A ferramenta política que faz falta à Direita
É absurdo que não haja um único partido de Direita ou um qualquer orgão de comunicação social que não tenha um repositório, um arquivo classificado (basta um bom ficheiro excel), actualizado diariamente com todos, todos os “casos” envolvendo o governo e membros do governo desde que a geringonça chegou ao poder.
Seria uma ferramenta política poderosíssima e estou em crer que seria um dos investimentos de maior retorno eleitoral.
Em vez de PSD, CDS, Aliança e Iniciativa Liberal andarem a perder tempo em tentativas à pressa de montar uma coligação e/ou um programa conjunto que não verá a luz do dia em tempo útil das próximas eleições, talvez fosse mais fácil e práctico criar uma espécie de serviços partilhados entre todos.
*
Os jovens do “capitalismo não é verde”…
… estão dispostos a usar tripa de porco em vez de preservativos Durex?
… estão dispostos a colher a alface do campo, tirar a terra das folhas em sua casa e dispensar os insecticidas que impedem a existência dos bichinhos na salada?
… estão dispostos a deixar de regressar da discoteca de Uber?
… estão dispostos a ir buscar laranjas ao campo em vez de comprar um sumo de fruta na loja de conveniência?
… estão dispostos a deixar de usar o Instagram?
… estão dispostos a deixar de viajar na Ryanair?

Neo-fascismo
O neo-fascismo socialisto-bloquista é este.

Pós-Europeias
A minha análise das eleições Europeias foi feita por antecipação quando escrevi “Os erros dos críticos de Rui Rio” e “Refundar a Direita: PSD vs CDS“. Não vejo necessidade de alterar ou acrescentar algo de muito substancial ao que aí foi dito.
Certamente, os convidados principais e os participantes na próxima tertúlia que a Oficina da Liberdade organiza terão muito mais a dizer do que eu. Fica desde já o convite a todos os leitores do Blasfémias a participarem na próxima sexta-feira (31 de Maio) às 21h30 na conversa com Eduardo Cintra Torres e Pedro Silva Martins que será moderada por Manuel Pinheiro e decorrerá no Círculo Eça de Queiroz, no Largo Rafael Bordalo Pinheiro 4, no Chiado em Lisboa.

ainda vale a pena votar?
Sobre o fenómeno das elevadas percentagens das abstenções (porque não são todas iguais) e que hoje as eleições europeias confirmam, o meu artigo ontem publicado no Sol:
«A crise das democracias ocidentais, que nos tem dado resultados eleitorais exóticos e feito emergir partidos de extrema-esquerda e de extrema-direita, alguns dos quais com presença em governos de países da União Europeia, como atualmente sucede em Portugal e na Itália, não é mais do que o refluxo da descrença atual dos cidadãos no sistema da representação política.
A teoria de que a nação se faz representar, através do voto, em políticos eleitos que usam os poderes de soberania para defenderem os interesses e os pontos de vista daqueles que os lá puseram foi uma engenhosa criação do famoso Abade Siéyés, em pleno dealbar da Revolução Francesa, para contornar a inexequibilidade da doutrina da soberania popular, una, indivisível e intransmissível, de Jean-Jacques Rousseau, na altura ainda o santo padroeiro da nova França. Desse modo, instituindo assembleias eleitas donde sairiam governos com legitimidade democrática nacional, ficava resolvida a velha questão da origem do poder, passando-o para as mãos do «povo» e dos seus representantes, abandonando, de vez, o paradigma da sua origem divina.
Acontece que, hoje, na maioria das democracias ocidentais, se assiste a um profundo e continuado descrédito da representação política. É como se, cada vez mais, os cidadãos se sentissem divorciados de quem os governa, convencidos de que, uma vez depositado o voto na urna, deixam de contar na condução da política. Nessa medida, o sentido actual do voto e, no fim de contas, da própria democracia, seria aquilo a que Karl Popper chamou um «valor negativo», ou seja, apenas serve para destituir quem governa e não tanto para eleger os «nossos» governantes.
Esta sensação de esvaziamento da democracia e da política, cujas razões múltiplas não cabem aqui desenvolver, tem duas consequências directas evidentes: o aumento da abstenção, por parte daqueles que, pura e simplesmente, já «não querem saber», e o crescimento dos populismos e dos radicalismos, que exploram este descontentamento e falam directamente aos eleitores sobre as suas maiores ansiedades com soluções demagógicas e fictícias, que exploraram os temores e as inseguranças das populações.
Em vésperas das eleições para o Parlamento Europeu, após uma campanha eleitoral a todos os títulos miserável, quando é de esperar que a abstenção, em Portugal, ultrapasse os 70% e os partidos da extrema-direita anti-europeísta possam formar o maior grupo parlamentar dos 751 deputados europeus, é necessário reflectir seriamente sobre as causas que levam os cidadãos ao desinteresse e à revolta.»
Marca d’água
E ela é assim pessoa para que altura?
Já se questionou por que razão os jornalistas em peso conotam agora tudo o que mexe de forma musculada à direita de extremistas, de radicais, de instigadores ao ódio? Pense. Reflicta. O que mudou no Mundo para que de repente haja uma perseguição à liberdade de expressão – atropelando as Constituições dos países democráticos – daqueles que fazem contraditório à agenda marxista globalista ao ponto de os perseguirem, banirem, silenciarem e até prenderem? Eu explico: mudou a percepção dos povos sobre a grande mentira que é o socialismo provocando o derrube dessa ideologia nas urnas e isso gerou o pânico das esquerdas mundiais que pensavam ter tudo sob controlo.
Citando Charles August Lindbergh: “a radical is one who speaks the truth” e é um facto inegável. Hoje para ser-se chamado de radical basta ousar falar a verdade. Nos tempos que correm onde a mentira foi institucionalizada, ensinada e repetida ao longo destas décadas de suposta “democracia”, tornou-se um acto heróico enfrentar as agendas políticas de subversão da sociedade. E não é mesmo para qualquer um. É preciso bravura e determinação para aguentar o embate massivo dos idiotas úteis que sofreram de lavagem cerebral e não conseguem ver senão através dos olhos e pensamento dos outros. Questionar? Duvidar? Pesquisar? Nem pensar. Não se questiona os “deuses do pensamento único e absoluto”. O que eles afirmam é doutrina. É para seguir sem contestação. É para imitar sem por em causa. Isto não vos faz lembrar nada? Não? Eu ajudo: as ditaduras fascistas e comunistas. É o regresso em força do fascismo que tal como expliquei com factos em várias crónicas, não é nem nunca foi de direita porque é uma ideologia revisionista socialista.
Chamar aos outros o que se pratica é técnica antiga de perseguição com vista a lançar medo até ao silenciamento final. É o receio de ser rotulado que cala muita gente de dizer o que realmente sente e pensa. E quando esta prática é seguida de detenções e condenações, maior é o medo, maior é o controlo, maior é a submissão. Ironicamente todos aqueles que enaltecem a conquista da “liberdade” de Abril pelo fim da censura e perseguição política são hoje os que a praticam sem escrúpulos e exigem sua reposição em nome da manutenção da liberdade. Um total contra senso. Mas claro, censura e perseguição socialista é legítima em nome da “liberdade”, certo?
Não se pode falar em democracia e exercer exactamente o seu contrário. Dizer-se que hoje somos livres e aprovarmos em simultâneo a censura legalizada. Mas é o que está a acontecer à revelia da Constituição dos países democráticos onde a liberdade de expressão é inviolável. Faz sentido? Sim. Principalmente quando os senhores todos poderosos do Mundo têm uma agenda de… esquerda. E porquê de esquerda? Porque é a ÚNICA que constrói uma sociedade de dependentes manipuláveis.
Por outro lado, é preciso esclarecer de uma vez que não há partidos de extrema-direita em Portugal porque são proibidos e o Tribunal Constitucional jamais os aprovaria. Nos seus programas não são sequer contra etnias, contra homossexuais, contra imigração (vá ler todos sem excepção). Mas há extrema-esquerda (porque a Constituição Portuguesa diz explicitamente que a sociedade a criar tem de ser tendencialmente socialista) e essa anda de mãos dadas com o PS e para cúmulo é levada ao colo pelos jornalistas. Somos o único país europeu com extremistas de Esquerda (aqueles cuja ideologia visa um Estado totalitário) em aliança com o governo e pelos vistos não é considerado ameaça. Estranho país, este.
Sejamos claros. Não existe em Portugal extrema-direita nem a extrema direita é o que que dizem ser. O termo foi adulterado propositadamente. Era preciso depois da monstruosidade que foi a imposição forçada da ideologia socialista por Lenine e Estaline na ex-URSS colar à direita outra monstruosidade, mesmo sendo absolutamente falso, como foi Hitler e Mussolini que eram socialistas nacionalistas. Extrema direita é exactamente o oposto da extrema-esquerda. Em bom rigor, a ideologia política da extrema esquerda defende um Estado totalitário, forte e omnipresente em toda a vida económica e social do país enquanto o extremo à direita é exactamente o inverso: um Estado totalmente ausente, numa sociedade completamente livre em todos os segmentos. Ou seja, extrema direita seria pois uma sociedade anárquica sem Estado onde os indivíduos seriam absolutamente livres de viverem como quisessem. Foi a distorção propositada do significado do termo que levou à colagem falsa usada agora pelo jornalistas de que a extrema-direita é aquela que persegue emigrantes, homossexuais e defende a supremacia da raça. Nada mais falso. Essas práticas existiram e existem mas em regimes extremistas de esquerda. A Cuba de Che Guevara homofóbico, racista, assassino em massa que usava de quaisquer meios para atingir a sua suposta sociedade superior e a África do Sul com a perseguição racial a brancos, são apenas uns exemplos. Factos históricos que ninguém pode adulterar segundo as conveniências de um grupo.
Por isso afirmar hoje o óbvio mesmo que comprovado pela História ou pela ciência é um acto revolucionário que os verdadeiros radicais fascistas extremistas não suportam.
Eu vou votar. Estou angustiado que chegue com isso, escusam de me fazer sentir pior. É, vou mesmo votar e por afinidades pessoais, não pela grandeza de ideias ou pela esperança do voto neste tipo de eleições ter qualquer significado. Lá vou eu, feito palhaço, limitado na minha liberdade de desenhar uma piroca ou algo que simbolize ainda melhor o que penso do parlamento europeu, do tipo de gente que o quer frequentar e do efeito que um carrinho comprado em Bruxelas, isento do equivalente belga do imposto automóvel, causa nos voluntaristas assanhados que se dispõem a assimilar o mantra da elite que sabe “por via democrática” o que quer o pasmacento povinho da sua terra.
Só não quero que fiquem a pensar que repito a proeza em Outubro. É que eleições não são substituição para as moribundas associações dramáticas que, nos tempos áureos, iam existindo pelo país fora.
Fazem favor de se ir manifestar diante da embaixada da República Popular da China. «Emissões que estão a destruir camada de ozono vêm de duas províncias da China produção do clorofluorocarboneto (CFC) 11 foi proibida em todo o mundo em 2010. Mas, em 2018, verificou-se que a taxa de declínio desse CFC tinha abrandado cerca de 50% desde 2012, o que significava que esta substância estava a ser lançada na atmosfera. Essas emissões vinham da China»
Não lhe ocorre que as tristes figuras do presidente da Comissão Europeia contribuam para o descrédito da UE?
Jean-Claude Juncker chama “estúpidos” a nacionalistas nas vésperas das europeias
Juncker abandona conferência de imprensa ao perceber que tem um sapato de cada cor
Jean-Claude Juncker: “Deixámos de nos amar uns aos outros. Perdemos a nossa libido coletiva
Juncker a cambalear. Comissão Europeia diz que não estava bêbado
Juncker garante que nada o liga ao esquema de fraude no Luxemburgo
…
A 31 de Março, na Praça da República aconteceu uma agressão grave na Praça da República em Paris. O caso tinha todos os ingredientes das notícias que rapidamente se tornam virais: Julia, a vítima, apresenta-se como mulher transgénero. À sua volta uma multidão masculina humilha e agride Julia. A cena foi filmada. Mas indignação nem vê-la. Por cá o EXPRESSO deu a notícia, referindo que Julia “foi surpreendida por três homens que a agrediram e insultaram em árabe“. O Correio da Manhã nem isso. Diz que a agressão partiu de “ homens, este domingo, enquanto participava num comício contra o presidente argelino, Bouteflika“.
Vamos ser claros: se o agressor não fosse um cidadão marroquino-argelino, a viver irregularmente em França desde 2017 mas sim, por exemplo, um lourinho de olhos azuis, e se agressão tivesse acontecido numa manifestação de católicos quantos editoriais, manifestos, apelos e declarações se teriam seguido?
Ps: «Várias associações LGBT condenaram o comportamento dos três agressores, lamentando também que elementos da polícia se tenham dirigido a Julia de forma preconceituosa, tratando-o por “senhor”» O lamentando também que põe ao mesmo nível os agressores e a polícia que tirou a vítima daquele inferno e de facto espantoso. Espantoso também foi o murro que Julia ainda conseguiu enfiar na cara do agressor porque, felizmente para Julia, no momento de levar pancada ainda conseguiu defender-se como poucas mulheres o fariam.
As eleições para mim…
… não servem para escolher “eleitos”, mas para mandar embora quem abusou do poder do estado e da legislação para se intrometer na minha vida.
*
Badamerda para a extrema-direita
Batidos, a nova arma política contra a extrema-direita? – pergunta-se no site da Rádio Renascença. Linhas abaixo explica a activista-jornalista da redacção da Renascença-Esquerda.net: “Há um movimento em curso no Reino Unido. Desde o início do mês, foram registados quatro incidentes que envolveram políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita.”
Associados como? Os “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” provocam os incidentes? Agridem alguém? Devem fazer alguma coisa porque segundo o jornalismo-activista “foram registados quatro incidentes que envolveram políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita.”
Lida a notícia ficamos a saber que os “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” foram objecto de ataques com batidos por parte de pessoas sem filiação ideológica nem radicalismos, pelo menos a avaliar pelo que não se diz delas nestas notícias. Graças a Deus, no literal sentido da palavra pois estamos no site da Renascença, trata-se de um protesto não violento pois o “objetivo destes ataques é humilhar o alvo.“ (os batidos não devem ter lactose e ser vegan senão os que não sabe o que são que derramam em cima dos “políticos e candidatos ao Parlamento Europeu associados a movimentos nacionalistas de extrema-direita” não lhes tocavam que devem ser gente muito sensível.)
Por cá Ana Catarina Mendes escreve no Observador que “Só o socialismo democrático pode vencer a extrema-direita” Também me parece mais precisamente parece-me que o socialismo para vencer precisa do fantasma da extrema-direita e para tal transforma em extrema-direita gente que aceita e cumpre todas as regras da democracia e como aconteceu com os candidatos do PP, Ciudadanos e Vox em Espanha têm sido humilhados, cuspidos e fisicamente atacados (mesmo quando o candidato de extrema-direita em questão é uma mulher grávida de 9 meses).
Entretanto o socialismo democrático fica cada vez menos democrático e tenta sob a capa do combate à extrema-direita legalizar a censura. Hoje mesmo temos destacado esta notícia “Organização de ativistas online Avaaz denuncia 500 grupos suspeitos a atuar no Facebook em vários países europeus. Páginas ligadas à extrema-direita tiveram pelo menos 500 milhões de visualizações.” Nem uma fake news de extrema-esquerda. É bonito, não é?
Ps. Ah esqueci-me de dizer que o governo francês, sim o do sr Macron que tb quer combater a extrema direita, aprovou a utilização/acesso aos ficheiros dos doentes psiquiátricos por parte das polícias. Diz que é para combater o terrorismo.
Declaração de voto

Interlúdio
Eu, que não sou nada dado a estas coisas, leio o Observador de ontem e hoje e o que mais me causa empatia é a história recente desta família:

*
And the winner is…
Algumas ilações após o derradeiro episódio da “Guerra dos Tronos”, a série de culto que, ao longo de 8 anos, foi-nos mostrando de forma muito acutilante e brutal que o mundo é o que é:
- Cuidado com os “libertadores”, trazem consigo os genes da tirania e da barbárie.
- Só uma arma de destruição maciça tem a clarividência para derreter o símbolo do poder.
- O “marcelismo” é função de alto risco: a perfídea degola-se, o bom senso torra-se, mais vale ser anão e cínico.
- Os reis também se elegem, desde que apenas pelos seus pares. Uma verdade de La Palisse que a ICAR conhece há mais de 2.000 anos.
- A independência do Norte é possível e pode ser consensual, “bifes” e catalães é que ainda estão na idade da pedra.
- Há regicidas bons, desde que considerados do lado vencedor e com História escrita por mão Amiga.
- Os governos são todos uma geringonça, seria óptimo que tratassem apenas do restauro dos bordéis.
- O mundo caminha e avança pela procura do desconhecido e de novos poderes e conquistas pelos espíritos mais voluntaristas, chamem-se Colombo, Cabral ou Arya, a coberto da cruz de Cristo ou do lobo dos Stark.
- Sorte madrasta a dos liberais: matar o amor pelo dever e ser anti-poder garante, quando muito, um exílio gélido junto de primitivos.
- A família é importante, está na base das nações, dos impérios, da guerra e até da paz. Mas e a verdadeira fonte do poder? Cherchez les femmes!!!…
Espero que se declare o estado de emergência climática nos terrenos da futura Cidade da Água
A moda da semana: declarar o estado de emergência climática. Ninguém sabe ao certo o que isso implica mas parece que se está a começar a usar. Pois eu acho muito bem que se declare o estado de emergência climática e muito consequentemente se suspenda a construção dessa pepineira chamada Cidade da Água na outra margem do Tejo. Aliás certamente que os jornalistas que escrevem as notícias sobre a Cidade da Água são robots que escrevem empolgados sobre a maravilhosa Cidade da Água (uma espécie de Expo em pobre) enquanto os jornalistas humanos escrevem sobre o aumento do número dos tsunamis e a subida do nível das águas do mar. Em que ficamos?
Estranho o silêncio em torno dos gilets noires
O aeroporto Roissy Charles-de-Gaulle foi invadido este domingo por uns auto-denominados Coletes Negros. Estes contestam opapel da Air France no reenvio aos seus países de origem dos migrantes indocumentados.

Se a greve ganhar a luta, ganhará a humanidade inteira
Há gente muito transtornada!
Apelam a uma gazeta às aulas e dizem com isso salvar a humanidade (e inteira!)
A “sociedade civil” e organizações de que fala a notícia são, por exemplo:
- Academia Cidadã
- Associação Vegetariana Portuguesa
- Climáximo
- Cultura no Muro
- Famalicão em Transição
- Instituto Irradiando Luz
- Linha Vermelha
- Espaço Musas
- Rede para o Decrescimento
- Zero
Isto não se inventa.
Só pode ser a sério!
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A malta dos anúncios
Os boletins de voto não cabiam na ranhura das urnas utilizadas para o voto antecipado. Quer dizer que ninguém experimentou colocar o duplo envelope na ranhura. (Muito expeditamente houve mesas em que a urna estava destapada e obviamente também se votou muito para lá da hora prevista) Também ninguém teve em conta que o voto era metido num envelope em branco que por sua vez era colocado dentro de um envelope onde um membro da mesa tinha de escrever: o nome completo do eleitor; o seu nº de BI/CC e a mesa/local onde votaria caso não tivesse votado antecipadamente. Enfim, para quem como eu votou antecipadamente era evidente que a coisa foi concebida para ser anunciada e não para funcionar de facto.
Ps. Quando vai ser o dia de reflexão das pessoas que votaram antecipadamente?
Fui deitar mais cedo
Hoje fui votar nas eleições europeias. O processo não podia ter sido mais simples: dia 9 de Maio fui ao site, coloquei o meu nº de BI, e email e recebi confirmação. Hoje fui votar normalmente, e sendo cedo não havia bicha na CM Porto.
Mas há que reconhecer que o processo, sendo uma evolução positiva, é ainda um luxo. E um luxo arcaico. Luxo porque só se pode votar antecipadamente nas ditas «capitais de distrito», únicos lugares onde há mesas de voto. O que impedirá os cidadãos que não morem nessas localidades ou arredores de usarem tal facilidade. O aspecto arcaico é o método. O nosso voto é colocado num envelope em branco, que por sua vez é colocado noutro envelope com o nosso nome e dirigido à secção de voto onde estamos registados. No dias das eleições a secção de voto abre esse envelope e coloca o meu voto na urna.
Seria muito mais lógico e simples se ao votar, o nome do eleitor fosse descarregado de um ficheiro único. Tal possibilitaria o voto em qualquer local que fosse mais apropriado ao eleitor, sem riscos de duplicação.
Os palpatines
Sem surpresa vejo que os socialistas do PS e do PSD estão de acordo quanto à defesa de uma «harmonização fiscal» na UE e contra a concorrência fiscal entre Estados.
O disparate desta gente é de tal ordem que se ultrapassam ao pior de si mesmos, pois essas medidas até seriam anti-federalistas e próprias de um estado centralizado e unitário.
E Berardo deixou-os nús
Ps. A propósito do capitalismo de Estado o BE fez mesmo isto? Têm a certeza que o autor disto não é o Steve Banon?

Nota de culpa a Joe Berardo
Numa imagem, o regime:

A marosca para financiar o PS
Ora bem: segundo se percebe pela leitura da peça do Observador, no mínimo António Costa permitiu consciente mas tacitamente o financiamento das actividades do PS nacional com fundos da União Europeia. Carlos Zorrinho, actual candidato nas listas às eleições Europeias, foi um operacional nas manobras que envolvem várias centenas de milhares de euros.
Convenientemente os media, comentadores e avençados avulso continuam entretidos com as comendas do Joe e as insígnias de Berardo e sobre este tema nada dizem.
Caso alguém acorde para o assunto, a história passará a contar-se como um caso desvio de euros por parte de um funcionário partidário, coisa – dir-se-à – que pode acontecer nas melhores famílias. A questão política e o envolvimento dos oligarcas será purificado.
Estou certo que o decoro e o respeitinho necessário ao caudilho não deixará de provar que tudo foi feito com a melhor das intenções e no escrupuloso respeito pela regras e pela lei.
Convicto estou que passará ainda o crivo do socialista código de conduta… de esgoto.

* P.S. (o acrónimo para post scriptum é especialmente irónico): da leitura da mesna peça jornalística, fiquei a saber que o dinheiro dos contribuintes é usado para financiar viagens ao Parlamento Europeu de convidados pessoais dos eurodeputados. Bondade comovedora.
As sondagens expressam cada vez mais aquilo que os eleitores acham que devem dizer, não em quem vão votar
17 de Maio de 2019: Austrália pode fazer pisca à esquerda nas eleições mais renhidas da última década
18 de Maio de 2019: Governo reeleito na Austrália contra todas as expectativas
A propósito da realização de uma cimeira franco-espanhola sobre os ursos ou mais propriamente sobre os ataques dos ursos aos rebanhos, concluía Fernando Alves a propósito do urso pardo avistado no Gerês: “Talvez porque sejamos mais tolerantes e mais acolhedores para com o que nos procuram. Talvez isso explique que o urso avistado no Gerês tenha procurado o mel das colmeias e não as ovelhas dos redis.“
Joe anda à gosma há 12 anos
Tem sido notícia esta semana que o José Berardo deve mil milhões à banca portuguesa. A bem dizer, não é sequer notícia, é algo que se sabe há 12 anos. A população desconhecia é que nesses 12 anos nunca ninguém fez nada para receber o dinheiro, nem ninguém penalizou os incompetentes que lhe deram o carcanhol. Tais incompetentes ou coniventes (não há terceira hipótese), na sua esmagadora maioria já foram várias vezes ouvidos na Assembleia, mas portaram-se todos com grande dignidade, afirmando sempre não se lembrar de nada ou que cumpriram a lei. Usaram de muito decoro e nunca foram incomodados pelas senhores deputados, nem pelo ministério público nem pelas polícias apesar de serem responsáveis por um dos maiores roubos do século. Mas o José é que irritou os deputados.
Foi no ano de 2007 que o José pediu esse dinheiro todo, essencialmente para comprar acções do BCP. Ele não, a sua fundação que é uma «instituição particular de solidariedade social» e uma associação a que preside. Nenhum dos banqueiros que analisaram e decidiram tal pedido (ou que o incentivaram a fazer esse pedido segundo o José) se incomodou por uma fundação/associação sem bens solicitar tais montantes, para fins em tudo contrários ao seu objecto social.
Como era natural, passado pouco tempo, a situação financeira era complicada. E, em 2009, foi feito um «um acordo muito favorável na negociação do reforço das garantias do empréstimo de cerca de mil milhões de euros que o investidor fez junto dos bancos para comprar acções do BCP», com 3 bancos (CGD/BCP e BES): Sim, a «Banca salva Berardo da falência».
O tempo passou e nada sucedeu, tudo se mantinha na mesma: a dívida e a inacção dos bancos em executar as poucas garantias. O cliente José Berardo estava sossegado: nem lhe pediam o dinheiro nem o chateavam. Como aliás refere o actual presidente da associação de bancos (??), só em 2011 conseguiram ter uma ideia do património efectivo de José Berardo. O que diz muito sobre as fracas capacidades profissionais de quem dirige a banca portuguesa. Mas contabilisticamente aquilo era complicado para os bancos. Foi feita nova negociação em 2012, um Acordo Quadro assinado a 16 de Março de 2012. José continuava seguro e sossegado: só ao final de 6 anos é que teria de pagar 30% da dívida e o restante no 7º ano. Quem não gostaria de ter credores tão simpáticos?
Apenas agora, ao final de 12 anos, os 3 bancos accionaram o seu cliente devedor.
Atenção às letras pequenas
No meio das notícias sobre “o acordo histórico” nem enchem duas linhas as palavras que indicam que daqui a algum tempo, quando já não nos lembrarmos de nada e andarmos distraídos com outra coisa, a reivindicação que “continua em cima da mesa” vai ser satisfeita.
Não sei que diga disto…
De facto só se aproveita a campanha da Iniciativa Liberal… a IL é a prova viva do seguinte: presidentes de partido e candidatos que tenham conseguido terminar a ‘quarta classe’ acaba por dar jeito…
Este Guterres só visto
Além do mau gosto da camisa e a pança própria de quem não se mexe, temos ainda as ideias geniais do secretário geral Guterres: ‘Tax pollution, not people.‘
Não há palavras para descrever tal ignorância…
Que SNS é este?
Para perceber o que se passa hoje no SNS é preciso recuar-se no tempo. Aquando a sua “criação” – tal como o conhecemos hoje – António Arnaut, então ministro dos assuntos sociais, disse ao “O Jornal”: “A revolução de Abril vai chegar à saúde, uma saúde a que todos os portugueses têm igual direito. Não se trata de construir um hospital em cada localidade (…) mas de assegurar um serviço que responda eficaz e prontamente às necessidades do povo português, que dignifique o acto médico e evite o espectáculo degradante de longas filas de espera de consulta e a frustração daqueles a quem o funcionário diz para voltar no mês seguinte ou alguns meses depois (…). Numa sociedade democrática a caminho do socialismo não pode haver latifundiários de qualquer natureza e muito menos domínios da saúde pública por isso o SNS acabará com os exploradores da medicina“. Ou seja, o principal objectivo era estatizar a saúde usando o argumento de sempre: é tudo pelos pobrezinhos. Obviamente que houve oposição. A começar pela própria ordem dos médicos na época presidida pelo Dr. Gentil Martins que acusava o governo de querer estatizar a saúde e de acabar com o direito à livre escolha, posição igualmente assumida pelo CDS e PPD.
Ao contrário da propaganda esquerdista pós 25 Abril, o Estado Social nasceu no Estado Novo onde se decretou entre outros: o abono de família; a acção social escolar; a acção social no trabalho; a A.D.S.E.; as bolsas de estudo; as caixas de previdência; as caixas de reforma; as cantinas escolares; as casas do povo; as casas dos pescadores; a comissão para a política social relativa à mulher; a comissão permanente de reabilitação; os subsídios a diminuídos; o apoio social a emigração e imigração; o apoio a doenças profissionais; o contrato colectivo de trabalho; o apoio ao emprego e formação profissional e a habitação económica, são apenas alguns exemplos. Neste contexto, também o verdadeiro e efectivo pai do SNS foi, em abono da verdade, Baltasar Rebelo de Sousa, com a Reforma dos Centros de Saúde em parceria com Gonçalves Ferreira e Arnaldo Sampaio, que decorreu na década de 70 e que foi um considerável sucesso. No Centro de Saúde Pêro Pinheiro, por exemplo, havia pediatria, ginecologia, obstetrícia e dentista, com vários médicos de clínica geral, sempre disponíveis e sem marcação prévia. De salientar também que foi neste período que se iniciou a construção de inúmeros novos Hospitais , Sanatórios e beneficiação dos antigos, por todos os distritos.
A diferença é que durante o Estado Novo observou-se uma continuidade da política assistencialista, supletivista, caritativista, ao contrário do SNS actual, universalista suportado totalmente pelo Estado. O Estado Novo defendia que “ a assistência deve na mais larga medida possível ser exercida pelos particulares, cabendo ao Estado sobretudo a orientação superior e a coordenação de todas as actividades beneficentes.”
Ora, se o SNS veio revolucionar a saúde em Portugal com o seu “universalismo” e acabar com os “exploradores da saúde” porque razão observamos exactamente o oposto? Ao fim destes anos, temos um SNS degradado e caótico onde: se morre em longas listas de espera de meses ou anos para consultas ou cirurgia, consoante a especialidade; há legionella que mata em hospitais públicos; doentes com cancro sem poder fazer exames e que morrem à espera; equipamentos alugados a hospitais privados por serem obsoletos ou estarem avariados; não há roupas de cama lavadas nem material médico suficiente e faltam medicamentos; não há acesso aos melhores tratamentos oncológicos por serem caros; as instalações hospitalares estão degradadas por falta de manutenção; não há pessoal de enfermagem ou médico suficientes por isso centenas de doentes são tratados em corredores ou salas de espera por um único enfermeiro; a mortalidade infantil disparou; há centros de saúde que encerram; há inúmeras pessoas sem médico de família; há menos serviços prestados nos centros de saúde do que no regime anterior; os cuidados continuados não cobrem as necessidades; os idosos são abandonados em hospitais por falta de alternativas; a ala pediátrica do Joãozinho está há anos em contentores. Em suma, um serviço deplorável de saúde.
Mas há mais. Se o “verdadeiro” objectivo era combater os “exploradores da medicina” como foi possível tantos casos de corrupção que se multiplicaram no SNS? E já agora, por que razão há tantos candidatos a estudantes de medicina e poucas vagas, controladas pela Ordem dos Médicos, com tanta escassez de médicos em Portugal, sendo necessário recorrer a profissionais estrangeiros?
A verdade que ninguém ousa dizer é que o SNS está a morrer por via da “sovietização” do mesmo, que cria uma dependência total e absoluta no Estado. Um sistema que dá a ilusão do “direito universalista” à saúde mas não garante nem qualidade nem acesso a tratamentos, porque o Estado, sempre que não tem dinheiro para todos os seus desvarios com as elites, corta no essencial às populações, deixando-as sem qualquer poder de escolha. É a pura ideologia demagoga socialista posta em prática no SNS que conduz a estes resultados. Exactamente como em Cuba e na Venezuela.
É caso para dizer: mas que diabo de Serviço Nacional de Saúde universalista é este?
Fazer algo pela natureza e por nós
e de caminho combatendo o ambientalismo de sofá, likes e histerias em torno da salvação do planeta.
A Montis – Associação de Conservação da Natureza ainda precisa de 4 005€. para levar a cabo o seu projecto de compra de terrenos marginais que, tendo sido importantes na economia rural de um passado recente, actualmente não têm qualquer função social e são muito vulneráveis, nomeadamente aos grandes incêndios, pelo abandono de décadas a que foram votados. Este projecto da Montis desenvolve-se na serra do Açor (Pampilhosa da Serra), serra da Arada (S. Pedro do Sul) e serra do Caramulo (Vouzela).
Avô salva o mundo

Tenho a secreta esperança de que os netos de Guterres sejam ainda demasiado novos para terem vergonha.
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O terrorista de esquerda é sempre um líder histórico
O terrorista Josu Ternera foi preso. Os títulos das notícias da sua prisão em Portugal fazem a habitual transformaçáo do terrorista em líder histórico.
PUBLICO: Foi detido líder histórico da ETA em fuga há 17 anos
Observador: Detido Josu Ternera, ex-líder histórico da ETA, em fuga há 17 anos
LUSA segundo DN e CM : Ex-chefe político do grupo terrorista ETA Josu Ternera foi detido em França
EXPRESSO: Josu Ternera, histórico dirigente da ETA, foi detido em França
… O líder histórico ou ex-lider histórico (terá deixado de ser líder ou de ser histórico?) é responsável entre outros actos pelo atentado à casa quartel de Saragoça em 1987
Ps. O Expresso achou por bem ilustrar a fotografia da sua detenção com esta foto em que os históricos – há vários na foto – parecem estar a sair de uma festinha de família talvez de historiadores
