Saltar para o conteúdo

Mais notícias do panóptico

31 Julho, 2013

Só hoje tivemos isto, mais isto e agora o cão Zico que passa a Mandela tornando-se um símbolo da liberdade no dizer de uma humana que dirige uma associação chamada Animal.

 

um estado com direito

31 Julho, 2013
by

Uma decisão provisória do Tribunal Constitucional, conhecida a menos de dois meses do dia das eleições, permite a candidatura, também ela provisória, do Dr. Seara à municipalidade lisboeta. O Dr. Seara ficou feliz, embora resmungue umas coisas sobre a desvantagem em que se encontra nas sondagens, e a Dra. Teresa Coelho, o seu número dois na lista, rejubilou. Todavia, se algum Conselheiro do eminente Tribunal resolver sair da letargia habitual da classe e, quem sabe, interromper as férias (caso isso seja legalmente admissível) para apreciar a substância do problema, o Dr. Seara poderá muito bem ficar, a dois três dias de eleições, com a candidatura inviabilizada, como bem assinalou o Sr. Pedro Pereira Pinto, do insuspeito Movimento Revolução Branca. Isto, obviamente, se o distinto Tribunal não decidir pronunciar-se lá pelos idos de Março, com Seara eleito presidente ou vereador, ficando, então, sem se saber o destino dos eleitos e dos órgãos municipais a que se candidataram “provisoriamente”. Por outro lado, ignora-se ainda se esta decisão beneficiará, ou não, as candidaturas de Menezes e dos outros candidatos em iguais circunstâncias, e se estes podem, a partir de hoje, ser também candidatos provisórios nas próximas eleições autárquicas. São coisas como estas que garantem a segurança jurídica da República, e que fazem de Portugal não um estado de direito, mas um estado com direito. Uma beleza!

agora é tarde

31 Julho, 2013
by

Comentário mesquinho e desnecessário de Rui Rio, que escusava de nos dizer o óbvio, isto é, que jamais votaria no seu velho ódio de estimação, Luis Filipe Menezes, para o substituir numa cadeira que ocupou, com brilho muito discutível, durante doze anos. O comentário vem, de resto, numa altura em que Rio parece ter desistido, de vez, de se candidatar ao lugar de Monti português, agora que Passos e Portas parecem ter voltado a entender-se, pelo menos para levarem o governo até ao final da legislatura. A partir de Setembro deste ano, Rio ficará sem nada para fazer na política, a não ser assistir ao desfile de personagens de que não gosta em lugares que foram ou poderiam ter sido seus. Contudo, só pode queixar-se de si próprio, por não ter tido a coragem suficiente de avançar quando teve essa oportunidade. Agora é tarde.

Alegria no trabalho

31 Julho, 2013

«Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos».(*)

Assim disseram os desembargadores Eduardo Petersen Silva, Frias Rodrigues e Paula Ferreira Roberto, sobre uns trabalhadores camarários que estavam alcoolizados.

Estranho? Não. Afinal provavelmente também sobre eles não recai «nenhuma exigência especial que faça com que o trabalho não possa ser realizado com o trabalhador a pensar no que quiser, com ar mais satisfeito ou carrancudo, mais lúcido ou, pelo contrário, um pouco tonto”.

Isto não costuma chamar-se discriminação?

31 Julho, 2013

Dans l’Aude, une maison de retraites pour homosexuels

Pessoalmente acho que uma empresa pode restringir o universo dos  seus clientes mas tenho a certeza que se a discriminação fosse ao contrário teríamos escândalo.

que se lixe!

31 Julho, 2013
by

Este excelente artigo de João Miguel Tavares demonstra o estado miserável em que se encontra o actual Partido Socialista, a fazer de tontos dez milhões de portugueses que padecem pelo estado em que o país se encontra, no qual este partido tem especiais e graves responsabilidades. E não é somente pela péssima “liderança” de António José Seguro, que produz inanidades diárias sobre o sofrimento das pessoas, mas também e sobretudo, pelo facto de não haver por lá ninguém que ponha cobro a esta situação e que fale aos portugueses com a seriedade que eles merecem, numa altura de grave crise nacional. Infelizmente, andam todos a fazer contas à vida, a medir influências pessoais e tribais, e à espera dos resultados das autárquicas, para verem se Seguro passa ou não no eleitorado. Quanto ao país, que se lixe!

Estava informada

31 Julho, 2013

Ontem alguns jornais estavam escandalizados com o facto de Maria Luís Albuquerque ter estado bem informada sobre os swaps. Mas não é motivo para escândalo. O dever dela era informar-se e estar informada. Razão para escândalo é ela ter-se informado pelos seus próprios meios porque o anterior governo aparentemente pouco  sabia sobre o assunto.

Responsabilidade pela dívida das empresas públicas

31 Julho, 2013

As empresas de transportes são veículos de dívida pública. As empresas estão falidas e permanecem falidas para se evitar o reconhecimento das suas dívidas como dívida pública. Fazer swaps numa destas empresas não é um mero acto de gestão da empresa, é um acto de gestão da dívida pública. A ideia de que o ministério das finanças não tem que saber desta dívida que representa uns 20% do PIB, e dos swaps associados, é absurda.

a evitar

31 Julho, 2013
by

Embora não seja admirador da espécie do jornalista português, reconheço que quem os chama para prestar esclarecimentos deve submeter-se, sem reservas, ao que eles pretendam saber, por mais incómodas que sejam as perguntas. Por isso mesmo, Pedro Lomba e os seus colegas de governo que se meteram nesta brincadeira dos briefings diários com a comunicação social, não devem, nesses mesmos briefings onde é suposto esclarecer a opinião pública através das perguntas dos jornalistas, insistir em dizer-lhes que não vão responder às perguntas que lhes são dirigidas. No caso dos swaps, sobre o qual inevitavelmente incidia o briefing de hoje, se Lomba considera que «os esclarecimentos prestados pela ministra foram cabais e esclarecedores», por que razão chamou os jornalistas? Este género de conferências de imprensa à medida dos interesses dos conferencistas arrisca-se a expor o governo ao ridículo, e a transformar pessoas com curriculum profissional de excelência, como é o caso de Pedro Lomba, em vulgares apparatchiks saídos das jotas. A evitar, se possível.

o futuro da rtp

31 Julho, 2013
by

É, tal como no passado, continuar a sacar dinheiro ao contribuinte. Não há necessidade de constituir grupos de trabalho informal para se saber isso, Dr. Maduro. Está visto que você é muito novo nestas andanças.

Dois detalhes sobre swaps

31 Julho, 2013

Vitor Gaspar explicou ontem para quem quis ouvir que os swaps foram usados pelo anterior governo para esconder dívida.

Rui Rio foi administrador da Metro do Porto enquanto representante de um dos principais accionistas. A Metro do Porto foi das empresas que mais abusou dos swaps.

Espantoso não é?

31 Julho, 2013

“Não estamos a fazer mal a ninguém” respondeu o membro de um grupo que estava a fazer grafittis numas ruas do Algarve,

Alguém se lembra da audição parlamentar por causa da arca de Pessoa?

31 Julho, 2013

PESSOA E UM LEILÃO ATRIBULADO

Leilão de Pessoa decorre hoje. Espólio vale mais de 400 mil euros

Obs. Ter em conta que estávamos em Novembro de 2008 logo o próprio leilão era uma performance da heteronímia pessoana em que se cruzavam o lado futurista de Álvaro de Campos com a melancolia fatalista de RIcardo Reis.

Espírito monárquico

31 Julho, 2013
by

EspírMonNinguém em Portugal deve ter um espírito tão monárquico como Mário Soares. Ninguém como ele terá tanta vontade de abjurar o sistema republicano, que lhe veda a indicação do sucessor. Por todos os que lhe sucederam nutre despeito ou mesmo ódio, ao ponto de os considerar usurpadores de lugares que por direito dinástico, quiçá divino, lhe pertencem. Tudo indica que Rui Rio lhe seguirá as pisadas.

O delírio centralista

30 Julho, 2013

«O despacho enviado às escolas na última sexta-feira pela Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGESTE), e que desenha a nova rede escolar para o ano lectivo 2013-2014.…»(*)

Assim não dá. Pretender insistir numa estrutura gigantesca, nacional, para organizar as escolas de forma uniforme dá nisto. O caos.

A «passada sexta-feira» foi dia 26 de Julho. É nesta altura que querem «desenhar a nova rede escolar» ? Só podem estar a brincar. É por essas também que nesta altura as familias não tem sequer os horários das aulas. Nem sabem em que dia começam as aulas. E que estas nunca arrancarão antes do meio de mês de Setembro. Qualquer outra organização que tivesse um planeamento tão caótico e que defrauda dessa forma os seus clientes estaria condenada ao imediato fracasso e debandada dos seus consumidores. Infelizmente este, na sua esmagadora maioria, não pode escolher outro fornecedor.

Mas porque raio não são as escolas geridas pelas autarquias, com a respectiva contratação local de professores, gestão de funcionários, oferta escolar e curriculos? O escrutíno seria bem mais próximo e eficiente. Porque se insiste em planeamento central, nacional e estupidamente burocrático e ineficiente? Libertem-se disso!

Coisa linda

30 Julho, 2013

era o Francisco José Viegas ter feito um contrato swap para viabilizar o empréstimo que lhe permitiria comprar o Crivelli. Ou uma PPP.  Depois mandava este papelinho para a AR.  

A Frente Popular e a cultura patriótica

30 Julho, 2013

Onde andariam aquelas almas que agora rasgam as vestes por causa do quadro de Crivelli – já se fala em caso Crivelli – quando em 2005 o então governo  optou pornão comprar a  colecção Champalimaud?  Alguém se lembra da ministra da época ter sido questionada sobre o património que ia sair de Portugal? Assim por junto o então Ministério da Cultura autorizou a saída de 200 peças entre as quais se contavam  dois Canaletto além de obras de Fragonard, Guardi, Boucher… O PÚBLICO fazia títulos como “Saída da Colecção Champalimaud não é “escândalo”, mas deixa “mágoa” entre especialistas”. E até se concluía que o gosto de Champalimaud era  “estandardizado”. Agora um Crivelli dá audição parlamentar.  Francamente o Francisco José Viegas devia ter explicado que deliberou como deliberou porque o Crivelli corresponde a um gosto estandardizado, apetecível para um público que vê a arte como um investimento e não como uma aposta na criação de criadores e na formação de públicos . Em seguida evocava três grandes projectos estruturantes desta aposta: África.cont, um centro de arte africana contemporânea em Lisboa;  o pólo ibérico do Hermitage e o Museu do Mar da Língua Portuguesa  

$T2eC16N,!zcE9s4g0-S!BRL3eOhpvw~~60_3

A ler e ouvir

30 Julho, 2013

Abusar de Sá Carneiro Margarida Bentes Penedo

Quer mais erros, mais impostos ou mudar o Estado? – Bruno Proença

João Cantigas Esteves sobre swaps

Dicionário político

30 Julho, 2013

Hoje no DE: O que é o “Peso político”?  

Não está mal

29 Julho, 2013
tags:

O anti-clímax da oposição, com a irresponsabilidade permanente de quem nem quer saber se o país está sob resgate, gerou uma ausência de notícias deixando apenas o tontismo crónico. Uma excelente oportunidade para governar – se ainda possível – graças à inabilidade estratégica além do eleitoralismo vazio da oposição socialista, a que permite dispersão da contestação sem alternativa pelas praias do país.

O que o país precisa parece ser férias permanentes de Prós e Contras e similares.

Contradições dos moralistas

29 Julho, 2013
by

O BE deve ser, de longe, o partido com maior rotação de deputados. Facto que denota uma enorme falta de respeito pelos mandatos. Cometida de forma recorrente por quem está sempre na 1ª fila das “pregações moralistas”.

Leituras:

29 Julho, 2013

«U.S. House Backs Obama’s Drone Strikes, NSA Spying». There’s no CHANGE…

Hooliganismo

28 Julho, 2013

Os que criticam campanhas eleitorais por prometerem a irrealidade são os mesmos que abraçam campanhas eleitorais de irrealidade do outro clube.

A diferença fundamental está em quem melhor lida com os guardiões da sagrada constituição socialista.

PS – eleições mais tarde mas com mais votos.

28 Julho, 2013
by

As ocorrências políticas de Julho 2013 colocaram o PS diante de um dilema. Convocado para encontros com PSD e CDS, as alternativas que se colocavam ao PS eram, na essência, duas: Ler mais…

o rei dos sound bites

27 Julho, 2013
by

Do mais palavroso político português dos últimos anos, cuja vida profissional tem sido pouco mais do que conversa, eventualmente só ultrapassado em quantidade de sound bites pelo seu antecessor e mentor que ficou conhecido para a estória pelo nome de «Picareta Falante», saiu esta verdadeira pérola de retórica: «Eu considero que o nosso país precisa menos de palavras e mais de acção». Que tal começar por si próprio e dar-nos algum sossego aos ouvidos?

Mintam que a gente gosta

27 Julho, 2013

Tal como a maioria dos portugueses, Mário Soares está desiludido com António José Seguro. Porém, o problema para Soares parece ser oposto ao dos portugueses: enquanto estes acham que Seguro não poderá cumprir o que promete, Soares gostaria que Seguro prometesse mais do que o que poderia cumprir.

o busílis

27 Julho, 2013
by

Dois anos e inúmeros aumentos de impostos depois, o primeiro-ministro português mais liberal de sempre reconhece que a excessiva carga fiscal que incide sobre os portugueses e as suas empresas está a matar a economia e, por arrasto, as próprias finanças públicas. O Dr. Xavier, que a propósito da reforma do IRC lhe deve ter explicado isto, poderia ter tido esse trabalho mais cedo. Não escaparíamos, à mesma, à actual carga fiscal, mas sempre teríamos um primeiro-ministro mais esclarecido e sabedor.

monty… python?…

27 Julho, 2013
by

Silva Peneda, o eterno Monti português não consumado, sugere que os negociadores portugueses enfrentem a troika com abaixo-assinados de exigências. Diz ele: «Eu, se fosse negociar com a troika, gostaria muito de levar debaixo do braço um documento assinado com todos os parceiros sociais como um instrumento de pressão». Uma pena este homem não ter chegado a chefe do governo! O Dr. Soares é que tinha razão.

Vida (assim tão) nova?*

27 Julho, 2013
by

(Já agora, ainda a respeito disto, observado pelo Rui A.)

Novo Governo (na prática), vida nova. Será isto que muita gente espera. A esperança de que essa vida nova signifique qualquer coisa de positivo, de animador, depois de dois anos de exaustão económica e social (já não é só “fadiga” fiscal!). Dois anos de dificuldades que excederam aquilo que a generalidade das pessoas previa. De forma pouco avisada! Bastaria ter-se atentado em alguns exemplos históricos de intervenções do FMI noutros Estados (connosco, agora, por acaso é do FMI, em formato de “troika”, com as Instituições da UE). Recorde-se, por exemplo, o já relativamente longínquo resgate da Argentina e o estado em que, ainda hoje, os argentinos se encontram. Na realidade, aquela esperança de vida nova pode ser equívoca. Simplesmente porque a nossa margem de autonomia política e financeira é, praticamente, inexistente. Poderão, igualmente, ser equívocas certas propostas políticas que se vão ouvindo, fazendo lembrar o velho adágio “em casa onde não há pão, todos ralham sem razão”. Quem invoca a necessidade de se renegociar os termos do memorando de entendimento (sem mais e sem dizer como) esquece-se de que essa renegociação depende da vontade de terceiros que, no caso (pormenor!) são simplesmente os nossos credores. Depois, no quadro da União, não há revoluções, nem murros na mesa; há, outrossim, evoluções.

Ler mais…

Idoneidade

26 Julho, 2013

Carlos Zorrinho, líder da bancada parlamentar do PS, exige a demissão da ministra Maria Luís Albuquerque. Segundo o próprio, “isto configura uma manifesta falta de idoneidade para assumir com autoridade e credibilidade as responsabilidades de ministra de Estado e das Finanças“.

Outras narrativas Google sobre o PS e faltas de idoneidade.

Um pequeno progresso em 2 anos

26 Julho, 2013

2011: PS quer mais «taxação sobre rendimentos de capital»

O secretário-geral do PS, António José Seguro, pediu hoje à bancada que estude e apresente «novas formas de taxação sobre rendimentos de capital», declarando-se o partido «favorável a qualquer iniciativa» que diminua as diferenças entre ricos e pobres, noticia a Lusa.

2013:
Seguro acusa Governo de ter “acordado” tarde para a reforma do IRC

O secretário-geral do PS acusou o Governo de ter “acordado” tarde para a reforma do código do IRC, que “já devia ter sido feita”, porque para “captar” investimento o país precisa de um “quadro fiscal previsível”.

um ministério sexy

26 Julho, 2013
by

Pires de Lima quer atrair. Mas não lhe bastará encher a septuagenária de botox. Vai ser necessário muito mais do que isso.

O novo ódio da nomenclatura

26 Julho, 2013

MLAMaria Luís Albuquerque é o novo ódio de estimação da nossa nomenclatura. Percepcionam correctamente que ela é o principal obstáculo entre eles e a despesa pública. O episódio de ontem dos emails sobre os swaps é revelador. Maria Luís Albuquerque tinha dito que nenhuma informação relevante sobre SWAPS tinha sido passada na transição de pastas. Surgem agora estes emails, que a própria Maria Luís Albuquerque pediu depois da transição de pastas, para provar que a informação foi passada na transição de pastas e que Maria Luís Albuquerque mentiu. A forma instintiva como a nomenclatura se coordena espontaneamente para perseguir quem se lhes opõe é fascinante. É também interessante ver quem faz de idiota útil e vai atrás.

E a equidade? E a discriminação?

25 Julho, 2013

Aconselho aos fiscais da equidade que façam da  Bulgária a sua causa.

Esta semana o parlamento búlgaro foi cercado. Deputados e membros do governo acabaram a ser retirados com algumas dificuldades. Este ano Bulgária já vai no segundo ciclo de indignação de rua. O primeiro como conseguiu fazer cair um governo de direita ainda teve um bocadinho de cobertura mediática. Mas agora que o governo é socialista a rua búlgara ainda interessa menos.

Mas em nome da equidade a Bulgária merece um tudo nada mais de atenção. Pelo menos ao nível da atenção votada a qualquer cena de pedrada em Gaza. Até porque a Bulgária parece estar para aderir ao método Tahir: por voto escolhe-se um governo que logo se faz cair na rua, sendo este substituído por outro que logo anuncia mais eleições…

Como é possível?

25 Julho, 2013

Como é possível que numa linha nova, com comboios recentes e sistemas de controlo e limitação de velocidade remotos, se circule a 190 km/h numa zona limitada a 80 km/h?

Sincero respeito às famílias das vítimas.

Guerra entre gerações

24 Julho, 2013

O Papa Francisco está no Brasil para falar da juventude. Esse foi o tema da coluna de Miriam Leitão hoje no GLOBO. Os jovens sofrem com a falta de um futuro promissor como nunca antes visto. Há o problema cultural, de degradação de valores, e há os riscos de violência. Sem falar da questão gravíssima do desemprego. Esse foi, aliás, o foco do artigo da colunista. Curiosamente, ela não cita o welfare state uma única vez. Vamos aos fatos:

O desemprego de jovens chega ao ponto calamitoso de 54% na Espanha. Na Grécia, quase 60%, em Portugal, 42%. A média da Europa supera 20%. Fora dessa devastação, só a Alemanha, com 7%, um número melhor do que o do Brasil, que, em maio, registrou 13,6% de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos. A taxa geral do país foi 5,8%.

Leia mais aqui.

O mau exemplo que vem de cima

24 Julho, 2013

A 29 de Maio, Balbino Caldeira mandou a carta que segue abaixo à AR. Até agora não obteve resposta

«Exma. Senhora
Presidente da Assembleia da República
Dra. Maria da Assunção Esteves

Assunto: Faltas de deputados à sessão parlamentar de 17-5-2013

Solicito informação sobre qual a missão parlamentar específica e concreta em que estiveram cada um dos seguintes deputados no dia 17 de maio de 2013 (que justificaram a falta à sessão desse dia com «Ausência em Missão Parlamentar» – http://www.parlamento.pt/DeputadoGP/Paginas/DetalheReuniaoPlenaria.aspx?BID=68810):

1. Bruno Vitorino (PSD)
2. Carlos Páscoa Gonçalves (PSD)
3. Correia de Jesus (PSD)
4. Eduardo Teixeira (PSD)
5. Fernando Marques (PSD)
6. Joaquim Ponte (PSD)
7. Luís Pedro Pimentel (PSD)
8. Luís Vales (PSD)
9. Maurício Marques (PSD)
10. Ferro Rodrigues (PS)
11. José Lello (PS)
12. Miranda Calha (PS)
13. Mota Andrade (PS)
14. Vitalino Canas (PS)
15. Manuel Isaac (CDS-PP)

Com os melhores cumprimentos,
António Manuel Balbino Caldeira»

Cromos para a troca

24 Julho, 2013

O concurso da FENPROF é um clássico. Mas este tabaco vendido em qualquer lado deste mundo ocidental também tem o seu glamour

10154098_OY0n9 (1)

O ultraneoliberalismo a prejudicar o verdadeiro ensino

24 Julho, 2013
tags: ,

fenprof-cuba

É com profundo lamento que verifico terem passado 4 anos sem a realização de novas edições do concurso Cuba, quero conhecer-te melhor. Sendo uma excelente iniciativa para que professores da Fenprof possam reafirmar “como se forja a dignidade de um povo” (para além do que já vão fazendo), o exemplo cubano – por oposição ao caso de insucesso português – incentivaria estudantes a reafirmarem a luta que os une a docentes, famílias e Inês do Bloco em defesa da escola pública, nomeadamente pelo fim (consagrado constitucionalmente) de latifúndios curriculares.

Sem o concurso, os nossos jovens dos 5 aos 18 anos perdem oportunidade para aprenderem sobre os “5 heróis (jovens lutadores anti-terroristas, prisioneiros nos EUA hoje)“, uma lacuna infelizmente não colmatada pelos programas ultraneoliberais-centralizados-socializantes-latifundiários do Ministério da Educação.

Mais uma clara demonstração do ultraneoliberalismo a prejudicar a oportunidade de férias pagas por cubanos em Cuba.

ideias para o crescimento

23 Julho, 2013
by

O governo português continua teimosamente a insistir em políticas recessivas de austeridade, rejeitando as políticas de crescimento económico que lhe têm sido aconselhadas pela oposição, por eminentes economistas portugueses e estrangeiros, pelas centrais sindicais, por ilustres membros da prelatura lusitana da Igreja Católica, sobretudo pelo seu Bispo Castrense D. Januário Torgal Ferreira, por Tozé Seguro, pelo Presidente da República actual e pelos Presidentes da República pretéritos Mário Soares e Jorge Sampaio, e pelo Doutor Artur Baptista da Silva, conselheiro não ratificado da ONU.

Tamanha cegueira só pode encontrar justificação na falta de cultura dos membros do governo e numa imensa falta de imaginação para criarem as políticas de crescimento económico de que todos falam. Ou, então, num profundo masoquismo político, que se satisfaz em maltratar o povo e em perder votos e eleições, coisa incomum na política, a merecer estudo psicanalítico.

Para suprir essa lacuna governamental e pôr o país no caminho que ele merece, deixamos aqui algumas sugestões de políticas económicas para o crescimento. Embora estas ideias sejam nossas, apostamos que encontraremos a sua grande maioria nas propostas que o Partido Socialista levou para o acordo de salvação nacional.

Assim:

1ª Fabricar notas de banco em quantidade suficiente para acabar com a crise e com a pobreza (ideia roubada ao Dr. Mário Soares).

2ª Obrigar os bancos a concederem crédito ao consumo e às empresas a custo zero ou próximo disso. Os bancos iriam buscar aos seus lucros perdulários o dinheiro que «perderiam» nestas operações. A dinamização da economia interna com estas medidas seria espectacular e geraria riqueza e prosperidade para todos (ideia roubada do Professor Francisco Louçã).

3ª Duplicar o número de funcionários públicos, acabando assim com o problema do desemprego e com a instabilidade na administração pública (ideia roubada ao Sr. Arménio Carlos).

4ª Retomar um amplo programa de obras públicas, desde logo o TGV e o novo aeroporto de Lisboa, mas também novas auto-estradas, pontes, hospitais, escolas e outros, através de vantajosas parcerias público-privadas, que gerariam emprego, dinamizariam o mercado interno, criariam riqueza para todos e, mais importante de tudo, não teriam qualquer encargo sobre os contribuintes portugueses (ideia roubada ao Engenheiro José Sócrates).

5ª Criar um grande banco público de fomento da economia e das empresas, que emprestaria dinheiro a quem dele precisasse para desenvolver negócios de sucesso garantido (ideia roubada ao Dr. António José Seguro).

6ª Pregar o calote aos alemães e demais credores do tesouro público (ideia roubada a um ilustre deputado do PS, cujo nome não se me ocorre no momento).

7ª Obrigar os empresários portugueses a duplicarem os postos de trabalho nas suas empresas, a reajustarem anualmente os salários em 10%, a aplicarem um salário mínimo com o valor praticado na Suécia e a não despedirem trabalhadores nos próximos cinco anos (ideias roubadas ao Sr. Jerónimo de Sousa).

8ª Solicitar aos nossos amigos europeus que nos paguem a dívida (ideia roubada ao Dr. António José Seguro, que tem muitos amigos por essa Europa fora).

9ª Criar o «Dia Nacional do Empresário», prometer a redução dos impostos num prazo máximo de cinquenta anos, criar condições atractivas para o investimento estrangeiro, como o «Prémio do Investidor Camone do Ano» (pago em títulos da dívida pública), e garantir aos investidores que «Portugal é um país amigo» (ideias roubadas ao Sr. Primeiro-Ministro Dr. Paulo Portas).

É fácil e não custa nada, como se vê. Só falta começar.