Fatofobia
A presidente Dilma tem atacado a “postura pessimista” daqueles que criticam a situação econômica. Ela foi buscar até em Camões inspiração para acusar esses “profetas do Apocalipse”. Sinto-me, em um surto de megalomania narcisista, diretamente atingido. Afinal, tenho feito duras críticas ao modelo econômico nos últimos três anos, aqui nesse espaço, alertando que o modelo era insustentável e que teríamos sérios problemas.
Para os “desenvolvimentistas”, não há problema algum, ou, se há, eles vêm de fora. Tenho dificuldade de compreender por que as economias de Chile, Peru, Colômbia e México continuam crescendo bem mais que a nossa, e com bem menos inflação. Mas deve haver alguma explicação mirabolante que me escapa.
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Um mês.
Parabéns!…
…O seu jornal conseguiu o 500º título ridículo consecutivo.

O que mudou nas últimas 3 semanas
1. Deixou de se falar numa coligação PS/CDS.
2. Provou-se que a esperança de que o governo podia cair por decisão do CDS era infundada.
3. Percebeu-se que o crescimentismo e o anti-austeritarismo tem menos apelo eleitoral do que se pensava.
4. Algumas pessoas perceberam que os juros da dívida pública dependem das nossas opções políticas.
5. A estratégia “um pé fora outro dentro” do CDS bateu na parede.
6. Algumas pessoas passaram a aceitar que a austeridade durará mais tempo do que pensavam.
7. Alguns eleitores perceberam o real valor das propostas de António José Seguro. A alcunha “Tó-zero” tornou-se mais popular.
8. As bases do PSD perceberam que o futuro sem Gaspar é muito parecido com o futuro com Gaspar.
9. As ideias da maior parte dos comentadores foram postas à prova e percebeu-se que não valiam grande coisa. Mas nenhum comentador se demitiu.
Cá vamos andando, com a graça do Timoneiro
A decisão do presidente, a reboque da demissão de Paulo Portas, permitiu invalidar um governo legítimo, legitimando-o, através da promoção do demissionário a vice-primeiro-ministro.
Parece confuso mas apenas porque não tentam explicar isto a um estrangeiro. Nesse caso, tornar-se-ia simples e resumiriam a situação a “há motivos para termos falido e nenhum deles é a crise internacional“.
A cereja no topo do bolo seria tentar explicar que, a julgar pelo caracter sazonal já evidenciado, estaria na altura de re-referendar o aborto.
Portugal é o exemplo perfeito do caminho socialista constitucional: ou se avança para o que, numa dada altura, se considera “progresso”; ou insiste-se, moendo, desinteressando, maçando, destruindo a participação e opinião cívica pela tortura sucessiva da repetição imperiosa de agenda de mutação social.
Este socialismo é, como aliás sempre foi, a destruição do razoável pela promessa do impossível.
A semana em que Seguro escolher não ser PM tema do meu artigo de hoje no DE: « António José Seguro confundiu comentadores com eleitores e a tolerância que lhe concede uma pequena e ruidosa minoria com os votos da maioria que tem de obter para chegar a São Bento. E curiosamente nem percebeu que aquilo que movia os ditos críticos e históricos contra este acordo não era tanto o que estava a ser negociado em si mesmo – e que qualquer líder do PS uma vez primeiro-ministro vai ter de implementar a não ser que queira fazer de Portugal uma república bolivariana – mas sim o facto de o acordo permitir umas horas de triunfo a Cavaco Silva. Negar a Cavaco o momento triunfal em que Passos, Seguro e Portas assinariam o Acordo de Salvação Nacional foi o grande objectivo de Soares e Sócrates. O ódio dos socialistas do passado a Cavaco falou mais alto que o seu amor pelo PS do futuro. E Seguro não percebeu que ao rejeitar o acordo comprometia o seu futuro como primeiro-ministro e alienava o único aliado que teve até agora: Cavaco Silva. »
Leiam que ler nunca fez mal a ninguém
Do cabaré para a revolução, de JOANA STICHINI VILELA na Carrossel: Paixões proibidas, casamentos arranjados, espectáculos de striptease. A jovem alentejana nunca teve uma vida convencional mas a dada altura tudo se tornou ainda mais inacreditável.
Jogo do Rato e do gato
Notícias do panóptico
um achaque presidencial
Afinal, o que Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa teve há uns dias foi um achaque! Quando se aguardavam trovões e relâmpagos, raios e coriscos vindos de Belém, Sua Excelência deu-nos, ou melhor, deu-se a um achaque. Farto de assistir, impávido e sereno, aos achaques alheios, o Presidente reivindicou para si também o inalienável direito ao achaque presidencial. Só nos últimos meses, para falarmos apenas em achaques graúdos, achacaram o Costa do PS, o Portas do CDS, o Gaspar das Finanças, o Soares da Fundação, o Sócrates da afundação e o Tozé só não achaca porque ninguém o levava a sério. É muito achaque para um presidente só! Cavaco não podia continuar de fora e, por isso, achacou também: entrou com cara de mau, fez exigências e impôs condições, ameaçou com a Constituição e, quando ostensivamente não lhe ligaram nenhuma, assobiou para o ar e foi engraxar os sapatos. Bem vistas as coisas, a «salvação nacional» pode esperar mais algum tempo. O achaque presidencial é que não aguentava mais. Agora já está. Um achaque em grande, uma beleza de achaque. Como este lhe saiu caro, tão cedo não voltará a ter outro.
Síntese da crise
Desculpem esta interrupção. Afinal o resultado das eleições continua válido. Continuem.
o salvador
Muito dificilmente Cavaco deixará de dissolver a Assembleia e de convocar eleições antecipadas imediatas. Conhecendo-lhe o carácter manifestado ao longo destes muitos anos em que exerce o poder, ele não quererá fazer prova viva da presuntiva inutilidade da sua magistratura, nem perderá a oportunidade de castigar – e de se vingar – de Paulo Portas, Pedro Passos Coelho e António José Seguro, pelas desconsiderações dos últimos tempos. Este último, por sinal, deixou de falar em eleições antecipadas, mal fez a rábula de anunciar o fim de negociações que verdadeiramente nunca tiveram início. Qualquer outra saída confirmará o presidente da República como um artefacto inútil do regime, o que ele manifestamente não pretende quando está a terminar a sua longa carreira política e ambiciona sair para a História como o salvador da pátria.
Dúvida
Esta questão das “dúvidas fundadas” sobre escutas terá resultado de alguma troca de pontos de vista entre António José Seguro e Cavaco Silva nas conversas que mantiveram em Belém?
A ver também
Como de costume o parlamento que se inibe de pronunciar sobre matérias da sua competência como a legislação sobre os candidatos às autárquicas continua na sua gesta da engenharia social e assim no dia 24 de Julho vai ser votada a co-adopção por casais do mesmo sexo. Ao contrário do que foi afirmado no Prós & Contras pelos defensores da co-adopção o nome dos pais consta no cartão de cidadão. Conhecer a identidade dos seus pais é um direito das crianças e não um artifício legal para que pessoas que optam por uniões estéreis possam ter a alegria de ver o nome de ambas inscrito como pais ou mães
A ver vamos
Sendo certo que as escutas e outras intrusões se dividem em hediondas, assim assim e ‘estão a falar de quê?’ consoante os sentimentos da esquerda em relação aos poderes que as organizam esta notícia merece a maior atenção:
PS suspeita de escutas ilegais na sede nacional do partido O PS suspeita que há escutas ilegais na sede nacional do partido, no Largo do Rato. O Correio da Manhã diz que os socialistas já entregaram uma queixa na Procuradoria Geral da República. O PS suspeita de escutas ilegais na sede do partido em Lisboa. O Correio da Manhã revela que, na sexta-feira, o chefe de gabinete de António José Seguro entregou uma queixa na Procuradoria Geral da República (PGR) ao cuidado da procuradora Joana Marques Vidal . De acordo com o jornal , os socialistas têm dúvidas fundamentadas de que os telefones, os computadores e outros meios técnicos da sede nacional do partido estão a ser vigiados. O Correio da Manhã acrescenta que contactou fonte da direção do partido que recusou prestar esclarecimentos porque o assunto é delicado e deve ser tratado exclusivamente nas instâncias judiciais.
Coerência socialista
O PS fez-nos o favor de não querer ser parte da “salvação nacional”. É uma mera questão de coerência: todos sabemos que, vencendo as próximas eleições, só a falta de financiamento os impedirá de continuarem a ser a “destruição nacional”.
Sexta-feira, 19 de Julho: As últimas duas perguntas do PS nas negociações
Sexta-feira, 19 de Julho: Seguro anuncia fim das negociações e culpa PSD e CDS
Sexta-feira, 19 de Julho: Críticos de Seguro congratulam-se com ruptura / Na versão da RTP estamos perante um sonoro aplauso do PS a António José Seguro.
cavaco sabe o que faz
Graças a um magistral e surpreendente plano do chefe de estado, Portugal ficou sem governo, no momento mais árduo da intervenção estrangeira a que se encontra sujeito e a um passo de um fatal segundo resgate. O primor com que Aníbal Cavaco Silva colocou as peças do seu rebuscado xadrez, não poderia ter outro desenlace. Num breve discurso de alguns poucos minutos, Cavaco desautorizou o governo actual e a fórmula renovada que lhe fora apresentada por Passos e Portas, passou um atestado de mentecaptez aos dois partidos da coligação, encostou o PS e o seu timorato líder às cordas, não lhe dando alternativa senão avançar para a porrada, rejeitou eleições durante pelo menos um ano e negou liminarmente a possibilidade de formar um governo de sua própria iniciativa. Cinicamente, no olho do furacão, ainda foi dormir para as Selvagens, donde anunciou que nada nem ninguém lhe tirariam o sono. Na verdade, experimentadas e ouvidas várias formas inverosímeis de tirar o país do sarilho para onde se deixou conduzir, só faltava mesmo tentar fazê-lo sem governo. Foi o que nos ofereceu o presidente da República. Cavaco sabe o que faz.
Detroit e a lição de Schumpeter
Deu no GLOBO: Detroit se torna a maior metrópole americana a pedir concordata
Símbolo da industrialização, da classe média e do sonho americanos, Detroit não resistiu a 50 anos de esvaziamento, falta de planejamento e desleixo fiscal, entrando ontem com pedido de concordata na Justiça federal de Michigan, na maior declaração de insolvência municipal da história dos EUA.
A icônica capital automotiva do país não conseguiu acordo com credores e sindicatos de servidores públicos para reescalonar a dívida estimada em US$ 18,5 bilhões e solicitou supervisão judicial para implementar um plano de reequilíbrio de suas finanças.
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O caso Zimmerman
O clima é de revolta nos Estados Unidos após George Zimmerman ter sido absolvido pela Justiça pela morte de Trayvon Martin. O caso ganhou visibilidade nacional, ou mesmo internacional, em boa parte graças ao pronunciamento de Obama, que afirmou que se tivesse um filho homem, ele se pareceria com Trayvon. Mas há muita, muita coisa errada nisso tudo, mostrando como a cartada racial faz, como primeira vítima, a busca pela verdade.
Primeiro, o contexto da coisa, de forma bem resumida. Para quem quiser mais detalhes, Ben Shapiro trata do assunto no capítulo sobre racismo em seu excelente livro Bullies. O bairro é violento, e uma onda de crimes e atos de vandalismo varre o local. Moradores criam grupos de proteção e vigilância. Zimmerman faz a ronda noturna, e observa um sujeito com atitude suspeita, olhando para algumas casas sozinho.
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As melhores medidas de Seguro
- Fim às políticas de austeridade
- Aumento do salário mínimo e das pensões mais reduzidas
- Reposição dos níveis de proteção social assegurados pelo complemento social para idosos e pelo rendimento social de inserção
- A parte da dívida soberana superior a 60% do PIB deve ser gerida ao nível europeu
- O nosso país deve solicitar o reembolso dos lucros do sistema de Bancos Centrais
- A componente nacional dos fundos comunitários destinados ao investimento não deve contar para o défice.
- redução do IVA da Restauração
- TAP como um operador aéreo lusófono.
(aqui)
Então foi só isto?
O PS resolveu apresentar no seu site o documento que levou para as negociações. É um documento revelador. Primeiro, porque percebe-se que não conhece o significado da palavra “compromisso”: para o PS só haveria compromisso se o PSD e o CDS concordassem com todas as propostas dos socialistas; como não concordaram, são culpados pelo fracasso. É uma posição, no mínimo, infantil. Depois, não há uma só proposta quantificada. Aparentemente para o PS o dinheiro continua a não ser problema. Quando é esse exactamente o problema. Não precisávamos de ter perdido uma semana nisto.
Teoria sem conspiração
O que levou António José Seguro a fazer esta fuga em frente nada teve a ver com as negociações. Foi simplesmente isto.
Pelo menos está fresquinho
Em período de férias não dou grande importância às politiquices da república, algo cujo valor de entretenimento só pode ser aferido quando estamos muito ocupados a cumprir rotina em vez de simplesmente viver. Reparei, porém, que o Presidente da República quis um entendimento entre os partidos (o que seria passar à política em vez da politiquice). Ideia gira, no papel, a única coisa que daí decorrerá será a escolha do método de partilha das migalhas que sobram enquanto a torneira de financiamento não é fechada.
Se esperam um compromisso de “salvação nacional”, são demasiado crédulos. O compromisso será sempre sobre quem recebe os incentivos certos para o voto nas próximas eleições através da criação de novas distorções na economia nacional.
No entanto, mesmo fora, tenho a percepção que as negociações em curso são positivas: permitem um período em que o país passa a existir sem as mediáticas comunicações de um país que finge que não está falido.
Assim, deve respirar-se melhor.
Daqui a dez anos
teremos a sentença que obriga as mulheres a ir ter bebés na MAC. Como isso se revele insuficiente terá de existir outra sentença a obrigá-las a ter consultas na MAC. Nesta via da judicialização-socialista das nossas vidas acabaremos a ter ser tribunais determinando a obrigatoriedade constitucional de engravidar,
Títulos de parte interessada
Quem chegou a estas conclusões? No caso do pequeno-almoço o que devia estar em casa não é ser na escola mas sim existir pequeno-almoço. E este deve ser tomado em casa. Se se quer apoiar estas crianças e as suas famílias seria muito melhor dar-lhes o necessário para tomarem o pequeno-almoço em casa.
Desculpem lá
mas a nação não precisa de ser salva. A questão resume-se a isto: o PS integra a FUR ou opta pela democracia?
Obs. Convém que António José Seguro não esqueça que em nenhuma das opções o seu futuro será menos a prazo. Mas se optar pela FUR é suicídio certo (seu e do PS) se optar pela democracia os socráticos vão fazer-lhe a vida num inferno. Mas ao inferno sobrevive-se.
Acho bem
Madeira investiga contas públicas desde 1419 Mas sobretudo temos de fazer as contas da fase anterior e tentar repor a Madeira tal como estava antes da presença colonial. Proponho mesmo a descolonização da Madeira.
Já há nove anos era mais que óbvio
Sessão parlamentar em Fevereiro de 2004:
Primeiro-ministro: Sr.ª Deputada, não venha agora com questões de cultura democrática, porque há uma diferença fundamental entre nós. Sabe qual é? O meu partido foi a eleições, Sr.ª Deputada, já perdemos e já ganhamos eleições, mas o seu partido nunca se apresentou a eleições.
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
Protestos do PCP e de Os Verdes.
Primeiro-ministro: O seu partido é um partido original em Portugal, porque ninguém sabe qual é a sua expressão; é um partido que, na prática, funciona como um apêndice do Partido Comunista Português; é um partido sem qualquer base eleitoral própria e temos aqui as Sr.as Deputadas, por sinal até bem simpáticas, e não está em causa as pessoas, mas sem qualquer representatividade.
Protestos do PCP e de Os Verdes.
Primeiro-ministro: Portanto, é extraordinário que seja este partido, que não tem qualquer representatividade, a vir aqui dar-me, a mim, que já me sujeitei várias vezes a eleições, que perco e ganho eleições, lições de cultura democrática. Isto quer dizer, Sr.ª Deputada, que não aceito lições de cultura democrática de ninguém, muito menos – desculpar-me-á – de V. Ex.ª!
Aplausos do PSD e do CDS-PP.
O Sr. Bernardino Soares (PCP): – É uma vergonha!
O Sr. Presidente: – Srs. Deputados, vamos passar à segunda volta deste debate.
perdição nacional
Se não for possível um governo de salvação nacional, ficaremos com um governo de perdição nacional?
Qual é a terceira via?
Resolva a crise
Um país que obtém X em receitas e gasta Y em despesas, sendo Y>X, que deve fazer?
Premissa: X corresponde a metade do que é produzido no país.
Comentadores: resolvam a crise.
Vocês não enganam ninguém, pá
O meu post de ontem gerou alguma controvérsia nos comentários. Trata-se de uma mera adaptação de uma declaração de um equivocado devidamente corrigida para o mundo físico. É estranho que um país que se quer considerar europeu ainda não saiba que saúde e educação são integralmente pagas graças à premissa de existência de propriedade privada e lucro.
Se assim for, se o país na sua generalidade não perceber esta premissa, então nem a educação presta, nem faz qualquer falta, de nefasta que é.
Quero acreditar (afinal vivo em Portugal) que não é assim.
O Governo Tripartido de Esquerda
Primeiro Ministro: António José Seguro
Ministro de Estado e das Finanças Sociais: João Semedo
Secretário de Estado da Renegociação com a Troika: João Galamba
Secretário de Estado para a Mutualização da Dívida Pública: Pedro Nuno Santos
Secretário do Planeamento Quinquenal e do Controle da Especualção: Bruno Dias
Secretário de Estado para a Extinção da Lei da Oferta e da Procura: Fernando Rosas
Secretário de Estado dos Impostos das SGPS: Jeroen Dijsselbloem
Secretário de Estado para a Diminuição do Índice de Gini: Luis Fazenda
Ministro de Estado e dos Direitos dos Trabalhadores: Jerónimo Sousa
Secretária de Estado da Modernização Administrativa: Ana Avoila
Secretária de Estado da Regulamentação Empresarial e da Luta contra o Empresariado Infantil: Raquel Varela
Secretária de Estado da Luta Contra a Precariedade: Mariana Aiveca
Ministro da Economia e dos Estímulos ao Crescimento: Carlos Zorrinho
Secretário de Estado da Economia Científica Avançada: Artur Baptista da Silva
Sub-Secretário de Estado Adjunto da Economia Keynesiana: Nicolau Santos
Secretário de Estado de Combate aos Crimes das Grandes Empresas: Fernando Serrasqueiro
Ministro das Novas Tecnologias e das Exportações: JP Sá Couto
Secretário de Estado da Internet: José Magalhães
Ministra dos Negócios Estrangeiros e das Relações com a América Latina: Ana Gomes
Ministra dos Assuntos Europeus, Congressos, Seminários e Grupos de Trabalho: Edite Estrela
Ministro da Propaganda Comunicação e Divulgação do Estado: Augusto Santos Silva
Secretário de Estado da Programação Televisiva e Rádio Pública: Emídio Rangel
Secretária de Estado da Internet, Blogues e Redes Sociais: Estrela Serrano
Secretária de Estado para a Reposição da Narrativa Histórica: Fernanda Câncio
Subsecretário de Estado para a Reposição da Narrativa Histórica e do PEC IV: Pedro Silva Pereira
Secretária de Estado da Comunicação em Casos de Falta de Energia: Heloisa Apolónia
Ministra dos Direitos das Minorias e da Luta Contra a Violência de Género, Violência Doméstica e Combate à Homofobia: Isabel Moreira
Secretaria de Estado dos Direitos da Mulher: Ana Drago
Secretário de Estado para a Erradicação Definitiva do Fascismo: Sérgio Lavos
Ministra das Artes e dos Subsídios à Cultura: Catarina Martins
Secretária de Estado da Literatura e Poesia: Inês Pedrosa
Secretário de Estado da Arte Urbana: Grafiter Exas
Secretário de Estado do Som e da Música de Qualidade: Pedro Abrunhosa
Secretário de Estado das Actividades Culturais de Rua, Happenings e Manifestações: Helena Pinto
Secretário de Estado para a Renegociação do Acordo Ortográfico: Miguel Sousa Tavares
Secretário de Estado para a Especificidade do Cinema Europeu: João Botelho
Secretária de Estado das Transferências Consumidores-Artistas: Gabriela Canavilhas
Ministro da Segurança Interna e Defesa dos Direitos: Manuel Tiago
Ministro da Justiça Social: Boaventura de Sousa Santos
Secretário de Estado da Politologia: André Freire
Secretário de Estado da Quadratura dos Corpos: José Gil
Ministro das Obras Sociais, Aeroportos e TGVs: Jorge Coelho
Secretário de Estado para a Extinção das PPP: Paulo Campos
Secretário de Estado das Rendas Excessivas: Agostinho Lopes
Ministra da Felicidade Geral: Maria de Belém Roseira
Ministro da Solidariedade Intergeracional: Pedro Delgado Alves
Ministro da Agricultura, das Cooperativas, do Vinho e da Proteção dos Produtos Tradicionais: Sérgio Sousa Pinto
Secretário de Estado de Controle de Espécies Agrícolas: Gualter Baptista
Ministro da Saúde e da Proteção contra as Epidemias: Francisco George
Secretário de Estado para a Liberdade do Medicamento: João Cordeiro
Ministra da Educação e da Erradicação dos Exames: Ana Benavente
Secretária de Estado do Ensino de Marcoeconomia Moderna: Ana Sá Lopes
Secretaria de Estado para a Extinção do Capitalismo Selvagem Neoliberal: Gil Garcia
Ministro das Generalidades e Banalidades: Pedro Marques Lopes
Secretária de Estado do Lero-Lero: Clara Ferreira Alves
Secretário de Estado da Música de Fundo: Pedro Adão e Silva
Teste à realidade
A corja que se refugia na Constituição que se ponha a pau. É que se o meu direito à propriedade privada, ao lucro, à integridade física e moral não valem nada, então, também os seus direitos a saúde, educação, pensão, trabalho e habitação públicos deixam de valer. E nós pagamos para eles!
Da austeridade
Redacção sobre a austeridade tema do meu artigo de hoje no DE: A redacção da vaca. A redacção da candidata a Miss Universo. A redacção do jornalista activista. A redacção dos comentadores. A redacção de Passos Coelho. A redacção de António José Seguro. A redacção do CDS. A redacção de Manuel Alegre. A redacção do PCP. A redacção de António Costa. A redacção de José Sócrates. A redacção de Cavaco. A redacção da ‘troika’. A redacção das 2+3 cabeças do BE. A redacção da realidade.
Fantástico
«Touro em fuga entrou no Centro Hospitalar em Vila Real e feriu duas pessoas. (…) A PSP de Vila Real tomou conta da ocorrência e acabou por abater o animal por este representar um perigo para as pessoas. O touro foi apanhado junto ao Centro Oncológico. A polícia garante que foram cumpridos todos os formalismos legais.» O problema não é o bicho ter fugido, ter entrado num hospital… não. O problema é ter sido abatido. A não ser no bendito dia em que o vejam entrar pela redacção fora os touros são para adorar como nas antigas civilizações.
Liberdade de expressão fascista
Esta declaração do deputado comunista gerou indignação, felizmente, no micro-nicho das redes sociais e blogues das pessoas que prezam a liberdade. Felizmente. Felizmente. Repito a repetição: felizmente.
Infelizmente, “a rua”, essa entidade opinion-maker dita anónima, serve de trampolim para a dislexia entre frases de liberdade e a opressão que anseiam os seus instigadores.
Quão mais afastadas estão as ruas dos terríveis regimes comunistas, mais estas ruas namoram com a alternativa que não é alternativa a nada.
E se tivesse sido um deputado do PNR a dizer aquilo? Seria simplesmente “liberdade de expressão”? Este país tolera (mais que bem) o fascismo, desde que a bandeira tenha a cor vermelha.


