A tradição já não parece ser o que era!
Mais um Conselheiro nacional do CDS-PP a criticar o líder!
Surpresas “pré-pós-troika”?
Vou pensando que Belém tem mesmo em mente a realização de eleições antecipadas, já (quer dizer, antes de Junho de 2014). Numa pose institucionalista, o Presidente pode ter previsto esgotar todas as hipóteses (ou dar essa ilusão), aparentes e formais, de as provocar, para depois, voltando a surpreender, poder declarar ao país que tudo foi efectivamente tentado com os atuais partidos e estas lideranças…. mas não deu mais!
Senão, para quê impor um caminho (ou a ilusão dele) que acabaria, com muita probabilidade e a prazo curto (que, de todo o modo, depois, seria visto como uma perda de tempo), por ter que o levar ao mesmo resultado, ou seja, a aceitar a remodelação de que agora, no seu discurso, nem sequer falou?
A correcção das ilusões
Querido mês de Julho
Papel
«Deu-se há dias a primeira manifestação organizado pelo sindicato do governo. Não foi na rua, nem na Assembleia (nas galerias), nem às portas duma fábrica ou empresa, nem a cantar a Grândola, foi numa igreja durante uma missa. Não sei o que pensa o novo Patriarca, ou a Igreja, mas assistir à primeira manifestação pública do sindicato do governo durante uma missa coloca-lhe o dilema da lembrança de Cerejeira, presumo que lembrança muito mal vinda. Ele há cada uma, ir manifestar-se para uma Igreja durante uma missa, com dezenas de guarda-costas cá fora, é um penoso retrato do nosso sindicalismo governamental. No entanto, tem uma enorme vantagem sobre os grevistas da CGTP e da UGT, não perdem o salário de um dia de trabalho. » Pacheco Pereira começa a estar para o governo como aqueles anti-cavaquistas que ora fazem de Cavaco um tonto ora um ser maquiavélico capaz de jogadas de antecipação da mais elaborada das políticas. E assim chegámos agora à tese de um governo em decomposição – o que me parece ser verdade – mas que nesta agonia concebe uma organização não sei se secreta se discreta que antecipadamente foi agenciada para ir aos Jerónimos bater palmas a Passos e Cavaco, já agora não durante a missa mas antes da missa. A tese é um bocado forçada mas não foi por isso que escrevi este post. O que está em causa é mesmo a evocação de Cerejeira que não é bem vinda nem mal vinda. É despropositada e mais adequada às Armas de Papel.
Rua… disse ele!*
“Na semana passada, todos fomos confrontados, de forma inesperada, com uma grave crise política. Os efeitos fizeram-se sentir de imediato no aumento das taxas de juro e na deterioração da imagem externa de Portugal”. Foi assim que Cavaco Silva começou o seu (até agora) mais importante discurso.
Sem comentários*
Um acidente de comboio. As autoridades rejubilam porque apenas se tentou apedrejar um carro de bombeiros, os assaltos foram actos isolados e alguns pequenos grupos receberam de forma rude os socorristas.
*Contudo recomenda-se a leitura disto
Antes tarde que nunca
Os Verdes apresentaram uma moção de censura que dá jeito ao Governo e entala o PS. E finalmente pergunta-se o óbvio: quem representam os Verdes? E sobretudo questiona-se a legitimidade deste grupo parlamentar atribuído a um partido que nunca foi a votos. Para se perceber a falta de dignidade subjacente à existência do grupo parlamentar d’ Os Verdes suponha- se como aqui se sugere que PS, PSD, CDS e BE criavam outros partidos e com eles concorriam coligados. Assim postas as coisas parece inadmissível não parece?
Desculpem a interrupção
mas alguém me consegue explicar que notícias são esta sobre o Sporting:
Bruma foi alvo de tentativa de rapto
BRUNO DE CARVALHO COMENTOU SITUAÇÃO DO JOGADOR “Bruma raptado? Não sei de nada…”
Mais duplos critérios
Em busca do pai tuga – A falta do pai. A questão da identidade. E da falta dela. Como a falta do pai pode afectar crianças e adultos. Mas isto claro porque estamos a falar no contexto da guerra travada na Guiné. Já no caso das barrigas de aluguer ou na co-adopção o pai e mesmo a mãe não fazem falta alguma. Não existem problemas de identidade. São todos tão felizes mas tão felizes que levantar simples questões de identidade gera um coro de críticas
Até quando durará isto?
Vale a pena ler este texto de Nicolau Santos sobre os acontecimentos de ontem na AR porque este texto é um espelho do duplo critério que em Portugal vigora EM MATÉRIA DE COMUNISTAS E NAZIS:
«A presidente da Assembleia da República lida muito mal com contrariedades. Lida pior com desafios ao seu autoritarismo. E não suporta as manifestações de descontentamento popular que, volta e meia, acontecem na hemiciclo de São Bento.» NÃO FAÇO IDEIA SE ASSUNÇÃO ESTEVES LIDA BEM OU MAL COM AS CONTRARIEDADES LOGO DOU ISSO DE BARATO MAS HÁ AQUI DOIS PRESSUPOSTOS DE PURA MÁ FÉ: O QUE ACONTECEU NA AR NÃO FOI UM CONFRONTO COM O AUTORITARISMO DA PRESIDENTE AD AR E MUITO MENOS TEVE ALGO DE MANIFESTAÇÃO POPULAR. O QUE ACONTECEU NA AR FOI UMA DESORDEM PROVOCADA E CONCEBIDA POR UM REDUZIDO GRUPO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COM DISPENSA DE SERVIÇO PARA SE DEDICAREM À ACTIVIDADE SINDICAL QUE PELOS VISTOS INCLUI ESTE TIPO DE ARRUAÇA.
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Pedido de desculpa
Quero pedir desculpa aos portugueses pelo pedido de desculpa de Boaventura Sousa Santos a Evo Morales. Admito poder estar a exceder-me, generalizando este pedido de desculpas a todos os portugueses, mas isso também não impediu Boaventura Sousa Santos.
Assim, quero pedir desculpa aos portugueses que não desejam uma ditadura sanguinária pelo necessário incómodo de gramarem a liberdade que o professor Boaventura Sousa Santos tem para dizer baboseiras em nome de todos os portugueses.
Adenda: quero pedir também desculpa aos portugueses que entenderam do parágrafo anterior que a Bolívia é uma ditadura sanguinária por terem tido uma escola tão fraquinha.
Sobre a manifestação semanal do PCP
Ontem um grupo organizado do PCP, controlado por Ana Avoila e Mário Nogueira, interrompeu ilegalmente a sessão do Parlamento. Este grupo organizado do PCP foi descrito em alguns órgão de comunicação como “cidadãos”, “povo” e “pessoas”. A opinião pública ficou muito indignada com o que disse a presidente do Parlamento e com a possibilidade de passar a haver um controlo mais apertado nas entradas do público.
Seria a isto que Cavaco se referia?
Seria a isto que Cavaco se referia no seu discurso quando disse “se esse compromisso não for alcançado, os Portugueses irão tirar as suas ilações quanto aos agentes políticos que os governam ou que (sublinhe-se) aspiram a ser governo“?
O comunicado do PS é, de facto, exemplar quanto à capacidade de nada de novo se dizer, parecendo que se diz o contrário e o seu contrário outra vez, em menos de 1 página…
A decisão certa.
A demissão do anterior ministro das Finanças abriu uma caixa de Pandora, a qual ainda não se encontra fechada presentemente. O choque que sobreveio envolveu diversas pessoas, tendo levado a uma proposta de acordo através do qual dois partidos com expressão eleitoral marcadamente diferente seriam, na essência, colocados a par.
A proposta, fortemente desequilibrada como era, poderia desencadear, no caso de ser implementada, sérios problemas no final do próximo mês de Setembro. Nas eleições autárquicas, não apenas poderão os dois partidos ter, no seu conjunto, uma votação baixa, como poderá ocorrer que o partido menor venha a ter um resultado em total falta de consonância com o papel governamental previsto na proposta atrás mencionada.
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modelo europeu
Porque não haveria a União Europeia de apoiar o golpe militar no Egipto? É uma instituição que já tem bastante prática interna de mandar repetir referendos até dar o resultado certo….
«eu é que sou o presidente da junta…»
Assunção Esteves dará uma belissíma presidente interina, assim que os partidos se desfaçam deste pr-empecilho: PSD e CDS insistindo na remodelação e o PS clamando por eleições antecipadas.
Entretanto num país perto de nós…
…o Parlamento ocupa-se de coisas realmente importantes:
Trabalhadores da Carris querem 12 € por mês para cortar cabelo
A ter em conta
Moral da história
Qualquer notícia sobre a partida de Álvaro Santos Pereira não só se revela sistematicamente um manifesto exagero como também é geralmente acompanhada da estrepitosa queda daqueles que a davam como adquirida. Moral da história: meter-se com o Álvaro dá azar. E azia.
Colher os frutos da austeridade
Cavaco Silva deve a sua carreira política a um golpe contra o governo austeritário de Mário Soares e Hernâni Lopes.
Doutrina Cavaco
Na semana passada, a doutrina Cavaco era que o governo só cai no Parlamento.
Esta semana, a doutrina Cavaco é que o Presidente decide as remodelações e eventualmente quando cai o governo e quem o substitui.
Um Monti português que corte 4,7 MM?
O que é que o Presidente pede ao certo, um consenso entre os partidos ou um governo que corte 4,7 MM? Um Monti português vindo do partido presidencial ou um PM que dê a cara e arrisque cortar 4,7 MM? É que as duas coisas não são compatíveis. O consenso em Portugual é que a austeridade foi longe de mais e agora é preciso apostar no crescimento, e quem sabe repor os salários da FP pré 2011 e descer os impostos. O partido presidencial, pela voz de Ferreira Leite e Silva Peneda, sempre defendeu menos austeridade, menos cortes e menos reformas. O próprio Presidente sempre se mostrou mais preocupado em manter a sua reforma do que com a necessidade de a cortar.
Tudo a Monti
Acho bem que o PS seja chamado a responder no que diz respeito ao cumprimento do memorando. Durante os últimos dois anos, o estado permanente de “fumei mas não inalei” permitiu o regabofe do discurso esquizofrénico de “mais tempo e mais dinheiro” conjugado com o “ai nosso senhor laico que o défice é elevado“. Cavaco faz bem em exigir que o partido responsável pela intervenção externa passe a ter um discurso menos orientado para imbecis, com o mínimo denominador comum de trauliteirismo decadente e o permanente “amem-me que não vos darei uma carga de porrada” do típico abusador.
Quanto ao Monti português, Cavaco não tem qualquer razão. A existir essa figura, só fará sentido no pleno estado de alienação de formalismo constitucional. Assim a modos que regendo-se por pragmatismo. Desta forma, Cavaco será sempre parte do problema e nunca da solução.
Quem será o nosso Monti? (III)
Cavaco baralhou toda a gente, a começar pelos “comentadeiros” do regime. Daqui a algumas horas conheceremos as reacções que contam, quando os mercados abrirem. Para já, estão os partidos a lamber as feridas e o cidadão comum, saturado deles e a não querer ouvir falar de eleições, receptivo a um governo presidencial que, no limite, poderá ir até 2015 e definir o rumo pós-Troika. Ler mais…
Deve ser isto a estabilidade
Governo demitido.
Portas continua ministro dos negócios estrangeiros do governo de gestão.
Eleições antecipadas marcadas.
Partidos incentivados a fazer um acordo, não se sabendo sobre o quê.
Campanha eleitoral em curso, sendo necessário cortar em salários e pensões da FP.
Silva Peneda em contactos para formar governo.
Espírito patriótico
E é isto: o Presidente rejeitou, pela segunda vez, a solução que lhe foi apresentada pelo Primeiro-Ministro.
Espero, sinceramente, que esta tentativa presidencial de agradar a gregos e a troianos resulte. No entanto, duvido que a constatação presidencial de que “se esse compromisso não for alcançado, os Portugueses irão tirar as suas ilações quanto aos agentes políticos que os governam ou que aspiram a ser governo” seja suficiente para convencer os actuais líderes dos partidos do “arco da governação” a entenderem-se.
The death of the spiral II
Jacobinamente
Para a esquerda a Igreja Católica pode existir desde que lhe adopte a cartilha. Caso contrário voltam ao espírito mata-frades de Afonso Costa. Mário Soares deu o tiro de partida no ataque ao novo cardeal Agora é a vez do sector alegrista marcar terreno No mínimo o novo cardeal devia ter excomungado logo ali as alminhas que bateram palmas a Passos e a Cavaco. Palmas só se podem bater a Soares ou a Alegra. Ou já agora aos dois. Da leitura enviesada que fizeram dessas palmas deu conta Balbino Caldeira mas isso não interessa nada. Ou D. Manuel Clemente lhes presta vassalagem e vai a correr a uma lojinha saber o que deve dizer ou voltamos à cruz da igreja reaccionária, atávica etc etc
Quem será o nosso Monti? (II)
E vamos então para o grande embate final entre um insigne político que, dizem, fez muito pelo Porto e dois brilhantes tecnocratas que, dizem, fizeram muito pelo País. Note-se que o fazer muito, não significa necessariamente fazer bem. Refira-se ainda que na 1ª volta, o voto nos “políticos” (Rui Rio, Pedro Passos Coelho, Luís Amado, Manuela Ferreira Leite, Paulo Portas e Aguiar-Branco) superou ligeiramente, em 51% contra 49%, o score dos “tecnocratas” (todos os restantes). Obviamente que isto vale zero face às soberanas e mui clarividentes escolhas (ou eliminações, que será o preponderante numa 2ª volta) dos nossos prezados leitores.
Vamos lá rapaziada, sejam afluentes se querem pressionar o Cavaco…
Record nas exportações
O mês de Abril (4.122 milhões) esteve à beira de bater o record mensal de exportações, que pertencia a Março de 2012 com 4.149 milhões. Acaba de ser batido em Maio, com 4.268 milhões. E, supremo milagre, com as exportações de ouro, aquilo que nos vinha safando, a cairem cerca de 30%…
Se até final do ano mantivermos um ritmo mensal acima dos 4 bi, estaremos perante mais uma previsão falhada do Gaspar. Isto já será, obviamente, uma antecipação da política de crescimento do Portas…
Leiam que ler ainda não é objecto de regulação
de modo a que os autores menos lidos sejam tão lidos quanto os outros:
O quadro mental da esquerda
En Francia, los musulmanes votan a la izquierda y los obreros a la extrema derecha
Vou Expatriar-me
Será verdade dizer que a política de “Austeridade” falhou?
Eu sei que isto parece uma metáfora
mas não é por isso que se deve considerar normal:

Arte urbana ou Apontamentos de Lisboa 
no Sorumbático. Eu chamar-lhe-ia Joana Vasconcelos numa rua perto de si
Espelho, espelho meu…
…há alguém que estabilize governativamente melhor que eu?
Quem será o nosso Monti? – Sondagem
Não havendo maioria absoluta, fica desde já prometida uma “2ª volta” a disputar entre o trio mais votado.
Actualização: isto está renhidíssimo para o 3º lugar do pódio que dá acesso à “2ª volta”. Vamos lá rapaziada, quem ainda não o fez toca a votar, que amanhã às 12 horas encerra-se esta votação e dar-se-á início à “2ª volta”.
?!
A queda
Eike Batista está para a economia como Lula está para a política. O “sucesso” de ambos, em suas respectivas áreas, tem a mesma origem. Trata-se de um fenômeno bem mais abrangente, que permitiu a ascensão meteórica de ambos como gurus: Eike virou o Midas dos negócios, enquanto Lula era o gênio da política. Tudo mentira.
Esse fenômeno pode ser resumido, basicamente, ao crescimento chinês somado ao baixo custo de capital nos países desenvolvidos. As reformas da era FHC, que criaram os pilares de uma macroeconomia mais sólida, também ajudaram. Mas o grosso veio de fora. Ventos externos impulsionaram nossa economia. Fomos uma cigarra que ganhou na loteria.
Leia mais aqui.
Bullying ideológico (II): versão Soares
Quem aplaudiu Passos Coelho (suponho que pela primeira vez, desde há, pelo menos, quase 2 anos) é uma “claque de capangas”! Quem o diz é Mário Soares que, na sua enxurrada de irritação em forma de bullying ideológico (usando a expressão do Rodrigo Constantino), não poupa, sequer, D. Manuel Clemente!
Não, não são o povo, alguns portugueses, ou lisboetas, ou os trabalhadores, ou os reformados, ou os estudantes, ou os jovens (sem emprego), etc., etc. Não, claro que se aplaudem o primeiro-ministro (e, já agora, não atiram pedras à porta da Assembleia da República, nem pegam fogo a caixotes do lixo em São Bento ou na Lapa) têm que ser “capangas” inomináveis !
Reformismo no país da equidade
Toda a gente pede a reforma do Estado, mas é um escândalo tratar de maneira diferente funções nucleares do Estado das outras. Mas afinal o que pensam que é a reforma do Estado?

