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Qu’est-ce qu’un chef ?

15 Dezembro, 2018

Em 2017,  Macron humilhou o então chefe do Estado-maior das Forças Armadas, o  general Pierre de Villiers. Este, num acto que não se via em França há décadas, demitiu-se. Meses depois publica Servir  O livro vende 140 mil exemplares. Agora em Dezembro de 2018, Pierre de Villiers volta às livrarias com  Qu’est-ce qu’un chef ?  Pouco livros teriam um título mais simbólico neste momento em França do que este Qu’est-ce qu’un chef ?

Há duas coisas que Macron se lembra certamente a esta hora: o aviso que Villiers lhe fez nesse Julho de 2017: “Méfiez-vous de la confiance aveugle ; qu’on vous l’accorde ou que vous l’accordiez. Elle est marquée du sceau de la facilité” Um ano depois o aviso de Villiers tornou-se realidade.

A outra coisa que Macron não esqueceu é que no momento em que Viliers se preparava para abandonar aconteceu isto: centenas de muilitares e funcionários civis das Forças Armadas despediram-se assim do até então hefe do Estado-maior das Forças Armadas

Como se vão despedir dele, Macron?

greve d(a)o fisco

14 Dezembro, 2018
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Os trabalhadores das finanças vão entrar em greve no final do ano. E quando se decidirão a entrar em greve ao fisco os trabalhadores que o sustentam? Já não era sem tempo.

Residências para estudantes

14 Dezembro, 2018

Três fotógrafos brasileiros “olham” Portugal de Norte a Sul

Quando há actualmente centenas de milhões de euros de investimentos privados em curso e/ou planeados para abrir residências para estudantes em todo o país, só posso compreender esta notícia à luz de propaganda política e compra de votos.

O estado vai agora dedicar-se também ao sector da promoção imobiliária e da gestão de acomodações para estudantes?

Por que razão o dinheiro dos contribuintes é canalizado para um universo muito limitado de beneficiários? Já agora, as residências serão só para portugueses?

Porquê prioridade a este investimento? A ala pediátrica do Hospital de São João já está renovada, é isso?

O contribuinte fica exposto ao risco do negócio? Porque não vende o estado o património imobiliário de que é detentor ou, quando muito, o cede gratuitamente a promotores e operadores privados?

Não existe nenhuma “falha de mercado” neste segmento da economia. Os investidores e os operadores privados, nacionais e estrangeiros, com toda a certeza gostariam de já ter mais unidades em operação do que as existentes à data de hoje. Assim não acontece muito por causa das burocracias e tempos de respostas de uma miríade de entidades que têm de ser consultados e das quais é obrigatório obter pareceres favoráveis.

A entrada do estado neste negócio vai afastar ainda mais os privados com planos de investimento e fará concorrência desleal a quem já está instalado.

O estado só tinha de sair da frente, mas a lógica política é a de estender os seus tentáculos a tudo o que mexe, à custa do dinheiro dos contribuintes e em prejuízo dos utentes.

 

A propósito

14 Dezembro, 2018

Era absolutamente previsível o ocaso da Fundação Mário Soares. Ocaso esse que o próprio terá intuído e que o levou nos últimos anos de vida a desdobrar-se em actividades frequentemente patéticas para a financiar. O estado actual da fundação é um exemplo do socialismo em Portugal: no início são só boas notícias – a comunicação social aquando da criação da Fundação Mário Soares parecia estar a relatar o nascimento de uma nova Gulbenkian – muita megalomania e dinheiro a rodos. Depois vem o acerto das contas e percebe-se que o dinheiro vai todo para os custos de funcionamento. A actividade da fundação está agora reduzida a quase nada. Dado o incómodo gerado pelo assunto as notícias só surgiram quando o óbvio se tornou inevitável. Enfim nada disto é novo e repetir-se-á.
Mas há uma questão que tem de ser enfrentada: como se lê no site da própria fundação o arquivo desta Reúne, igualmente, documentação da actividade de Mário Soares enquanto Presidente da República, proveniente dos serviços de apoio de linha (como a Secretaria-Geral) ou de apoio político directo (caso do Gabinete e das assessorias).”
Portanto os arquivos da Presidência da República têm uma parte da sua documentação recente – a que corresponde às presidências de Mário Soares – depositada na fundação que este criou. A outra parte está no Arquivo Histórico da Presidência da República. E assim neste último arquivo quando se pesquisam as agendas dos presidentes passa-se de Eanes para Sampaio. Não há uma explicação. Onde podem ser consultadas estas agendas? Em princípio na Fundação Mário Soares. Procura-se no respectivo site e não se encontram (Até podem estar disponíveis mas não são localiźaveis numa primeira pesquisa e a pesquisa nos arquivos não pode ser um quebra-cabeças) .

E independentemente do local onde estão os documentos dos antigos presidentes não deveriam eles estar digitalizados e disponíveis em rede?

É só substituir Opel por AutoEuropa

14 Dezembro, 2018

«O encerramento da fábrica da Opel de Azambuja, em 2006, deixou no desemprego mais de 1.100 trabalhadores e modificou a vida social e económica deste concelho ribatejano que, uma década depois, ainda lamenta a perda da unidade fabril.

Considerada a segunda maior fábrica de automóveis em Portugal, a Opel de Azambuja – pertencente à multinacional General Motors – fechou as suas portas a 21 de Dezembro de 2006, depois de 42 anos de laboração.

Os responsáveis pela fábrica de Azambuja justificaram o encerramento desta unidade com o facto de a produção de cada modelo Combo ficar mais cara em 500 euros face à da unidade espanhola de Saragoça.

O fecho desta unidade fabril deixou no desemprego mais de 1.100 trabalhadores, dos quais 233 eram residentes no concelho de Azambuja.

Segundo dados da Câmara Municipal local, laboravam também na fábrica trabalhadores residentes em concelhos como o do Cartaxo, Vila Franca de Xira, Alenquer, Santarém, Salvaterra de Magos, Almeirim, Cadaval, Benavente e Coruche.

Além destes cerca trabalhadores foram afectadas mais de 600 empresas que prestavam serviços à Opel em regime de ‘outsourcing’, como serviços de refeitório e limpeza e os funcionários de empresas subsidiárias, como as de logística.

Joaquim Ramos (PS), que em 2006 era presidente da Câmara Municipal de Azambuja, recorda à agência Lusa a “angústia” com que se viveram os primeiros anos depois do encerramento da fábrica.

“Era um ícone da região. Além de ser o maior empregador, tinha um leque salarial acima da média. Até para os dias de hoje”, refere.

O antigo autarca assegura que o executivo municipal de então “fez tudo o que estava ao seu alcance” para tentar “travar o encerramento da fábrica”, mas que tal não foi possível.

“Tive várias reuniões com a direcção da Opel e com o Governo. Depois de ser um facto consumado, os trabalhadores foram sempre acompanhados pelos serviços sociais da Câmara”, aponta.

Joaquim Ramos refere que cerca de quatro anos depois “a situação estava relativamente sanada”, mas ressalva que “será uma chaga que fica sempre em aberto”.

“A maior parte dos antigos trabalhadores teve de mudar de área e habituar-se a outro padrão de vida”, admite.
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serve para quê?

13 Dezembro, 2018
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Existem razões históricas – teóricas ou factuais – para a existência do modelo de Estado Contemporâneo em que vivemos, que é o que nasce e se desenvolve com e a partir dos Iluminismos. O mito criado, nos séculos XVII e XVIII, em Inglaterra e em França, respectivamente, foi o do contrato social, que, com uma ou outra subtileza entre os autores que se esforçaram por o justificar (Hobbes, Locke e Rousseau, essencialmente), imaginava um acordo unânime entre todos os cidadãos para, abandonado um estado de natureza ficcionado, criarem a sociedade política e nela viverem melhor. Se nenhum dos três mencionados autores se entendia quanto à configuração e o modo de exercício do poder soberano contratualmente criado, todos estavam, contudo, de acordo quanto à primeira razão da sua existência: a segurança individual de pessoas e da sua propriedade, condição sem a qual não seria possível a liberdade.

Duzentos anos volvidos sobre o início da implantação do Estado de Direito Constitucional (o que foi criado pelo contrato social, que é a constituição política liberal) em Portugal (comemorará duas centúrias, em 1820), o que resta da defesa desses valores por parte do nosso estado? Onde está a segurança física eficaz das pessoas e dos seus bens? Por onde anda a polícia nas grandes cidades deste país? Onde estão as patrulhas nas auto-estradas a fiscalizarem quem brinca com a vida alheia? Os polícias que previnem os assaltos e os crimes? Que evitam as transgressões constantes das leis que asseguram a convivência social? Por onde pairam os guardas florestais que previnem os incêndios e afugentam os incendiários? De todos eles, cada vez mais se vêem menos. Cada vez se sente mais que as polícias servem para cobrar multas e acudir os aflitos, somente depois das tragédias ocorrerem.

O estado português cobra impostos absurdos aos seus cidadãos. Hoje, já nem sequer os protege de modo que lhes inspire segurança e confiança. Serve, então, para quê?

o mundo maravilhoso do dr. costa

13 Dezembro, 2018
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imagem_imagem_1_ok_9O maravilhoso mundo do Dr. António Costa parece ter chegado ao fim. Longe vão os dias em que a geringonça era um seguro e garantia de tranquilidade social, e em que Costa se gabava de reinar sobre um mundo ordeiro e pacífico, no qual os sindicatos só existiam para lhe mandar flores e votos natalícios de boas festas. A sua superior genialidade política e inteligência racional tinham alcançado o que a tacanhez do governo anterior jamais julgara possível: a concórdia social, um país sem greves, todo a trabalhar, em uníssono, para a recuperação da pátria. Um dia, porém, as coisas mudaram. Primeiro foram os professores. Depois os médicos. A seguir os trabalhadores dos transportes públicos. E os professores outra vez. Os enfermeiros. Os juízes. Os médicos. O pessoal do Metro de Lisboa e do Porto. Os taxistas, ai os taxistas! Os inspectores do SEF. Agora, também o pessoal do Ministério Público. E os professores, os “malditos” professores sempre e outra vez! António Costa subiu ao poder anunciando que tinham terminado os negros dias da austeridade e que “havia outro caminho”. Reverteu umas privatizações, deu alguns rebuçados aos sindicatos, umas tantas alegrias à função pública e aos pensionistas, e, principalmente, deixou no ar a expectativa de que, doravante, tudo seria muito melhor e diferente. Como é óbvio, não foi, porque não poderia ter sido. Agora está a pagar – estamos a pagar, uma por uma, todas as muitas ilusões que criou. Só é pena não termos um líder da oposição a sério, porque, se o tivéssemos, António Costa não chegaria a primeiro-ministro em 2020.

Cativos

13 Dezembro, 2018

Quarta-feira,

  1. Hospital de Setúbal

Um doente com uma lesão grave numa mão, decorrente de um acidente de trabalho com uma rebarbadora, foi enviado um homem do hospital de Setúbal para o hospital de São José, onde deu entrada cerca das 18 horas.

2. Hospital S. José

Foi decidida a transferência do doente “para outra instituição com capacidade para a intervenção” pois dada a avaria do microscópio CPR e necessidade de meios de grande ampliação para sucesso cirúrgico”, não existiu “capacidade para intervenção” no hospital S. José, “à semelhança desta semana e semanas anteriores”.

3. Hospital S. José tenta transferir doente

O hospital de S. José tentou transferir o doente para o hospital de Santa Maria (Centro Hospitalar Lisboa Norte), que recusou.

O hospital de S. José tentou transferir o doente para o Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (hospital S. Francisco Xavier), mas esta unidade tinha uma intervenção a decorrer e não pôde também receber o doente.

4. Hospital S. José  21h

O serviço de cirurgia plástica e reconstrutiva de Vila Nova de Gaia aceitou receber o doente.

5. Pelas 22.35 horas, ou seja, quatro horas depois de ter dado entrada no S. José, foi  determinada a transferência do doente para Gaia.

Quinta-feira

6.  O doente acabou por entrar no bloco operatório em Gaia já depois das sete horas desta quinta-feira.

Restantes dias: Ministra de pedra e cal não será minimamente importunada desde que acentue a gestão ideológica do SNS,  retirando aos utentes liberdade de escolha: cativos do SNS, perseguindo os privados, acabaremos a dar a volta Portugal, recusados de um hospital para outro.

Como não é do BE não tem reportagens fofinhas

13 Dezembro, 2018

 

Confesso que não entendo como Ana Gomes conseguiu sair de casa no dia seguinte a isto

Já mandou para o Constitucional?

13 Dezembro, 2018

7 de junho de 2016: “Presidente da República promulga 35 horas deixando em aberto recurso ao Tribunal Constitucional em caso de aumento real de despesa”.

Dada a evidência do aumento real da despesa aguarda-se que o o Presidente faça o que prometeu .

A sério?

13 Dezembro, 2018

Portanto os hospitais estão em serviços mínimos, os presos voltaram ao regime de incomunicabilidade porque os guardas estão em greve, não há dinheiro para os transportes públicos, as escolas servem para tratar da carreira dos professores… e aquilo que ocupa as cabeças mais ilustres deste país é saber se vai aparecer populismo?

centeno no ministério público?

12 Dezembro, 2018
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índice1Conta-nos o Público, a propósito da investigação criminal que parece estar a incidir sobre alguns altos responsáveis das finanças, que «o Ministério Público recebeu um ofício do gabinete do ministro das Finanças, Mário Centeno, ainda durante o dia de terça-feira a pedir informação sobre o envolvimento de dirigentes da administração pública nos factos investigados». Pois bem, a não ser que Mário Centeno tenha acrescentado à sua já enorme plêiade de cargos e ofícios também a de inspector da Polícia Judiciária (Departamento de Criminalidade Económico-Financeira), ou de procurador do Ministério Público, deveria saber que essas informações estão em segredo de justiça e que Portugal é um Estado de direito onde, supostamente, vigora o princípio da separação de poderes. Mas deveria saber também que qualquer suspeito, alvo de uma acção criminal inspectiva, tem direito à presunção de inocência e que o segredo de justiça serve, precisamente, para o poupar ao vexame de suspeições injustas. Deste modo, em vez de pedir ao MP aquilo a que, em circunstância alguma, deverá ter direito, Mário Centeno devia inquirir os serviços de que é responsável sobre os controles que lá existem – ou não existem -, como estão a ser desempenhados e quem os fiscaliza, para perceber se, nos serviços de que é responsável, anda por lá alguém a gamar ou não. O resto serve somente para fazer de conta que não é nada com ele, especialidade da casa governativa a que pertence, e que foi diligente até ao limite do possível. Ou seja, não serve para nada.

Não pode ser! Ele só pode ter gritado: Votei Bolsonaro!

12 Dezembro, 2018

El autor del tiroteo de Estrasburgo gritó «Alá es grande» antes de disparar

ADSE para todos! Não vamos ser reféns do Estado!

12 Dezembro, 2018

12 de DEZEMBRO de 2018 Demitem-se chefes de equipa de urgência do hospital D. Estefânia

10 de DEZEMBRO de 2018 Natal pode trazer nova greve de enfermeiros. Governo tem até dia 18 para a travar

7/12/2018 Greve dos enfermeiros cancela cirurgias pediátricas no Hospital de Santa Maria

03/12/2018 Greve de enfermeiros. Adiadas quatro mil cirurgias

22 de outubro de 2018 Dois directores do Centro Hospitalar de São João, do Porto, pediram a demissão dos cargos ocupavam

11 outubro Cirurgias oncológicas adiadas devido à greve dos enfermeiros

26.09.2018 Três diretores de serviço do Hospital da Guarda apresentaram demissão

5/9/2018 Demissão em bloco no Hospital de Gaia: 52 diretores e chefes de serviços saem em protesto

ADSE para todos!

12 Dezembro, 2018

Amanhã será apreciada em Conselho de Ministros a proposta de Lei de Bases da Saúde. Antes do fim do ano estará no parlamento. O argumentário-base é o da cegueira ideológica mais torpe:  o “forte crescimento do sector privado” nos últimos anos tem sido “quase sempre acompanhado por efeitos negativos no SNS”.

Portanto as pessoas estão a pagar seguros de saúde porque gostam.  E outras sem seguros estão já a pagar as operações dos filhos no privado porque odeiam tanto o SNS que preferem não esperar pela cirurgia que vai ser reagendadas em Janeiro, mês em que uma nova grefe reagendará para outro mês a cirurgia…

Mas o tempo das discussões passou. O que a esquerda quer não é tão só o SNS  público (se fosse isso mesmo que quisesse acabava com a ADSE). O que a esquerda quer é através do SNS público garantir que milhões de portugueses – os utentes – fiquem sob a sua alçada e sem qualqur capacidade reivindicativa. Sem seguros de saúde e sem ADSE ficam à mercê das greves e das dádivas.

Do governo que corta e restitui, da força do BE, dos paizinhos disto e daquilo. Acabou. A ADSE tem de ser alargada a todos os portugueses. O governo, os seus apoiantes, a oposição podem discutir o tempo que quiserem se o SNS deve ser assim ou assado. O que para já há a reivindicar é o alargamento da ADSE a todos os portugueses.

Lápis azul

11 Dezembro, 2018

Este texto do EXPRESSO é um exemplo perfeito da forma como se noticiam os atentados que podem ter sido praticados por terroristas islâmicos. A primeira regra é que JAMAIS se escreve islâmico. Por exemplo se houvesse a mínima suspeita do autor dos tiros ser nazi o texto estaria cheio das expressões “nazi”, “ultra”, “fascista”, “populista”, “extrema-direita”… Mas como neste momento se acredita que o autor deve ser muçulmano não se refere nada dessa pertença.

Um tiroteio eclodiu num mercado de Natal na cidade francesa de Estrasburgo e fez pelo menos quatro mortos e 11 feridos, alguns com gravidade, segundo informações confirmadas pela agência Reuters junto das autoridades francesas. O tiroteio eclode e faz mortos. quem mata é o tiroteio não o homem que segura a arma.

O ataque só tem um autor, que já foi identificado pelas autoridades mas que continua em fuga. O Parlamento Europeu foi fechado e os funcionários permanecem no interior
Expresso Os dados sobre este tipo de autores demoram muito a ser publicados

(…)O suspeito foi identificado mas continua em fuga. Também segundo o “Le Fígaro”, o nome do homem contava da “Lista S”, que identifica pessoas consideradas em risco de radicalização ou já com ligações provadas ao terrorismo. Esta manhã, a polícia teria tentado encontrar este mesmo homem para o prender por um alegado homícidio mas não o encontrou em casa.  Mas será ao terrorismo maoista? Fascista? Um amigo dos animais furioso com a exploração das renas?

O ataque ocorreu numa zona movimentada, onde se realiza todos os anos o principal mercado de Natal da cidade. E o facto de o atentado ter acontecido num mercado de Natal não leva a que se acrescente que estes têm sido alvo do terrorismo islâmico? 

(…) Um representante do sindicato da polícia, Stephane Morisse, confirmou à Associated Press que a polícia encontrou explosivos na casa do suspeito esta terça-feira de manhã, quando tentou, sem sucessso, prendê-lo. É bom que o Expresso transmita esta informação aos colegas pois em muitos deles informa-se que ainda não se sabe se o atentado terá tido motivação terrorista. Certamente que foi por amor ao próximo.

 

E ao certo para ser considerado atentado terrorista é necessário que o autor do atentado preencha quais formulários?

11 Dezembro, 2018

A hipótese de um atentado terrorista é colocada por fonte policial, de acordo com o L’Alsace.
O atirador será um “ficher S”, um elemento radicalizado que está identificado pela polícia, com 29 anos
.

Caridade com o dinheiro dos outros

11 Dezembro, 2018

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Foram recentemente tornadas públicas as conclusões de um estudo sobre a «Importância Económica e Social das IPSS», realizado pela Universidade Católica a pedido da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

Uma responsável da CNIS informa que este trabalho surge integrado numa candidatura ao POISE e que já antes a CNIS tinha feito um estudo “sobre o multiplicador”. Interpreto como referindo-se ao suposto efeito multiplicador dos recursos obtidos pelas IPSS em benefício da economia local.

Dei-me ao trabalho de consultar a informação disponível do Portugal 2020 e lá constam de facto as duas candidaturas da CNIS. Uma aprovada em 2016 com um investimento elegível de 800.330€ e uma comparticipação do Fundo Social Europeu de 455.788€ (57%); outra aprovada já este ano de 2018 com um investimento elegível de 1.105.095€ e incentivo aprovado de 629.352€ (57%).

O nome e objectivo oficial desta operação é a “capacitação Institucional das organizações da economia social membros do conselho nacional para a economia social”. A mesma responsável da CNIS, em entrevista a uma publicação interna da própria organização, explica que o estudo serve para a CNIS “qualificar a sua intervenção junto do Estado em momentos de negociação” e que se trata de um “instrumento essencial para as negociações com o Estado” acrescentando ainda que “nas negociações com o Estado, quando lhe dissermos com rigor e pela primeira vez no nosso país qual é exatamente a sua comparticipação, as coisas serão diferentes”.

Ora, neste próprio estudo revela-se que “apenas” (sic) 40% dos “rendimentos” (sic) das IPSS provêm do Estado. Mais se informa que quase 60 por cento das despesas das IPSS são custos com o pessoal. Penso que estes números não incluem ainda os quase 650.000€ que o Portugal 2020 entregou à CNIS para elaboração do trabalho coordenado pela Universidade Católica.

O coordenador científico deste estudo é mais elaborado e passo a citá-lo: “utilizamos o conceito de multiplicador do rendimento local que consiste em saber o que é que cada instituição faz por cada euro que atrai para o seu concelho através do financiamento da Segurança Social e outras entidades públicas, donativos, etc. Esse euro serve para pagar salários, comprar bens e serviços, dentro e fora do território do concelho. O que fica no concelho é reinjetado na economia local e serve para fazer funcionar o circuito económico.” Adianta ainda que “as instituições multiplicam por mais de dois. E quando esse euro é recolocado na economia local é multiplicado por mais de quatro. Conclusão: Em média, por cada euro quer é captado para o concelho as IPSS multiplicam-no por quatro.

Finalmente o responsável científico do trabalho assevera que “fica desfeita a ideia de que as IPSS são subsídio-dependentes. Os efeitos multiplicadores são admiráveis.

Na entrevista do académico não se explica qual o raciocínio lógico para chegar a esta conclusão, mas eu fico muito feliz em saber que basta entregar dinheiro às IPSS para a riqueza do país quadruplicar de forma instantânea. Bate certo: a universidade é Católica e por isso se crê nos milagres…

Será que professor quereria dizer que um euro vindo do Porto e aplicado em Sernancelhe beneficiará a economia de Sernancelhe? Se é isso, o professor quantificou qual o efeito no Porto da saída desse euro? Qual o resultado tendo em conta o todo nacional? Fazer circular dinheiro entre regiões cria por si só riqueza? Não existe custo de oportunidade ao ser retirado rendimento a uns para dar a outros?

Reconheço mérito na aplicação do princípio de subsidiariedade à gestão do dinheiro dos contribuintes e dos donativos de particulares generosos. Mas pelo que acima foi descrito, com franqueza, parece-me que a CNIS está a querer reivindicar mais subvenções públicas para as suas actividades que é como quem diz, pretende obrigar o contribuinte a sustentar os custos de estrutura das IPSS e a ser solidário à força, independentemente da sua vontade.

A boa intenção de ajudar as pessoas não legitima a CNIS a influenciar os decisores políticos no sentido de tirar pela força a propriedade alheia, mesmo que o benefício trazido ao carenciado seja superior ao dano material causado ao caridoso. Nem a CNIS nem o Estado pode obrigar as pessoas a serem boas, caridosas ou compassivas. A virtude da caridade só existe se for uma escolha livre e autónoma dos indivíduos em praticar o bem.

O exemplo que aqui vos trouxe de um estudo financiado pelo dinheiro dos contribuintes, para aumentar o poder reivindicativo e persuasivo das IPSS em desviar para si mais dinheiro dos impostos pagos por quem cria riqueza e a predisposição de uma universidade em caucionar tudo isto numa capa de investigação científica presta um péssimo serviço ao que é, a meu ver, o verdadeiro espírito da caridade.

Para certa esquerda, a caridade é uma traição às causas revolucionárias praticada por colaboracionistas de uma sociedade injusta que têm por objectivos a manutenção do status quo e dos privilégios de alguns, sendo que a sua estratégia passa por utilizar os pobres mantendo-os em condição de dependência e assim impedir a revolta destes contra a instauração de um mundo novo, justo e igualitário.

Suponho que a maioria dos meus leitores já deu para o peditório desta lengalenga marxista e tem a clara noção de que a caridade é uma resposta a situações de necessidade imediata e provação objectiva. Trata-se de assistência voluntária e espontânea entre pessoas que reconhecem a sua proximidade enquanto seres humanos em momentos em que alguém precisa de ajuda.

A verdadeira actividade caritativa é independente de poderes e ideologias, quaisquer que elas sejam. Não é um instrumento ideológico ou de proselitismo. A caridade é discreta, cega e genuína.

Já agora, importa também referir de passagem que a recusa em aceitar a caridade é algo tão nobre quanto a disponibilidade para ajudar o outro. Não se trata de orgulho exacerbado, mas simplesmente a recusa da dependência de terceiros e a consciência de que é responsabilidade primeira do indivíduo viver com os seus próprios meios. Por vezes, o preço a pagar por esta liberdade é a insegurança e condições de conforto no limiar do aceitável. Dispensar a caridade pode ser também uma forma de afirmar que não constitui obrigação moral de ninguém acudir a situações de mero infortúnio.

De todo o modo, quanto mais cada um de nós se sentir roubado pelo Estado, menor a disposição em ser solidário para com o nosso próximo. Quanto mais vierem mexer à força no nosso bolso, menor o incentivo para a criação de riqueza e mais pobres todos ficaremos. Quanto mais a ajuda for involuntária e difusa entre os meandros das instituições, mas os beneficiários se sentirão no “direito” de ser ajudados, perpetuando a mendicidade.

A caridade deve ser algo irrenunciável da essência humana. A Igreja diria talvez que é uma expressão de amor. Contudo, quanto mais a compaixão se pratica com o dinheiro de terceiros, menor a consciência moral e a responsabilização das pessoas. Menor a liberdade individual de quem ajuda e de quem é ajudado.

*

 

 

Agora, felizmente, todos aceitam o destino com resignação

11 Dezembro, 2018

04.02.2015 “Não me deixe morrer, eu quero viver.” Doente com hepatite C apela a Paulo Macedo

Uma questão de estética

11 Dezembro, 2018

As revoluções, além de detalhes menores como causas, motivos e objectivos, necessitam de um mote estético. Uma boina basca com uma máscara alongada e ranhuras para olhos posicionadas em ângulo que expresse ira passa a mensagem da revolução sem o uso de palavras. O discurso existe, mas só depois de introduzido pela componente estética. A revolução é visual, não é filosófica, não é social, não é orgânica.

Os coletes amarelos têm fraca estética. São um produto produzido em massa, na China, decretado obrigatório para condutores europeus, e que simboliza dificuldade, uma avaria, um acidente. Não têm componente mítica, não galopam numa mitologia amplificada. Limitam-se a representar uma situação passageira, incómoda, mas contida no tempo.

Diz-se que haverá no dia 21 uma imitação pálida da fraca “revolução” francesa cá no país. Eu estarei ocupado a ver a árvore de Natal que a câmara municipal já deve ter montado. É uma questão de estética, sabem?

Será mesmo assim?

11 Dezembro, 2018

«Portugal poupa 100 milhões com pagamento antecipado ao FMI: (…) Na prática, explicou o ministro [Mário Centeno], o que as finanças optaram por fazer foi pagar agora a dívida do FMI cujo prazo só terminava entre 2021 e 2023, realizando em compensação novas emissões em dívida, com prazos mais longos, nos mercados. Como as taxas de juro a que o Estado português se consegue endividar nos mercados são, neste momento mais baixas do que aquelas que estavam previstas no empréstimo do FMI, o Tesouro pode conseguir com esta operação uma poupança».  (no Público).

Ora, não é assim tão certo que Portugal se tenha vindo a endividar a taxas mais baixas. Ainda recentemente, foi emitida dívida em moeda chinesa (Panda Bonds) a um juro que será próxima dos 5%, muito superior ao juro da dívida ao FMI que se situaria no 2,08%. Aconselho a leitura do artigo de Ricardo Cabral «Forte com os fracos» para melhor enquadramento.

 

A genética opção pelo compadrio

11 Dezembro, 2018

Diz-se no Público: «Os funcionários públicos continuam a ser obrigados a pedir a reforma aos 70 anos, mas em casos excepcionais o Governo pode autorizá-los a trabalhar depois desta idade».

Portanto, o actual Governo escolheu a pior decisão possível. Recorde-se que o direito ao trabalho é um direito constitucional, e que ninguém deve ser obrigado a reformar-se. A reforma é um direito, não é um dever.

Em vez de, como recomendado pela Assembleia da República, de suprimir aquela limitação violadora dos direitos de quem trabalha, o Governo socialista optou pela típica solução criadora de corrupção: manter a proibição de exercer o direito ao trabalho como norma a partir dos 70 anos na função pública, e introduzir mecanismo casuístico, centralizado e político, propiciador de favorecimento ou penalização pessoal, por motivos políticos ou outros.

Assim, se até aqui um trabalhador já era injustamente penalizado pela reforma compulsiva, pode agora suceder ser duplamente penalizado, pois acrescenta-se-lhe a necessidade pedir um especial favorzinho a quem manda, com a implícita obrigação de até lá não incomodar muito quem pode.

Pensar que o Brexit está a ser negociado com esta criatura

11 Dezembro, 2018

Um livro que vale a pena

10 Dezembro, 2018

Vale a pena ler este livro dos professores José Manuel Moreira e André Azevedo Alves: ‘De Salamanca a Coímbra: caminos cruzados de una escuela singular

À venda na Amazon de Espanha…

O povo está a acordar

10 Dezembro, 2018

Não vale a pena tentar travar este fenómeno chamando, a todos aqueles que se insurgem contra o marxismo cultural globalista que tomou conta , ao longo de muitas décadas,  da nossa sociedade, desconstruindo-a nos seus valores, na sua identidade religiosa e cultural, de “extrema direita, populista, fascista, xenófobo, racista, homofóbico” e outras tantas palermices para intimidar e silenciar. O povo está a dizer basta! e nada mais o impedirá de seguir seu objectivo: acabar com o  socialismo globalista.

O “tsunami” americano Trump deu o mote. Seguiu-se, à sua imagem,  o “terramoto ” italiano Salvini. Depois o “furacão” brasileiro Bolsonaro.  França acorda e fica a ferro e fogo. “Ventos ciclónicos” em Espanha com o Vox e Ciudadanos,  limpam esquerda da maioria. É o princípio do fim do socialismo a ser substituído pela direita.

Os partidos e líderes novos entenderem a mensagem da maioria silenciosa que desesperadamente procurava identificar-se com um projecto político que os resgatasse destas políticas socialistas/marxistas/globalistas. Responderam prometendo colocar os interesses dos cidadãos e do país acima de tudo, devolvendo segurança, melhorando economia, baixando impostos, acabando com as ideologias desconstrutivas da sociedade, protegendo a cultura e valores ocidentais. E a reviravolta não se fez esperar.

Anda tudo farto e sem paciência para políticos “choninhas”, completamente submissos aos Soros, aos Bildebergs e Rockefellers, às imposições duvidosas de  pactos migratórios da ONU  que defendem perda de soberania dos países da UE em prol dos direitos (pouco) humanos, para preparar um futuro governo mundial global.   Tudo decidido nas costas dos cidadãos sem serem consultados sobre as questões que lhes alteram profundamente a qualidade de vida. Fartos! Fartos! Fartos!

Nenhum político globalista saiu da sua zona de conforto onde vivem protegidos por muros e segurança privada,  para ver no terreno as “maravilhas apoteóticas” da aplicação prática das suas políticas progressistas.  Nenhum se dignou em percorrer os países que já experimentam na pele essa “fantástica” integração cultural. Nenhum político passou sequer uma noite nos guetos ou tomou lá café com sua esposa e filhos.  Nenhum se passeou pelos mercados de Natal agora designados por mercados de Outubro com árvores de betão a servir de barreiras – não vá um camião maluco lembrar-se de acelerar sozinho contra a multidão –  ou pelas escolas que já não festejam  a época natalícia com actividades ou símbolos de Natal. Nenhum foi falar com mulheres vítimas  de estupro colectivo ou crianças vítimas de bullying na escola por serem loiras de olhos azuis. Também nenhum foi ver o sucesso da integração na sociedade ocidental de gente que culturalmente pratica a bigamia por isso tem 4-5 mulheres e respectivos filhos – uma média de 3-4 por cada uma –  a viverem do Estado Social tranquilamente em casas cedidas pelo país de acolhimento. Nenhum foi ver o sucesso das políticas de integração no mercado de trabalho com a maioria a recusar mexer um músculo e a aprender a língua, ou aceitar as leis do país receptor. Nenhum político foi apreciar o sucesso do aumento exponencial da criminalidade sobre mulheres, homens, crianças, homossexuais, cristãos e judeus. Nenhum quis saber o que pensam os contribuintes do aumento brutal dos impostos para suportar estas políticas. Nenhum quis saber o que os cidadãos pensavam sobre os DOIS pactos que vão ser assinados em Marraquexe e Nova Iorque sobre entrada livre, ordenada, regular e massiva de imigrantes!  Nenhum! Nenhum!

Era uma questão de tempo até ao nascimento de movimentos como os coletes amarelos saltarem para as ruas impondo um “basta” sonoro! Mas os senhores “ditadores” que se julgam acima do povo só porque foram eleitos ou não eleitos, como foi nosso caso, menosprezaram-nos por se acharem poderosos e invencíveis. Acham que ocupam um lugar que lhes pertence e por isso não têm satisfações a dar nem contas a prestar. Pensam que o povo é idiota e come todas as mentiras que lhes contam a toda a hora a troco de uns cêntimos a mais no bolso. Pensam,  mas enganam-se.

A revolta começou na França, estendeu-se à Bélgica, atravessou a Holanda e chegou à Suécia. Chegará a todo o lado por contágio. O povo está a acordar mais depressa do que se previa. E agora ninguém o vai parar até voltarem a sentir que quem lidera os destinos do país, fá-lo pelo seu povo e não para agradar às agendas globalistas que só almejam dinheiro e poder para si próprios.

 

 

É isto…

10 Dezembro, 2018

Aqui

Os dias da cabra-cega. Amanhã

9 Dezembro, 2018

Amanhã, em Marrocos, vai ser assinado um pacto mundial sobre migrações que é apresentado pelos mesmos líderes ora como fundamental ora não obrigando a nada. Chamar-se-á Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular. A acreditar nos seus promotores está lá tudo e o seu contrário. Mas onde está o texto desse pacto? Por exemplo, em Portugal para lá das declarações institucionais do ministro dos Negócios Estrangeiros e do ainda mais institucional texto da Lusa reproduzido em noticiários e artigos de jornal, o que se sabe sobre esse pacto? Fala-se de 23 medidas concretas mas não se detalha uma única. Muito menos se perdeu tempo a ponderar que, apesar de no texto do pacto ser dado como adquirido que os países podem agir como quiserem, a verdade é que nos países democráticos, logo com justiça independente, nada impede que se recorra aos tribunais para obrigar os governos a cumprir aquilo que está inscrito como um vago e piedoso propósito nos documentos internacionais que os seus governantes assinaram

E os paladinos da liberdade de expressão não sentem nenhuma questão após a leitura do objectivo 17º do pacto que criminaliza quem discordar da imagem oficial sobre a imigração e  institucionaliza uma propaganda totalitária sobre o assunto?

Os dias da cabra-cega. Hoje

9 Dezembro, 2018

Estava a França a preparar-se para o actual estado de insurgência quando o presidente Macron se lembrou do Benim e se esqueceu de Portugal. Como não se tinha ele lembrado antes do Benim?! — deve ter-se interrogado Macron. Como se esqueceu de Portugal? – pergunto eu. E assim, numa fatal coincidência, ao mesmo tempo que o parlamento francês votava a criminalização do acto dos pais darem uma estalada num filho, os cidadãos sovavam e quase linchavam polícias, os polícias entravam nos liceus e mandavam os adolescentes (aqueles a quem os pais não podem dar um tabefe ou um raspanete) ajoelhar e colocar os braços atrás da cabeça como se fossem terroristas,

lá surgia acabrunhada entre tanto carro incendiado e montras partidas, a imagem dos bronzes que o presidente Macron se propõe devolver urgentemente ao Benim.  E a nós, nem um herbário? Foi certamente aturdido pelo estado das ruas francesas, que o presidente Macron apena referiu devoluções para África mas obviamente vai recuperar desse deslize e mandar rapidamente para Lisboa o chamado “Cabinet de Lisbonne” do Museu de História Natural de Paris

Quando o lobo veste pele de cordeiro

8 Dezembro, 2018

O Vaticano decidiu apoiar o Pacto de Migrações da ONU condenando os países que decidiram não assinar o manhoso documento. É verdade. Deixou claro, desta forma, que religião também é política e que imiscuir-se nestes assuntos também lhe compete. Assim, declarou estar de acordo com a imposição da ONU de aceitação de migração massiva indiscriminada,  de todos os indivíduos que o quiserem, quando quiserem, seja por que motivo o quiserem, declarando ser um “direito humano”, transformando-os automaticamente  em cidadãos com pleno direitos nos países receptores, independentemente do perigo que isso representa. Porém o Vaticano, que é um Estado independente, na hora de acolher, seleccionou só famílias com mulheres e filhos maioritariamente cristãos –  e controlou o número de refugiados que aceitou – 12 famílias –  não deixando as portas escancaradas e acessíveis a todos os que quisessem lá viver. Porquê?

Não é a primeira vez que vejo  hipocrisia por essas bandas. Quando me tornei adulta, apesar de ser católica e a partir de certa data –  por via da descrença nos homens à frente da Igreja –  não praticante,  comecei cedo a questionar o que nos era ensinado na catequese mas não era seguido pela Santa Sé. Jamais me conseguiram explicar porque  o Vaticano:  era o Estado mais rico do mundo rodeado de luxos inacessíveis aos comuns mortais; porque razão vestiam Prada e tinham duplexes carríssimos em zonas caríssimas, parque de  estacionamento cheio de  carros pessoais de marcas milionárias com motoristas particulares pagos a peso de ouro; porque razão o Banco do Vaticano, o IOR,    é uma “offshore” (mais eficiente de que os Bahamas) onde todo o tipo de dinheiro, de todo o tipo de gente, vai lá parar em contas de instituições de caridade fantasma,  para aplicações em offshores e negócios  duvidosos, tudo devidamente documentado no “Dossier Dardozzi”  e guardado a sete chaves pelo Papa depois de ameaçado pela cúria (fonte “Sua Santidade – As Cartas Secretas de Bento XVI , Vatican SA – Les Archives Secrètes du Vatican, Merchants in the Temple – Inside Pope Franci’s Secret Battle Against Corruption in the Vatican de Gianluigi Nuzzi); porque razão sempre que há catástrofes humanitárias nunca se vê o Vaticano a fazer donativos; porque razão escondeu os crimes de abuso sexual dos padres às crianças; porque não deu imediatamente asilo, mesmo que temporário,  a Asia Bibi uma refugiada paquistanesa cristã em perigo, que ninguém acolhe; porque razão continuam a ignorar a crise humanitária da Venezuela e as chacinas aos fazendeiros brancos na África do Sul.

Tal como na política, há um desfasamento entre aquilo que se professa e aquilo que se pratica. Por isso cada vez há mais gente afastada, seja da religião seja da política, porque deixaram de acreditar nos líderes que não defendem as pessoas,  defendem apenas os interesses do grupo que representam, não se importando que haja um colapso social por via desse abandono.

Defender este Pacto não é defender direitos humanos. É autorizar a aglutinação dos valores culturais, religiosos, sociais, históricos, das nações aceitando o domínio de outras culturas, que não se integram e que provocarão o desaparecimento da cultura ocidental porque será feito apenas num sentido: Europa-EUA.  Vindo da própria Igreja Católica, é ter lobos em peles de cordeiro dispostos a sacrificar todo o rebanho de  ovelhas em nome de uma nova ordem mundial de substituição populacional largamente difundida por cá pela Fundação Manuel Francisco dos Santos. Não é segredo sequer. Basta ler as publicações.

Não é admissível um líder, seja de que religião for, fazer propaganda a agendas políticas muito menos se forem catastróficas para toda uma civilização. Importar e promover o Terceiro Mundo no ocidente é fomentar o retrocesso civilizacional. Que o digam os países Árabes que abertamente declinaram a aceitação desses migrantes com a mesma cultura, tendo dito que o “ Kuwait e o Conselho de Cooperação no Golfo são valiosos demais para aceitar qualquer refugiado. É muito caro realojá-los. O Kuwait é muito caro para eles, ao contrário do Líbano e da Turquia, que são baratos. Não é certo aceitarmos pessoas que são diferentes de nós. Nós não queremos pessoas que sofrem de stress interno e trauma em nosso país” – Fahad al-Shalami. 

Ao invés de nos questionarmos porque razão os países árabes se colocam de fora deste Pacto,  andamos nós feitos otários a troco de uns míseros euros, a aceitar a ditadura da ONU que mais não quer do que sacrificar-nos para concluir com êxito a ambição globalista dos Bilderberg, Rockefeller e Soros.

Se agora já é uma realidade que nalguns países europeus  não se pode festejar o Natal nas escolas e nas ruas como antigamente, o que pensam que nos espera com este pacto facilitador de migrações indiscriminadas?

Ainda havemos de ter saudades do velho continente. Principalmente a Igreja Católica.

Alguém que explique

8 Dezembro, 2018

O ministro Siza Vieira era ministro-Adjunto do primeiro-ministro. Foi exonerado e nomeado…ministro-adjunto do primeiro ministro e também ministro da economia. O ministro teve uma situação de objectiva incompatibilidade entre o exercício do cargo e a condição de sócio-gerente de uma imobiliária durante vários meses. A única sanção que a lei prevê é demissão compulsiva do ministro. Diz a imprensa que o Tribunal Constitucional considerou a «inutilidade superveniente da lide» alegadamente «dado que o ministro não pode ser sancionado com a demissão de um cargo que já não ocupa». O que é rotundamente falso: ocupa o mesmo lugar, no mesmo governo.

Gostaria que o Tribunal Constitucional viesse esclarecer tal diferença de tratamento, a alguém que ocupa o mesmo lugar, face a, por exemplo, à maneira como o TC actua no caso das autarquias. Aqui temos um caso de um autarca que é penalizado por perda de mandato por ter cometido ilegalidades quando era presidente da Câmara de Tavira, mas que é sancionado com a perda de mandato quando já era presidente da Câmara de Faro. Porquê da diferença de tratamento dado que também aqui poderia ser invocada uma «inutilidade superveniente da lide» por já ter terminado o mandato na autarquia onde se teria verificado a ilegalidade?

Da linguagem

8 Dezembro, 2018

Em vez de tentar converter a linguagem em instrumento moralista sem sentido, eis que o partido Iniciativa Liberal teve a excelente ideia de subverter tal conceito para algo mais simples e útil:  traduzir da falsidade para a verdade:

p.s. (salvo seja): o IL tem tido uma presença na rede twitter que muito se recomenda: bom humor político, ironia a rodos, sentido de oportunidade, criatividade. Não apenas fazia falta como é uma muito saudável forma de encarar e agir na política. Independentemente de se concordar ou não com aquele projecto político, vale a pena segui-los, pois alegram os nossos dias: https://twitter.com/LiberalPT

A Madragoa de antes é que tinha gajas boas

7 Dezembro, 2018
No nosso tempo ninguém morria
No nosso tempo ninguém sofria
Tanto que no nosso tempo
ninguém dizia “o nosso tempo”

Miguel Araújo in Fizz Limão

No tempo do Salazar é que era bom. Em primeiro lugar, porque os meus avós e o meu pai estavam vivos; em segundo, porque a minha avó podia morrer de tuberculose aos trinta e sete com a alegria de me ter conhecido. Outro dos motivos para as coisas serem boas no tempo do Salazar era que eu, em 2018, já pouco me importaria com o futuro, que, para mim, poderia ser coisa para durar uma década, com sorte, o tempo suficiente para qualquer pessoa se conciliar com a finitude e tempo insuficiente para que alguém se dedique a questões mundanas de “no tempo do Salazar é que era bom”.

Acho que no tempo do Salazar não era assim tão bom. Podia não ser tão mau como se diz que era no tempo do Salazar, mas não tão bom como quando já se pode usar a expressão “no tempo do Salazar”. A revolução correu mal? Podia ter corrido pior. Os descobrimentos também podiam ter corrido melhor: se tivessem ido em aviões em vez de naus e caravelas decerto que a coisa teria corrido melhor. Tantos meses no mar sem dar cavaco à família, sem um email, sem uma mensagem no WhatsApp. Hoje em dia há WiFi no aeroporto, uma pessoa sabe logo se o navegador está mesmo em descobrimentos ou apenas a deleitar-se na ilha dos amores (nota do autor: não é Malta, ao que me dizem amigos).

Sobre o que é este post? É sobre o saudosismo nacional pela memória selectiva do passado? Não. É sobre o presente. O presente é a Geringonça e a esperança no futuro é Rui Rio (não chora, aguenta). Podia ser melhor? Podia. Também podia ser pior. O nosso tempo é o nosso tempo. Não é o passado, nem é o futuro, é o agora. Nem D. Sebastião, nem Salazar: eu tenho é que viver com as pessoas do café que estão vivas.

Amanhã é fim-de-semana.

Reféns do Estado Social(ista)

7 Dezembro, 2018

Levámos anos a fazer figura de parvos com os esfomeados que ninguém viu a que se sucederam os despejados traumatizados porque tinham de deixar a casa em Campo de Ourique e ir para Alvalade… e agora que milhares de pessoas vêem tratamentos médicos urgente adiados e não se ouve um pio? Como se tudo corresse no melhor dos mundos o mais que temos são umas notícias a informar-nos que  ” a senhora ministra vai reunir com as administrações hospitalares para reagendar as cirurgias”? Já agora onde estão os pais do SNS? Aquela senhora dos reformados indignados? Os bispos vermelho-apoquentados? O que foi feito do Estado Social que era tão mas tão importante?…

É só para avisar da próxima causa

7 Dezembro, 2018

PÚBLICO: É preciso devolver património, mas antes há que admitir o erro da colonização

Uma das vantagens de ler o PÚBLICO é que ficamos esclarecidos sobre a próxima causa. Urgentíssima, pois claro.  Agora que já desistiram de votar no Brasil e no momento em que os activismos das causa do sexo ou falta dele estão a transformar o mundo num inferninho para os próprios activistas, os frenéticos das causas  vão entrar em transe com os museus, o património dito colonial dos museus e reivindicação das devoluções aos museus africanos. Perante o frenesi só temos duas hipóteses ou combatê-lo ou incentivá-lo. Por mim proponho  a globalização deste movimento:  devolva-se tudo à sua origem.  Por exemplo, porque há-de a França devolver ao Senegal as peças de arte que de lá trouxe e não devolve a Portugal o que daqui levou?… Assim postas as coisas vamos andar anos neste toma lá dá cá. No fim vamos ficar todos mais parvos mas isso não interessa nada.

Código de conduta do Partido Socialista

7 Dezembro, 2018

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E eis que o mundo começa a dar sinais de bom senso

6 Dezembro, 2018

O calendário Pirelli depois dos activismos de 2018WHOOPI_GOLDBERG_AND_THANDO

volta a ser o seu sempre foi

 

 

Um dia destes fazemos uma manifestação para defendermos o direito a falar como nos apetece?

6 Dezembro, 2018

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Não creio que o estado deva salvar jornais mas uns caderninhos para exercícios de vocabulário talvez se possam oferecer

5 Dezembro, 2018

Segundo o DN o  ex-presidente George W. Bush disse que o seu pai “era um homem empatético. Valorizava o caráter em vez da linhagem, e era cínico.»

O PCP é o primeiro a usar em seu favor a legislação que condena

5 Dezembro, 2018

Aqueles reformados da Ajuda que o PCP quer despejar são  nova versão dos despedidos do jornal Diário, jornal afecto ao PCP que se anunciava como trazendo “a verdade a que temos direito”. De facto O Diário dava aos seus leitores a verdade a que os comunistas achavam que eles tinham direito. Como os leitores achavam aquela verdade muito especial ou por assim dizer pequenina, O Diário foi perdendo leitores e não resistiu ao desmoronar do mundo comunista: fechou abruptamente em Junho de 1990. Ironia das ironias, como nesse ano os feriados se colaram ao fim-de-semana o seu desaparecimento quase só se percebeu uma semana depois e, perante a indiferença geral, os seus trabalhadores foram despedidos ao abrigo das alterações à lei laboral levadas a cabo pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva que o mesmo PCP acusava dos crimes mais nefandos por causa de querer instituir no país o despedimento colectivo

O urinol de António Costa

5 Dezembro, 2018

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Ao contrário dos nazis, que, inspirados numa peça de teatro do dramaturgo Hanns Johst, sacavam da pistola quando ouviam a palavra Cultura, eu gostaria apenas, em iguais circunstâncias, de sacar do polígrafo. Não é que a mentira, democrática como é, não atinja também outras áreas da governação, mas nesta em particular, fossem os actuais responsáveis políticos da família do Pinóquio, e já teriam caído para a frente com o peso do nariz.

Em 2015, último ano em que os rústicos liderados por Passos Coelho trataram do assunto, o orçamento destinado à cultura era de uns míseros 219 milhões de euros; em 2016, afastados os bárbaros dos salões da civilização, logo o orçamento passou para uns generosos… 179 milhões! À primeira vista parece uma diminuição, mas as “primeiras vistas” são para saloios e António Costa é um príncipe florentino. Num passe de mágica pegou na RTP e nos 244 milhões que lhe estavam destinados, e toca a metê-los no Ministério da Cultura, elevando o orçamento global, em microssegundos, para uns espectaculares 423 milhões de euros. Desde o dia em que Marcel Duchamp comprou um vulgar urinol numa loja de Nova Iorque e o rebaptizou como obra de arte que ninguém fazia cultura de uma forma tão rápida, o que diz bem da qualidade do artista. É também provável que, sem contar com Alves dos Reis, seja o português que mais dinheiro conseguiu criar a partir do nada, o que só reforça a conclusão anterior.

É, pois, perfeitamente natural que, cumprido com sucesso o primeiro truque da multiplicação do orçamento, António Costa avance com naturalidade para novos ilusionismos. Em Guadalajara, questionado sobre o famoso 1% do PIB que é reivindicado pelo PCP, pelo Bloco de Esquerda e pelos agentes culturais, puxou da “transversalidade do que são as verbas dedicadas à cultura” para garantir que, em 2019, o assunto ficaria resolvido. Se fosse apenas pelo PCP e pelo Bloco, que aprovam os actuais orçamentos na Assembleia da República e sabem muito bem o que se passa, não valia a pena gastar o meu latim. Mas pelos agentes culturais eu sou capaz de tudo, incluindo traduções de frases artísticas.

A invocada “transversalidade das verbas”, prova viva de um investimento extraordinário na iluminação do povo, significa que o primeiro-ministro se prepara para pescar em todos os ministérios as rubricas que estejam de alguma forma relacionadas com a cultura e fazer com elas uma bonita conta de somar. O ensino artístico (Ministério da Educação) e o Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros) são dois bons candidatos a inaugurar o processo, mas com o tempo e com a adopção do conceito alargado de cultura utilizado pelos antropólogos, não será de estranhar que o orçamento do sector atinja em breve os vinte ou trinta por cento do PIB. Agostinho da Silva, por exemplo, dizia que a cultura era a soma de três S – sustento, saber e saúde, pelo que só nesta frase temos uma grande margem de progressão. E há também todo aquele conjunto de características definidoras de um povo e que pode ser muito útil na reclassificação financeira em curso. Para não me acusarem de má vontade, até deixo umas sugestões: se a fuga ao fisco faz parte da cultura dos portugueses, o salário dos inspectores das finanças deverá ser contabilizado no orçamento de Graça Fonseca; e se estacionar em cima do passeio pode ter o mesmo enquadramento antropológico, o orçamento da EMEL deverá ter o mesmo destino.

Claro que tudo isto só tem lógica num cenário de acumulação, nunca de substituição: o ensino artístico, por exemplo, será uma verba da cultura nos debates relacionados com o ministério sediado no Palácio da Ajuda; quando o tema for a educação, volta para o ministério de Tiago Brandão Rodrigues. Com uma boa dose de agilidade, o mesmo dinheiro poderá servir como prova da paixão governativa por múltiplas e diversas áreas. Assim o permita a imaginação e a lata.

Pessoalmente, não ligo nada à famosa “questão do 1%”. É uma percentagem como outra qualquer, que serve mais de fétiche retórico do que de espelho da situação cultural de um país. No entanto, para não continuarmos a alimentar a comédia de enganos, ficam aqui os números: a verba de 2019 para a cultura, limpa do passe de mágica da RTP e da treta da “transversalidade”, representa 0,32% do Orçamento de Estado e 0,12% do PIB, nem mais nem menos.

Como já disse, não ligo nada ao 1%. Mas, como há muitos portugueses que ligam, talvez seja boa ideia não os fazer de palhaços. Apesar do circo ser, justa e naturalmente, cultura.