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@BarackObamaiswatchingyou.net

11 Junho, 2013

«When Barack Obama promised that he’d listen to all Americans, I didn’t think he meant it literally»

“Yes we scan”

“Despite the scandals, 53 percent of Americans say they approve of the job he’s (Obama) doing. The other 47 percent are being audited.”

«United Stasi of America»

Boas notícias: a crise acabou

11 Junho, 2013
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O presidente da França, “grande esperança”, “paradigma de um novo modelo, de mais solidariedade” e “recusa da política de austeridade”, anunciou o fim da crise na Europa. Confirma-se assim a previsão de José Sócrates, em 2009, quando afirmava que “os resultados são o princípio do fim da crise“.

É fácil confirmar que o presidente gaulês tem razão: a França conseguiu atingir a meta de crescimento do desemprego, obtendo 10,4% no primeiro trimestre de 2013, valor quase tão bom como os 10,8% obtidos em 2010, após as declarações do então primeiro-ministro português. Em termos de défice público, os 4,8% da França, foram atingidos por Portugal em 2006, antecipando em muito o fim da crise europeia.

Daqui se constata que a França, finalmente, deixou de ser o lastro que atrasava Portugal. Valeu bem a pena a luta contra a “degradação do ensino” de 2011: espicaçou os franceses para a “derrota da direita retrógrada“. Felizmente, em Portugal, já se trabalha luta para fazer o mesmo.

O debate capturado

11 Junho, 2013

Tema do meu artigo de hoje no DE: «O debate está em Portugal capturado pelas agendas partidárias: Seguro encontra-se com Portas; Portas esteve com Cavaco; Cavaco recebeu Passos ao domingo; Passos foi vaiado por dez manifestantes com nariz de palhaço que lhe chamaram gatuno… Esse é um mundo composto por jornalistas, comentadores e cada vez mais políticos que funcionam em circuito fechado e que nas suas análises se alimentam de si mesmos: cada declaração suscita uma nova cascata de declarações que por sua vez gera novas declarações… Introduzir neste carrossel enlouquecido qualquer outro tema é praticamente impossível pois a realidade não é para ali chamada. Antes pelo contrário, só estorva.»

em estado de negação

10 Junho, 2013
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Humorista do Chen garante que a PAC melhorou a agricultura portuguesa.

Ambientalista militante arrasa boa colheita.

Especialista em candidaturas presidenciais completamente disparatadas pronuncia-se sobre “disparate completo da candidatura de Passos”.

Responsável por fugas pede asilo.

Depois de Soares e Seguro, agora Cavaco e Passos.

Presidente de república semipresidencialista recusa ser actor político.

Só se for a do Porto.

a perder o faro

10 Junho, 2013
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Mário Soares, o presidente vitalício da república portuguesa, diz-se “excelentemente impressionado” com Dilma Roussef, a “presidenta” cada vez mais temporária do Brasil, aquele país que, segundo o herdeiro de Soares no trono do PS, o Dr. António Seguro, é um “país amigo”, que “não é bem estrangeiro”. Sendo, embora, elementarmente inteligíveis as razões da sedução da “presidenta” sobre Mário Soares – uma “camarada” de “inteligência superior” e de “esquerda”, como todos os seres com massa cinzenta abundante – o seu entusiasmo é um pouco tardio, porque surge numa altura em que os directos beneficiários da superioridade de Dilma começam a pensar seriamente em mandá-la para casa, nas eleições do próximo ano. É o que se chama estar a perder o faro, Dr. Soares. Para a política e para as mulheres, já agora.

Rede pública de supermercados: ainda não é desta

10 Junho, 2013

A rede pública de supermercados venezuelana (ou a racionalização nos supermercados privados), ideia avançada aqui, fica adiada até nova ordem. Graças a uma aplicação para Android, já é possível encontrar locais onde se pode comprar papel higiénico. Exige-se a nacionalização desta aplicação neoliberal que fomenta o capitalismo desenfreado e a opressão do homem pelo homem num pacto de agressão com os neocolonialistas. Devolvam as vidas ao venezuelanos e fomentem o consumo interno através da redução de importações. É o mínimo que podem fazer.

Troika fora daqui!

Nota: a Venezuela também não tem cheque-aluno. Isto permite que os inocentes petizes sejam poupados à possível queda em tentação dos pais (por ignorância, naturalmente) por um ensino menos vocacionado para os momentos inesquecíveis da revolução.

um feriado a mais e um feriado a menos

10 Junho, 2013
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10 de Junho, Dia de Portugal. Como o país já não existe, não se percebe o que se está a comemorar. Talvez a memória de isto ter sido em tempos um país, ainda que se tenha de fazer um certo esforço de localização histórica. Para isso, mais valia ter conservado o 5 de Outubro, cujos efeitos ainda hoje sentimos bem.

Como?

10 Junho, 2013

Durante a cerimónia do 10 de Junho  a RTP teve do melhor – era a única estação a ter comentadores que sabiam explicar quais as forças militares que estavam a desfilar, o que fazem, qual o seu papel… – e do pior: quando Rui Ramos foi condecorado a sua identificação foi feita nestes insólitos termos: “as suas teses sobre o Estado Novo e o papel de Salazar têm sido controversas e há quem o acuse de desculpabilizar o ditador.”

A propósito

10 Junho, 2013

dos arrebatamentos jornalístico-políticas com a visita de Dilma Roussef convém recordar esta “Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após visita à Universidade de Coimbra Coimbra-Portugal, 29 de março de 2011 nomeadamente estas linhas que fazem parecer Angela Merkel uma mãos largas:

No caso dos títulos, nós temos de cumprir os requisitos
que dizem respeito ao uso das reservas no Brasil, à compra de títulos da
dívida. Quais são os requisitos do Banco Central? É que sejam títulos que
tenham uma classificação que é, se eu não me engano, triple way, para que se
compre os títulos…  (…)  A única alternativa que nós vemos para esse caso é a
possibilidade de você comprar títulos que não são triple way com garantia, aí
tem de ter garantia, ou garantia real, ou de algum, vamos dizer, algum ativo
que supra essa deficiência.

Lei não escrita mas implícita

10 Junho, 2013

No Insurgente o André Azevedo Alves insurge-se contra esta intervenção de Miguel Poiares Maduro afirmando “não me parece que ter um dos principais ministros do Governo a dirigir-se nestes moldes a José Sócrates seja particularmente defensável do ponto de vista comunicacional. “ Mas qual será o molde defensável do ponto de vista comunicacional  para um governo não socialista se expressar em Portugal? Aparentemente nenhum.

Os governos não socialistas não têm boa imprensa. Boa parte das redacções são dominadas pela esquerda donde um governo não PS é sempre uma espécie de intruso na ordem natural dos factos. A atitude dos sociais-democratas perante esta situação passa geralmente por umas golpadas à Relvas que têm uma crença esparvoada nos seus especiais contactos e uma gestão de fugas de informação, coisa que francamente só costuma correr com proveito para o CDS cuja dimensão leva a que nunca seja visto pelos socialistas como um antagonistas mas sim como um potencial aliado. A outra alternativa passa pela estratégia deste governo que é não ter discurso a não ser o executivo propriamente dito. O que naturalmente levou à situação presente: o país acabou  refém da retórica da esquerda radical e almejando pelo dia em que o PS se torne governo para que deixe de ser considerado natural que não se deixe falar ministros ou que alguém diga como fez Ana Jorge que muitas das crianças que agora chegam à escola com fome provêem de famílias que se habituaram à junk food e que portanto devem recuperar a sopa.

Mais, a ausência de discurso levou a que não se tivesse explicado como chegámos aqui. O que faz com que se tenha tornado popular a tese de que podemos rasgar a austeridade e voltar a passado que é mesmo que dizer que dentro de dois anos estaríamos a fazer um novo pedido de ajuda externa. E por fim mas não menos importante levou a que a cada dez almas juntas gritando “demissão” se diga que o governo não tem legitimidade. O molde defensável do ponto de vista comunicacional  para um governo ou líder social-democrata tem sido até agora ser trucidado na comunicação social para tempos depois devidamente apeado ser recuperado como comentador respeitado, sobretudo se criticar aqueles que lhe sucederam na liderança do PSD.

Miguel Poiares Maduro como chegou de fora não deve estar a par desta espécie de lei não escrita mas implícita.

entre pascácios

9 Junho, 2013
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Um pascácio chamado Álvaro Domingos, de um pasquim chamado Jornal de Angola, deu umas fortes porradas num outro pascácio chamado Daniel Oliveira, de um pasquim chamado Expresso, a propósito de um artigo que este assinou no citado pasquim onde colabora, sobre uma entrevista que o Grande Manitu de Angola e do MPLA, José Eduardo dos Santos, deu há uns dias à estação televisiva que pertence ao grupo empresarial do Grande Manitu da comunicação social portuguesa, Francisco Pinto Balsemão.

O tom da prosa angolana é francamente ordinário, cheio de ressabiamentos racistas contra Portugal e os portugueses, embora Daniel Oliveira, no que a ele se refere, a não desmereça. In illo tempore, Oliveira há-de ter vibrado com a luta anticolonialista do Mê-Pê-Lá contra a «miserável colonização portuguesa», como ainda hoje se refere ao esforço de vida, quase sempre honrado, de milhares de portugueses que fizeram de Angola a sua terra de vida e trabalho. Tão sua como a dos negros que lá viviam, e da qual saíram (os que conseguiram sair com vida) com uma mão à frente e outra atrás.

Pois é, meu caro, foi nisto que você agora critica – esta miserável plutocracia da família Dos Santos e amigalhaços, que condena à morte, à fome e à miséria quase todo o povo angolano – que deu entregar Angola às pressas, sem honra, nem glória, nem as cautelas mais elementares, aos heróicos combatentes do Mê-Pê-Lá, por acaso, ao tempo, o braço armado dos interesses soviéticos nesse país. 40 anos depois dessa «independência», como você muito bem observa, quase meio século, tempo mais do que suficiente para que um país com a imensa riqueza de Angola não seja apenas a quinta particular de meia dúzia de larápios.

Corta ali, não cortes aqui

9 Junho, 2013
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Está bem: não se corta na educação, na saúde, na justiça, na segurança, na defesa, na administração interna, nas reformas, nos salários, nos correios, nos transportes, nos apoios à agricultura, nos subsídios, na cultura, nas fundações, nos observatórios, nas subvenções dos partidos, nas obras públicas, na RTP, na Lusa, na TAP, na CP, nos tribunais, nos sindicatos, nas energias alternativas, no teatro, no ballet, nas festas populares e nos feriados.

Corta-se o quê?

Rede pública de supermercados

8 Junho, 2013

A crítica mais frequente dos fervorosos fieis contra o cheque-aluno é este ser “um meio de financiar escolas privadas”. Esta premissa errada pode ser desmontada mas, não se fazendo, permite que seja usada para demonstrar o seu absurdo.

Se entregar voucher a aluno para que este possa optar pela escola pública ou privada é financiar escolas privadas, entregar RSI aos mais desfavorecidos é financiar supermercados privados.

Das três uma: quem usa essa premissa é opositor do RSI ou é defensor de uma rede pública de supermercados, a inaugurar já na próxima legislatura. A outra hipótese é desonestidade intelectual, teoria que afasto num país habituado a discutir assuntos sem qualquer ruído de propaganda.

Para quando a Avenida António Oliveira Salazar?

8 Junho, 2013

Não tenho nada contra a existência de uma avenida Álvaro Cunhal. Aliás parece-me bem mais apropriado termos uma avenida Álvaro Cunhal do que uma Rua Che Guevara. O que fico à espera é da inauguração da Avenida António de Oliveira Salazar, de quem se pode dizer ipsis verbis aquilo que  o presidente da CML declarou sobre  Álvaro Cunhal na inauguração da avenida que leva o nome do dirigente do PCP  . Basta substituir Álvaro Cunhal por António Oliveira Salazar e está pronto:  ” Falo no seu exemplo de seriedade pessoal, da coragem na adversidade, da audácia na ação, da capacidade de resistir e de persistir, da clareza nos propósitos e objetivos, da firmeza e da tenacidade na luta”,  (…) Segundo António Costa, “qualquer que seja o juízo que se tenha” das ideias e do legado político de Álvaro Cunhal, “ninguém lhe pode negar a entrega total e pessoalmente desinteressada àquilo em que acreditava, a coerência firme e inflexível, a militância constante e determinada, a fidelidade e a devoção aos seus princípios ideológicos e políticos”. “Ao atribuir o nome de Álvaro Cunhal a uma avenida da nossa cidade, a Câmara Municipal de Lisboa cumpre a sua responsabilidade institucional na construção de uma memória coletiva aberta, plural, tolerante e atualizada”, defendeu, acrescentando mais tarde que o líder histórico do PCP “era uma figura imprescindível no espaço público da cidade de Lisboa”.

Num dia de greve temos que falar sobre isto

8 Junho, 2013

O Estado gasta, por aluno do 9º ano, em média, 4.932€ por ano para o manter na Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Visconde de Juromenha, classificada em 1285º de 1330 no ranking; pelo menos alguns destes alunos poderiam, ao abrigo do subsídio ao aluno – que já existe, uma vez que o aluno não paga estes 4.932€ – frequentar o Colégio dos Plátanos, classificado em 2º de 1330 no ranking, com anuidade de 2.700€, e ainda poupar ao Estado contribuinte 2.232€ por aluno.

Dois casos

8 Junho, 2013

Nuno Crato e António Costa começaram Junho com a ameaça de greves que claramente lhes podiam trazer sérios problemas pois os respectivos sindicatos ameaçavam com greves em períodos particularmente sensíveis – os exames no caso de Nuno Crato, as festas de Lisboa no caso de António Costa.

Nuno Crato e os sindicatos dos professores não chegaram a acordo.  E vai haver greve. António Costa viu os sindicatos levantarem o pré-aviso de greve.

Em ambos os casos a palavra mobilidade está no cerne das discussões. E porque a realidade se imporá este regime excepcional dos trabalhadores da função pública chegará ao fim.  O que está agora em causa é saber qual das estratégias será melhor sucedida:

a) contemporizar como fez António Costa para que em ano de autárquicas não se vejam imagens de Lisboa cheia de lixo e no próximo ano consigo já reeleito ou  a caminho de outras candidaturas se atacará outra vez o problema ?

b) não recuar como fez Crato e criar ao governo aquela que pode ser a sua maior derrota ou vitória?

 

Obs. A propósito de acordos que evitaram greves e nos criaram grandes problemas convém recordar o acordo de 1999 com os pilotos da TAP

Trocos?

7 Junho, 2013

«Administração Obama fez escutas a jornalistas da AP»

 

«Obama se recusa a pedir desculpas por causa de escutas a jornalistas»

 

«Nova acusação de espionagem da Casa Branca sobre jornalista da Fox News»

«Apesar de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter afirmado que “não sabia” de uma investigação da IRS (Receita Federal norte-americana) contra grupos de oposição republicana como o “Tea Party” em plena campanha eleitoral no ano passado, o inspetor-geral do Departamento do Tesouro para a administração de impostos, J. Russell George, desmentiu o chefe de Estado na noite desta sexta-feira (17/05), na primeira audiência no Congresso que investiga o caso.»

Não fazemos greve aos exames

7 Junho, 2013

Redacção da Doutora Varela
Adenda: Lamentavelmente escrevi “em quantas esteve a Dra.” quando, obviamente, a forma doutoral seria “em quantas teve a Dra.“. Peço desculpa por este lapso.

Adenda 2: Fico feliz por este post ter motivado a aluna Doutora a alterar o seu texto.

Quizàs

7 Junho, 2013

O presidente da Federação Distrital do PS do Porto considerou hoje que a candidatura independente de Nuno Cardoso é “instrumentalizada, ao serviço da candidatura do PSD” liderada por Luís Filipe Menezes.

Se bem percebo o PS acha que Nuno Cardoso vai ser o Defensor Moura destas autárquicas. Só falta saber quem vai fazer de Almeida Ribeiro. Quizàs tenham razão!

Ou se preferirem na versão bem mais sugestiva de Sara Montiel

Teoria e Prática*

7 Junho, 2013
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Em tempos, tive um (excelente) professor de economia que não se cansava de rebater a distinção, muito corrente, entre “teoria” e “prática”. Não há melhor teoria do que uma boa prática, nem melhor prática do que uma boa teoria – dizia ele. Cada vez mais, compreendo a vacuidade daquela pretensa distinção, sobretudo quando é invocada para justificar erros de análise ou comportamentos que denotam uma profunda ignorância, teórica e prática. Muitas vezes, os insucessos de uma determinada ação ou os erros (“colossais”) de previsão de certas políticas, justificam-se, precipitada e correntemente, como resultado de um excesso de teoria, como se esta pudesse, porventura, existir, ignorando a realidade. Ora, em última instância, mais não são do que incompetência….

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Derrota

7 Junho, 2013
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O terrorismo, por definição, ameaça qualquer pessoa, em qualquer lugar, não tem destinatário fixo. Dai a insegurança geral que provoca.

Quando o estado usa a mesma técnica, vigiando tudo e todos, considerando qualquer um como suspeito, a insegurança é a mesma.

Quatro questões gratuitas sobre educação

7 Junho, 2013

prepaid-cards-betterO sistema de ensino é “pré-pago”: faça eu o que fizer, sejam quais forem os meus rendimentos e independentemente dos subsídios que já recebo, tenho a garantia de poder matricular os filhos, gratuitamente, numa escola pública.

Esta aparente violação da progressividade indicia que o implícito subsídio à frequência escolar é atribuído ao aluno (que tem rendimentos nulos) e não ao encarregado de educação (o que violaria progressividade).

Assim sendo, 4 questões:

  1. Qual o valor desse subsídio, por aluno, por ano, em cada região e por grau de ensino?
  2. Se este subsídio é garantido, por aluno, porque não é atribuído no caso de o encarregado de educação optar por uma escola privada e; já que não é, para onde vai esse dinheiro?
  3. Sendo que “nenhuma criança fica para trás”, como garantir que algumas crianças “chegam à frente”?
  4. Se o subsidiado é o aluno, em caso de greve (nomeadamente a exames), quem sai directamente prejudicado dessa greve?

Sabotagem, sabotadores, conspirações, tramas, urdiduras, cabalas

7 Junho, 2013

«À saída da sessão, Mário Soares estava visivelmente satisfeito. No entanto, horas antes as coisas correram mal para Mário Soares, que quase não conseguia entrar na sede UNESCO para presidir à cerimónia e, como presidente do júri do prémio, entregar a recompensa a Hollande. Vindo de carro, do Eliseu, onde almoçara com o chefe do Estado francês e os sete Presidentes africanos, foi encaminhado pela segurança do evento para uma porta lateral da sede da Organização das Nações Unidas para a Educação e a Ciência, onde centenas de pessoas se amontoavam para entrar, sem êxito, nas instalações, na altura já lotadas.Mário Soares protestava enfurecido e teve de aguardar largos minutos para que os polícias lhe permitissem voltar a entrar no carro e chegar à porta principal, por onde entravam as personalidades. “Isto é uma sabotagem, há aqui pessoas, polícias de extrema-direita, que querem boicotar esta cerimónia!”, exclamava para o Expresso. Muito irritado, acabou por entrar em cima da hora do início da sessão!»

Tarde

6 Junho, 2013

Agora que há um morto os jornalistas correm para a porta da escola.  Durante quantas semanas andaram a debater a agenda dos partidos e subestimaram casos destes e destes?

Perspectivas

6 Junho, 2013

Um progressista pode pegar nesta notícia, “confrontos junto a escola fazem um morto“, e elaborar sobre a necessidade de investimento público na inclusão social dos meninos e na sensibilização e falta de carinho dos excluídos do neoliberalismo.

Um conservador poderia pegar nesta notícia e elaborar sobre o rumo dos guetos criados pelos bairros sociais dos progressistas.

Já um responsável em educação, pegando nesta notícia, elaborará sobre o plano de recuperação necessário para assegurar que os meninos que acidentalmente estiveram envolvidos nesta “ocorrência” possam concluir o 12º ano obrigatório.

Micro-ensaio sobre a certeza

6 Junho, 2013

O politicamente correcto é a metralhadora da esquerda não-revolucionária; esta classe privilegiada bem-pensante, excitada com a engenharia social – disciplina que substitui o vazio de transcendência, esse espaço disponível pela rejeição dos padrões históricos de identidade cultural – e que, paradoxalmente, não se identifica como classe. Numa senda da abolição de normas, exigindo a igualdade identitária-despadronizada (o próprio conceito de multiculturalismo), o propósito final é que nenhum conceito seja melhor ou pior que outro, nenhuma norma aplicável pela ausência de barómetro histórico-cultural do que é padrão. A certeza substitui a dúvida, invalidando o específico através da generalização absurda de escolha não implicar custo.

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Deixa-te estar quieto

6 Junho, 2013

O ministro Adjunto, Miguel Poiares Maduro comprometeu-se hoje perante o Parlamento a dar “prioridade” ao apoio da “transferência dos meios de comunicação social em Portugal para novos modelos de negócio e para as novas plataformas digitais”.

“Isso pode passar pela utilização de fundos europeus, mas também pela reorganização do conjunto de incentivos e de apoios públicos de diferente natureza que existem hoje”, (*)

Mas o que percebe ou tem de perceber o governo sobre «modelos de negócios» de terceiros? E porque é que fundos pagos pelos contribuintes terão de ser torrados a subsidiar actividades empresariais?
Se são empresas, estas investem (ou não) de acordo com as suas perspectivas de negócio e mercado, nada mais.
Deixe-se o ministro de tangas e ensaios intervencionistas que não lhe fica bem e só nos prejudica.

Infelizmente, o novo ministro disse também que aceita o desastrado legado de Relvas mantendo o intervencionismo do estado na comunicação social em geral e na RTP em particular. Poiares Maduro é mais um que se assume como ministro da tutela. E a comunicação social é a primeira a defender a necessidade de ser tutelada….

tom sharpe

6 Junho, 2013
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Em tempos sombrios, ter um livro de Tom Sharpe à cabeceira é um alívio. Sharpe foi um dos novelistas mais talentosos do século XX, que apenas não teve o reconhecimento público e das academias, por se ter especializado num género literário considerado «menor», embora provavelmente o mais exigente de todos: o humor e a ironia. Um humor negro, polvilhado de personagens exóticas, mas sempre humanas, demasiadamente humanas até: professores de subúrbio com psicoses matrimoniais homicidas, balzaquianas ninfomaníacas incompreendidas por maridos lascivos, retardados mentais cheios de ímpeto empreendedor, políticos conservadores e moralistas sadomasoquistas, gente sem escrúpulos mas com enorme sucesso, famílias aristocráticas do country inglês alegremente arruinadas, a quem os insondáveis desígnios da vida e da estupidez humana recuperam para destinos gloriosos, inocentes corrompidos pelas fatalidades da vida, etc. Sharpe morreu, ontem, aos 85 anos e deixou-nos uma obra preciosa de mais de catorze novelas, editadas, em Portugal, pela Editorial Teorema. É ir lê-las, ou relê-las, a todas.

O Ajustamento Português VI

6 Junho, 2013

Os últimos dados do INE sobre o PIB português mostram alguns dados interessantes. O PIB caiu 4% no ano terminado em Março de 2013, mas apenas 0,4% entre Janeiro e Março de 2013. Isto implica que 90% da queda do PIB teve lugar antes do enorme aumento de impostos.

Os dados mostram outras coisas interessantes. No último ano a parte artificial da economia, aquela que é baseada na procura interna, esteve sempre em queda. A parte saudável da economia, aquela que se baseia nas exportações, esteve a crescer em 2012 e aguentou-se bem nos últimos 2 trimestres, apesar da recessão na zona euro. Note-se que a procura externa tem crescido sempre e a interna tem descido sempre, sendo isso o que se espera num ajustamento.

pib1A decomposição da procura interna mostra que tanto o consumo privado como o público estão a cair.

consumoA queda do investimento pode parecer preocupante, mas há no investimento uma forte componente de construção, que é uma actividade que foi mantida sobredimensionada pelas distorções criadas pela despesa pública.

investimento

Em suma, a queda do PIB em Portugal tem uma explicação muito simples: desapareceu a economia que foi artificialmente alimentada pela dívida e pela despesa pública. Duvido que se tenha perdido nestes últimos 2 a 3 anos alguma empresa ou instituição que fosse realmente sustentável e que contribuísse de facto para a criação de riqueza real. Perdeu-se o PIB fictício dos negócios do Estado e por estes alimentado.

A propósito

6 Junho, 2013

do destaque do PÚBLICO de ontem Francisco José Viegas escreveu o seguinte Esclarecimento

 Para abrir e fechar a questão: o Público dedicou ontem a sua manchete a um assunto nobre – a autorização para a saída de Portugal de um quadro de Carlo Crivelli (não se trata de exportação, uma vez que essa autorização diz respeito ao espaço comunitário) na posse de um coleccionador privado. Compreendo a natureza da matéria uma vez que, por várias vezes, pedi esclarecimentos suplementares sobre exportação (essa sim, exportação) de bens culturais, a fim de impedir a saída de peças importantes do património artístico português.

Toda a imprensa reproduziu a notícia (num espaço de 6-páginas-6, o meu nome aparece em dois pequenos parágrafos) durante o dia de ontem e parte de hoje. No entanto, à excepção da Antena 1,nenhum jornal me pediu, sequer, para comentar o assunto ou dar a minha explicação, o que diz bem do processo de intenções que decorre. Adiante.

O caso é que — e para encerrar a questão — todos os procedimentos legais foram respeitados e cumpridos. Em resumo:

 1) o quadro, ao contrário do que se escreveu no Público, nunca esteve nem “classificado”(só assim legalmente protegido até ao fim do necessário processo de “desclassificação”) nem em vias de ser “classificado”.

2) ao fim de três anos de duração do processo (o habitual é prolongar estes assuntos até uma das partes cair de inanição e a outra esquecer o assunto), era preciso dar uma resposta: ou ficar com o quadro, pagando-o, o que significava, na prática, dispor de aproximadamente €2,9 milhões; ou autorizar a sua saída para Paris. Escuso-me de comentar a hipótese de ter €2,9 milhões disponíveis (anos antes, o Estado português não tinha disponibilizado €50,000 para ficar com a arca de Fernando Pessoa que, aliás, é exposta sempre que o proprietário é solicitado). Confesso, também, que gostaria de pedir o NIB de algumas das pessoas que — com a habitual arrogância — ontem tinham redescoberto Crivelli, a fim de custear as obras de restauro dos carrilhões de Mafra (€2M), da torre da Sé de Lisboa, do Convento de Cristo, de S. Bento de Castris, do Forte da Graça, etc. Dinheiro há sempre, suponho.

3) não querendo comentar a qualidade, a singularidade e até o relevo deste Crivelli (esta obra do veneziano foi exposta uma vez em Lisboa, em 1972), a autorização foi dada com base num parecer técnico e legal devidamente elaborado por organismos da SEC. 

por pouco tempo

6 Junho, 2013
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Ainda há 23 mil empresas em Portugal? O fisco cuidará, certamente, de pôr termo a esse abuso.

liberalismo

6 Junho, 2013
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Mais um verbete no já “famoso” Dicionário Elementar de Esquerda e Direita. Um sucesso editorial absoluto!

A repressão policial não tem limites!

5 Junho, 2013
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Manifestante detido depois de pedir demissão de Cristas

Manifestante detido em Leiria nega agressão

Manifestante foi detido depois de ter exibido uma folha onde se lia “Demissão, já!”

“Foi empurrado por forças de segurança e terá respondido também com empurrões, tendo sido depois algemado”

Como se vê no vídeo, está o manifestante tranquilamente com o punho erguido, como bom socialista, eis que a face do segurança invade o espaço vital da mão do pacifista que apenas segura uma folha A4.

Transparência e dinheiro público

5 Junho, 2013

Criou um pequeno escândalo a ideia do governo de publicitar quem recebe habitação social. Mas não estou a ver muito bem como poderá ser de outra forma. As casas são um bem público, existem milhares de pessoas que querem essas casas, existem critérios de atribuição, existe um país onde impera a cunha e o caciquismo partidário e não existe direito à privacidade no espaço público. Tudo isto se conjuga para que seja não só normal como indispensável que se publicite quem recebe habitação social. Mais, a habitação social deve ser atribuída por concurso público, com critérios pré-definidos e verificáveis, sendo por isso indispensável a publicitação. A publicitação desempenha várias funções: permite detectar cunhas e redes de cacicagem, permite a quem for excluído recorrer e permite identificar erros de atribuição de habitação social. Felizmente as instituições públicas têm evoluído mais depressa que a mentalidade dos portugueses e algumas já seguem as boas práticas nesta matéria. Talvez porque ao longo dos anos foram integrando nas suas práticas as melhores formas de evitar abusos. Por exemplo, a Câmara de Lisboa publica mensalmente os resultados dos concursos para atribuição de habitação social (não consegui encontrar nada de semelhante no confuso site da Câmara do Porto, o que tende a confirmar as suas práticas de cacicagem nesta matéria). Aliás, na administração pública a regra é a publicitação, sendo fácil encontrar na net as mais diversas listas de atribuição de subsídios, empregos e contratos, incluindo listas de bolseiros do ensino superior, listas de reformados da CGA ou contratações para a função pública. Existem ainda online as mais diversas actas onde se documenta a atribuição de subsídios esporádicos a pessoas carenciadas, com os respectivos nomes. Mesmo nos casos em que se justifica a confidencialidade, existem listas de acesso limitado aos interessados, como é o caso das listas para intervenções cirúrgicas no SNS. E é assim que tem que ser, sob pena de ser tudo minado pela cunha e pela cacicagem.

Édipo monoparental

5 Junho, 2013

Não faltarão hoje, como não faltaram ontem e no dia anterior, e tal como na semana passada e no mês antecedente, as demonstrações com números do tipo “recessão aumenta”, “quebra de receita”, “espiral recessiva”, “maremoto de incompetência” (esta última pode ser usada livremente mediante atribuição autoral).

Não faltarão saudosos socráticos – ou pior: servos – com números fantásticos sobre Portugal antes do mundo tirar o tapete ao colosso lusitano. Serem falsos não importa nada à causa: o “devolvam as nossas vidas” significa exactamente “devolvam-me a governação que isto é do PS“. Tudo isto é cansativo: para lá do sebastianismo bacoco, resta sempre a irresponsabilidade da atribuição de causas e suas soluções a outrem.

Que estes achem que compete à União Europeia resolver o problema da estrutura portuguesa, não é de surpreender: sempre gostaram de modelos de inspiração soviética; que não consigam perceber que são os criadores da estrutura cuja resolução esperam de outrem é que é muito preocupante.

O costume

5 Junho, 2013

 

O ministério da Educação abre noticiários pelo assunto do costume: a agenda do senhor Nogueira que foi professor onze anos e é dirigente sindical desde o início da década de 90 do século passado. 

Entretanto das escolas chegam notícias como esta:

A direção de uma escola de 2ª e 3º ciclos dos arredores de Lisboa denunciou ontem à polícia um caso de alegada violação de uma aluna de 12 anos por colegas da mesma idade. (…) De acordo com uma fonte policial, foi apresentada queixa contra três rapazes de 11 e 12 anos, que são ainda suspeitos de na mesma semana terem tentado violar um colega do sexo masculino, dessa vez dentro da escola.

e esta

Triplicam agressões sexuais nas escolas

Ler

5 Junho, 2013

No Má Despesa Pública: «O Governo pretende divulgar a identidade dos beneficiários de habitação social. A proposta em causa integra um diploma de âmbito mais vasto, que prevê a publicitação, no site da Inspecção-Geral de Finanças, do nome dos beneficiários quer de subsídios públicos, quer de apoios comunitários, avançou o jornal Público. É curioso verificar a discrepância de critérios consoante a população em causa. Por exemplo, é impossível ter acesso à lista completa dos políticos e ex-políticos que recebem de uma pensão vitalícia ou obtiveram um subsídio de reintegração. A Assembleia da República chegou a pedir à Comissão Nacional de Protecção de Dados autorização para divulgar essa informação que foi, entretanto, vedada. “São dados pessoais (até sensíveis, por relativos à vida privada), não públicos, constantes de documentos normativos” foi a justificação da CNPD (TugaLeaks). A questão morreu por aí e até agora a Assembleia não quis mexer neste assunto. O Parlamento podia, por exemplo, aprender com a Caixa Geral de Aposentações. A lista de novos aposentados é actualizada todos os meses. Basta clicar aqui.»

esquerda e direita

4 Junho, 2013
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Novo dicionário elementar, a seguir n’ O Insurgente: Igualdade e igualitarismo; e Estado.

Fluxo de consciência

4 Junho, 2013

As conversas de café, na presença de um jornal diário ou de um canal de notícias, entram no modo narrativo do tipo fluxo de consciência. Eis uma amostra de um James Joyce disponível em qualquer bairro, um dos que poderia ter estado cansado no Prós e Contras de ontem. Ler mais…

Lede, lede e descobrireis a próxima causa fracturante

4 Junho, 2013

«Que se pratique o duplo plural ora em constância, referindo sempre “todos e todas”, ora em alternância, usando também “todas” como plural genérico; que se aplique a arroba quando se quiser considerar dois géneros sem repetir a palavra, falando de “velh@s”; que se comunique sem género, onde ainda não foi incrustado; que se criem palavras onde não existiam, falemos “da Presidenta”; que se faça do incómodo X, ou do silencioso *, motivo de conversa, de debate, de desestagnação, falando “dxs pessoas”, “dxs prostitutxs”, ou grafando ”tod*s *s estudantes”; que se parta os joelhos ao “Homem” como símbolo da humanidade e se fale “da Mulher”, ou “dx Trans”; ou que se torne caótica a representação de género, que se deixe explícita a discordância que quiseram apagar do exprimível, falando “da rapaz”, “do diva”; que o façamos mesmo no traduzir, reconhecendo o processo instituído tão político quanto o nosso. Onde a linguagem congelou, façamo-la arder; onde o solo enrijeceu, proliferem os cogumelos linguísticos de todas as formas e feitios, de todas as famílias. Usemos a queerografia. Enfrentemos o academicamente correcto com a confiança no erro, o ortho com a desnaturalização, o ponto com a translação, a autoridade com um carnaval linguístico. Deparar-nos-emos com a oposição do estabelecido, com a obsclareza do regrado, veremos trabalhos corrigidos por professorxs onde a correcção a tínhamos feito nós, artigos recusados, censurados, expressões segregadas, desautorizadas. Onde reina a calma o nosso objectivo será o caos, a confusão. É essa confusão o terreno fértil das construções, ninguém sobrevoa de pés no chão.»

Não se riam: em menos de uma legislatura os insignes deputados da nação numa qualquer sexta-feira aprovarão sem qualquer discussão o ACORDO QUEEROGRÁFICO e deputados lacrimosos lerão nacos de prosa como este a exaltar tal decisão:

Dos poderes que nos atravessam e que atravessamos, dos instrumentos de domínio e de controlo, dos sistemas que nos definem, debruçamo-nos aqui sobre dois, o heteropatriarcado e a linguagem, e sobre o seu encontro. O heteropatriarcado; regime da estrutura social, que define a família nuclear e diz da poliparentalidade problemática, regulador de relações, que diz da promíscua porca e do promíscuo vencedor, criador de sentimentos e de sexualidades, que diz dx assexual anormal e embeleza a agressividade da hipersexualização comercial. Impõe uma norma ao desejo sexual, às categorias da amizade e do amor, ao comportamento do corpo e sua fenomenologia, constrói a mulher e o homem e subordina a primeira ao segundo, nem reconhece x trans; no fundo, não reconhece ninguém. Constrói o género pelo sexo, e até o sexo pelo regime. Ontologiza as personalidades pela ilusão da solidez do sexo como ponto arquimediano, e cristaliza as relações entre elas. Deu ao género uma lógica binária: tertium non datur.

 

Obs. Como perceberão foneticamente isto não é tão simples. Pelo que proponho que se substituam as vogais e @, quejados, quejandas e quejand@s pela linguagem dos cliques, coisa deveras multicultural, ou então passa-se tudo ao neutro do latim, coisa ainda mais interessante porque representa uma excelente oportunidade profissional para aqueles que como eu perderam alguns anos a aprender as declinações em latim. A par das camisolas blasfemas os próprios dos blasfemos tb estão disponíveis para leccionar quer a queerografia e a queerfonética.