fez-se luz
Com excepção de saber que existe e que, por qualquer bizarro motivo, está convencido de que é o homem certo para liderar o PSD e ser primeiro-ministro de Portugal, desconhecia, por completo, quem fosse o cidadão Miguel Pinto Luz. Tendo-o ouvido, hoje, na TSF, numa longa entrevista que deu a essa rádio, fiquei a saber algumas coisas sobre a sua persona política. Não sei se isso foi bom.
Dentre elas, que tem grandes «ideias sobre o país», que conta, por um destes dias, transmitir ao seu partido e, pior do que isso, ao dito país, o que é bem mais grave, já que nos atinge a todos. Em seguida, que o PSD só voltará às «vitórias» se souber ir «buscar os melhores à sociedade civil», ideia revolucionária de tão inovadora, que me faz meditar por que é que até agora ninguém se tinha lembrado dela. Por fim, que é gravíssimo que a Câmara de Lisboa só seja proprietária de 2%, 3% dos imóveis da capital, porque tamanha ninharia a impede de realizar obra social na habitação. A título de exemplo, referiu que a de Paris detém cerca de 25% do património imobiliário da cidade, percentagem para a qual nos encaminharemos, caso Pinto Luz alguma vez chegue ao poder.
Não ambicionando ser líder de partido nenhum, muito menos primeiro-ministro deste endividado país, tal como Pinto Luz eu tenho também algumas convicções íntimas. De todas, a mais relevante é a de que, por um destes dias, me sairá o Euromilhões. Com a diferença de que saberei o que fazer ao dinheiro.
Olhar para os pés
Desde as eleições europeias, não há dia que passe sem alguém a procurar as virtudes do PAN para as copiar para o seu próprio clube. Vai ser difícil encontrar algo repartível por todos os partidos interessados: não só estes já possuem abundância de generalidades como nenhuma das propostas sobrevive aos requisitos mínimos da lógica, propósito e sentido de proporção. Todavia, dada a nova mania por profecias de apocalipse por garotas expostas em instituições tornadas tendas de circo, o mais certo é que toda a gente termine a declarar o amor incondicional a plantas e ódio visceral ao dióxido de carbono que estas usam para oxigenar pessoas e bichos (passe a redundância).
Não é que o ambiente não necessite de cuidados: até precisa. Por exemplo, a Organização Mundial de Saúde afirma que só em 2015 morreram 429.000 pessoas com malária, sendo que cerca de 70% destas mortes ocorreram a crianças de idade inferior a 5 anos. Não sei se há uma quantidade certa de tofu que devemos comer para conter a epidemia de malária, mas – e aqui assumo a minha discordância pela preservação de espécies estúpidas – quanto mais tofu existir, mais eu posso usá-lo para esborrachar e absorver ao mesmo tempo os estúpidos mosquitos.
A Avert diz que 3 em 4 das novas infecções de SIDA na África subsaariana ocorrem em raparigas e jovens mulheres dos 15 aos 24 anos. Para evitar a repetição dos 380.000 mortos na região em 2017 com a doença, qualquer um vê que o que é preciso é tornar obrigatórias as quotas paritárias exigidas pelas feministas-missionárias para o parlamento português.
As tarifas proibitivas impostas aos países em desenvolvimento que impedem as pessoas de se estabelecerem, criando riqueza que lhes permitiria sairem de abjecta pobreza e permitindo que o privilégio do “mercado livre” seja exclusivo da oligarquia emergente da luta contra a “opressão colonial”, são, obviamente, combatidas através da proibição internacional de palhinhas de plástico.
A erosão da costa, que coloca em risco a casa do autarca nas dunas, é, como não teria de deixar de ser, combatida com políticas de supressão de açúcar nas dietas escolares: coma quinoa, aumente o areal.
Assim sendo, não é de admirar que aumente o interesse de todos pelo PAN: o planeta é só um, mas a distracção humana pelo mal dos outros origina múltiplas hipóteses para que cada um cultive as suas alegres virtudes.
mas, afinal, o que querem os “críticos” de cristas?
O CDS nunca teve um verdadeiro programa, nem uma ideologia vincada que o distinguisse do PSD, ou até mesmo, em certos momentos, do PS. O CDS é um partido que, depois do fim da primeira AD, se circunscreveu a uma quase inexistência – o célebre reduto do «táxi» – e, excepcionalmente, no fim do cavaquismo, com Monteiro e Portas, ou melhor, com Portas e O Independente, conseguiu voltar a ter alguma expressão eleitoral, até chegar a um governo que provavelmente lhe terá sido fatal. Ideologicamente, após o ciclo de Freitas do Amaral, cuja grande preocupação era dizer que o partido não era de direita e que estava “rigorosamente ao centro”, ainda se animou fugazmente com Lucas Pires, onde se inclinou para um certo liberalismo europeísta, tendo logo avançado para um conservadorismo requentado e salazarento com Adriano Moreira, posicionamento orgulhosamente herdado por Manuel Monteiro. Com Paulo Portas ensaiou-se uma rábula de retorno à “democracia-cristã” e a um conservadorismo que nunca foi genuíno. Quando chegou ao governo, o partido de Paulo Portas limitou-se a cumprir o programa da troika, com mais ou menos espasmos, como é natural em partidos que se preocupam com votos e eleições.
Tudo isto – que é a história sucinta (como tinha de ser) do CDS – fez dele uma agremiação de amigos e não propriamente um partido político com espessura sociológica. Basta pensar na ausência de uma verdadeira implantação autárquica, ou nos dirigentes das estruturas locais que as dominam, para vantagem própria e de uma muito pequena corte pessoal (estude-se, por exemplo, o caso do governo do partido no Porto nos últimos 25 anos), para percebermos o fenómeno. É um partido que chega, na melhor das hipóteses, a 8%, 9% do eleitorado em legislativas, se tiver um líder mediático e fossão, como Paulo Portas era, e que ambiciona ter votos suficientes para ter 116 deputados juntamente com o PSD. E por aqui se fica.
Nessa medida é quase ininteligível o que pretendem, agora, os «críticos» da Doutora Cristas. Queixam-se de que o CDS não tem “ideologia” e “mensagem”? Mas qual “ideologia” e qual “mensagem”? E quando é que as teve, se alguma vez as teve? Reclamam da excessiva “jovialidade” e falta de peso e perfil conservador da líder? Será que já se esqueceram do «Paulinho das Feiras»? Do Manuel Monteiro das campanhas do mar e da agricultura? Custou-lhes ver a patetice do CDS alinhar com o Bloco e o PC (e, já agora, com o PSD) na estória dos «direitos dos professores»? São capazes de ter razão, mas, por pior que tenha sido a patetice, nada que se compare, por exemplo, com a «demissão irrevogável» em pleno ajustamento de um país sob intervenção externa. E que tenham a seguinte certeza nas suas esclarecidas cabecinhas: o CDS só existe se tiver um líder que “passe bem” na televisão e nas feiras. Portas era exímio nisso e Monteiro não lhe ficava a uma distância abissal. Cristas tentou reproduzir o fenómeno e nada garante que não consiga (ou que consiga) duas mãos de deputados nas próximas legislativas. Por conseguinte, as críticos da Doutora Cristas, antes de de isolarem num convento para meditarem sobre as grandes questões da política e da humanidade, que procurem alguém que cumpra esses requisitos teatrais, à garupa de quem possam continuar a manter os seus pequenos poderes. O resto é pura ficção.
Ganhou o “partido” da abstenção por maioria absoluta
Arrumem lá os foguetes. Guardem a vossa euforia. Não há vitórias para ninguém quando apenas 33% do eleitorado se manifesta claramente nas urnas e desses, 6,94% foram nulos e brancos. Quem ganhou estas eleições foi o “partido” da abstenção com uma mensagem bem clara a todos os partidos, sejam velhos mumificados ou novos: estamos fartos da conversa política que não convence!
Era preciso acordar os abstencionistas. Era preciso motivar este grande grupo de desiludidos e revoltados que deixaram de se rever nas políticas de “bla bla bla” do costume e que ainda os sacrifica mais do que os beneficia a cada eleição. Era preciso convencer estes cidadãos mais exigentes com uma linguagem, uma atitude, uma mensagem mais assertiva, forte e acima de tudo de verdade, sem medos nem tabus capaz de chegar a todos, transmitindo transparência, confiança e sobretudo capacidade de liderança forte para combater todos os lobbys instalados sejam das energias, dos transportes, das obras públicas, das finanças, da justiça, das LGBT, da educação, da saúde. Tudo! Mas não.
Sempre com pinças para agradar a gregos e troianos, nenhum foi capaz de se afirmar convincentemente e de forma clara, do lado do povo nas suas aflições, nos seus anseios, nos seus medos, nas suas inseguranças, no seu desespero. O povo – aquele que sustenta este país mas nada recebe em troca e que exige pulso nos comandos – não se reviu nesta campanha e perdeu-se este eleitorado.
Já fui abstencionista e sei do que falo. Sei o que é estar à frente de empresas por várias décadas e ver o país a passar de rosa para laranja e laranja para rosa, num bailarico constante e continuar a mesma exploração sobre quem desconta, sobre quem produz para sustentar sempre os mesmos parasitas, do Estado e particulares. Perceber que a mudança de cor pouco traz de novo e só se safa na vida quem estiver ligado ao sistema, ou então com cunhas ou subornos. Que a corrupção, ganhe quem ganhar, continua, o saque fiscal continua, o abandono da população continua. Eu sei o que é vê-los a passar com panfletos e bandeirinhas e responder com rispidez e muita convicção: vocês são todos iguais! Eu sei porque fui uma delas.
Por isso, o aparecimento de novos projectos era fundamental para quebrar este ciclo de alternância de poderes sempre nos mesmos, com as mesmas velhas políticas, velhos truques de campanha para enganar palpavos, a mesma conversa do promete muito mas depois não faz nada de estrutural. A vantagem dos novos era mesmo essa: terem a ficha limpa e poder transmitir esperança numa reforma para Portugal. Mas ser novo não basta dizer-se que o é. É preciso fazê-lo sentir às pessoas para que não digam que é mais do mesmo. E para fazer sentir é preciso estar dentro dos assuntos que as afligem, conhecer por dentro essas realidades, ter essa proximidade de vida e falar abertamente sobre os temas, sem receios, com mais soluções que promessas. Ajustar a narrativa à realidade e não a fantasias.
Ora foi precisamente por não terem chegado ao povo que o povo virou costas. Foram 7 milhões e 800 mil eleitores que mandaram à fava os políticos. Dá que pensar.
Reverter não será fácil porque os desiludidos abstencionistas só se levantam do sofá se acreditarem mesmo na mudança e sentirem que vale a pena. Os outros, que vivem do Estado, e são milhões deles, não faltarão mesmo coxos, a rastejar ou moribundos porque esses sabem que o Estado socialista é seu ganha pão.
Mesmo assim, e ao contrário da propaganda dos média, a direita cresceu nestas eleições em comparação com os resultados de 2014 com 29,94% do PSD, CDS, PPM, PNR, PND, PPV, e PDA e agora em 2019 com 33,99% do PSD, CDS, Aliança, Basta, Nós Cidadãos, IL e PNR. Não chegou aos resultados do resto da Europa apenas porque temos tido “sorte” e ainda não fomos contemplados com os graves problemas sociais que o socialismo criou por lá e por isso anda tudo anestesiado a flutuar numa nuvem cor de rosa fofinha de paz e amor. Sairemos disto, mais cedo ou mais tarde, quando o sistema socialista colapsar, quando a desgraça nos chegar ao pêlo. Até lá, é isto.
A chacina das sardinhas
Tudo isto com as necessárias adaptações ao local/ espécie se pode escrever sobre a pesca à sardinha: Os animais foram brutalmente assassinados para a sua carne ser comercializada – algo que acontece frequentemente nesta região por esta altura do ano
Acontece que o texto não é sobre sardinhas mas sim sobre baleias. Este texto sobre a caça às baleias é um produto da ideologia PAN: Ilhas Faroé. Nova matança de 250 baleias e golfinhos provoca “maré vermelha” A chacina ocorreu esta quarta-feira e é comum nas Ilhas Faroé, sobretudo no verão. Os animais foram atraídos para a costa e mortos com arpões. Uma multidão assistiu ao processo.
A caça às baleias nas Ilhas Faroé é um exemplo do ambientalmente sustentável: estão regulamentados os métodos e o equipamento utilizado pelos pescadores; esta prática ajuda a garantir que as 18 ilhas do arquipélago são o mais auto-suficientes possível, pois cada baleia rende vários quilos de carne e pele que os habitantes locais consomem. Não menos importante os residentes nessas ilhas não são transformados em bonecos. A vida fora da bolha urbana não tem nada a ver com aquilo que os pretensos amigos dos animais dizem e defendem. A caça faz parte desse modo de vida e é essencial para a manutenção dos ecossistemas.
De tabu em tabu
A propósito do suicídio de uma mulher espanhola cujos colegas de trabalho partilharam um video de cariz sexual que a envolvia já se começa a sugerir mais uma responsabilidade para as empresas:«Que se saiba, V. não recebeu qualquer apoio psicológico por parte da empresa e, se trabalhasse em Portugal, dificilmente teria recebido. “A maioria das empresas portuguesas não estão preparadas para dar apoio em caso de assédio. E quando digo maioria, refiro-me a 95% das empresas. O assunto ainda é tabu”, diz Frederico Assunção, declarou ao Expresso advogado especialista em direito do trabalho.» E assim lá vamos nós derrubar o tabu e exigir às empresas apoio psicolóǵico para os trabalhadores.
Entretanto, em Espanha discute-se se o video foi posto a circular por um antigo namorado porque nesse caso será violência de género e sendo violência de género a moldura penal será mais grave.
Em resumo os crimes não são crimes ou são um bocado mais crimes consoante a perspectiva sociológica do antetítulo: violência de género é o que está a dar. E as empresas essa estrutura do heteropatriarcado branco claro que alguma culpa terão no caso. Enfim, acabaremos todos funcionários públicos ou a trabalhar para as grandes empresas pois estas não só sobrevivem como aproveitam para esmagar a concorrência através desta proliferação de planos contra isto e aquilo, gabinetes de apoio, programas de combate ao último flagelo.
Convite
Esta sexta-feira às 18h30, no Círculo Eça de Queiroz no Chiado em Lisboa é feita a primeira apresentação pública do livro promovido pela Oficina da Liberdade.

Trata-se de uma colectânea de textos originais de diferentes estilos e de um conjunto muito diversificado de autores que, diria, têm em comum a característica de rejeitarem a crença na possibilidade de garantir a ordem social por via legislativa, desconfiarem do exercício do poder e combaterem a tentativa de criar um mundo novo e ilusoriamente justo, ordenado centralmente por via do poder estatal.
Além do convite que dirijo a todos os leitores do Blasfémias a estarem presentes neste evento, deixo abaixo o índice do livro para estimular a leitura da obra.
ÍNDICE:
- Prefácio (João Cortez)
- Introdução (José Bento da Silva)
Parte 1 – Liberalismos: história e movimentos
- Escola Austríaca: das origens aos desafios (André Azevedo Alvese José Manuel Moreira)
- Libertarianismo (Stephan Kinsella)
- Liberalismo e Cristianismo – A Emergência das Instituições e a Ética Processual (Ricardo Sousa)
- Objectivismo (Miguel Botelho Moniz)
Parte 2 – Liberalismo em Portugal
- História do liberalismo em Portugal (Rui Albuquerque)
- Faz sentido um partido liberal? (Adolfo Mesquita Nunes)
- Salazar, o inferno somos nós (Gabriel Mithá Ribeiro)
- Direita: o futuro do passado (José Meireles Graça)
- Ser empresário em Portugal (Alexandre Mota)
Parte 3 – Economia
- Impostos e máquina fiscal (Ricardo Arroja)
- A liberdade e a austeridade (Daniel Lacalle)
- É Exclusivo um Mercado-Livre? (Juan Ramón Rallo)
- Balança comercial e promoção das exportações (Telmo Azevedo Fernandes)
- A Teoria Monetária do Ciclo Económico (Rui Santos)
- A Moeda e o Juro, o Bitcoin e a Teoria da Moeda (Carlos Novais)
- Mercado de trabalho: mais liberdade, menos irresponsabilidade (Pedro Martins)
- Segurança social (Ricardo Campelo de Magalhães)
- Uma visão liberal da saúde (Mário Amorim Lopes)
- Rendimento básico de inserção (Carlos Guimarães Pinto)
Parte 4 – Sociedade
- Os Social Justice Warriors (Vítor Cunha)
- Politicamente correcto e liberdade de expressão (Helder Ferreira)
- Opinião pública versus opinião publicada (Eduardo Cintra Torres)
- Cegos, surdos e de preferência mudos (Alberto Gonçalves)
- O Estado Moderno e a Criatividade (Carlos M. Fernandes)
- Governos Tóxicos (Gloria Alvarez)
- Breves reflexões sobre os novos horizontes no Brasil (Ubiratan Jorge Iorio)
O recaldo [sic] das eleições europeias
INSTRUÇÕES: Ponha o vídeo seguinte a tocar, só depois deverá começar a ler o texto que se segue.
Toda a gente, dos comentadores do costume a uma codorniz albina perdida, cumpriu a missão de escrever sobre as eleições europeias, pelo que sei que este texto está em falta aos portugueses de norte a sul, em particular à vasta maioria silênciosa que nunca me leu, nunca me lerá e, que, dado o caso de inadvertidamente me ler, ficaria a saber exactamente o mesmo que sabia antes da proeza.
Todos ganharam, em particular o Aliança, o Iniciativa Liberal e o Chega/Basta/Sai-Da-Frente. Estes partidos conseguiram a proeza de ter o maior crescimento de votos, mais propriamente uma variação positiva de +∞ em relação às últimas eleições. Estão, por isso, de parabéns. Menos espectacular foi a vitória do CDS-PP, que, registando um aumento significativo de amicícia pelo socialismo, conseguiu eleger apenas o eurodeputado que viria a ser caracterizado, através da letal frase “somos da direita democrática, sim, mas devemos voltar a pôr o foco na resolução dos problemas concretos das pessoas”, como o indivíduo que não resolve os problemas concretos das pessoas. Quais pessoas? Não sabemos, principalmente porque o que “as pessoas” disseram nestas eleições foi que não têm problemas ou, se os têm, não é através de cruzinhas em boletins que os resolvem.
Também de parabéns está o PSD, que conseguiu a proeza de obter um resultado verdadeiramente histórico. O doutor Rio já explicou que “[a abstenção] não é uma vitória para quem não vota”, o que, provavelmente, significará que a abstenção é uma vitória para quem vota. Isto não só parece insultuoso para quem queria ver programas tão bons de televisão – como o “Missão 100% Português” ou “O Preço Certo em euros” – e aguentava estoicamente com propaganda eleitoral do doutor Marinho Pinto, como parece insultuoso para qualquer baterista que não consegue manter o tempo certo dos tempos que correm. Seja como for, está tudo verdadeiramente empenhado para que os resultados do partido nas próximas eleições legislativas sejam ainda mais espectaculares, pelo que os parabéns se estendem também ao empenho dos militantes por garantirem aguentar o estado comatoso durante o Verão.
O PS foi um vitorioso tímido, admito, mas está de parabéns na mesma por conseguir acabar com a austeridade, com os incêndios florestais, com a saúde, com a educação e com a esperança de o país não se assemelhar a uma valente merda. A recompensa por tão meritório trabalho é a oportunidade de apunhalar os socialistas franceses com uma mega-geringonça europeia entre liberais e outros profissionais do esquecimento colectivo.
O Bloco de Esquerda também está de parabéns pelo aburguesamento que permite encurralar o PCP nas manifestações de professores que se propiciam para o início do ano lectivo, podendo aumentar assim, tão merecidamente, o tempo de férias dos estudantes, de preferência até Dezembro ou – porque não? – Maio de 2020. Férias alargadas permitiriam uma maior rentabilização do prédio Robles, pelo que só podemos estar de acordo. Aliás, sem aulas, acabaria o problema da doutrinação LGBTi++, o que mataria dois coelhos com um Sócrates só.
O PAN também está de parabéns pela aparatosa votação. Entre as focas amestradas, os rugidos de leão e a quantidade de girafas a tentarem chegar mais alto que os outros nos restantes partidos, uma agremiação sobre animais e natureza não só é adequada ao país como representa o único voto possível para as pessoas que querem é que as deixem em paz.
Em jeito de conclusão, só me resta agradecer a todos os partidos o magnânimo esforço feito para que não se discutissem “as questões europeias”. Há limites ao que uma pessoa consegue suportar.
A ferramenta política que faz falta à Direita
É absurdo que não haja um único partido de Direita ou um qualquer orgão de comunicação social que não tenha um repositório, um arquivo classificado (basta um bom ficheiro excel), actualizado diariamente com todos, todos os “casos” envolvendo o governo e membros do governo desde que a geringonça chegou ao poder.
Seria uma ferramenta política poderosíssima e estou em crer que seria um dos investimentos de maior retorno eleitoral.
Em vez de PSD, CDS, Aliança e Iniciativa Liberal andarem a perder tempo em tentativas à pressa de montar uma coligação e/ou um programa conjunto que não verá a luz do dia em tempo útil das próximas eleições, talvez fosse mais fácil e práctico criar uma espécie de serviços partilhados entre todos.
*
Os jovens do “capitalismo não é verde”…
… estão dispostos a usar tripa de porco em vez de preservativos Durex?
… estão dispostos a colher a alface do campo, tirar a terra das folhas em sua casa e dispensar os insecticidas que impedem a existência dos bichinhos na salada?
… estão dispostos a deixar de regressar da discoteca de Uber?
… estão dispostos a ir buscar laranjas ao campo em vez de comprar um sumo de fruta na loja de conveniência?
… estão dispostos a deixar de usar o Instagram?
… estão dispostos a deixar de viajar na Ryanair?

Neo-fascismo
O neo-fascismo socialisto-bloquista é este.

Pós-Europeias
A minha análise das eleições Europeias foi feita por antecipação quando escrevi “Os erros dos críticos de Rui Rio” e “Refundar a Direita: PSD vs CDS“. Não vejo necessidade de alterar ou acrescentar algo de muito substancial ao que aí foi dito.
Certamente, os convidados principais e os participantes na próxima tertúlia que a Oficina da Liberdade organiza terão muito mais a dizer do que eu. Fica desde já o convite a todos os leitores do Blasfémias a participarem na próxima sexta-feira (31 de Maio) às 21h30 na conversa com Eduardo Cintra Torres e Pedro Silva Martins que será moderada por Manuel Pinheiro e decorrerá no Círculo Eça de Queiroz, no Largo Rafael Bordalo Pinheiro 4, no Chiado em Lisboa.

ainda vale a pena votar?
Sobre o fenómeno das elevadas percentagens das abstenções (porque não são todas iguais) e que hoje as eleições europeias confirmam, o meu artigo ontem publicado no Sol:
«A crise das democracias ocidentais, que nos tem dado resultados eleitorais exóticos e feito emergir partidos de extrema-esquerda e de extrema-direita, alguns dos quais com presença em governos de países da União Europeia, como atualmente sucede em Portugal e na Itália, não é mais do que o refluxo da descrença atual dos cidadãos no sistema da representação política.
A teoria de que a nação se faz representar, através do voto, em políticos eleitos que usam os poderes de soberania para defenderem os interesses e os pontos de vista daqueles que os lá puseram foi uma engenhosa criação do famoso Abade Siéyés, em pleno dealbar da Revolução Francesa, para contornar a inexequibilidade da doutrina da soberania popular, una, indivisível e intransmissível, de Jean-Jacques Rousseau, na altura ainda o santo padroeiro da nova França. Desse modo, instituindo assembleias eleitas donde sairiam governos com legitimidade democrática nacional, ficava resolvida a velha questão da origem do poder, passando-o para as mãos do «povo» e dos seus representantes, abandonando, de vez, o paradigma da sua origem divina.
Acontece que, hoje, na maioria das democracias ocidentais, se assiste a um profundo e continuado descrédito da representação política. É como se, cada vez mais, os cidadãos se sentissem divorciados de quem os governa, convencidos de que, uma vez depositado o voto na urna, deixam de contar na condução da política. Nessa medida, o sentido actual do voto e, no fim de contas, da própria democracia, seria aquilo a que Karl Popper chamou um «valor negativo», ou seja, apenas serve para destituir quem governa e não tanto para eleger os «nossos» governantes.
Esta sensação de esvaziamento da democracia e da política, cujas razões múltiplas não cabem aqui desenvolver, tem duas consequências directas evidentes: o aumento da abstenção, por parte daqueles que, pura e simplesmente, já «não querem saber», e o crescimento dos populismos e dos radicalismos, que exploram este descontentamento e falam directamente aos eleitores sobre as suas maiores ansiedades com soluções demagógicas e fictícias, que exploraram os temores e as inseguranças das populações.
Em vésperas das eleições para o Parlamento Europeu, após uma campanha eleitoral a todos os títulos miserável, quando é de esperar que a abstenção, em Portugal, ultrapasse os 70% e os partidos da extrema-direita anti-europeísta possam formar o maior grupo parlamentar dos 751 deputados europeus, é necessário reflectir seriamente sobre as causas que levam os cidadãos ao desinteresse e à revolta.»
Marca d’água
E ela é assim pessoa para que altura?
Já se questionou por que razão os jornalistas em peso conotam agora tudo o que mexe de forma musculada à direita de extremistas, de radicais, de instigadores ao ódio? Pense. Reflicta. O que mudou no Mundo para que de repente haja uma perseguição à liberdade de expressão – atropelando as Constituições dos países democráticos – daqueles que fazem contraditório à agenda marxista globalista ao ponto de os perseguirem, banirem, silenciarem e até prenderem? Eu explico: mudou a percepção dos povos sobre a grande mentira que é o socialismo provocando o derrube dessa ideologia nas urnas e isso gerou o pânico das esquerdas mundiais que pensavam ter tudo sob controlo.
Citando Charles August Lindbergh: “a radical is one who speaks the truth” e é um facto inegável. Hoje para ser-se chamado de radical basta ousar falar a verdade. Nos tempos que correm onde a mentira foi institucionalizada, ensinada e repetida ao longo destas décadas de suposta “democracia”, tornou-se um acto heróico enfrentar as agendas políticas de subversão da sociedade. E não é mesmo para qualquer um. É preciso bravura e determinação para aguentar o embate massivo dos idiotas úteis que sofreram de lavagem cerebral e não conseguem ver senão através dos olhos e pensamento dos outros. Questionar? Duvidar? Pesquisar? Nem pensar. Não se questiona os “deuses do pensamento único e absoluto”. O que eles afirmam é doutrina. É para seguir sem contestação. É para imitar sem por em causa. Isto não vos faz lembrar nada? Não? Eu ajudo: as ditaduras fascistas e comunistas. É o regresso em força do fascismo que tal como expliquei com factos em várias crónicas, não é nem nunca foi de direita porque é uma ideologia revisionista socialista.
Chamar aos outros o que se pratica é técnica antiga de perseguição com vista a lançar medo até ao silenciamento final. É o receio de ser rotulado que cala muita gente de dizer o que realmente sente e pensa. E quando esta prática é seguida de detenções e condenações, maior é o medo, maior é o controlo, maior é a submissão. Ironicamente todos aqueles que enaltecem a conquista da “liberdade” de Abril pelo fim da censura e perseguição política são hoje os que a praticam sem escrúpulos e exigem sua reposição em nome da manutenção da liberdade. Um total contra senso. Mas claro, censura e perseguição socialista é legítima em nome da “liberdade”, certo?
Não se pode falar em democracia e exercer exactamente o seu contrário. Dizer-se que hoje somos livres e aprovarmos em simultâneo a censura legalizada. Mas é o que está a acontecer à revelia da Constituição dos países democráticos onde a liberdade de expressão é inviolável. Faz sentido? Sim. Principalmente quando os senhores todos poderosos do Mundo têm uma agenda de… esquerda. E porquê de esquerda? Porque é a ÚNICA que constrói uma sociedade de dependentes manipuláveis.
Por outro lado, é preciso esclarecer de uma vez que não há partidos de extrema-direita em Portugal porque são proibidos e o Tribunal Constitucional jamais os aprovaria. Nos seus programas não são sequer contra etnias, contra homossexuais, contra imigração (vá ler todos sem excepção). Mas há extrema-esquerda (porque a Constituição Portuguesa diz explicitamente que a sociedade a criar tem de ser tendencialmente socialista) e essa anda de mãos dadas com o PS e para cúmulo é levada ao colo pelos jornalistas. Somos o único país europeu com extremistas de Esquerda (aqueles cuja ideologia visa um Estado totalitário) em aliança com o governo e pelos vistos não é considerado ameaça. Estranho país, este.
Sejamos claros. Não existe em Portugal extrema-direita nem a extrema direita é o que que dizem ser. O termo foi adulterado propositadamente. Era preciso depois da monstruosidade que foi a imposição forçada da ideologia socialista por Lenine e Estaline na ex-URSS colar à direita outra monstruosidade, mesmo sendo absolutamente falso, como foi Hitler e Mussolini que eram socialistas nacionalistas. Extrema direita é exactamente o oposto da extrema-esquerda. Em bom rigor, a ideologia política da extrema esquerda defende um Estado totalitário, forte e omnipresente em toda a vida económica e social do país enquanto o extremo à direita é exactamente o inverso: um Estado totalmente ausente, numa sociedade completamente livre em todos os segmentos. Ou seja, extrema direita seria pois uma sociedade anárquica sem Estado onde os indivíduos seriam absolutamente livres de viverem como quisessem. Foi a distorção propositada do significado do termo que levou à colagem falsa usada agora pelo jornalistas de que a extrema-direita é aquela que persegue emigrantes, homossexuais e defende a supremacia da raça. Nada mais falso. Essas práticas existiram e existem mas em regimes extremistas de esquerda. A Cuba de Che Guevara homofóbico, racista, assassino em massa que usava de quaisquer meios para atingir a sua suposta sociedade superior e a África do Sul com a perseguição racial a brancos, são apenas uns exemplos. Factos históricos que ninguém pode adulterar segundo as conveniências de um grupo.
Por isso afirmar hoje o óbvio mesmo que comprovado pela História ou pela ciência é um acto revolucionário que os verdadeiros radicais fascistas extremistas não suportam.
Eu vou votar. Estou angustiado que chegue com isso, escusam de me fazer sentir pior. É, vou mesmo votar e por afinidades pessoais, não pela grandeza de ideias ou pela esperança do voto neste tipo de eleições ter qualquer significado. Lá vou eu, feito palhaço, limitado na minha liberdade de desenhar uma piroca ou algo que simbolize ainda melhor o que penso do parlamento europeu, do tipo de gente que o quer frequentar e do efeito que um carrinho comprado em Bruxelas, isento do equivalente belga do imposto automóvel, causa nos voluntaristas assanhados que se dispõem a assimilar o mantra da elite que sabe “por via democrática” o que quer o pasmacento povinho da sua terra.
Só não quero que fiquem a pensar que repito a proeza em Outubro. É que eleições não são substituição para as moribundas associações dramáticas que, nos tempos áureos, iam existindo pelo país fora.
Fazem favor de se ir manifestar diante da embaixada da República Popular da China. «Emissões que estão a destruir camada de ozono vêm de duas províncias da China produção do clorofluorocarboneto (CFC) 11 foi proibida em todo o mundo em 2010. Mas, em 2018, verificou-se que a taxa de declínio desse CFC tinha abrandado cerca de 50% desde 2012, o que significava que esta substância estava a ser lançada na atmosfera. Essas emissões vinham da China»
Não lhe ocorre que as tristes figuras do presidente da Comissão Europeia contribuam para o descrédito da UE?
Jean-Claude Juncker chama “estúpidos” a nacionalistas nas vésperas das europeias
Juncker abandona conferência de imprensa ao perceber que tem um sapato de cada cor
Jean-Claude Juncker: “Deixámos de nos amar uns aos outros. Perdemos a nossa libido coletiva
Juncker a cambalear. Comissão Europeia diz que não estava bêbado
Juncker garante que nada o liga ao esquema de fraude no Luxemburgo
…
A 31 de Março, na Praça da República aconteceu uma agressão grave na Praça da República em Paris. O caso tinha todos os ingredientes das notícias que rapidamente se tornam virais: Julia, a vítima, apresenta-se como mulher transgénero. À sua volta uma multidão masculina humilha e agride Julia. A cena foi filmada. Mas indignação nem vê-la. Por cá o EXPRESSO deu a notícia, referindo que Julia “foi surpreendida por três homens que a agrediram e insultaram em árabe“. O Correio da Manhã nem isso. Diz que a agressão partiu de “ homens, este domingo, enquanto participava num comício contra o presidente argelino, Bouteflika“.
Vamos ser claros: se o agressor não fosse um cidadão marroquino-argelino, a viver irregularmente em França desde 2017 mas sim, por exemplo, um lourinho de olhos azuis, e se agressão tivesse acontecido numa manifestação de católicos quantos editoriais, manifestos, apelos e declarações se teriam seguido?
Ps: «Várias associações LGBT condenaram o comportamento dos três agressores, lamentando também que elementos da polícia se tenham dirigido a Julia de forma preconceituosa, tratando-o por “senhor”» O lamentando também que põe ao mesmo nível os agressores e a polícia que tirou a vítima daquele inferno e de facto espantoso. Espantoso também foi o murro que Julia ainda conseguiu enfiar na cara do agressor porque, felizmente para Julia, no momento de levar pancada ainda conseguiu defender-se como poucas mulheres o fariam.
As eleições para mim…
… não servem para escolher “eleitos”, mas para mandar embora quem abusou do poder do estado e da legislação para se intrometer na minha vida.
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Badamerda para a extrema-direita
Batidos, a nova arma política contra a extrema-direita? – pergunta-se no site da Rádio Renascença. Linhas abaixo explica a activista-jornalista da redacção da Renascença-Esquerda.net: “Há um movimento em curso no Reino Unido. Desde o início do mês, foram registados quatro incidentes que envolveram políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita.”
Associados como? Os “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” provocam os incidentes? Agridem alguém? Devem fazer alguma coisa porque segundo o jornalismo-activista “foram registados quatro incidentes que envolveram políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita.”
Lida a notícia ficamos a saber que os “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” foram objecto de ataques com batidos por parte de pessoas sem filiação ideológica nem radicalismos, pelo menos a avaliar pelo que não se diz delas nestas notícias. Graças a Deus, no literal sentido da palavra pois estamos no site da Renascença, trata-se de um protesto não violento pois o “objetivo destes ataques é humilhar o alvo.“ (os batidos não devem ter lactose e ser vegan senão os que não sabe o que são que derramam em cima dos “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” não lhes tocavam que devem ser gente muito sensível.)
Por cá Ana Catarina Mendes escreve no Observador que “Só o socialismo democrático pode vencer a extrema-direita” Também me parece mais precisamente parece-me que o socialismo para vencer precisa do fantasma da extrema-direita e para tal transforma em extrema-direita gente que aceita e cumpre todas as regras da democracia e como aconteceu com os candidatos do PP, Ciudadanos e Vox em Espanha têm sido humilhados, cuspidos e fisicamente atacados (mesmo quando o candidato de extrema-direita em questão é uma mulher grávida de 9 meses).
Entretanto o socialismo democrático fica cada vez menos democrático e tenta sob a capa do combate à extrema-direita legalizar a censura. Hoje mesmo temos destacado esta notícia “Organização de ativistas online Avaaz denuncia 500 grupos suspeitos a atuar no Facebook em vários países europeus. Páginas ligadas à extrema-direita tiveram pelo menos 500 milhões de visualizações.” Nem uma fake news de extrema-esquerda. É bonito, não é?
Ps. Ah esqueci-me de dizer que o governo francês, sim o do sr Macron que tb quer combater a extrema direita, aprovou a utilização/acesso aos ficheiros dos doentes psiquiátricos por parte das polícias. Diz que é para combater o terrorismo.
Declaração de voto

Interlúdio
Eu, que não sou nada dado a estas coisas, leio o Observador de ontem e hoje e o que mais me causa empatia é a história recente desta família:

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And the winner is…
Algumas ilações após o derradeiro episódio da “Guerra dos Tronos”, a série de culto que, ao longo de 8 anos, foi-nos mostrando de forma muito acutilante e brutal que o mundo é o que é:
- Cuidado com os “libertadores”, trazem consigo os genes da tirania e da barbárie.
- Só uma arma de destruição maciça tem a clarividência para derreter o símbolo do poder.
- O “marcelismo” é função de alto risco: a perfídea degola-se, o bom senso torra-se, mais vale ser anão e cínico.
- Os reis também se elegem, desde que apenas pelos seus pares. Uma verdade de La Palisse que a ICAR conhece há mais de 2.000 anos.
- A independência do Norte é possível e pode ser consensual, “bifes” e catalães é que ainda estão na idade da pedra.
- Há regicidas bons, desde que considerados do lado vencedor e com História escrita por mão Amiga.
- Os governos são todos uma geringonça, seria óptimo que tratassem apenas do restauro dos bordéis.
- O mundo caminha e avança pela procura do desconhecido e de novos poderes e conquistas pelos espíritos mais voluntaristas, chamem-se Colombo, Cabral ou Arya, a coberto da cruz de Cristo ou do lobo dos Stark.
- Sorte madrasta a dos liberais: matar o amor pelo dever e ser anti-poder garante, quando muito, um exílio gélido junto de primitivos.
- A família é importante, está na base das nações, dos impérios, da guerra e até da paz. Mas e a verdadeira fonte do poder? Cherchez les femmes!!!…
Espero que se declare o estado de emergência climática nos terrenos da futura Cidade da Água
A moda da semana: declarar o estado de emergência climática. Ninguém sabe ao certo o que isso implica mas parece que se está a começar a usar. Pois eu acho muito bem que se declare o estado de emergência climática e muito consequentemente se suspenda a construção dessa pepineira chamada Cidade da Água na outra margem do Tejo. Aliás certamente que os jornalistas que escrevem as notícias sobre a Cidade da Água são robots que escrevem empolgados sobre a maravilhosa Cidade da Água (uma espécie de Expo em pobre) enquanto os jornalistas humanos escrevem sobre o aumento do número dos tsunamis e a subida do nível das águas do mar. Em que ficamos?
Estranho o silêncio em torno dos gilets noires
O aeroporto Roissy Charles-de-Gaulle foi invadido este domingo por uns auto-denominados Coletes Negros. Estes contestam opapel da Air France no reenvio aos seus países de origem dos migrantes indocumentados.

Se a greve ganhar a luta, ganhará a humanidade inteira
Há gente muito transtornada!
Apelam a uma gazeta às aulas e dizem com isso salvar a humanidade (e inteira!)
A “sociedade civil” e organizações de que fala a notícia são, por exemplo:
- Academia Cidadã
- Associação Vegetariana Portuguesa
- Climáximo
- Cultura no Muro
- Famalicão em Transição
- Instituto Irradiando Luz
- Linha Vermelha
- Espaço Musas
- Rede para o Decrescimento
- Zero
Isto não se inventa.
Só pode ser a sério!
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A malta dos anúncios
Os boletins de voto não cabiam na ranhura das urnas utilizadas para o voto antecipado. Quer dizer que ninguém experimentou colocar o duplo envelope na ranhura. (Muito expeditamente houve mesas em que a urna estava destapada e obviamente também se votou muito para lá da hora prevista) Também ninguém teve em conta que o voto era metido num envelope em branco que por sua vez era colocado dentro de um envelope onde um membro da mesa tinha de escrever: o nome completo do eleitor; o seu nº de BI/CC e a mesa/local onde votaria caso não tivesse votado antecipadamente. Enfim, para quem como eu votou antecipadamente era evidente que a coisa foi concebida para ser anunciada e não para funcionar de facto.
Ps. Quando vai ser o dia de reflexão das pessoas que votaram antecipadamente?
Fui deitar mais cedo
Hoje fui votar nas eleições europeias. O processo não podia ter sido mais simples: dia 9 de Maio fui ao site, coloquei o meu nº de BI, e email e recebi confirmação. Hoje fui votar normalmente, e sendo cedo não havia bicha na CM Porto.
Mas há que reconhecer que o processo, sendo uma evolução positiva, é ainda um luxo. E um luxo arcaico. Luxo porque só se pode votar antecipadamente nas ditas «capitais de distrito», únicos lugares onde há mesas de voto. O que impedirá os cidadãos que não morem nessas localidades ou arredores de usarem tal facilidade. O aspecto arcaico é o método. O nosso voto é colocado num envelope em branco, que por sua vez é colocado noutro envelope com o nosso nome e dirigido à secção de voto onde estamos registados. No dias das eleições a secção de voto abre esse envelope e coloca o meu voto na urna.
Seria muito mais lógico e simples se ao votar, o nome do eleitor fosse descarregado de um ficheiro único. Tal possibilitaria o voto em qualquer local que fosse mais apropriado ao eleitor, sem riscos de duplicação.
Os palpatines
Sem surpresa vejo que os socialistas do PS e do PSD estão de acordo quanto à defesa de uma «harmonização fiscal» na UE e contra a concorrência fiscal entre Estados.
O disparate desta gente é de tal ordem que se ultrapassam ao pior de si mesmos, pois essas medidas até seriam anti-federalistas e próprias de um estado centralizado e unitário.
E Berardo deixou-os nús
Ps. A propósito do capitalismo de Estado o BE fez mesmo isto? Têm a certeza que o autor disto não é o Steve Banon?

Nota de culpa a Joe Berardo
Numa imagem, o regime:

A marosca para financiar o PS
Ora bem: segundo se percebe pela leitura da peça do Observador, no mínimo António Costa permitiu consciente mas tacitamente o financiamento das actividades do PS nacional com fundos da União Europeia. Carlos Zorrinho, actual candidato nas listas às eleições Europeias, foi um operacional nas manobras que envolvem várias centenas de milhares de euros.
Convenientemente os media, comentadores e avençados avulso continuam entretidos com as comendas do Joe e as insígnias de Berardo e sobre este tema nada dizem.
Caso alguém acorde para o assunto, a história passará a contar-se como um caso desvio de euros por parte de um funcionário partidário, coisa – dir-se-à – que pode acontecer nas melhores famílias. A questão política e o envolvimento dos oligarcas será purificado.
Estou certo que o decoro e o respeitinho necessário ao caudilho não deixará de provar que tudo foi feito com a melhor das intenções e no escrupuloso respeito pela regras e pela lei.
Convicto estou que passará ainda o crivo do socialista código de conduta… de esgoto.

* P.S. (o acrónimo para post scriptum é especialmente irónico): da leitura da mesna peça jornalística, fiquei a saber que o dinheiro dos contribuintes é usado para financiar viagens ao Parlamento Europeu de convidados pessoais dos eurodeputados. Bondade comovedora.
As sondagens expressam cada vez mais aquilo que os eleitores acham que devem dizer, não em quem vão votar
17 de Maio de 2019: Austrália pode fazer pisca à esquerda nas eleições mais renhidas da última década
18 de Maio de 2019: Governo reeleito na Austrália contra todas as expectativas
