A polémica Caupers: o BE a fazer tiro ao alvo aos socialistas
Ontem estive na TVI a comentar o caso Caupers. A polémica em torno de João Caupers quer dizer duas coisas: o BE está a fazer tiro ao alvo aos socialistas (Caupers é tido como próximo do PS); as redacções estã por conta do BE: de repente toda a gente sente necessidade de dizer que aquilo que Caupers escreveu é uma tolice, vão enfaticamente linha por linha como a sublinhar o hediondo e todos sentem necessidade de se demarcar, hoje o JN avisa “Novo presidente do Constitucional, crítico do “lóbi gay”, defendeu no chumbo da gestação de substituição que conceção sem pai ou mãe é “absurda“. Pressurosamente os “por favor não me acusem de nada” vão cuidadosamente expurgar as referências ao direito a um pai e a uma mãe por parte das crianças… Não vai sair ninguém incólume deste patrulhamento ideológico.
A outra moralidade a tirar deste caso é que só existe polémica quando a esquerda a pormove. Caupers escreveu várias coisas que nomeadamente durante os anos da troika e NUNCA houve qualquer polémica. Não se esqueçam disto.
Dá-lhes!
A publicação n’O Observador do direito de resposta do António Abreu do Notícias Viriato marca um ponto fundamental na falta de moral a que tresandam os fact-checkers nacionais. Há verificação de factos e há criação de narrativas — um termo socrático (não o sentenciado à morte: o que ainda nem acusado foi). Os fact-checkers, arautos da pós-verdade, arrogam-se a autoridade de definirem a realidade consoante o que mais interessa ao poder político, o que por si só demonstra não só a perniciosa prevalência destes fact-checkers como define a própria causa única para a sua existência. Que o O Observador opte por participar nesta destruição do que é suposto ser o jornalismo é que é uma tristeza.
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O relatório do dia
Todos os dias um relatório é destacado nas notícias. Esses relatórios fazem invariavelmente a defesa das teses esquerdistas.
Hoje temos o Relatório europeu alerta para risco de “radicalização” da extrema-direita em Portugal mais o estudo efectuado a pedido do deputado europeu José Gusmão “Rendas controladas e financiamento do Estado podem recuperar direito à habitação” (o uso do verbo recuperar no caso português remete para aquele glorioso tempo do século passado em que não se conseguia arrendar uma casa em Lisboa ?)
O mercado municipal mais caro do Mundo
Um dos maiores escândalos de esbanjamento do erário público está acontecer em Viana do Castelo sem que, ninguém com poder neste país, se mostre verdadeiramente indignado e tente travar esta pouca vergonha à vista de todos. Como já o denunciei aqui, no meu texto “O que esconde a demolição do Prédio Coutinho”, o processo de demolição do Prédio Coutinho para a construção de um novo mercado municipal – por sinal o terceiro nesta cidade minhota -, está repleto de ilegalidades e nunca o projecto teve por base a “protecção ambiental, a necessidade de um mercado central e muito menos a elevação da cidade de Viana a Património Mundial. É um caso de polícia que já deveria estar nas mãos do Ministério Público.
Já foram gastos mais de 34 milhões de euros só até 2017. Falta juntar a isto, mais uma catrefada de anos de salários obscenos da VianaPolis (só um administrador ganha mais de 5000€/mês), até à conclusão da obra que será bem demorada, despesas com advogados e tribunais (de 2017 até ao presente) e mais 9 milhões para a construção “futurista” em pleno centro histórico (sim, pasme-se!), sem contar com o valor que ainda não podemos apurar (mas que vai-se registar por já ser “tradição” neste país) com DERRAPAGENS orçamentais constantes, quer com a demolição do prédio (que está tão bem construído que vai ser um “bico de obra” deitar abaixo à picareta, como está previsto), quer com a construção do novo mercado de arquitectura “futurista” que, se for “tão bom” como o Centro Cultural ou a Biblioteca, não faltarão, depois de inaugurado, obras por via de infiltrações, entre outros. Tudo somado, arrisco sem problemas em dizer, que no final das contas, com todos os gastos somados durante anos consecutivos até à finalização da obra, serão perto de 90 milhões de euros.
Ler mais…Se bem percebo
As mesmas pessoas que condenam Marcelino da Mata por se ter sentido português acham um crime perguntar-se porque se sente bem com a nacionalidade portuguesa Mamadou Bá .
Isto já foi desmentido??
Vírus e histeria colectiva
Dispensam-se os qualificativos de “negacionismo” e “irresponsabilidade” assim como toda a bazófia e ladaínha ridícula dos membros da seita covidista. Apenas se recorda aqui, a seguir, um fenómeno de histeria colectiva que ocorreu em Maio de 2006 no nosso país exponenciado pela popularidade, à época, da série televisiva “Morangos com Açúcar”.
Em baixo um excerto do epísódio que esteve na origem do fecho de diversas escolas e no atendimento hospitalar a mais de trezentos estudantes:
E recortes de imprensa dessa data:

Nove meses de Inverno e três de Inferno
Neste período de planeamento e implementação da desgraça que se avizinha evitaria recomendar fosse o que fosse que implicasse gastar algum dinheiro, a começar por livros que são sistematicamente publicados e que se arrogam a capacidade de identificar problemas e de oferecer curas miraculosas que o são na mera condição esotérica de se saber nunca serem implementadas. Estes, que pertencem exactamente à categoria inversa dos livros de auto-ajuda — são a categoria de auto-flagelação —, normalmente são designados pelas irónicas categorias de política e economia e são escritos para habitantes das grandes cidades que, não sendo leitores da Caras, disfarçam o culto da personalidade através da dedicação ao proclamado intelecto do escritor. Como dizem os populares, “de boas intenções está o inferno cheio”.
No caso concreto, e porque se trata do oposto de promessas de um mundo melhor quando todos sabemos que nada caminha nesse sentido, recomendo efusivamente o livro “Nove meses de Inverno e três de inferno” do João Pedro Marnoto. Há poucos assim, a ilustrarem sem pontificarem; a documentarem sem julgarem. Acompanhado de um filme maravilhoso com o mesmo título, esta obra não nos apresenta promessas e sim um mundo que os fazedores de promessas teimam em insistir que já não existe. Contudo, existe e é mais real do que qualquer outro que nos tentam vender. Não existe apenas em Portugal, existe em Espanha e existe na Dinamarca e existe na Alemanha e existe na Irlanda. É diferente em cada um desses países, assim como é diferente a realidade do Douro e Trás-os-Montes retratada no filme da realidade do Algarve que também existe para lá da hotelaria. E porque é importante ver essa realidade? Pela imensa sabedoria da ruralidade, por uma visão idílica e urbana da bonomia iletrada das gentes simples? Pela superioridade comparativa de uma vida campestre, pastoral, transformadora do urbano num poeta naturalista que enaltece o que pode testemunhar com óculos cor-de-rosa num fim-de-semana em turismo rural? Não. É importante porque mostra o oposto: que há um mundo fora de Lisboa e Porto que não só não se compadece dos planos grandiosos que na urbe se tecem para a gestão territorial como o motivo pelo qual ignoram as larachas urbanas é por estas serem ruído de fundo, tão apaziguadores por indiferentes como o som do Preço Certo às refeições.
No filme podemos ver a vida a continuar enquanto um cão tosse, um galo cacareja, um apresentador de concursos graceja, um apresentador de notícias doutrina e um político arredonda discurso até o desprover de qualquer significado passível de interpretação além do som de sílabas desconexas, como qualquer outro som da terra. Se o leitor tem filhos em idade escolar, mostre-lhes o filme. São eles quem precisam entender o país, não este, não o de Lisboa, não o do Alentejo, mas todo o país, o que vê e o que não sabe o que é Netflix, porque são eles quem o poderão governar no futuro, isto se entretanto nós, os adultos, não o destruirmos. Os meus já viram e cá em casa só podemos agradecer ao João Pedro pelo privilégio.
O livro e o filme estão disponíveis em www.9inverno3inferno.com. Para conhecer mais trabalho do João Pedro Marnoto visite mediautopia.net.
Mamadou Ba tem razões
Para questionar a figura de Marcelino da Mata: muitas das operações que Marcelino da Mata levou a cabo tiveram lugar no Senegal. O PAIGC tinha bases no Senegal e fosse em operações de grande envergadura como a Ametista ou em operações de tropas especiais como era o grupo dirigido por Marcelino da Mata os militares portugueses entraram várias vezes em território do Senegal. Combateram aí, colocaram minas, dispararam. Vários senegaleses morreram. Ora Mamadou Ba é senegalês e portanto tem uma perspectiva, legítima, mas de natural do Senegal sobre Marcelino da Mata (e tb sobre a Guiné mas esse é outro assunto). Já sei que Mamadou tb tem nacionalidade portuguesa. Ainda bem para ele. Não pode é querer impor a sua perspectiva como pensamento único.
“Sou o Marcelino”

Escrevi para o Observador sobre Marcelino da Mata: «Em 1973, Marcelino da Mata constitui Os Vingadores, um grupo de tropas especiais constituído por 18 negros. Operam com grande autonomia. Fazem operações de grande risco: quatro ou cinco homens entram no Senegal e colocam minas em locais estratégicos, fazem apoio às tropas regulares e marcam presença em operações históricas como a “Ametista Real”. Esta operação com nome de joia teve lugar a 19 de Maio de 1973, o objectivo era a base do PAIGC em Kumbamory, no Senegal. Marcelino da Mata está com seis homens do seu grupo. Combatem, mas sobretudo conseguem fazer ir pelos ares um importante paiol. No fim, Marcelino e o seu grupo carregam às costas com um dos seus que ficou ferido e acabam quase a ser vítimas do fogo amigo – eles eram todos negros e não vestiam fardamento regular pelo que eram frequentemente confundidos com guerrilheiros do PAIGC.
“Sou o Marcelino”– terá gritado para dentro do quartel. Dois meses antes foi também com um “Sou o Marcelino” que se apresentou ao piloto Miguel Pessoa que se ejectara do seu avião atingido por um míssil e que ele e o seu grupo acabavam de resgatar no chamado corredor da morte. Nos palcos de guerra, Marcelino da Mata não precisava de indicar patente, companhia ou aquartelamento. Bastava-lhe dizer “Sou o Marcelino”.»
Nada é real ou assim parece
Ontem passei pela TVE. Passava uma peça sobre um proposta de especialistas (o que quer que isso seja hoje em dia) para que, numa fase pós-covid, continuasse a ser obrigatório o uso de máscara na rua assim como em espaços fechados. Os especialistas em questão argumentavam que, por graça dessa medida, poderiam ser reduzidas muitíssimas infecções por redução de contágio por diferentes vírus. Da intervenção de um especialista passaram para entrevistas de rua. Nestas, os participantes, que espero terem sido escolhidos a dedo, consideravam a barbaridade como uma medida positiva para “toda a sociedade”.
Ocorreu-me que qualquer maluco vai à televisão, pelo que a peça não seria particularmente assustadora, só uma curiosidade para chanfrados. Depois senti-me dominado pelo terror de que a peça seria séria, tal como a proposta e, tenebrosamente, que os entrevistados de rua seriam uma representação mais ou menos fidedigna da população madrilena. Nessa altura pensei que já houve um tempo em que nos preocupávamos com coisas pouco importantes, como assaltos ou assédios e fiquei com saudades de um mundo perigoso, um que nos permita correr os riscos que entendermos como essenciais para que a vida seja real.
Costa e Salazar: a mesma luta
Em benefício (ou prejuízo) dos frequentadores do Blasfémias, abaixo deixo versão video Youtube de um post anterior meu.
A propósito do uso de farda
Cá estamos
Estou obrigatoriamente confinado graças às aulas online. Vivo ao lado de uma escola primária e sinto a falta da gritaria às 10h30. Também sinto a falta dos gritos de “senhor, senhor, senhor… podia atirar a bola cá para dentro?” Antes era possível ouvi-los a qualquer hora da tarde. Agora, sem carros a passarem aqui na rua, o único som que interrompe o silêncio — impossível há um mês — é o de sirenes de ambulâncias e carros de polícia. Desconto ao silêncio o som das aulas: há textos, exercícios de aritmética, coisas sobre o corpo humano e assim, mas, sobretudo, há um “professora, posso ir ao quarto de banho?” que substitui o sinal do relógio a cada quarto de hora.
Cá vamos andando. Cá vamos andando. Lembro-me que as flores no cemitério já não são mudadas há três semanas. Nada a fazer: o cemitério está fechado.
Cá vamos andando. Amanhã há mais aulas online.
Afinal, há emergência no SNS ou não?
O Governo de António Costa só pode estar a brincar com a nossa inteligência. Já vamos a caminho de fazer um ano (sim, um ano!!!!) de narrativas do medo onde se descrevem quadros apocalípticos de um SNS caótico com mortes a amontoarem-se, dezenas de ambulâncias em filas de espera, ruptura de stock de oxigénio, enfermeiros a colapsarem, médicos a lançarem apelos desesperados, a DGS a fazer directos anunciando milhares de casos diários e, eis que, quando surgem quase 6000 profissionais de saúde, voluntários, para acudir, o Governo não os aceita por questões “burocráticas”. Mas “encomenda” um grupito de 26 médicos alemães, que acabam de chegar, e vão, estes, salvar isto tudo, certo?

Dizem que é o melhor SNS do mundo… aqueles que não são obrigados a recorrer a ele
Luís Cunha Miranda: «Como regressei ao SNS e em quatro meses não consegui ver um doente?O meu regresso ao SNS, e o de outros dois colegas, foi um contrato até 31 Dezembro de 2020 durante o qual não conseguimos ver um único doente ou fazer um só ato médico por bloqueio do próprio Hospital»
Negacionismo colectivo
A resposta da generalidade dos governos (não todos, mas a maior parte) à covid19 é a mais séria ameaça à liberdade individual das últimas décadas e a mais potente forma de destruir riqueza sem guerra convencional.
Muitos dos habituais e prolixos comentadores, analistas e opinadores que frequentam e influenciam através das redes socias e dos meios de comunicação social têm passado por entre os pingos de chuva sem nada de substancial dizerem a propósito de tudo isto. As instituições e organizações que normalmente promovem a discussão destes temas e divulgam informação e análises relevantes para que as pessoas possam tomar decisões de forma mais consciente, têm estado mudas. Não sei se estão também cegas e surdas…
Por isso, tenho diversas interrogações sobre este extraordinário negacionismo colectivo:
As pessoas não querem ser livres, querem ser aceites?
As pessoas não querem liberdade, querem conforto psicológico?
As pessoas não querem pensamento crítico, querem ter certezas?
As pessoas têm receio de divergir da norma, preferem caminhar juntas para o abismo?
As pessoas querem ser vistas como boas pelos outros e não julgadas por Deus ou pela sua consciência?
Um banco salazarento
O nosso governo é saudosista de Salazar.
A afirmação explica-se facilmente.
Nos anos vinte do século passado defendia-se as virtudes da intervenção estatal na sociedade, havia a convicção de que a banca comercial era incapaz de satisfazer as necessidades de crédito da economia e procurava-se reduzir a dependência das importações ao mesmo tempo que se fomentava a industrialização do país.
António de Oliveira Salazar reformou profundamente a Caixa Geral de Depósitos e no final dos anos 50 viria até a criar um Banco de Fomento com o objectivo de ser um instrumento de apoio ao desenvolvimento económico fornecendo crédito em condições favoráveis às empresas de certos sectores que encontravam dificuldade junto da banca comercial na obtenção de crédito, ou que não conseguiam fornecer as garantias exigidas para os empréstimos.
Ora isto é quase ipsis verbis o que António Costa definiu como missão do seu Banco de Fomento que criou recentemente. Conforme diz nos estatutos da instituição, trata-se de “um banco promocional de desenvolvimento”; para “estímulo e orientação do investimento empresarial”; “disponibilização de soluções de financiamento em condições de preço e prazo adequadas às empresas”; com vista a “colmatar falhas de mercado” e prestar “apoio à exportação”.
Temos é ainda a desvantagem de hoje o peso do Estado na economia ser sensivelmente o dobro do do tempo de Salazar, a poupança dos portugueses estar a descer (e não a subir como durante o Estado Novo) e a dívida pública ser em 2020 de valor estratosfericamente mais alto do que no passado.
A narrativa de António Costa, pode-se dizer que é por isso salazarenta, mas condimentada agora com os termos do lero-lero moderno: “sustentabilidade”; “neutralidade carbónica”; “economia circular”; “economia verde”; “transição digital”, “empreendedorismo”, “inteligência artificial”, “conectividade digital”, “neutralidade carbónica”, “transição energética”, etc…
Para além deste obtuso discurso, a missão do Banco de António Costa é alargada à tomada de participações no capital em empresas privadas; à prestação de serviços de consultoria às empresas e, claro, à gestão dos chamados Fundos Europeus.
Ou seja, o Banco de Fomento deste governo socialista financiará projectos que a banca privada avaliou como de risco demasiado elevado e o contribuinte será chamado a pagar em caso de perdas nessas aventuras. Distribuir-se-ão rios de dinheiro de subsídios europeus pelas grandes obras públicas, os ditos projectos “estratégicos” e os amigos do costume, tal como aconteceu nas duas décadas anteriores de que resultou um crescimento anémico ou inexistente da nossa economia.
Em 2018 existiam em Portugal um milhão e 295 mil empresas. Cerca de 875 mil empresas individuais e mais de 420 mil sociedades. Apenas 26.000 empresas têm algum perfil exportador, ou seja, 2% do total. E oito em cada dez trabalhadores está empregado em empresas que se dedicam apenas ao mercado nacional. Como em tempos de covid19 o governo tem como bandeira a suposta defesa do emprego, não se percebe a razão de o Banco de Fomento beneficiar potencialmente um número muito limitado de projectos, deixando todos os outros sem acesso à gamela.
À boa maneira socialista não se cria riqueza nem condições de maior competitividade económica. Apenas se brinca com os artifícios e distorções das políticas públicas.
O contribuinte pagará o preço destas ineficiências e da crescente desigualdade de oportunidades.
Abaixo, clickando na imagem, ligação para video de 04 de Janeiro de 1960 com reportagem do noticiário nacional sobre início da atividade do Banco de Fomento Nacional.

A ler:
«Portugal é Lisboa e o resto (infelizmente) é paisagem!», por Duarte Marques
Os detectores de nazis que proliferam por aí
que termos estão a usar para classificar as declarações do Sousa e Castro sobre os judeus? Capitão de Abril, não é? Ter sido “capitão de Abril” é como ter sido anti-salazarista: faça-se o que se fizer fica-se sempre capitão de Abril.
Jorno-socialismo
O José Manuel Fernandes fala hoje na rádio sobre o editorial do PÚBLICO a propósito do cidadão de Vila do Conde que estava sem máscara na marginal, sem ninguém à volta e acabou rodeado por seis polícias.
O editorial do PÚBLICO é mais um dos muitos artigos do chamado jorno-socialismo. Veja-se por exemplo o que está a acontecer com o acordo na TAP. Onde estão os problemas constitucionais? Onde estão os sindicatos e a justíssima luta? Onde está a indignação?…
Não se percebe o nosso tempo sem entender o jorno-socialismo.
PS. Estão a ver os sindicatos da TAP agora caladinhos e realistas? Esperem que o governo mude de orientação política e veremos a luta pela recuperação dos direitos. Todos aqueles que agora estão calados despertarão do seu torpor e virão para a rua e constitucionalistas vários explicarão que o governo de então está a ferir a legalidade.
teoria da ação política
Ou praxeologia política, aplicada à nossa direita. Hoje, no Observador:
A dra Ana Gomes não quer dar aqui um ajuda?
Algueḿ sabe em que resultaram as investigações à manifestação dos mascarados em frente à sede do BE em Agosto de 2020? E do email ameaçador recebido por Mariana Mortágua, Beatriz Gomes Dias (ambas do BE) e Joacine Katar Moreira também em Agosto de 2020?
A isto chama-se declínio. A partir de que momento se torna irreversível?
Há 60 anos Portugal mantinha uma guerra em África. Há 45 recebia 800 mil retornados. Hoje Portugal não consegue controlar os paióis ou montar um plano de vacinação. Sobrevive graças ao apoio da UE. O que Portugal está a viver neste momento não são tanto os efeitos da pandemia mas sim o confronto com algo que temos procurado iludir: somos um país em declínio. Intuímo-lo nos incêndios de 2017. Confirmámo-lo agora no estrepitoso falhanço da preparação desta vaga do vírus. Porque nos está acontecer isto? Porque aos problemas de sempre – as cunhas, os favores e a dependência – juntou-se uma administração tão medíocre quanto omnipotente e omnipresente. Um administração dos “filhos de algo” do regime: os maridos estão nas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, as mulheres nas Misericórdias e num qualquer grupo de trabalho…
Nada disto é ilegal. É apenas Portugal.
Como empobrecer um país
Realmente já nos tinha parecido que na cabeça do PM nada tem a ver com o que quer qua seja
«O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que a demissão de Francisco Ramos de coordenador do plano de vacinação contra a covid-19 nada teve a ver com o trabalho no âmbito deste programa, cuja operação está a decorrer “com sucesso”.»
Alguém sabe explicar o que planeiam estas duas pessoas?
O país rejubila porque se foi buscar um militar especialista em planeamento para ver se ainda somos capazes de levar o plano de vacinação por diante. Aos distraídos recordo que Portugal tem um ministério do planeamento, ministro do planeamento, secretário de estado do planeamento, eles mesmos especialistas em planeamento. Já sei que o planeamento do ministério não é bem a mesma coisa que fazer um plano de vacinação mas por isso mesmo pergunto: Alguém sabe explicar o que planeiam estas duas pessoas?
Portugal, a nova velha RDA
Os portugueses estão proibidos de se deslocarem ao estrangeiro.
No meu vídeo de hoje explico por que razão esta limitação exorbita manifestamente o quadro do decreto presidencial de estado de emergência, sendo que a norma do governo está assim claramente ferida de inconstitucionalidade.
António Costa transforma Portugal numa nova velha RDA em que o carcereiro sadicamente proíbe a fuga e a salvação do prisioneiro para lhe aplicar no aljube nacional as mais grotescas sevícias.
E mais é dito no vídeo que está disponível aqui.
Acham que os médicos alemães se interessam por murais?
É o ministro Pedro Nuno Santos que os vai receber não é?
A Alemanha está honrada com a distinção que o nosso PM lhes deu
Ora francamente É ABSOLUTAMENTE outro como escreve o PÚBLICO “Costa aceita ajuda internacional. Alemães são os primeiros”
Os espanhóis que se ponham na fila à espera que Costa aceite o seu apoio a Portugal. Os alemães a esta hora estão a celebrar e a dizer: Vejam lá que o Costa aceitou a nossa ajuda. Há dias em que ler o PÚBLICO e consumir enlatados vai dar ao mesmo.
Vai tudo ficar bem
Urgente campanha nacional antiracista
O Parlamento e o Presidente da Assembleia da República, enquanto esperam que lhes seja atribuida uma vacina, continuam imunizados à realidade de um país a cair aceleradamente para o precipício económico e moral, criando e promovendo agendas e causas artificiais que instigam o tribalismo e têm como consequência o inverso dos seus propósitos.
Desta vez recomenda-se ao Governo levar a cabo, com urgência, uma campanha nacional antirracista. Serão envolvidos certamente os habituais activistas da ala mais radical do já extremista Bloco de Esquerda, confortáveis burgueses que se sentam à mesa de grupos de trabalho criados pelo Governo, defensores do fascismo do bem, gente pacífica certamente, e que apesar de nem a oligarquia lhes reconhecer utilidade pública por falta de transparência nas contas e falhas de reporte legal, e do seu dirigente constar da lista de devedores ao Fisco são sempre chamados para a linha da frente pela classe dirigente quando é necessário folclore.
Liberalismo como peúgas
Nos últimos anos, multiplicaram-se as iniciativas de diferentes grupos liberais portugueses. Uns são mais directamente ligados ao partido Iniciativa Liberal, outros mais para outras bandas, mas, na essência, as mesmas pessoas que andam nisto há muito tempo e que agora estão sujeitas à natural fragmentação decorrente de diferentes quintinhas onde as pessoas “conspiram” para o que se pode designar, sem grande ofensa, “um Portugal melhor”. Novos vieram, claro, com o entusiasmo que a juventude e a ausência de filhos para vestir originam. Outros já se foram.
Vou sendo convidado, não sabendo bem porquê, mas, ao longo do tempo, adquiri uma fadiga com tudo isto por um motivo: o liberalismo em Portugal é para ser visto como um exercício intelectual, uma coisa sem grande aplicação directa à realidade do país – um pequeno acidente histórico e geográfico -, e que não tem em linha de conta a especificidade latina. Isto é um país católico muito antes de ser um país socialista ou liberal. O que quer que seja a designação do regime é irrelevante, porque colada a cuspo como mera vestimenta sobre a psique católica do povo. O Partido Socialista sabe isto melhor que ninguém. A fadiga vem porque ao longo dos anos fui percebendo que, mais que exercitar os neurónios sem qualquer tipo de pretensão nestas reuniões, o que a maior parte das pessoas destes nichos quer é mesmo mudar o país, educar “as gentes”, disponibilizar-lhes as ferramentas para que tenham a epifania de que sempre estiveram erradas, agradecendo aos pastores que os levaram aos prados verdejantes. O erro foi meu, claro: uma pessoa vai atrás da patuscada e só depois percebe que é suposto desempenhar um papel na evangelização de inocentes.
Atribui-se a Einstein a frase espirituosa “atingi a idade em que, se alguém me diz para usar meias, eu não tenho que o fazer”. Assim, meus amigos, digo-vos, é graças à vossa influência então que não uso meias.
Não tenho nada a oferecer a ninguém além de umas palavras sobre várias coisas que aqui vou escrevendo. Nem o Dylan quis ser cantor de protesto, haveria eu de o fazer porquê? And when we meet again, introduced as friends, please don’t let on that you knew me when I was hungry and it was your world.
O regular funcionamento das instituições no cacico-socialismo
A corja
*A presidente da câmara de Portimão, a socialista Isilda Gomes, já recebeu as duas doses de vacina contra o SARS-CoV-2, apesar de os autarcas não estarem no primeiro grupo de prioritários.
* 126 funcionários da Segurança Social de Setúbal terão sido vacinados contra a Covid-19, integrando uma lista que deveria ser exclusiva para idosos e trabalhadores de lares. A própria diretora do Centro Distrital da Segurança Social de Setúbal, a socialista Natividade Coelho, tomou a vacina. A lista foi redigida pela instituição e inclui outros diretores de unidades e diretores de núcleos da Segurança Social.
*José Calixto, presidente da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, não pertence a nenhum dos grupos prioritários da primeira fase de vacinação, mas já recebeu a primeira dose da vacina da Pfizer. De acordo com o Expresso, o autarca do PS conseguiu a vacina primeiro, por ser o presidente da fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, que gere o lar com o mesmo nome — que registou um surto de Covid-19 no mês de agosto, do qual resultaram 18 mortes.
Sempre a causar a melhor das impressões









