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Para memória futura

1 Fevereiro, 2021

Já não se pode confiar no povo

31 Janeiro, 2021

Sousa Tavares alerta para riscos dos emigrantes que “votam muito mais à direita”. Francisco Ramos a despropósito das vacinas ataca os “11% ou 12%” que votaram Ventura. Já não se pode confiar no povo. Gostaria também de recordar à direita portuguesa que tão entretida anda nos seus jogos florais entre o Adolfo, o Carlos, o Francisco, o Nuno… que as sondagens em França começam a apresentar como possível a vitória de Marine Le Pen na segunda volta das presidenciais que vão ter lugar em 2022. Sim, estão a perceber bem, Marine Le Pen aquela com quem a direita não negociava, não reunia, não falava… pode ganhar as próximas presidenciais francesas. Agora é ela que não precisa dos gaullistas, dos conservadores, dos centristas.

Percebem ou é preciso fazer um desenho?

Ouvido no elevador: “vai tudo correr bem”

30 Janeiro, 2021

Esta foi uma semana notável. Morreram milhares de pessoas, algumas das quais até com Covid; houve falta de oxigénio num hospital, não por falta de provimento e sim por excesso de doentes — cambada de incompetentes, estes doentes —, como nos explicaram; vacinas deterioraram-se — e, mesmo assim, algumas foram administradas —, o estado comprou — a julgar pelo preço — várias dezenas de milhão de ratos e teclados porque o JP lá do sítio não tem vendido impressoras suficientes; pessoas que importam já foram vacinadas assim como todos os idosos com mais de 80.000 anos; o senhor presidente foi adiantando que barbeiros só voltam a abrir lá para Julho, mantendo, contudo, a obrigação de rendas dos estabelecimentos, que isto não se faz para prejudicar alguém; ninguém pode sair do país enquanto decorre a construção do muro na fronteira com Espanha (o muro que eles vão pagar), mas — Aleluia! — já é possível pedir ao governo o papel que autoriza um funcionário do estado a dar-lhe cabo do toutiço (esta expressão é completamente literal). A polícia vai-se entretendo a perseguir surfistas, os teletrabalhadores a denunciarem gente na rua de trela sem cão e o ministro Tiago lá autorizou os colégios a terem aulas online enquanto as escolas públicas se mantêm a coçar os tomates fingindo que estão mesmo só a coçar os tomates.

Para aliviar de boas notícias, foi tornado público pela imprensa cor de rosa que @ partid@ Iniciativa Liberal tem novo namorado, desta vez o ex-secretário de estado do turismo, Adolfo Mesquita Nunes. O casamento será marcado para breve e contará com a celebração do bispo André Ventura e terá António Costa e Catarina Martins como padrinhos.

Os cheganos não são todos iguais?

29 Janeiro, 2021

Mas porque raio um votante do Chega, só porque reside no interior alentejano, em Bragança ou em Castelo Branco não pode ser um extremista de direita, um racista como qualquer outro chegano residente nas freguesias mais costeiras ou em Mem Martins? Então agora decretam, certamente sob análise sociológica supervisionada pelo Iscte, que esses meros 10% do eleitorado de Ventura, só porque residem no interior «ah e tal, foi voto de protesto». Protesto coisa nenhuma! «Estavam abandonados, os coitados». Isso é mesmo uma visão típica de elites que não saem da toca lisboeta. Em que é que um tipo de extrema-direita, um adepto das soluções salvíficas do Ventura como o confinamento forçado por raças e etnias, de amputação das mãos para os criminosos, de mandar os pretos e demais minorias «para a terra deles» e outras javardices saídas da bocarra do ventura se distinguem entre si por morarem no litoral ou no interior? Ai coitadinhos, são do interior portanto não lêem livros, não podem ser fascistas. Desde quando para se ser fascista é preciso ler livros? Não me parece que a intelectualidade tenha sido a marca forte dos anos dourados desse movimento, e não será certamente por essa via que terá algum ressurgimento. Um gajo de Borba será tão autêntico na sua vontade de andar com o bracinho esticado, como um qualquer outro chegano mais urbano. Querer reduzir os extremistas e racistas do interior a meros velhinhos que votaram no Ventura como forma de protesto por terem encerrado o balcão dos CTT lá na vila, parece-me, sei lá, um paternalismo bacoco, a roçar o racismo. Olha, se calhar é por isso mesmo.

De José Sócrates a Matos Fernandes

29 Janeiro, 2021

O meu vídeo de quarta-feira passada onde falo do estado contra as pessoas e do socialismo contra a liberdade já está disponível no youtube.
De Viana do Castelo surge a luta inspiradora de uns poucos resistentes pela sua dignidade e propriedade privada.

Vergonha de estar a viver isto

29 Janeiro, 2021

A ler

29 Janeiro, 2021

José Mendonça da Cruz: Temos que vacinar a nossa gente

Calma aí com as acusações, pá

29 Janeiro, 2021

Dou de barato que o presidente ache que o país pode parar até ao início da Primavera. Também daria de barato que o presidente parasse, ele próprio, até à Primavera, apesar de saber que isso não vai acontecer. Até consigo perceber a ideia de fechar o país ao estrangeiro, por mais que não seja para poupar estrangeiros ao circo. O que não se consegue compreender é que o presidente eleito “de todos nós” decida tratar toda e qualquer pessoa que não vive de um salário público como “negacionista”.

Bem vistas as coisas, negacionista é o senhor presidente, que não faz a mínima ideia do que é a vida dos súbditos. Que comam brioches, não é?

A propósito da TAP

28 Janeiro, 2021

Tribunal do Trabalho da Maia declara ilícito despedimento de nove tripulantes da Ryanair

Vou ali à estante buscar “O triunfo dos porcos”

27 Janeiro, 2021

Os membros do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), que funciona junto do Tribunal de Contas (TdC) para “prevenir e detetar riscos de corrupção”, estão dispensados de apresentar declaração de rendimentos, património, interesses, incompatibilidades e impedimentos, considera o Tribunal Constitucional (TC).

Se se deixassem de frioleiras sobre congressos, quem fala com quem e fossem ao que interessa?

27 Janeiro, 2021

Não sei se os liberais, os socias-democratas, a direita dos portugueses de bem, os do centros, os assim assim a que se junta agora a direita saladinha de rucula deram por isso mas a rede de oxigénio falhou no Hospital Amadora Sintra. Sim naquele mesmo hospital que deixou de ter gestão privada porque como escrevia o Esquerda.net essa gestão “desastrosa foi exclusivamente orientada por resultados financeiros em detrimento dos resultados clínicos.”

Não houve artigo com citações do pai, tio e primo do SNS (os mesmo que depois setratam nos hospitais privados) que não desse conta do seu júbilo quando acabou a gestão privada do Hospital Amadora Sintra.

Portanto está na hora de se perguntar porque falhou o Amadora-Sintra? Já sei que também podia ter falhado se a gestão fosse privada. Mas também sei o que hoje ia de acusações de assassínio caso isso tivesse acontecido com o Amadora_Sintra a ser gerido pelos privados. Portanto agradeço encarecidamente aos liberais, aos sociais-democratas, à direita dos portugueses de bem (e, aos do de mal que tabém são gente) aos de centros, aos assim assim a que se junta agora a direita saladinha de rucula.. a todos eles quero pedir que saiam da sua bolhinha e peçam explicações sobre o que aconteceu no Amadora-Sintra e denunciem a demagogia populista em torno do papel dos privados no SNS.

Claramente, um problema recorrente

27 Janeiro, 2021

Enquanto vamos vivendo a era mais iliberal do país, incluindo a primeira república e o extermínio de jovens portugueses nas Grande Guerra, a malta da IL acredita numa “onda liberal” que vai transformar o país. Há algum delírio entusiasmado e aceitável oriundo de resultados modestos em eleições, mas alguém devia meter juízo aos urbanos das cliques que olham para o galho e ignoram a floresta.

Todas as movimentações na direita em torno da IL são incomodativas, uma espécie de épater les bourgeois que passa ao lado dos portugueses confrontados com duas opções nas presidenciais: a manutenção de Marcelo Rebelo de Sousa ou o voto de protesto em Ana Gomes – sem apoio do PS – ou em André Ventura. Qualquer um dos outros candidatos é incompreensível além de um jogo partidário que só interessa a meia-dúzia de pessoas fora dos partidos e que não arranjaram um hobby decente, como tricot.

Depois de despacharem Assunção Cristas rumo a um “Portugal mais liberal”, apoiando Francisco Rodrigues dos Santos – um perfeito desconhecido ainda hoje em dia -, para passarem um ano inteiro a denunciar a escolha por Rodrigues dos Santos não namorar com o delírio do “Portugal mais liberal” num Portugal cada vez mais iliberal, o mote continua vivo, agora na tentativa de Adolfo Mesquita Nunes convocar um congresso electivo sem que se antevejam candidatos. De facto, considerando a hipótese não avançada de Mesquita Nunes se candidatar à liderança, e apesar da óptima prestação como secretário de estado, já ninguém se lembra do trabalho parlamentar exercido por Mesquita Nunes durante 19 meses. Contudo, outro ex-secretário de estado do turismo de que os portugueses se lembram, com trabalho parlamentar consistente desde 2009 e que não assinou o abaixo-assinado anti-amálgama rejeitado liminarmente este Domingo pelos portugueses, é Cecília Meireles. Consigo antever que esta parlamentar interessaria menos a “um Portugal mais liberal”, mas garantidamente interessaria mais a um CDS com identidade própria e, diga-se de passagem, mais ancorado na cultura portuguesa do que nas interpretações jacobinas do liberalismo que ocasionalmente brotam em Portugal nos circuitos dos angry young men*.

Tiago Mayan disse, na noite das eleições, que é um humanista. Disso não temos qualquer dúvida: por isso é lhe demos apenas 3,22% dos votos.

Os heróis do Coutinho

26 Janeiro, 2021

Com sua tristemente habitual bazófia e a arrogância grosseira típica de gente que manda mas que não tem categoria para o cargo que ocupa, o ministro do ambiente Matos Fernandes afirmou hoje esperar que os moradores do prédio Coutinho em Viana do Castelo saiam depressa do edifício. E ainda fez troça dos proprietários dizendo que vai aguardar umas semanas para lançar o concurso público internacional para demolição do prédio não vá surgir alguém que interponha uma nova acção em tribunal.

Se o leitor se recorda da história, o prédio Coutinho foi construído em Viana em meados da década de 70 cumprindo todas as regras e requisitos legais, tendo todas as aprovações e licenças necessárias emitidas e pagas. Posteriormente os apartamentos foram comprados de boa fé e sem qualquer obstáculo por inúmeras famílias.

No entanto, no início do ano 2000, o suprassumo da engenharia técnica, José Sócrates, conhecido pelos seus aprimorados e esteticamente perfeitos desenhos de projectos habitacionais, entendeu que o prédio Coutinho era feio e enquanto ministro do ambiente à época decidiu que deveria ser demolido e substituído por um mercado municipal.

Desde essa altura que os moradores do Coutinho iniciaram uma batalha judicial para travar o processo de demolição dos apartamentos que haviam comprado com o esforço das suas poupanças de vida. O dinossauro autárquico socialista Defensor Moura sempre defendeu os caprichos de Sócrates contra os seus munícipes e mais recentemente Matos Fernandes tornou-se ministro do Ambiente e passou a dar a cara pelo Estado contra os cidadãos proprietários.

Matos Fernandes foi adjunto e chefe de gabinete de Ricardo Magalhães, ex-administrador da Vianapolis uma empresa municipal de Viana do Castelo que suja as mãos pelo presidente da Câmara que se resguarda no conforto do seu gabinete. O antigo chefe de Matos Fernandes foi por sua vez secretário de estado de Elisa Ferreira, também ela própria ex-ministra do ambiente. Com o governo Sócrates, Matos Fernandes vai para a empresa que elaborou o projecto Polis de alteração da zona do prédio Coutinho. Em 2016 o marido de Elisa Ferreira, assume presidência da Comissão de Coordenação que superintende tudo isto e escolhe o ex-chefe de Matos Fernandes para vice-presidente da instituição. Por seu turno o administrador-executivo da Vianapolis, a empresa municipal, é irmão de outro cavalheiro que foi secretário de estado da Habitação de Matos Fernandes.

A esta altura o leitor já perdeu o fio à meada, mas terá ficado com a ideia acertada de que há um círculo muito fechado de conhecimentos e relações pessoais envolvendo tudo isto que podendo não se traduzir em nenhuma ilegalidade ou procedimento não conforme os regulamentos deixam perplexidades sociológicas sobre quão exíguo é aparentemente o universo de pessoas no país capazes de desempenhar funções destas responsabilidades.

O prédio foi, entretanto, esvaziando-se de moradores e desde 2019 que resta um pequeno grupo de resistentes que luta pela defesa da sua propriedade e do seu direito à habitação. Estas pessoas, algumas delas de idade muito avançada, foram alvo de todo o tipo de ameaças e atentados à sua dignidade por parte dos poderes públicos, câmara e governo de António Costa. Cortaram-lhes ilegalmente o fornecimento de electricidade, impediram os moradores de comprar alimentos, foram privados de água canalizada, cercados policialmente, receberam ameaças de processos judiciais e pedidos de indeminizações milionárias a favor do Estado. Chegou-se ao ponto de realizar demolições de paredes com moradores dentro das suas habitações.

Durante essas semanas mais tensas a comunicação social deu atenção ao assunto e a opinião pública ficou a conhecer um caso bem ilustrativo do poder político contra os cidadãos ao invés de lhes dar protecção. Muitos se sentiram próximos e solidários com a resistência de uns poucos cidadãos perante a desumanização e abuso de poder pelo Estado, e todos testemunharam o uso da força e coerção sobre pessoas frágeis em defesa daquilo que é seu por trabalho e direito.

Em 2019 o presidente da República era Marcelo Rebelo de Sousa e nada disse em protecção do direito à propriedade privada ou dos mais que justos pedidos de ajuda dos moradores do prédio Coutinho. Fingiu não conhecer o dossier.

Esta semana os moradores receberam a notícia de que um tribunal julgou improcedente as suas razões e por isso serão mesmo obrigados a abandonar a casa das suas vidas.

Esta semana também o país elegeu para um segundo mandato o mesmo Presidente da República, numa nada surpreendente escolha de um hipocondríaco para supostamente “combater” a epidemia…

Tanto no caso do prédio Coutinho como no caso da gestão da epidemia é evidente que o Estado, que detém a força, acaba por impôr a sua vontade, fazendo tábula rasa dos direitos de propriedade, menosprezando as liberdades individuais e transformando as pessoas em meros obedientes peões dos interesses da oligarquia.

Ora, mesmo que a luta possa estar condenada ao fracasso, a dignidade de cada pessoa exige que se resista e continue a resistir ao abandono dos valores e princípios mais fundamentais que dão sentido ao ser humano e à sua singular autonomia.

Alguma coisa teremos a aprender com os heróis do prédio Coutinho.

O mundo do lado de fora da bolha da gente bonita

26 Janeiro, 2021

Vila Velha de Ródão: GNR avalia transferência de militares após ruína de telhado do quartel

Vão bugiar mais o fascismo

26 Janeiro, 2021

Durante décadas no Alentejo votou-se num partido estalinista e isso era poético.

Durante décadas o PSD teve figuras como Alberto João Jardim e chamou-lhe carismático.

Durante anos e anos o PS justificou tudo e o seu contrário a José Sócrates.

… E agora vêm dizer que o Ventura é um problema?

Vão bugiar mais o fascismo.

A derrota da realidade virtual

25 Janeiro, 2021

A minha análise destas eleições para o Observador:« Desde já declaro que concordo com todas as análises que garantem uma coisa e o seu contrário sobre a reconfiguração da direita; o sucesso ou o insucesso da candidatura de Pedro Nuno Santos à liderança do PS à luz do fraco resultado de Ana Gomes; o norte ou desnorte da candidatura de Marisa Matias que passou a campanha a propor a ilegalização de um partido cujo candidato conseguiu nestas eleições o triplo de votos que ela, Marisa, obteve. Tudo me parece possível mas o que me interessa é o país invisível que votou André Ventura. Um país que não se vê. Um país que foi destratado nesta campanha.

A fazer fé naquilo que jornais, rádios e televisões nos garantem há semanas, Beja, Castelo Branco, Viseu, Guarda, Santarém, Vila Real, Bragança e Madeira estão a abarrotar de fascistas. Legiões deles. Extremistas.

Não conhecem estes fascistas? São gente que vive com baixos rendimentos. Lêem poucos livros e certamente nenhum que tenha a ver com o fascismo.

Tudo o que fazem e dizem parece mal ao país que se acha certo e cheio de razão. E que diz que eles são fascistas. De extrema-direita. Que são um problema.

Coitados destes perigosos extremistas. Para irem ao médico, à escola, às compras… precisam de ter carro mas agora explicam-lhes que as suas viaturas em segunda, terceira e sabe-se lá que mão não são amigas do ambiente.

Matavam um porco mas agora dizem-lhes que o país sustentável é vegetariano.

Roubaram-lhes os dispositivos de rega que tinham instalado num terreno mas nem vale a pena apresentarem queixa. Aliás, isso de chamar a polícia que em muitos destes locais que abarrotam de fascistas é a GNR é uma força de expressão: os postos da guarda fecham à noite, as viaturas não andam e os agentes volta e meia declaram que não têm meios para intervir. (Sabem, nesse país que fica longe a noite é mesmo noite, o isolamento é mesmo isolamento e quando a GNR declara que não tem meios para intervir, optar por pintar os lábios de vermelho e vir fazer carantonhas para as redes sociais não funciona). Estas pessoas não vêem as suas vidas nas notícias. Só servem para fazer de povo nos programas de entretenimento.

Hoje votaram no Ventura? Sim, mas tal como lhe deram o voto tiram-lho. Mas há que os ouvir.»

Podem deixar-se as crianças em São Bento?

25 Janeiro, 2021

Houve um tempo em que tudo tinha graça, tanta graça que António Costa ofertava tolerâncias deponto e abria as portas de São Bento aos filhos dos colunistas que o criticavam

Agora que a graça passou a desgraça o mesmo António Costa decide que os pais em teletrabalho vão continuar sem apoio por suspensão de aulas. Ou seja estes pais estão tramados pois com as crianças a cargo não conseguem trabalhar (experimentem trabalhar com uma criança de um ano à vossa volta!!!) e o patronato que os pôs em teletrabalho espera que eles trabalhem.

Perante o fastio

25 Janeiro, 2021

com aquele povo que não percebeu que devia aderir ao movimento vermelho em Belém proponho que se torne a Visão de leitura obrigatória em São Lourenço de Mamporcão, uma terra que tem 28,8 de fascistas. O primeiro a ser reeducado é aquele que é 0,8 fascista. Ainda há esperança para ele. Mas acreditem em mim a culpa de tanto fascismo deve ser das migas e das açordas.

em dia de eleições

24 Janeiro, 2021
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O Colapso do Estatismo, no Observador:

“Fruto dessa cegueira ideológica, António Costa convenceu-se de que, juntamente com o seu governo de competências e ilustres sábios, seria capaz de “controlar a pandemia” a golpes de vontade e com decretos do Conselho de Ministros. Já não lhe bastava planear a economia e a política do país, tinha também de dar ordens a um vírus. Um vírus que não se vê, de que não se sabe ainda muito e sobre o qual quase todos os dias nos surgem «cisnes negros». Desse modo, em vez de fazer o que poderia ser feito por qualquer governo – preparar, a montante, reforçando os meios e protegendo aqueles que já se sabia serem mais vulneráveis -, resolveu aguardar o que viria a jusante, para atuar nesse momento e, de novo, deslumbrar os crentes. Os resultados estão à vista de todos.”

Livro de estilo da Lusa para obituários

24 Janeiro, 2021

Foi terrorista? Dedicou-se a actividades questionáveis em geografias políticas nada recomendáveis?… Descanse em paz que no seu obituário apenas consta que foi anti-salazarista e por acréscimo anti-fascista. Para a Lusa e para as publicações que repetem acriticamente o que esta lhes envia há uma grupo de pessoas em Portugal cuja vida se resume a terem sido anti-salazaristas. Nem Salazar teria esperado tanto e note-se que o seu orgulho era imenso.

Incompetência sistémica

24 Janeiro, 2021

Nunca, e neste nunca estou a incluir o desnorte da corte portuguesa aquando da invasão francesa liderada por Junot e a incompetência que levou ao chamado desastre de La Lys, nunca, repito, Portugal em momentos de grande exigência esteve entregue a uma tal agremiação de despreparados. Mas o governo de António Costa não é irresponsável por acaso. É, como agora soe dizer-se, sistemicamente irresponsável. Não podia nem pode ser doutro modo. Afinal toda esta plêiade foi seleccionada não pela sua competência mas sim pela sua capacidade em não assumir responsabilidade alguma

O que se esconde atrás dos comboios de ambulâncias

23 Janeiro, 2021

Ninguém pensou que os doentes podiam ser mais que dois ou três de cada vez. No Santa Maria o pavilhão para onde são levados os doentes para avaliar se têm ou não Covid não tem espaços para manter esses doentes isolados no seu interior. Habitualmente estes chegavam pelos seus meios e eram mandados aguardar na rua. Se vinham de ambulância estas ficavam à espera mas como estas eram poucas não davam nas vistas. Agora tornou-se evidente que o sistema foi montado do ponto de vista de quem atende e não de quem é atendido. As fotografias incomodam os políticos que só vivem para a fotografia mas o pior é que enquanto os doentes ficam cá fora nas ambulâncias à espera, as ambulâncias estão cativas. Recordo que inúmeras pessoas precisam de ser regularmente transportadas para fazerem tratamentos e que em Portugal se tem dificultado o transporte dos chamados doentes não urgentes em táxis adptados para o efeito como forma de protecção às associações que detêm o monopólio das ambulâncias. Os comboios de ambulâncias merecem mais investigação e revelam muito mais que Covid.

O falhanço estrondoso

22 Janeiro, 2021

Dizia Costa em Abril passado: “Aconteça o que acontecer”, no próximo ano lectivo vai estar “assegurada a universalidade do acesso às plataformas digitais para todos os alunos do ensino básico e secundário”(…) “É muito mais do que ter um computador ou um tablet. É ter isso e possuir acesso garantido à rede em condições de igualdade em todo o território nacional e em todos os contextos familiares, assim como as ferramentas pedagógicas adequadas”, disse.

«….garantir a necessidade de que, aconteça o que aconteça do ponto de vista sanitário durante o próximo ano lectivo, não se assistirá a situações de disrupção, porque houve outra face da moeda que esta crise demonstrou”.*

Curiosamente, todas as escolas foram obrigadas a ter, no início do ano escolar, um plano de contingência para ensino misto e ensino apenas à distancia. Mas governo optou por férias forçadas, porque falhou completamente.

 

Amanhãs que já cantam

22 Janeiro, 2021

PSP interrompe exame em escola privada de Cascais. A PSP interrompeu esta sexta-feira um exame, com 43 alunos, que decorria numa escola privada de Cascais, para fazer cumprir as medidas de confinamento decretadas devido à pandemia de Covid-19,

O meu grande bem-haja

22 Janeiro, 2021

Aos manifestantes que ontem atiraram uma caixa de pastilhas a André Ventura (recomendo a este título este artigo da Visão que explica muito bem que a responsabilidade do atirar da caixa de pastilhas se deve a um gesto imprudente do candidato e à falta de competência dos seguranças do mesmo Ventura.) Mas voltando ao meu bem-haja quero frisar que nunca ficaremos devidamente agradecidos aos manifestantes por terem escolhido a caravana do Ventura. Já imaginaram o que ia hoje por aí de gente com pastilhas coladas na cabeça em solidariedade com Marisa Matias caso os manifestantes tivessem atirado pastilhas a essa candidata? Isto para não falar das cabeças entrapadas ao virar de cada esquina caso os visados pelas pedradas fossem integrantes da comitiva de Ana Gomes. Felizmente que os manifestantes escolheram o Ventura. Assim a coisa ficou reduzida a um atirar de confettis e fomos poupados ao espectáculo de um carnaval antes da data.

Organizem-se!!!

22 Janeiro, 2021

O país discute se os manifestantes de Setúbal quiçá articulados com a campanha de Ventura organizaram um ataque ao mesmo André Ventura que agora vai capitalizar esta agressão.

Segundo esta teoria os manifestantes que entraram no Capitólio estavam articulados com quem?

Deixem-se de parvoíces, por uma vez!

O anti-oportunismo marialva

21 Janeiro, 2021

Há limites da decência. Para além disso, há o governo português. Bem para lá disso tudo, ainda há Tiago Brandão Rodrigues. O ministro da educação, na qualidade de idiota de serviço, papel que desempenha com o afinco de um actor de método, decidiu acusar os estabelecimentos de ensino privados, instituições que conquistaram a confiança de milhares de encarregados de educação, famílias e seus alunos, de “oportunismo” pela audácia de proporcionarem o serviço por todos desejado, dadas as circunstâncias, de aulas à distância.

Noutras circunstâncias dir-se-ia que Tiago Brandão Rodrigues não tem condições para continuar num ministério. No caso específico do governo de António Costa, não só tem condições como apresenta todas as características de incompetência e falta de educação conjugadas com a pretendida pose de forcado amador em que as famílias fazem de touro. Em suma, um embaraço para qualquer broeiro.

Mas parece que o problema é o Ventura, por isso, siga a marinha.

«Se…»?

21 Janeiro, 2021

João Miguel Tavares tenta definir uma barreira a partir da qual um partido passaria a ser inaceitável para parceiro de governo. Para ele não é quando dizem e defendem coisas asquerosas. Não. JMT não acredita que eles acreditem no que dizem e defendem. Só quando o praticam é que serão condenáveis. Como ele diz de forma cândida a propósito de Trump, as coisas abjectas que disse não teriam grande importância, chato é quando as pôs em prática. Rui Rio vai na mesma linha de pensamento político esotérico, achando que um partido se deixar de ser tão «radical» e se tornar mais «moderado» até se pode conversar. O que equivale a dizer que se deitarem perfume em cima do poio até consideraria em o usar na lapela.

Se? A sério? Qual a dúvida mesmo? Não enganam ao que vem, Apenas o JMT dúvida (ou custa-lhe a acreditar), que seja isso mesmo que eles querem. Mas é.

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A bem dizer

21 Janeiro, 2021

Quinze dias de férias a partir de amanhã não é só imoral, é completamente sujo. Que o ministério possa impedir colégios de avançarem com aulas online ao abrigo da treta da desigualdade não é só sujo, é criminoso.

Se algum candidato presidencial tiver alguma medula dirá, verbatim, o que eu disse no parágrafo anterior. De outra forma, escusam de vir pedir votos que vão corridos com a pontapé.

PR 21

21 Janeiro, 2021

Inicialmente, por não o conhecer de lado nenhum, ia levar o meu voto por mera embirração ao incumbente e restantes candidatos. Mas agora, decorrida que está a campanha, será um voto com gosto e convicção.

Os faz-festa e as comitivas que gargalhavam

21 Janeiro, 2021

Esta entente de despreparados disfarçados de optimistas levaram anos no faz de conta que se governa com a solícita colaboração das forças vivas da pátria. O espírito que os animou está plasmado num artigo do EXPRESSO (what else?) de 18 DE JUNHO DE 2016 quando Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa assinalaram em Paris o dia de Portugal: «Os dois tinham acabado de visitar a exposição de Amadeo de Souza-Cardoso ali exposta, o primeiro-ministro já falara à imprensa, o Presidente também e os jornalistas tinham ido tratar das suas peças. E eis senão quando António Costa, que desaparecera por momentos da vista da comitiva, reaparece com um envelope do museu na mão e o oferece a Marcelo.

O Presidente ficou surpreendido, não esperava o gesto, mas Costa pediu-lhe para abrir: dentro do envelope, um postal com uma réplica do célebre quadro de Souza-Cardoso “O Salto do Coelho”. “Há uns que saltam, outros não”, comentou Costa, segundo relatou ao Expresso um dos presentes. E o Presidente, por uma vez, ficou sem resposta: “Isto não posso comentar, não vou falar”, disse apenas, perante a gargalhada das comitivas.

Foi neste espírito que terminou a visita dos dois políticos a França, num gesto inédito de comemoração durante três dias do Dia de Portugal junto da comunidade portuguesa, a maior e mais antiga na Europa. O ambiente foi de cumplicidade, relatou quem viu, onde as quebras de protocolo foram sistemáticas, pondo os agentes franceses encarregados da segurança quase em estado de choque, tanto mais numa altura em que a França se mantém em estado de sítio e decorre o Euro.»

Onde estão agora as comitivas gargalhantes?

Resistence is Futile

21 Janeiro, 2021

Quando acordamos hoje de manhã para a notícia de que as escolas encerrarão a partir de sexta-feira ninguém ficou surpreendido. Há mais de quinze dias que se diz nesta casa que as escolas – todas – vão encerrar. Não há qualquer tipo de clarividência ou de especial inteligência aqui: o que temos é a paz de já ter atingido o patamar da aceitação nas fases de luto.

Reparei que nos comentários a posts anteriores houve quem deixasse a indicação de que comentar ou estar do contra não adianta de nada pois as críticas deverão vir acompanhadas de propostas para resolução dos problemas. Esse é o problema: essas pessoas ainda estão na fase da negociação. Seguir-se-á a fase da depressão quando constatarem que não há solução, que o que tem que acontecer irá acontecer independentemente da vontade, da razão ou de qualquer resquício de racionalidade. Depois da depressão virá a aceitação e aí, meus amigos, nada vos surpreenderá nem perderão tempo à procura de soluções para o que não é suposto ser solucionado.

Há uma cruzada de cariz religiosa no ar. Chamam-lhe “ciência” como em tempos a ciência foi a força da espada contra os infiéis. Convertamo-nos, pois. Guardemos a fé onde ninguém a veja e desempenhemos o nosso papel. Como dizia a Aimee Mann: it’s not going to stop, so just give up.

Quem vê TV, sofre mais que no WC

20 Janeiro, 2021

“Quem vê TV, sofre mais que no WC.”

Este é o título de uma canção dos Taxi, uma banda rock do Porto que teve popularidade nos idos anos 80. “E se falo desta maneira, é por a televisão ser tão foleira”, acrescentava-se no tema.

Quarenta anos passados e a letra permanece mais actual do que nunca nestes tempos de covid. Os jornalistas passaram a ser entertainers e activistas de causas. Na ânsia de cumprir um serviço público por eles fantasiado, só por distracção se ocupam em produzir informação tão factual, objectiva e independente quanto possível. Os media tomaram para si a missão de condicionar a opinião pública a adoptar as políticas e comportamentos que, no seu modo peculiar, entendem ser para o bem comum.

As televisões bombardeiam os espectadores com imagens dramáticas, tragédias e histórias tremendas a propósito da covid. Imagens de filas de ambulâncias à entrada das urgências dos hospitais com sirenes ligadas na noite escura, declarações de médicos para lá do limite do seu equilíbrio psicológico, cameraman a fazerem planos aproximados dos rostos dos supostos prevaricadores a passear junto ao mar, jornalistas em voz off diligentemente a censurar a atitude “irresponsável” de quem se junta ao postigo para tomar café.

As TV’s seguem o guião de Marcelo e Costa e listam o que consideram exemplos da culpa dos Portugueses e da quebra – por parte do povo, naturalmente – do pacto de confiança que havia sido supostamente feito com os seus estupendos líderes políticos. Os canais televisivos colocam Marques Mendes e Paulo Portas nos espaços de maior audiência independentemente do gigantesco número de asneiras, falsidades e narrativas capciosas que debitam estes senadores. As conferências de imprensa dos comissários políticos da DGS ou as entrevistas aos especialistas do regime são transmitidas sem qualquer contraditório.

Enquanto se promove o medo colectivo, nenhum jornalista confronta estas vedetas mediáticas por exemplo com o facto de gente qualificada ter avisado antes do Verão que medidas restritivas durante o período do ano de maior exposição solar iria ter consequências gravosas para a saúde dos portugueses no inverno quando o vírus se tornasse mais perigoso. Essa opção política iria ser paga bem cara, conforme verificamos hoje.

Agora que o governo vem louvar a dedicação dos profissionais de saúde no combate à pandemia, os jornalistas não questionam se a ministra da saúde estará arrependida de ter feito aprovar a redução do horário de trabalho das 40 para as 35 horas no SNS?

Tendo falhado em Portugal e noutros países o confinamento como forma de contenção da transmissão do vírus, ao governo não é perguntado por que há-de agora funcionar por milagre. Por que razão existem aparentes discrepâncias de qualidade de gestão e previsão entre hospitais de dimensão semelhante para resposta à covid?

Portugal tem o maior número de novos casos diários de covid19 do mundo, mas as estações de televisão não se surpreendem por sermos ao mesmo tempo dos países do mundo com mais médicos por milhão de habitantes. As TV’s não querem saber de o país ter das maiores quedas da economia em resultado dos confinamentos e, além de doentes, nos tornarmos cada vez mais pobres.

Desde o Natal que tem estado um frio de rachar, mas com a epidemia até a causa das alterações climáticas gelou ao ponto de não se procurar investigar se as condições meteorológicas terão influência na mortalidade e internamentos.

Qual a razão de se continuar a mobilizar gigantescos recursos para testagem massiva geral através de PCR e seguimento de assintomáticos em vez de nos concentrarmos apenas nos doentes com carga viral infecciosa relevante através de teste antigénio?

Não vi nenhum jornalista capaz de contextualizar o caos das urgências hospitalares com o que sempre se passou em anos anteriores. Em 2017, num único dia de Janeiro morreram 500 pessoas de gripe. Hoje zero. E os jornalistas não têm curiosidade em investigar o tema. Não se indaga se as filas de ambulâncias no exterior dos hospitais estão relacionadas com o protocolo de não deixar entrar doentes para o interior do edifício, ao contrário do passado em que os corredores dos estabelecimentos estavam apinhados de gente.

Perdeu-se o bom princípio do cepticismo e de fazer perguntas. Prefere-se não duvidar das respostas de quem manda a fazer perguntas que não sejam respondidas. Não se questionam as conclusões nem pressupostos das narrativas da oligarquia, nem se escrutina as consequências das opções políticas.

O negacionismo do papel do jornalista sendo evidente não será em muitos casos uma atitude de má-fé. O apocalipse gera audiências e audiências mantêm empregos. Não se pode esperar que um jornalista seja uma pessoa especialmente informada e muito menos um ser sobrenatural. O jornalista é como cada um de nós, emocional, susceptível ao medo e ao histerismo. É natural a defesa do seu próprio posto de trabalho.

Toda a liturgia mediática das TVs e dos políticos vai no sentido de alimentar o medo e o sentimento de culpa em cada um de nós. Mas o medo é diferente de perigo e frequentemente a nossa atenção foca-se no medo e não propriamente nos fenómenos que são de maior risco para a nossa saúde.

O medo atrai a nossa atenção e por isso as televisões atraem-nos através do medo e do dramatismo. Tudo aquilo que é tremendo e negativo hipnotiza-nos e por isso a forma como os media apresentam a covid19 deixa-nos estarrecidos e menos racionais. Muitos de nós procuram mesmo, ainda que inconscientemente, histórias de desespero e a mente humana tem dificuldade em sair dessa vertigem.

Para quebrar esse círculo vicioso do medo e irracionalidade seria preciso, ainda assim, termos tempo disponível para diversificar fontes de informação e fazer pesquisa de dados. Não temos nem tempo nem sequer estamos dispostos a sofrer estigma social e sair da norma do pensamento dominante. Por isso, perante um cenário de incerteza, é muito comum sentirmos conforto em seguir o rebanho, mais do que pensar pela própria cabeça.

Perante o medo e a incerteza ficamos mais susceptíveis ao poder. As sucessivas contradições das medidas do governo e da actuação dos políticos e dirigentes públicos a par da amplificação que delas as televisões e os media em geral fazem é de tal ordem que a confusão e o caos mental são generalizados. Assim, um refúgio ilusoriamente pacífico é pensar que “alguma razão haverá. Alguém saberá melhor do que nós” e deixarmo-nos voluntariamente submeter às ordens de quem manda, independentemente do ridículo e contraproducente que possam parecer essas medidas.

A António Costa o improviso e trapalhada na definição e comunicação das medidas dá jeito. Para quê fazer diferente se tem os Portugueses mansos e com sensação de terem pecado?

Quando o primeiro-ministro fala em ser necessário um sobressalto cívico sabe de antemão que tal não vai acontecer. Para isso seria preciso que os Portugueses quisessem ter acesso a informação de qualidade (que a comunicação social não fornece) e que os cidadãos entendessem que os cuidados e riscos de saúde que correm dependem em primeira instância de escolhas suas. Mas não, vemo-nos como vítimas e entregamos a terceiros (neste caso ao governo) a responsabilidade de nos proteger e exigimos aos outros que nos protejam também.

O povo está anestesiado. O rei D. Carlos diria que somos um país de bananas governados por sacanas. Eu não atribuo tal epíteto ao povo, mas tenho pena que muitos jornalistas sejam coniventes com os nossos governantes.

Uma versão video resumida deste post está disponível aqui:

Podemos dar jantares nas carruagens da CP?

20 Janeiro, 2021

Comboios lotados na linha de Sintra em pleno confinamento

Quem disse que não há estratégia?

20 Janeiro, 2021

Isto é um circo

20 Janeiro, 2021

Arrancam hoje os “testes rápidos” nas escolas com a intenção de constatar que todo o mundo mais o periquito já estão infectados com covid. Diz-se que esta ferramenta de auxílio ao encerramento dos estabelecimentos de ensino vem acompanhada de uma declaração de consentimento informado para os pais, pais estes que poderão optar por sinalizar os seus filhos como livres ou como ferramentas de apoio à comunicação de decisão já tomada e que carece apenas do acto necessário à aclamação do presidente-rainha para ser executada.

Vocês é que sabem. Sobre o assunto, o que sugiro é que o doutor Baptista Leite mande a Ordem dos Médicos actualizar a sua ficha com condição de médico não especialista para algo que fique mais de acordo com a sua página da Wikipédia.

Decidindo em função do que dizem os barómetros de popularidade

19 Janeiro, 2021

Ontem não se fechavam escolas.

Hoje sem que tenham havido tempo para avaliar o impacto das medidas de ontem os “líderes” inclinam-se para o fecho das escolas.

Amanhã outras medidas e contra-medidas serão apontadas.

O seu horizonte são os microfones e as câmaras.

Portugal visto de Marte

18 Janeiro, 2021

O Presidente-candidato rodeado de jornalistas à porta de um hospital explica que a culpa pela propagação do Covid é dos portugueses que não estão a cumprir as regras do ficar em casa. Nenhum dos presentes achou nada de contraditório nesta imagem.

Os inimputáveis

18 Janeiro, 2021

Marcelo em lar do Barreiro deixa apelo ao confinamento

Marcelo partiu para uma acção de companha num lar sem saber se estava ou não infectado

Marcelo entrou num lar cujos utentes não recebem visitas dos seus familiares

Marcelo pede aos portugueses que tomem este confinamento a sério.

Marcelo está a gozar connosco, não está?

Reflexões da roulotte de farturas

18 Janeiro, 2021

Toda a gente tem um tio chato e inconveniente que se tenta, a todo custo, evitar convidar para o casamento. Não só é um indivíduo com a falta de tacto para referir alegremente que a noiva está gorda como é o primeiro a perguntar se aqueles segredos que pairam sobre o primo esquisito são de que tem andado a abafar a palhinha. O tio inconveniente não é politicamente correcto.

Contudo, por muito que se evite convidar o tio inconveniente para o casamento, como ninguém quer ficar de mal com esse lado da família, lá lhe enviam o convite. Ainda bem: não fosse o tio inconveniente e ninguém se atreveria a leiloar a liga da noiva.

Em tempos, os blogues foram o tio inconveniente. Agora parecem vítimas de covid. Assim sendo, enquanto a malta anda entretida a tentar mudar o mundo com a mesma subtileza de um gato a tocar harpa, cá vai disto: quem dá 20€ pela liga da noiva?