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E que tal os partidos terem sedes nos bairros sociais?

17 Junho, 2019

 

O CDS efectuou um levantamento exaustivo de todos os espaços não habitacionais desocupados/devolutos nos bairros municipais da cidade de Lisboa, tendo contabilizado um total de 283 espaços vazios (ou pelo menos sem ocupação permanente conhecida).

Vai daí o CDS propôs entre outras coisas a isenção do pagamento de renda por um período de 10 anos, mediante a prestação de caução, para quem ali abrir uma empresa.

Lamento informar o CDS mas a proposta vai acabar como as anteriores: com as lojas vazias. Para resolver o problema a contento de todos seria bem melhor que se  transformassem as lojas em habitações. Certamente que esses espaços seriam ocupados. Entretanto proponho que a cada partido seja atribuída uma sede nesses bairros. Assim ficava tudo mais esclarecido.

Não era possível fazer mais

17 Junho, 2019

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A reserva de índios

16 Junho, 2019

O país fora das áreas metropolitanas é cada vez mais encarado como uma espécie de reserva etnográfica,  onde toda e qualquer actividade que gera riqueza e emprego é vista como descaracterizadora.

Na cidade eles adoram a dieta mediterrânica, fazem do azeite uma espécie de elixir mas no campo estão em cruzada contra o olivail intensivo mas sem olival intensivo não há azeite que chegue para tanta dieta mediterrânica.

Na cidade o PEV e o PAN são a favor dos automóveis  eléctricos mas no campo não querem minas para a  exploração de lítio. Ora sem lítio não há baterias e sem baterias os automóveis elećtricos não andam. 

 

 

Portugal, país slime

16 Junho, 2019

Sou filha, neta, bisneta, sobrinha… dessa gente a quem as élites lisboetas chamavam ratinhos, depois patos bravos, depois empresários de vão de escada, depois os patrões mais estúpidos do mundo ou, vá lá, menos cultos da Europa.

É verdade que não tinham estudado. Alguns aliás só fizeram a quarta classe quando precisaram de tirar a carta de condução. Toda esta gente nasceu pobre, num interior longe de tudo mas com uma determinação de viver melhor que chocava com as teses que os cultos, os que sabiam fazer empresas embora não as fizessem, tinham para os libertar, para os fazer evoluir e, diziam, para lhes dar consciência de classe.

Indiferentes a tanto propósito de libertação e de conscencialização, eles fizeram-se à vida. Muitos criaram as tais empresas de vão de escada. Nada disto hoje seria possível. E não porque as empresas de vão de escada tenham dado lugar a grandes empresas mas tão só porque as empresas para sobreviver precisam agora que os seus proprietários frequentem os gabinetes dos directores de serviço, dos presidentes das comissões e das autarquias, dos ministros…

Toda a actividade económica é suspeita até prova em contrário

16 Junho, 2019

As entidades que exercem atividades imobiliárias têm partir do próximo dia 26 novas obrigações de identificação, controlo e comunicação de operações de compra, arrendamento, venda ou permuta de imóveis. Por exemplo,   as entidades com atividade imobiliária passam a estar  obrigadas a ter um registo escrito das informações recolhidas, que deve ser mantido por sete anos, e a definirem modelos de gestão de risco de forma a identificar operações suspeitas de branqueamento ou de financiamento do terrorismo.

Têm também de estar atentas a “indicadores de suspeição”, sendo que a legislação passa também a prever uma “pesada” moldura penal e contraordenacional que pode implicar penas de prisão entre os dois e os 12 anos e multas de milhares de euros.

As empresas do setor com mais de cinco colaboradores passam também a estar obrigadas a ter um Responsável pelo Cumprimento Normativo (RPN).

Aceitam-se propostas para a foto de 2020

15 Junho, 2019
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2018 Julho “Esperar para ver”. Marcelo não fala sobre o impacto das 35 horas na saúde

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2019. Junho. Administração pública. Faltam 45 mil trabalhadores para compensar redução para as 35 horas

A falsa “emergência” climática

14 Junho, 2019

Em 2009 rebentou um escândalo que viria a abalar a agenda do “Apocalispe Climático”: uma fuga de e-mails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia no Reino Unido, chefiada por Phil Jones, revelava que um grupo de cientistas americanos e britânicos, concertados entre si, mentiram sobre o suposto aquecimento global antropogénico. O Climategate, – como passou a ser chamado – e denunciado cá pelo Expresso, feriu de morte a Conferência de Copenhaga, que se seguiu nesse ano, tendo sido por isso um fiasco. Esta revelação acabou com a farsa da “emergência” climática? Não. Ela segue e aqui explico porquê.

Expresso Delgado Domingos Climategate é um dos maiores escândalos científicos da História

Com efeito, a descoberta não podia ter sido mais chocante. As milhares de mensagens e  documentos anexos não deixavam dúvidas: para justificar um aquecimento global inexistente, foram manipulados dados climáticos; houve obstrução ao acesso por outros cientistas aos dados e pesquisas que serviam de base para a “teoria” do aquecimento; houve redefinição do processo de revisão científica a fim de manter diferentes pontos de vista fora da literatura científica; houve  discussão para afastar um investigador céptico, da sua posição de editor num importante jornal científico; houve preocupação em esconder as divergências entre temperaturas observadas com as fictícias; houve abordagem sobre uma completa falta de aquecimento na última década. Ainda, num dos mails de Phil Jones pode ler-se: “o mundo vai cair sobre mim se eu disser que o mundo esfriou a partir de 98”.  E noutro:  “você sabe que não sou político no máximo gostaria de ver a mudança climática acontecer de modo a que a ciência pudesse ser provada”. Dúvidas? Continuemos…

Mas quem era afinal este Dr. Phil Jones? Nada mais nada menos do que o homem mais influente no IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) por seu registo da temperatura global ser o mais importante dos 4 conjuntos de dados de temperatura  que servem de base no IPCC e governos para sustentar a “teoria” do aquecimento. Também é a peça chave do grupo restrito de cientistas responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico a que chamaram de “hockey stick” de Michael Mann (um amigo dos tempos de universidade de Jones), responsável pela inversão da história do clima ao declarar que após 1000 anos de temperaturas em declínio, as temperaturas globais tinham disparado para níveis nunca antes registados. Apesar deste gráfico eliminar o Período Quente Medieval que é um facto científico, foi o ícone do movimento do aquecimento global de origem antropogénica.

Porém, em 2003, não tardou a contestação aos dados estatísticos utilizados para criar o “hockey stick” quando um perito canadiano, Steve McIntyre,  denunciou que os dados estavam enviesados. Descobrira que Dr. Hansen, através da manipulação dos programas de computador,  no seu registo de temperatura no GISS (Goddard Institute for Space Studies), alterou dados ao reduzir temperaturas passadas e ajustar em alta as recentes. Resultado? Ameaças e acusações de que estava ao serviço dos interesses petrolíferos. Pois…

Faziam parte da lista desta “elite” científica do IPCC , não só a equipa do “hockey stick”  Dr. Mann,  Dr. Jones e o seu colega da CRU, Keith Briffa,  como também Ben Santer, responsável pela controversa revisão de passagens chave do relatório do IPCC de 1995; Kevin Trenberth responsável pelo alarmismo sobre a actividade dos furacões junto do IPCC; Gavin Schmidt o braço direito  de Al Gore;  o Dr. James Hansen cujo registo de dados de temperatura no Goddard Institute for Space Studies é o segundo mais importante a seguir ao da CRU. Este pequeno grupo de cientistas foi durante anos o mais influente na promoção do alarme do aquecimento global em todo o mundo através do papel que desempenharam no cerne do IPCC da ONU. 

Depois deste escândalo ficou claro que a “teoria” do aquecimento global não passava de uma farsa levado a cabo por um grupo minúsculo mas coeso de cientistas em promiscuidade com os governos e ONU. Assim sendo porque se continuou a alimentar a farsa? A resposta é tão simples: dinheiro. Biliões, triliões  dele.

“You may fool all the people some of the time, you can even fool some of the people all of the time, but you  cannot fool all of the people all the time.” (Abraham Lincoln)

O início desta saga deu-se com Margaret Thatcher quando em 1974 previsões apocalípticas (sim, outras!) apontavam para um arrefecimento global. Defendia-se que se se aumentasse o CO2 ( ironicamente nesta altura este gás era amigo do ambiente) aqueceria a terra dando como solução o aumento de consumo de petróleo e carvão. A crise no sector e falta de confiança no Médio Oriente, levaria Thatcher a virar-se para a energia nuclear e para justificar a necessidade de aumento de centrais, pôs dinheiro à disposição dos cientistas para desenvolver estudos fiáveis para comprovar se havia relação do CO2 no aquecimento e assim poder justificar a  viabilidade do projecto. Nasce o IPCC e o 1º relatório, dando um volte-face aos dados científicos de então: a Royal Society que até à data sustentava estudos de que o sol  era a causa das alterações climáticas, passa meses depois para o CO2 anulando dados de décadas. Os cientistas descobrem assim que tem de haver um problema para que o dinheiro (muito dinheiro) flua e o clima passou a ser um negócio, uma indústria que gere biliões e emprega igualmente milhões de pessoas. Sem saber Thatcher abrira a caixa de Pandora. Foi o inicio da politização do clima.

Não há emergência climática provocada pelo CO2 sustentada pela ciência. Nenhuma mudança nos últimos 1000 anos pode ser explicada pelo CO2.  A história do clima estima que no passado mais distante, a atmosfera terá chegado a conter uma concentração de CO2 dez vezes (0,4%) superior à actual (0,04 %). A contribuição humana nos últimos 200 anos para esta concentração de CO2,  foi de 0,012%, para um total de 0,041% da atmosfera, ou seja, 1,2 moléculas de CO2  por cada 10 000 dos outros gases que constituem a atmosfera. Uma insignificância.

O clima independentemente da quantidade de CO2 na atmosfera, já foi mais quente e já foi mais frio. Há 200 anos tivemos uma Pequena Idade do Gelo onde pinturas mostram o Tamisa gelado. Ainda antes deste, o Período Quente Medieval que foi um período muito próspero de muitos vinhais na Inglaterra. Muito antes, na Idade do Bronze, outro período muito quente, “O Máximo de Holocero”, mais quente que o registado hoje. O Polo Norte que aumenta e diminui há anos, tem a sua dinâmica própria.  A Gronelândia, 1000 anos antes, era mais quente e a prova é que, a estação lá construída, hoje está submersa de neve e gelo. As temperaturas iniciaram subida em 1940 sem revolução industrial e no boom da industrialização, baixaram por 4 décadas! O CO2 é produto do aquecimento e não ao contrário ou seja, quando há uma subida de temperatura, 800 anos depois há maior concentração; quando arrefece, 800 anos depois, desce a concentração.

Sabemos hoje que é o sol que dirige o clima onde o CO2 é irrelevante.  Que as manchas solares têm uma relação com as mudanças climáticas: mais manchas, mais frio; menos manchas, mais calor. Que o clima é controlado pelas nuvens; que as nuvens são controladas pelos raios cósmicos e que os raios cósmicos são controlados pelo sol. Que os fenómenos naturais são causados pela diferença de temperatura entre os trópicos e os pólos. Que o aumento do mar não tem a ver com degelo mas sim com expansão térmica dos oceanos – um processo longo e lento.

Sabe-se já isto tudo cientificamente provado mas não basta para abalar uma simples “teoria” que não passa de mera hipótese de uns míseros burocratas que nada mais querem senão triplicar os fundos para esta causa  por uma questão de sobrevivência própria; que querem continuar a manter o 3 mundo pobre por não poder  explorar seus recursos naturais em carvão e petróleo e impedir de desenvolver-se como se pode constatar nos documentos vazados na Cimeira de Copenhaga.

Por isso Guterres é a marioneta ideal para estar à frente da ONU; Greta a menina inocente  ideal para ser  instrumentalizada e dar novo alento a esta farsa; e Trump é tão odiado por ter tido a ousadia de se opor a esta agenda. E os marxistas? Porque o CO2 representa a industrialização pelo capitalismo, o marxismo anti-capitalista viu uma oportunidade de propagar ideologia anti-carros, anti-crescimento, anti-EUA e dedicar-se ao activismo ambientalista pago pelos governos para parasitar nele.

Aprenda que existe Ambiente, Poluição e Clima. Os dois primeiros dependem totalmente do Homem e a ele e só ele cabe o dever de cuidar e promover a sustentabilidade dos recursos; o último nunca foi da sua responsabilidade e a sua influência  real nessa mudança não está ainda comprovada, é uma mera hipótese.

Haverá sempre mudanças climáticas com ou sem humanos na Terra e o Homem nada pode fazer para o impedir, apenas mitigar as consequências como no passado.

Saiba mais aqui:

E aqui:

E também aqui:

O meninos do ISCTE vão cavar as courelas dos avós?

14 Junho, 2019

O Governo estabeleceu um novo método de avaliação de terrenos e cálculo do IMI, que deverá entrar em vigor já no próximo ano. Este irá basear-se na aptidão dos solos e no seu uso efetivo. Na prática, fará com que os proprietários que deixarem ao abandono os seus terrenos rústicos vão pagar Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) mais elevado

Isto é um saque fiscal puro e simples. Não existe um cadastro rústico em Portugal. Existe o mundo das Finanças mas quando se tentam cruzar as cadernetas das Finanças com as do Território constata-se que boa parte do país não tem sequer cadastro. O memso Estado que para efeitos fiscais diz que sabe avaliar o uso efectivo dos terrenos rústicos é o mesmo que quando o país arde confessa não ter cadastro dos terrenos.

Peça-se Pesquisa de prédios do Cadastro Geométrico da Propriedade Rústica e chega-se a este mapa

 

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O único problema para o planeta que vejo nesta foto é que as calças estão a debotar a olhos vistos

13 Junho, 2019

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Ps. A propósito de terras que vão ficar submersas, o camarada Guterres já se pronunciou sobre o projecto da Cidade da Água que tanto anima este governo e a câmara de Almada? É que se Guterres mantiver em Portugal o que diz pelo mundo temos de admitir que não passa de uma fraude a dita Cidade da Água que a empresa pública Baía do Tejo e  a Câmara de Almada andam a vender pelo mundo ao capitalismo sem rosto e aos nefandos fundos imobiliários. Ou quando passa o Tejo Guterres veste um fato novo e isso da subida do nível das águas do mar não se aplica às câmaras socialistas?

Portanto o Trump é culpado seja do que for e o Lula inocente. É isso?

13 Junho, 2019

A comunicação social portuguesa está no seu melhor: ora faz destaques com a culpabilidade de Trump ora com a possibilidade da libertação de Lula.  Ambas as coisas lhe parecem justas e verdadeiras.

A maçonaria pode muito

13 Junho, 2019

A fotografia assim a apontar para o céu escamoteia o estado de degradação envolvente: esta dita biblioteca está integrada nuns edifícios de habitação social cujo nível de degradação é bem visível ao nível do chão.

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Não sei que tipo de biblioteca será mais adequado para aquele local – infantil, de bairro – mas há duas coisas  a ter em conta: a proliferação em Lisboa de espaços municipais  destinados a fazer da maçonaria um sinónimo de liberdade levou a disparates como o desta Biblioteca-Museu República e Resistência (BMRR) que em nada a não ser na despesa  acrescenta ao Museu do Aljube – Resistência e Liberdade.

Entretanto um dos espólios mais importantes CML – o de jornais e revistas – saiu  do Largo da Misericórdia e foi despejado numas instalações manifestamente desadequadas ali para a Estrada da Luz.  Foi despejado é um modo de dizer pq boa parte do espólio está depositado noutro local, A sala de leitura parece um cubículo. O que levou a a CML a instalar ali a Hemeteca é um caso digno de estudo.

(Aliás  a escolha da CML dos edifícios para instalar bibliotecas e arquivos a sério parece ser norteada pelo critério do pior possível: o arquivo municipal instalado no Bairro  da Liberdade é uma espécie de monumento  à má construção e insalubridade)

 

 

Antes batiam à porta

12 Junho, 2019

Tinha decidido que precisava de uns calções e de sandálias, fui ao Instagram ver o que se usa. Baralhado com as combinações possíveis – não tenho tatuagens, mas posso ter fungos; não tenho barba pelos mamilos, mas posso adquirir piolhos; não depilo as pernas, mas não tenciono andar de bicicleta na estrada nacional – decidi pedir ajuda a um amigo influencer. Liguei para casa dele e atendeu-me a mãe, que, tentando explicar que influencer não é o termo certo para um homem solteiro de quarenta e oito anos que ainda vive na casa dos pais idosos sem contribuir com um tostão, me deu o número de WhatsApp do jovem.

Após falar com ele, dei comigo inscrito nas Testemunhas de Jeová, vou receber durante oitenta e nove meses os restantes volumes da Enciclopédia Britânica (edição de 1973) e, apesar de ter um aspirador novo em folha que canta canções da Broadway com som de besouro enquanto pisca várias luzes coloridas, já não tenho dinheiro para os calções e sandálias.

Realmente é bem mais fácil tratar dos bordados do que das fronteiras

12 Junho, 2019

A maluqueira da apropriação cultural é uma das maiores barbaridades que por aí circulam e como todas as maluqueiras presta-se a distrair os povos da realidade. O governo mexicano liderado por Andrés Manuel López Obrador recuou em toda a linha perante a administração norte-americana no caso do controlo fronteiriço. Recordo que o México não controlava a sua fronteira sul e estava transformado numa espécie de corredor de imigrantes em direcção aos EUA. Jornalistas e activistas  acompanhavam a marcha dessas caravanas de milhares de pessoas em direcção ao país que os mesmos jornalistas e activistas garantem ser a fonte do mal do mundo para mais agora governado pela encarnação desse mesmo mal.

Como é  óbvio Trump tal como Obama, Bush e Clinton têm de garantir a segurança das suas fronteiras e Trump tal como os anteriores tratou de pressionar o México. E o México cedeu.  Ora quando se esperava que essa nova esperança da esquerda que é Andrés Manuel López Obrador desatasse a mandar vir com o capitalismo, mais o Trump, mais não sei quê eis que lhe deu para pedir explicações à modista. Mais propriamente resolveu acusar Carolina Herrera de apropriação cultural. Isto porque esta marca de roupa lançou uns vestidos com uns estampados e bordados que o governo do senhor Obrador entende que fazem parte do patromónio dos povos indígenas. Realmente é bem mais fácil tratar dos bordados do que das fronteiras.

Texto extremamente claro

11 Junho, 2019

Foi o dia de Camões. Não só dia de Camões: como em tudo que é nacional e bom, a lógica de sinédoque tomou conta e, para além do dia do poeta, também foi dia de Portugal, das comunidades(?) e do raio que vos parta. Dizem-me que o discurso de João Miguel Tavares foi muito bom. Eu acredito, nem que mais não seja para matar o assunto sem ter que o ir ouvir. Não é pessoal: não é o João Miguel Tavares que eu não quero ouvir, é mesmo a ideia de ouvir um discurso que me faz apoiar imediatamente a eutanásia, em particular a minha. Felizmente, foi Mateus quem esteve na montanha e não eu. Tivesse sido eu e a única recordação que teria para o evangelho seria a de que senti a falta de um corta-unhas para passar o tempo. Que querem? Só há blasfémias em retrospectiva, não é?

Parece que são precisos líderes. Talvez: vocês lá saberão do que precisam, mas eu não preciso de líder, tal como não preciso de verrugas e até já dispenso quem me aconchegue a roupa da cama à noite. Podeis arranjar líderes à vontade, mas eu vou para a praia. Quer dizer, vou para uma praia metafórica, daquelas que tanto pode ser uma praia com areia e caranguejos como pode ser qualquer outro sítio onde não estejam pessoas que precisam de líderes. Já me custa besuntar as crianças com sabão para protecção solar e odor a anos oitenta, mal de mim se andasse para aí à procura de mais gente para besuntar. Porque os líderes são isso, não é? Gente que besuntamos, para que não se queimem com ultravioletas, ou com dióxido de carbono (o inimigo é volátil, quero que este texto seja genérico). Mas, mais que eu não precisar de líderes, a questão que me assola é do porquê de um líder precisar que eu precise de um líder.

É como a questão do liberalismo. Sou eu que preciso do liberalismo ou é o liberalismo que precisa de mim? É que se o liberalismo precisa de mim, parece um bocado socialista esse tal de liberalismo. E se o liberalismo não precisa de mim, porque haveria eu de precisar do liberalismo? Eu e o liberalismo somos amigos, admito. Contudo, como com todos os amigos, nem sempre estou com disposição de ver as trinta mil fotografias das férias no México. De vez em quando, sai-me um “já vi isso na internet”. E, se o amigo gostou tanto das férias no México, porque me maça com fotografias das férias que agora deixei de querer fazer para que não pense que só lá fui para não ficar atrás? Já há muito que percebi que manter amizades é sobretudo dar-lhes espaço sem a minha presença. É isso que faço com o liberalismo, que é meu amigo, mas que não me apetece ver durante uns tempos.

Se me perguntarem sobre o que é este texto, direi que é sobre amigos. Em particular, é sobre amigos que discursam para amigos. Ide, mas é, fazer novos amigos. Vou então para a praia.

a reforma do estado

11 Junho, 2019
by

Do nosso amigo e leitor Luiz de Cabral Moncada, recebemos este texto que aqui se publica:

    «Muito se fala na reforma do Estado. Toda a gente concorda que o Estado actual é excessivo, que incrementa por si próprio despesas cada vez mais irracionais e incontroláveis, que alimenta uma burocracia improdutiva que, por sua vez, dele vive e que está povoada pelo nepotismo e pela corrupção. O nosso país é um palco privilegiado para constatarmos os desmandos do Estado. Tudo isto é verdade e está ao alcance de reformas pontuais certamente que bem intencionadas mas que passam muito ao lado da questão de fundo.

    A questão de fundo é simplesmente esta: a crise do Estado  moderno que saiu da Revolução francesa e do constitucionalismo monárquico é consequência do próprio funcionamento da democracia tal como a conhecemos e vivemos. É um prolongamento dela. Logo desde o princípio que nela estava inscrita a reforma social e, assim sendo, o Estado moderno dos dois últimos séculos prestou grandes serviços: possibilitou o exercício da democracia representativa num quadro nacional estável e pacificado, elevou muito o nível cultural das populações, laicizou o espírito, generalizou o ensino, a saúde e a assistência aos mais carenciados, etc… Em suma; a democracia não ficou pela esfera do político em sentido estrito ou seja, não ficou reduzida a um método formal de contagem de votos e chegou ao concreto nível económico, social e cultural.  Ainda bem porque a democracia representativa foi a primeira a lucrar com isso. Na verdade, quanto mais livres e instruídos os cidadãos forem mais valiosa é a democracia representativa e a minha própria liberdade. Isto é inegável. É um imperativo ético.

    Só que a chegada da democracia ao nível económico, social e cultural não tem fim: é um caminho sem regresso nem abrandamento. O avanço na democratização da sociedade a todos os níveis gera obviamente votos fáceis e, para os conquistar, os partidos estão dispostos a tudo. Os partidos do establishment avançam sem parar no intervencionismo social porque não cometem suicídio. Os programas de realizações de que se alimentam favorecem o crescimento de uma burocracia governamental não eleita e desconhecida dos cidadãos que concentra quase todo o poder pelo que o parlamento (quase) deixa de ser um órgão legislador. E os tecnocratas arregimentados não se limitam a administrar: legislam. O resultado está à vista. A democracia económica, social e cultural quebra o nexo de representatividade de que se alimenta a democracia política. Favorece o despesismo e o nepotismo. Esmaga a classe média maioritária com impostos e desincentiva o crescimento. Em vez de Estado de bem-estar temos a breve trecho Estado de mal-estar. Os cidadãos, por seu lado, estão atordoados com tanto facilitismo. Estato-dependentes e infantilizados perderam o espírito crítico e individualista que gerou a modernidade. A linguagem política, por sua vez, foi transformada em estúpido economês e sociologuês. Se a linguagem exprime o ser, o do homem actual, parafraseando Ary dos Santos, é cada vez mais anónimo, responsável e limitado.  Alexis, visconde de Tocqueville é que tinha razão.

    O ponto de equilíbrio entre a democracia representativa e a económica e social é muito difícil. O Estado Social tem grandes vantagens sociais mas tem enormes custos democráticos. Em toda a parte se percebeu isto menos em Portugal, como é habitual.

    Reformar o Estado moderno neste contexto a que chegou? Impossível. Já Eça de Queiroz há cento e quarenta anos o dizia. A próxima geração viverá naquele dilema. O que vai acontecer é a substituição do paradigma do Estado moderno que se agigantou durante mais de duzentos anos por um novo paradigma o do Estado pós-moderno. Este não será a destruição do primeiro. As coisas não são assim. Qual o caminho? Ficará para uma próxima ocasião. Mas nem tudo será como dantes.»

PAN all over

11 Junho, 2019

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Já chegou o aerograma!

10 Junho, 2019

Escrevi para o Observador sobre aerogramas: Postos em fila davam a volta à Terra. Chamaram-lhes “bate-estradas” e “corta-capim”. Escreveram-se centenas de milhões. Os aerogramas foram a face mais conhecida do Serviço Postal Militar.

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E os fofinhos ululantes do racismo e da xenofobia ficam caladinhos?

10 Junho, 2019

Avenida dos Aliados só para portugueses na final da Liga das Nações
No domingo, para evitar novas situações de violência apenas poderão aceder à Avenida dos Aliados cidadãos portugueses.

Os amigos uns dos outros. Os amigos de Peniche. Os amigos dos animais. O amigo de todos… Com amigos assim não precisamos de inimigos

9 Junho, 2019

Os amigos uns dos outros. Berardo era amigo de Jośe Sócrates que por sua vez era amigo de Vítor Constâncio. Amigos de alguns dos atrás referidos também eram Zeinal Bava e Henrique Granadeiro. Obviamente Ricardo Salgado era amigo de todos…

Os amigos de Peniche. Em Peniche, onde estão devidamente musealizados, são contra a tortura.  Em Lisboa votam contra o pesar pelo massacre de Tiananmen.

Os amigos dos animais. Qualquer um pode ver-se transformado num criminoso simplesmente porque não custeou a hemodiálise do gato ou o tratamento oncológico do cão.

 

E porque não entre os apresentadores, jornalistas, pivots e administradores da SIC?

9 Junho, 2019

Assim a SIC nem precisava de sair de casa
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Constâncio

8 Junho, 2019

(…) Se o responsável máximo pela regulação do sector financeiro consegue esquecer uma reunião cujo único ponto da agenda era um empréstimo de tal magnitude, feito por um banco público sem garantias reais, é porque é incompetente. Mesmo que nessa época o país tenha vivido momentos de esplendorosa irresponsabilidade e tenha sido sujeito a uma operação criminosa que visava o controlo do poder financeiro, 350 milhões sem garantias reais são 350 milhões sem garantias reais.

É por isso que Vítor Constâncio não pode passar por este processo livrando-se das suas decisões com a desculpa da falta de memória. Ter esquecido tão grande e grave momento faz dele candidato ao cargo do mais incompetente servidor público das últimas gerações. E se não o foi, se guardou a decisão na memória e a omitiu com uma mentira, torna-se um dos principais cúmplices da trapaça financeira que tanto nos custa a pagar.

Manuel Carvalho, Público, 08/06/2019

Quid pro quo

7 Junho, 2019

É com o habitual espanto dos tolos que verifico, mais uma vez, que há um inesgotável manancial de acções do estado com capacidade para me surpreender. Seria suposto ter crescido um bocadinho, adquirindo experiência para a destrinça entre conceitos mirabolantes de ficção e tímidas imagens de realidade por comparação. Não, ainda não consigo. Se um amigo dos copos me tivesse dito que o fisco anda aí a fotografar pessoas para demonstrar que adquiriram um Opel Corsa em terceira mão apesar de não terem pago uma das prestações do IMI, acharia que estaria a descrever um bom conceito para argumento para um filme distópico. Todavia, foi o jornal Observador que me disse, pelo que não tenho outra hipótese que não a de aceitar que a realidade suplantou, mais uma vez, qualquer tentativa de esticar os limites da ficção.

Como contra-medida, já que a privacidade das pessoas há muito que ficou perdida numa rotunda de Alfena, sugiro a todos os contribuintes disto a que se chama um país que se dirijam à repartição de finanças e fotografem os funcionários. Sigam-nos até casa, fotografem os carros e as pessoas com quem têm relações sexuais. Fotografem-nos com os filhos à porta da escola. Fotografem-nos na praia, no campo, na cidade, na loja de lingerie, no clube de caçadores e no bar de strip. Fotografem-nos no IKEA, na Pizza Hut e no café do bairro. Interceptem a correspondência deles. Verifiquem se compram na Amazon, por onde passam de carro, quanto gastam de electricidade. Quid pro quo, Clarice.

o aviso está feito

7 Junho, 2019
by

Percebem, agora, por que anda Berardo a rir-se? Porque se começarem a esgravatar muito, rapidamente concluirão que este é, verdadeiramente, o escândalo do regime. O processo Casa Pia foi mau, o BES péssimo, o Marquês uma vergonha. Só que o caso Berardo é horizontal, porque apanha-os a todos e revela a gigantesca fragilidade da República, incapaz de se defender de pilha-galinhas sortidos e de toda a espécie de imbecis, que dispunham, com total liberdade, do dinheiro dos cidadãos para as suas malandrices, como se fossem proventos próprios. Se Berardo falar, disser o que sabe e o que fez e viu fazer, não ficará pedra sobre pedra do regime democrático que julgamos ser. Aliás, seria interessante saber-se como é que o Público «teve acesso» aos documentos que incriminam Constâncio e que hoje publicou. Conforme as boas práticas mafiosas, o aviso está feito.

Democracia não é o mesmo que Liberdade

7 Junho, 2019

Em artigo publicado hoje no Observador, defendo que “Desde que a democracia decida sobre o mínimo possível acerca das nossas vidas, os políticos que procuram respostas para a abstenção podem continuar a não se apoquentar e ter confiança na Liberdade.

O artigo completo, inspirado por um comentário na recente tertúlia organizada pela Oficina da Liberdade, pode ser lido aqui.

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Vitoriosos da vida

6 Junho, 2019

Num mundo moderno aturdido pelo pelouro da paralisia colectiva facilitadora de elevar espasmos à categoria de enormíssimo brilhantismo individual, é enternecedor ver a intelligentsia a erguer o bastão para que, só mais desta vez, seja ouvida. Como que desbloqueado com uma dose de L-Dopa sacada do filme Awakenings (1990), o presidente dos afectos, homem de grande empatia pelo seu semelhante – os outros presidentes? -, despertou agora para a “crise da direita”, a que durante anos em muito contribuiu para criar. Mais vale tarde do que nunca e, antes que passe o efeito da droga – no filme percebe-se que a partir de determinada altura os doentes voltam ao estado letárgico -, toca a organizar um comício para resolver “a crise da direita” ou, em alternativa, qualquer outra coisa sem sentido, desde que aparente movimento (e apareça na televisão).

É mais do que evidente que há uma crise na direita: sobre partidos que se apresentam ao eleitorado como derrotados antecipados, a coisa mais simpática que se pode dizer é que estão em crise, sendo que a mais realista seria susceptível de ferir a sensibilidade dos leitores mais alienados. Pode o homem dos afectos contribuir algo para resolver a dita crise? Aparentemente, parece convencido de que impressiona mais fingir que se resolve alguma coisa do que o tenebroso risco de inadvertidamente a resolver mesmo.

Assunção Cristas também parece convencida que dizer agora umas desconexas palavras de ordem é suficiente para que se ignore todas as outras ditas ao longo de anos. Rui Rio parece convencido que é brilhante ao ponto de nem precisar dessas desconexas palavras de ordem, bastando-lhe existir para que, mais cedo ou mais tarde, lhe caia em cima o manto real que o entronize. Amanhã, Santana Lopes vai ao programa da Cristina; Ventura deverá ir à CMTV discutir futebol. Com isto, qualquer um deles contribui mais para a resolução da “crise da direita” do que contribui o comício de recandidatura do senhor presidente.

Pouco importa que o leitor seja ou não crente: nesta hora de aflição, que Deus tenha é piedade de nós.

o legado político de sá carneiro

6 Junho, 2019
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SÁ CARNEIROA morte prematura de Francisco Sá Carneiro representou o Alcácer-Quibir da direita portuguesa. Depois dele, nem mesmo Pedro Passos Coelho e Paulo Portas entenderam que a direita só pode almejar o poder se for capaz de se juntar num bloco coerente alternativo ao socialismo. Foi isso que Sá Carneiro fez com a primeira Aliança Democrática: juntou a direita partidária e civil para propor ao país um rumo diferente daquele que o PS lhe dava. O país compreendeu-o e deu-lhe o poder.

Morto Sá Carneiro e desfeita a AD, o PSD triunfaria três vezes consecutivas com Cavaco Silva, duas delas com maioria absoluta. Só que Cavaco nunca pensou para além de si e do seu momento, e não tinha uma visão ideológica do PSD, nem do espaço eleitoral que durante dez anos monopolizou como coisa sua. A aridez do cavaquismo secou a direita, que apenas o jovem Portas e o seu O Independente conseguiram circunstancialmente reanimar. Para além disso, como um bom autocrata que era, Cavaco encheu o partido de concordantes nulidades absolutas, como Manuela Ferreira Leite, ou de carreiristas inescrupulosos, como Dias Loureiro e a maltosa do BPN. Algumas destas entidades espectrais, como a mencionada senhora, ainda hoje pairam por aí, falam em nome do partido que foi de Sá Carneiro e dizem asneiras bíblicas, com direito a cobertura televisiva, que deviam envergonhar um aluno do primeiro ano de Economia.

Da sucessão de mediocridades que lideraram o partido laranja depois de Cavaco, nunca nenhuma se lembrou do que fizera Sá Carneiro: juntar a direita num bloco eleitoral não socialista e submetê-lo ao sufrágio dos portugueses. O malogrado líder laranja encheu a boca de todos – todos eles “muito sácarneiristas” – mas nenhum deles percebeu, verdadeiramente, em que consistiu o seu legado político. Agora, para tirar António Costa do poder e contra-atacar o frentismo de esquerda que ele conseguiu inteligentemente criar, constata-se, quarenta anos depois, que Sá Carneiro tinha toda a razão. Com menos do que isso, a direita não regressará ao poder.

Costices

6 Junho, 2019

Apesar da evidência em sentido contrário, Costa e o PS andaram durante duas semanas em campanha a defender que o Pedro Marques era o melhor candidato pelo seu currículo como ministro do planeamento e infraestruturas.

Obtido o resultado de terem despachado o coitado do Pedro Marques com apenas mais 1% do que a votação poucochinha  de há 4 anos, eis que o governo já pode pedir sem esconder a sua desfaçatez, «desculpas» pelo mau serviço de transportes públicos, responsabilidade do governo nos últimos 4 anos e também do seu antigo ministro Pedro Marques. É tudo descartável.

D-Day

6 Junho, 2019

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Os fala-barato

5 Junho, 2019

Portugueses querem defender gerações futuras — desde que isso não os afete hoje

Essa coisa da habilidade de António Costa trocada em euros vai ficar-nos em quanto?

5 Junho, 2019

02 Junho 2019 às 19:57: Oficiais de Justiça vão ter suplemento integrado no salário base. O suplemento remuneratório atualmente pago aos oficiais de justiça como compensação pelo trabalho de recuperação dos atrasos nos processos vai ser integrado na sua remuneração base, segundo prevê o projeto de Decreto-Lei de Execução Orçamental.

Felizmente que a humanidade vai acabar em 2050  porque caso contrário os portugueses  morrem sozinhos dado o impacto nos nossos impostos desta legislatura.

Para o menino Adam Smith, uma salva de palmas!

5 Junho, 2019

800px-Adam_Smith_statue_by_Alexander_Stoddart

 

Adam Smith festejaria hoje, 5 de Junho, caso fosse imortal como as suas ideias, o seu 296º aniversário. É provável que a vida eterna o fizesse feliz mas, como não há bela sem senão, teria ouvido da boca de Ricardo Araújo Pereira a seguinte descrição do seu pensamento: “o Estado que se borrife nos de baixo e não proteja ninguém, pois há uma mão invisível que milagrosamente vai pôr tudo bem no fim”. E estou certo de que teria ficado magoado com a injustiça.

 

E já cá está a boa acção do dia…

5 Junho, 2019

O combate à apanha mecanizada nocturna de azeitona. A proposta veio do PAN e logo se multiplicaram os títulos dando conta da ignomínia que o PAN pretende combater:

PAN quer travar colheita mecanizada de azeitonas à noite para proteger aves migratórias

Sendo certo que este tipo de apanha de azeitona é responsável pela morte de muitas aves cabe perguntar: porque se apanha azeitona à noite? Ou mais precisamente pq optam alguns agricultores pela apanha nocturna? Porque as temperaturas sempre mais altas  que acontecem durante o dia podem degradar a qualidade do azeite.

Os jornalistas não têm o nº de telefone do ministério da Agricultura? Dos produtores de azeite?… O mundo rural desapareceu como voz das notícias e é agora um palco para os urbanitas mostrarem a sua pesporrência iluminista.

 

 

 

Vergonha

4 Junho, 2019

Diogo Moura, deputado Municipal do CDS na Assembleia Municipal de Lisboa dá conta da recusa da atribuição da Medalha de Mérito Cultural do Município de Lisboa a António Filipe Pimentel, até agora director do Museu de Arte Antiga:

A Assembleia Municipal de Lisboa acaba de votar uma proposta, subscrita pelo deputado independente Rui Costa, por mim pelo CDS e pela Aline Gallasch-Hall de Beuvink, reconhecendo a importância do MNAA, o papel do António Filipe Pimentel na direção do museu e a proposta de atribuição da Medalha de Mérito Cultural do Município de Lisboa.
Vergonhosamente, o PS e 3 deputados independentes chumbaram a atribuição da medalha, contando com a abstenção do BE.

Organizem-se com os títulos porque se a humanidade vai acabar a humanidade não paga!

4 Junho, 2019

Há uma “elevada probabilidade de a Humanidade acabar” até 2050, alerta estudo sobre alterações climáticas

Grandes empresas estimam riscos das alterações climáticas em 900 mil milhões

The World Turned Upside Down

4 Junho, 2019

Trump está em Londres. Os jornais competem para mostrar cada um deles o protesto mais original perante a presença do presidente dos EUA na Europa. Nas últimas décadas, à excepção de Obama, cada visita dos presidentes norte-americanos (todos eles eleitos democraticamente) à Europa é invariavelmente acompanhada por protestos de activistas europeus que invariavelmente se caracterizam por uma absoluta distracção perante as atrocidades cometidas pelos mais sanguinários ditadores, desde que o ditador em questão seja acarinhado pela esquerda. Já os presidentes dos países que mantêm relações tensas com o Ocidente podem contar com a ausência de protestos por parte dos frenéticos activistas ocidentais: quando muito alguns imigrantes provenientes desses países organizam uns protestos tão menos visíveis quanto mais poderoso é o ditador em questão. Quando o preidente da CHina, Xi Jinping, visitou LOndres acabou-se numa discussão sobre uma escultura muito simbolicamente designada The World Turned Upside Down ( e sim a London School of Economics  está a pensar alterar a escultura para não ofender a Republica Popular da China)

A propósito dos protestos contra Trump quantos ingleses já protestaram contra isto: «o Partido Comunista Chinês rapidamente aproveitou o ímpeto tecnológico para impor a sua própria agenda totalitária. Assim, hoje, poderá ser considerado um mau cidadão aquele que, por exemplo, não pague uma multa a horas. Só isso? Não.

O cidadão faz uma crítica ao regime numa rede social? O seu rating baixa.

O cidadão passa demasiadas horas a jogar no computador? O seu rating baixa.

Comete a heresia de não passear o seu cão com uma trela? O seu rating baixa.

É cristão em Henan ou muçulmano em Uyghur? O seu rating baixa.

Ter um rating baixo implica um conjunto inimaginável de limitações à liberdade individual. O cidadão deixa de se poder candidatar a empregos no setor público e não consegue empréstimos para casa ou carro.

Deixa de poder inscrever os seus filhos nas melhores escolas, a sua internet torna-se lenta ou inacessível e ainda acaba com o seu nome numa lista negra, evidentemente pública.

Na sua locomoção, a humilhação é-lhe entregue de forma gratuita e imediata. Uma simples viagem de 4 horas pode ser recusada e transformada numa alternativa num qualquer comboio secundário que demora 40 horas a fazer o mesmo trajeto.»

Quem nos defende do Estado?

3 Junho, 2019

Nasceu pobre com mais 10 irmãos e sem pai e à custa de trabalho árduo chegou a empresário de sucesso com um património de mais de 8 milhões de euros e  sem qualquer dívida.  O azar deste homem foi ter cruzado com o Estado Português que depois de o lesar,  o  deixou na completa miséria.

Foi o maior construtor  e detentor de área urbana de Abrantes. Mas uma ilegalidade cometida pela Câmara Municipal haveria de o transformar num pastor (emprestaram-lhe um terreno e trata de 120 ovelhas, 18 burros e uma égua)   a sobreviver com 300 euros de Rendimento Social de Inserção, venda de lenha e biscates  por via de uma insolvência forçada que lhe levou também a casa, recomprada em leilão por amigos, para que pudesse regressar àquele que era seu lar mediante o pagamento de uma renda.

Este lesado do Estado com 10 anos já guardava gado e tal como muitos da sua época, concluiu apenas a 4 classe por ter de trabalhar para o sustento dos seus na agricultura.  Aos 12 já era dono de porcos e ovelhas para mais tarde trabalhar numa fábrica de malas. Aos 16 passou a caixeiro viajante mas o 25 Abril de 74 havia de determinar a sua saída pois a revolução fechou  metade das fábricas com as quais trabalhavam o que o obrigou a regressar à agricultura. Empreendeu depois na área da pecuária com um negócio de  criação de gado e venda porta a porta dos produtos derivados,  abastecendo todas as pessoas da zona. Começou em simultâneo a trabalhar como servente numa empresa de construção civil de Abrantes para mais tarde criar sua própria empresa de construção:  a Construções Jorge Ferreira & Dias, Lda., uma empresa  que o fez ganhar a alcunha do “Belmiro de Abrantes”.

Mas o destino haveria de o trair. Em 2000 é confrontado com um pedido de pagamento de uma espécie de “dízimo” à Câmara quando lhe fazem chegar uma factura de milhares de euros dizendo que “era normal pagar alguma coisa” caso quisesse que as suas urbanizações fossem aprovadas.  Desde esse dia viu todas as suas autorizações de construção negadas: o projecto Urbanização Encosta Norte foi aprovado mas nunca obteve alvará ficando impedido de vender por falta de licença de habitabilidade; noutro pagou durante 7 anos a água aos inquilinos com água fornecida em contador de obras. Pelo meio, a descoberta de falsificação  de documentos pelos serviços autárquicos e tentativas de corrupção para que os projectos seguissem aprovados e que apesar da sua queixa na PJ, foram arquivados. Quando surgiu a hipótese de vender por 2,5 milhões um terreno para a Ofélia Clube, acaba por ver o negócio perdido por desistência do Grupo de investidores porque o projecto pura e simplesmente não avançava.

Mas o pior estava para vir: o processo nº 1148/09, uma acção interposta pela Câmara Municipal de Abrantes em 2009,  que acusava a empresa de Jorge Ferreira de apropriação de uma parcela de terreno no Olival do Barata, na Encosta Norte da cidade, uma acção fixada em 118 mil euros, um “erro” que não era erro nenhum da Câmara, que  haveria de o precipitar para uma insolvência completamente desnecessária uma vez que à data tinha imóveis avaliados em 2,7 vezes o valor dos créditos a liquidar. Mais: tinha um pedido de indemnização de 6 milhões de euros à Câmara de Abrantes a decorrer no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria já depois dos tribunais de Évora, Abrantes e Supremo Tribunal de Justiça o terem absolvido. Acabou aqui o inferno? Não.  A Câmara de Abrantes continuou a insistir em tirar à força o terreno e interpôs novo processo desta vez para reclamar a separação da parcela à massa insolvente da empresa de Jorge alegando usucapião, também este negado pelo tribunal.

E que “erro” foi esse que deu origem a este maldito processo nº 1148/09? Uma empresa de automóveis vendeu à Câmara um terreno que não era seu mas sim de Jorge com hipoteca à CGD. Apesar do alerta nos serviços da câmara, de o mesmo ter provado ser o proprietário legítimo com documentos, foi totalmente ignorado. Em 2016 outro caso estranho: Jorge Dias havia assinado um contrato de promessa de compra e venda de um terreno seu para construção de uma ETAR com a Abrantáqua, uma empresa municipal, mas o contrato nunca foi cumprido e mesmo assim foi construída a dita ETAR sem autorização de Jorge.

Com a vida feita em cacos, este sobrevivente lesado do Estado que possuía uma empresa sólida e conceituada,  espera agora na miséria absoluta,  que a Justiça lhe reconheça o direito a uma indemnização de mais de 6 milhões de euros.

Ficou chocado com esta história? Saiba que por todo o país abundam testemunhos destes, presentes e passados, que apenas não foram notícia. Lembro-me de um construtor civil da minha terra ter-se suicidado por causa da Câmara Municipal de Viana do Castelo que o sufocou em dívidas e matou a sua empresa. Deixou carta a explicar. Outros não se mataram mas ficaram literalmente sem nada por culpa exclusiva de um Estado caloteiro, criminoso e desumano que os obrigou a recomeçar a vida do zero.

Porque o Estado não é nem nunca foi pessoa de bem. É um conjunto de escroques que servem o “amo” em Lisboa e servem-se a eles próprios pouco se importando com o rasto de destruição que deixam.

É este o Estado que temos. Resta-nos rezar para que tal como o Jorge, não se atravesse nas nossas vidas porque do Estado, meus caros,  ninguém nos defende.

(foto de Paulo Jorge de Sousa da Médiotejo.net)

A abstenção tem que acabar e é já

3 Junho, 2019

Depois do choque pelo resultado do PAN, com a consequência de todos procurarem um ambientalista para embalsamar em generalidades sem sentido escarráveis em programas eleitorais, emerge o gravíssimo problema da abstenção. O português é assim, só está bem a resolver problemas cuja existência ignorara durante centenas de semanas precedendo as eleições. Subitamente, sem os preparos de um bom jantar seguido de cinema, eis que saem do covil os defensores do voto obrigatório.

Em que consiste o voto obrigatório? Consiste na obrigação de manifestar a indiferença pelo resultado da eleição por meios mais activos, como ir agredir velhotes, roubar carteiras por esticão ou, calhando, violar uma ou duas pelo caminho para exercer o seu direito compulsivo. Não é que os abstencionistas sejam todos ladrões e violadores: isso seria preconceito e o que a história recente nos mostra é que a classe social da delinquência não só tem hábito de votar como tem especial apetência para concorrer às eleições propriamente ditas. Todavia, como algo tem que ser feito para combater a votofobia, tal como é suposto combatermos todas as fobias inventadas, mais vale que o individuo que escolheu não se manifestar nas eleições seja obrigado a o fazer em sede própria, em total liberdade compulsiva, para o bem da democracia e blá blá e coisas assim. Pode colocar-se a GNR em rotundas e, ai de quem não apresentar o recibo do voto: fica logo com o carro apreendido, que é para aprender.

Há quem argumente que a ideia do voto obrigatório é trazer as pessoas que não votam para a responsabilidade social pelas políticas a implementar. Quais responsabilidades sociais? Quais políticas a implementar? A atitude mais sã perante os últimos quatro anos é a de não querer ter nada a ver com isto. Não ir votar é um direito fundamental básico de uma democracia liberal.

Já sei que é preciso mudar mentalidades: poderíeis era começar pelas vossas.

Do heteropatriarcado branco ao matriarcado negro?

3 Junho, 2019

O tenista Dominic Thiem estava  a dar uma conferência de imprensa. Dominic Thiem acabava de ganhar  aterceira ronda do torneio de Roland Garros e falava aos jornalistas. Eis que lhe vêm dizer que tem de sair da sala porque Serena Williams quer falar aos jornalistas.

O próximo suplemento vai ser aprovado quando?

3 Junho, 2019

O suplemento remuneratório atualmente pago aos oficiais de justiça como compensação pelo trabalho de recuperação dos atrasos nos processos vai ser integrado na sua remuneração base, segundo prevê o projeto de Decreto-Lei de Execução Orçamental.

Isto é fantástico: aprovou-se um suplemento salarial para que os trabalhadores recuperassem processos atrasados. Quantos foram recuperados? Qual o sucesso desta medida? Quantos processos estão atrasados? Quantos se continuam a atrasar?…

Nada se esclarece. Agora o suplemento vai fazer parte do salário. Dentro em pouco novo suplemento será aprovado. Como escreve Helena Garrido: «Esta foi uma legislatura de segmentação muito racional do eleitorado. Não se promoveu o interesse público, mas actuou-se em segmentos de mercado eleitoral relevantes para garantir a conquista e manutenção no poder. Se somarmos os funcionários públicos e os pensionistas – com especial relevo para os das pensões mais elevadas –, verificamos que a prioridade à recuperação dos rendimentos é a estratégia vencedora de eleições. »

 

 

Tomar nota

2 Junho, 2019

“Movimento Zero. Cinco mil polícias evitam intervenção nos bairros problemáticos. »Foi assim que começou em França a formação dos que hoje são designados como territórios perdidos pela República. Primeiro a policia foi criticada, diabolizada e condenada. Depois a polícia passou a entrar nessas zonas apenas em momentos especiais.  Os habitantes pediam polícia. A França mandava-lhes activistas, socióĺogos e mediadores culturais. Os habitantes e as ruas desses bairros ficaram sob o jugo de imans radicais, líderes de gangs, grupos criminosos. Hoje a polícia não só não entra nesses territórios como se discute a sua militarização. Aliás na França de Macron (note-se na França de Macron não na Hungria de Orban) os militares são cada vez mais chamados a manter a ordem nas ruas. Desautorizar as polícias tem custos. Os primeiros a pagá-los são os habitantes desses bairros ditos problemáticos. O segundo é o país no seu todo.