Não à Apatia Geral
“mais do que o despotismo ou a anarquia, o que importa combater é a apatia”, Alexis de Tocqueville.
O Blasfémias há muito me acompanha. Ao longo dos anos os “blasfemos” contribuíram significativamente para o meu conhecimento sobre o Liberalismo, e importância das ideias liberais. Em especial, muito fizeram pela partilha de ideias e reflexão liberal em Portugal, um país com um Estado sobredimensionado.
O Blasfémias, junto com outros honrosos blogs, foi precursor de um importante movimento liberal que hoje encontra representação, entre outros, na política com a Iniciativa Liberal, e no estudo, com o think tank +Liberdade.
É assim com especial prazer que me junto a esta Loja, não para salvar o mundo, que este já tem muitos salvadores, mas para dar o meu contributo. Para que sejam cada vez mais os que acreditam no direito à liberdade e à busca da felicidade, para si, suas famílias e comunidades, sem limitações impostas por quem lhes pretenda coartar direitos, liberdades e garantias.
Se são ainda poucos os que em Portugal prezam a liberdade, são hoje mais que ontem, e amanhã serão muitos mais. Sempre valeu a pena, e hoje vale-o certamente, lutar contra a apatia em que Portugal parece mergulhado. O Estado, importante em qualquer sociedade, nas funções que lhe cabe desempenhar, é infelizmente cada vez mais omnipresente em Portugal. Não age subsidiariamente aos seus cidadãos e organizações, mas cada vez mais os substitui, quando não mesmo os impede de desenvolverem os seus negócios e aspirações. E cresce, desmesuradamente, sugando recursos e capacidades ao país, sem os quais este não consegue florescer. O resultado são 20 anos de estagnação, e um sentimento de resignação que se entranha na população. Se tal era já um facto, e um fardo, após um ano de pandemia sentimos o país “derrotado” e a sua população cada vez mais indefesa e dividida entre os que mantêm uma situação confortável e os que perderam ou perderão muito, quando não tudo porque tanto lutaram. Tudo isto num perigoso estado de apatia geral, cujo resultado será o crescimento de perigosos populismos – outros, para além dos há muito existentes.
Para muitos a vida já hoje é má. Para todos pode um dia ser bem pior.
Urge assim combater a apatia geral!
Primavera Blasfema
Enfim, este rapaz não está propriamente na primavera da vida, mas mantém a energia e a dinâmica de um vintinho. E se dinâmica é algo de que os blogues vêm carecendo, ele tem o perfil adequado para refrescar e dar umas sacudidelas nesta trupe algo entorpecida de burgueses em teletrabalho.
O Ricardo Luz é pois a nossa “contratação” da Primavera do desconfinamento e um estreante na blogosfera que nos vem ajudar a rejuvenescer. Nosso fiel leitor desde os primórdios, é um conhecido de longa data e parceiro de alguns eventos co-organizados visando a expansão da “fé liberal”. Mas enquanto usávamos a pena e a palavra, ele espadeirava. Enquanto teorizávamos de forma diletante nas teclas, ele combatia no terreno a criar, a inovar, a assumir riscos.
O Ricardo é aquilo que se pode chamar um empreendedor de corpo inteiro, um espécime valioso de uma colecção rara em Portugal. Ao longo dos anos, manejando as “ferramentas” da formação, consultadoria e capital de risco, criou e ajudou à criação de uma miríade de empresas, juntou empreendedores e financiadores, articulou e federou vontades com vista à livre contratualização. Pelo meio ainda fez uma “perninha” como gestor de uma empresa pública, irritante nódoa em pano requintado e logo nele, que sempre considerou não deverem as empresas do Estado concorrerem com as privadas, porque financiadas de forma compulsiva por estas. Mas contradições e pecadilhos são um direito que também assiste aos liberais e a um Dragão dos 7 costados a absolvição é garantida…
Ele tem o sonho de um dia viver num país liberal. Está consciente que é uma utopia, mas sabe que só pela acção humana é possível torná-la realidade. Daí que persista em incansável trabalho de formiguinha a semear, a ensinar, a divulgar, acreditando que alguém poderá colher no futuro.
Obviamente que um tipo deste calibre e com tamanho potencial herético, tem de integrar o Blasfémias. Porque este é e continuará a ser um espaço de liberdade – e eles vão escasseando como se pode aferir pela censura crescente nas redes sociais – mas também pela importância de termos entre nós um “fazedor”, alguém que está ciente da importância das Instituições e que sabe como criá-las e dinamizá-las.
Caro Ricardo, muito bem-vindo a esta Loja. E a partir de agora, terás de actuar como o Camões, numa mão sempre a espada e noutra o teclado.
Valorização da marca Portugal
Fiquei a saber que existe um “Movimento pela valorização da marca Portugal“.
Parece que os cândidos membros desta agremiação têm um “desígnio” e, como não poderia faltar a uma boa peça de lero-lero, um “compromisso de uma década“.
Estes líricos marketeiros não dizem apenas coisas patuscas.
Apresentam um programa concreto e focado em três pontos para cumprir o tal “desígnio”, que passo a citar:
- aumentar o valor dos produtos e serviços exportados
- atrair cidadãos do mundo para virem estudar, trabalhar, viver ou investir em Portugal
- promover a transição de uma economia de produção para uma economia de marcas de valor acrescentado
E pronto! Vêem como é simples? É só fazer o que está dito acima e cedo Portugal se tornará afamado por ser um país estupendo e, sobretudo, ter marketeiros magníficos.
Os promotores desta meritória iniciativa dizem que agora só “falta continuar a mobilizar o apoio de entidades públicas e privadas“. Acrescentam que o país tem de “colocar na agenda a transição para o valor acrescentado” e, obviamente, ter-se-à de “usar a bazuca europeia para isso“.
O conto de fadas estava maravilhoso até ao momento em que a história acaba (ou começa) no bolso dos contribuintes.
ditadura
O Senhor Primeiro-Ministro acha uma maçada ter de governar pela Constituição e que ver-se livre dessa tolice dos decretos de estado de emergência para nos confinar à sua vontade. O Dr. António Costa acha que o Estado de direito é ele. O Dr. Costa prepara a sua ditadura.
Isso de um só mandato só se aplica a Joana Marques Vidal
Observa certeiro o Eduardo Cintra Torres hoje no CM: «Um mandato, afinal, é mesmo uma excepção. Marcelo nomeou esta semana os representantes da República nas regiões autónomas para terceiros mandatos. Ao terminarem, estiveram no cargo 15 anos. Em 2014 Marcelo defendia um só mandato até para a chefia do Estado — mas vai no segundo. Está-se a ver que isso de um só mandato, para ele, só se aplica a Joana Marques Vidal. Ele sabe porquê.»
Morto, enterrado e de ressureição suspensa
Um professor ou um auxiliar de uma escola poderia argumentar que não tem nada que ser testado para que o resultado do teste tranquilize a comunidade de formiguinhas que o têm como obreiro, nem que não o quisesse fazer por motivos que nem sequer interessam. Poderia, mas o mais provável seria ser despedido. Dir-se-á que manda a OMS que assim seja, porque uma “pandemia” origina situações extraordinárias, nomeadamente a de que a democracia liberal pode ser suspensa por indivíduos não-eleitos.
E assim se demonstraria que isso do liberalismo já há muito apodreceu no túmulo.
Sensatez e responsabilidade
Parece que há gente a dizer que António Costa esteve bem ontem à noite, sendo o plano de desconfinamento considerado, apesar de tudo, sensato e responsável.
Pois badamerda para quem não distingue sensatez e responsabilidade de eugenia institucionalizada, tirania em curso e estupidez criminosa.
Basta ver e ouvir isto:
Acordamos na República Popular da China?
E de repente foi como se tivéssemos acordado na República Popular da China. O país foi invadido por centenas de bandeiras vermelhas, com foice e martelo, do Partido Comunista. Para quê? Para comemorar os 100 anos de vida desta ideologia ditatorial, que matou milhões de pessoas e ainda mata, tortura, e escraviza, no presente.
Ler mais…Deixe-se de se desculpar com os filhos!
Não tenho qualquer paciência para o feminismo-activista de “não fizemos porque os homens não nos deixaram” mas tenho ainda menos paciência para os homens que se escondem atrás da família. O candidato da IL à câmara de Lisboa não achou nada mais apropriado para explicar a sua desistência do que invocar a privacidade dos filhos: “A privacidade de 3 filhos menores vale mais do que qualquer política. A verticalidade e seriedade também.” Miguel Quintas está a gozar connosco? Precisou de ser candidato para perceber que é pai? E a que título a sua candidatura afectava a privacidade dos filhos? Deixe-se de tretas, está bem?!
Entretanto sob a retórica da bondade aprova-se legislação que vai condicionar as nossas vidas
Wendel Trio e Francisco Ferreira escrevem hoje no PÚBLICO um artigo intitulado: “Um momento decisivo para a Lei do Clima Europeia” . No meio da pandemia está a acontecer a aprovação de legislação muito interventiva. E está a acontecer sem que se preste grande atenção. Rapidamente vamos acordar com mais impostos, mais condicionamentos, mais estatismo e mais burocracia revestidos sob a forma de lei e do embrulho do “salvar o planeta”.
Vil excrescência social
No meu video de hoje falo da distopia do feminismo que promove hoje uma agenda totalitária por via legislativa, alapando-se na força da máquina do Estado para aceder a posições de privilégio.
No espaço politico-mediático quem questiona a narrativa da propaganda do feminismo e o mal-amanhado enredo da suposta defesa da igualdade é considerada uma vil excrescência social.
Mas, na verdade, defender uma sociedade aberta, livre e tolerante é rejeitar o feminismo.
A minha crónica está disponível aqui:
Desmontando a eco-patranhologia
Não se aguenta a sucessão de estrelitas, jornalistas fofinhos e demais pessoas com medo de pensar que desataram a repetir umas tolices sobre o vegetarianismo enquanto opção “amiga do ambiente”, para “salvar o planeta” e outras tolo-bondades.
Faltam artigos a desmontar esta eco-patranhologia. Por isso aqui fica o link para o artigo que o engenheiro agrónomo Luís Nabais publica no Observador: ” A área de terreno disponível para a produção de vegetais para consumo humano é muito limitada. Se grande parte dos terrenos do planeta são usados pelos animais como pastagem – fornecendo muita da carne que comemos – a maioria desses terrenos não tem capacidade para produzir algo que o ser humano possa consumir. (…) Dizer que bastaria cultivar nos terrenos ocupados pela produção de carne é demonstração de um desconhecimento atroz. É a própria FAO e respectivos cientistas que afirmam que 86% do que os animais comem não é adequado ao consumo dos humanos.»
Celebração a valer era o PCP fazer um cartaz com esta foto que está quase a fazer 45 anos

Esta foto hoje algo esquecida consta do livro “Álvaro Cunhal, Herói Soviético” de Francisco Ferreira. Foi tirada no Congresso do PCP que teve lugar em 1976 e mostra um Cunhal rejubilante a transportar a bandeira do Comité Central do Partido Comunista da URSS. Após este Março ter transformado várias praças de Portugal numa espécie de Estalinegrado, o PCP bem pode fazer uns cartazes com esta foto para assinalar os 45 anos deste momento histórico.
Um país, dois sistemas
O governo socialista tem vindo a incrementar o numero de situações onde existem tratamentos ou estatutos diferenciados de cidadãos portugueses. Seja no acesso a serviços de saúde, nos horários de trabalho, na legislação laboral, nas condições de acesso a pensões de reforma, entre outros.
Agora, em plena pandemia, entende o governo criar uma nova modalidade divisória, entre aqueles que são abrangidos pelos planos de despistagem e teste à covid e aqueles que ficam de fora. O universo é o mesmo, alunos, professores e demais trabalhadores de escolas. A diferenciação é se uns são do ensino público e os outros do ensino privado, sendo que neste último caso ficam de fora.
É certo que os ministros Brandão Rodrigues e Marta Temido se tem destacado nesta pandemia por uma especial sanha persecutória de cariz ideológico contra tudo o que não seja do sector público. Mas neste caso creio bem que terão levado a sua incompetência um pouco longe de mais. O objectivo da despistagem regular ficará sensivelmente comprometido se uma parte significativa do universo escolar for dela excluído, tanto mais que as duas comunidades tem muitos vasos comunicantes (irmãos de alunos num sistema e noutro, pais e filhos, marido e mulher, etc.).
Violação institucionalizada
Ninguém me pediu autorização para que os meus filhos sejam testados na escola, portanto escusam de os contabilizar nas contas desses testes gratuitos. É dinheiro que pode ser usado com gente que precisa da tranquilidade de saber que não vivem com uma prole de leprosos com sarna. Isto é pertinente porque também ninguém me pediu autorização para enfiar umas cuecas na cara dos meus filhos, outra coisa que não posso autorizar. Se é para abrir escolas para lhes ensinar que são propriedade do estado para que este decida o que têm que usar e os benefícios para a sociedade da monitorização permanente do seu estado vírico, mais vale que não abram. Na realidade, mais vale que seja demolidas. Uma sociedade de analfabetos é, mesmo assim, preferível a uma sociedade de embrutecidas formigas.
Consta que havia por aí liberais. Eles que apareçam.
Nacionalize-se o ensino privado
Se o hedonismo, hipocondria e alucinação colectivas reclamam que as crianças sejam usadas e sujeitas a sevícias de testes inúteis ao SCov2 para conforto de gente que teria idade para ter juízo, pois nacionalize-se o ensino privado.
Assim, com a força da máquina estatal, por atacado facilitar-se-à o roubo da infância e juventude através do uso obrigatório de máscaras nas escolas, bem como a futura vacinação, na práctica mandatória, de pessoas em idade em que deveriam ter contacto natural com vírus.

I) A Segurança Social está a tentar encontrar vaga num centro educativo para os dois suspeitos do homicídio de Lucas Miranda, de 15 anos, com quem a dupla estava internada num centro de acolhimento em Setúbal. Os dois rapazes, de 16 e 17 anos, foram detidos na sexta-feira pela Polícia Judiciária, mas a juíza que os ouviu determinou que voltassem à instituição de acolhimento onde viviam e que se apresentassem todos os dias à GNR. Resultado: a direção da instituição foi obrigada a mandar para casa as 16 crianças e jovens que ali tinha à sua guarda, por razões de segurança.
A juíza pensou no que decidiu?
II) Nessa noite já só ficaram no Centro dois jovens: um de 18 anos que não tem família que o acolha e que vive ali; e um outro cuja mãe é motorista de longo curso e não pôde ir buscá-lo de imediato. Já na noite de sábado ficaram os dois suspeitos e estes dois rapazes, com as funcionárias que os guardavam em pânico. É que, segundo contou o presidente da Associação Tabor, Carlos de Sousa, os dois suspeitos do homicídio do jovem Lucas terão sido ameaçados de morte por telemóvel e por isso, nessa noite, muniram-se de ferros. Os outros dois, temendo pela sua integridade física, fizeram o mesmo. “Tanto os funcionários como os jovens que ali pernoitaram estavam em pânico”, descreveu Carlos de Sousa ao Observador.
A lei da selva: todos munidos de ferros para o que der e vier.
III) Os dois suspeitos já teriam na sua ficha o registo de outros crimes, por isso foram ali colocados. Aliás, esta segunda-feira uma das funcionárias da instituição acabou mesmo por formalizar uma queixa-crime contra um deles por ameaça. “Este Termo de Identidade e Residência devia ter sido determinado para outro sítio”, acrescenta Carlos de Sousa, que reconhece que os únicos seis centros educativos (para jovens que cometem crimes) que existem no país estão cheios e sem capacidade para receber mais jovens. Assim, as instituições de acolhimento de jovens que recebem aqueles que têm problemas familiares acabam por acolher também estes casos.
Instituições de acolhimento ou inferno anunciado?
IV) Por outro lado, os próprios profissionais da instituição estão em risco. “São na maioria mulheres e não têm formação para lidar com estas situações”, acusa Carlos de Sousa, que garante estar frequentemente a prestar-lhes apoio psicológico.
Uns dormem com barras de ferro, as funcionárias mantêm-se em pânico mas felizmente prestam-lhes apoio psicológico.
V) Neste momento, os 16 jovens que foram enviados para casa estão numa situação pouco comum, uma espécie de “intervalo”, como descreve Carlos Sousa, das medidas determinadas pelo tribunal e que os levaram ali. Só quando a Segurança Social encontrar uma alternativa para os suspeitos de homicídio, é que eles podem voltar.
Em resumo, a grande urgência na vida dos jovens é o poder mudar de sexo sem autorização dos pais.
Uma cronologia que nunca falha
Junho de 2019: Berlín congela el precio de los alquileres durante cinco años
Janeiro de 2020: Los precios del alquiler en Berlín suben un 36% desde su intervención
Agosto de 2020: El límite al alquiler en Berlín reduce un 25% la oferta de vivienda en julio
Fevereiro de 2021: El límite del precio estrangula la oferta de viviendas en alquiler en Berlín
…
em defesa do capitalismo
Capitalismo, no Observador:
“Mas, afinal, o que é isto do liberalismo e do capitalismo, e quando é que os tivemos por cá a destruir a economia e a vida dos portugueses?”.
Rui Rio é parvo ou faz-se?
Não, não e não
Bastou que uma esperta qualquer numa universidade dos EUA fizesse uma apreciação sobre os Maias para que logo aqui na pátria se desatasse a falar dos preconceitos raciais do discurso narrativo e das personagens dos Maias. E porque não contextualizar os preconceitos sobre as espanholas, as beatas ou os meninos vestidos de anjos?
E o que fazemos à Odisseia? Ao Camões? Ao Fernão Mendes Pinto? Ao Pessoa? Ao Camilo?… Querem literatura de manual político, feita a pensar nos comissões disto e daquilo? Escrevam-na. Será uma bosta mas é afinal isso o que sabem fazer.
Dilemas
Se abrirem as escolas antes da Páscoa, ninguém parará a circulação de pessoas até lá, pelo que tentar impedir ajuntamentos na Páscoa será inútil; se mantiverem as escolas fechadas até depois da Páscoa, talvez evitem os ajuntamentos nesse fim-de-semana, mas após a Páscoa não voltarão a parar o vento com as mãos até que venha a chuva.
Deve ser chato ser governo para se passar todo o tempo a tentar congeminar formas de justificar o injustificável.
é e faz-se
Grande artigo, com um título fantástico, da Helena Matos: Rui Rio é parvo ou faz-se?
«Rui Rio, sempre disponível para ajudar o Governo, não teve disponibilidade para formalizar o interesse do PSD no apoio da IL à candidatura de Carlos Moedas.É caso para perguntar:Rio é parvo ou faz-se?»
Transcrevo a nota indigente da Polícia de Segurança Pública acerca dos acontecimentos do meu último post. Não deveria tecer qualquer comentário adicional já que o comunicado tresanda, mas vou fazê-lo na mesma pela redundância que me caracteriza. Ler mais…
I wanna be your dog
Instruções: Coloque o volume do seu dispositivo no máximo. Inicie o video imediatamente abaixo. Ignore a imagem. Aguarde dez segundos e comece a ler o texto abaixo do vídeo. Salvaguarda legal: o autor não se responsabiliza pelo uso indevido deste post.
Circula nas redes sociais uma fotografia do que parece ser um idoso a ser multado num banco de jardim na Praça do Marquês de Pombal, no Porto. Nada sei sobre a veracidade da imagem, nem tal me interessa. A verdade é que os bancos de jardim estão interditos e a partir daí nada mais interessa. Haverá sempre alguém disposto a justificar motivos pelos quais a sociedade se deve conformar a regras estabelecidas pelos mesmos tipos que deixaram que a ponte de Entre-os-Rios tombasse e, com ela, a vida de 59 pessoas. Por mero acaso, são os mesmos tipos que permitiram que agentes talhados para multar idosos em bancos de jardim enviassem 47 pessoas para a morte nos carros em fuga do incêndio de Pedrógão. Eu sei que é populista dizer isto – é, aliás, precisamente por isso que o digo: a autoridade não se impõe, é reconhecida por derivação de uma ordem aceite, seja religiosa, seja de qualquer outra índole menor que se aceitou por conveniência; as autoridades há muito que estão a extravasar as suas competências, pelo que proponho ao leitor que se dignifique este fim-de-semana adquirindo como recordação desta época de trevas um auto de contraordenação por se sentar num banco de jardim: é a melhor herança que pode deixar aos filhos e estes aos seus netos.
Da desobediência civil
“Por vezes a atitude pública mais inspirada em reacção a leis despóticas é ignorá-las. Acho que se o governo persistir por tempo suficiente com o confinamento de pessoas, dependendo da gravidade desse confinamento, tal resultará provavelmente em desobediência civil. Será uma desobediência civil discreta à maneira clássica inglesa – não acho que iremos para as ruas agitar faixas. Acho que vamos decidir com calma ignorar as leis. Há coisas a que devemos dar atenção: não se pode ir a uma loja se ela estiver fechada. Por outro lado, cada um pode convidar amigos para um copo, não importa o que o Sr. Hancock diga (ne: ministro da Sáude do Reino Unido). Em certa medida as pessoas já o estão a fazer.”
“Cada pessoa terá um limite diferente. Mas acho que, aos olhos de muitas pessoas que desaprovam o confinamento e de algumas pessoas que o aprovam, chegamos a esse ponto há muito tempo.” – Jonathan Sumption
Entrevista aqui, com muito mais para ouvir.
Bill Gates: filantropo ou oportunista?

Bill Gates, o fundador da Microsoft, não é médico, nem epidemiologista, nem cientista, nem sequer investigador em uma única área da saúde pública, mas é ele que a comanda a nível mundial. Dizem que agora é filantropo. Mas será mesmo?
O que aqui apresento é uma investigação que levanta questões pertinentes, fundamentado com factos, documentos e declarações do próprio Bill Gates. Escusam de vir com a lenga lenga do costume de que se trata de uma “teoria da conspiração”. Isto é tudo menos teoria. Se a verdade o incomoda, não prossiga com a leitura. Se pelo contrário é daqueles que não se contentam com as narrativas oficiais, aqui vai: Ler mais…
Os funcionários públicos não pagam IRS
No meu video de hoje procuro explicar por que razão os funcionários públicos não pagam IRS e é o sector privado que paga os seus salários.
Bloco Centralista
Rui Rio, verdade seja dita, não falha uma. Sempre que o PS e Costa se encontram em dificuldades, ou se vêem isolados, lá surge Rui Rio a dar a mão. Agora até cede aos interesses do mais puro e nefasto centralismo (no duplo sentido de bloco central de interesses e de poder político centrado em Lisboa), prejudicando a liberdade dos municípios e das populações locais decidirem do que é ou não do seu interesse, da forma como pretendem salvaguardar os seus interesse patrimoniais, ambientais, o seu modo de vida, etc. Rio e Costa entendem que o poder central deve decidir de forma absoluta sobre o país e este deverá vergar-se a tal decisão. Quando é precisamente o contrário: o interesse do país é que as populações decidam e vejam os seus interesses defendidos pelo próprios. Modificar a lei à medida e a pedido, para que sejam levantados os entraves ao interesses das empresas interessadas na construção naquela localização, estão os dois maiores partidos a usar o pior do poder central, que é o quero, posso e mando.
A propósito da burguesia do teletrabalho
Jorge Fernandes: «como burguês do teletrabalho estou absolutamente sossegado que o Dr. Costa não lançará qualquer tipo de imposto extraordinário sobre os nossos rendimentos. O Dr. Costa aprendeu com o governo de Passos Coelho que, aconteça o que acontecer, há duas bases eleitorais em Portugal nas quais não se toca: os funcionários públicos e os reformados. A burguesia do teletrabalho a que Peralta se refere consiste, no fundamental, em funcionários públicos altamente educados e com bons rendimentos, o embrião de classe média criada de cima para baixo pelo Estado e pela democracia pós-25 de Abril. Para além destes, existem, naturalmente, um conjunto de empresas privadas cujos funcionários se encontram nesta categoria. Estas empresas são maioritariamente rentistas e preparam-se para receber os milhões da bazuca Europeia, o que lhes permitirá sobreviver relativamente incólumes à crise. (…) Mesmo que isso signifique o aumento das desigualdades em Portugal, o Dr. Costa nunca lançará um imposto sobre a burguesia do teletrabalho. (…) As elites Socialistas sabem que a clientela fiel entre os funcionários públicos e reformados, que seriam maioritariamente atingidos pelo dito imposto extraordinário, é indispensável para manter o partido no poder.»
Um ano
Hoje não se assinala o dia em que passa um ano desde os primeiros casos de covid19 em Portugal.
Hoje assinala-se a data em que passa mais um dia desde que o governo e o presidente da república mandaram fechar escolas e negócios, tornaram o uso de máscaras obrigatório, vedaram bancos de jardim e proibiram tudo o mais que a alucinação e hipocondria colectivas possam exigir.
A nossa oligarquia, incluindo os partidos políticos, mantêm a práctica institucionalizada de desrespeito pelos direitos humanos básicos. Só possível porque há uma submissão voluntária da população ao medo e porque muitos deixaram de ter receio da doença, para ter medo de viver.
Tudo está conforme o sistema se Costa e Marcelo não forem responsabilizados pelo que quer que seja.

Um retrato da Lisboa 2021
João Gonçalves: «Vai para catorze anos que a Câmara de Lisboa está nas mãos do PS, e dos seus aliados pseudo-independentes, todos oriundos da Esquerda. Costa largou a Câmara a 1 de Abril de 2015 para se dedicar à conquista do poder central com os resultados que se conhecem. Permaneceu nos Paços do Concelho, como segundo quase primeiro, o arquitecto Manuel Salgado que vicissitudes judiciais recentes obrigaram a demitir-se da vereação. Os mandatos de Costa e de Medina não teriam sido os mesmos sem Salgado. E Salgado não teria sido o que foi sem a caução política do actual primeiro-ministro e de Medina. São catorze anos de desprezo pela vida comum dos lisboetas, ao serviço de floreados e da imagem para terceiros verem. Os lisboetas foram expulsos do centro de Lisboa, andem de carro, a pé ou de bicicleta. Fizeram-se alterações no terreno quase exclusivamente a pensar no turismo. Na Baixa, em cada quatro edifícios, três são hotéis ou equivalentes. A obsessão estúpida por ciclovias e pilaretes tornou a cidade infrequentável. A Polícia Municipal é um sorvedouro indirecto de receita municipal, sempre à cata de possibilidades de reboque por dá cá aquela palha. Já a CML, “elefantizada” por todo o lado, constitui um formoso centro de emprego socialista. E dos muitos complacentes da falsa oposição que por lá se arrastam. São todos primos e primas políticos, socialistas ou não. Não lhes ocorre outro desígnio ou destino que estar e ficar. Não tenho nada contra uma cidade virada para fora e cosmopolita. Tenho tudo contra uma edilidade que trata os munícipes como atrasados mentais em nome de interesses transversais e da pura farsa.»
Houston, we have a problem
A propósito das FP 25
Manuel Castelo-Branco: «Tirando um pequeníssimo período em que, fruto de uma confusão de nomes, se suspeitou de uma eventual ligação entre as FP-25 de Abril e o PCP, a investigação, prisão e julgamento sempre suscitaram as maiores reservas em Mário Soares e em altas figuras socialistas. A eventual ligação das FP-25 de Abril ao PCP teria sido o fim deste partido, garantindo ao PS e a Mário Soares uma total hegemonia à esquerda. No entanto, o PCP nada tinha a ver com Otelo e o seu grupo terrorista e a postura do Presidente da República alterou-se radicalmente (…) François Mitterrand interpelava Mário Soares sobre Otelo, chamando-lhe (pasme-se) o “Sakharov Português”. Os outrora cantores de intervenção, repetiam concertos em homenagem a Otelo e “aos presos políticos”. Mário Soares sentia-se legitimado para resolver politicamente um tema que era da justiça.»
2004, 29 de fevereiro
No dia 29 de Fevereiro de 2004, ano bissexto da Graça do Senhor, começava o Blasfémias.
Por isso, hoje não fazemos anos, porque só de quatro em quatro apagamos velas.
De todo o modo, o blog mais liberal de Portugal já cumpriu dezassete anos, uma brutalidade num meio destes, ainda por cima quando este meio já viu melhores dias e tem vindo a ser substituído por outras redes sociais e meios de comunicação. Muito tempo que mudou muita coisa na vida de todos nós, de Portugal e do Mundo, mas que não tirou a nenhum dos que por aqui passaram a vontade de procurar fazer alguma coisa pela liberdade no nosso país.
Por conseguinte, justifica-se mantê-lo em funcionamento. Apesar de, ao fim de tantos anos, o núcleo fundador do blog ter esmorecido e só com a entrada de novas pessoas se ter conseguido mantê-lo vivo e com inegável qualidade. Dos fundadores e do grupo da primeira geração já poucos passam rotineiramente por aqui, o que é pena porque, apesar de tudo, este continua a ser um espaço de liberdade que é lido e que é deles.
Seria interessante que todos voltássemos a escrever, pelo menos de tempos a tempos, e que alguns dos que foram saindo regressassem um dia. Talvez quando o blog comemorar vinte anos, quem sabe? Isto é um pouco como aquelas bandas que se mantêm por décadas, que vão substituindo os músicos mas que, de tempos a tempos, ameaçam com um comeback integral.
A nostalgia de um tempo passado demasiadamente depressa tem destas coisas e põe-nos patetas.
Ah, já agora, para quem ainda se lembrar e perceber, o primeiro post do blog fui eu que o escrevi…
Parabéns
Os nossos amigos de oinsurgente.org fazem hoje 16 anos de vida dedicada aos ideais da liberdade. Parabéns a todos e assim continuem.
Uma pequena nota
O traste imprescindível
Para variar desta vez talvez se discuta Lisboa
Carlos Moedas está candidato à CML pelo PSD/CDS e talvez IL. Corre que Carlos Barbosa se apresentará pelo Chega. Esperemos que tudo isto se confirme porque não podemos ter outra campanha restringida às declarações de amor de Fernando Medina pela cultura, pelo ambiente, pela solidariedade…
PS. Os candidatos que não Fernando Medina também vão ter espaço de comentário televisivo?


