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A democracia tem limites, pá!

23 Abril, 2012

«A linha política seguida pelo actual poder político deixou de reflectir o regime democrático herdeiro do 25 de Abril», Vasco Lourenço, reformado

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Conclusões possíveis:

*o regime democrático tem linhas politicas que não podem ser seguidas, mesmo quando democráticas, isto é, fruto da vontade do povo;

* o regime herdeiro do 25 de Abril não é compatível com certas escolhas democráticas;

*  o regime democratico herdeiro do 25 de Abril não é democrático ao ponto de tolerar diferentes linhas politicas democrácticas;

* os herdeiros do regime político saído do 25 de Abril reinvidicam uma certa tutela sobre o regime democrático;

* os herdeiros do regime político saído do 25 de Abril entendem determinar quando certa linha politica seguida pelo poder político reflecte ou não o regime que criaram;

* os herdeiros do regime politico saído do 25 de Abril não são democráticos;

 

Brincar com coisas sérias é imperdoável

23 Abril, 2012
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Mário Soares tem o direito de ter a opiniões que quiser. Porém, como antigo Presidente da República a quem pagamos, dos nossos impostos, gabinete, automóvel e motorista (e não sabemos se também as multas), tem também obrigações. Obrigações institucionais. Sucede que as comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República, lugar onde todos os partidos têm acento e têm voz, não são as comemorações deste ou daquele partido ou governo ou maioria, são as comemorações institucionais e plurais da democracia. Os membros da Associação 25 de Abril podem fazer o que entenderem, nomeadamente andarem para aí a dizer que “é preciso um outro 25 de Abril”, mas o antigo Presidente tem o dever de defender as instituições democráticas, a começar pela Assembleia da República, palco das comemorações oficiais. Entender que não deve ir “em solidariedade para com os militares” não é apenas um capricho político, é um acto irresponsável e grave. A democracia defende-se quando se está no governo e, sobretudo, quando se está na oposição. E a democracia necessita de ser sempre defendida, sobretudo em tempos difíceis como os que vivemos. É isso que Soares não está a fazer – pelo contrário, está a alinhar com os que pensam que a democracia só lhes serve quando cumpre os seus programas políticos. E isso é, para alguém com a sua responsabilidade, imperdoável. 

Paroles

23 Abril, 2012

Jean-Luc Mélenchon é esquerdista. Marine le Pen é de extrema direita.

Jean-Luc Mélenchon é socialista dissidente que renovou a esperança. Marine le Pen é populista e xenófoba.

… Devia fazer-se um dicionário de sinónimos que nos levasse a entender este idiolecto da nossa imprensa.

Hollande

23 Abril, 2012

Um partido de governo na UE já segue a «receita» desejada pela esquerda mais festiva: recusa-se a aprovar cortes de 16 mil milhões de euros: «He wouldn’t allow Dutch citizens to “pay out of their pockets for the senseless demands of Brussels». Não é o que pedem os novos holandistas?

Default amigável nas PPP

23 Abril, 2012

Rui Moreira tem uma das poucas propostas de renegociação das PPP com alguma lógica:

Qualquer renegociação deve ser feita garantindo a segurança jurídica dos privados e tendo em conta o legítimo interesse de ambas as partes – Estado e seus parceiros – no cumprimento dos contratos celebrados, a apontar claramente no sentido da sua renegociação, já que de outra forma será improvável que o Estado possa cumprir com a sua parte. O baixo “rating” da República pode servir para persuadir os privados a reverem as condições leoninas que foram apostas nestes contratos, na medida em que estes sabem que, por essa razão, a sua exposição ao “risco país” é agora muito maior do que quando os negócios foram fechados. Tudo isto, naturalmente, se o Governo puder e quiser antecipar a amortização de uma parte da dívida, o que levará os privados a trocarem o duvidoso pelo certo.

Claro que esta proposta tem vários problemas. O primeiro é que é equivalente a um default amigável, algo que o governo por razões de reputação tem andado a tentar evitar. O segundo é que o Estado não tem liquidez para este tipo de aquisições. O terceiro é que, se o Estado tivesse liquidez seria mais lógico e mais vantajoso comprar dívida pública no mercado secundário onde já existem investidores dispostos a aceitar perdas. Note-se que os detentores dos contratos das PPP têm uma posição contratual mais forte que os detentores dos títulos da dívida, pelo que estão menos dispostos a aceitar negociar a preços mais baixos.

Impressões

22 Abril, 2012
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As asneiras que ainda não fizemos

21 Abril, 2012

Os contratos das PPP e das enegias renováveis são asneiras que já fizemos. Mas há ainda asneiras que não fizemos e podemos evitar. São as asneiras argentinas, para as quais a tentação é grande:

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1. default da dívida externa

2. proteccionismo

3. corralito

4. desvalorização da moeda e destruição da poupança

5. nacionalização dos fundos de pensões

6. impostos especiais sobre empresas exportadoras

7. consumo das reservas do banco central

8. nacionalização de empresas detidas por estrangeiros

9. agravar de conflito territorial com outro país

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Esta via argentina baseia-se no consumo de capital e credibilidade e permite prolongar por mais alguns anos a ilusão de prosperidade, evitando reformas, e empobrecendo o país sem que o eleitorado se aperceba. O que custa na via argentina é começar. Depois de começar uns eventos seguem-se aos outros com toda a naturalidade. Tenha isto em conta quando alguém defender uma das duas primeiras etapas da via argentina.

Indignação de 2 cêntimos

21 Abril, 2012

O Helder Guerreiro depois de detectar uma diferença de 2 a 3 cêntimos nos preços de combustíveis entre Portugal e a média europeia conclui que “temos mercados onde efectivamente não há concorrência, as autoridades da concorrência estão compradas fazendo o contrário do que deveriam fazer e o próprio governo, com um medo terrível de tocar nos interesses instalados”. Absolutamente notável. O Helder estava à espera que os preços dos combustíveis fossem exactamente iguais em toda a Europa? Estava à espera que não existissem diferenças entre países periféricos e países da Europa Central? Que não existissem factores como os custos de transporte ecustos de contexto a afectar o preço dos combustíveis? Note-se que para perceber a relevância daqueles 2 a 3 cêntimos deve ter-se em conta que o peso dos impostos no preço dos combustíveis é da ordem dos 80 cêntimos, o desconto da Galp é de 6 cêntimos e o desconto das bombas dos hipermercados é da ordem dos 10 cêntimos. Mas é interessante que por 2 cêntimos se conclua que estão todos comprados.

Da caça

21 Abril, 2012

Todos aqueles que defendem a conservação da vida selvagem em África viram esta causa prejudicada quando os espanhóis e os europeus reagiram indignados à imagems do rei de Espanha diante de um elefante abatido. Manter as reservas e parques onde estes animais sobrevivem implica controlar o número de exemplares e isso pressupõe que às vezes eles têm de ser abatidos. Se há quem esteja disposto a pagar –  e muito mas esse é outro assunto de que não trata este post – isso é positivo para a manutenção desses espaços. Por outro lado as reservas e os parques não podem ser vistos pelas populações locais como uma imposição de gente branca que come galinhas mas não consegue ver matar uma galinha e que se deleita a ver documentários “sobre a Natureza” sentadinha nos sofás do hemisfério norte enquanto eles não retiram qualquer benefício daquelas terras reservadas aos animais.  A caça existe. Os animais caçam-se uns aos outros. Os lobos não são vegetarianos, os ursos não são de peluche e os hipópatamos que nos nossos desenhos animados dançam em cima dos nenúfares são na verdade atacantes temíveis. Desde que controlada a caça efectuada pelos homens  é um factor importante na manutenção da vida selvagem. E pode e deve ser uma fonte de riqueza e trabalho. Mas para já a tendência vai no sentido contrário. E assim faz-se um escândalo porque  o neto do rei de Espanha se feriu num pé com uma arma de caça mas se se tivesse partido todo numa pista de esqui considerava-se isso natural e ninguém acusaria o pai de irresponsabilidade. Ou porque o rei se deixou fotografar ao lado do elefante abatido  em vez de se fazer fotografar num canil com cachorros “para adopção”. Esperemos que esta doideira do politicamente correcto passe ou em África os elefantes perderão terreno.

Allons enfants de la Patrie. Le jour de gloire… de misère est arrivé

20 Abril, 2012
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Em Maio de 1981 François Mitterrand chegava ao Eliseu como o primeiro Presidente da República de esquerda da V República. Muitos viram na sua eleição o contraponto às recentes vitórias de Thatcher em Inglaterra e de Reagan nos Estados Unidos. E Mitterrand tratou, com efeito, de aplicar um programa de governo alternativo, ordenando uma vaga de nacionalizações e recusando a austeridade. O desvario durou um ano, mas causou danos duradouros à economia francesa.

Em Junho de 1997 foi a vez de outro socialista, Lionel Jospin, chegar ao poder. Tornou-se primeiro-ministro e teve como principal bandeira política diminuir a semana de trabalho para 35 horas. Ele era o “socialista de esquerda” que contrariava o glamour do New Labour de Tony Blair. Acabou mal: na campanha presidencial de 2002 nem sequer passou à segunda volta, ultrapassado por Jean-Marie Le Pen. Quanto às “35 horas”, gradualmente abandonadas, ainda pesam na produtividade da economia francesa: em 2000 os custos laborais eram mais baixos em França do que na Alemanha (-8%), hoje são mais elevados (+10%).

Estas duas experiências podiam ter tido duas consequências: uma era terem tornado o PS francês mais razoável e mais realista; a outra era terem ensinado os franceses a desconfiar de políticos sem contacto com a realidade. Nenhuma ocorreu. François Hollande, que tem feito promessas no bom velho estilo de Mitterrand e Jospin, até pode não ser o mais votado, este fim-de-semana, na primeira volta das presidenciais francesas, mas nenhuma sondagem o dá como perdedor na decisiva segunda volta marcada para 6 de Maio.

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O advogado-estagiário…

20 Abril, 2012

….José Conde Rodrigues ainda não alegou «motivos pessoais» para renunciar à sua candidatura ao Tribunal Constitucional?

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«….o Partido Socialista, provavelmente empenhado em ser o coveiro do TC, parece querer manter a candidatura como juiz do político em causa, apontando, como forma de ultrapassar as dúvidas legais da presidente da Assembleia da República, a apresentação de um pedido para o seu reingresso na magistratura. Reingressado na magistratura activa, nem que fosse por um só dia, o candidato já seria um juiz e podia ser nomeado para o TC!

O menos que se pode dizer é que quando os mais altos responsáveis políticos actuam publicamente como «chicos espertos» como se as leis da República só tivessem de ser respeitadas formalmente porque a essência das mesmas não interessa ou é para os parvos, estamos muto perto do grau zero da credibilidade das instituições e dos políticos.», Francisco Teixeira da Mota, Público

E que acham disto?

20 Abril, 2012

Governo trava eólicas e corta energia solar em mais de 60%

Aposto que uma parte significativa dos que querem renegociar os contratos de energia são contra esta suspensão de novos contratos. Note-se que é muito provável que o governo ainda esteja a prever deitar dinheiro ao lixo no solar.

A propósito

20 Abril, 2012

da paixão pelas performances e do manifesto fastio pela informação que ataca boa parte dos jornalistas aconselho vivamente a leitura dos resumos das assembleias dos ocupantes da escola da Fontinha Para além de se tornar evidente que aquilo que está em causa é o BE e respectivas margens andarem a brincar aos cromos radicais sobressai que um dos seus grandes problemas é a falta de ligação a bairro em particular e à realidade em geral. Passam a vida a combinar acções de mobilização do  bairro que nunca passam do papel e o bairro também não lhe liga muito. Mas leiam que vale a pena.

Façam notícias, por favor

20 Abril, 2012

Alguém me consegue explicar por que fazem greve os controladores aéreos?  As notícias sobre as greves têm um guião em Portugal: anuncia-se que vai haver greve. Geralmente garante-se que vai ser um  sucesso. No dia da greve os jornalistas procuram mostrar como a greve afecta as pessoas. Geralmente os sndicatos fazem declarações de vitória e as administrações calam-se ou apresentam outros números. Explicar o que pretendem os grevistas é que não.

SIC: Pelo menos 10 voos cancelados pela greve dos controladores aéreos

PÚBLICO: Greve dos controladores aéreos anulou dez voos e causou atrasos em pelo menos 38

RTP: Controladores aéreos cumprem novo dia de greve parcial

etc..

Obs. A notícia mais detalhada encontrei-a no Esquerda.net que de caminho se mostra muito preocupado com o facto de o regulamento do Hospital de Braga proibir os trabalhadores de mastigarem pastilha elástica e diz o seguinte: Os controladores aéreos exigem “alteração das políticas restritivas cegas”, “o respeito pela negociação coletiva” e que a empresa não seja atingida pelos cortes de 15% de custos aplicado ao setor empresarial do Estado. A CT exige ainda que a NAV “seja considerada dentro do quadro internacional que a regulamenta e se defenda também a sua invejável posição estratégica no Atlântico Norte” e afirma que “está em causa o interesse nacional em duas vertentes concretas: salvaguardar o potencial económico do espaço aéreo nacional, enquadrado numa estratégia atlântica, e maximizar as receitas por via das exportações pela atividade da própria empresa”.   Conviria que isto fosse mais detalhado e explicado. Afinal é também para isso que existe imprensa ou não?

Custos excessivos

20 Abril, 2012

O que são custos excessivos? Se alguém paga 1 milhão de euros por um automóvel utilitário está ter um custo excessivo. Mas se, precisando de um carro utilitário,  paga 1 milhão de euros por um Ferrari não está a ter um custo excessivo. Está a pagar um custo justo por uma opção extravagante. Está a desbaratar dinheiro porque fez uma opção errada, não sendo o vendedor de ferraris responsável nem sendo o custo excessivo considerando o que é comprado. Recomenda-se por isso que não se chame “custo excessivo” a custos justos que decorrem de opções extravagantes.

Terá coragem?

19 Abril, 2012

De 2003 a 2011, o Partido Socialista aumentou os chamados «Custos Económicos de Interesse Geral» que todos pagamos junto com a factura da electricidade, de 300 milhões/ano para 2500 milhões/ano. Actualmente, 42%, em média do valor da factura nada tem a ver com produção/distribuição de electricidade.

O secretário-geral do Ps diz agora que não está satisfeito e quer reduzir modestamente a coisa: 130 milhões/ano, apenas 5%.

Carlos Zorrinho, o presidente do seu grupo parlamentar e anterior secretário de estado da energia nada disse. Quer dizer, já tinha dito: que «não identifica nenhum custo injustificado».

Vamos ver onde isto vai parar. Ou Seguro começa de facto a defender o desmantelamento do socratismo ou o irão calar rapidamente.

Há horas de tentação

19 Abril, 2012

«Câmara do Porto diz que ‘ocupas’ não quiseram formalizar renda de 30 euros»   – Felizmente que já paguei o IMI caso contrário entrava em desobediência civil

Ps. O dr. Rui Rio tem mais espaços para lugar por essa módica renda? Se tiver pode mandar propostas para a caixa de comentários deste blogue.

Abracinhos, abracinhos

19 Abril, 2012

Não sei quem é o assessor de imprensa de Paulo Macedo mas deve ter chegado de Marte recentemente a avaliar pela forma como tem gerido o caso da MAC. Só tem de ir às notícias sobre a transferência do IPO para Chelas ou Oeiras e copiar o argumentário. E claro a possibilidade do terreno/edifício da MAC ser vendido a um grupo imbiliário passa a ser uma vitória pois com os milhões que se arrecadam com a operação vai financiar-se o SNS ou uma cidade hospitalar. Vai ver que num ápice se acabam os abracinhos à MAC e que o BE começa aos abracinhos ao ministério. É claro que dava jeito que  o governo fosse socialista para que este meu conselho resultasse em pleno mas tentar não custa nada.

Insistir no disparate é bastante estranho….

18 Abril, 2012

«nós vamos prosseguir o caminho da criminalização do enriquecimento ilícito», diz Teresa Leal Coelho do PSD. (*).

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Não tem mais nada que fazer? Um pouco de humildade e reconhecer o erro não ficava mal, em vez de repisar na tolice apenas para não perder a face.

Do desprezo

18 Abril, 2012

«Depois da Metro do Porto, da Casa da Música, da STCP, e da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto, que continuam à espera de decisão do governo e com os respectivos orgãos em gestão, também a Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto (ATMP) teve de adiar a última reunião do seu conselho geral. Motivo: o secretário de estado dos transportes nem sequer nomeou os sete representantes da administração central naquele orgão, que, assim, não pôde aprovar a contas de 2011 da AMTP, nem o orçamento para o corrente ano» (Público)

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O dito cujo inoperante chama-se Sérgio Monteiro.

Anda a fazer «viagens anónimas» e a tomar decisões em cima do joelho, porque lhe «parece»….

Intolerável

18 Abril, 2012

Empurrões e outras cenas no parlamento regional

Se isto acontecesse no parlamento de Lisboa seria noticiado desta forma? E o  comportamento destes deputados seria tolerado?

Ligações

18 Abril, 2012

Esta fotografia que roubei ao Sorumbático ilustra uma idiossincrasia nacional ou seja esses novelos de fios que se acumulam nas fachadas dos prédios. Não se percebe quais fios funcionam, para onde vão ou sequer porque alguns deles estão ali. Quandos os vejo receio que mais dia menos dia acabem a ter estatuto de património de tal forma simbolizam as fachadas de muitos prédios portugueses. E não só. Esses novelos de fios são mesmo uma espécie de símbolo pátrio. Por exemplo que fotografia escolheriam para simbolizar isto:

Pinto Monteiro diz que não há dinheiro para investigar caso dos submarinos

Submarinos: Governo desmente Pinto Monteiro. Ministério da Justiça nega existir qualquer pedido de verba para perícias relacionadas com o caso

Cândida desmente Pinto Monteiro. PGR justifica atraso com falta de verbas para perícias, mas é desmentido pela directora do DCIAP e pela RJ

Gosto pela ilusão

17 Abril, 2012

Aprendemos alguma coisa com a bancarrota Sócrates? Acho que não. Veja-se este artigo de opinião de Rui Moreira, escrito em Abril de 2012. Apesar de Rui Moreira ser uma pessoa habitualmente sensata, continua a defender ideias absurdas que herdamos do socratismos como a obra pública para criar emprego ou a microprodução fotovoltaica. Por esta altura já devia ser evidente para toda a gente que o sector da construção civil tem que reduzir e reestruturar e que a energia electrica da microprodução fotovoltaica tem custos várias vezes superiores ao preço de mercado da energia. Apesar da bancarrota Sócrates, as pessoas desejam rapidamente voltar a este tipo de ilusões.

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PS – Não deixa de ser interessante que as escolas da Parque Escolar não tenham paineis solares.  É uma solução que o Estado está a impor aos privados mas que não adopta nos seus próprios edifícios.

Plafonamento

17 Abril, 2012

Parece que a Dona Branca quer plafonar os juros.

Da simplificação

17 Abril, 2012

Ontem na TVI24 falei das recentes decisões do governo da Argentina e também do golpe na Guiné. Gostaria de voltar a falar sobre a forma como não estamos a ser informados sobre o golpe da Guiné e sobretudo essa espécie de simplificação dos factos na ausência do homem branco ou aqueles que lhes são associados pelos jornalistas. Por exemplo o  que sabemos da MISSANG? Já agora seria também interessante sabermos o que separa os candidatos presidenciais timorenses. Os protagonistas das nações de que nas nossas redacções só existe a narrativa do colonialismo ficam reduzidos a personagens unidimensionais, cujos actos não fazem sentido.

Renegociar as PPP

17 Abril, 2012

Quando as pessoas falam em renegociar as PPP falam disto: Argentina expropria 51% da YPF à Repsol

Não é a primeira vez que um estado sul americano procede a este tipo de renegociação de PPPs com empresas estrangeiras. Nesta matéria, a  Venezuela vai à frente da Argentina, pelo que os argentinos podem assistir ao que os espera com algum tempo de antecedência.

(ex?)Adepto das eólicas critica rendas da EDP

17 Abril, 2012

Pacheco Pereira apresenta-se aqui preocupado com as rendas da EDP. Esta preocupação com as rendas do sector energético é recente. Quando estes contratos estavam a ser assinados Pacheco Pereira fazia umas críticas à estética dos montes cheios de ventoínhas, mas ressalvava ser um grande adepto da energia eólica e das renováveis. Talvez agora nos possa dizer em que momento descobriu que os contratos de energia eram ruinosos para o contribuinte.

Mas qual é o sentido?

17 Abril, 2012

A saudação do Breivik continua a gerar as mais variadas interpretações: O DN tem hoje na capa o dito Breivk de punho fechado que segundo o DN é uma “saudação nazi” . O Correio da manhã fala de continência nazi de punho fechado . Enfim a avaliar  pelo enredo que vai na caixa de comentários do post do JMF acabaremos nos templários e certamente a rever toda a simbologia política do século XX.Por exemplo  qual é o sentido desta canção?

Desde quando a saudação nazi é de punho fechado?

16 Abril, 2012
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Todas as notícias dizem o mesmo: Breivik faz saudação nazi no tribunal de Oslo. E mostram a fotografia: 

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Alguns descrevem o gesto: “Assim que lhe tiraram as algemas, Breivik endereçou ao público presente no tribunal – composto por familiares das vítimas, sobreviventes e jornalistas – a saudação, esticando o braço direito com o punho fechado.” 

Por esta lógica Portugal, nos idos de 1975, tinha unidades militares inteiras a fazer a saudação nazi. Ou será que já se esqueceram o juramento de bandeira no Ralis? 

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Impressões.

15 Abril, 2012
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Hospital de Loures é um hospital público

15 Abril, 2012

Alguém anda muito iludido se pensa que é possível poupar dinheiro ao Estado mantendo o hospital de Loures abaixo da capacidade para que foi construído. Apesar de o hospital de Loures ser uma PPP, quem paga o investimento e a operação é o Estado. Não poderia ser de outra forma uma vez que este hospital e um hospital público, faz parte do SNS, tem uma área de influência definida e faz tratamentos a custos simbólicos. Por isso, alegar que fechar a MAC visa ajudar o BES e a Mota Engil não faz qualquer sentido. E também não faz qualquer sentido que o Estado mande fazer e pague um hospital novo para servir Loures para depois quem vive no concelho de Loures ser obrigado a ter os filhos no concelho de Lisboa numa maternidade velha. A propósito, a primeira bebé a nascer nos serviços de Ginecologia-Obstetrícia e de Pediatria do hospital chama-se Mafalda. De acordo com uma certa doutrina, o lugar onde nasceu a Mafalda já não pode ser fechado.

“Regra de ouro” ou de latão?

15 Abril, 2012
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Através doTratado sobre “a estabilidade, coordenação e governação na União Económica e Monetária”  (“Pacto Orçamental”), os 25 Estados membros que o assinaram, assumem a obrigação de implantar, nos respetivos Direitos (de preferência, nas suas Constituições), a chamada “regra de ouro”. O foco deste novo e anunciado instrumento para (mais uma vez!) se salvar o Euro, tem sido, efetivamente, a aceitação e a constitucionalização dessa regra limitativa da despesa pública e do défice orçamental. No entanto, o próprio Tratado estabelece, ainda, outros normativos gerais, sobre a coordenação das políticas económicas e, ainda, sobre a governação da “área Euro”. Por isso e para além da questão da (in)oportunidade, não se percebe muito bem o alcance concreto daquilo que o PS e, de um modo geral, todos os partidos integrantes do PSE (“família” dos Socialistas Europeus), reclamam: uma adenda ao Tratado, precisamente, sobre a coordenação das políticas económicas, sublinhando a necessidade de crescimento e de reforço da competitividade (também já acenados no Tratado)….. TEXTO INTEGRAL AQUI.

* Grande Porto, 13.04.2012

Eleições antecipadas por favor

14 Abril, 2012

Para que o PS ganhe, coisa que nos poupa a ver Louçã todos os dias nas televisões, faz com que a SIC deixe de parafrasear o Avante Jerónimo de Sousa não quer que a Saúde seja só para quem a pode pagar  e naturalmente  esta manifestação seria simplesmente uma manifestação falhada convocada pelos comunistas

Fui ver o futuro e… não funciona

14 Abril, 2012
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Escrevi este texto para a edição de ontem do Público. As últimas notícias sobre a passagem da idade da reforma para os 67 anos vêm mesmo a propósito:

Lembram-se de Portugal e da Europa por volta do ano 2000? Não é muito difícil, foi apenas há 12 anos, mas parece que foi há uma eternidade.

Os tempos eram de euforia. O euro vinha a caminho, a Europa aceitava novos membros e a “Estratégia de Lisboa” prometia transformar o Velho Continente no lugar mais competitivo da economia mundial. Já Portugal vivera há pouco a Expo 98 e preparava o Euro 2004. Estalavam foguetes por todo o lado.

Hoje choram-se lágrimas amargas. A crise do euro está longe de ultrapassada. A Grécia caminha para umas eleições de que não se sabe se sairá qualquer solução de governabilidade. Em Madrid teme-se que a deterioração da situação obrigue a um pedido de ajuda, altura em verdadeiramente ninguém sabe o que sucederá ao euro. E Portugal vai conhecendo más notícias atrás de más notícias. As últimas foram as relativas ao regresso, “faseado”, dos subsídios de férias e de Natal apenas lá para 2015 e à suspensão das reformas antecipadas. É deprimente, mesmo sendo verdade que o melhor é conhecer depressa as más notícias, sobretudo melhor do que andar encadeado com mentiras piedosas, como sucedeu num passado recente.

O pior é que não sabemos se daqui por dez ou doze anos conseguimos regressar ao optimismo da viragem do milénio. Eu suspeito que não, até porque as dinâmicas de fundo jogam contra nós. E tudo o que inventámos, nomeadamente a tal “Estratégia de Lisboa”, não só não nos salvou do actual destino como, nalguns países mais imprevidentes, como Portugal, até ajudou a agravar os problemas ao ter contribuído para a gigantesca acumulação de dívida.

Tomemos, por exemplo, a ingrata medida da suspensão das reformas antecipadas. Não sei quanto dinheiro se poupou com ela, mas sei que é preciso começar a poupar dinheiro desde já. Basta olhar para alguns números. Em 2000, as receitas da Segurança Social correspondiam a 9,9% da riqueza nacional; em 2010 tinham saltado para 19,5%. Ler mais…

Mais stock (per capita), menos investimento (% PIB)

14 Abril, 2012

É preciso ter lata!!!

14 Abril, 2012
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Cravinho: “Ninguém é virgem” na constituição das PPP

Se nos pusermos num exercício culpabilizante e quisermos aferir que cabeças deverão rolar por conta dos investimentos faraónicos que nos arruinaram e hipotecaram a próxima geração, a de João Cravinho será a primeira a ir para o cutelo, destacadíssima de todas as restantes.

Ninguém como este tipo teve tanta influência na delapidação de dinheiros públicos, fosse enquanto “ideólogo” ou como executor directo. Ele esteve nas nacionalizações gonçalvistas que quase implodiram a estrutura produtiva do País; foi o criador das SCUTS; foi o grande visionário de mega-projectos, tipo OTA e TGV; é porventura o maior defensor do Estado-locomotiva através do investimento público que deverá ser sempre gigantesco, como se viu; é dos centralistas mais retintos, um dos maiores adeptos do spillover, sonhando com uma capital com mais de 5 milhões de habitantes. Foi muito por sua influência, directa ou indirecta (é dos indivíduos com melhor imprensa em Portugal), que o Estado se tornou mastodôntico e floresceu toda a corrupção conhecida e desconhecida. Curiosamente, ele é visto como o grande arauto anti-corrupção.

É, em suma, juntamente com Sócrates, a última pessoa com autoridade para apontar o dedo a quem quer que seja. O modelo económico que nos colocou no situação actual tem-no, indiscutivelmente, como um dos principais autores.

Realmente, há gente com muita lata.

Da preguiça. Ou do facciosismo

13 Abril, 2012
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Tenho seguido com interesse a polémica em torno da Maternidade Alfredo da Costa (MAC). Com interesse e com irritação: é cada vez mais inútil tentar descobrir nos órgãos de comunicação social – jornais, rádios e televisões – informações substantivas que permitam perceber o que se passa. Quase todos fazem apenas o mais fácil: uma opinião aqui, uma opinião acolá mais um título idiota como esse de que “o lugar onde se nasce nunca devia morrer”, de que já falou a Helena.

Há vários dias que eu gostava de conhecer alguns dados substantivos. Por exemplo: qual a capacidade dos hospitais de Lisboa, antes e depois da abertura do novo hospital de Loures? Indo as crianças de Loures nascer a Loures, quem perdia em Lisboa? Que maternidades públicas estão já subutilizadas? É mesmo verdade que a tendência moderna é deixar de haver maternidades isoladas, devendo antes estar ser integradas em unidades hospitalares maiores?

Durante vários dias pude esperar sentado – e desesperado. A comunicação social entretinha-se com os equívocos da idão-não-da de António Costa à MAC. Até que hoje tive algum esclarecimento. O mais substancial via blogosfera: Pedro Pita Barros, no Momentos Económicos, escavou os números e mostrou-os. Fiquei a saber que, Ler mais…

E muito bem! Era só o que faltava!…

13 Abril, 2012
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Governo não vai tabelar preços dos combustíveis

É curioso que muitos dos que defendem (e bem) a renegociação das rendas nas PPPs, validam a inevitável criação de novas rendas e défices tarifários com a sua proposta de tabelamento de preços.

Reforma do Poder Local

13 Abril, 2012
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Hoje, pelas 17h, a convite do Conselho Nacional das Ordens Profissionais, estarei na sede da Ordem dos Engenheiros para falar sobre “Reforma Autárquica – do local para o global”.

Ainda a propósito de estranhezas

13 Abril, 2012

Por estranho que possa parecer face às notícias chegadas da Guiné Bissau até há 35 anos não faltava quem em Portugal e fora dele garantisse que aquele país nao só tinha todas as condições para ser um caso de sucesso económico, de pluralismo e muito particularmente de irradiação de cultura para toda a África como já o era.