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ó joaquim, então isto não é inconstitucional?

7 Agosto, 2013
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Juízes, militares na reserva e magistrados escapam aos cortes nas pensões.

cuidado: tóxico

7 Agosto, 2013

Para além dos swaps do tempo do Sócrates, o ex-Secretário de Estado do Tesouro tinha no curriculo 3 anos como membro da Comissão de Negociação dos contratos das concessões do Interior Norte, Beira Interior, Algarve, Norte Litoral, Douro Litoral e Litoral Centro. Igualmente nomeado pelo governo Sócrates. E cujos resultados desastrosos são bem conhecidos.

Fica o aviso à ministra das finanças: afaste-se dessa gente.

Assim da solidão de uma alegadas férias

7 Agosto, 2013

vêem-se as coisas com relativa distância. Talvez por isso me pareça claro que este caso dos swaps é um capítulo da luta que Sócrates trava pelo PS. A gente de Sócrates continua a contar com uma máquina oleada: de todos os contratos assinados não se fala. E são muitos. Escolheu-se um que não foi sequer celebrado e fez-se rebentar uma polémica. No texto da Visão Sócrates aparece como um paladino da rejeição dos swaps e da redução da despesa: “2005. 21 de Julho.Se o Governo iria mudar de “rumo” (uma palavra cara a Sócrates), e prestar alguma atenção à proposta de “financiar” o défice com swaps de dívida pública, no curto prazo, esta seria a oportunidade. Mais uma vez, Pais Jorge e Paulo Gray apresentaram as ideias que a sede europeia do banco, em Londres, preparara: manter “fora do balanço” os financiamentos imediatos que os swap garantiam e esperar que as taxas de juro propostas pelo banco não viessem a tornar os próximos 30 anos da dívida pública num pesadelo (ainda maior).  Mais uma vez, não receberam qualquer sinal verde de São Bento. Pelo contrário. à tarde, na tomada de posse de Teixeira dos Santos, Sócrates confirmou que o “rumo” se manteria, apesar da mudança de ministros. A diminuição do défice seria feita com “contenção da despesa pública“. 

Agora o Governo tenta agarrar-se à questão da manipulação dos papéis – nada que nunca se tenha visto noutros papeis anteriores e com a mesma falta de cuidado nos detalhes – mas francamente não chega para esclarecer as responsabilidades de Pais Jorge nessa proposta.  E sobretudo o que está em causa é muito mais que o destino de Pais Jorge ou a natureza dos swaps, essa espécie de versão capitalista da desorçamentação que na política passa por proposta para política de crescimento.  Naquilo que está em causa – o PSD consegue estar no poder e ser governo? – Pais Jorge é apenas o peão das nicas do momento. Outros se lhe seguirão.

o ópio dos intelectuais

7 Agosto, 2013
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O inefável Baptista (com “p”) Bastos, um velho comunista não arrependido, enuncia hoje, na sua homilia semanal do Diário de Notícias, uma lapidar definição de capitalismo, sistema de propriedade onde, apesar dos execráveis defeitos, BB sempre quis viver, desconsiderando a opção de vida nos muitos paraísos comunistas que a sua geração conheceu. Escreve ele: “A cultura do capitalismo passou a ser a cultura do não interdito. Quase tudo é permitido, porque a inconsistência da autoridade e a cada vez mais acentuada crise de valores estimulam o vandalismo da alma que nos empurra para este tipo de sociedade”. O culto pela autoridade e a desconfiança na liberdade dos indivíduos foi sempre apanágio da mentalidade socialista. BB não o esconde. Segundo ele, nas sociedades liberais, onde “quase tudo é permitido” e a “autoridade” não é consistente, os valores morais entram em crise e “o vandalismo da alma” (seja lá o que isso possa ser) dominam as consciências e escravizam os corpos. BB prefere as liberdades fracas e a autoridade forte às autoridades fracas e às liberdades fortes. Venha daí a Stasi, se faz o favor.

Paradigma

7 Agosto, 2013

Governo defende que documento que implica Pais Jorge nos swaps foi manipulado

PS suspeita de escutas ilegais na sede nacional do partido

Cabulei mas não inalei

7 Agosto, 2013
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swaps marados? Danosos para o contribuinte? Contratações que prejudicam dolosamente o erário público (eufemismo para “bolso do privado”)?

Deve haver um ministro e um chefe de governo responsáveis, não? É ver as datas.

Entre a fantochada do “sabia ou não sabia, esteve ali ou acolá”, esconde-se o essencial: neste país não é importante fazer asneiras, o importante é sair por cima das asneiras feitas.

Artistas no governo já

6 Agosto, 2013

Pedro Lains relaciona austeridade com a inclusão no governo de gente ligada à banca. É necessário “dedução“, diz o autor, para se chegar à conclusão que “o problema só acabará quando tivermos um Primeiro-Ministro e um Presidente da República que não sancionem a contratação de membros de Governo ligados à banca“.

Eu estou de acordo com Pedro Lains. Convém que no governo estejam pessoas sem relação à banca e que não consigam que esta compre dívida pública. Enquanto os governos tiverem acesso a dinheiro, o problema não acabará.

Sugiro, para o governo, gente ligada ao teatro e não à banca. Assim podem substituir prestações salariais e pensões por chá dançantes com avant garde interactivo experimental; não alimenta o estômago mas cultiva a mente. Só assim poderemos ser cultos o suficiente para exigir, em regime permanente, governantes ligados a tudo excepto banca e seguros.

Mas há outras áreas possíveis para membros do governo: por exemplo, um tipo ligado à produção de energia alternativa ou um grande industrial da construção civil. Afinal, o dinheiro que o estado consumiu foi mesmo para queimar e nunca para alimentar o cronyismo patológico do país. Uma rotunda de 100 em 100 metros é que é preciso, mas sem seguro, que isso dos seguros é um roubo.

Razão tinha Sócrates ao tentar (aparentemente sem sucesso) estudar filosofia.

demita-se, homem!

6 Agosto, 2013
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E o governo que nos poupe a mais partes gagas, o mesmo é dizer, a novas “inconsistências problemáticas”. Para problemas, consistentes ou inconsistentes, pouco importa, já basta o que basta.

em defesa do minotauro

6 Agosto, 2013
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“o mercado: uma história simples de entender”, e “a direcção geral da tutela e acompanhamento do mercado de laranjas”, ambos n’ O Insurgente.

Cego em tiroteio

6 Agosto, 2013

Nunca antes na história deste país se viu tantas medidas de governo serem desfeitas em tão pouco tempo. O governo Dilma está perdido, sem rumo, sem saber como reagir ao desabamento de sua popularidade, ao risco inflacionário, ao pífio crescimento. Falta um plano de voo, um mapa correto do território. E falta, naturalmente, conhecimento básico de economia.

O principal problema, creio eu, está na visão equivocada que a presidente e sua equipe têm acerca do funcionamento da economia. Eles são reféns de uma ideologia desenvolvimentista que simplesmente não funciona. Eles erram o diagnóstico dos males que assolam o país, não tendo como acertar na receita. Ficam, assim, ao sabor do vento, do marqueteiro, tateando no escuro, tratando o país como um rato de laboratório.

Leia mais aqui.

Conheceu-os antes de serem virgens

6 Agosto, 2013

Em 2005, o novo Secretário de Estado do Tesouro terá estado em 3 reuniões em S Bento para venda de produtos financeiros para ocultar o défice. À terceira foi acusado de “sexo surpresa”.

a arte é do povo

5 Agosto, 2013
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https://i0.wp.com/blogs.lancenet.com.br/maurobeting/wp-content/uploads/2010/10/1963-eus%C3%A9bio-x-trapattoni-e1288320926534.jpg

Eu também fiquei inconsolável com a ida do Chalana para o Bordéus, logo sucedida pela do Futre para o Atlético de Madrid. As saídas para o estrangeiro do Figo, do Paulo Sousa, do Cristiano Ronaldo e do Nani também provocaram em mim um incontrolável sentimento de revolta. O futebol é arte e património popular, e só “mentes esclarecidas” o poderão querer excluir do âmbito do interesse público de que o estado tem obrigação de cuidar. O património é do povo, e o povo deve ter direito a usufruí-lo, independentemente de quem legitimamente o adquiriu e sustenta. No passado, quando havia ainda portugueses que não se deixavam cegar por individualismos de seita, o nosso património ficava todo por cá. Que o diga o Pantera Negra, que em boa hora foi obrigado a ficar no Benfica em vez de ir para o estrangeiro, para honrar as cores do Glorioso e dar alegrias aos seus mais de seis milhões de adeptos.

o herdeiro

5 Agosto, 2013
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Na ânsia de demonstrar que é o legítimo e único herdeiro de Rui Rio, Rui Moreira vai coleccionando na sua lista de candidatos velhas “glórias” do rioismo, como se isso conferisse uma especial virtude à sua candidatura. Isso servirá, contudo, apenas e só para ganhar algumas dúzias de votos, mas não se afasta da politiquice a que estamos, infelizmente, mais do que habituados. Ora, em vez de promover velhas relíquias do passado a números dois da sua lista, melhor faria Rui Moreira se nos dissesse exactamente ao que vem e o que quer fazer à cidade do Porto, se alguma vez for eleito seu Presidente. E se fosse acompanhado por uma equipa nova e competente, em vez de um álbum de velhas fotografias do passado, melhor seria.

A ler

5 Agosto, 2013

O acordão da Relação do Porto apenas chamou a atenção para a absurda legislação laboral em Portugal. Para saber mais ler: Nem só de loucuras de juízes vive o absurdo judicial  no Insurgente

 

O Crivelli é de todos

5 Agosto, 2013

Tentando perceber qual é exactamente o argumento do Pedro Picoito em relação à exportação de obras de arte, fiquei na dúvida. Se o critério é que cada obra de arte deve ficar no seu país, então o Crivelli deve ser devolvido a Itália. Se o critérios é a maximização de obras de arte em Portugal, então não se percebem os elogios à lei inglesa que dificulta a exportação de quadros de Inglaterra para Portugal. Se o critério é a função social do património, não se percebe porquê dificultar a exportação do Crivelli para França (por exemplo). Em França o Crivelli também desempenha uma função social. Se o critério é que o património também diz respeito ao povo, então porque impedir que o povo francês desfrute dele? Se a ideia é que o património cultural é propriedade colectiva, porquê limitar a propriedade aos habitantes de um país? Se é património colectivo, também é dos franceses.

O caos centralista

4 Agosto, 2013

Estamos no início de Agosto. Tenho um filho que passando para o 7º ano, tem de mudar de escola. Escolheu uma, mas teve de indicar obrigatoriamente 4 opções. Não sabe ainda em qual ficará colocado. Não pode encomendar livros e desconhece obviamente o horário. Qualquer planeamento é impossível. A escolha de escola é inexistente.

Numa escola da zona, a direcção escolar viu cortada pelo administração central mais de 20 turmas. A escola tinha capacidade para receber os alunos que desejam frequentá-la. A administração central arbitrariamente e sem qualquer fundamento resolveu que não, que tem de ir para outra qualquer, que não desejam. Ninguém, desde o simples porteiro ao director de agrupamento sabe os motivos de tal decisão. O ministério da educação também não sabe porque decidiu assim. Calhou…

A inquestionada PPP que o Estado nos impôs

4 Agosto, 2013

Famílias pagam este ano mais de 250 euros em manuais escolares

Mascarenhas

4 Agosto, 2013

O provedor do DN, Oscar Mascarenhas, teria uma excelente carreira como blogger, talvez no Câmara Corporativa, não fosse a exigência de anonimato destes uma barreira ao reconhecimento público.

À falta desta (eventual, quem sabe?) participação na carreira bloguística, resta ao provedor a dura tarefa de aproximar os artigos de opinião do jornal ao tom da blogosfera circa pós-Sócrates. O que é bom: durante muitos anos, alguns autores de blogues tentaram, com variados graus de sucesso, atingir a credibilidade dos artigos de opinião nos jornais. Com Oscar Mascarenhas o trabalho foi facilitado: reduzindo o mínimo múltiplo comum, qualquer blogger fraquinho, pode efectivamente equiparar-se a um colunista de jornal.

A redacção da vaquinha

3 Agosto, 2013

Na primeira página do Expresso a redacção da vaquinha adaptada aos tempos da Escola do Pensamento Mágico Pós de Perlimpimpim of Economics: “0s ministros, desta vez, não terão pela frente o implacável Vítor Gaspar, e o princípio da austeridade a todo o custo deverá estar mais esbatido, tendo em conta as promessas sobre o novo ciclo económico, virado para o relançamento da economia.”

 

mais notícias boas

3 Agosto, 2013
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ó catarina, será que também mentiste?

3 Agosto, 2013
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Boas notícias!

Rasguem, rasguem todos

3 Agosto, 2013

Não simpatizo com João Jardim. Considero tontas muitas das declarações e penso na Madeira como uma extensão do socialismo de cacique, que sempre assolou o continente, mas em escala mais espectacular. Porém, hoje em dia, o que mais falta faz neste país é gente a rasgar jornais.

Nota: deve ser lido com um grão de sal.

3 Agosto, 2013

Os palestinianos têm a televisão do Hamas

Os venezuelanos têm coisas como esta

 

Nós temos esta versão da Carbonária-Formiga BrancaPoiares Maduro e Lomba são tão-somente o fascismo a bater-nos ao de leve à porta

swap, swap, swap

3 Agosto, 2013
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Estou absolutamente farto desta polémicazinha sobre se a ministra Albuquerque mentiu ou não mentiu sobre se tinha ou não conhecimento da existência dos swaps. Por princípio, os políticos são mentirosos profissionais (há, até, aquela coisa do “segredo de estado”, que atribui valor “moral” à mentira de quem governa), todos nos passam a vida a enganar e a dar o dito por não dito, pelo que me é irrelevante saber se a senhora sabia ou deixava de saber. O que já considero verdadeiramente extraordinário é que ninguém se preocupe em averiguar quem foram os gestores públicos e os ministros que andaram a jogar no casino com o nosso dinheiro. Isso é que me interessava saber. O resto é conversa e conversa de quem não pretende ir ao fundo do problema.

A ler

2 Agosto, 2013

Um líder fraco, José António Saraiva

A espiral da dívida pública Francisco Sarsfield Cabral

O ministro que não era

2 Agosto, 2013

Alvaro Santos Pereira, como estrangeirado que era, aterrou no governo e  sentiu-se perdido. Achou que podia tentar alguma coisa, sem conhecer o terreno. Andou aos papeis meses e meses.

Quando o seu secretário de Estado da Energia, farto de ver o seu trabalho boicotado no interior do próprio governo bateu com a porta, o champanhe jorrou na administração da eletrica nacional. Santos Pereira deixou nesse momento de ser ministro. Mas nem na hora da verdade soube agir. Aceitou,  agachou-se, calou, tal era a sua vontade de ser aceite. Desde então passou a ter boa imprensa. Puseram-lhe o braço pelos ombros e disseram-lhe, «você portou-se bem, deixou-o cair, pois era o que merecia. Andava perdido, mas agora encontrou o caminho. Veja, é por aqui que vamos. Juntos». E finalmente deixaram-no lançar as suas medidinhas em paz.

Na primeira oportunidade correram com ele, pois era completamente descartável. O seu poderzinho era tão minúsculo que só conseguiu deitar atabalhadoamente mão a uma vingançazinha em cima da hora: o contrato de contrapartidas dos submarinos. Coisa que de imediato foi neutralizada com uma nova «avaliação da situação»….

Pires de Lima é todo o inverso do seu antecessor. O típico ministro do regime. Sabe quem tem de respeitar, a quem tem de agradar, mas também a quem pode ignorar ou mesmo pisar um bocadinho os calos para dar imagem de autoridade, Sabe que medidas lançar para mostrar «iniciativa» e retirar capital político. Não mudando nada de essencial, terá sempre boa imprensa,

da relevância política do chilique

2 Agosto, 2013
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Da próxima vez que os delicados nervos do Dr. Paulo Portas o ponham à beira de um chilique, será recomendável que pense duas vezes.

o bordel do regime

2 Agosto, 2013
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Foram lá todos.

Olhos que partem tristes

2 Agosto, 2013

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Estará este senhor a lamentar-se ter ficado sem os olhos? Os olhos vão partir e ele fica? Terá olhos com personalidade que ficam tristes? Partirão os olhos deste senhor no lugar da senhora em causa? Para onde vão os olhos?

Será que Larry Summers é um machista por não culpar a sociedade pela subrepresentação das mulheres na ciência e engenharia? O jornalista percebeu qual era a tese de Larry Summers sobre o tema?

Os juízes da Relação do Porto acham mesmo que o álcool melhora a produtividade, ou estarão a defender uma tese mais subtil? Serão eles uns básicos, ou estarão a ser subestimados? A jornalista percebeu a função das frases citadas no texto em questão?

O que nos leva a outra questão: sendo os jornalistas profissionais da escrita, porque é que tão frequentemente mostram que não têm muito jeito para interpretar textos um bocadinhos mais rebuscados?

direito ao trabalho

2 Agosto, 2013
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Um investidor determina o destino do seu dinheiro apenas em função das leis laborais de um país? Certamente que não. Ele leva em conta múltiplos factores, mas se for empresário e se o seu dinheiro disponível para investimento estiver destinado à criação de uma empresa, não deixará de as ter em conta. No mais, qualquer investidor ou empresário quer apostar o seu dinheiro minimizando os riscos da aplicação e maximizando os seus lucros possíveis e previsíveis, obviamente, dentro de um grau de incerteza quanto ao futuro, que nunca poderá eliminar. Em qualquer acção humana, o comportamento dos agentes não costuma afastar-se muito deste padrão médio: riscos calculados e minimizados, objectivos possíveis maximizados.

No caso do investimento estrangeiro para a criação de empresas, levam-se em conta um conjunto de factores que visam aquelas duas finalidades, precisamente reduzir riscos e maximizar objectivos. Entre outros, a estabilidade política, a segurança das pessoas e da sua propriedade, o desenvolvimento económico, os níveis de fiscalidade e estabilidade fiscal, as condições de implementação do negócio, segurança bancária, facilidade de circulação de capitais dentro e para fora do país, status da burocracia e sua rigidez, qualidade, independência e velocidade da justiça, níveis de corrupção, etc. Neste contexto, a legislação laboral – a facilidade ou a dificuldade com que um empresário poderá gerir os seus recursos humanos – é um factor de extrema importância para uma decisão de investimento, sobretudo se ela for draconianamente desfavorável a quem está disposto a investir.

Qualquer investidor, nacional ou estrangeiro, com capital disponível, só pensará em Portugal se não tiver alternativas ou escala que lhe permitam arriscar num país que o trate melhor. Os riscos de qualquer negócio são, aqui, demasiadamente elevados, e, entre eles, os riscos trabalhistas são factor predominante. Os nossos são ainda muito elevados, e foram em boa medida responsáveis pela perda de investimento de muitas empresas estrangeiras e mesmo nacionais. Quem disser ou pensar o contrário desconhece, em absoluto, a realidade, ou faz de conta que a não conhece, por conveniência pessoal, política ou ambas.

Mas como é isto possível, se Portugal tem sido, ao longo das últimas décadas, um estado proteccionista da economia e do «trabalho», o que significa, na visão marxista da luta de classes que adoptámos, defender os trabalhadores assalariados da exploração dos seus patrões? Os objectivos dessas políticas, traduzidas em abundante legislação, são, teoricamente, garantir o trabalho, e melhorar das condições do trabalho e do trabalhador, oferecendo-lhe garantias e direitos que limitam os poderes do «patrão», presumindo que numa normal relação de trabalho não prevalece o princípio da cooperação entre as partes, que permitirá que trabalhadores e empresários progridam (ou recuem) em conjunto, mas sim uma relação de conflito e de exploração. Com esse espírito, a legislação portuguesa tem vindo a consagrar, de há muito, uma panóplia de férreas regras económicas proteccionistas do trabalhador, desde logo o utópico «direito ao trabalho», como se este não fosse gerado no mercado, mas na Assembleia da República ou nas Centrais Sindicais. Os resultados de tais políticas foram, como está hoje bem à vista de todos, precisamente os inversos dos pretendidos.

Na verdade, o proteccionismo infantiliza as pessoas e as sociedades. O proteccionismo legalista e estatista dos trabalhadores contra os patrões, enfraqueceu as empresas e aumentou exponencialmente o risco de investimento em Portugal. Ainda agora, após a falência do modelo proteccionista, o país continua a exigir, não se sabe bem a quem (a governos falidos, a empresários inexistentes?) «direito ao trabalho». Mas de que vale impor ou exigir direitos, se eles não são exequíveis? De que nos serve afirmar na Constituição que todos temos direito ao trabalho, se não existirem empresas que o ofereçam? Em vez de exigirem «direito ao trabalho» e a protecção daquilo que já quase não existe, os portugueses deveriam exigir aos seus governos o direito à criação de trabalho. Por outras palavras, o direito à livre empresa e à liberdade contratual.

3 pontos

2 Agosto, 2013
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Segundo a sondagem DN/JN/RTP/Antena 1, faltam 3 pontos percentuais para os socialistas perceberem que os delírios da ala socrática não são alternativa viável ao onirismo simplista da ala Seguro.

Falta a ala do PS que reconhece o memorando (que assinaram) e cuja oposição seria a insistência na inabilidade do actual governo em cortar despesa como deve ser. A ala que diria que austeridade não é só para alguns, teria que ser sobretudo para quem gera a despesa excessiva. Esta seria a ala que teria a maioria absoluta. Onde andam?

pensem nisso

2 Agosto, 2013
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32% de intenções de voto no PSD, que fica apenas a 3% do PS, após a pior crise que o governo conheceu, com recessão económica séria, desemprego elevadíssimo, agitação social e impostos absurdos, só podem significar que, se o ambiente económico melhorar, ainda que ligeiramente, nos próximos dois anos, o PS perderá as legislativas de 2015. Os socialistas que pensem nisso e façam um esforço para entender as razões destes números. Depois das eleições autárquicas já será tarde.

Se o PS tivesse assinado o acordo

1 Agosto, 2013

esta sondagem seria muito diferente. Provavelmente o PS estaria nos 40%. De cada vez que a bancada parlamentar do PS alinha com o BE abre-se uma garrafa de champanhe na sede dos laranjas.

venha investir em portugal!

1 Agosto, 2013
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O principal problema revelado pela decisão aqui comentada do Tribunal da Relação do Porto, que manda reintegrar numa empresa um trabalhador que exercia o seu ofício sob embriaguez, não está tanto no absurdo da coisa, até porque cheios de decisões absurdas estão os nossos tribunais, mas no que ela significa para a economia do país. E o significado é somente este: em Portugal, uma empresa não consegue despedir um trabalhador, nem mesmo se ele se apresentar alcoolizado no trabalho.

Agora vão lá convencer investidores estrangeiros a investir em Portugal, quando, por exemplo, com a mesma língua e vantagens de mercado muito superiores, o podem fazer no Brasil, onde um trabalhador é despedido com uma simples conversa, sem necessidade de demonstração de justa causa, tão-pouco de processo disciplinar.

Os portugueses querem emprego e emprego bem remunerado, mas ainda não perceberam por que razão os têm cada vez menos.

Para mim faz todo o sentido

1 Agosto, 2013

O Tribunal da Relação do Porto decidiu equiparar o condutor do camião do lixo de Oliveira de Azeméis a um detentor de cargo político. Assim se justifica a consideração sobre o estado do trabalhador, como não estando “aos tombos e aos pontapés aos resíduos, murmurando palavras em língua incompreensível“, como se conduzir um camião do lixo embriagado seja comparável a outras situações não causadoras de dano, tais como permitir a construção de 10 estádios ou denominar “sem custos para o utilizador” as concessões das auto-estradas mais caras do país.

A utilização abusiva de dinheiro dos contribuintes por um político, tal como o álcool para um condutor de pesados, permite melhorar a produtividade.

um estado com direito (2)

1 Agosto, 2013
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«Com os copos tudo é mais fácil» foi, por outras palavras, o sentido dos «fundamentos» do Tribunal da Relação do Porto, ao condenar uma empresa a reintegrar um trabalhador que ia frequentemente bêbado para o trabalho. É o reino da mais absoluta bandalheira, que envergonharia o Burundi, mas parece não envergonhar Portugal. Esperemos que os eminentes Desembargadores mantenham a opinião se este, ou qualquer outro «trabalhador», alguma vez vier a passar-lhes por cima de carro, com uns graus a mais de álcool no sangue. É que, segundo muitas e bem fundadas opiniões, os copos também libertam os condutores e melhoram a condução. Para além de que, dirigir em certas estradas e circunstâncias também não é «muito agradável», tal e qual o trabalho que o alegre trabalhador tem de desempenhar, segundo a douta opinião dos magistrados.

Não existe pecado ao sul do Equador

1 Agosto, 2013

Brasil cita risco de calote e nega apoio a novo auxílio do FMI à Grécia

 «Onze países da América Latina se recusaram a apoiar a decisão do Fundo Monetário Internacional nesta semana de continuar financiando a Grécia, citando riscos de não pagamento, e o FMI informou que Atenas pode precisar de um alívio da dívida mais rápido por parte da Europa. A abstenção dos países do América Latina em relação à decisão do FMI foi revelada pelo representante brasileiro em um comunicado público incomum nesta quarta-feira, destacando a frustração crescente nas nações emergentes com a política do Fundo de resgatar os países europeus endividados.»

O mundo mudou e há quem não o tenha percebido. Vão acabar a mendigar aos novos senhores lembrando-lhes que são todos de esquerda e que denunciaram todos o capitalismo. Vão voltar de mãos vazias e humilhados porque os senhores da nova ordem têm mais com que se preocupar, não têm complexos de culpa e sobretudo têm a arrogância dos jovens.

Os crispados

1 Agosto, 2013

Agora estamos na problemática da crispação. O problema é a crispação. Tenho muita pena mas a crispação em política não é um problema. É uma táctica. E em Portugal tem sido usada com mestria sobretudo pela esquerda radical. Se lerem jornais de 75, 76, 77… encontrarão inevitavelmente Soares crispado, Sá Carneiro crispadíssimo, a direita do CDS provocando crispação… Naturalmente nunca encontram Cunhal crispado. Nem sequer Arnaldo de Matos.

O que temos neste momento é muito simples: o PS radicalizou à esquerda. Não é uma questão ideológica. O que está em causa é a sobrevivência de Sócrates e da sua tropa que por razões conjunturais se aliaram a Soares, Alegre e contam com a anuência de Costa cuja estratégia tem sido precisamente anuir com todos sem se comprometer com nenhum. Incapaz de fazer frente a esta gente Seguro rompeu as negociações para o acordo e pôs o PS de braço dado com o BE e o PCP o que naturalmente implica uma radicalização da sua linguagem  e uma total ausência de cabimento nas suas propostas. Não há nisto crispação alguma mas sim uma radicalização. Não creio que seja uma aposta ganhadora para o PS e muito menos para Seguro mas é uma aposta legítima. Agora poupem-me ao discurso da crispação. Estamos sim perante a radicalização de um partido do centro.  O nosso problema não é a falta de diálogo por causa da crispação mas sim que um partido fundamental para a democracia tenha optado por radicalizar mesmo que circunstancialmente.

“papalogia”

1 Agosto, 2013
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«mikhail no vaticano?», no Portugal Contemporâneo.

Flat Earth Society

31 Julho, 2013

Eu não percebo nada de barcos, confundo bombordo com estibordo e popa com proa. Também não percebo nada de economia, aliás, nem uma conta de dividir sei fazer. Mas sei olhar para um mapa: Sines, a terra do meu velho, está em linha recta com o Canal do Panamá; (Henrique Raposo)