ADSE para todos!
Amanhã será apreciada em Conselho de Ministros a proposta de Lei de Bases da Saúde. Antes do fim do ano estará no parlamento. O argumentário-base é o da cegueira ideológica mais torpe: o “forte crescimento do sector privado” nos últimos anos tem sido “quase sempre acompanhado por efeitos negativos no SNS”.
Portanto as pessoas estão a pagar seguros de saúde porque gostam. E outras sem seguros estão já a pagar as operações dos filhos no privado porque odeiam tanto o SNS que preferem não esperar pela cirurgia que vai ser reagendadas em Janeiro, mês em que uma nova grefe reagendará para outro mês a cirurgia…
Mas o tempo das discussões passou. O que a esquerda quer não é tão só o SNS público (se fosse isso mesmo que quisesse acabava com a ADSE). O que a esquerda quer é através do SNS público garantir que milhões de portugueses – os utentes – fiquem sob a sua alçada e sem qualqur capacidade reivindicativa. Sem seguros de saúde e sem ADSE ficam à mercê das greves e das dádivas.
Do governo que corta e restitui, da força do BE, dos paizinhos disto e daquilo. Acabou. A ADSE tem de ser alargada a todos os portugueses. O governo, os seus apoiantes, a oposição podem discutir o tempo que quiserem se o SNS deve ser assim ou assado. O que para já há a reivindicar é o alargamento da ADSE a todos os portugueses.
Lápis azul
Um tiroteio eclodiu num mercado de Natal na cidade francesa de Estrasburgo e fez pelo menos quatro mortos e 11 feridos, alguns com gravidade, segundo informações confirmadas pela agência Reuters junto das autoridades francesas. O tiroteio eclode e faz mortos. quem mata é o tiroteio não o homem que segura a arma.
O ataque só tem um autor, que já foi identificado pelas autoridades mas que continua em fuga. O Parlamento Europeu foi fechado e os funcionários permanecem no interior
Expresso Os dados sobre este tipo de autores demoram muito a ser publicados
(…)O suspeito foi identificado mas continua em fuga. Também segundo o “Le Fígaro”, o nome do homem contava da “Lista S”, que identifica pessoas consideradas em risco de radicalização ou já com ligações provadas ao terrorismo. Esta manhã, a polícia teria tentado encontrar este mesmo homem para o prender por um alegado homícidio mas não o encontrou em casa. Mas será ao terrorismo maoista? Fascista? Um amigo dos animais furioso com a exploração das renas?
O ataque ocorreu numa zona movimentada, onde se realiza todos os anos o principal mercado de Natal da cidade. E o facto de o atentado ter acontecido num mercado de Natal não leva a que se acrescente que estes têm sido alvo do terrorismo islâmico?
(…) Um representante do sindicato da polícia, Stephane Morisse, confirmou à Associated Press que a polícia encontrou explosivos na casa do suspeito esta terça-feira de manhã, quando tentou, sem sucessso, prendê-lo. É bom que o Expresso transmita esta informação aos colegas pois em muitos deles informa-se que ainda não se sabe se o atentado terá tido motivação terrorista. Certamente que foi por amor ao próximo.
Caridade com o dinheiro dos outros

Foram recentemente tornadas públicas as conclusões de um estudo sobre a «Importância Económica e Social das IPSS», realizado pela Universidade Católica a pedido da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).
Uma responsável da CNIS informa que este trabalho surge integrado numa candidatura ao POISE e que já antes a CNIS tinha feito um estudo “sobre o multiplicador”. Interpreto como referindo-se ao suposto efeito multiplicador dos recursos obtidos pelas IPSS em benefício da economia local.
Dei-me ao trabalho de consultar a informação disponível do Portugal 2020 e lá constam de facto as duas candidaturas da CNIS. Uma aprovada em 2016 com um investimento elegível de 800.330€ e uma comparticipação do Fundo Social Europeu de 455.788€ (57%); outra aprovada já este ano de 2018 com um investimento elegível de 1.105.095€ e incentivo aprovado de 629.352€ (57%).
O nome e objectivo oficial desta operação é a “capacitação Institucional das organizações da economia social membros do conselho nacional para a economia social”. A mesma responsável da CNIS, em entrevista a uma publicação interna da própria organização, explica que o estudo serve para a CNIS “qualificar a sua intervenção junto do Estado em momentos de negociação” e que se trata de um “instrumento essencial para as negociações com o Estado” acrescentando ainda que “nas negociações com o Estado, quando lhe dissermos com rigor e pela primeira vez no nosso país qual é exatamente a sua comparticipação, as coisas serão diferentes”.
Ora, neste próprio estudo revela-se que “apenas” (sic) 40% dos “rendimentos” (sic) das IPSS provêm do Estado. Mais se informa que quase 60 por cento das despesas das IPSS são custos com o pessoal. Penso que estes números não incluem ainda os quase 650.000€ que o Portugal 2020 entregou à CNIS para elaboração do trabalho coordenado pela Universidade Católica.
O coordenador científico deste estudo é mais elaborado e passo a citá-lo: “utilizamos o conceito de multiplicador do rendimento local que consiste em saber o que é que cada instituição faz por cada euro que atrai para o seu concelho através do financiamento da Segurança Social e outras entidades públicas, donativos, etc. Esse euro serve para pagar salários, comprar bens e serviços, dentro e fora do território do concelho. O que fica no concelho é reinjetado na economia local e serve para fazer funcionar o circuito económico.” Adianta ainda que “as instituições multiplicam por mais de dois. E quando esse euro é recolocado na economia local é multiplicado por mais de quatro. Conclusão: Em média, por cada euro quer é captado para o concelho as IPSS multiplicam-no por quatro.”
Finalmente o responsável científico do trabalho assevera que “fica desfeita a ideia de que as IPSS são subsídio-dependentes. Os efeitos multiplicadores são admiráveis.”
Na entrevista do académico não se explica qual o raciocínio lógico para chegar a esta conclusão, mas eu fico muito feliz em saber que basta entregar dinheiro às IPSS para a riqueza do país quadruplicar de forma instantânea. Bate certo: a universidade é Católica e por isso se crê nos milagres…
Será que professor quereria dizer que um euro vindo do Porto e aplicado em Sernancelhe beneficiará a economia de Sernancelhe? Se é isso, o professor quantificou qual o efeito no Porto da saída desse euro? Qual o resultado tendo em conta o todo nacional? Fazer circular dinheiro entre regiões cria por si só riqueza? Não existe custo de oportunidade ao ser retirado rendimento a uns para dar a outros?
Reconheço mérito na aplicação do princípio de subsidiariedade à gestão do dinheiro dos contribuintes e dos donativos de particulares generosos. Mas pelo que acima foi descrito, com franqueza, parece-me que a CNIS está a querer reivindicar mais subvenções públicas para as suas actividades que é como quem diz, pretende obrigar o contribuinte a sustentar os custos de estrutura das IPSS e a ser solidário à força, independentemente da sua vontade.
A boa intenção de ajudar as pessoas não legitima a CNIS a influenciar os decisores políticos no sentido de tirar pela força a propriedade alheia, mesmo que o benefício trazido ao carenciado seja superior ao dano material causado ao caridoso. Nem a CNIS nem o Estado pode obrigar as pessoas a serem boas, caridosas ou compassivas. A virtude da caridade só existe se for uma escolha livre e autónoma dos indivíduos em praticar o bem.
O exemplo que aqui vos trouxe de um estudo financiado pelo dinheiro dos contribuintes, para aumentar o poder reivindicativo e persuasivo das IPSS em desviar para si mais dinheiro dos impostos pagos por quem cria riqueza e a predisposição de uma universidade em caucionar tudo isto numa capa de investigação científica presta um péssimo serviço ao que é, a meu ver, o verdadeiro espírito da caridade.
Para certa esquerda, a caridade é uma traição às causas revolucionárias praticada por colaboracionistas de uma sociedade injusta que têm por objectivos a manutenção do status quo e dos privilégios de alguns, sendo que a sua estratégia passa por utilizar os pobres mantendo-os em condição de dependência e assim impedir a revolta destes contra a instauração de um mundo novo, justo e igualitário.
Suponho que a maioria dos meus leitores já deu para o peditório desta lengalenga marxista e tem a clara noção de que a caridade é uma resposta a situações de necessidade imediata e provação objectiva. Trata-se de assistência voluntária e espontânea entre pessoas que reconhecem a sua proximidade enquanto seres humanos em momentos em que alguém precisa de ajuda.
A verdadeira actividade caritativa é independente de poderes e ideologias, quaisquer que elas sejam. Não é um instrumento ideológico ou de proselitismo. A caridade é discreta, cega e genuína.
Já agora, importa também referir de passagem que a recusa em aceitar a caridade é algo tão nobre quanto a disponibilidade para ajudar o outro. Não se trata de orgulho exacerbado, mas simplesmente a recusa da dependência de terceiros e a consciência de que é responsabilidade primeira do indivíduo viver com os seus próprios meios. Por vezes, o preço a pagar por esta liberdade é a insegurança e condições de conforto no limiar do aceitável. Dispensar a caridade pode ser também uma forma de afirmar que não constitui obrigação moral de ninguém acudir a situações de mero infortúnio.
De todo o modo, quanto mais cada um de nós se sentir roubado pelo Estado, menor a disposição em ser solidário para com o nosso próximo. Quanto mais vierem mexer à força no nosso bolso, menor o incentivo para a criação de riqueza e mais pobres todos ficaremos. Quanto mais a ajuda for involuntária e difusa entre os meandros das instituições, mas os beneficiários se sentirão no “direito” de ser ajudados, perpetuando a mendicidade.
A caridade deve ser algo irrenunciável da essência humana. A Igreja diria talvez que é uma expressão de amor. Contudo, quanto mais a compaixão se pratica com o dinheiro de terceiros, menor a consciência moral e a responsabilização das pessoas. Menor a liberdade individual de quem ajuda e de quem é ajudado.
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Agora, felizmente, todos aceitam o destino com resignação
Uma questão de estética
As revoluções, além de detalhes menores como causas, motivos e objectivos, necessitam de um mote estético. Uma boina basca com uma máscara alongada e ranhuras para olhos posicionadas em ângulo que expresse ira passa a mensagem da revolução sem o uso de palavras. O discurso existe, mas só depois de introduzido pela componente estética. A revolução é visual, não é filosófica, não é social, não é orgânica.
Os coletes amarelos têm fraca estética. São um produto produzido em massa, na China, decretado obrigatório para condutores europeus, e que simboliza dificuldade, uma avaria, um acidente. Não têm componente mítica, não galopam numa mitologia amplificada. Limitam-se a representar uma situação passageira, incómoda, mas contida no tempo.
Diz-se que haverá no dia 21 uma imitação pálida da fraca “revolução” francesa cá no país. Eu estarei ocupado a ver a árvore de Natal que a câmara municipal já deve ter montado. É uma questão de estética, sabem?
Será mesmo assim?
«Portugal poupa 100 milhões com pagamento antecipado ao FMI: (…) Na prática, explicou o ministro [Mário Centeno], o que as finanças optaram por fazer foi pagar agora a dívida do FMI cujo prazo só terminava entre 2021 e 2023, realizando em compensação novas emissões em dívida, com prazos mais longos, nos mercados. Como as taxas de juro a que o Estado português se consegue endividar nos mercados são, neste momento mais baixas do que aquelas que estavam previstas no empréstimo do FMI, o Tesouro pode conseguir com esta operação uma poupança». (no Público).
Ora, não é assim tão certo que Portugal se tenha vindo a endividar a taxas mais baixas. Ainda recentemente, foi emitida dívida em moeda chinesa (Panda Bonds) a um juro que será próxima dos 5%, muito superior ao juro da dívida ao FMI que se situaria no 2,08%. Aconselho a leitura do artigo de Ricardo Cabral «Forte com os fracos» para melhor enquadramento.
A genética opção pelo compadrio
Diz-se no Público: «Os funcionários públicos continuam a ser obrigados a pedir a reforma aos 70 anos, mas em casos excepcionais o Governo pode autorizá-los a trabalhar depois desta idade».
Portanto, o actual Governo escolheu a pior decisão possível. Recorde-se que o direito ao trabalho é um direito constitucional, e que ninguém deve ser obrigado a reformar-se. A reforma é um direito, não é um dever.
Em vez de, como recomendado pela Assembleia da República, de suprimir aquela limitação violadora dos direitos de quem trabalha, o Governo socialista optou pela típica solução criadora de corrupção: manter a proibição de exercer o direito ao trabalho como norma a partir dos 70 anos na função pública, e introduzir mecanismo casuístico, centralizado e político, propiciador de favorecimento ou penalização pessoal, por motivos políticos ou outros.
Assim, se até aqui um trabalhador já era injustamente penalizado pela reforma compulsiva, pode agora suceder ser duplamente penalizado, pois acrescenta-se-lhe a necessidade pedir um especial favorzinho a quem manda, com a implícita obrigação de até lá não incomodar muito quem pode.
Pensar que o Brexit está a ser negociado com esta criatura
Um livro que vale a pena
Vale a pena ler este livro dos professores José Manuel Moreira e André Azevedo Alves: ‘De Salamanca a Coímbra: caminos cruzados de una escuela singular‘
À venda na Amazon de Espanha…
O povo está a acordar
Não vale a pena tentar travar este fenómeno chamando, a todos aqueles que se insurgem contra o marxismo cultural globalista que tomou conta , ao longo de muitas décadas, da nossa sociedade, desconstruindo-a nos seus valores, na sua identidade religiosa e cultural, de “extrema direita, populista, fascista, xenófobo, racista, homofóbico” e outras tantas palermices para intimidar e silenciar. O povo está a dizer basta! e nada mais o impedirá de seguir seu objectivo: acabar com o socialismo globalista.
O “tsunami” americano Trump deu o mote. Seguiu-se, à sua imagem, o “terramoto ” italiano Salvini. Depois o “furacão” brasileiro Bolsonaro. França acorda e fica a ferro e fogo. “Ventos ciclónicos” em Espanha com o Vox e Ciudadanos, limpam esquerda da maioria. É o princípio do fim do socialismo a ser substituído pela direita.
Os partidos e líderes novos entenderem a mensagem da maioria silenciosa que desesperadamente procurava identificar-se com um projecto político que os resgatasse destas políticas socialistas/marxistas/globalistas. Responderam prometendo colocar os interesses dos cidadãos e do país acima de tudo, devolvendo segurança, melhorando economia, baixando impostos, acabando com as ideologias desconstrutivas da sociedade, protegendo a cultura e valores ocidentais. E a reviravolta não se fez esperar.
Anda tudo farto e sem paciência para políticos “choninhas”, completamente submissos aos Soros, aos Bildebergs e Rockefellers, às imposições duvidosas de pactos migratórios da ONU que defendem perda de soberania dos países da UE em prol dos direitos (pouco) humanos, para preparar um futuro governo mundial global. Tudo decidido nas costas dos cidadãos sem serem consultados sobre as questões que lhes alteram profundamente a qualidade de vida. Fartos! Fartos! Fartos!
Nenhum político globalista saiu da sua zona de conforto onde vivem protegidos por muros e segurança privada, para ver no terreno as “maravilhas apoteóticas” da aplicação prática das suas políticas progressistas. Nenhum se dignou em percorrer os países que já experimentam na pele essa “fantástica” integração cultural. Nenhum político passou sequer uma noite nos guetos ou tomou lá café com sua esposa e filhos. Nenhum se passeou pelos mercados de Natal agora designados por mercados de Outubro com árvores de betão a servir de barreiras – não vá um camião maluco lembrar-se de acelerar sozinho contra a multidão – ou pelas escolas que já não festejam a época natalícia com actividades ou símbolos de Natal. Nenhum foi falar com mulheres vítimas de estupro colectivo ou crianças vítimas de bullying na escola por serem loiras de olhos azuis. Também nenhum foi ver o sucesso da integração na sociedade ocidental de gente que culturalmente pratica a bigamia por isso tem 4-5 mulheres e respectivos filhos – uma média de 3-4 por cada uma – a viverem do Estado Social tranquilamente em casas cedidas pelo país de acolhimento. Nenhum foi ver o sucesso das políticas de integração no mercado de trabalho com a maioria a recusar mexer um músculo e a aprender a língua, ou aceitar as leis do país receptor. Nenhum político foi apreciar o sucesso do aumento exponencial da criminalidade sobre mulheres, homens, crianças, homossexuais, cristãos e judeus. Nenhum quis saber o que pensam os contribuintes do aumento brutal dos impostos para suportar estas políticas. Nenhum quis saber o que os cidadãos pensavam sobre os DOIS pactos que vão ser assinados em Marraquexe e Nova Iorque sobre entrada livre, ordenada, regular e massiva de imigrantes! Nenhum! Nenhum!
Era uma questão de tempo até ao nascimento de movimentos como os coletes amarelos saltarem para as ruas impondo um “basta” sonoro! Mas os senhores “ditadores” que se julgam acima do povo só porque foram eleitos ou não eleitos, como foi nosso caso, menosprezaram-nos por se acharem poderosos e invencíveis. Acham que ocupam um lugar que lhes pertence e por isso não têm satisfações a dar nem contas a prestar. Pensam que o povo é idiota e come todas as mentiras que lhes contam a toda a hora a troco de uns cêntimos a mais no bolso. Pensam, mas enganam-se.
A revolta começou na França, estendeu-se à Bélgica, atravessou a Holanda e chegou à Suécia. Chegará a todo o lado por contágio. O povo está a acordar mais depressa do que se previa. E agora ninguém o vai parar até voltarem a sentir que quem lidera os destinos do país, fá-lo pelo seu povo e não para agradar às agendas globalistas que só almejam dinheiro e poder para si próprios.
Os dias da cabra-cega. Amanhã
Os dias da cabra-cega. Hoje
Estava a França a preparar-se para o actual estado de insurgência quando o presidente Macron se lembrou do Benim e se esqueceu de Portugal. Como não se tinha ele lembrado antes do Benim?! — deve ter-se interrogado Macron. Como se esqueceu de Portugal? – pergunto eu. E assim, numa fatal coincidência, ao mesmo tempo que o parlamento francês votava a criminalização do acto dos pais darem uma estalada num filho, os cidadãos sovavam e quase linchavam polícias, os polícias entravam nos liceus e mandavam os adolescentes (aqueles a quem os pais não podem dar um tabefe ou um raspanete) ajoelhar e colocar os braços atrás da cabeça como se fossem terroristas,
lá surgia acabrunhada entre tanto carro incendiado e montras partidas, a imagem dos bronzes que o presidente Macron se propõe devolver urgentemente ao Benim. E a nós, nem um herbário? Foi certamente aturdido pelo estado das ruas francesas, que o presidente Macron apena referiu devoluções para África mas obviamente vai recuperar desse deslize e mandar rapidamente para Lisboa o chamado “Cabinet de Lisbonne” do Museu de História Natural de Paris
Quando o lobo veste pele de cordeiro
O Vaticano decidiu apoiar o Pacto de Migrações da ONU condenando os países que decidiram não assinar o manhoso documento. É verdade. Deixou claro, desta forma, que religião também é política e que imiscuir-se nestes assuntos também lhe compete. Assim, declarou estar de acordo com a imposição da ONU de aceitação de migração massiva indiscriminada, de todos os indivíduos que o quiserem, quando quiserem, seja por que motivo o quiserem, declarando ser um “direito humano”, transformando-os automaticamente em cidadãos com pleno direitos nos países receptores, independentemente do perigo que isso representa. Porém o Vaticano, que é um Estado independente, na hora de acolher, seleccionou – só famílias com mulheres e filhos maioritariamente cristãos – e controlou o número de refugiados que aceitou – 12 famílias – não deixando as portas escancaradas e acessíveis a todos os que quisessem lá viver. Porquê?
Não é a primeira vez que vejo hipocrisia por essas bandas. Quando me tornei adulta, apesar de ser católica e a partir de certa data – por via da descrença nos homens à frente da Igreja – não praticante, comecei cedo a questionar o que nos era ensinado na catequese mas não era seguido pela Santa Sé. Jamais me conseguiram explicar porque o Vaticano: era o Estado mais rico do mundo rodeado de luxos inacessíveis aos comuns mortais; porque razão vestiam Prada e tinham duplexes carríssimos em zonas caríssimas, parque de estacionamento cheio de carros pessoais de marcas milionárias com motoristas particulares pagos a peso de ouro; porque razão o Banco do Vaticano, o IOR, é uma “offshore” (mais eficiente de que os Bahamas) onde todo o tipo de dinheiro, de todo o tipo de gente, vai lá parar em contas de instituições de caridade fantasma, para aplicações em offshores e negócios duvidosos, tudo devidamente documentado no “Dossier Dardozzi” e guardado a sete chaves pelo Papa depois de ameaçado pela cúria (fonte “Sua Santidade – As Cartas Secretas de Bento XVI , Vatican SA – Les Archives Secrètes du Vatican, Merchants in the Temple – Inside Pope Franci’s Secret Battle Against Corruption in the Vatican de Gianluigi Nuzzi); porque razão sempre que há catástrofes humanitárias nunca se vê o Vaticano a fazer donativos; porque razão escondeu os crimes de abuso sexual dos padres às crianças; porque não deu imediatamente asilo, mesmo que temporário, a Asia Bibi uma refugiada paquistanesa cristã em perigo, que ninguém acolhe; porque razão continuam a ignorar a crise humanitária da Venezuela e as chacinas aos fazendeiros brancos na África do Sul.
Tal como na política, há um desfasamento entre aquilo que se professa e aquilo que se pratica. Por isso cada vez há mais gente afastada, seja da religião seja da política, porque deixaram de acreditar nos líderes que não defendem as pessoas, defendem apenas os interesses do grupo que representam, não se importando que haja um colapso social por via desse abandono.
Defender este Pacto não é defender direitos humanos. É autorizar a aglutinação dos valores culturais, religiosos, sociais, históricos, das nações aceitando o domínio de outras culturas, que não se integram e que provocarão o desaparecimento da cultura ocidental porque será feito apenas num sentido: Europa-EUA. Vindo da própria Igreja Católica, é ter lobos em peles de cordeiro dispostos a sacrificar todo o rebanho de ovelhas em nome de uma nova ordem mundial de substituição populacional largamente difundida por cá pela Fundação Manuel Francisco dos Santos. Não é segredo sequer. Basta ler as publicações.
Não é admissível um líder, seja de que religião for, fazer propaganda a agendas políticas muito menos se forem catastróficas para toda uma civilização. Importar e promover o Terceiro Mundo no ocidente é fomentar o retrocesso civilizacional. Que o digam os países Árabes que abertamente declinaram a aceitação desses migrantes com a mesma cultura, tendo dito que o “ Kuwait e o Conselho de Cooperação no Golfo são valiosos demais para aceitar qualquer refugiado. É muito caro realojá-los. O Kuwait é muito caro para eles, ao contrário do Líbano e da Turquia, que são baratos. Não é certo aceitarmos pessoas que são diferentes de nós. Nós não queremos pessoas que sofrem de stress interno e trauma em nosso país” – Fahad al-Shalami.
Ao invés de nos questionarmos porque razão os países árabes se colocam de fora deste Pacto, andamos nós feitos otários a troco de uns míseros euros, a aceitar a ditadura da ONU que mais não quer do que sacrificar-nos para concluir com êxito a ambição globalista dos Bilderberg, Rockefeller e Soros.
Se agora já é uma realidade que nalguns países europeus não se pode festejar o Natal nas escolas e nas ruas como antigamente, o que pensam que nos espera com este pacto facilitador de migrações indiscriminadas?
Ainda havemos de ter saudades do velho continente. Principalmente a Igreja Católica.
Alguém que explique
O ministro Siza Vieira era ministro-Adjunto do primeiro-ministro. Foi exonerado e nomeado…ministro-adjunto do primeiro ministro e também ministro da economia. O ministro teve uma situação de objectiva incompatibilidade entre o exercício do cargo e a condição de sócio-gerente de uma imobiliária durante vários meses. A única sanção que a lei prevê é demissão compulsiva do ministro. Diz a imprensa que o Tribunal Constitucional considerou a «inutilidade superveniente da lide» alegadamente «dado que o ministro não pode ser sancionado com a demissão de um cargo que já não ocupa». O que é rotundamente falso: ocupa o mesmo lugar, no mesmo governo.
Gostaria que o Tribunal Constitucional viesse esclarecer tal diferença de tratamento, a alguém que ocupa o mesmo lugar, face a, por exemplo, à maneira como o TC actua no caso das autarquias. Aqui temos um caso de um autarca que é penalizado por perda de mandato por ter cometido ilegalidades quando era presidente da Câmara de Tavira, mas que é sancionado com a perda de mandato quando já era presidente da Câmara de Faro. Porquê da diferença de tratamento dado que também aqui poderia ser invocada uma «inutilidade superveniente da lide» por já ter terminado o mandato na autarquia onde se teria verificado a ilegalidade?
Da linguagem
Em vez de tentar converter a linguagem em instrumento moralista sem sentido, eis que o partido Iniciativa Liberal teve a excelente ideia de subverter tal conceito para algo mais simples e útil: traduzir da falsidade para a verdade:
p.s. (salvo seja): o IL tem tido uma presença na rede twitter que muito se recomenda: bom humor político, ironia a rodos, sentido de oportunidade, criatividade. Não apenas fazia falta como é uma muito saudável forma de encarar e agir na política. Independentemente de se concordar ou não com aquele projecto político, vale a pena segui-los, pois alegram os nossos dias: https://twitter.com/LiberalPT
A Madragoa de antes é que tinha gajas boas
No nosso tempo ninguém sofria
Tanto que no nosso tempo
ninguém dizia “o nosso tempo”
Miguel Araújo in Fizz Limão
No tempo do Salazar é que era bom. Em primeiro lugar, porque os meus avós e o meu pai estavam vivos; em segundo, porque a minha avó podia morrer de tuberculose aos trinta e sete com a alegria de me ter conhecido. Outro dos motivos para as coisas serem boas no tempo do Salazar era que eu, em 2018, já pouco me importaria com o futuro, que, para mim, poderia ser coisa para durar uma década, com sorte, o tempo suficiente para qualquer pessoa se conciliar com a finitude e tempo insuficiente para que alguém se dedique a questões mundanas de “no tempo do Salazar é que era bom”.
Acho que no tempo do Salazar não era assim tão bom. Podia não ser tão mau como se diz que era no tempo do Salazar, mas não tão bom como quando já se pode usar a expressão “no tempo do Salazar”. A revolução correu mal? Podia ter corrido pior. Os descobrimentos também podiam ter corrido melhor: se tivessem ido em aviões em vez de naus e caravelas decerto que a coisa teria corrido melhor. Tantos meses no mar sem dar cavaco à família, sem um email, sem uma mensagem no WhatsApp. Hoje em dia há WiFi no aeroporto, uma pessoa sabe logo se o navegador está mesmo em descobrimentos ou apenas a deleitar-se na ilha dos amores (nota do autor: não é Malta, ao que me dizem amigos).
Sobre o que é este post? É sobre o saudosismo nacional pela memória selectiva do passado? Não. É sobre o presente. O presente é a Geringonça e a esperança no futuro é Rui Rio (não chora, aguenta). Podia ser melhor? Podia. Também podia ser pior. O nosso tempo é o nosso tempo. Não é o passado, nem é o futuro, é o agora. Nem D. Sebastião, nem Salazar: eu tenho é que viver com as pessoas do café que estão vivas.
Amanhã é fim-de-semana.
Reféns do Estado Social(ista)
Levámos anos a fazer figura de parvos com os esfomeados que ninguém viu a que se sucederam os despejados traumatizados porque tinham de deixar a casa em Campo de Ourique e ir para Alvalade… e agora que milhares de pessoas vêem tratamentos médicos urgente adiados e não se ouve um pio? Como se tudo corresse no melhor dos mundos o mais que temos são umas notícias a informar-nos que ” a senhora ministra vai reunir com as administrações hospitalares para reagendar as cirurgias”? Já agora onde estão os pais do SNS? Aquela senhora dos reformados indignados? Os bispos vermelho-apoquentados? O que foi feito do Estado Social que era tão mas tão importante?…
É só para avisar da próxima causa
PÚBLICO: É preciso devolver património, mas antes há que admitir o erro da colonização
Uma das vantagens de ler o PÚBLICO é que ficamos esclarecidos sobre a próxima causa. Urgentíssima, pois claro. Agora que já desistiram de votar no Brasil e no momento em que os activismos das causa do sexo ou falta dele estão a transformar o mundo num inferninho para os próprios activistas, os frenéticos das causas vão entrar em transe com os museus, o património dito colonial dos museus e reivindicação das devoluções aos museus africanos. Perante o frenesi só temos duas hipóteses ou combatê-lo ou incentivá-lo. Por mim proponho a globalização deste movimento: devolva-se tudo à sua origem. Por exemplo, porque há-de a França devolver ao Senegal as peças de arte que de lá trouxe e não devolve a Portugal o que daqui levou?… Assim postas as coisas vamos andar anos neste toma lá dá cá. No fim vamos ficar todos mais parvos mas isso não interessa nada.
Código de conduta do Partido Socialista

E eis que o mundo começa a dar sinais de bom senso
Um dia destes fazemos uma manifestação para defendermos o direito a falar como nos apetece?

Não creio que o estado deva salvar jornais mas uns caderninhos para exercícios de vocabulário talvez se possam oferecer
Segundo o DN o ex-presidente George W. Bush disse que o seu pai “era um homem empatético. Valorizava o caráter em vez da linhagem, e era cínico.»
O PCP é o primeiro a usar em seu favor a legislação que condena
Aqueles reformados da Ajuda que o PCP quer despejar são nova versão dos despedidos do jornal Diário, jornal afecto ao PCP que se anunciava como trazendo “a verdade a que temos direito”. De facto O Diário dava aos seus leitores a verdade a que os comunistas achavam que eles tinham direito. Como os leitores achavam aquela verdade muito especial ou por assim dizer pequenina, O Diário foi perdendo leitores e não resistiu ao desmoronar do mundo comunista: fechou abruptamente em Junho de 1990. Ironia das ironias, como nesse ano os feriados se colaram ao fim-de-semana o seu desaparecimento quase só se percebeu uma semana depois e, perante a indiferença geral, os seus trabalhadores foram despedidos ao abrigo das alterações à lei laboral levadas a cabo pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva que o mesmo PCP acusava dos crimes mais nefandos por causa de querer instituir no país o despedimento colectivo
O urinol de António Costa

Ao contrário dos nazis, que, inspirados numa peça de teatro do dramaturgo Hanns Johst, sacavam da pistola quando ouviam a palavra Cultura, eu gostaria apenas, em iguais circunstâncias, de sacar do polígrafo. Não é que a mentira, democrática como é, não atinja também outras áreas da governação, mas nesta em particular, fossem os actuais responsáveis políticos da família do Pinóquio, e já teriam caído para a frente com o peso do nariz.
Em 2015, último ano em que os rústicos liderados por Passos Coelho trataram do assunto, o orçamento destinado à cultura era de uns míseros 219 milhões de euros; em 2016, afastados os bárbaros dos salões da civilização, logo o orçamento passou para uns generosos… 179 milhões! À primeira vista parece uma diminuição, mas as “primeiras vistas” são para saloios e António Costa é um príncipe florentino. Num passe de mágica pegou na RTP e nos 244 milhões que lhe estavam destinados, e toca a metê-los no Ministério da Cultura, elevando o orçamento global, em microssegundos, para uns espectaculares 423 milhões de euros. Desde o dia em que Marcel Duchamp comprou um vulgar urinol numa loja de Nova Iorque e o rebaptizou como obra de arte que ninguém fazia cultura de uma forma tão rápida, o que diz bem da qualidade do artista. É também provável que, sem contar com Alves dos Reis, seja o português que mais dinheiro conseguiu criar a partir do nada, o que só reforça a conclusão anterior.
É, pois, perfeitamente natural que, cumprido com sucesso o primeiro truque da multiplicação do orçamento, António Costa avance com naturalidade para novos ilusionismos. Em Guadalajara, questionado sobre o famoso 1% do PIB que é reivindicado pelo PCP, pelo Bloco de Esquerda e pelos agentes culturais, puxou da “transversalidade do que são as verbas dedicadas à cultura” para garantir que, em 2019, o assunto ficaria resolvido. Se fosse apenas pelo PCP e pelo Bloco, que aprovam os actuais orçamentos na Assembleia da República e sabem muito bem o que se passa, não valia a pena gastar o meu latim. Mas pelos agentes culturais eu sou capaz de tudo, incluindo traduções de frases artísticas.
A invocada “transversalidade das verbas”, prova viva de um investimento extraordinário na iluminação do povo, significa que o primeiro-ministro se prepara para pescar em todos os ministérios as rubricas que estejam de alguma forma relacionadas com a cultura e fazer com elas uma bonita conta de somar. O ensino artístico (Ministério da Educação) e o Instituto Camões (Ministério dos Negócios Estrangeiros) são dois bons candidatos a inaugurar o processo, mas com o tempo e com a adopção do conceito alargado de cultura utilizado pelos antropólogos, não será de estranhar que o orçamento do sector atinja em breve os vinte ou trinta por cento do PIB. Agostinho da Silva, por exemplo, dizia que a cultura era a soma de três S – sustento, saber e saúde, pelo que só nesta frase temos uma grande margem de progressão. E há também todo aquele conjunto de características definidoras de um povo e que pode ser muito útil na reclassificação financeira em curso. Para não me acusarem de má vontade, até deixo umas sugestões: se a fuga ao fisco faz parte da cultura dos portugueses, o salário dos inspectores das finanças deverá ser contabilizado no orçamento de Graça Fonseca; e se estacionar em cima do passeio pode ter o mesmo enquadramento antropológico, o orçamento da EMEL deverá ter o mesmo destino.
Claro que tudo isto só tem lógica num cenário de acumulação, nunca de substituição: o ensino artístico, por exemplo, será uma verba da cultura nos debates relacionados com o ministério sediado no Palácio da Ajuda; quando o tema for a educação, volta para o ministério de Tiago Brandão Rodrigues. Com uma boa dose de agilidade, o mesmo dinheiro poderá servir como prova da paixão governativa por múltiplas e diversas áreas. Assim o permita a imaginação e a lata.
Pessoalmente, não ligo nada à famosa “questão do 1%”. É uma percentagem como outra qualquer, que serve mais de fétiche retórico do que de espelho da situação cultural de um país. No entanto, para não continuarmos a alimentar a comédia de enganos, ficam aqui os números: a verba de 2019 para a cultura, limpa do passe de mágica da RTP e da treta da “transversalidade”, representa 0,32% do Orçamento de Estado e 0,12% do PIB, nem mais nem menos.
Como já disse, não ligo nada ao 1%. Mas, como há muitos portugueses que ligam, talvez seja boa ideia não os fazer de palhaços. Apesar do circo ser, justa e naturalmente, cultura.
Quando o ‘feitiço se vira contra o feiticeiro’
Ciência…
O mais interessante é que os signatários reconhecem não ter lido o estudo: https://observador.pt/2018/10/04/grupo-de-investigadores-diz-que-estudo-sobre-genetica-dos-homens-da-peninsula-iberica-e-fake-news/
SEDELLA, a povoação que passou de vermelha a fascista
Mal se conheceram os resultados das eleições na Andaluzia começou a gritaria com o fascismo e o populismo. Um dos residentes numa dessas povoações em que foi expressiva a transferência de votos para a direita escreveu uma carta aberta a PABLO IGLESIAS.
Cuando usted grita ¡Visca Cataluña Libre y Soberana!, nace un fascista.
Cuando usted predica pobreza y sobriedad pero se compra un chalé, nace un fascista.
Cuando usted y los suyos hacen parabienes de Chaves y Maduro, nace un fascista.
Cuando le tiran excrementos a nuestra policía de frontera y usted no dice nada, nace un fascista.
Cuando escupen los independentistas a Borrell, y usted se calla, nace un fascista.
Cuando un andaluz va a la farmacia y hay desabastecimiento, nace un fascista.
Cuando a un maestro andaluz le pegan, o le insultan, y la izquierda no dice nada, nace un fascista.
Cuando en las aulas se les obliga a los niños a estudiar temarios tendenciosos, nace un fascista.
Cuando Willy Toledo se caga en Dios y la izquierda progresista le ríe la gracia, nace un fascista.
Défice comercial Portugal-China
O Presidente da China inicia hoje uma visita oficial ao nosso país.
Os jornalistas não se cansarão de alertar para o “problema” do défice da nossa balança comercial bilateral, altamente “favorável” à China. Os responsáveis políticos dirão querer fazer o que lhes fôr possível para “corrigir” esta situação.
Vou inspirar-me nestes objectivos para a minha vida pessoal e exigir que o supermercado onde faço habitualmente compras me compre também idêntico valor ao que lá gasto. Não é justo que o supermercado fique sempre a ganhar nesta relação!…
As Cruzadas foram uma acção defensiva
A contra-informação está na ordem do dia. Reescrever a História é fundamental para perpetuar mentiras que convém aos poderosos. Criou-se a “islamofobia” (para justificar uma sociedade aberta a tudo, sem qualquer controlo nem crivo só para satisfazer uma agenda política) e com isso a perseguição a quem denuncia os abusos, os crimes, a invasão, a aglutinação de culturas que a ideologia em causa provoca nas sociedades. Ao catalogar, silencia-se os opositores e protege-se o que não é defensável tornando a questão intocável sob pena de ser considerado racista e xenófobo. Enquanto isso, eles, os “pobres oprimidos”, esfregam as mãos de contentes, sugando nossos recursos sociais seguindo na sua missão sem constrangimentos: islamizar a Europa.
Mas como é que se pode ver “islamofobia” nos que denunciam o islão radical e não ver a “cristianofobia” existente no próprio islão? Mais: porque razão os islâmicos tolerantes não se juntam aos que lutam contra o islão radical e ajudam à denúncia e expulsão desses invasores intolerantes à cultura ocidental e outras religiões? Por acaso já viu alguma marcha desses muçulmanos tolerantes na Europa a demarcarem-se destes assassinos em defesa da imagem do “verdadeiro” islão?
Na verdade a História infelizmente repete-se mas desta vez com o consentimento de toda a Europa. Importamos o “cavalo de Troia” a troco duns milhões de euros matando a pouco e pouco o velho continente que está a descaracterizar-se em passo acelerado. No passado valeu-nos as Cruzadas. E agora, quem vai pôr cobro a isto?
Para aqueles que teimam em mentir sobre a origem das cruzadas, fica aqui uma cronologia de eventos desde a morte de Maomé até à proclamação da Primeira Cruzada feita por José Sousa, para reflectir:
Século VII
632: Maomé morre.
633: Mesopotâmia cai face à invasão muçulmana. Segue-se a queda de todo o Império Persa.
635: Damasco cai.
638: Jerusalém é capitulada.
643: Alexandria cai terminando assim 100 anos de cultura helénica.
648: Chipre é atacado.
649: Chipre cai.
653: Rodas cai.
673: Constantinopla é atacada.
698: Todo o Norte de África é tomado pelos muçulmanos. São apagados os vestígios de cultura romana.
Século VIII
711: Hispânia é atacada. O reino visigodo colapsa.
717: Os muçulmanos atacam Constantinopla de novo e são repelidos pelo Imperador Leão III.
720: Narbona cai.
721: Saragoça cai. Avistamentos de muçulmanos na França.
732: Bordéus é atacada e as suas igrejas queimadas. Carlos Martel e o seu exército detêm os muçulmanos. Os ataques na França continuam.
734: Avinhão capturada por uma expedição muçulmana.
743: Lyon é saqueada.
759: Os árabes são expulsos de Narbona.
Século IX
800: Começam as incursões muçulmanas na península itálica. As ilhas de Ponza e Isquia são saqueadas.
813: Civitavecchia, o porto de Roma, é saqueado.
826: Creta cai perante as forças muçulmanas.
827: Os muçulmanos começam a atacar a Sicília (sul da península itálica).
837: Nápoles repele um ataque muçulmano.
838: Marselha saqueada e conquistada.
840: Bari cai.
842: Mesina capturada e o estreito de Mesina controlado pelos muçulmanos.
846: Os esquadrões muçulmanos chegam a Ostia, na foz do Tiber, e saqueiam Roma e a Basílica de Sâo Pedro. Tarento, em Apúlia, é conquistado pelas forças muçulmanas.
849: O exército do Papa repele uma frota muçulmana na foz do Tiber.
853-871: A costa italiana desde Bari até Reggio Calábria é controlada pelos sarracenos. Os muçulmanos semeiam o terror no Sul de Itália.
859: Os muçulmanos tomam controlo de toda a Mesina.
870: Malta capturada pelos muçulmanos. Bari reconquistada aos muçulmanos pelo Imperador Luis II.
872: O Imperador Luis II derrota uma frota sarracena em Capua. As forças muçulmanas devastam Calabria.
878: Siracusa cai após um cerco de 9 meses.
879: O Papa João VII é obrigado a pagar aos muçulmanos um tributo anual de 25.000 mancusos (cerca de 625.000 dólares americanos modernos).
880: Os comandantes bizantinos conseguem uma vitória em Nápoles.
881-921: Os muçulmanos capturam uma fortaleza em Anzio e saqueiam as terras circundantes sem retaliações durante 40 anos.
887: Os exércitos muçulmanos tomam Hysela e Amásia, na Ásia Menor.
889 Toulon capturado.
Século X
902: As frotas muçulmanas saqueiam e destroem Demetrias, na Tesalia, Grécia central.
904: Tesalónica cai perante as forças muçulmanos.
915: Após 3 meses de bloqueio, as forças cristãs saem victoriosas contra os sarracenos entrincheirados na sua fortaleza no norte de Nápoles.
921: Peregrinos ingleses a caminho a Roma são esmagados por uma derrocada de rochas causada pelos sarracenos nos Alpes.
934: Génova atacada pelos muçulmanos.
935: Génova conquistada.
972: Os sarracenos são finalmente expulsos de Faxineto.
976: O Califa do Egipto envia novas expedições muçulmanas ao sul de Itália. O Imperador Oto II, que tinha o seu quartel general em Roma, consegue derrotar os sarracenos.
977: Sérgio, arcebispo de Damasco, é expulsado da sua sede por los muçulmanos.
982: As forças do Imperador Oto II são emboscadas e derrotadas.
Século XI
1003: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Antibes, na França.
1003-1009: Hordas de saqueadores sarracenos provenientes de bases na Sardenha saqueiam a costa italiana desde Pisa até Roma.
1005: Os muçulmanos da Espanha saqueiam Pisa.
1009: O Califa do Egipto ordena a destruição do Santo Sepulcro em Jerusalém, a tumba de Jesus.
1010: Os sarracenos apoderam-se da Cosenza, no Sul da Itália.
1015: A Sardenha cai completamente em poder muçulmano.
1016: Os muçulmanos de Espanha saqueiam de novo Pisa.
1017: Frotas de Pisa e Génova dirigem-se à Sardenha e encontram os muçulmanos a crucificar cristãos e expulsam o líder muçulmano. Os sarracentos tentarão retomar a Sardenha até 1050.
1020: Os muçulmanos de Espanha saqueiam Narbona.
1095: O Imperador bizantino Aleixo I Comneno pede ao papa Urbano II ajuda contra os turcos.
1096: É proclamada a Primeira Cruzada.”
Por muitas verdades alternativas que se criem, a História é imutável.
o carteiro toca sempre duas vezes
A geringonça de António Costa, estusiasticamente reproduzida, em Espanha, por Pedro Sànchez, nasceu de um pecado capital incontornável: partidos democráticos que levam para governos europeus partidos de extrema-esquerda e comunistas, inimigos do modelo liberal de sociedade e da União Europeia. Ao tempo, a coisa foi apresentada como um acto de genialidade política de Costa, que, finalmente!, dera poder a quem tinha expressão popular sufragada em votos, mas que nunca tivera responsabilidades governativas. Ora, esta questão poderá voltar a colocar-se, já em Espanha, nos resultados das eleições da Andaluzia: por que não fazer um governo de coligação PP+C’s+Vox? Estes últimos afirmam-se nacionalistas? Mas não o afirma, também, o PCP? São contra «esta» União Europeia? Mas não é o que diz o Bloco? Querem o regresso da soberania nacional orçamentária? Não o reclamam, em uníssono, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português? São de extrema-direita? Mas não são, o Bloco, o PCP e o Podemos, de extrema-esquerda? Por conseguinte, que legitimidade democrática poderá existir, agora, para impedir que o Vox, ou, no futuro, outro Vox qualquer, sirva de muleta para governos chefiados por partidos democráticos? Pelo contrário, pela lógica que levou à geringonça de Costa, eles deverão ser saudados com entusiasmo por aceitarem as regras do jogo democrático de que anteriormente se afastavam.. O carteiro toca sempre duas vezes. Por vezes, os políticos esquecem-no.

A França está assim

Chegou o momento de Macron mostrar o que vale. É claro que entre Macron e de Gaulle existem diferenças abismais. Hoje quem teria força e coragem para falar assim na Europa?
De Gaulle teve o apoio indiscutível de uma França que não se via nas manifestações. Mas que veio para a rua para apoiar aquele homem de feitio intratável e convicções fortes. De Gaulle encheu os Campos Elísios e o Maio de 68 acabou. Era outro tempo e obviamente outra gente.
Uma proposta absolutamente populista
Regular o capitalismo?

Não sei qual a razão de o Observador ter catalogado o meu artigo de hoje como “polémica”. Não que me importe, mas o que lá escrevo ou estas passagens não me parecem assim tão controversas…
O papel do Estado não é o de regular, mas o de não ser um empecilho à iniciativa privada e o de não distorcer as decisões dos consumidores que com o seu dinheiro e preferências ditam quais as empresas que obtêm sucesso.
Sempre que alguma entidade estatal tem por missão a protecção do consumidor, fico seriamente desconfiado se o resultado não será antes menor criação de riqueza pelos privados, mais rendas para interesses instalados e maior custos para os contribuintes.
O perigoso Pacto Global de Migrações da ONU que ninguém quer
Vem aí uma Conferência Intergovernamental da ONU para a adopção ( leia-se, imposição) do Pacto para a Migração que vai ser assinado entre os dias 10-11 de Dezembro em Marraquexe. Este acordo pretende uma Migração Ordenada, Regular e Segura para os países assinantes. Dizem que “pela primeira vez, os Estados-membros das Nações Unidas concordaram com um Pacto Global abrangente para gerenciar melhor a migração internacional, enfrentar seus desafios, fortalecer os direitos dos migrantes e contribuir para o desenvolvimento sustentável”. Dizem ainda que “depois de mais de um ano de discussões e consultas entre Estados-membros, autoridades locais, sociedade civil e migrantes, o texto do Pacto Global por uma Migração Ordenada, Regular e Segura foi finalizado”. A sério?! Então como se explica que em Portugal ninguém ouviu nem ouve falar disto? Onde foi que nós sociedade civil fomos consultados?! Brincamos?
A verdade é que, de boas intenções está o inferno cheio e se não estivéssemos perante um Pacto ruinoso, ninguém o esconderia. Ninguém! Mas, tal como se pode ver por cá, a comunicação social está num silêncio total e o governo, nem pia sobre este assunto, porquê?
A resposta a esta evidência não é difícil: não se fala porque o Pacto esconde coisas que não convém aos cidadãos tomar consciência deles porque sabem que se assim for, antes da assinatura do mesmo, comprometerá seriamente a popularidade destes irresponsáveis que a troco de meia dúzia de tostões vendem a nossa segurança e qualidade de vida sem escrúpulos nem pesos de consciência.
O dito Pacto é tão, mas tão bom, que já há uma lista extensa de países CIVILIZADOS e RESPONSÁVEIS que não o vão adoptar. São eles:
- Áustria
- EUA
- Japão
- Coreia do Sul
- Rússia
- China
- Dinamarca
- Austrália
- Croácia
- Lituânia
- Bulgária
- Republica Checa
- Hungria
- Polónia
- Israel
- Estónia
- Suíça
- Eslováquia 25/11/2018
- Itália 28/11/2018
O Presidente da EU, Jean Claude Juncker, justificou estas saídas chamando de “Populistas estúpidos” a estes países. O homem das “ciáticas” atacou assim estes países , abertos desde sempre à imigração, mas controlada e responsável que não ponha em causa a soberania nem seus valores sociais e culturais. De facto são mesmo “populistas”. Menos “ciática” nisso se faz favor.
Mas afinal o que pretende este “fabuloso e tão caridoso” Pacto? Simples: retirar todas e quaisquer barreiras à entrada massiva de pessoas, venham de onde vierem (sem qualquer discriminação entre imigrante económico ou refugiado), sem qualquer restrição de acesso à assistência social, sem constrangimentos por ausência de nacionalidade. Do lado do Estado: submissão das leis de soberania nacional forçando a aceitação de imigrantes ilegais; adaptação das leis nacionais ocidentais aos imigrantes de cultura diferente; proibir pensamento crítico ao comportamento dos imigrantes ilegais; a condenação da liberdade de expressão pressupondo como padrão que os migrantes são sempre vítimas inocentes; controlo dos meios comunicação e denúncias de censura ficando obrigados a retratar a migração apenas como positiva sob pena de corte de fundos; deve promover a imigração em campanhas eleitorais; promover propaganda que informe o público dos benefícios da imigração; prestar informação aos imigrantes dos direitos e meios ao seu dispor para denunciar qualquer acto de incitação à violência ou crime de ódio sobre eles; permitir aos líderes dos imigrantes (religiosos, políticos ou de comunidade) formas de detectar evidências de intolerância, racismo, xenofobia. (veja aqui toda a informação com links)
Gostou? No fundo é isto: a partir da assinatura deste Pacto, teremos portas escancaradas para todas as pessoas que queiram entrar no país, sem restrições, e ainda lhes temos de proporcionar total bem estar com todos os direitos. Ainda não consegue perceber bem isto? Então eu explico com “desenho”: isto é o mesmo que por exemplo o Governo um dia determinar por decreto (sem sermos consultados), que a partir de hoje, TODOS os cidadãos com casa teriam de ter suas habitações abertas para receber todo o tipo de imigrantes que o Governo impusesse, dando-lhes tecto, comida e roupa lavada. Seríamos obrigados depois a integrá-los na sociedade e mercado de trabalho. Enquanto isso não acontecesse, morariam connosco com tudo pago por nós. A quantidade de imigrantes que teríamos de aceitar seria determinado pelo Governo. Ou seja, mesmo que quisesse só um e escolhido por si, não podia. Seria imposto pelo Governo que se entendesse que na sua casa caberia 8 pessoas, não importa a origem, teria de os suportar. Que tal? Acha isto correcto? Faz sentido? Então como podemos aceitar que uma organização como a ONU, com gente em que nós cidadãos não votamos, DECIDAM nossas vidas e nos digam como as podemos viver no nosso país?
Andava tudo histérico com o Guterres por ter ganho a Presidência da ONU para que fosse ele o promotor deste desgraçado pacto!!! O homem que deixou Portugal num pantanal está agora a fazer o mesmo ao Mundo ocidental. Batam palmas! Bravo!
O curioso disto é que dizem ser uma questão de direitos humanos. Quem o diz? O Conselho da ONU dessa área constituída por estes países:
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Digam lá se isto não é cómico? Países que NÃO RESPEITAM direitos humanos decidem sobre o que devem fazer os países que RESPEITAM os direitos humanos e por isso SEMPRE tiveram portas abertas a TODA a imigração, ao contrário deles.
O problema verdadeiro e que urge denunciar, é que por trás deste pacto tão “querido e solidário” em nome dos direitos humanos, esconde-se outra realidade oculta. Reparem na quantidade de países islâmicos dentro deste Conselho da ONU. Coincidência?
Reflicta comigo: se é uma questão humanitária e não abrange só os refugiados (que curiosamente já estão protegidos pelas leis internacionais e não precisam deste pacto), porque se promove o esvaziamento dos países de origem em vez de acudir, massivamente, nesses países, como se fazia no passado? Lembram-se dos grandes campos de refugiados protegidos pela ONU agora vazios? Não seria a reconstrução desses países de origem, ao mesmo tempo que se protege os povos na sua origem, mais lógica e eficaz?
Mas há mais questões: o Pacto não menciona quem vai sustentar isto logo é previsível que haja mais aumentos de impostos sobre quem produz; e se temos uma taxa elevada de desemprego para os residentes, como vamos garantir trabalho para outros sem ser à custa de muita precariedade e exploração laboral?
A verdade é que antes destes loucos com agenda “globalista” destruírem as nações europeias, sempre houve imigração, sempre funcionou bem com todos os países de acordo com suas leis. Porquê este Pacto agora? Quem está por trás disto? Como podemos assegurar para os outros o que não conseguimos ter para nós? Ou já se esqueceram que não temos saúde, educação, trabalho, habitação, salários e nível de vida decente? Encher o país massivamente de gente, só nos vai empobrecer ainda mais.
Porque acabando os critérios rigorosos de entrada de imigração, de positiva passará a negativa porque a maioria virá apenas com vista a usufruir de condições sociais e não com objectivo de trabalhar e se integrar na nossa sociedade. Já temos essa experiência os refugiados da Síria em Miranda do Corvo a quem lhes foi cortada a água e luz por falta de pagamento, depois de terminado o contrato de apoio, mas que recusaram trabalhos e casas mais baratas.
Portugal não é racista mas vai começar a ser tratado como tal para silenciar como na Suécia, Bélgica, França, Alemanha, Reino Unido e outros, todos aqueles que virem comportamentos errados nos imigrantes que andarão protegidos e impunes a destruir a nossa sociedade.
Para desgraça ainda maior, NÃO HÁ OPOSIÇÃO a este Pacto. Porquê? Onde está o Presidente da República, também? Que espécie de gente é esta que vê o Governo a vender a alma deste país ao Diabo e não se mexe?
Lembrem-se disto tudo na hora de votar. O poder da mudança está nas nossas mãos.
Sr Presidente, não se preocupe
Já se descobriu como viabilizar jornais portugueses que ninguém quer ler: pede-se a Cuba que os financie. Por alma de quem publicam os jornais portugueses gratuitamente publi-reportagens sobre o impacto da saída dos médicos cubanos do Brasil?
Comunismo nunca mais!
Fiquei, o dia todo de 25 de Novembro, à espera que a Comunicação Social dita de referência lembrasse esta data histórica que em 1975, impediu que Portugal fosse tomado pela ditadura comunista. Nadinha! O silêncio foi absoluto. O que não deixa qualquer dúvida: os tempos são de ditadura vermelha e com eles a fazer parceria no governo de Costa, é proibido lembrar o terrorismo comunista que aconteceu logo a seguir ao 25 de Abril de 1974.
Para começar convém relembrar que o 25 de Abril não foi uma luta pela liberdade de um povo. Não! Foi uma acção levada a cabo por militares descontentes com a guerra no ultramar e carreira militar, que levou à queda do governo. Qualquer outra narrativa é falsa. Que o diga o próprio Otelo. Porém, os movimentos de esquerda não tardaram a reclamar os louros de uma revolução que nem sequer fora encabeçada por nenhum deles, apanhando-os a todos de surpresa.
Sob a bandeira falsa da liberdade, enganou-se o povo fazendo-o acreditar que toda aquela revolução era em seu nome e para o beneficiar. Assim, legitimou-se o assalto aos cofres do país, a expulsão dos patrões das suas empresas, dos proprietários das suas terras e herdades – instaurou-se a “reforma” agrária que não foi mais do que um roubo por decreto às terras produtivas mas não foram ocupados latifúndios incultos ou terras abandonadas porque essas davam trabalho a recuperar – as nacionalizações da indústria, dos serviços (até do teatro), as ocupações dos edifícios e casas, o assalto aos jornais, revistas, rádio e televisão. Muitos trabalhadores da esquerda enriqueceram, um deles bem conhecido, Belmiro Azevedo, e o próprio PCP hoje detentor do maior património imobiliário existente dentro de partidos. Tudo em acções pouco democráticas em nome do povo onde não faltou, nalguns casos, o terror para intimidar e expulsar. Objectivo? Impor uma sociedade socialista. A expropriação violenta era o processo “democrático” escolhido para a pôr em marcha. Vá lá, vá lá, não nos puseram a mirrar à fome como na Ucrânia. Menos mal.
Durante este “magnífico” período revolucionário, outras mudanças aconteceram: os professores passaram a ser colocados por computador; os preços dos bilhetes de comboio e transporte de mercadorias subiram substancialmente com as portarias 404/75 de 30 Junho e 635/75 de 5 Novembro; aumentou-se exponencialmente o selo do carro e impostos sobre produtos petrolíferos depois das vendas de carros terem disparado pós 25 Abril.
Assim, em apenas um ano, começou a sentir-se os efeitos nefastos da revolução na carteira e em consequência, em 77, o país inaugurava já a primeira bancarrota sem sequer ter ainda criado o tal Estado Social que eles tanto reivindicam hoje como sendo uma conquista de Abril, com o peso que já conhecemos nas finanças nacionais. Ou seja, faliram o país ainda antes de fazerem fosse o que fosse, só com a estatização dos meios de produção e serviços e apropriação violenta de propriedade privada.
Durante o PREC, divergências entre a esquerda democrática e a esquerda radical revolucionária na aplicação do conceito de sociedade socialista, levou estes últimos a perspectivar uma aceleração da revolução com vista à tomada total e absoluta do poder à semelhança de Cuba. Neste contexto dá-se o golpe de 25 Novembro de 75 com os bravos Comandos liderados por Jaime Neves e Ramalho Eanes, a frustrar a tentativa de assalto dos comunistas para impor uma ditadura militar. O tiro sai completamente ao lado e nas eleições para a Constituinte, o PCP é arrasado ao eleger apenas 30 deputados junto com seus comparsas do MDP com 5 e UDP com apenas um.
Não satisfeitos com estes resultados, entraram na clandestinidade criando as FP25 com elementos da esquerda radical das antigas Brigadas Revolucionárias, da LUAR e da ARA , dando início a acções terroristas com ataques à bomba, assassinatos e roubos violentos. Esta organização liderada por Otelo opunha-se a um sistema representativo parlamentar de base partidária e a reactivação do sistema económico-social de pendor capitalista. Acusavam serem desvios graves à constituição de 1976, o abandono do socialismo, o abandono da Reforma Agrária e a perda de expressão da vontade popular. Acabaria por ser desmantelada e graças a indultos, amnistias e absolvições por “falta de provas”, não foram condenados.
Ficamos livres da ameaça vermelha dos comunistas? Não! Infiltrados na comunicação social, mesmo sem conseguirem mais do que 7% dos votos dos portugueses têm mais palco que quaisquer outros partidos de direita. É vê-los a toda a hora a sair em notícias por cada comentário que façam por muito insignificante ou parvo que seja. São comentadores de TV, fazedores de opinião nos jornais, estando em toda a parte porque controlam os média desde 74. Estão ainda infiltrados nas escolas e universidades onde doutrinam também desde a revolução, desconstruindo os valores sociais para ser mais fácil tomar o poder, como mandam seus líderes ideológicos.
Não podemos jamais esquecer que o PCP e BE de hoje são os herdeiros revolucionários frustrados de um golpe que correu mal. Que almejam uma ditadura comunista como os factos históricos inegáveis o comprovam. Lutaram por isso mas não vingaram. Ainda. E só por isso estão “subsmissos” e pacientes no Parlamento à espera de nova oportunidade. Uma oportunidade que quase quase está chegando com esta coligação negativa que Costa protagonizou e os levou a sonhar com uma integração no seu Governo.
O comunismo que queria nos impor uma ditadura vermelha e que ainda há pouco tempo aprovou votos de pesar pela morte de Fidel Castro (um ditador sanguinário), está inexplicavelmente ainda vivo no Parlamento, não tendo ainda sido banido, quando nossa Constituição proíbe partidos fascistas em Portugal. Alguém que explique isto.
O direito a não pagar isto
Os crescentes e intermináveis direitos do país-Estado vão obrigar à greve dos contribuintes. Todos os dias alguém sugere, exige, inventa mais uma despesa obrigatória que logo em nome da igualdade, da solidariedade e outras “ades” gera mais despesa.
Aos direitos crescentes e blindados do país-Estado tem de corresponder o direito a fazer greve ao pagamento de impostos
quem tem amigos não morre na prisão?

Depois de sacar toneladas de fotocópias a um amigo rico chegado e uma bela casa de praia a um primo milionário que está providencialmente distante, o que pedirá José Sócrates, este ano, ao Pai Natal? Pelo sim pelo não, o velho já mandou dizer que não conta sair da Lapónia.

