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Uma cronologia que nunca falha

8 Março, 2021

Junho de 2019: Berlín congela el precio de los alquileres durante cinco años

Janeiro de 2020: Los precios del alquiler en Berlín suben un 36% desde su intervención

Agosto de 2020: El límite al alquiler en Berlín reduce un 25% la oferta de vivienda en julio

Fevereiro de 2021: El límite del precio estrangula la oferta de viviendas en alquiler en Berlín

em defesa do capitalismo

8 Março, 2021
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Capitalismo, no Observador:

“Mas, afinal, o que é isto do liberalismo e do capitalismo, e quando é que os tivemos por cá a destruir a economia e a vida dos portugueses?”.

Rui Rio é parvo ou faz-se?

7 Março, 2021

Depois de ter precipitado o anúncio da candidatura de Carlos Moedas em Lisboa, Rio logo a seguir lhe falhou no essencial, ou seja nas negociações com a IL Com a candidatura há menos de uma semana no terreno, já é claro que ou Carlos Moedas se desembaraça de Rio ou se arrisca a que este se torne no maior problema da sua candidatura. No meio de tanta petição por qualquer coisa e o seu contrário, creio que terá o maior cabimento fazer-se uma petição a pedir encarecidamente ao líder do PSD que visite a Venezuela. Talvez venha de lá esclarecido sobre as consequências da auto-destruição da oposição mas conhecendo-o é de temer que se convença precisamente do contrário.

Não, não e não

7 Março, 2021

Era mesmo o que faltava: a Associação de Professores de Português (APF) considera que uma leitura de “Os Maias”, de Eça de Queirós, implica a análise dos preconceitos raciais do discurso narrativo e das personagens, assim como inserir esse discurso no contexto histórico.

Bastou que uma esperta qualquer numa universidade dos EUA fizesse uma apreciação sobre os Maias para que logo aqui na pátria se desatasse a falar dos preconceitos raciais do discurso narrativo e das personagens dos Maias. E porque não contextualizar os preconceitos sobre as espanholas, as beatas ou os meninos vestidos de anjos?

E o que fazemos à Odisseia? Ao Camões? Ao Fernão Mendes Pinto? Ao Pessoa? Ao Camilo?… Querem literatura de manual político, feita a pensar nos comissões disto e daquilo? Escrevam-na. Será uma bosta mas é afinal isso o que sabem fazer.

Dilemas

7 Março, 2021

Se abrirem as escolas antes da Páscoa, ninguém parará a circulação de pessoas até lá, pelo que tentar impedir ajuntamentos na Páscoa será inútil; se mantiverem as escolas fechadas até depois da Páscoa, talvez evitem os ajuntamentos nesse fim-de-semana, mas após a Páscoa não voltarão a parar o vento com as mãos até que venha a chuva.

Deve ser chato ser governo para se passar todo o tempo a tentar congeminar formas de justificar o injustificável.

é e faz-se

7 Março, 2021
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Grande artigo, com um título fantástico, da Helena Matos: Rui Rio é parvo ou faz-se?

«Rui Rio, sempre disponível para ajudar o Governo, não teve disponibilidade para formalizar o interesse do PSD no apoio da IL à candidatura de Carlos Moedas.É caso para perguntar:Rio é parvo ou faz-se?»

Se insistirmos mais um bocadinho ainda vem um comunicado sobre o comunicado

6 Março, 2021

Transcrevo a nota indigente da Polícia de Segurança Pública acerca dos acontecimentos do meu último post. Não deveria tecer qualquer comentário adicional já que o comunicado tresanda, mas vou fazê-lo na mesma pela redundância que me caracteriza. Ler mais…

I wanna be your dog

5 Março, 2021

Instruções: Coloque o volume do seu dispositivo no máximo. Inicie o video imediatamente abaixo. Ignore a imagem. Aguarde dez segundos e comece a ler o texto abaixo do vídeo. Salvaguarda legal: o autor não se responsabiliza pelo uso indevido deste post.

Circula nas redes sociais uma fotografia do que parece ser um idoso a ser multado num banco de jardim na Praça do Marquês de Pombal, no Porto. Nada sei sobre a veracidade da imagem, nem tal me interessa. A verdade é que os bancos de jardim estão interditos e a partir daí nada mais interessa. Haverá sempre alguém disposto a justificar motivos pelos quais a sociedade se deve conformar a regras estabelecidas pelos mesmos tipos que deixaram que a ponte de Entre-os-Rios tombasse e, com ela, a vida de 59 pessoas. Por mero acaso, são os mesmos tipos que permitiram que agentes talhados para multar idosos em bancos de jardim enviassem 47 pessoas para a morte nos carros em fuga do incêndio de Pedrógão. Eu sei que é populista dizer isto – é, aliás, precisamente por isso que o digo: a autoridade não se impõe, é reconhecida por derivação de uma ordem aceite, seja religiosa, seja de qualquer outra índole menor que se aceitou por conveniência; as autoridades há muito que estão a extravasar as suas competências, pelo que proponho ao leitor que se dignifique este fim-de-semana adquirindo como recordação desta época de trevas um auto de contraordenação por se sentar num banco de jardim: é a melhor herança que pode deixar aos filhos e estes aos seus netos.

Da desobediência civil

4 Março, 2021

“Por vezes a atitude pública mais inspirada em reacção a leis despóticas é ignorá-las. Acho que se o governo persistir por tempo suficiente com o confinamento de pessoas, dependendo da gravidade desse confinamento, tal resultará provavelmente em desobediência civil. Será uma desobediência civil discreta à maneira clássica inglesa – não acho que iremos para as ruas agitar faixas. Acho que vamos decidir com calma ignorar as leis. Há coisas a que devemos dar atenção: não se pode ir a uma loja se ela estiver fechada. Por outro lado, cada um pode convidar amigos para um copo, não importa o que o Sr. Hancock diga (ne: ministro da Sáude do Reino Unido). Em certa medida as pessoas já o estão a fazer.”
“Cada pessoa terá um limite diferente. Mas acho que, aos olhos de muitas pessoas que desaprovam o confinamento e de algumas pessoas que o aprovam, chegamos a esse ponto há muito tempo.”
– Jonathan Sumption

Entrevista aqui, com muito mais para ouvir.

Bill Gates: filantropo ou oportunista?

4 Março, 2021

Bill Gates, o fundador da Microsoft, não é médico, nem epidemiologista, nem cientista, nem sequer investigador em uma única área da saúde pública, mas é ele que a comanda a nível mundial. Dizem que agora é filantropo. Mas será mesmo?

O que aqui apresento é uma investigação que levanta questões pertinentes, fundamentado com factos, documentos e declarações do próprio Bill Gates. Escusam de vir com a lenga lenga do costume de que se trata de uma “teoria da conspiração”. Isto é tudo menos teoria. Se a verdade o incomoda, não prossiga com a leitura. Se pelo contrário é daqueles que não se contentam com as narrativas oficiais, aqui vai: Ler mais…

Os funcionários públicos não pagam IRS

3 Março, 2021

No meu video de hoje procuro explicar por que razão os funcionários públicos não pagam IRS e é o sector privado que paga os seus salários.

Bloco Centralista

3 Março, 2021

Rui Rio, verdade seja dita, não falha uma. Sempre que o PS e Costa se encontram em dificuldades, ou se vêem isolados, lá surge Rui Rio a dar a mão. Agora até cede aos interesses do mais puro e nefasto centralismo (no duplo sentido de bloco central de interesses e de poder político centrado em Lisboa), prejudicando a liberdade dos municípios e das populações locais decidirem do que é ou não do seu interesse, da forma como pretendem salvaguardar os seus interesse patrimoniais, ambientais, o seu modo de vida, etc. Rio e Costa entendem que o poder central deve decidir de forma absoluta sobre o país e este deverá vergar-se a tal decisão. Quando é precisamente o contrário: o interesse do país é que as populações decidam e vejam os seus interesses defendidos pelo próprios. Modificar a lei à medida e a pedido, para que sejam levantados os entraves ao interesses das empresas interessadas na construção naquela localização, estão os dois maiores partidos a usar o pior do poder central, que é o quero, posso e mando.

A propósito da burguesia do teletrabalho

3 Março, 2021

Jorge Fernandes: «como burguês do teletrabalho estou absolutamente sossegado que o Dr. Costa não lançará qualquer tipo de imposto extraordinário sobre os nossos rendimentos. O Dr. Costa aprendeu com o governo de Passos Coelho que, aconteça o que acontecer, há duas bases eleitorais em Portugal nas quais não se toca: os funcionários públicos e os reformados. A burguesia do teletrabalho a que Peralta se refere consiste, no fundamental, em funcionários públicos altamente educados e com bons rendimentos, o embrião de classe média criada de cima para baixo pelo Estado e pela democracia pós-25 de Abril. Para além destes, existem, naturalmente, um conjunto de empresas privadas cujos funcionários se encontram nesta categoria. Estas empresas são maioritariamente rentistas e preparam-se para receber os milhões da bazuca Europeia, o que lhes permitirá sobreviver relativamente incólumes à crise. (…) Mesmo que isso signifique o aumento das desigualdades em Portugal, o Dr. Costa nunca lançará um imposto sobre a burguesia do teletrabalho. (…) As elites Socialistas sabem que a clientela fiel entre os funcionários públicos e reformados, que seriam maioritariamente atingidos pelo dito imposto extraordinário, é indispensável para manter o partido no poder

Um ano

2 Março, 2021

Hoje não se assinala o dia em que passa um ano desde os primeiros casos de covid19 em Portugal.

Hoje assinala-se a data em que passa mais um dia desde que o governo e o presidente da república mandaram fechar escolas e negócios, tornaram o uso de máscaras obrigatório, vedaram bancos de jardim e proibiram tudo o mais que a alucinação e hipocondria colectivas possam exigir.

A nossa oligarquia, incluindo os partidos políticos, mantêm a práctica institucionalizada de desrespeito pelos direitos humanos básicos. Só possível porque há uma submissão voluntária da população ao medo e porque muitos deixaram de ter receio da doença, para ter medo de viver.

Tudo está conforme o sistema se Costa e Marcelo não forem responsabilizados pelo que quer que seja.

Um retrato da Lisboa 2021

2 Março, 2021

João Gonçalves: «Vai para catorze anos que a Câmara de Lisboa está nas mãos do PS, e dos seus aliados pseudo-independentes, todos oriundos da Esquerda. Costa largou a Câmara a 1 de Abril de 2015 para se dedicar à conquista do poder central com os resultados que se conhecem. Permaneceu nos Paços do Concelho, como segundo quase primeiro, o arquitecto Manuel Salgado que vicissitudes judiciais recentes obrigaram a demitir-se da vereação. Os mandatos de Costa e de Medina não teriam sido os mesmos sem Salgado. E Salgado não teria sido o que foi sem a caução política do actual primeiro-ministro e de Medina. São catorze anos de desprezo pela vida comum dos lisboetas, ao serviço de floreados e da imagem para terceiros verem. Os lisboetas foram expulsos do centro de Lisboa, andem de carro, a pé ou de bicicleta. Fizeram-se alterações no terreno quase exclusivamente a pensar no turismo. Na Baixa, em cada quatro edifícios, três são hotéis ou equivalentes. A obsessão estúpida por ciclovias e pilaretes tornou a cidade infrequentável. A Polícia Municipal é um sorvedouro indirecto de receita municipal, sempre à cata de possibilidades de reboque por dá cá aquela palha. Já a CML, “elefantizada” por todo o lado, constitui um formoso centro de emprego socialista. E dos muitos complacentes da falsa oposição que por lá se arrastam. São todos primos e primas políticos, socialistas ou não. Não lhes ocorre outro desígnio ou destino que estar e ficar. Não tenho nada contra uma cidade virada para fora e cosmopolita. Tenho tudo contra uma edilidade que trata os munícipes como atrasados mentais em nome de interesses transversais e da pura farsa.»

Houston, we have a problem

1 Março, 2021

A propósito das FP 25

1 Março, 2021

Manuel Castelo-Branco: «Tirando um pequeníssimo período em que, fruto de uma confusão de nomes, se suspeitou de uma eventual ligação entre as FP-25 de Abril e o PCP, a investigação, prisão e julgamento sempre suscitaram as maiores reservas em Mário Soares e em altas figuras socialistas. A eventual ligação das FP-25 de Abril ao PCP teria sido o fim deste partido, garantindo ao PS e a Mário Soares uma total hegemonia à esquerda. No entanto, o PCP nada tinha a ver com Otelo e o seu grupo terrorista e a postura do Presidente da República alterou-se radicalmente (…) François Mitterrand interpelava Mário Soares sobre Otelo, chamando-lhe (pasme-se) o “Sakharov Português”. Os outrora cantores de intervenção, repetiam concertos em homenagem a Otelo e “aos presos políticos”. Mário Soares sentia-se legitimado para resolver politicamente um tema que era da justiça.»

2004, 29 de fevereiro

1 Março, 2021
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No dia 29 de Fevereiro de 2004, ano bissexto da Graça do Senhor, começava o Blasfémias.

Por isso, hoje não fazemos anos, porque só de quatro em quatro apagamos velas.

De todo o modo, o blog mais liberal de Portugal já cumpriu dezassete anos, uma brutalidade num meio destes, ainda por cima quando este meio já viu melhores dias e tem vindo a ser substituído por outras redes sociais e meios de comunicação. Muito tempo que mudou muita coisa na vida de todos nós, de Portugal e do Mundo, mas que não tirou a nenhum dos que por aqui passaram a vontade de procurar fazer alguma coisa pela liberdade no nosso país.

Por conseguinte, justifica-se mantê-lo em funcionamento. Apesar de, ao fim de tantos anos, o núcleo fundador do blog ter esmorecido e só com a entrada de novas pessoas se ter conseguido mantê-lo vivo e com inegável qualidade. Dos fundadores e do grupo da primeira geração já poucos passam rotineiramente por aqui, o que é pena porque, apesar de tudo, este continua a ser um espaço de liberdade que é lido e que é deles.

Seria interessante que todos voltássemos a escrever, pelo menos de tempos a tempos, e que alguns dos que foram saindo regressassem um dia. Talvez quando o blog comemorar vinte anos, quem sabe? Isto é um pouco como aquelas bandas que se mantêm por décadas, que vão substituindo os músicos mas que, de tempos a tempos, ameaçam com um comeback integral.

A nostalgia de um tempo passado demasiadamente depressa tem destas coisas e põe-nos patetas.

Ah, já agora, para quem ainda se lembrar e perceber, o primeiro post do blog fui eu que o escrevi…

Parabéns

28 Fevereiro, 2021

Os nossos amigos de oinsurgente.org fazem hoje 16 anos de vida dedicada aos ideais da liberdade. Parabéns a todos e assim continuem.

Uma pequena nota

28 Fevereiro, 2021

Em 1961, os jardineiros da autarquia de Lisboa conceberam sem dificuldades de maior os 32 brasões do jardim de Belém. Em 2021, a CML cujo quadro de pessoal atingiu os astronómicos 13.068 postos de trabalho alega que não tem pessoal qualificado para manter esses canteiros.

O traste imprescindível

28 Fevereiro, 2021

A Inspecção-Geral da Administração Interna anunciou que vai recrutar psicólogos para detectar a existência entre os candidatos a agentes “ por exemplo, de um indivíduo que tenha um ideário nazi ou que seja adepto da supremacia branca.”

O “indivíduo que tenha um ideário nazi ou que seja adepto da supremacia branca” tornou-se o traste de serviço a quem está na vida pública e política. Por exemplo, precisa-se com urgência nas redacções de um “indivíduo que tenha um ideário nazi ou que seja adepto da supremacia branca” para que seja devidamente noticiada a tentativa de degolação numa estação de serviço do Barreiro a um estudante de Medicina que se recusou a dar o seu lugar na fila de abastecimento a dois homens. Enquanto não se conseguir responsabilizar um “indivíduo que tenha um ideário nazi ou que seja adepto da supremacia branca” pelo sucedido naquela estação de serviço dificilmente esta bárbara agressão sairá das páginas do “Correio da Manhã”

Para variar desta vez talvez se discuta Lisboa

27 Fevereiro, 2021

Carlos Moedas está candidato à CML pelo PSD/CDS e talvez IL. Corre que Carlos Barbosa se apresentará pelo Chega. Esperemos que tudo isto se confirme porque não podemos ter outra campanha restringida às declarações de amor de Fernando Medina pela cultura, pelo ambiente, pela solidariedade…

PS. Os candidatos que não Fernando Medina também vão ter espaço de comentário televisivo?

Os bombardeamentos norte-americanos agora chamam-se “baixar a escalada de tensão”

27 Fevereiro, 2021

Tropas norte-americanas bombardearam o leste da Síria. A SIC fez uma peça a explicar a razão de ser desse bombardeamento em que as declarações do actual presidente dos EUA foram usadas para legenda “Não podem agir com impunidade”. Biden diz que bombardeamento na Síria foi um aviso ao Irão. »

Mas o melhor vem no final do video. Depois de terem explicado que os norte-americanos bombardearam o leste da Síria para atacar uma milícia apoiada pelo Irão, repito pelo Irão, o faz de conta de conta que é jornalismo concluía “A diplomacia de Washington tenta actualmente baixar a escalada de tensão com o Irão agravada pelo anterior presidente Donald Trump que rasgou o acordo nuclear, deu luz verde ao assassínio do comandante das forças especiais dos Guardiões da Revolução, esteve prestes a iniciar uma guerra ao regime islâmico Em resumo, segundo a SIC, os EUA de Biden atacam as milícias iranianas para baixar a escalada de tensão com o Irão agravada pelo Trump.

O regime chinês está do lado de fora do “todo o lado” da gauche-tofu-capitalista

26 Fevereiro, 2021

Abel Tavares: «três reputadas multinacionais (apenas para mencionar algumas), respetivamente a Nike, a Apple e a Coca Cola, têm feito lobby político no congresso dos EUA para enfraquecer uma lei, denominada  “Uyghur Forced Labor Prevention Act”, que tem como objectivo proibir a importação de bens provenientes de trabalho forçado na China.

As mesmas multinacionais que não hesitam em fazer anúncios, campanhas de marketing e publicações nas redes sociais a “ostentar” toda a sua “nobre preocupação social” e activismo pelas vítimas de injustiças, como aconteceu de forma mais recente com o caso mediático de George Floyd; as mesmas que contribuem para a narrativa de que os EUA ainda são um país profundamente racista, são as mesmas que fazem lobby político em nome dos seus negócios com um país que consabidamente persegue minorias étnicas e religiosas. Outro exemplo claro do oportunismo mediático recente e da prostituição corporativa de princípios organizacionais foi a Disney. Tal como as empresas anteriormente mencionadas, aquando do caso trágico de George Floyd fez questão de mostrar a sua “virtuosa” preocupação e não hesitou em emitir imediatamente um comunicado oficial a declarar-se chocada com o acontecido e a afirmar-se como uma empresa focada em fomentar uma cultura empresarial concentrada nos problemas e sentimentos da comunidade, promotora de uma cultura de diversidade e inclusão por todo o lado. Talvez a China esteja fora dos limites geográficos do que os membros da Direção Executiva da Disney consideram “todo o lado”, uma vez que a Disney não só não hesitou em filmar o remake do filme da Mulan nos campos de concentração da minoria muçulmana Uighur, como nos créditos do filme não curou de se poupar nos agradecimentos às entidades chinesas em Xianjiang, encarregues da segurança destes mesmos campos.»

Portanto vamos começar pelos salários dos juízes, quadros da administração pública… e a dra. Rosário Gama?

26 Fevereiro, 2021

Quem é a burguesia do teletrabalho??? No sector privado são poucas as empresas e os trabalhadores que não perderam rendimentos, portanto está a propor exactamente o quê?

A ler

25 Fevereiro, 2021

Fátima Bonifácio escreve um esclarecedor artigo sobre as fantasias do império como invenção salazarista: «O Império não foi nenhuma invenção salazarista e vê-lo tratado como tal dá vontade de rir.Sem o contexto de mobilização patriótica desenvolvido na década de oitenta do século XIX, as reacções ao ultimato inglês de Janeiro de 1890 seriam inimagináveis. A notícia de que Portugal vergara a cerviz varreu Lisboa como um relâmpago e foi explorada tanto por monárquicos como por republicanos. Na noite de 11 de Janeiro de 1890, as praças, as ruas e os cafés da Baixa encheram-se instantaneamente. No dia 12, a ira popular apedrejou as janelas da embaixada britânica em Lisboa: Angola e Moçambique eram nossas! Depois de muitas e muitas peripécias, gradualmente o fogo patriótico foi-se extinguindo. Mas, com o Ultimato de 1890, ficou estabelecido o monopólio republicano do patriotismo.»

E, assim por exemplo, o ideário comunista ou os adeptos da supremacia negra passam nos testes?

25 Fevereiro, 2021

Com o título branqueador do costume “IGAI quer mudar recrutamento de polícias e rever formação para acabar com discriminação” somos informados que a extrema esquerda vai ter carta branca para controlar a formação dos polícias: “Nos testes psicotécnicos [feitos no recrutamento] temos essa proposta de criar um grupo de trabalho que integre psicólogos de forma a poder criar uma grelha de testes que seja apta a captar a existência, por exemplo, de um individuo que tenha um ideário nazi ou que seja adepto da supremacia branca. Vamos convocar psicólogos para a área do recrutamento”, precisou a juíza desembargadora, Anabela Cabral Ferreira”

Arquitecto da recuperação económica

24 Fevereiro, 2021

António Saraiva escreveu uma carta aos empresários.

Diz querer dar um “abanão” ao modelo de crescimento do país mas quer que o ministro da Economia “seja o arquiteto da recuperação económica”.

É triste que seja o sector privado a pedir mais socialismo.

A história conto-a no meu video de hoje, aqui:

Mas estas queixas nunca dão em nada?

24 Fevereiro, 2021

23 de Fevereiro de 2021: Uma sessão organizada pela Associação de Estudantes da Escola Secundária de Camões, via Zoom, foi interrompida por várias pessoas com ataques racistas e neonazis.

14 de Agosto de 2020: O ativista Jonathan da Costa Ferreira afirma ter voltado a receber ameaças à sua integridade física, denunciou a Frente Unitária Antifascista. Alegado autor está ligado à extrema-direita

12 de Agosto de 2020: Três deputadas ameaçadas por grupo neonazi através de email. PJ já está a investigar caso

10 Ago 2020: Pessoas de cara tapada e tochas manifestaram-se no SOS Racismo no fim de semana contra o “racismo anti-nacional”. Instituição apresentou queixa no Ministério Público por “parada à KKK”.

E ainda a 7 de Agosto de 2020 supercalifragilisticexpialidocious ataque com garrafas de cerveja ao “espaço Disgraça, antiautoritário como referem os seus activistas”

As personalidades subscritoras só devem tomar as vacinas produzidas por entidades “não mercantis”

24 Fevereiro, 2021

Antes de começarem exigir a censura nas televisões generalistas nacionais, as personalidades subscritoras avisam que “as vacinas não se fazem à velocidade desejada e as farmacêuticas são poderosas entidades mercantis”. Ora aí podem as personalidades subscritoras começar já a fazer alguma coisa: só tomam vacinas criadas e produzidas por entidades não mercantis.

Bonitos são os libelos acusatórios contra o capitalismo, o Trump, a troika…

23 Fevereiro, 2021

Pessoas conhecidas por levarem a vida acusando tudo e todos como Rita Rato que coitadinha ainda não sabe o que foi o gulag, Vasco Lourenço que sendo tenente-coronel continua a assinar como “capitão de Abril” e o marido da senhora ministra da Justiça mostram-se indignados com a informação das televisões generalistas nacionais. Para dar conta da sua indignação escreveram uma carta-aberta onde sublinham que, mesmo sabendo a importância da informação sobre a pandemia, não aceitam o apontar incessante de culpados, os libelos acusatórios contra responsáveis do Governo e da DGS, as pseudonotícias (que só contribuem para lançar o pânico) sobre o ‘caos’ nos hospitais, a catástrofe, a rutura sempre anunciada, com a hipotética ‘escolha entre quem vive e quem morre’”

Vá la façam de conta que o governo não é da vossa cor política e de certeza que já estavam a falar de genocídios. Recordo que uma das signatárias deste documento a dra. Rosário Gama é exactamente a mesmissima senhora que, entre 2012 a 2015, denunciava, a propósito do pagamento de 35 euros de contribuição extraordinária de solidariedade por parte dos pensionistas que recebiam pensões de 1350 euros, que o governo de então pretendia “exterminar” os idosos “pertencentes à classe média”. Não era pressionar era mesmo exterminar: a cada 1315 euros que recebiam em vez dos 1350 era um extermínio. Agora os idosos da classe média, da classe alta e da classe baixa morrem nos lares, outros não conseguem ser consultados, os diagnósticos atrasam-se… mas a dra. Rosário Gama e as outrora arrebatadas “doutoras Rosários” deste país querem calar quem discorda da versão oficial.

Não acharam tanta graça ao esqueleto que interrompeu o comício do Chega?

23 Fevereiro, 2021

Ataques racistas e neonazis interrompem sessão organizada por alunos do Liceu Camões. PJ investiga

sobre a festança que por aí se prepara

21 Fevereiro, 2021
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O Plano de Recuperação e Resiliência: as responsabilidades do PSD e de Rui Rio, no Observador:

«Pelo que fica dito, é fácil concluir que o Plano de Recuperação e Resiliência consistirá, essencialmente, num gigantesco esquema de emissão de cheques e de pagamento de salários da função pública e dos seus avençados. Em dinheiro atirado em cima de dificuldades e prejuízos, para pagar prejuízos e dificuldades, e que rapidamente se esboroará nas necessidades diárias de tesouraria, deixando, a prazo, tudo ainda pior do que estava inicialmente, porque os recursos serão consumidos e, alguns deles, a título de empréstimos a pagar.».

Fact Checkers: a “Inquisição” moderna

21 Fevereiro, 2021

Somos manipulados a toda a hora sem nos darmos conta. Se por um lado as novas tecnologias vieram revolucionar o nosso modo de vida, melhorando-o, por outro, trouxe um perigo omnipresente: a formatação da mente humana.

Comecemos pelos motores de busca. O mais conhecido de todos, o Google, é usado pela maioria das pessoas que procuram informação. Mas, o que antes era uma ferramenta eficiente, transformou-se, hoje, numa rede de dados para vigilância global e engenharia social. E como tudo se processa? Ler mais…

O fim da democracia liberal?

19 Fevereiro, 2021

A maior vítima do confinamento não serão os bares, restaurantes e lojas fechadas nem as companhias aéreas paralisadas. Não será a nossa cultura musical, teatral e desportiva outrora florescente. Não será nem mesmo o desastre da nossa economia. Essas são coisas terríveis de se observar. Mas a maior vítima de todas será a democracia liberal.

A democracia liberal é uma conquista notável, mas frágil. É uma tentativa de enfrentar o desafio de tornar os governos responsáveis perante o povo, enquanto protege a liberdade pessoal. Isso é difícil de fazer. As pessoas anseiam por segurança e esperam que o Estado a providencie. Para fazer isso, o Estado precisa de amplos poderes sobre seus cidadãos. É por isso que, nas democracias de todo o mundo, o poder do Estado tem aumentado continuamente. É também por isso que a democracia liberal é a excepção e não a regra. As democracias são facilmente subvertidas e frequentemente falham.

O que nos torna uma sociedade livre é que, embora o Estado tenha vastos poderes, existem limites convencionais sobre o que pode fazer com eles. Os limites são convencionais porque não dependem das nossas leis, mas das nossas atitudes. Existem “ilhas” de vida humana que são nossas, um espaço pessoal no qual o Estado não se deve intrometer sem alguma justificação absolutamente excepcional.

A democracia liberal desmorona quando as maiorias assustadas exigem coerção em massa sobre os seus concidadãos e exigem que os nossos espaços pessoais sejam invadidos. Essas exigências são invariavelmente baseadas no que as pessoas concebem como um bem público. Todos eles afirmam que o despotismo é do interesse público.

Não podemos entrar e sair do totalitarismo à vontade. Porque uma sociedade livre é uma questão de atitude, ela morre quando a atitude muda.”

Acima, excertos de um texto de Lord Sumption publicado no Telegraph há dias com tradução livre minha e que vale a pena ler na íntegra e no original.


É de facto uma questão muito importante

19 Fevereiro, 2021

As escolas estão transformadas numas madrassas marxistas. O Paulo Pinto Mascarenhas divulgou esta ficha de trabalho a ser dada nas nossas escolas. Alguém já explicou isto?

Não está fácil

18 Fevereiro, 2021

Em Espanha metem na prisão um tipo por andar a gozar com a monarquia. Por cá, uns tantos querem «deportar» um português por não gostarem do que ele diz sobre outro português. E no parlamento, um partido quer que o juiz presidente do Constitucional, não enquanto juiz nem membro de um tribunal, mas como cidadão, se retrate publicamente sobre declarações suas.

entregues a imbecis

18 Fevereiro, 2021
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Fui, hoje de manhã, a uma FNAC.

As FNACs são dos raros estabelecimentos comerciais onde o vírus não entra ou, se entra, não se transmite. É isso que se pode depreender dos decretos do actual estado de emergência.

No interior do estabelecimento tudo estava acessível para ser manuseado e adquirido, inclusivamente os livros, que até a passada segunda-feira eram altamente transmissíveis do covid.

Tudo? Bom, tudo tudo também não: num canto recôndito da loja, uma pequena área estava isolada por um cordão. O que continha ela? Jogos, jogos de tabuleiro, conhecidos como «jogos de sociedade». O que viu o legislador de muito perigoso nesses materiais? Não é preciso pensar muito para atingir a sofisticada inteligência da medida: os jogos de sociedade jogam-se presencialmente com outras pessoas; quem os compra compra-os para jogar; logo, proibindo a sua venda, diminui-se radicalmente o perigo de contágio pelos jogos sociais.

Estamos entregues a imbecis.

O segregacionismo de Fernando Rosas

18 Fevereiro, 2021

Fernando Rosas considera que “Marcelino da Mata traiu a causa de independência do seu próprio país”. Porque havia Marcelino da Mata de defender o PAIGC? Por ser negro? Que outra razão tem Fernando Rosas para dar para o que designa como traição de Marcelino da Mata a não ser a cor da pele deste militar das Forças Armadas Portuguesas? Os negros tinham de ficar na Guiné e dar vivas ao PAIGC?

O Estado e a histeria colectiva em Portugal

17 Fevereiro, 2021

Ver condutores sem passageiros ou pessoas sozinhas a passear ao ar livre de máscara seria apenas anedótico ou uma simples palermice não fosse hoje revelar a histeria e narrativas apocalípticas em que meio mundo se deixou enredar.

Não é função do Estado proteger os cidadãos de todo e qualquer risco para a sua saúde. Aliás, risco de vida zero existe apenas para quem já está morto.

No meu video de hoje procuro explicar de que modo o Estado reforça a histeria colectiva e por que razão acabaremos por sair disto tudo muito mal e pior do que outros.

Ver aqui: