O roubo silencioso
Faça de conta que vive noutra galáxia e descubra as diferenças na reacção a estas declarações
Ministra da Saúde, «a ministra “esquerdista”: “Quando estou muito irritada, costumo ouvir o hino da CGTP”, a Internacional»
Ministra da Saúde, «a ministra “fascista”: “Quando estou muito irritada, costumo ouvir o hino fascista”»
Os dias do parvoísmo
(…)
Como é que o Expresso sabe?
Nasceu uma nova forma de jornalismo: «Marcelo, sabe o Expresso»
«Para o Presidente, que como o Expresso noticiou foi apanhado de surpresa pela votação no Parlamento que colocou Governo e oposição em choque frontal – e deu ao primeiro-ministro argumentos para ameaçar demitir-se –, a clivagem instalada tornava difícil abordar o assunto sem se colar a um dos lados. Já que António Costa o libertou de ser parte no processo, ao fazer depender a sua demissão exclusivamente da votação da lei dos professores no Parlamento e não da promulgação presidencial, Marcelo aproveitou: só interviria se houvesse mesmo crise.
Se a crise se tivesse consumado e Costa se demitisse, Marcelo convocava eleições. Constitucionalmente, quando um PM se demite, o Presidente ou dá posse a outro Governo ou marca eleições. Marcelo, sabe o Expresso, escolheria a segunda. E chegou a estudar os calendários. Com a lei votada a 10, podia ouvir os partidos e o Conselho de Estado até 17 e, cumprindo os 55 dias que a Constituição prevê, podia marcar eleições para 14 de julho.»
Génio ou vândalo vs génio e vândalo
A exposição “Banksy: genius or vandal” estará por cá, na Cordoaria Nacional, a partir de 14 de Junho. O título da exposição deixa-me intrigado: tem mesmo que ser genius or vandal? Não seria melhor and/or? É que, por muito genial que sejam as obras do homem (presunção minha: pode ser mulher), é possível acumular os dois epítetos através do exercício de pintura em tela alheia, como é a parede de uma casa que não lhe pertence.
Da mesma maneira, ao contrário do que se lê nos jornais acerca da imensa genialidade de António Costa na questão com os professores, é perfeitamente possível um vândalo ter rasgos de imaginação grotesca perante a inaptidão da oposição para perceber que a hipocrisia é a ferramenta política mais valorizada pelos média.
Graças ao Gonçalo Graça Moura cheguei a este texto sobre a falta de alimentos em Cuba. A retórica cubana para explicar o seu falhanço é algo que ouvimos todos os dias por aqui aplicada aos sectores que a esquerda controla entre nós, como a saúde, a educação, a fiscalidade… Mas quando o assunto são os ovos, a pasta de dentes e o arroz matérias que, por enquanto, os nossos queridos esquerdistas têm deixado nas mãos dos merceeiros, a demagogia torna-se evidente
«Após vários meses de desabastecimento de produtos no mercado local, as autoridades cubanas anunciaram nesta sexta-feira a venda racionada de vários deles, principalmente alimentos, para evitar acumulação e garantir maior acesso, afirmou o governo.»
UM GOVERNO DE ESQUERDA NUNCA MAS NUNCA SE CONFRONTA COM OS SEUS FALHANÇOS. UM GOVERNO DE ESQUERDA INTERVÉM SEMPRE PARA RESOLVER OS DEFEITOS INTRÍNSECOS AO CAPITALISMO: EVITAR ACUMULAÇÃO E GARANTIR MAIOR ACESSO. MESMO QUANDO NÃO HÁ NADA PARA ACUMULAR NEM COISA ALGUMA PARA ACEDER HÁ QUE REGULAR A ACUMULAÇÃO E GARANTIR O ACESSO
“Regular o produto é vender quantidades limitadas, que permitam (…) que haja uma equidade na distribuição, que (…) maior quantidade de pessoas possa ter acesso ao produto, e também para evitar a acumulação, que é um flagelo com o qual estamos convivendo”, disse a ministra de Comércio Interior, Betsy Díaz, à emissora local.
O FLAGELO NÃO É O FALHANÇO DELES GOVERNO MAS SIM QUE AS PESSOAS PROCUREM CONTORNAR ESSE FALHANÇO NO CASO ACUMULANDO ALIMENTOS SEJA ESSA ACUMULAÇÃO O QUE SEJA EM TAL QUADRO DE PENÚRIA
«Autoridades explicaram a situação de desabastecimento após uma crise na liquidez financeira do país, que acumulou uma dívida comercial de 1,5 bilhão de dólares com fornecedores no final do ano passado, bem como o agravamento do embargo norte-americano que complica as operações comerciais.»
EM QUALQUER TEXTO SOBRE CUBA A QUESTÃO DO EMBARGO VEM AO CASO MESMO QUADO O CASO O DESMENTE: PORTANTO CUBA TEM UM DÍVIDA COMERCIAL CRESCENTE, NÃO TEM DINHEIRO PARA FAZER FACE ÀS NECESSIDADES ALIMENTARES DA POPULAÇÃO E O PROBLEMA ESTÁ NO EMBARGO NORTE-AMERICANO? COMO SE VÊ PELA DÍVIDA COMERCIAL CUBANA NÃO FALTA QUEM VENDA A CUBA O QUE CUBA PRECISA. O QUE TEM O EMBARGO A VER COM ISTO?
«Produtos como ovo, óleo, frango congelado, arroz, feijão, linguiça e ervilha, além de sabonetes, detergentes e creme dental, serão afetados por essa medida, já em vigor em várias localidades do país.»
VOLTA BAPTISTA QUE ESTÁS PERDOADO!
Ps. Não completamente a despropósito, qual foi o impacto para Cuba do fim do programa dos médicos cubanos no Brasil? É que após a avalanche de textos sobre as desgraças anunciadas para o Brasil quando o programa foi cancelado por Bolsonaro seria interessante saber-se qual o impacto em Cuba do fim desse programa. Nomeadamente nas finanças cubanas. E de caminho pode aplicar-se o mesmo com os técnicos cubanos colocados na Venezuela.
Proponho que comecem de imediato
as negociações com vista à criação da carreira dos automobilistas que circulam nas mesmas estradas que os camiões que transportam matérias perigosas.
Marisa Matias a candidata que…
A cada campanha eleitoral Mariasa Matias torna-se numa espécie de meme. Em 2015 Maria Matias era A miúda que perdia cabras ou que numa versão mais alargada da vivência rural tinha uma aldeia dentro dela. Agora Maria Matias é a ex-candidata a Presidente da República que rega as plantas dos vizinhos. Digamos que Maria Matias agora está numa versão mais urbana. Interessante, interessante seria sabermos o que Marisa Matias pensa. Não o que fez na sua vida doméstica. Como é óbvio aqueles dizeres sobre a maldade do mundo que profere entre a descrição do pastoreio e da rega das plantas não valem como pensamento!
Têm sentido a falta?

Pois não…
*
Podem mandar o Expresso para a faixa de Gaza e entregar a sua redacção aos ternos cuidados do Hamas? Obrigada
Perora uma jornalista num video sobre a subjugação dos palestinianos pelo Estado de Israel. Quem ouvir aquele arrazoado de disparates acreditará que existiu alguma vez um estado palestiniano. Mas o mais espantoso é a desresponsabilização dos palestinianos, simultaneamente subjugados pelos israelitas mas dependentes deles para tudo nas palavras da jornalista. Enfim umas criancinhas.
Os idiotas úteis

Alguns partidos ainda não perceberam o que se passa com a Europa e o Mundo. Metidos nas suas bolhas no Parlamento Europeu, completamente isolados do mundo real, e no conforto das suas vidinhas, ainda por cima, bem pagos com os impostos dos europeus , são idiotas úteis ao grande plano globalista dos poderosos que querem fundar um governo único mundial, sem se darem conta. E isso só acontece porque são ignorantes ou distraídos. O problema é que esse alheamento é grave para as nossas vidas e eles nem sequer se preocupam com isso.
Então não é que um grupo desses idiotas do PPE resolveu pedir a expulsão do Fidesz, partido que ganhou 2/3 do parlamento húngaro liderado por Viktor Orban, uma figura heróica do derrube da “cortina de ferro” em 1989 e do avento da democracia na Hungria? Mas o que anda a “direita” a fazer? A dar tiros nos próprios pés? E que tal se saíssem desse sono profundo e acordassem antes que seja tarde?
A Hungria foi vítima de invasão turca, do fascismo de Hitler e do comunismo de Lenine. Não quer o islão político na sua sociedade; não quer imigração massiva sem controle imposta por quotas; não quer um país a suportar mais despesa do que aquela que pode; nem pessoas a trabalharem cada vez mais para sustentar um sistema condenado ao fracasso social; não quer um país dominado pela violência e a colapsar por via de políticas comuns irresponsáveis e ainda há quem faça disto uma ideologia “extremista” não sei do quê. Mas que é isto?
Os países de leste sabem bem o que é ser-se invadido por ideologias castradoras e sanguinárias impostas a toda uma população. Sabem porque já o viveram. É preciso recordar Holodomor na Ucránia para perceberem qual o medo subjacente a esta necessidade governamental de possuir controlo sobre suas políticas de fronteira? Uma coisa é o espaço schengen entre países da europa comunitária, outra coisa é escancarar portas a tudo o que vem, de todo o lado, sem qualquer filtro só porque alguém disse tratarem-se de “refugiados” que não passam afinal de migrantes económicos. A propósito, se quiserem entender porque assim acontece, leiam NEW REPORT ON REPLACEMENT MIGRATION ISSUED BY UN POPULATION DIVISION da ONU. Isto não se inventa.
É preciso antes de mais, respeitar a História dos países que sofreram horrores num passado ainda muito recente e fazem questão em perpetuar essa memória na sua capital para que jamais seja esquecido. O Museu Casa do Terror, pintado a cinza tal como tantos outros edifícios que sinalizam essa época. Dentro, fotos de pessoas torturadas e mortas às mãos dos regimes totalitários. Toda a cidade está repleta de lembranças. É um país que não esquece sua História.
A Hungria não é racista nem xenófoba. Combate apenas um inimigo já sinalizado também por Macron: o islão político. E o que é isso? Exactamente o que descreve Sayyid Qutb – activista político e militante radical muçulmano – “O grande objectivo do islamismo é fruto de uma linha hermenêutica precisa e unilateral que procura a refundação da sociedade. Caso esta missão encontre oposição entre o statu quo, procurará subverter o poder visando a instauração de um modelo de Estado de acordo com o modelo ideal presente no Alcorão e na tradição islâmica. O unilateralismo é bem evidente no facto de o islamismo investir, acima de tudo, no âmbito político.” Alguma dúvida?
Nuno Melo, que votou a saída do partido do Orban no PE, já tem uma posição diferente em relação ao VOX. Mas o que diferencia um do outro? Nada. O VOX nasce de uma reacção à falta de respostas ao combate do terrorismo e ao marxismo. O outro também.
Por outro lado, o PE concebeu a hipótese da entrada da Turquia, que foi responsável pelo genocídio arménio e é governada por um ditador doido que não satisfeito com as eleições, ordenou a sua repetição. Faz sentido?
O comunismo tomou conta da Hungria com uma geringonça. O partido dos pequenos proprietários tinha obtido 57% dos votos mas não governou. O islão politico assemelha-se ao comunismo na forma como se impõe e governa. E ainda há gente que acha que o que motiva os húngaros a não querer migração massiva sem controlo é o racismo e a xenofobia. Francamente!
Será que a jovem vem cá de comboio?
Ou de bicicleta… isso é que era! Um hino à cretinice, é o que isto é…
Aprovado por unânimidade… o que é mesmo para acabar com a esperança de qualquer um!…
Que esta patetice seja aprovada por unanimidade dá conta do atolambamento que nos rodeia.
1+1=??
Porque quer António Costa sair do Governo custe o que custar?
Porque está tão calado Marcelo Rebelo de Sousa?
Uma pergunta que me interessa
Depois do Maduro cair o governo transitório vai divulgar quanto o regime bolivariano enviou, abonou e patrocinou, na Europa, a partidos, políticos, activistas, empresários…?
Os congelados
No passado dia 15 e Março foi publicado o Decreto-Lei n.º 36/2019, através do qual o Governo decidiu contabilizar 2 anos, 9 meses e 18 dias aos professores do ensino público que viram as suas carreiras congeladas “entre 1 de Janeiro de 2011 e 31 de Dezembro de 2017.“
No entanto, o significado do congelamento raramente é explicado, seja pelos actores políticos e sindicais, seja pela comunicação social, pelo que pode ser útil alinhar aqui alguns factos. Ler mais…
um enigma
Ao fim de três anos e meio de concubinato e a seis meses de eleições, a geringonça tinha de rebentar com estrondo: o PS precisa de votos ao centro e só os irá buscar se despegar dos seus dois parceiros, e estes, por sua vez, precisam de convencer os seus eleitorados que não se deixaram seduzir pelo poder e mantêm intacta a “pureza” das suas intenções revolucionárias. Por conseguinte, se o governo cair nas próximas duas semanas, todos os partidos que o apoiaram sairão bem na fotografia: o PS como garante da estabilidade orçamental; o Bloco e o PC como intransigentes defensores dos direitos dos trabalhadores. Só não se entende o que andam a fazer o CDS e o PSD, sobretudo Rui Rio, que arrisca uma imagem de rigor construída durante muitos anos, no meio disto.
Lamento mas a Direita nunca governou em Portugal
Os liberais não querem ser conotados de direita. Definem-se apenas como “não-socialistas” (como se isso definisse alguma coisa). Isto porque segundo eles, a direita foi a responsável de todos os males de que fomos vítimas ao encabeçar lutas erradas que deu espaço a que o país fosse tomado pelas esquerdas. E que lutas foram estas? A luta contra toxicodependência; contra o casamento homossexual; contra a migração massiva a que chamam de homofobia. Ou seja, culpam a direita de “entregar de bandeja a superioridade moral à esquerda e que assim, perdeu uma geração de jovens com instintos liberais para o Bloco de Esquerda” (retirado do discurso do Líder do IL). Mas que superioridade moral é essa do BE? A sério que pensam isto?
Acontece que a direita nunca governou em Portugal. Quem governou este país desde 74 foi, em alternância, ora os socialistas, ora os sociais-democratas. Direita? Nem vê-la. Pior, nunca existiu uma Direita digna desse nome neste país.
Os factos são inegáveis: foi o socialismo e a social democracia que fizeram deste país um “pedinte” roto e corrupto a viver acima das suas possibilidades, completamente nas mãos dos credores, sem dinheiro para a saúde, educação, segurança e justiça.
O problema dos que não se assumem claramente, é depois não serem coisa nenhuma bem definida, induzindo em erro as pessoas – um misto confuso de ideologias – mas nas entrelinhas deixarem claro o que são sem a coragem de porém, o dizer preto no branco: uma espécie de “bloco de esquerda” nas liberdades individuais e no progressismo, mas liberais “não-socialistas” na economia.
Colocarem-se do lado dos radicais de esquerda nas “liberdades individuais” é um erro crasso. Porque esses radicais não lutam pela liberdade individual. Lutam pela IMPOSIÇÃO da liberdade de uns, contra a liberdade de outros. E isso não é lutar por liberdade. É a impor uma ditadura de minorias.
Sou assumidamente de Direita com muito orgulho, porque é à Direita que está o respeito real por todas as liberdade sem atropelar as liberdades dos outros; é à Direita que se constrói um país com ordem social, valores, ética, respeito , defesa de todos, sem qualquer supremacia. É com uma Direita que se constrói uma sociedade justa onde: todos procuram produzir e ninguém trabalha para quem não quer trabalhar; há regras rigorosas para a gestão pública, não há perdão para criminosos do erário público, nem para maus gestores públicos; há responsabilização criminal contra governantes que lesam a pátria, não há famílias nem “boys” no Estado; não há descentralização para contratação de mais “boys” e famílias mas sim mais poder autárquico com mais responsabilidade, limites, controlo, rigor e penalizações, um poder central mínimo com um poder regional máximo; iniciativa privada por todo o lado que se justifique, mercado totalmente livre sem burocracias, sem taxas para tudo e mais alguma coisa; liberdade de escolha na saúde e educação; impostos reduzidos e geridos ao cêntimo com total transparência e responsabilidade , todos investidos na sociedade em prol de uma maior qualidade de vida para todos sem excepção; há respeito e orgulho pela nossa cultura e História. Isto é a DIREITA. A verdadeira e única Direita.
É à direita que está a viragem. É à direita que está a nata do país, constituída por gente essencialmente da sociedade civil, com ampla experiência no mercado de trabalho FORA da política, capaz de com firmeza, recuperar economicamente e socialmente valores perdidos. Gente sem vícios políticos, habituada à luta árdua do dia a dia que não se esconde por trás da TEORIA parva da ideologia de género nem outras patranhas inventadas para desconstruir a sociedade e criar fragmentações, com medo de ser insultado, nem engole os embustes “progressistas”. Gente que sabe reflectir e não se deixa manipular pelo “establishment”. Gente de carácter.
A verdadeira Direita é efectivamente “durona” porque faz o que tem de ser feito, diz o que tem de ser dito de forma firme e assertiva, sem medos nem tabus. Transpira confiança porque não se esconde nem foge dos temas problemáticos – enfrenta-os. Não se importa dos rótulos porque sabe que quem os usa tem medo do sucesso dos seus ideais.
A verdadeira Direita é tudo aquilo que os pais e avós, noutros tempos, ensinavam a ser na educação que transmitiam. E essa Direita ainda não governou em Portugal.
Há quem lhe chame agora de “direita musculada”. Eu não diria melhor.
A recuperação quando nasce é para todos?
Quero recuperar os valores que cobrava há 9 anos, 4 meses e 2 dias e agora não cobro.
Quero recuperar os impostos mais baixos que pagava há 9 anos, 4 meses e 2 dias.
Remodelação governamental em curso

*
Liberais à solta
Não deixa de ser uma (in)feliz coincidência o seguinte facto: no dia em que a Oficina da Liberdade e a Aletheia lançam no mercado um livro que reune quase 31 pensadores liberais, a extrema-esquerda portuguesa (a aliança ‘Chavista’ PSD-BE-PCP-CDS-PP) verga às exigências dos professores. Tudo isto na mesma semana em que dirigentes do CDS-PP mentiram descaradamente em relação ao apoio incondicional do seu partido ao regime venezuelano. Nem de propósito, dias depois juntam-se a partidos ‘Chavistas’ para aprovarem uma medida própria do regime de Maduro: o dinheiro é para imprimir/distribuir; depois vivemos na ilusão de que esse mesmo dinheiro volta à procedência via impostos. Viva a Venezuela! A estupidez deste tipo de raciocíonio só mostra a necessidade do livro que hoje mesmo lançamos no mercado.
O livro ‘Juntos, somos quase um 31. Liberais à solta!‘ reune cerca de 31 pensadores liberais. O livro está dividido em 4 partes. Na primeira parte tratamos da história do liberalismo (com a companhia magnífica do André Azevedo Alves e do José Manuel Moreira), de alguns dos seus movimentos internos (juntamo-nos aqui ao Stephan Kinsella e ao Miguel Botelho Moniz) e da sua relação com o cristianismo (viagem proporcionada pelo Ricardo Dias Sousa). Esta primeira parte é um pouco mais académica, o que é extremamente necessário: dado que nem o CDS-PP sabe o que é ser de direita, convém voltar às origens de tudo e explicar, com calma, o que é o liberalismo. Não vá dar-se o caso de mentes simples confundirem liberalismo com o seu oposto, o fascismo! Para os dirigentes do CDS-PP, caso saibam ler, temos um capítulo sobre cristianismo e liberalismo – ali têm acesso a material muito interesssante para pensarem sobre as tristes figuras que fazem.
A segunda parte do livro está dedicada ao liberalismo em Portugal. Esta parte inicia-se com uma reflexão histórica, da autoria do Rui Albuquerque; segue-se uma breve reflexão sobre liberalismo nos partidos, da autoria do único dirigente do CDS-PP que aparentemente terminou a ‘quarta classe’, o Adolfo Mesquita Nunes; seguem-se alguns textos centrados na realidade portuguesa, da autoria do Gabriel Mithá Ribeiro, do Alexandre Mota e do José Meireles Graça. Tratam-se de reflexões cujo estilo é diverso, mas bastante rico. Creio que temos ali uma breve, mas lúcida, análise do país.
A terceira parte do livro é bastante técnica. Esta opção foi consciente e hoje sabemos que os deputados do CDS-PP que ontem se uniram à extrema esquerda ‘madurista’ devem passar directamente para a quarta parte do livro. Eu pessoalmente não acredito que esta parte esteja dirigida a quem se recusa a pensar. Autores de renome explicam ao leitor que tenha conseguido terminar a ‘quarta classe’ (lá se foi a possibilidade dos deputados adquirirem a obra para a biblioteca da Assembleia) o que são mercados livres, o que é moeda e o bitcoin (escrevo isto já com um certo sentimento de misericórdia pelos dirigentes do CDS-PP…), do que trata o termo austeridade (por favor enviar o livro para o Tribunal Constitucional), o que é o rendimento básico incondicional (é o que a Assunção Maduro Cristas deu ontem aos professores…), quais são os desafios de um mercado de trabalho, o que esperamos do estado quando se mete na saúde, como o estado delapidou as nossas reformas, porque é que as exportações não interessam e, principalmente, o que representa a máquina Nazi de extracção de impostos. Dito isto, foi assim que imaginei esta terceira parte do livro. À boa maneira liberal, os diversos autores deram o seu cunho pessoal a cada capítulo. Ficou excelente, e nesta parte o leitor encontra muita matéria para pensar a realidade económica que o rodeia. Os autores que nos guiam pelos meandros técnicos do liberalismo são o Ricardo Arroja, o Daniel Lacalle, o Juan Ramón Rallo, O Telmo Azevedo Fernandes, o Rui Santos, o Carlos Novais, o Pedro Martins, o Ricardo Campelo Magalhães, o Mário Amorim Lopes e o Carlos Guimarães Pinto. Por fim, o Professor Ubiratán proporciona ao leitor uma excelente reflexão sobre a realidade Brasileira – definitivamente a ler!
Na quarta e última parte do livro, autores como o Vítor Cunha, o Helder Ferreira, o Eduardo Cintra Torres, o Alberto Gonçalves, o Carlos M. Fernandes e a Gloria Alvarez, reflectem sobre temas vários: a arte, os media, a liberdade de expressão, o politicamente (in)correcto e os ‘guerreiros da justiça social’. É uma forma diferente de terminar o livro: depois de uma parte mais técnica, guiamos o leitor por temas aparentemente importantes para podermos sobreviver na sociedade que alguns, infelizmente, já conseguiram desenhar. Tal como acontece nas outras partes do livro, os textos têm estilos variados, partilhando contudo a mesma qualidade: são excelentes reflexões que potencialmente permitem ao leitor incauto escapar à prisão em que muitos sonham colocar quem não se rendeu a determinadas lutas. Esta parte do livro é especialmente útil para os dirigentes do CDS-PP mais preocupados com as cores das passadeiras do que com quem lá morre atropelado! É que discutir as cores a usar, mas não a necessidade de garantir a visibilidade das passadeiras, a sua renovação regular ou até a sua iluminação, demonstra o triste estado a que a ‘direita’ portuguesa chegou!
Como editor do livro, só tomei três decisões críticas (tudo o resto deixei ao critério dos autores). A primeira decisão foi não incluir a educação no livro. Não fosse dar-se o caso de algum autor, na sua liberdade, defender, num livro editado por mim, o cheque-ensino! Dei por isso rédeas à minha veia pouco liberal, e não deixei que alguém viesse aqui defender formas escamoteadas de socialismo. A segunda decisão que tomei foi a de não ter um capítulo dedicado a política internacional. Também aqui tive medo que alguém tivesse a triste ideia de, num livro editado por mim, defender a intervenção militar na Venezuela. A terceira decisão foi a mais difícil. Confesso que pensei em eu próprio escrever acerca da relação entre a proibição para o porte de armas e a tomada do poder na Venezuela por cartéis de droga… pareceu-me contudo que num livro desta qualidade, e rodeado de tão ilustres autores, seria ridículo escrever o óbvio!
Dito isto, estão todos convidados para a sessão de apresentação (ver figura)…

A caminho da Venezuela…
O infantilismo
Aconseho vivamente a que se comparem os relatos noticiosos sobre as visitas de Marcelo aos EUA e à China. Muito particularmente as reportagens sobre os encontros que o nosso PR manteve com os presdentes daqueles países. É um exercício esclarecedor sobre o infantilismo.
Mais respeito pelos peões sff
Depois dos semáforos que não dão tempo para atravessar, mais as trotinetes que andam por todo o lado, as bicicletas que acham que o mundo é delas temos agora as passadeiras transformadas naquilo que os políticos quiserem: na Almirante Rei vão ser das cores do arco íris, alegadamente em solidariedade com certas pessoas. Amanhã o sinal de STOP pode encher-se de lacinhos em solidariedade com outras. E já agora o colete reflector tb pode ser cor-de-rosa, azul, vermelho ou verde consoante a mensagem que as pessoas quiserem transmitir. esta proposta do CDS é uma fantochada. Se o CDS que ser solidário solidarize-se. Não apalhace. E de caminho exija que as passadeiras de peões sejam pintadas regularmente e bem visíveis.
O Polígrafo da SIC tem de ir ao polígrafo
A SIC criou uma nova rubrica no seu Jornal da Noite, o “Polígrafo SIC”, que à semelhança do seu homónimo “online” pretende (des)informar sobre a veracidade das notícias que circulam nas redes sociais. Como sempre, sob a suposta boa intenção de tornar a rede mais credível denunciando o que é falso ou verdadeiro, acabou ele próprio por meter, a poucas semanas da sua estreia, os pés pelas mãos – ou será antes propositado – ao aqui e acolá ser POUCO preciso e até omisso, usando meias verdades para “comprovar” a veracidade de uma notícia.
Aconteceu agora com um “fact-check” ao VOX. À pergunta: “o VOX é ou não um partido de “extrema-direita” o dito Polígrafo responde com um “sim” fazendo a verificação APENAS por umas imagens de um grupo a cantar o hino franquista e supostamente a fazer a “saudação nazi”. Assim, e só com isto sem qualquer outra análise, seja a entrevistas ou programa eleitoral, o Polígrafo SIC dá-nos a “certeza” de que se trata de “nazis franquistas” a partir dum vídeo.
Ora, pegando na lógica deste programa de “fact-check”, podemos então concluir com toda a legitimidade que TODOS os SOCIALISTAS e COMUNISTAS são de extrema esquerda porque, nos seus comícios, levantam o braço de punho fechado, símbolo soviético de Lenine, utilizado na Revolução Russa (1917-1921) como saudação vermelha, entoando palavras de ordem saudosistas da ditadura comunista. Ditadura essa – é preciso lembrar este “pequeno” detalhe – que assassinou (e é de longe a mais mortífera da História Universal), MILHÕES de seres inocentes e que ainda mata, à fome e miséria, nos dias de hoje como o podemos constatar na Venezuela, Cuba, Coreia do Norte entre outros. E mais: aprovaram (PS, PCP e BE) no Parlamento, votos de pesar pelo ditador sanguinário, Fidel Castro.



Portanto, graças ao Polígrafo da SIC ficamos todos esclarecidos de que no Parlamento Português, somos governados pela extrema esquerda composta pelos partidos de punho em riste,
Obrigado pelo “bom trabalho” senhores jornalistas.
o comunismo põe sempre o mundo ao contrário
O Jerónimo de Sousa já denunciou o golpe imperialista americano e anti-democrático, que está em curso na Venezuela? E a Mariana Mortágua, já encomendou a alma do Guaidó para ir fazer companhia a Óscar Pérez? Entre amantes da democracia norte-coreana e da liberdade cubana surgem os habituais bonzos da política europeia, entre eles o governo renovado de Sánchez-espanhol, que já veio condenar a tomada de poder por golpes de estado, como se o poder de Maduro não decorresse de uma sequência de violentos golpes contra a democracia e a liberdade, apoiados na força bruta das armas contra o seu povo. Infelizmente, foi sempre assim: o comunismo põe o mundo ao contrário e nunca desilude. Esperemos que, hoje, seja o princípio do seu fim na Venezuela e que esse fim não faça mais mártires.
As faculdades foram tomadas pelos queixinhas

Dantes isto era uma piada. De mau gosto, claro. Mas as faculdades estavam cheias de coisas de mau gosto a que chamavas irreverência. Agora os queixinhas tomaram conta de tudo e fizeram das queixinhas um modo de vida.
Alterações climáticas: avizinham-se meses fatais
Os cientistas reunidos em Wau, Sudão do Sul, para a cimeira anual “Acabou o Inverno, e agora?” advertem para uma mudança acentuada do clima para os próximos 6 meses. Fenómenos incomuns, como semanas seguidas sem chuva, deverão motivar várias pessoas a nível internacional para a interrupção por alguns dias das suas actividades produtivas de forma a enfrentarem estas alterações em ambientes como praias, lagos e jardins, locais onde mulheres poderão usar vestuário proibido por Salazar como o biquíni ou modelos de saia acima do tornozelo. Piqueniques em espaços protegidos habitualmente sem visitantes aumentarão o nível de CO2 no ar, despontando um processo bioquímico que especialistas denominam por “fotossíntese” e que consiste em massivas libertações de oxigénio poluente, uma substância perigosa ausente em vácuo que é responsável, entre outros fenómenos, por processos de oxidação que resultam em ferrugem, um elemento tóxico que não deve ser consumido regularmente por humanos. O mercúrio subirá entre 6 a 12 milímetros, indicando subidas de temperatura na ordem dos 10 a 20 graus, podendo, nos casos extremos, atingir temperaturas superiores a 30º centígrados, acelerando a decomposição de espécies da fauna e da flora que pereceram perante a intempérie. A libertação de metano das fezes da fauna perecida em conjunção com esta decomposição permite que solos adquiram nutrientes necessários para o aparecimento de espécies parasitas como a videira, que, diz-se, permite a produção de vinho.
Portugal é dos países com maior consumo de vinho por habitante do planeta, um consumo muito superior ao de países mais desenvolvidos como o Iraque, Yemen ou Paquistão. Este fenómeno ambiental causado pelas alterações climáticas afectará, assim, países como Portugal de forma mais acentuada, podendo, inclusivamente, gerar situações epidémicas de vindimas.
Os cientistas recomendam, assim, campanhas universais para o combate ao consumo de vinho, sendo de esperar que a União Europeia lance, ainda este mês, pela mão do presidente da comissão Jean-Claude Juncker, as directivas comunitárias de restrição à produção de álcool.
À atenção de Paulo Rangel
É uma ilusão perigosa acreditar que a si nunca o acusarão de ser de extrema-direita e muito menos acreditar que tal nunca acontecerá porque agora integrou o coro daqueles que tentam demonizar o VOX.
Breaking News: Europeias e sondagens para Legislativas
Os resultados das mais recentes eleições na Europa, nomeadamente em Espanha, e as projecções que um pouco por todo o lado vão sendo divulgadas devem fazer-nos reflectir.
As notícias são preocupantes: a extrema-esquerda continua a ter uma representação relevante nos parlamentos nacionais.

*
Este programa é de “extrema direita”?
A comunicação social prossegue na sua lavagem cerebral em conotar tudo o que vem da direita como “extrema direita”, mas branqueia tudo o que vem da esquerda mesmo com os membros dessa ideologia com assento parlamentar, a desfilarem por uma avenida instigando ao ódio enquanto cantam a morte a Bolsonaro, que venceu as eleições democraticamente ou a defenderem com louvores, as ditaduras comunistas na Venezuela ou Cuba. Sim é verdade que existem extremismos quer à direita quer à esquerda mas por que razão se oculta a verdade no caso das esquerdas efectivamente extremistas e se mente quanto às de direita que não o são de todo? Eu tenho uma teoria.
Na verdade vivemos num mundo ao contrário. Uma sociedade que ao longo das décadas perdeu literalmente seus valores, seus princípios. Por isso, cada vez que surge alguém disposto a repor a ordem e valores sociais perdidos, os “progressistas” que a desconstruíram, catalogam o “inimigo” para assustar os eleitores e afastá-los da possibilidade de virem a ganhar o poder. Porquê? Porque são efectivamente uma “ameaça”, não ao povo, mas a eles, parasitas do poder, que vivem à custa do caos social e financeiro.
Neste sentido, desafio meus leitores a identificar neste programa eleitoral do VOX espanhol que surpreendeu nestas eleições espanholas com uma ascensão inédita, o dito “extremismo de direita”. Mas se não se importam, vou me sentar enquanto espero pois sofro da coluna.
LEIA AQUI todo o programa do VOX e reflicta.
A desinformação combate-se assim: com factos. E duvido que não aprecie o que nele se defende. “Extremismo”? Só se for na defesa firme e sem preconceito de uma sociedade justa, responsável, com valores e que combate o extremismo. Aquela que nossos avós e pais nos deixaram mas que os “piratas progressistas” destruíram em poucas décadas.
