Regular o regulador
Imaginemos, por um momento, que não existe ASAE. O progressista já imagina um conjunto de consumidores a comerem rissóis com carne de ratazana e a morrerem com leptospirose. Mas, seria este cenário dantesco o mais provável? Ler mais…
Um especialista
E vão dois
Mas não vale a pena falar sobre o assunto: importante são os direitos adquiridos dos vivos que “colocam ministros de joelhos“.
Pá, isto é muito suspeito …
Esta balança é só para humanos, retire o elefante
A versão dos jornais:

A realidade:
- Balança de Bens e Serviços: 432.000.000 € (+)
- Balança Corrente e Capital = 868.000.000 € (+)
- Balança Corrente = 162.000.000 € (+)
Rescaldo da maior defesa de sempre da escola pública
As reivindicações que ouvi
- Derrubar o governo.
- Semana de 35h.
- Fim de mobilidade.
- Dignificar a carreira.
- Obter progressões.
- Descongelar salários.
- Contratação de precários.
- Defender a escola pública.
Os sucessos que ouvi
- Reverter horário de directores de turma da Lurdes Rodrigues.
- Compreender que mobilidade tem critérios.
- Assegurar que os que se iam reformar se vão reformar.
T-shirt da semana
Fiz greve aos exames e tudo o que consegui foi duas horas para directores de turma.
Já disponível em todos os tamanhos na Grande Loja Blasfema. Para stora e stor. Se fez dieta em defesa da escola pública, verifique as suas medidas actuais.
A luta continua depois das férias
Não conseguiram acordo, não evitam nenhuma medida relevante, não “defenderam a escola pública”. Mas ao menos suspendem a greve.
E agora, já podemos saber quanto custam os sindicatos ao estado?
Nota: alimentem a moça.
O dinheiro dos outros
Aquilo a que se chama ideologia não tem passado frequentemente de contar com o dinheiros dos outros. Tema do meu artigo de hoje no DE: : viver do dinheiro dos outros sai sempre caro ao povo que é quem paga a factura. Mas tem garantido boa parte daquilo a que em Portugal (e não só) se chama fazer política.
E jogar a feijões, também não se pode?
«Ingleses e irlandeses que jogavam bingo a bolachas multados no Algarve»
Acho espantoso que tenham aceite pagar multas ao invés de deixar a coisa ir para tribunal. O efeito da coação legal e o medo da autoridade já estão tão entranhados que nem se contestam medidas policiais obviamente disparatadas e ilegais.
Indignai-vos nas urnas!
para o jornal O GLOBO
Motivo para revolta é o que não falta. Aquele cenário maravilhoso que o governo pintava não existe. Nossos pilares são de areia, e o inverno está chegando. O descaso com a população por parte das autoridades é enorme, as prioridades são todas desvirtuadas, e o rumo precisa mudar radicalmente.
Mas confesso não compartilhar da euforia que tomou as ruas das principais capitais do país. Há uma insatisfação generalizada e difusa, sem foco. Não adianta ser contra “tudo que está aí”. É preciso compreender melhor o que nos trouxe a esse quadro, e como mudá-lo. Temos que gerar mais luz e menos calor.
Leia mais aqui.
Rob Peter to pay Paulo(*)
(*) Roubar ao Peter para pagar ao Paulo
Há uns 5 ou 6 anos, na região de Bordéus, conheci um casal de reformados, ingleses, oriundos de Derbyshire. Antes do rebentamento das crises de dívidas soberanas, naquele ponto em que já levávamos com mais de uma década de anúncio do colapso do sistema de reformas português, Gordon continuava irredutível na crença que a melhor solução para o Reino Unido seria a adesão ao euro. Para isso, o banco central emissor teria que ter regras bem definidas para a expulsão de estados que não cumprissem os requisitos de manutenção salutar de uma moeda. De acordo com a nomenclatura actual, seria um conservador-liberal-europeísta, o que quer que isso queira dizer.
Liz explicava-me “we don’t save, we just spend“1, com o afinco da formiga que planeou a reforma com planos poupança; estes permitem-lhes viajar e realizar os planos adiados durante anos de trabalho a amealhar.
Esta é a Europa que se critica em Portugal. Estes são os europeus que queremos sobrecarregar com a nossa despesa incomportável. Sempre que exigimos mais tempo, mais dívida, mais “investimento”, mais “clusters“, mais “estratégia”, estamos a exigir ao casal Gordon e Liz que abdiquem do que planearam para sustentar as cigarras que não conseguem ver além do hoje e agora.
Não vai resultar. Há demasiados Gordons e Elizabeths a eleger governos nacionais, felizmente. É a estes, aos que elegem os governos nacionais, que governos têm que prestar contas. Reformados ingleses (ou alemães), nada têm que abdicar para que continuemos com as nossas despesas incomportáveis. É aos nossos reformados e aos nossos funcionários públicos que a “solidariedade” (palavra tão mal usada) tem que ser exigida. Da mesma forma, Gordon e Liz são chamados a participar nas más escolhas do governo britânico; Pedro e Inês não são2.
As nossas opções são ajustar ao euro ou sair do euro. Dito de outra forma, as escolhas são a convergência ou a divergência com a produtividade europeia.
1 “Nós não poupamos, só gastamos”.
2 Pedro e Inês nem as despesas da Madeira querem pagar, que dizer do jornal gratuito Sunderland Star?
Se bem percebo
a resposta de Dilma passa por uma tentativa de golpada bolivariana: Em reunião com governadores, Dilma defende plebiscito para reforma política
Às almas indignadas
com a falta de condenação no Blasfémias das escutas e outras vigilâncias promovidas pela administração norte-americana só posso acrescentar que tenham paciência e fé pois assim que Bush sair da Casa Branca e tomar posse a administração Obama o mundo poderá respirar outra vez de alívio.
Espanha torra, nós torramos ainda mais
Hoje trago-vos dois exemplos no país vizinho e do seu culto pelas obras públicas, ambos auto-estradas com portagem. Ler mais…
A recordar
Enquanto aterram e levantam aviões em Moscovo é bom recordar o destino de alguns norte-americanos que um dia partiram para a URSS: «Em 1931, no auge da Grande Depressão americana, a representação comercial soviética em Nova Iorque, Amtorg(“capa” das operações secretas soviéticas nos EUA), publicou anúncio que oferecia 6.000 vagas para os especialistas americanos na URSS. Mais de 100.000 americanos responderam ao este anúncio. Destes, entre 6.000 à 10.000 se mudaram para URSS.
A esquerda liberal nos EUA acreditava que o capitalismo está a colapsar e este será substituído pelo socialismo. O escritor Bernard Shaw dizia na rádio que o futuro está com URSS. O jornalista da New York Times, Walter Duranty escrevia os artigos de conteúdo semelhante (trabalhou em Moscovo entre 1922 e 1936, negando Holodomor ucraniano). A URSS oferecia trabalho garantido para os adultos, educação gratuita para os seus filhos, medicina gratuita às famílias. Alguns voluntários até receberam os bilhetes pagos para chegar à URSS.
Muitos destes americanos trabalhavam nas fábricas em Detroit ou detinham algum saber-fazer industrial, sendo engenheiros, professores, metalúrgicos, encanadores, mineiros, entre outros. No período entre 1929 e 1936 URSS gastou cerca de 40 milões de USD na compra de tecnologias industriais americanas, principalmente junto ao industrial Henry Ford.» Ler mais no Da Rússia um blogue essencial
Snowden também terá selo?
Não sei que livros leu o moço mas talvez tenha acreditado que há sempre uma dacha em Moscovo
Snowden
Um jovem idealista que luta pela liberdade no ocidente a ter que se esconder em países que tradicionalmente são inimigos da liberdade. Há quem ache que isto diz muito do Snowden, há quem ache que isto diz muito sobre as liberdades no ocidente. É escolher o lado. O lado que escolher diz muito sobre si.
Descubra as diferenças
entre o programa patriótico e de direita da Frente Nacional em França e o programa patriótico de esquerda do PCP em Portugal . A mim o do PCP parece-me menos isolacionista e menos intervencionista na banca. Mas admito ter de comparar melhor.
O Ajustamento Português VII
Todas as ideias erradas sobre gestão da água
Porque é Domingo e São João
Acordo, olho pela janela, tudo na mesma. Sem nuvens: talvez seja o início do Verão. Na sala, janela a nascente: sol de Junho. É Domingo e cheira a pão a sair do forno. Na rua, para lá da casa do irredutível às maravilhas da expansão imobiliária em altura, a estrada nacional. Vê-se a padaria e o frenesim habitual; pessoas que entram e saem, uma em cada quinze com o jornal debaixo do braço. Pelas cores, nenhum desses é o i. Não sei se se vende aqui: as pessoas estão habituadas a ler os blogues na própria internet. Alguns passeiam o cão. Não há sinais de revolução. A Primavera portuguesa já passou sem que “os momentos inesquecíveis da revolução” se fizessem sentir. Pelo menos, se existiram, não ficaram na minha memória.
Não é má, a minha memória. Lembro-me do Teixeira dos Santos a dizer que havia um limite a partir do qual os juros seriam incomportáveis e teríamos que pedir ajuda ao FMI. Lembro-me que esse limite passou. E passou. E passou. E só não duplicou porque o PM da altura trocou o ministro das finanças por um candelabro com ar grave e sério e chutou a responsabilidade para Kant. Perguntou aos portugueses se “quem criou os problemas os deve resolver” e responderam-lhe que não. Disse que nos adorava a todos (eventualmente a rodos) e foi-se, para dois anos depois Voltaire.
Júlio chega ao prédio com a saca de pão. Pergunto-lhe da janela como está. Diz-me que está bem. “E essa crise, Júlio”? “Não está bom mas não leio jornais, se quiser propaganda vou a um comício”. E faz bem. Faz mesmo muito bem. É véspera de São João e a crise espera mais uns dias, que é como quem diz, a crise não se resolve, gere-se. Sobretudo, resta lembrar sempre que o FMI já não vem, já cá está e cá ficará.
Porquê?

Para que o meu próximo livro custe 35.000.000 Č. Ou em batatas, 1/2 kg.
Temos de ter muito cuidado com aquilo que desejamos
…porque se pode tornar realidade: a revolução que Mário Soares pede, exige, implora, ordena, anuncia está a acontecer não em Portugal mas sim no Brasil governado por Dilma Rousseff de quem Mário Soares declarou: «”Fiquei excelentemente impressionado, somos camaradas, ambos de esquerda, tem um pensamento muito claro sobre o que se está a passar”, destacou Soares. “Falámos de tudo, foi uma conversa muito amena, muito simpática, é uma pessoa de inteligência superior”, assinalou com evidente satisfação.«
Esquece o sr. Perrotti que o aventureirismo tem boa imprensa
«“As eurobonds (euro-obrigações) são uma ideia estúpida que, felizmente, nunca será implementada”, diz-nos cruamente o italiano Roberto Perotti, doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e professor de Economia na Universidade Bocconi, em Milão. “Acho incrível que muita gente no Sul da Europa continue a propor versões desta ideia. A Alemanha não pode assumir os riscos de todos os países da periferia (da zona euro) e se, por acaso, as euro-obrigações fossem concretizadas gerariam um tal ressentimento na opinião pública alemã que isso selaria a morte da zona euro”, explica Perotti que considera um aventureirismo político essa proposta que tem corrido entre políticos europeus e economistas ocidentais de renome.»
A ler
Brasil, o princípio do fim do embuste pelo Francisco José Viegas: «As televisões gostam muito de revoluções. A revolução, segundo parece, está em marcha no Brasil. O que eu disse de Lula, do PT e dos metralhas brasileiros defende-me. Dilma Rousseff não me interessa; é uma personagem secundária de opereta local, arrastada pelos acontecimentos e por Lula, o homem que «não sabia de nada». Por isso, devia rejubilar e pôr-me à espreita: vêem como eu tinha razão?, o povo está em armas nas ruas, protesta contra o PT, contra o aparelho que montou nos últimos dez anos, contra o desregramento da economia brasileira, contra a ignorância e a oligarquia, contra a corrupção. Mas, em vez disso, acho que vale a pena explicar» E o FJV explica.
Rangel junta-se a Carlos Amorim, em Gaia.
Paulo Rangel associou-se à candidatura de CAA, em Gaia. Será o Comissário para a candidatura de V.N.Gaia a “Capital Europeia da Juventude – 2017″. (Foi apresentado hoje de manhã)
Link: https://www.facebook.com/GaiaNaoPodeParar?hc_location=timeline
Pergunta número dois
Os professores afirmam que o seu número diminui todos os anos com taxa superior à taxa de diminuição do número de alunos.
A pergunta número dois é: a que taxa reduziram os sindicalistas?
(pode-se perguntar, não pode?)
Após protestos, Dilma anuncia Plano Nacional de Mobilidade Urbana Era mesmo o plano que faltava numa longa lista de planos e programas:
(…)
Se tivermos em conta que no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (Cadastro Único) já estão segundo dados do governo brasileliro inscritas 21 milhões de famílias acabarão a inscrever-se todos os brasileiros pois, entre ricos e pobres, haverá sempre um programa para agradar a todos.
A TSF acordou liberal
Até se regozija com esta vitória do comércio livre: Azeite português vai continuar a ser exportado para os EUA Portugal e União Europeia conseguiram travar a aplicação de uma medida protecionista. A Casa do Azeite, que representa os produtores, congratula-se com a decisão.
Ainda acaba a considerar reaccionária a excepção cultural francesa
Chega de abuso
O boicote dos professores à avaliação dos alunos está a lixar a vida destes. As coisas não vão acabar bem. Já ia sendo tempo de pais e alunos reagirem.
Não te metas onde não é preciso
«Muitas empresas em Portugal, para se desenvolverem, precisavam de recrutar doutorados e nós temos jovens doutorados de elevadíssima qualidade» diz o Crato.
Óptimo. A ser verdade, nem o Estado, nem os contribuintes precisam de meter o bedelho. Se são precisos e os há…
Sintomas de uma sociedade disfuncional
Se A critica B, aparece logo C a criticar A para empatar jogo.
Passaram 2 ou 3 dias e …
… ninguém respondeu à pergunta: quanto é que os sindicatos recebem do Estado?
A rua tem consequências anti-rua
O problema dos protestos que originam cedências por parte dos decisores políticos, como os que se observam agora no Brasil, está na capacidade dos decisores em usarem poder para interferir directamente com exigências dos sectores.
Uns querem mais escolas, outros querem mais hospitais, outros querem ainda transportes gratuitos. Como se conjugam esses interesses com recursos finitos?
Com intervencionismo não se conjugam: o que é alocado para transportes não é alocado para educação e vice-versa. O crescimento da carga fiscal necessária para suportar mais e mais estruturas torna-se incomportável e o propósito artificial de redução de desigualdade, perversamente, apenas a acentua: mais e mais impostos são usados – retirando-os aos que podem criar emprego para suportar funcionários públicos, que não geram riqueza, como forma de suportar esse estado social – isto fazendo com os que têm menos recursos percam a possibilidade de os obterem com a única forma verdadeiramente eficaz de distribuição: através de salários.
O que estamos a assistir é o socialismo a engolir-se a si próprio. E é só a 765ª vez na história recente. A consequência disso é tornar-se necessário conter o descontentamento disperso, não liderado, ultra-revindicativo, com formas crescentemente repressivas. Não há nem nunca houve refeições gratuitas.
Notícias não relacionadas
Com tradições. *
Este final de mandato de Rui Rio tem sido relativamente surpreendente. À primeira vista, quase revolucionário. Parece apostado em relembrar-nos a velha e bem-sucedida frase publicitária de uma conhecida marca de uísque: “a tradição já não é o que era”! No Porto, parece, de facto, não ser. Por exemplo, as corridas de automóveis, à custa da persistência camarária, já entraram no respetivo circuito internacional. Criou-se uma “ nova tradição” a grande velocidade, alicerçada no facto de ter existido, entre 1958 e 1960, um circuito internacional da Boavista, em fórmula 1. Criar-se uma “tradição rápida” – ou a sua ilusão (o tempo o dirá) – é algo de revolucionário! Quase tanto como acabar-se com ela….
Alertas republicanos do sábio Tocqueville
Rodrigo Constantino
“A multidão sempre me incomodou e me emudeceu.” (Alexis de Tocqueville)
Em clima crescente de anomia, caos, desordem e anarquia, com vândalos “revolucionários” atuando impunemente pelo país todo, tudo isso sob a blindagem de manifestações legítimas, porém difusas e contra “tudo isso que está aí”, nada melhor do que manter a serenidade e buscar sabedoria nos antepassados. Eles já passaram por situações semelhantes, por revoluções, por convulsão social, quando a política em si passa a ser vista como o grande inimigo.
Resolvi reler vários trechos de Edmund Burke, e publiquei alguns no meu artigo “Brincando de Revolução“. Agora foi a vez de revisitar outro gigante, Alexis de Tocqueville. Com percepção extremamente acurada de quem viveu tensões revolucionárias de perto e de dentro do poder, Tocqueville fez o possível para preservar o bom senso e as liberdades básicas do povo. Seu relato consta no imperdível livro Lembranças de 1848. Abaixo, alguns trechos que merecem destaque:
Leia mais aqui.


