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Mas tẽm noção do que estão a dizer?

29 Abril, 2019

“Migrantes contribuem mais para o sistema do que retiram dele” – esta afirmação de
Marianne Thyssen, comissária europeia para o Emprego e os Assuntos Sociais, é repetida por aí como se isto fosse a solução para a segurança social e a prova de que só os tolos questionam o impacto das migrações.
Sendo verdade que os migrantes contribuem mais para o sistema de segurança social do que retiram dele é óbvio que os migrantes vão envelhecer e como tal terão de retirar do sistema. Ou será que nesse momento estão a pensar mandá-los procurar outros migrantes que lhes paguem as pensões?

Sentido de Estado

29 Abril, 2019

Oresultados das eleições espanholas confirma que a Espanha vai entrar numa daquelas fases histriónicas em que dilui as suas tensões internas falando cada vez menos de Espanha e mais de Ibéria. Em que coloca cada vez mais a tónica nas regiões e menos nos Estados. Ou seja vamos ter o habitual exercício em que a Espanha esconjura o seu risco de desagregação centrifugando nesses seus dilemas o que está à sua volta. Poucas vezes a expressão “sentido de Estado” fez tanto sentido como neste momento em Portugal no que a Espanha respeita.

E que tal investigar um pouco antes de escrever?

28 Abril, 2019

«A moda portuguesa mudou com o 25 de Abril. Sabe o que se vestia antes?
Portugal estava isolado e o que se passava no resto do mundo mal chegava cá. Um país a preto e branco, no estado de espírito e até na roupa. Enquanto que “lá fora”, as mulheres usavam as calças à boca de sino, as mini saias, os vestidos justos e as plataformas, por cá, quem usava calças eram praticamente só os homens e as mini saias e decotes eram censurados. Os looks das portuguesas antes da revolução eram então os vestidos cintados e abaixo do joelho, os saltos muito baixos, a gola alta, padrões florais e xadrez, mas muito discretos.
Basicamente o que fosse permitido pelo regime de Salazar.»

Há dias infelizes na vida de qualquer um. E entre aqueles que escrevem a infelicidade é acrescida pelo facto de tudo ficar registado para a posteridade. Mas este artigo é um sério candidato ao prémio de cada palavra cada asneira. Recomenda-se vivamente uma ida às bibliotecas.

Falar ao contrário

28 Abril, 2019

«Nuno Melo, candidato a um terceiro mandato no Parlamento Europeu nas eleições de 26 de maio, recusa que as suas posições sobre imigração, como defender a imposição de quotas ou a exigência de um “compromisso de integração”, possam ser associadas ao discurso nacionalista e populista.»

Repare-se como automaticamente Nuno Melo deixa de propor ou defender as suas ideias e é colocado a defender-se da acusação de nacionalismo ou populismo. Já não se trata do discurso ser dominado pela esquerda mas sim de estarmos reduzidos a preencher os espaços deixados em branco no questionário.

O milagre dos cravos

28 Abril, 2019

Em Portugal, basta colocar um cravo ao peito para os terroristas passarem a combatentes pela liberdade; os vigaristas a incompreendidos; os ditadores a democratas; os medíocres a intelectuais e os parasitas a solidários. Mas a esta transfiguração que já estávamos mais ou menos habituados acresceu este ano um mistério que a teologia não explica mas a política esclarece: os ministros e os parceiros do Governo puseram cravo ao peito e de imediato deixaram de ser Governo para se tornarem oposição.

gota de água é a tua tia, ò Florêncio

27 Abril, 2019

«Secretário do Estado do Ambiente prometeu 100 mil euros do Estado para apoiar a nova ‘app’ dos táxis, a Izzy Move. Em entrevista, o presidente da Antral [Florêncio de Almeida] diz que “é uma gota de água” e quer mais( .*)»

Então não havia de «querer mais«? É o típico «empresário» de encosto, ou parasita muito comum na tugolândia e que tem como máximo expoente os taxistas, os banqueiros e os agricultores.
Um empresário perante a oferta (sem qualquer razoabilidade, nem justificação aliás como é costume) de 100 mil euros tirados aos contribuintes pelo secretário de estado, levanta a voz e diz sem ponta de vergonha: «isso é pouco, migalhas, queremos mais»…. Era de lhe meter o taxímetro pela goela abaixo e que vá trabalhar e que pague pelas aplicações e outras tretas do seu bolso se quiser, se não quiser, que vá chatear outro. Mas que deixe em paz os contribuintes.

Clubes e agremiações

27 Abril, 2019

Um amigo bem mais sábio que eu disse-me que não é possível manter grupos de pessoas pela internet, que a única forma de os manter é através de almoços, jantares e convívios. Não duvido, até porque não tenho qualquer argumento que refute o quão as pessoas se compreendem melhor através de elementos intuidos pela ancestral arte instintiva da linguagem não-verbal, algo que raramente consegue ser comunicado por palavras impressas num papel ou num ecrã. Todavia, fico a pensar que o meu amigo está a esquecer o que vem acima do convívio, o que o motiva e que o torna imprescindível para que a comunicação se estabeleça sem ruído digital: uma causa comum.

A causa comum tanto pode ser sexo, a formação de um partido político, a gestão de um rancho folclórico, a educação dos filhos, piadas da tropa, de mulheres ou de comunistas ou, ainda, qualquer outra coisa mais indefinível como não gostar de comer sozinho. Os grupos que fui frequentando costumam ter como causa comum uma espécie de “defesa do liberalismo”. À medida que o tempo foi passando por mim e deixando marcas em forma de rugas, que nada mais são que cicatrizes da batalha inglória contra o fim, fui adquirindo uma certa convicção de que “o liberalismo”, tal como não é base suficiente para um partido político, também não é base para uma organização de pessoas. Quem segue o que se vai escrevendo em vários jornais já terá concluído que toda a Direita precisa de um adjectivo para se imiscuir na moda das políticas identitárias: direita musculada, extrema-direita, direita tofu, direita de esquerda, direita trauliteira, direita liberal, direita conservadora, direita ultramontana, direita beata, direita maricas, direita nacionalista, direita feminista, direita rendida ao marximo cultural, direita mulher-é-na-cozinha… Já a esquerda é a esquerda. Eles, os da esquerda, são homogéneos; nós, os da direita, temos uma luta de classes em mãos. Não estou interessado em tal coisa.

Quando formamos “grupos liberais” (ou ranchos folclóricos), acabamos sempre a criticar os de fora, começando sempre pelos dissidentes e finalizando com os peões mais artolas dos que percepcionamos como grandes adversários. Em todos os grupos há hierarquias naturais – como na natureza – e há os que são estão para ver o jogo. Há papeis definidos naturalmente e há líderes que, com as melhores das intenções, precipitam as cisões, a atribuição de adjectivos e o esgotamento da vontade de participar. Em parte, pode ser falta de almoços e convívio; mas, em parte ainda maior, trata-se da natureza humana em acção.

Já dizia o Marx, o inteligente, que recusava pertencer a qualquer clube que o quisesse como membro. Eu, compreendendo o conselho adaptado ao século XXI, eu só estou interessado em pertencer a um clube que, na realidade, não exista. E, assim, sim, consigo, afinal, dar a razão ao meu amigo: o único clube é aquele cuja motivação para almoçar, jantar e conviver é mesmo almoçar, jantar e conviver. Porque as ideias têm consequências, para o bem e para o mal.

Portanto os pais dos jihadistas não conseguiram impedi-los de partir para a jihad mas agora querem obrigar os portugueses a ir buscar os seus filhos

27 Abril, 2019

Pais de jiadistas portugueses unem-se para forçar regressos

Já foi consultar os seus descontos na Segurança Social?

26 Abril, 2019

Recebi uma denúncia muito grave. Nada porém que me surpreendesse não fôssemos nós governados por um bando de salafrários peritos em aldrabice. Um cidadão descobriu acidentalmente que em 2018 foram subtraídos valores aos seus descontos. Ou seja, entre os valores reais das remunerações auferidas declaradas e os valores lançados na Segurança Social para cálculo de reforma, há uma diferença substancial que desapareceu misteriosamente. Está perplexo? Aqui vai a prova toda.

Contabilista de profissão, este cidadão por norma consulta a base de dados da Segurança Social para acompanhar os seus descontos. Mas alertado por uma notícia do Correio da Manhã, que denunciava  que estavam a “roubar” no cálculo das reformas,  resolveu consultar o seu conta-corrente tendo detectado imediatamente que algo de errado se passava: em 2018 o valor total  das remunerações era inferior ao real. Ligou para a Segurança Social Directa e a funcionária que o atendeu ficou toda escandalizada, porque as notícias do Correio da Manhã eram falsas, que o que havia era um atraso no lançamento das contribuições e assim sendo,  não havia erro nenhum apenas um “atraso” por falta de pessoal, uma vez que esses movimentos eram lançados… manualmente(??) – afirmou ela. No decurso da chamada a funcionária corrigiu os valores para os correctos e recomendou “sair” e “entrar” outra vez no site. Por “magia” ficou resolvido: o extracto de remunerações e o valor para cálculo da reforma ficaram iguais. Este suposto “lapso” representou um sumiço de 30% do valor acumulado para a reforma. Acontece que o argumento justificativo para esta situação é falso: a comunicação das remunerações é automática via internet.

Porém uma dúvida assombrou-o: “será que foi só comigo?”. Resolveu então verificar um a um todos os seus clientes. E foi aí que percebeu a dimensão do “erro”: todos eles sem excepção, tinham valores subtraídos de cerca de 30% nas remunerações de 2018. Todos. Para o comprovar, enviou-me só alguns casos de contribuintes lesados, identificados com as letras de A a G:

Beneficiario A NISS 1133….326

Beneficiario B NISS 1121….302

Beneficiario C NISS 1133….525

Beneficiario D NISS 1009….415

Beneficiario E NISS 1105….132

Beneficiario F NISS 1009….801

Beneficiario G NISS 1009….801

(Verifique também sua situação contributiva: entre no site da Segurança Social Directa e siga estes passos: pensões; consultar remunerações anuais declaradas por empregadores; simulador de pensões; simulação automática; obter os salários que contaram para esta simulação ou dirija-se pessoalmente à Segurança Social).

Como não poderia deixar de ser, fui também consultar o meu extracto na Segurança Social Directa e pasmem-se, também fui contemplada com este estranho sumiço em 2018: desapareceu-me 33% do valor de remunerações desse ano. Exactamente a mesma percentagem que todos os outros lesados. 

Ora se em 2018 éramos cerca de 5,2 milhões de contribuintes,  todos com subtracção de cerca de 30% do valor total das remunerações declaradas, vejam quanto dinheiro o Estado  “poupou” ilegalmente nas nossas futuras reformas sem o nosso conhecimento. 

Se juntarmos a isto o atraso significativo no pagamento de reformas como refere a Provedora de Justiça no Jornal Negócios: “O problema tem sido agudizado exponencialmente nos últimos tempos”, referindo-se, em particular, à concessão de pensões, com pessoas a esperarem mais de um ano pelas suas reformas, temos mais umas inovadoras cativações de Centeno, o mestre dos malabarismos contabilísticos, para impedir a saída, antes do final de ano, de dinheiros dos cofres do Estado e assim evitar estragar o défice que se prevê

“baixinho”. Pois, pudera, também eu faria um brilharete destes se deixasse de pagar minhas despesas obrigatórias todos os meses e ainda desviasse dinheiro.

Não estou nada surpreendida com esta descoberta. Nada. Estou isso sim preocupada com aquilo que ainda não sabemos e que por estar ainda escondido de nós,  cidadãos, podemos já ir tarde para os solucionar. 

Isto é um país governado por vigaristas. Foi esta a herança deixada por um 25 de Abril mal feito que permitiu esta corja penetrar  no Parlamento.

Por isso hoje, não se esqueça de usar a sua “liberdade conquistada”  para ir ao site da segurança social e verificar se também foi  “premiado” –  por ter aplaudido, apoiado e votado  nestes piratas que Abril nos deixou – com um sumiço misterioso nos valores declarados das suas remunerações para contagem de reforma.

Reclame já antes que seja tarde.

A enxada na versão Espanha 2019

26 Abril, 2019

Depois disto o BE deve substituir o seu logo pela esfregona

25 Abril, 2019

A proposta que o Governo entregou ao Bloco de Esquerda ainda em Março, a que Expresso teve agora acesso, mostra como foi o próprio Executivo a entregar ao partido de Catarina Martins o que este pedia: retirar da Lei de Bases da Saúde, aprovada antes pelo Executivo, a referência à existência de privados no sector. (…) Este documento indica que era correcta a versão dos bloquistas quando, na semana passada, disseram ter chegado a acordo com o Governo socialista para acabar com as PPP na Saúde, bloqueando-as na própria Lei de Bases. E deixa em dúvida a versão de António Costa, que hoje mesmo repetiu que não havia acordo Governo/BE, mas apenas “versões de trabalho” para procurar um consenso. No mínimo, pode dizer-se que esta versão de trabalho foi proposta pelo próprio Executivo (e deixada cair esta semana pelo PS

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o governim

25 Abril, 2019
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O governo de António Costa tem um padrão incomum de governação: começa as suas “reformas” à esquerda, para agradar aos seus parceiros de coligação, e, à medida que leva nas orelhas de Bruxelas, do Presidente da República ou das oposições, acaba sempre por as suavizar. Pelo caminho, fica-se num meiotintismo confrangedor, que exaspera a maltosa do Bloco, menos habituada do que os dinossauros do PC, logo, mais sensível às manhosices da política caseira, como sucedeu com mais este barrete enfiado das PPP na saúde. O governo de António Costa não é bem um governo: é um governim.

Indivíduos não individuais e o medo da Liberdade

25 Abril, 2019

Paulo Tunhas, hoje no Observador, a colocar as coisas como elas são:

(…) Coloquem o indivíduo em lugar da matéria e o Estado a fazer a vez do espírito e têm lá tudo. Tudo o que mexa fora do Estado, tudo o que possa ser visto como criação de indivíduos autónomos e agentes livres, é visto como o resultado de um princípio diabólico que é preciso matar na raiz. (…)

(…) É aos indivíduos não individuais, constituídos por uma amálgama de propriedades abstractas, que a política da nova esquerda – a do Bloco e a do governo – se dirige.

(…) manifesta-se, entre outras coisas, na obsessão de legislar em todos os domínios possíveis, de modo a que a lei e os comportamentos humanos coincidam ponto por ponto, ao milímetro. Esta ambição, que equivale a uma excisão da imaginação nos seres humanos, destrói a liberdade individual, que passa certamente pela possibilidade de agir criativanente, longe da obrigação de coincidência estrita com as regras de comportamento encapsuladas nos mínimos mandamentos do Estado.(…)

25 de Abril sempre (sempre mesmo, já cansa)

24 Abril, 2019

Um daqueles lugares-comuns que se repetem por aí, como cogumelos selvagens debaixo da banheira que colocamos no quintal “para ser arrumada” quando “tivermos tempo”, é o de que a palavra ‘saudade’ é uma singularidade portuguesa. Reza o mito que em nenhum outro lugarejo desta esfera condenada às carências transcendentais dos seus habitantes há outra igual, outro alomerado de sons que transmita tão pastoral sentimento de ausência pelo irrepetível. Felizmente, tal mito é fake news*, porque, fora verdadeiro, tratar-se-ia de uma admissão pueril da capacidade única da Lusitânia para se enredar em entediante nostalgia por algo que nunca conseguiu apreciar na devida altura.

O 25 de Abril encaixa perfeitamente no mito da saudade. Andamos há quarenta e cinco anos com “Abril”, “os capitães” e “o fáxismo” na boca, brotando cravos como poesia naïf com sílabas que, há muito, mais se assemelham a verrugas.

Lá vão eles, mais selfie para aqui, mais discurso para ali, mais troca de cuecas para a big carriage acolá. Com gravata, sem gravata, despenteados ou com um Prince Albert dissimulado nas calças de terylene, graças a Deus que a televisão não tem cheiro para nos poupar à naftalina. É assim que se manifesta a ‘saudade’: não é através de uma nostalgia por algo que recordamos com afeição, é pelo prazer da exibição pública perante pobres transeuntes do pranto que torna o sofrimento da condição humana em característica exclusivamente adquirida e, em última instância, que alimenta esse mesmo sofrimento para dissimular o tão ansiado culto pelo masoquismo em indesejada maleita.

Como tudo que já foi o último grito, também a ‘saudade’ enjoa. É que se foi para isto, para carpir saudades que se fez o 25 de Abril, então já chega, já percebemos, avancem lá com isso e derrotem lá de uma vez o tal de “fáxismo”. De resto, repito: felizmente que a televisão não tem cheiro.


NOTA DE RODAPÉ
* Gostaram desta submissão ao jargão imbecil do nosso tempo?

A descida de impostos é sempre uma boa notícia, mas…

24 Abril, 2019

“Governo aprova taxa reduzida do IVA na eletricidade e no gás natural”

Descida do IVA de 23% para 6% no gás e na electricidade? O Natal chegou em Abril?

A medida entra em vigor a partir de 1 de julho, dia e que se passará a aplicar «a taxa reduzida do IVA de 6% no Continente e de 4% e 5%, respetivamente, nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, a uma parte do preço (componente fixa) devido pelos fornecimentos de eletricidade e de gás natural para os consumidores que, em relação à eletricidade, tenham uma potência contratada que não ultrapasse 3,45 kVA e que, no gás natural, tenham consumos em baixa pressão que não ultrapassem os 10.000 m3 anuais».

A “componente fixa” corresponde a menos de 22 cêntimos por dia na electricidade e a um pouco menos de 16 cêntimos por dia no gás (1). A descida do IVA afectará, por isso, uma componente das facturas que não ultrapassa 11,40 euros por mês, o que significa uma poupança inferior a 2 euros por mês ou a 24 euros por ano. Não cobre, sequer, os 34,20/ano (acrescidos de IVA) da Contribuição Audiovisual.

Por outro lado, se a medida abrange praticamente todos os consumidores domésticos de gás (até 10.000 m3 por ano), só os consumidores que não têm mais do que dois electrodomésticos ligados em simultâneo (até 3,45kVA) verão mudanças nas suas facturas de electricidade.

O governo estima ainda que a medida signifique uma “redução da fatura energética das famílias em 2019 de pelo menos 6%”. Sabendo que a medida só vigorará no segundo semestre de 2019, isto significa que, de acordo com as contas do Governo, a factura energética das famílias é de € 200,00 por ano (€ 16,67 por mês).

(1) valores correspondentes aos escalões máximos abrangidos pela redução.

A falta de coragem explicada ao povo e às crianças

24 Abril, 2019

O  Expresso anunciou que Marcelo Rebelo de Sousa vetaria qualquer lei de bases da saúde que impusesse o fim das parcerias público-privadas (as chamadas PPP) na saúde.

Ou melhor dizendo, Marcelo anunciou ao Expresso que vetaria qualquer lei de bases da saúde que impusesse o fim das parcerias público-privadas (as chamadas PPP) na saúde. Pressuroso o Expresso fez a notícia que Marcelo esperava.

Agora na RTP Marcelo veio corrigir a notícia que ele mesmo dera ao Expresso.

A minha opinião não é ideológica, é pragmática: uma lei que feche totalmente essa hipótese é uma lei irrealista. Nem me parece que haja alguém que pense em fechar totalmente essa hipótese, quer em relação ao setor social quer em relação ao setor privado. Hão-de existir situações em que a gestão pública integral do SNS não é possível”, lembrou Marcelo.

a) A minha opinião não é ideológica, é pragmática: uma lei que feche totalmente essa hipótese é uma lei irrealista. 

Moral da História: a esquerda tem direito à ideologia. A direita não. Quando muito pode invocar a realidade.

b) Nem me parece que haja alguém que pense em fechar totalmente essa hipótese, quer em relação ao setor social quer em relação ao setor privado. 

Moral da História:  Marcelo e o seu “parecismo” a salvar a pele própria e a dar uma ajudinha aos promotores desta lei  pois por residual que seja  ninguém vai “fechar totalmente” o papel dos privados.  A questão é mesmo essa: os privados existem nos interstícios daquilo que o público não faz?

c) Hão-de existir situações em que a gestão pública integral do SNS não é possível”, lembrou Marcelo.

Moral da História: Marcelo não tem coragem para enfrentar o Governo. Aprova tudo e mais alguma coisa porque, como ele nos explicará com os olhos fixos num ponto do infinito,  a lei não fecha totalmente a participação dos privados (Contra o totalmente claro ele seria contra. Ó se seria!) e na verdade “Hão-de existir situações”  em que os privados estão lá.

Amanhã se for necessário Marcelo dará uma entrevista à Renascença explicando que não se podem salvaguardar situações que hão-de existir mas que não se sabe quais são. Por isso embora a lei pareça que fecha totalmente o papel dos privados na prática não o fecha

Marcelo é isto.

 

Os pais da menina Greta não têm mais nada para fazer? Por exemplo, proporcionar à filha uma vida normal.

23 Abril, 2019

Há pais que nos moem a paciência com as gracinhas dos filhos. Avós que explicam com exemplos detalhados o que os leva a considerar os seus netos os mais inteligentes do mundo. Tias que não se cansam de exaltar a beleza das criancinhas da família… Já todos nós passámos por isto e já todos nós fizemos esta figura. Agora o despropósitos dos pais da menina Greta é que não tem explicação: andam com a menina a dizer aquelas coisas de festa de fim de ano escola perante, uma plateias imbecilizadas que reagem aos dizeres da criança como se estivessem diante de uma pitonisa. No entretanto a menina vai insuflando uns ares de sibila.

A menina Greta é uma menina como qualquer outra. E devia ter uma vida como qualquer outra.

um debate esclarecedor

23 Abril, 2019
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O debate, ontem realizado, entre os quatro líderes dos principais partidos políticos de Espanha – Sánchez, Casado, Rivera e Iglésias – revelou o estado cataléptico da política desse país: discutiram-se, quase exclusivamente, os possíveis pactos de governo, cientes todos de que nenhum partido alcançará a maioria absoluta, ou ficará, sequer, próximo disso. De facto, Casado e Rivera arrostaram às ventas de Sánchez as suas ligações aos independentistas catalães e a necessidade que terá de indultar os eventuais condenados do julgamento de Madrid para se manter num futuro governo; Iglésias encostou Sánchez às cordas perguntando-lhe se «pactuaria» com Rivera, a quem, por sua vez, chamou de troca-tintas em matéria compromissos de governo; Casado insistiu no perigo de Sánchez e Rivera se entenderem a seguir às eleições, ao que este jurou, pelas cinco chagas de Cristo, que jamais o faria, embora Sanchez não o negasse quando confrontado com essa hipótese; este, em modo de contra-ataque, ia alertando para a mais do que provável ida para o governo do VOX e de Abascal – os grandes ausentes da noite – se esse partido for necessário para uma maioria parlamentar com os dois outros da direita. Quanto ao mais, um Sánchez patético, entre sorrisos irónicos, silêncios comprometedores e um discurso oscilante entre a «igualdade de género» e o perigo do «fascismo»; um Casado francamente imberbe e muito superficial; um Rivera ao ataque, para ver se cresce nos votos que as sondagens lhe negam, mas melífluo q.b. quanto a futuros pactos de governo e um Iglésias decepcionante, porque excessivamente institucionalista e moderado, sempre com a Constituição nas mãos, ao contrário do que se  espera dele. Hoje há outro debate e no domingo veremos como ficará a Espanha: se com um rumo certo, se dividida e confusa como este debate. A probabilidade de vencer a segunda hipótese, e de se repetirem eleições a um breve prazo, é mais do que elevada.

A ler: A primeira semana do ano de 2020

23 Abril, 2019

Rui Ramos: Tudo está mais fraco. Durante quatro anos, o PS andou a fazer de radical e o PCP e o BE de moderados. Na oposição, o PSD esteve dois anos à espera do diabo, e outros dois à espera de um anjo que fizesse ver a António Costa que o seu verdadeiro parceiro era Rui Rio. Por isso mesmo, PCP e BE continuarão a ter razões para a geringonça. Mas também por isso mesmo, e como já ameaçaram a semana passada, terão igualmente razões para aumentar a pressão sobre o Orçamento, de modo provar que só eles fazem diferença. E nesse ponto, é possível que tenham, como já tiveram, a companhia de uma direita determinada em trespassar ao PS a fama de austeridade.

O DN descobriu como fazer enriquecer os países: aumentam-se os funcionários públicos

23 Abril, 2019

Governo arrecada 128 milhões de euros com aumentos da função pública

Preso no seu tempo

22 Abril, 2019

De nenhum livro de história do século XXII constará a taxa de IVA do país em que foi editado. Também não constará se o gasóleo subiu, se o imposto sobre os combustíveis era incomportável ou se o saco plástico proibido ao belga impediu o Oceano Índico de se fossilizar em ilhas de plástico. O que constará é que o século XXI foi aquele em que, mais uma vez, e ignorando os avisos do século anterior, se tentou reduzir a humanidade a um conjunto de decretos determinantes do algoritmo desejado para o comportamento dos humanos.

O “politicamente correcto” não é uma mera cortesia levada longe demais: é um método de redução da linguagem à forma mais primitiva possivel de raciocinio, o triunfo do instinto. O esforço levado a cabo para destruir o império cristão, com a conivência dos bárbaros paganistas chanfradinhos por leis e decretos, subvertendo a semântica vazia de “fake news”, que se são fake não podem ser news, obtiveram significado para o vazio das expressões por simbiose com o vazio da ética. Os vazios são assim: nada; o nada é, por consequência, todo igual na sua própria ausência de matéria.

Não há terroristas islâmicos: há terroristas brancos, da extrema-direita das “fake news”, ou há pessoas com perturbações. De resto, o que há são carros e bombas que matam, não há assassinos. Decreta-se de forma a que quem o desejar possa ser assassinado num hospital. Mas, o que é o querer? O que é o desejo? Na uniformização das pessoas, na igualdade, não há lugar a desejos que ponham em causa essa igualdade. Inventam-se doenças para caracterizar quem não partilha de um desejo, as fobias, como se querer preservar instituições como o casamento seja igual a ter medo de homossexuais. O medo combate-se, igualando, nivelando todos pela bitola do algoritmo. Não há diversidade, há igualdade, bem mais total do que parece por ser aferida com a linguagem do momento.

Por isso, parta para a sua auto-expressão: tatue-se, deixe crescer a barba, seja lenhador; recite mantras de aquecimento global e de fobias variadas, seja ecuménico porque tudo é igual a tudo e, assim, tudo vale nada; eutanasie-se. Seja a norma. Seja tudo o que de si esperam. Contamos todos consigo.

Há quem pense – ainda há – que o liberalismo está na moda. Não está. Já veio e já se foi. Agora resta isto, a ilusão de liberdade na igualdade.

E agora quem é que tira o véu?

22 Abril, 2019

Espera-se que no mundo muçulmano as mulheres comecem  a tirar o véu em solidariedade com os católicos do Sri Lanka.

Linda homilia de Páscoa no Porto

21 Abril, 2019

O bispo do Porto reservou a sua homilia de hoje para dizer tontices acerca do trabalho por turnos e a abertura dos supermercados e centros comerciais aos Domingos.

É uma lengalenga com muitos anos, mas o facto de ser antiga e lembrada num dia como o de hoje em que se celebra a transcendência e alegria da ressureição de Cristo torna a coisa mais disparatada e contraproducente para a re-afirmação da Igreja e cultura católicas na sociedade.

Diz o bispo Linda:

“De tal forma que fé em Jesus Cristo, crença na ressurreição, guarda do Domingo como dia absolutamente diferente e celebração festiva aglutinaram-se numa mesma unidade, qual marca identitária da cultura ocidental humanista.

Esta marca está a perder-se. E a perder-se em detrimento da dignidade pessoal e dos direitos humanos. Pensemos no novo esclavagismo da laboração contínua, «legalmente» imposta pelos novos senhores do mundo que dominam a economia e, por esta, os governos. Pensemos como os critérios dos «turnos», em sectores onde, para além da ganância, nada os justifica, a par dos graves transtornos psicológicos do trabalhador e do fracionamento dos encontros familiares, está a gerar a «morte do Domingo», o fim dos ritmos semanais, a abolição dos verdadeiros momentos celebrativos e o fracionamento da família e das relações de amizade. O mesmo se diga da abertura dos supermercados e dos centros comerciais ao Domingo, expressão de um certo subdesenvolvimento humano e mesmo económico. Enfim, está-se a gerar uma civilização fria, sem alma, individualista, sem profundidade de relações e até mesmo sem outros contactos que não sejam os da «realidade virtual».”

É justo referir que o actual bispo do Porto não pediu nesta homilia a intervenção do estado nem da legislação para proibir ou limitar o horário de funcionamento do comércio ou “regular” a organização da produção. Mas, atendendo ao que no passado já muitos outros membros do clero defenderam e à referência que faz a “países mais ricos” supostamente não abrirem supermercados ao domingo, indica que o bispo veria com muito bons olhos que tal acontecesse.

Gostava de lembrar a Manuel Linda que se os estabelecimentos comerciais estão abertos ao Domingo, é porque há clientes que os frequentam e daí terem funcionários a assegurar a operação de retalho. O bispo quer impôr através da força da lei dos homens aquilo que considera serem as boas prácticas dos fiéis? E quem não é cristão ou nem sequer tem fé, ver-se-ia confrontado também a tal restrição?

Já agora, que palavra de conforto teria o bispo para aqueles trabalhadores que deixariam de ter oportunidade de ganhar mais algum dinheiro para o seu orçamento familiar trabalhando ao Domingo? E às famílias dos trabalhadores que fiquem sem emprego pelas empresas perderem encomendas deixando de laborar em contínuo, o bispo vai-lhes levar pão para a mesa? E que tipo de celebração familiar entende Manuel Linda ser aquela dos desempregados que deixem de poder finalmente encontrar um turno de trabalho remunerado?

Com franqueza custa-me criticar a hierarquia da Igreja em tempos de narrativas politicamente-correctas que querem apagar qualquer referência à fé dos homens e finalmente “matar” Deus. Ainda por cima no dia em que se celebra a Páscoa…

Mas ver dirigentes católicos entrar em discursos deste tipo, com adjectivações deste calibre, sobre temas que pouco têm que ver com a Fé, faz-me urticária.

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*

Não há ódio. Não há autor. Não há motivo. As explosões explodem e as pessoas morrem.

21 Abril, 2019

O Expresso publica um texto que identifica como sendo da LUSA sobre os atentados no Sri Lanka. Enquanto que no ataque às mesquitas na Nova Zelândia logo surgiram termos como terrorista, ódio, racista e as vítimas eram identificadas como muçulmanos e imigrantes, no caso do Sri Lanka as explosões explodem, as pessoas morrem e o presidente apela à calma. Os católicos são fiéis.

«Explosões em Dia de Páscoa fazem mais de 150 mortos no Sri Lanka (atualizado)
Pelo menos 137 pessoas, entre as quais um português, morreram após uma série de explosões que ocorreram em três igrejas e três hotéis no Sri Lanka, de acordo com novo balanço avançado por fonte policial. O Presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, apelou hoje à calma depois uma série de explosões sentidas em três hotéis de luxo e três igrejas, onde muitos fiéis celebravam o Domingo de Páscoa.»

Não tinha de ser assim

21 Abril, 2019

Em 1974, 48 anos depois do golpe do 28 de Maio de 1926 que levou à instituição do Estado Novo, o país estava politicamente bloqueado, com as suas elites tratando da sua vidinha enquanto esperavam que os militares resolvessem o assunto. O assunto em questão era a natureza ditatorial do regime e o Ultramar.

Em 2019, as elites continuam tratando da vidinha, o país está novamente bloqueado, só não se sabe quem vai agora tratar do assunto. O assunto agora chama-se Estado Social. Ao contrário do que aconteceu com o Ultramar, deste novo cenário de guerra não podemos partir. Não há caixotes nem pontes aéreas que nos levem para fora do inferno.

A mim não me apetece pagar o ordenado a uma ministra que se comporta deste modo

20 Abril, 2019

Ps. Estas figuras no parlamento devem ser combinadas à mesa do jantar pelos veneráveis cônjuges

Porto do Son

20 Abril, 2019

Tenho andado por aqui. Pacífico, tranquilo, local de diluição entre as gentes e a natureza no minúsculo espaço fronteira entre o Céu e a Terra. Vê-se um restaurante no topo de um pequeno morro. Lá sustenta-se uma família que, sem esforço ou pretensão, celebra a Criação com vista para o Atlântico num polvo à galega. Há rochedos e uma piscina natural entre eles, característica dos recortes entre mar e costa, que a chance atribuiu aos galegos e não aos portugueses, que não saberiam disfrutar deles. Um pouco a norte, em Baroña, há um castro abandonado pelos seus habitantes enquanto Cristo era crucificado, cem para a frente ou cem para trás. Deste lado, com vista do restaurante, há o local onde, em 1968, Ramón Sampedro mergulhou para a agonia da consciência da condição humana. Morreria 29 anos depois, do outro lado da península, numa localidade situada em pequena enseada da Ría de Arousa.

Não há mesmo melhor do que uma sacanice para poder funcionar fraternalmente.

— Jorge de Sena in “No país dos sacanas”

Agora, 21 anos após a morte de Sampedro, este cu da Galiza a que se chamou Portugal prepara-se para o extermínio de velhos inconvenientes no serviço nacional de saúde. Também lhe chamarão “suicídio assistido”, porque a canalha chama o que quer ao que gosta de fazer. Um funcionário do estado devidamente habilitado pelo estado tratará de administrar droga letal “a pedido” enquanto liberta camas ocupadas por parasitas que só sacam, nada contribuem para aliviar a segurança social, aquela dotada de crises que já foram resolvidas para sempre inumeras vezes pelo primeiro dos Vieira da Silva que chegou ao governo.

Enquanto a malta se entretem com os -ismos, a ver qual tem pila maior, só um motivo me fará dirigir às mesas de voto nas legislativas: fazer a cruzinha no partido que melhor garantir que a “eutanásia” não é aprovada. Nenhum livro de história me mencionará, mas mencionará o que eu, como pessoa deste tempo, permiti que fosse feito. É que, tal como Ramón Sampedro, eu pretendo sair de cena com a consciência aliviada de deixar o mundo ainda habitável para humanos.

Continuam a achar que não se tem de falar na idade da reforma?

19 Abril, 2019

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) vai bater-se pela redução da idade de reforma. O reconhecimento da atividade como sendo de “desgaste rápido, para efeitos de reforma” é outra das reivindicações. Segundo o presidente do sindicato, a ideia é conseguir que cada quatro anos de trabalho com produtos químicos, seja convertido num ano de abatimento na idade de reforma.

Estas são as principais reivindicações que integram a proposta de Acordo Coletivo que o sindicato vai apresentar à associação empresarial.

 

«anos de chumbo»?

19 Abril, 2019
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«Anos de chumbo», os de «2004 a 2013», sr. professor? Os seus, só se foram de chumbo dourado.

250x

no país dos 600 € de salário mínimo

19 Abril, 2019
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«Paz Ferreira trabalhou com o antigo executivo com contratos que lhe deram um total bruto de 528 mil euros. Na presente legislatura celebrou contratos com o governo num total de 587 mil euros». Ninguém melhor do que um socialista anti-capitalista para apreciar a volúpia, quase sexual, do dinheiro.

Não é o Kevin Spacey nem é o Woody Allen, não tem interesse para #MeToo

19 Abril, 2019
The Telegraph

Os camaradas não estão mesmo habituados a não controlar as notícias.

18 Abril, 2019

Título anedota do ano: Combustíveis: Sociólogos alertam para aproveitamento político e excessiva mediatização

Os sociólogos são dois e chamam-se Manuel Carvalho da Silva e Elísio Estanque. Daí para a frente é ler e perceber como a liberdade de imprensa está longe de ser um adquirido

A propósito do discurso do ódio que não costuma ser tão odiado assim

18 Abril, 2019

Hafsa Askar, dirigente estudantil em França que se tem destacado pelo seu radicalismo e ódio à cultura francesa, escreveu isto enquanto Notre Dame ardia.

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E agora que estamos quase livres não é propriamente a liberdade, pois não?

17 Abril, 2019

Em menos de 24 horas

17 Abril, 2019

Portugal deixou de ser um país a descarbonizar, lutando para se declarar livre do petróleo para ver cada um dos seus cidadãos em luta pelo seu depósito atestado e com o PR a fazer doutrina ao defender o alargamento da requisição civil de modo a garantir o fornecimento de combustível aos milhares de pessoas que planeavam “passar a Páscoa com as famílias”. E, pergunto eu, porquê apenas aos que planeavam passar a Páscoa com as famílias? E os que planeiam ir em grupo aos  santos populares? E os ‘tadinhos dos ateus mais os que se dão mal com as famílias ficam de fora? E as idas à praia nas férias ficarão de fora desse alargamento da requisição civil por assim dizer a tudo o que nos dê jeito e sobretudo não belisque a nossa popularidade?

Vá lá riquezas, deixem-se de poses e tratem de nos explicar como chegámos aqui quando nos diziam estarmos no melhor dos mundos !!!

17 Abril, 2019

 

Da pantominice

17 Abril, 2019

Então não andam todos de bicicleta? E onde estão os tais milhares que trocaram o carro pelos transportes públicos graças ao menor custo dos passes? Segundo as contas do Expresso era um dito e feito: “Passes sociais retiram 40 mil carros de Lisboa por dia.” Menos de 24 horas de uma greve mostraram como o patetismo tomou conta do discurso sobre os transportes. É tudo um faz de conta.

 

Transporte de matéria perigosa

17 Abril, 2019

Costa_Automovel

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não terá sido lembrança

16 Abril, 2019
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Vi o Sócrates, na TVI, no programa «A crise das nossas vidas», a dizer que só chamou o FMI, em 2011, porque os banqueiros se recusaram ao «dever patriótico» de comprarem mais dívida do Estado. É espantoso como este homem não se lembrou de a vender ao Carlos Santos Silva! Bem conversadinho comprava-a toda…

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Era o que faltava! Não acharam que ia ser um voltar de página?

16 Abril, 2019

Governo pondera demitir-se por causa dos professores. Fonte do PS diz que a possibilidade tem estado a ser discutida. Gabinete de Costa desmente, mas admite “elevada preocupação”