,00 a partir daí;
  2. Se o copy paste incidir, não sobre documentos escritos, mas sobre imagens, o valor será o de € 5,00 até 5 imagens, € 10,00 até 10 imagens e € 20,00 a partir daí;
  3. Se as imagens referidas no número anterior forem de natureza lasciva e/ou libidinosa, os valores das taxas aplicáveis serão o triplo de cada um dos anteriores, visto o previsível uso das mesmas ser considerado equivalente aos produtos de luxo;
  4. Serão cobrados € 5,00 por cada peça de roupa de uso pessoal transmitida, ainda que graciosamente e no seio familiar, desde que se trate de roupa de marca, salvaguardando-se assim os legítimos direitos de propriedade à criação artística de estilistas, costureiras, modistas e outros artistas do ramo;
  5. Por cada pastel e bolo reproduzidos pelas confeitarias e pastelarias será cobrado uma compensação equitativa de € 0,05, de modo a serem pagos os direitos autorais dos mestres pasteleiros e afins;
  6. Os piropos de rua a transeuntes, desde que não originais, pagarão uma taxa de € 1,00 cada um, destinada à protecção do património incorpóreo da brejeirice popular, arte na qual trabalham incontáveis artistas e criadores. Para efeitos de cobrança, bastará a simples denúncia da visada (visado?) à autoridade policial mais próxima. Se a autoridade policial tiver quaisquer dúvidas sobre a autenticidade da denúncia, em resultado de dados objectivos e visíveis a olho nu, colhidos sobre a aparência da denunciante e ponderados segundo o critério do bonus pater famílias, a autora pagará uma multa por desacato à autoridade;
  7. O boato, que é a mais perigosa arma da reacção, é, para os efeitos desta lei, considerado uso abusivo de uma galga inventada por pessoa indeterminada ou de difícil determinação, será taxado a € 5,00 por cada intrujice. Na falta de autor original conhecido, os montantes cobrados reverterão integralmente em favor dos mais altos dignatários do Estado, por interpretação extensiva do espírito da lei.

Ideia para compensar a cópia privada

17 Setembro, 2014

A lei da cópia privada visa compensar os autores pelas cópias não autorizadas das obras que vendem pelas pessoas que as compram. Por exemplo, o António compra um CD. Se copiar esse CD para uma pen está a fazer uma cópia privda não autorizada (porque habitualmente a compra do CD pressupõe que estas cópias não são permitidas).

Portanto, as pessoas que realizam cópias privadas têm que reunir as seguintes condições:

– serem proprietários de um formato da obra comprado legalmente

– serem proprietários de um suporte digital com espaço para gravar

Eu diria que a primeira correlaciona-se melhor que a segunda com a execução da cópia privada.Sendo assim, em vez de se taxar o objecto que pode ser usado para gravar a cópia privada (a pen), mas que tem múltipas outras funções, deve-se taxar directamente o objecto que pode ser alvo de cópia privada (o CD).

O esquema que proponho funcionaria de forma semelhante à taxa da cópia privada que está a ser proposta, com a diferença que se taxariam os suportes alvos da cópia. Assim:

1. Um CD que custe 10 euros seria alvo de uma taxa de 1 euro;

2. Deste valor, 20 cêntimos seriam distribuidos pela AGECOP para um fundo para promover as artes, 10 cêntimos iriam para despesas administrativas da AGECOP, 30 cêntimos para produtores e editoras e 40 cêntimos para a SPA.

3. Dos 40 cêntimos para a SPA 6 cêntimos iriam para custos administrativos (incluindo o generoso sistema de complementos de reformas da SPA) e 6 cêntimos para beneficiar os cooperantes da SPA. Restariam 28 cêntimos a distribuir pelos autores.

Romper com o quadro de opções limitadas

17 Setembro, 2014

Bxu7z_EIgAAaNar.jpg-large

 

Notícia de ontem: Costa anuncia novos impostos

Os saquinhos

17 Setembro, 2014

Não sei se já reparam na quantidade de pessoas que hoje em dia vai para os supermercados com sacos para encher com compras. É o equivalente a ir para um restaurante com uma toalha de pano, ao barbeiro levando a própria lâmina ou ao médico levando a própria espátula para ser examinado. É incómodo, ridículo e ineficiente. Sugiro que os supermercados passem a oferecer gratuitamente os sacos aos clientes.

Keynesianismo perfeito

17 Setembro, 2014

Depois dos Estaleiros de Viana terem perdido 40 ou 50 milhões no Atlântida, aparentemente porque os Açores não conseguiram os fundos europeus necessários, a West Sea, os novos Estaleiros de Viana, vai remodelar o Atlântida … com dinheiro de fundos europeus. Num mundo keynesiano perfeito, o Atlântida estaria eternamente a sair dos estaleiros de Viana e a entrar para novas remodelações, sempre tudo a pretexto de ser pago com dinheiros europeus, claro. Talvez um dia se consiga transformar o Atlântida num asfalteiro para vender à Venezuela.

PL 245/XII

16 Setembro, 2014

Está agendada para amanhã a discussão de vários diplomas em torno do Direito de Autor e dos Direitos Conexos. Além da infame PL 246/XII, à qual foi dedicado o Prós & Contras de ontem (apesar de pouco se ter falado da proposta propriamente dita), será igualmente discutida a PL 245/XII. Esta proposta vem, entre outras inovações, permitir a efectiva concorrência entre entidades de gestão colectiva de direitos, permitindo não só a criação de novas entidades como o (quase) livre estabelecimento de entidades gestoras sediadas de outros países da UE em Portugal, o que permitirá, em teoria, acabar com a actuação monopolista da SPA e das entidades gestoras dos diferentes direitos conexos.

Resta saber se a concorrência entre entidades de gestão colectiva aparentemente pretendida pela proposta de lei resultará em efectiva concorrência ou se servirá apenas para ilustrar o que é um Cartel.

Nova compilação de sucessos dos Delfins chama-se iPhone 6

16 Setembro, 2014

Caíram como heróis os que não o eram,
pesados de infortúnio e solidão.

— David Mourão-Ferreira

O modelo de negócio dos artistas presentes no Prós e Contras de ontem à noite ficou claro: renda obtida através da indústria estrangeira. Quanto maior a resolução da câmara fotográfica do telemóvel, tendencialmente maior será a renda obtida.

O disco português mais vendido de sempre é a compilação “O caminho da Felicidade” dos Delfins (1995), com 240.000 cópias vendidas. A Samsung vendeu, no ano passado, 706.000 smartphones em Portugal. A Apple vendeu 253.000. É perfeitamente compreensível que os Delfins tenham percebido que o iPhone 6 pode ser o definitivo best of da banda de Cascais.

sacar mais uns cobres

16 Setembro, 2014
by

É no que se resume, no fim de contas, a magna questão da «lei da cópia privada», hoje debatida no «Prós e Contras». Sobre esse ponto reinou unanimidade absoluta entre os presentes, divergindo a doutrina somente sobre quem pagará o pato, se os «contribuintes», se a «indústria», porque, obviamente, alguém o irá pagar. Um senhor da assistência, visivelmente transtornado pelos holofotes, garantiu-nos que só por criminosas práticas de cartel a indústria repassará esse custo para os contribuintes. Outros fizeram extraordinários cálculos que demonstraram que ninguém ficará a perder e que a “Cultura” e os “Artistas” ficarão todos a ganhar. Um dos comensais presentes, que lembrou existirem, em Portugal, artistas que passam fome, garantiu ao povo que 40% da tal receita que não prejudicará ninguém lhes será destinada. Verdadeira obra de beneméritos, portanto! Aplaudido pela quase totalidade dos muitos vultos da cultura presentes, o senhor secretário de estado da dita lembrou a dignidade do cidadão português, que não pode limitar-se a ser um “consumidor”. Tem razão: talvez a expressão “contribuinte involuntário” se nos aplique melhor. A talho de foice, pareceria evidente que a nossa Constituição deveria consagrar, em futura revisão, como princípio estruturante do nosso estado de direito, que qualquer secretário de estado da cultura de um governo de «direita» que fosse vibrantemente aplaudido por uma plateia de artistas imensamente cultos deveria ser imediatamente demitido. Ainda a tempo de não ser apanhada pelo intervalo, uma senhora indignada perguntou quem é que as pessoas que questionam o pagamento do pato «representam» e por que motivo ali estavam no meio de tão sublime assembleia.. Dito de outro modo; como poderá alguém ter o topete de pôr em questão o pagamento forçado da sua renda de casa, a ela que é certamente uma artista e um vulto da cultura. E, do alto do palco, sob vibrantes aplausos da maioria dos presentes, um cavalheiro, também ele certamente muito culto, embora dos cultos que a olho nu se vê que não passam fome, discorreu umas ideias desencontradas sobre as maldades do «mercado» (que é preciso «combater»), o «lobo mau» e o «capuchinho vermelho». Resumindo: hoje à noite, no Prós e Contras, reuniu-se um grupo de cavalheiros predispostos a pôr e a dispor sobre o que não lhes pertence. O argumento de fundo é que passam dificuldades com as profissões que escolheram. Portugal é essencialmente isto e é por isso que isto está como está.

moderação fiscal

15 Setembro, 2014
by

Paulo Portas anda apreensivo com a elevada carga fiscal portuguesa, e, certamente, com os efeitos inversamente proporcionais que a mesma terá sobre a votação do CDS, e quer, agora, um “compromisso” com o PSD para a moderar já no próximo ano, por mero acaso ano de eleições legislativas. O líder do “partido dos contribuintes” terá finalmente reparado que é vice-primeiro-ministro do governo mais socialista da Europa, o que menos respeita a propriedade e os rendimentos dos cidadãos, e há-de recear que os seus eleitores menos esquerdistas prefiram votar em Jerónimo de Sousa nas próximas eleições, a continuar a confiar o seu voto ao CDS. Já para o PS, partido de que os dois candidatos à liderança se recusam a dizer que vão baixar os impostos, o que significa que os irão aumentar, a transferência de votos deverá ser mais difícil.

Consequência de Battle Royale

15 Setembro, 2014

Com o período lectivo de 25 horas semanais separado entre manhãs e tardes, uma sala de aula do antigo ensino primário passa a poder ser utilizada exclusivamente por uma turma e não por duas, como era antigamente. De repente e em contra-ciclo passaram a existir metade das salas de aula disponíveis.

Battle Royale

15 Setembro, 2014

Podemos “defender a escola pública” quanto quisermos, com todo o afinco hooliganista de quem conhece todos os cromos da caderneta do campeonato distrital do Azerbaijão; porém, nada faz mais pelas escolas privadas como o regime de 25 horas obrigatórias nos primeiros anos do ensino básico, separadas ao longo do dia, acrescido de 5 horas para actividades de cariz duvidoso (“A escola e eu”? “Civismo e cidadania”?) e N horas adicionalmente disponíveis para meter a canalha numa sala especial para uma variedade de Battle Royale fomentadora de auto-comiseração enquanto os pais não saem dos empregos.

Para a maioria dos leitores, as 25 horas obrigatórias foram realizadas exclusivamente de manhã ou de tarde. Agora não, melhor repartir ao longo do dia para, em prol da escola integral, lixar a vida às crianças que, infelizmente, têm possibilidades monetárias para actividades fora e apoio familiar suficiente para permitir uma melhor gestão destes tempos livres.

Incrivelmente, quem mais protesta nem são os encarregados de educação. Vá-se lá perceber. Que pena não se poder tirar as pilhas aos miúdos e desligar o sistema durante umas horas. Porém, nada como ir tentando.

Estamos tramados

14 Setembro, 2014
Portugal, visto da Libéria.

Portugal, visto da Libéria.

Após um único dia a olhar para jornais, redes sociais e comentadores televisivos, podemos chegar à conclusão da existência de dois problemas em Portugal. Em concreto, são problemas tão persistentemente degradantes que transformam o West Point liberiano num pequeno paraíso terreno perante a putrefacção imunda da pestilência humana sujeita à epidemia que é o português.

Os dois problemas são:

  1. o governo é incompetente;
  2. o Seguro é líder do PS.

Estou de acordo com ambos os problemas: o governo, por muito bem intencionado que seja, e talvez por isso, faz asneiras suspeitamente parecidas com as que todos os outros governos fizeram e, obviamente, o Seguro é líder do PS. Para resolver estes problemas de forma a que passear pelas ciclovias deste país deixe de ser uma permanente gincana por cadáveres asfixados com as próprias fezes, torna-se urgente tomar duas medidas:

  1. mudar o governo para um competente;
  2. tirar o Seguro de líder do PS.

Como já toda a gente conseguiu perceber, as duas soluções necessárias são mutuamente exclusivas. Isto continua a não se aguentar.

Opinião sobre factos históricos não é difamação

13 Setembro, 2014

Absolvido de difamação, João José Brandão Ferreira tinha dito que Manuel Alegre traiu a pátria:

O tenente-coronel João José Brandão Ferreira foi julgado por difamação por causa de artigos publicados em blogues, tendo o arguido reiterado em julgamento a tese que Manuel Alegre cometeu, aos microfones da rádio Voz da Liberdade, em Argel, traição à pátria, ao incitar os militares portugueses a desertar, ao conviver com os líderes dos movimentos de libertação de Angola, Moçambique e Guiné e ao ajudá-los na guerrilha contra as tropas portuguesas no Ultramar.

A juíza dos Juízos Criminais, citando jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem e o direito consignado na Constituição Portuguesa à liberdade de expressão, considerou que Brandão Ferreira emitiu a sua opinião sobre factos históricos e que não se verificou o crime de difamação.

[…]
No final do veredicto, Manuel Alegre considerou a sentença “algo surpreendente”, porque “a liberdade de expressão não permite tudo”, designadamente que uma pessoa seja “difamada” ou seja alvo das “insinuações” em causa.

Manuel Alegre adiantou à Lusa que vai recorrer da decisão por uma “questão de dignidade e de princípio”, insistindo que a “liberdade de expressão não permite tudo, não permite o atentado ao bom nome e à dignidade das pessoas”.

A propósito: Alegre associa Rangel ao partido Nazi

Boa!

12 Setembro, 2014

PS diz que conseguiu travar nomeação de Carlos Moedas para uma pasta social

Pequenos senhorios subsidiam pequenas empresas

12 Setembro, 2014

Ao fim de 2 anos, o governo decidiu mudar a lei das rendas de forma a que os pequenos senhorios ajudem as pequenas empresas a ter lucros. É bonito. Deve ser bom ter uma empresa em que os custos com as instalações estão congelados há 50 anos.

Emigrar para não pagar ao Papa

12 Setembro, 2014
isabel_moreira

Isabel Moreira, pessoa que não emigrou.

Adriano Moreira diz que D. Afonso Henriques não pagou ao Papa.

Eu concordo com Adriano Moreira: em termos de dívida pública, também acho que não devemos pagar ao Papa.

O antigo presidente do CDS também explicou que a “miséria está a expulsar a pobreza” porque quando “emigra a pobreza, vai ficando a maior das incapacidades”.

Num outro assunto, Isabel Moreira não emigrou.

9/11

11 Setembro, 2014

nyc

Cuidado: mamas à solta

11 Setembro, 2014

It's over.

Parece que há um problema em Coimbra com maminhas. Em concreto, porque estas foram mostradas em público (o que é mau) e, posteriormente, no jornal (o que é só informação). Como se tratam de alunas de Erasmus são maminhas importadas, o que também coloca em causa a capacidade deste país para produzir mamas passíveis de exibição pública que gere indignação.

O ambiente académico é reconhecido pela decência e decoro, não por deboche e exibicionismo. Uma coisa é fazer rastejar o cão que é o caloiro ou chupar bananas penduradas em braguilhas (tem valor nutricional); outra coisa é andar aí a exibir as mamas. Um mínimo de decência é o que se exige à geração mais bem preparada de sempre: é que uma coisa é rasgar as vestes à malta, outra é andar aí a mostrar as mamas a quem lê jornais.

Deixe-me dizer-lhe com toda a tranquilidade

10 Setembro, 2014

877x658

Divulgação: Jantar de Apresentação – Instituto Mises Portugal

8 Setembro, 2014

mises-apresentacao

Caríssimos simpatizantes do Instituto Ludwig von Mises Portugal (IMP),

O Instituto tem o prazer de vos convidar para o Jantar de Apresentação da nova equipa do IMP. Serão apresentados os novos projectos do Instituto, nomeadamente um Ciclo de Conferências do Liberalismo que se avizinha.

O jantar terá lugar no Porto, no Restaurante Varanda da Barra, pelas 21h do próximo dia 19 de Setembro. É obrigatória a confirmação de presença, apenas sendo necessário mandar e-mail para contacto@mises.org.pt até ao dia 15.

Contamos com todos vós.

Saudações Liberais,
A equipa do Instituto Ludwig von Mises Portugal

não entenderam nada

7 Setembro, 2014
by

marina_silva_creiaApesar da enorme desproporção do tempo de antena de Marina Silva em relação a Dilma Roussef, e bem sabemos que no Brasil, tal como em Portugal, é na televisão que se ganham e perdem eleições, é bem provável que ela as ganhe daqui por um mês e meio. Ganhe Marina ou ganhe Dilma, uma coisa, porém, é já certa: Aécio e o PSDB já as perderam, o que quer dizer, entre outras coisas, que o PT não teve, durante os doze anos que já leva a sua governação, uma verdadeira oposição à sua direita.

Em parte isto sucede devido a um dilema que, creio mesmo, a maior parte dos brasileiros com responsabilidades políticas ainda não entendeu. É que o Brasil dispõe de um sistema partidário que reproduz o dos EUA, no qual os partidos só têm verdadeira liderança e falam a uma só voz de quatro em quatro anos, em eleições presidenciais. Nesse compasso de tempo, não existe quem corporize e seja o rosto e a voz da oposição ao governo, sendo frequente assistir-se à divisão interna dos grandes partidos oposicionistas (essencialmente, nestes últimos anos, o PSDB e os Democratas), dizendo as suas chefias, cada uma delas, o que bem lhes apetece. Em contrapartida, o PT enxertou um corpo estranho neste modelo partidário, tendo desenvolvido um modelo de liderança europeia, com um protagonista acima de todos os outros – Lula da Silva – que, pelo menos na aparência pública, uniu o partido e determinou o rumo da governação (mesmo nestes quatro anos de Dilma, note-se), e que é o seu rosto visível para o eleitorado. Ora, o que sucedeu, ao longo destes últimos doze anos, foi que enquanto o PT tinha um líder e um rumo claro e uniforme, a oposição acabou por não existir, antes vegetando, nos partidos que não compunham a base governamental, múltiplas oposições, muitas delas mais preocupadas em guerrearem-se reciprocamente do que em contestarem o governo. O caso de José Serra é, a esse respeito, o mais expressivo dos últimos anos.

Mas este fracasso dos partidos sistemicamente à direita do PT tem um significado de maior alcance do que o que nos explicariam as simples questões internas entre personalidades. Na verdade, o que ocorre é que não existe qualquer verdadeira base ideológica, menos ainda uma visão – já não digo um programa – do que o Brasil deva ser fora da alçada tentacular e fisiologista do partido de Lula da Silva. Uma visão alternativa clara e um rosto que a protagonize. E é sabido que o mercado eleitoral privilegia, nas suas escolhas racionais e emotivas, a clareza e a frontalidade. Dito de outro modo, a convicção generalizada das pessoas é de que é relativamente indiferente estarem uns ou outros no poder, porque, fora do governo, não se diz nada que mereça particular atenção, e todos vão dizendo mais ou menos o mesmo, com receio de perderem eleitores (vejam-se, por exemplo, as posições do PSDB sobre os gigantescos programas assistencialistas do PT, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida). No fundo da questão, um fenómeno muito parecido com o que ocorre em Portugal: no Brasil, também a direita tem medo que julguem que ela não é de esquerda…

A vitória possível (não exactamente provável, em função da desproporção de meios de campanha) de Marina Silva terá, por isso, explicação fácil: ela é, goste-se ou não, um produto genuíno, ao contrário do «poste» Dilma Roussef, e configura uma alternativa ao que existe – a tudo o que existe -, ainda que ninguém saiba que alternativa é essa. E, se as pessoas podem recear o que não conhecem ainda bem, podem acabar por o preferir àquilo de que manifestamente não gostam.

Os decisores políticos brasileiros não entenderam nada do descontentamento popular que assolou o país no ano passado.

Uma explicação plausível

7 Setembro, 2014

jose-socrates-engenheiro-civil

Candidatos em fuga da Engenharia Civil (Jornal de Notícias).

7 Setembro, 2014

Seixal - 38ª Festa do Avante                                                                                                                                           (foto JN)

Qual a diferença, à excepção óbvia da fotogenia e da ideologia dos carrascos, entre ter sido fuzilado pelo Che em La Cabaña ou num qualquer lugar da Síria por um membro do Exército Islâmico? Nenhuma. Isto do ponto de vista da agonia das vítimas. Já na forma como aqui, no conforto do Ocidente, vemos e julgamos os carrascos há diferenças substanciais. Na verdade não é o punhal das decapitações que nos aproxima ou afasta dos carrascos. Mas sim o seu discurso. E quanto mais ocidental este parecer maior será a nossa tolerância. O que nos leva a condenar ou a tolerar a barbárie não é a barbárie em si mesma mas sim a nossa afinidade com o carrasco. E por isso considera-se natural que andem por aí pessoas envergando a t-shirt do Che e inunda-se de insultos o facebook de uma banda rock que nos idos de 90 (ou seja há duas décadas!) acharam por bem escolher o nome ISIS para divulgar a sua música. Em boa verdade é tão só o velho Marx o que falta aos membros do califado para que os passemos a compreender, verbo que no ocidente cada vez significa menos estudar e conhecer, mas sim aceitar. (Tema do meu artigo de hoje no Observador)

Bel’Miro apoia António Costa

6 Setembro, 2014

Apesar da omissão nos meios de comunicação social, há artistas que transcendem o mainstream e que também apoiam António Costa. É o caso de Bel’Miro, artista plástico e cineasta. Em 2012, Bel’Miro queixava-se da demora do subsídio do ICA para o seu filme “Arminda, a meretriz desdentada”, baseado no mashup da obra de 1879 de Camilo Castelo Branco, “Eusébio Macário” e do jornal A Bola.

Esta curta-metragem, “Kant e o Papagaio”, é uma síntese em 2 minutos da história de Portugal entre 1095 e 2014, com particular ênfase no período 1655–1659 (quase 5 segundos) e conta com a participação da Câmara Municipal de Arrabalde de Baixo.

António Costa está bem apoiado: Carlos do Carmo, Lídia Jorge, Camané, António Pedro Vasconcelos, Joana Vasconcelos, todos os outros Vasconcelos e Bel’Miro. Veja o filme:

Alert: The killing of the science of the Portugal science

6 Setembro, 2014

Dear colleagues,

I’m writing of the murder of the science of the Portuguese research as the politics of these government. These government are killing the science and the research of the science because of the cuts of the fundings of the allocated budget of the ministery of the education for the development of the science. I am in behalf of my colleagues and friends in deep consternation for the murder of the science and of the culture of the Portuguese people of the account of the crisis of the credit of the European fundings for the development and growth of the country of the people of the various regions of the Portugal.

We must fight as citizens of the country for the science of the Portugal and for the very charecteristic form of the Portuguese which thinking they really know how to speak English are always employing the “of the” form of the ownership of things of someone.

Please pardon me of me being very stiff to the government of the country but I have suffered too many of theirs penetrative interference in the field of the science and of the research cutting and brain abandonment of the country.

Obviously I’m not intending the writing of this letter to signify to my foreign observers that Portugal is in fact making cuts of the budget and present myself as the living proof that our country is trying to achieve real substance of the necessary cuts and there for of making a fool out of unintended consequences of the letter of myself.

Your’s trulys,

VC

Bem me parecia

6 Setembro, 2014

A avaliar pelo número de decoradores que se vêem deambulando pela IKEA a prática deve ser generalizada: Instantly customize your IKEA.

O’verlays® are lightweight, decorative fretwork panels that come in several patterns and sizes. They are paintable and easily attach to furniture, mirrors, walls and glass.

Compatible with many popular IKEA pieces.  They instantly create great design on plain pieces.  Perfect for your next D.I.Y. project!

Entrevista i a João César das Neves. “Só há uma maneira de resolver isto: é não haver dinheiro”

6 Setembro, 2014

João César das Neves ao I

Como é que se resolve o problema do crescimento económico?
Este é um problema da União Europeia e é complicado. A questão é que já não é possível, neste momento, gastar mais dinheiro, até porque as nossas abébias para promover o desenvolvimento não promoveram desenvolvimento coisa nenhuma, foram simplesmente para os bolsos dos do costume. Os EUA mostraram como é que isto se resolve. Temos de fazer estímulos de curto prazo e uma reestruturação brutal a médio/longo prazo que convença as pessoas de que estamos a olhar a sério para o défice e que queremos mesmo ter um défice que consigamos pagar, ou seja, zero. Só que estamos numa recessão ou a sair de uma recessão, queremos gastar algum dinheiro razoavelmente. Ninguém acredita em Portugal. O máximo era 3%, conseguimos, com um esforço, chegar a 4% e, como é óbvio, já estávamos a pedir 4,5%. Isto mostra que não fazemos a mais pequena ideia de qual é o problema. Em Portugal, ninguém está interessado em ter um Estado que consiga pagar. Mas é absolutamente indispensável, porque ninguém nos vai pagar o Estado que temos.

Como é que ficamos?

O que era absolutamente indispensável era ter juízo. O que a troika está a dizer não é estúpido, é essencial, e até devíamos fazer mais, porque a Alemanha não tem nenhuma responsabilidade de nos pagar. Nem os alemães, nem os franceses, nem ninguém, temos de ser nós a fazê-lo. E aqueles que são muito amigos do Estado, dos funcionários públicos, dos pensionistas, deviam ser os primeiros a querer ver isto feito. O governo muda daqui a poucos meses e vai à vida dele, nós ficamos cá, os contribuintes ficam cá sempre. Esta é a quinta emergência orçamental que temos nos últimos anos. O eng.º Guterres teve uma em 99 e fugiu, Durão Barroso teve outra em 2003 e fugiu, Sócrates teve outra em 2005 e fugiu, e já vamos na quinta. Isto de ir de estupidez em estupidez até à catástrofe final… Todos disseram que ia ser duro, mas que agora é que ia ficar resolvido. Não ficou e não se fez a reforma da Segurança Social, não se fez a reforma da administração pública, não se puseram as coisas no caminho da sustentabilidade. Ler mais…

Crime de tráfico de influências

5 Setembro, 2014

O Sr V. sugere que consegue uns favores no ministério pedindo em troca de uns milhares de euros.

O Sr. C. sugere, a 600 fulanos, que consegue criar um ministério que prestará uns favores, pedindo em troca votos.

Para uma História da cultura em Portugal

5 Setembro, 2014

Atores, músicos, realizadores de cinema, estilistas, escritores e empresários ligados à cultura manifestaram hoje apoio ao candidato às primárias do PS António Costa, inscrevendo-se como simpatizantes socialistas para votarem no próximo dia 28. Numa ação que decorreu no Chiado, em Lisboa, várias personalidades ligadas à cultura, como os realizadores de cinema António-Pedro Vasconcelos e Ruben Alves, o maestro António Vitorino D´Almeida, os estilistas Nuno Gama e Eduarda Abbondanza, a empresária Catarina Portas e o escritor e fundador das produções Fictícias Nuno Artur Silva, formalizaram as inscrições de simpatizantes.

Os Maias

5 Setembro, 2014

O apoio financeiro atribuído a “Os Maias – (alguns) episódios da vida romântica” de João Botelho pelo ICA foi de 600.000,00€. De acordo com o produtor do filme, Alexandre Oliveira, da Ar de Filmes, o financiamento chegou aos 1.500.000,00€, com a participação do ICA, do Montepio, do Brasil [sic], e da Câmara Municipal de Lisboa.

João Botelho apoiou António Costa para edil lisboeta, é perfeitamente natural que o edil lisboeta apoie João Botelho nesta adaptação da obra do poveiro Eça de Queiroz.

“Os Maias – (alguns) episódios da vida romântica” estreia no dia 11 de Setembro.

avanços

4 Setembro, 2014
by

Passei os últimos cinco dias em Paris, cidade que não visitava há muito tempo. Apesar da brevidade da visita, o tempo que lá estive foi mais do que suficiente para perceber a razão pela qual Marine Le Pen (e antes dela o seu paizinho) tem vindo a subir vertiginosamente nas intenções de voto dos franceses. Na verdade, um só dia teria sido suficiente para constatar a impressionante presença – em muitos pontos da cidade dominante – das comunidades islâmicas, que mantêm os seus hábitos de vida e tradições como se permanecessem nos seus países de origem. Por mim, que só lá vou muito longinquamente, a questão não me preocupa. E, embora, pelos resultados eleitorais da Frente Nacional, a coisa pareça preocupar um cada vez maior número de franceses, não tenho dúvidas que o assunto acabará por ser localmente resolvido, ainda que possa sê-lo da pior maneira, que é a que a FN preconiza com crescente sucesso. Infelizmente, é por chegar tarde a este género de questões, que o politicamente correcto acaba por proporcionar as piores soluções para problemas de previsibilidade muito razoável. Como o caso do chamado “Estado Islâmico”, que provocou, hoje, inflamadas declarações do Secretário-Geral da NATO, Anders Rasmussen, que nos garantiu que a Aliança impedirá que ele “avance mais”. Distração de Rasmussen. Em boa verdade, o estado islâmico, senso latíssimo, avançou muito mais do que indiciam as suas palavras: há muito que ele está muito bem instalado dentro das fronteiras que ele agora acha necessário defender.

O desafio europeu

4 Setembro, 2014

A Europa e em muito mais pequena escala os EUA são as únicas zonas do planeta onde se subsidiam activamente as pessoas motivadas a destruir a mão que embala o berço.

O desafio europeu, se é que há um, não é o da integração europeia e sim o da sua capacidade de subsistir ao destino que traçou para si própria com a vergonha pela sempre inevitável e cada vez mais desejável ditadura da maioria a que se chama democracia.

Ocidentalismo

4 Setembro, 2014

Anda muita gente pasmada com a ideia de ocidentais se sentirem atraídos por causas radicais, islâmicas ou de qualquer outra índole. A questão é relativamente simples: o que fazer quando deixa de ser necessário assegurar a próxima refeição, a que já é dado adquirido? Negligenciar a capacidade humana para a submissão a causas idiotas quando a sobrevivência diária deixa de ser uma propriedade nunca foi boa ideia. Em última instância, não há maior crítica às benesses decorrentes das facilidades para sobrevivência obtidas pelo estado social que as suas consequências a longo prazo.

A aldeia gaulesa da resolução bancária

4 Setembro, 2014

Pacheco Pereira sobre o processo de resolução do BES:

Há muito aventureirismo legal (melhor ilegal) em todo o processo e tantas zonas vermelhas e cinzentas, tanta coisa feita em cima do joelho, e muita mais de legalidade mais que duvidosa, que todos, pequenos e grandes, do lado “bom” e do lado “mau”, têm vantagem em ir a tribunal, mesmo com uma justiça lenta como a nossa. E é evidente que a expectativa de litígios sobre litígios vai embaratecer ainda mais o lado “bom”, visto que ninguém se arrisca a comprar sem ter a certeza de que não fica com um bem enrodilhado por dezenas de anos em processos judiciais. A não ser que o governo se atravesse com garantias e dinheiro, o que já está a fazer e ainda vai fazer muito mais. É só esperar um pouco.

É curioso que os Estados Unidos tenham há anos processos de resolução bancária baseados nos mesmos princípios agora adoptados para o BES. Nos últimos anos, dezenas de bancos americanos passaram por processos idênticos ao do BES. É também curioso que as elites portuguesas tenham andado meses a pedir a união bancária, cujo principal pilar é a instituição de um mecanismo de resolução bancária exactamente igual ao do BES. Portanto, os dois principais blocos económicos do mundo desenvolvido têm, ou ambicionam ter, um processo de resolução bancária igual ao seguido pelo BES. Se estes processos de resolução bancária funcionam nos Estados Unidos e se se acredita que resolvam vários problemas na União Europeia, que conclusão é que se pode tirar quando alguém diz que os mesmos princípios quando aplicados em Portugal geram duvidas de legalidade e uma infinidade de processos em tribunal? Proponho as seguintes alternativas para responder a esta questão:

1. Os americanos e os europeus têm muito a aprender com a nossa cultura jurídica. Os processos de resolução bancária dos EUA e da UE violam princípios de justiça fundamentais e eles é que ainda não viram isso. Cabe-nos a nós portugueses impor a nossa cultura jurídica superior e explicar-lhes como é que as coisas devem ser feitas.

2. As culturas política, jurídica e económica portuguesas são incompatíveis com o capitalismo, sendo melhor desde já nacionalizar tudo.

3. Em Portugal, os processos de resolução bancária são impossíveis porque desata toda a gente a meter processos em tribunal. O melhor é o contribuinte pagar os prejuízos à partida. Poupa-se tempo.

4. Portugal tem excesso de soberania e o melhor é que a União Europeia tome depressa conta destes problemas. Pode ser que, sendo aplicados por uma entidade externa, os mesmos processos deixem de ser vistos como aventureirismo legal, uma trapalhada jurídica criada em cima do joelho.

As saudades

3 Setembro, 2014

A língua portuguesa tem a honra duvidosa de, alegadamente, ser a única com uma palavra capaz de expressar o sentimento de “saudade”. Mesmo correndo o risco de qualquer linguista me contradizer, parece-me que a questão está mal abordada. O problema é que “saudade” não é verdadeiramente um sentimento, nem em Portugal, nem em lado algum. Várias línguas expressam melancolia (essa sim, é um sentimento) através de um verbo (I miss my dad), o que implica tratar-se de uma acção ou, em alternativa, de uma mudança de estado, uma alteração em relação ao estado normal. Em Portugal optamos pelo substantivo, algo que nos permite a inacção através do verbo “sentir”. Uma pessoa sente saudades, como sente frio, como sente fome. Além da tendência para o melodramático, atribuir a um verbo que implica uma acção o distinto prazer da subjectividade de um substantivo próprio, ainda por cima (alegadamente) não passível de tradução, permite-nos sentir coisas que não lembram ao Diabo, como etéreas saudades (só isto dispensa definição) de algo que nunca tivemos.

Um inglês diz que lhe falta algo (I miss dad) enquanto um português diz que tem saudades; ou seja, a ausência transforma-se em aquisição, uma pessoa passa a ter algo que não tinha antes. De uma certa forma, parece que se ganha com a perda, algo que me parece um excelente negócio, nem que no mundo da fantasia lírica do português.

Esta é uma das explicações para o frenesim em torno das primárias do PS e da vaga de fumo (imagem apropriada) para o salvador que se anuncia. Temos saudades do PS no governo, saudades do tempo em que se gastavam os impostos actuais e futuros, saudades da mentira como esperança e saudades de ter saudades de alguma coisa que imaginamos ter acontecido quando achávamos que tudo era mau na mesma mas que agora nos parece o Paraíso que nunca reconhecemos.

Por tudo isto, a crise é benéfica. Podem ter perdido rendimento mas, com isso, ganharam algo, passaram a possuir a saudade de quando tinham mais rendimento. Se fosse a vós consideraria começar a aproveitar o Paraíso de hoje porque, muito certamente, e muito em breve, terão saudades de 2014.

A melhor propaganda do mundo

3 Setembro, 2014

Poiares Maduro diz que Governo português pode ser considerado um dos mais à Esquerda da Europa (…) Sustentado em estudos do FMI, e outras organizações internacionais que não detalhou, o ministro garantiu que, na Europa, Portugal foi dos países que mais desequilíbrios corrigiu e tem maior preocupação distributiva.
Poiares Maduro não gosta da formulação esquerda-direita mas, a pensar-se nessa dicotomia, as políticas deste Governo não são propriamente de direita, diz o ministro.

A saber:

a) os países governados pela esquerda têm maior preocupação distributiva

b) os países governados pela esquerda corrigem desequilíbrios

c) se um governo tem preocupação distributiva é de esquerda

Ou seja mesmo que nos países governados pela esquerda os pobres acabem mais pobres e a nomenclatura mais rica há que reconhecer que a esquerda tem maior preocupação distributiva e corrige desequilíbrios. E é assim há décadas e décadas.

A estupidez tal como o bocejo é contagiosa

2 Setembro, 2014

À Auxerre, les gâteaux «Bamboula» et «Négro» vont changer de nom

Les gâteaux «Négro» et «Bamboula» ne garniront plus les étalages d’une chocolaterie d’Auxerre… ou du moins plus sous ce nom-là. L’établissement, qui se défend de tout racisme, a tout de même accepté de changer le nom de ces deux produits après les protestations de deux associations. Ler mais…