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Les Précieuses ridicules

6 Dezembro, 2012

«Un an et demi après avoir échoué à représenter les Verts à la présidentielle,Nicolas Hulot fait son retour sur la scène politique. L’ancien animateur de TF1 a été nommé jeudi par François Hollande «envoyé spécial du président de la République pour la protection de la planète».»

Oscar Niemeyer II

6 Dezembro, 2012
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Outro “local de fé”, o Casino do Funchal, também idealizado pelo “arquitecto das curvas”. Ao estilo da Catedral de Brasília, embora sem a sua exuberância.

CasinoFunchal

 

oscar niemeyer

6 Dezembro, 2012
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Comunista e ateu, Oscar Niemeyer realizou uma das mais extraordinária evocação de Deus que conheço: a Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro a Catedral Metropolitana de Brasília. Morreu ontem, com 104 anos de idade.

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https://i0.wp.com/www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK11447_catedral800.jpg

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A Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro é, de facto, do Arq. Edgar Oliveira da Fonseca e, por erro, referi-a como sendo de Niemeyer.

mutatis mutandis…

5 Dezembro, 2012
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Tenho poucas dúvidas de que a demissão de Nuno Santos do cargo de director de informação da RTP tenha tido motivações políticas. Na verdade, estes lugares são sempre ocupados por gente da confiança política do governo em funções.

E o SOS Racismo onde está? E os advogados não protestam?

5 Dezembro, 2012

(Via Cinco Dias)

“Umas das coisas que o Brasil mais tem exportado para Portugal são prostitutas” – Há prostitutas brasileiras em Portugal mas não só a frase faz uma generalização abusiva como não tivesse sido feita por Marinho Pinto e teria provocado uma convulsão nacional.   Acresce que aquele ambiente de irmandade dos diversos membros do painel também não deve ajudar à sanidade dado o ar estontecido com que os outros irmãos debatentes ouvem as inanidades de Marinho Pinto quem sabe  irritado com o país irmão por causa de práticas estranhas como o levar a tribunal os envolvidos (não todos, é certo) no mensalão.

 

Sinal dos tempos

5 Dezembro, 2012

Admitindo que esta notícia do I é verdadeira Fisco alemão suborna bancários da Suíça para aceder a contas alemãs este é um sinal  de que não se olha a meios para atingir os fins.

Mário Soares

4 Dezembro, 2012
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“Quem vê, do estrangeiro, este esforço e a coragem com que estamos a aplicar as medidas impopulares aprecia e louva o esforço feito por este governo.”

JN, 28 de Abril de 1984

anatomia da bancarrota

4 Dezembro, 2012
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Qual a diferença entre as bancarrotas de 1983 e 2012?

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Uns pares de estalos a mais ou a menos, consoante as perspectivas.

“Tenha pois cuidado com o que lhe possa acontecer”

4 Dezembro, 2012

dn_ms

Francisco_S_Carneiro

Olha quem fala!

4 Dezembro, 2012

O vice-presidente do Parlamento Europeu Miguel Angel Martinez, disse hoje que os governos europeus mostram uma “obsessão suicidária com a austeridade”  Se a austeridade fosse tomada a sério certamente que o Parlamento Europeu não andaria em bolandas entre Estrasburgo e Bruxelas, desrazoamento que terá um custo de 180 milhões ano

Absolutamente de acordo

4 Dezembro, 2012

Jerónimo: ‘Ninguém peça ao PCP que deixe de ser o que é’  – Antes pelo contrário o PCP deve assumir aquilo que é: um partido comunista, estalinista, defensor de uma solução totalitária para a sociedade portuguesa. O problema é que o PCP raramente assume o que é preferindo falar da sua versão anti (anti-fascismo, anti-capitalismo, anti-liberalismo…)  em vez de falar daquilo que defende: o comunismo.

O que é que a Constituição diz sobre propinas no secundário?

3 Dezembro, 2012
Artigo 74.º
Ensino

[…]

2. Na realização da política de ensino incumbe ao Estado:

[…]
e) Estabelecer progressivamente a gratuitidade de todos os graus de ensino;

O que é que a Constituição diz sobre a privatização da RTP?

3 Dezembro, 2012
Artigo 38.º
Liberdade de imprensa e meios de comunicação social

[…]

5. O Estado assegura a existência e o funcionamento de um serviço público de rádio e de televisão.

Vida tão estranha

3 Dezembro, 2012

Notícias a ouvir com música:

*Um país de ursinhos ou as crianças índigo ou nem sei bem explicar. O melhor é lerem no Malomil

*Tony Carreira citado pelo Arrastão declara após ter cobrado a autarquias e similares entidades públicas aproximadamente milhão e meio de euros em concertos: “O que está a acontecer em Portugal não me parece de forma alguma justo – que o povo português tenha de pagar os erros de todos os políticos que tiveram Portugal nas mãos nestes anos todos. E não estou a condenar só o governo que está no poder neste momento, lá para trás já houve muito mau trabalho. Vejo gente de 50/60 anos a emigrar, cruzo-me com elas nos aviões. E o povo português não vai poder aguentar mais. Porque se já ganhava mal antes das coisas estarem como estão, agora simplesmente não vão conseguir.

depois não se espantem!

3 Dezembro, 2012
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Depois de ter feito uma “enorme” redução de 30% nas subvenções das Fundações, o governo português prepara-se para privatizar 49% do “grupo RTP”, querendo isto dizer que a emissora continuará com a estrutura actual, continuando nas mãos do estado e do governo.

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O recorte da medida, feito para agradar aos papalvos que continuam a querer ter a “sua” televisão e lacrimejam pela “querida RTP” passar a ser paga e gerida por privados, em vez de ser paga com o dinheiro dos contribuintes e gerida por políticos, denuncia as intenções socialistas deste governo, que pretende que outros (privados) venham pagar o regabofe e o luxo do estado ter uma emissora televisiva própria, utilizada para o que cada governo quiser.

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Mas denuncia, também, a perversidade do tratamento mediático e substantivo de todo este processo, cuja desistência da privatização, no começo do mandato do governo, se devia – dizia-se – à absoluta inexistência dos interessados, tal o estado lastimável da empresa e a pequenez do nosso mercado. Então, não havia interessados em comprar a maioria do capital social e há, agora, quem lá queira pôr dinheiro e ficar em minoria, para que o governo continue a mandar na emissora?

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É bom não esquecermos, no meio disto, que este governo que quer manter fundações e emissoras privadas de comunicação com o dinheiro dos contribuintes é o mesmo que os tem esbulhado fiscalmente, em nome da situação de emergência nacional em que o país se encontra.

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Depois não fiquem admirados, nem arranjem desculpas por não cumprirem as metas orçamentais!

O “controlo sindical sobre a contratação e distribuição da força de trabalho” garante a “confiança absoluta no colega do lado”

3 Dezembro, 2012

Via 5 Dias: «Está em jogo, como é sabido, uma ofensiva que tem como objectivo assegurar o poder patronal nos portos, de forma a generalizar a precariedade e a promover a desqualificação numa profissão submetida a condições de trabalho particularmente duras e perigosas, onde impera, desde 1979, o controlo sindical sobre a contratação e distribuição da força de trabalho. Os estivadores são um colectivo de trabalhadores em luta que é também uma comunidade, desde logo porque a natureza mesma do seu trabalho torna a confiança mútua um elemento essencial à segurança de cada um. Quem já tiver visto um andaime a cair ou um túnel a abater-se sobre um operário da construção civil compreenderá facilmente a importância que pode ter a confiança absoluta no colega do lado, em sectores onde todos os instrumentos de produção são potencialmente perigosos.» Se fosse um filme isto tinha outro nome. Como é política chama-se nepotismo.

República socialista da Trapalândia

3 Dezembro, 2012

Serviços deixaram de passar declarações de rendimentos aos inquilinos, que não têm como provar junto dos senhorios que têm uma situação de carência financeira Na República socialista da Trapalândia os senhorios substituem-se à segurança social e indexam as rendas aos rendimentos dos inquilinos

Amordaçado por assaltantes com um pano que continha amoníaco, João Maria Pires, 74 anos, de Chaves, faleceu nove dias depois. Dois homens acabaram condenados pelo roubo, mas não pela morte. Os dois arguidos, de 23 e 27 anos, em prisão preventiva desde janeiro, viram ser provado o assalto, mas não foram responsabilizados pela morte do reformado, ao contrário do pretendido pelo Ministério Público (MP). Isto por não ter ficado assente que eles tinham a consciência de que o uso do amoníaco podia ser fatal. O único crime dado automaticamente como provado na   República socialista da Trapalândia é a fuga ao fisco. Todos os mais resultam de condições psico-afectivas, devidamente enquadrados numa situação socio-económica a par duma vivência cultural em que vítimas e criminosos se confundem e em que a par da falta de consciência dos autores crimes resta a dúvida acerca da última vontade das vítimas: quem pode garantir que aquele não era o fim desejado por elas?

Fisco cria unidade especial para controlar as grandes empresas. Até ao final do ano, 290 grupos económicos vão ser acompanhados mais de perto pelo Fisco através da recém criada Unidade de Grandes Contribuintes (UGC). Mais de 100 gestores tributários vão passar a monitorizar metade da receita fiscal global anual de IRC, IVA e retenções na fonte em sede de IRS. Em causa estão 11 mil milhões de euros de impostos correspondentes aos grupos económicos que estão sob a alçada da nova unidade especial.  Terá a PJ uma Unidade para os Grandes Criminosos? Se tiver a linguagem não deve ser diferenteNa República socialista da Trapalândia a actividade económica privada é tolerada porque é dela que resulta o dinheiro que permite manter o socialismo mas todavia há na linguagem e nos procedimentos um princípio básico: se os empresários fossem honestos não eram empresários mas sim funcionários públicos.

Impressões

2 Dezembro, 2012
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A situação vista de Lisboa

Estivadores em luta. Milhares em manifestações.

A situação vista de Lisboa

Estes contra (ficaram sem os subsídios). Aqueles contra (estão desempregados).

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«amor»

2 Dezembro, 2012
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No Portugal Contemporâneo.

Não é verdade

2 Dezembro, 2012
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A notícia do Público (sobretudo o título e o subtítulo) não passa de uma lamentável confusão. Não existirá qualquer reforma nova antes das eleições autárquicas. O que se pretende é evitar uma lacuna no ordenamento jurídico, apenas isso.

A Lei 22/2012 (reforma das freguesias) revogou o anterior regime sobre criação e extinção de autarquias: a Lei 11/82 e a Lei 8/93. Agora, quando se concretizar a agregação de freguesias, é preciso fazer uma lei enquadradora que defina regras permanentes para a criação, agregação e extinção de municípios e freguesias. Trata-se apenas de actualizar aquilo que vigorou até Maio para a vida futura das autarquias locais já sem a pressão da Troika e do Memorando. Não existirá qualquer imposição, nem está prevista outra Reforma: a nova Lei Quadro só irá evitar uma lacuna quando a lei 22/2012 caducar naturalmente no fim da actual reforma das freguesias.

5 fotógrafos + 1 manifestante = Acção bem sucedida

2 Dezembro, 2012

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Esta imagem foi tirada ontem  no México mas podia ser noutro país porque dá conta de uma característica do nosso tempo: alguém de quem a esquerda não gosta vence umas eleições. Imediatamente começam os pedidos de demissão mais ou menos violentos.

É uma empresa portuguesa com certeza

2 Dezembro, 2012

E certamente dirigida por empresários de vão de escada, dotados duma profunda insensibilidade social que incapazes de apostar na inovação no crescimento têm o descaramento de apoiados por este governo de direita virem assustar os trabalhadores com a ameaça de despedimentos:  «Para atingir o equilíbrio financeiro, podemos não dispensar – e certamente não dispensaremos – uma efectiva contenção e mesmo redução de despesa, nomeadamente de funcionamento e, nalguns casos, de estrutura».

Cenários *

1 Dezembro, 2012
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“(…) Há muitos cenários a circular. Uma grande parte deles (a maioria) converge na convicção (novamente, uma questão de fé) de que o Governo, a prazo, cairá. Divergem, contudo, quanto ao momento concreto e consequências. Para alguns, isso ocorrerá quando o PS quiser mesmo assumir o ónus da governação – o que só se verificará depois das próximas “autárquicas”. Para outros, no entanto, isso sucederá logo no fim do 1º trimestre de 2013 e após a 7ª avaliação da “troika”, apostando-se, simultaneamente, numa nota negativa e num previsível incumprimento das metas orçamentais. Para certos setores do próprio PSD, anseia-se, ainda, por uma espécie de “mal menor” partidário (irrealista?!), desejando-se que Belém demita o Governo atual para o substituir, sem eleições, por um outro de iniciativa presidencial, mas ainda liderado por alguém do PSD”.

(texto completo em Ler Mais)

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Da popularidade da alquimia

1 Dezembro, 2012

Pergunta a TSF: É possível equilibrar as contas do país de forma sustentável sem mexer na Educação, Saúde e nas Prestações Sociais?

Sim  69%   465 votos

Não 30%   200 votos

Sem opinião 2%    12 votos

Um retrato ideológico de Portugal

30 Novembro, 2012
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O New York Times disponibilizou ontem um álbum de fotografias sobre Portugal e a crise que vivemos. Fotografias a preto e branco, têm como missão pintar um retrato negro do país. Independentemente da qualidade estética, a qualidade jornalística do retrato é miserável. Não pela escolha das imagens, mas pelas legendas. Em 16 micro-textos, nove continham erros factuais ou outras incorrecções. Todas correspondiam à tentativa de traçar um retrato apocalíptico do país. Um retrato ideológico, não jornalístico. Senão vejamos:

Slide 1. A demolição de 12 casas ilegais na Amadora, em Julho, é descrita como tendo afecto um “bairro inteiro” habitado sobretudo por cabo-verdianos

Slide 2. A legenda informa que em Portugal a austeridade significa que há hospitais a fechar, o que é mentira, apesar de haver alguns que podiam e deviam fechar.

Slide 4. Uma imagem de pessoas à espera de alimentos gratuitos é utilizada para ilustrar a informação de que Portugal tem sido elogiado por quem nos empresta dinheiro.

Slide 5. O número escolhido para o número de desempregados não é o estimado pelo INE – 870 mil é o número oficial, a que alguns adicionam os “inactivos disponíveis mas que não procuram emprego”, mais 250 mil. No total, um máximo de 1,12 milhões, longe dos lunáticos 1,4 milhões da legenda do NYT.

Slide 6. A fotografia indica que a loja da imagem está fechada, supostamente por causa da crise. Azar: a imagem é da frontaria do antigo cinema Eden, nos Restauradores, onde funciona um hotel e uma Loja do Cidadão…

Slide 8. Os manifestantes que arrancaram a calçada para atirar pedras à polícia a 14 de Novembro são apresentados como sendo mainstream.

Slide 9. Informa que as greves se tornaram muito mais comuns. No sector privado não tenho dado por isso.

Slide 10. A legenda esquece-se d informar que os manifestantes que queimaram fotografias de Merkel quando ela veio a Lisboa eram escassas dezenas.

Slide 11. Entre o monte de desgraças portuguesas sobre as quais o NYT pretende informar os seus leitores está o aumento das propinas nas Universidades. Um aumento que não existiu mas dava jeito que existisse para a narrativa ser ainda mais melodramática.

Slide 14. Os vândalos que andam a grafittar as paredes são apresentados como “street artists”.

E por aqui me fico. Não sem antes referir que era possível ao NYT realizar uma reportagem muito parecida, porventura até mais negra, sem ter de sair de Nova Iorque. Ou mesmo de Manhatan.

“as demissões dos governos têm regras”

30 Novembro, 2012
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Parece que finalmente alguém começa a ter bom senso no PS. Carlos Zorrinho e José Junqueiro vieram dizer o óbvio, que “as demissões dos governos têm regras”. As regras da democracia e da constituição, mais exactamente, com as quais alguma esquerda está sempre a encher a boca, mas de que se parece esquecer quando não está, e quer estar, no poder. Fica claro, contudo, que, como quase sempre tem acontecido desde que Mário Soares abandonou a liderança, existem, pelo menso, dois Partidos Socialistas: o institucional, que é o que saiu do último congresso, e o histórico, que é o que sai da cabeça do Dr. Mário Soares. Qual deles manda mais no partido é coisa que não se sabe. Talvez seja necessário recorrer a um árbitro para decidir. Quem sabe, a José Sócrates?

A sovietização das famílias

30 Novembro, 2012

No meio da muita demagogia em torno da fome a questão das crianças que não tomam pequeno-almoço é um item obrigatório. A crise levará a que hoje muitas crianças tenham actualmente uma alimentação deficiente. A estas juntam-se aquelas cujas famílias já as alimentavam mal mas que antes da crise tinham dinheiro para tomar o pequeno-almoço no café ou comprar uns donuts e quejandos sem qualquer interesse alimentar mas que faziam as vezes de pequeno-almoço. Aos mais esquecidos recordo que já em 2008 a questão se colocava. Como agora há menos  dinheiro  este grupo junta-se ao anterior. E nesta circunstância os estatistas do costume por ideologia ou fé aproveitam para avançar com a instituição no pequeno-almoço as escolas.  Se há crianças que precisam de receber ajudar para ter um pequeno-almoço em condições organize-se essa ajuda. Mas sempre que possível essa ajuda deve ser feita de forma a que elas tomem o pequeno-almoço em casa.  Caso contrário estamos a contribuir para o acentuar da crise retirando competências à instituição que melhor lhe resiste: a família.

O erro de Passos Coelho

29 Novembro, 2012
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Passos Coelho cometeu estes 3 grandes erros políticos e porventura muitos outros, ao nível dos pecadilhos a que o ser humano não resiste. Mas por cada dia que passa, me convenço do que terá sido o seu grande erro: não ter viabilizado o “milagroso” PEC IV.

Este país tem sido sempre salvo in extremis e isso tem-lhe evitado estatelar-se, conhecer a dor lancinante do “bater no fundo” e ficar com as marcas perenes que lhe recordem eternamente o drama e previnam futuras recaídas. Com Sócrates a “gerir” o PEC IV, chegar-se-ia fatalmente a um fim de mês com o Estado exangue, sem dinheiro para salários e pensões, para medicamentos, para a manutenção de escolas e hospitais. Não teríamos de “aturar” nenhuma Troika a impôr-nos qualquer Memorando, mas o ajustamento seria muitíssimo mais brutal, com o défice a ter de ser corrigido de forma imediata.

A verdadeira e duríssima austeridade aconteceria então, sem que ninguém no-la impusesse. Claro que Passos Coelho não sairia impune, pois Sócrates ainda o acusaria de cumplicidade ou de falta de solidariedade na implementação do PEC IV…

não será para isso que servem as eleições?

29 Novembro, 2012
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Num comentário ao meu anterior post, o Sérgio Lavos inaugurou, também ele, uma outra forma de democracia: a directíssima. Isto é, se um grupo de ilustres cidadãos, de elevada estatura moral e política, entende que um governo está, no exercício das suas funções, a fugir ao que os partidos que o compõem prometeram no período eleitoral, podem remetê-lo para a estratosfera política, sem apelo nem agravo. Isso foi, mais ou menos, o que foi feito a Pedro Santana Lopes, quando ele, convencido que vivia num regime parlamentar, aceitou o presente envenenado de chefiar um governo sem ter ido pessoalmente a votos. Com algum chinfrim mediático, meia dúzia de trapalhadas de Santana (a mais imperdoável, a que conduziu à demissão de Henrique Chaves) e a ajuda do sempre terno e meigo Jorge Sampaio, o PS voltou alegremente ao governo a meio de uma legislatura com maioria absoluta formada do PSD e do CDS, tendo-nos dado as alegrias que sabemos e hoje estamos a pagar. É evidente que, a seguir-se o conselho do Sérgio, nenhum governo chegaria ao termo da legislatura, em Portugal, visto que, como já é doutrina mais ou menos pacífica entre nós, todos nos podem mentir durante o período eleitoral. Habitualmente, os eleitores avaliam se lhes mentiram muito ou pouco quando há eleições, e votam em conformidade com o que pensam ter sido o comportamento do governo. Por isso é que há governos que perdem eleições e governos que ganham eleições. Nas democracias maduras é para isso que elas servem, e não para serem pretexto para derrubar antes do tempo quem legitimamente as ganhou.

democracia epistolar

29 Novembro, 2012
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70 pardacentas “personalidades”, todas saídas da área do PS e de partidos e movimentos sociais à sua esquerda, subscreveram um documento, uma “carta ao primeiro-ministro”, como lhe chamaram, pedindo a demissão de Pedro Passos Coelho e de um governo que dispõe de uma maioria absoluta saída de eleições democráticas ocorridas nem há dois anos. O motivo do pedido de demissão é que este grupo defende políticas diferentes das que o governo está a seguir e pretende que ele se demita ou seja demitido pelo Presidente da República, se não alterar o sentido da governação conforme as suas pretensões.

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O acontecimento seria uma absoluta irrelevância política, caso nele não figurassem alguns políticos e deputados no activo, como Ferro Rodrigues, João Galamba, Inês de Medeiros, Pedro Delgado Alves e Pedro Nuno Santos, que assim demonstram o que pensam da democracia parlamentar. É que, caso não saibam ou se tenham esquecido, nos regimes democráticos é no parlamento eleito pelo povo que estes assuntos e debatem e discutem, e é nele que se formam e se desfazem as maiorias que dão ou tiram sustentabilidade aos governos. Que se saiba, ainda está por inventar a democracia epistolar, mas parece que a nossa triste esquerda acredita mais nela do que na democracia saída do voto popular.

Esta, aquela e a outra

29 Novembro, 2012

De repente o antigamente denominado pronome demonstrativo esta entrou na agenda política. Os emissores (quando o Valete encontrar o Chomsky no tal túnel há-de perguntar-lhe se esta é a formulação mais correcta) pronunciam esta com particular ênfase: declaram esta política às vezes também esta Europa e depois concluem falhou.  Esta teogonia ou mais correctamente mistério da fé tem como dogma o esta. Os crentes do esta política vivem na convicção profunda que Passos Coelho é o único político do mundo que se obstina em não experimentar aquela política de crescimento que nos poucos segundos em que deixam de dizer esta, esta apresentam como a solução para os nossos males e que vá lá saber-se porquê quiçá por  tara, perfídia ou obediência ao 4º segredo de Fátima, Passos não aplica em Portugal.  Basta dizer esta naquele tom similar ao eu acredito para que o emissor-prosélito fique revestido de aura de santidade e sobretudo  dispensado de explicar o que defende em alternativa ao esta. Tendo tido nós anos e anos daquela e acabando a falhar como falhámos -o pedido de ajuda externa foi feito sob risco do país falir  – o que defendem os fiéis do  esta política  falhou? Defendem aquela que tinha tanta mensagem, tanta visão, tanta sensibilidade, tanta modernidade e que nos trouxe à falência? Ou defendem outra? O interessante nos pronomes é que eles estão em vez de nomes. Logo é altura de se começar a dizer o nome que está atrás dos pronomes. Assim fica tudo mais claro.

Depois do canalizador polaco chegou o dentista português

29 Novembro, 2012

Um polémica que nos diz respeito: Les «dentistes portugais» sèment l’émoi dans les facs de médecine

importa-se de explicar?

28 Novembro, 2012
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João Almeida, porta-voz do CDS: “Se há coisa que o passado recente nos mostra claramente, é que a uma má solução, ainda que rejeitada, sucede uma pior”. Por acaso, não está a falar do PEC IV, pois não? É que, dito assim, até parece…

um pouco mais de liberalismo

28 Novembro, 2012
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Deitar fora a criança com a água do banho.

O que são os cocktails molotov e os petardos ao pé do vinho Salazar?

28 Novembro, 2012

«Proibida venda de vinho com a marca Salazar O Instituto de Propriedade Industrial chumbou a criação do vinho “Memórias de Salazar”. Motivo: podia ofender a consciência coletiva e fazer perigar a ordem pública. Autarca de Santa Comba Dão não desiste.» Está bem de ver: o que tinham os manifestantes em frente ao S. Bento? Pedras? Petardos? Cocktails molotov? Não. Vinho “Memórias de Salazar”

Mundo maravilhoso

28 Novembro, 2012

Ainda  a propósito do teor das letras de Valete lembram-se do Sizzla? Pois o Sizzla que cantaria tão bem ou tão mal quanto o Valete viu-se no meio de uma enorme polémica por causa do teor das suas letras . Como as letras do Valete não referem os homossexuais   não há problema. Ele não distingue sexos nem raças na sua apologia do ódio.  Já agora como aqui se chama a atenção o que faz o Mia Couto num túnel com Sardar, Saramago,  Chomsky, os mentores do atentado de Nairobi, Nipónicos pa’ vingar Hiroshima e Nagasaki, Fidel Castro, Arafat, Chavez e Khadafi, Activistas do Hamas, Jihad e Hezbollah Zapatistas, Talibãs e bombistas da Fatah? Enfim espero que o espectáculo lhe corra bem e que nunca se veja num túnel com tais almas mas se se der o caso e encontrar o Chomsky d~e-lhe o link deste blogue porque terei o maior gosto em discutir com ele umas matérias arbustivo-linguísticas.

também quero fazer uma declaração de voto

27 Novembro, 2012
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Não volto a votar neste CDS nem neste PSD.

Olha para o que eu digo…

27 Novembro, 2012

“A promessa de não aumentar impostos foi completamente incumprida. Tal como incumprida foi a garantia de que o aumento da eficiência fiscal, através do combate à fraude e à evasão, permitiria gerar receitas suficientes para reduzir a carga fiscal dos que trabalham e cumprem pontualmente os seus deveres perante o fisco.

A proclamada consolidação orçamental foi feita, pelo menos em ¾, à custa do contribuinte. Este empobrecimento da economia e esta apropriação de recursos pelo Estado, revelou todos os seus limites com a crise e a recessão. O que temos hoje é mais impostos[, mais défice] e menos receita. O caminho da retoma passa necessariamente por devolver recursos à economia, às famílias e às empresas.” (aqui)

Leituras complementares:

Recuperar a Credibildiade e Desenvolver Portugal
Programa do XIX Governo Constitucional.

rabo para fora

27 Novembro, 2012
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Há momentos em que mais vale estar calado, a falar só por falar e a arriscar dizer disparates por não se ter nada para dizer. Telmo Correia, um dos eternos deputados do CDS e actual vice-presidente da bancada, deu hoje um exemplo magnífico disso mesmo, ao anunciar que o CDS tem a consciência de que este “orçamento é questionável”, mas que “é inquestionável que seria pior não termos orçamento”. A frase, em si, não quer dizer coisa nenhuma, porque o que o que é mau não fica bom por receio do péssimo, nem o facto de não termos este “questionável” orçamento significaria necessariamente não ter orçamento nenhum. Se o CDS e os seus dirigentes não tiveram força política e pessoal para imporem o que pretendiam ao Ministro das Finanças, nem coragem para, por causa disso, se demitirem de um governo onde pouco ou nada mandam, e se ainda, apesar disso, querem pôr o rabo de fora do orçamento que hoje vão aprovar, mais vale estarem calados, porem um ar circunspecto perante as câmaras de televisão (lembram-se do Conselheiro Gama Torres?), balbuciarem umas trivialidades sobre o amor à pátria e a emergência nacional, e rezarem à Nossa Senhora de Fátima, da qual o Dr. Paulo Portas é seguramente um fiel devoto, pedindo que as coisas se componham em 2013, seja lá como for.

rabo para dentro

27 Novembro, 2012
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Se António José Seguro considera o orçamento de estado para o ano de 2013 uma catástrofe para o país (no que estará, provavelmente, cheio de razão) só lhe resta, em primeiro lugar, votar hoje contra a sua aprovação, do que não resultarão quaisquer consequências políticas, e, em segundo lugar, suscitar a fiscalização sucessiva da sua constitucionalidade no Tribunal Constitucional. Aí, sim, correrá o risco de deitar o governo abaixo se normas significativas do orçamento forem declaradas inconstitucionais, e de ter de assumir responsabilidades políticas por isso, provavelmente ganhando eleições antecipadas e indo para o governo. Em face deste cenário, que caminho escolheu o líder do PS? Aquele que lhe parece mais fácil, obviamente: vota contra, para ficar bem na fotografia, mas não arrisca o Tribunal Constitucional, com receio de ter de ir para o governo nas actuais circunstâncias em que o país vive. A secreta esperança de António José Seguro é a de que, por um milagre qualquer, provavelmente a demissão intempestiva da Sr.ª Merkel, ou a sua súbita conversão ao despesismo, a política europeia mude radicalmente e lhe conceda, quando ele chegar ao governo, dinheiro para gastar, prazo e juros baixos para pagar a dívida, e um generoso perdão de parte significativa daquilo que devemos. Só assim se compreende que tenha agora metido o rabo entre as pernas na questão do Tribunal Constitucional, já que, se não for agora para o governo e se não ocorrer o milagre europeu de que está à espera, quando lá chegar o que encontrará será, pela sua lógica, bem pior do que está agora.