Bloco também parte e esboroa
A suposta superioridade moral e ética dos dirigentes do Bloco de Esquerda foi desmistificada de forma evidente no episódio da venda do prédio de Ricardo Robles ou das contratações do ex-vereador de Lisboa. O mesmo se passou com as notícias sobre a actividade empresarial de Catarina Martins e as contradições entre discurso e práctica que o caso encerra. Ou ainda por via das notícias de deputados bloquistas que deram moradas de residência diferentes da efectiva obtendo por essa via benefício financeiro.
A sua proximidade ao poder e o facto de ao longo dos últimos anos o BE ter vindo a servir de suporte ao governo tornou notório o carácter burgês do partido e a sua lógica de procura de conquista de posições de privilégio, comando e distribuição de sinecuras.
Internamente, os episódios de contestação à liderança da agremiação têm colocado também a nu o carácter distópico e neo-fascista da sua própria orgânica.
Lembro o ruidoso abandono do BE de um grupo de 26 militantes, entre os quais dois irmãos de Francisco Louçã e fundadores do partido. Referiram na altura que pouco restava do projeto original do Bloco de Esquerda. Mais curiosas foram as notas que estes dissidentes quiseram publicitar sobre os processos internos de “taticismo de decisões”, “progressiva ausência de pensamento crítico”, “hostilização da divergência” e “profundo sectarismo”. Ainda mais grave se revelaram as críticas deixadas à “perseguição e expulsão de militantes” e “manipulação de eleições internas”. Sintetizaram afirmando que “o Bloco se tornou numa organização hierárquica e cristalizada onde imperam os acordos de cúpula”.
Muito recentemente vêem-se novos exemplos do modo de actuar descrito acima através da guerra aberta que se instalou no BE. Voltaram as denúncias de “pressão inaceitável” da Direcção de Catarina Martins sobre as estruturas locais e a postura pidesca e intimidatória de Pedro Filipe Soares em Santarém, onde as bases rejeitaram de forma clara os nomes indicados por Lisboa para as listas de candidatos a deputados.
Até no círculo do Porto por onde a própria Catarina Martins será cabeça de lista a contestação interna é bem audível e já não disfarçável.
Serve o acima exposto de alerta sobre a metodologia e carácter do código de conduta que seria transposto para a sociedade caso assim fosse concedidada oportunidade ao Bloco de nos governar de forma mais abrangente do que aquilo que já nos consegue impôr através da sua influência na geringonça.
Os militantes do BE já o estão a sentir na pele. É que o feitiço vira-se contra o feiticeiro sempre que fôr útil e logo que seja necessário à oligarquia de esquerda.

Do bom gosto e da má fé
O que está em causa no edifício Coutinho não é se gostamos ou não do edifício. Note-se contudo que se o critério para o “bom gosto” for o “enquadrar na paisagem” ou o gigantismo derrubaremos este moderno edifício 
Ou este bem mais antigo

O que está em causa é cada um de nós poder ser corrido da sua casa, casa essa legalmente construída, pela qual pagou todas as contribuições, taxas e licenças devidas e cumpriu os vários regulamenros, unicamente porque um primeiro-ministro, um ministro ou um presidente de câmara não gostam dela. O edifício Coutinho não tem de ser demolido para ali passar uma estrada ou fazer algo que especificamente só pode ser construído naquele local. Trata-se sim de ordenar aos residentes que desamparem a loja porque quem manda não gosta do que vê.

Torre de Santo António,Covilhã. Arquitecto Fernando Pinto de Sousa
Portanto desde que se esteja devidamente alcoolizado podemos esmurrar e insultar funcionários da repartição de Finanças? Juízes e funcionaŕios dos tribunais? E já agora os vizinhos? E por fim mas não por último, aqueles casos de violência doméstica em que muitas mulheres são espancadas (para não dizer pior) por homens que depois de desculpam por terem bebido em excesso também vão ser aquivados?
Os produtos comercializados por alguns daqueles camionistas estão a ser consumidos alarvemente no Largo do Rato, não estão?
I came in like a wrecking ball

Durante os últimos anos, lutei na busca do artifício linguístico que melhor descrevesse o governo socialista. A imagem perfeita que ilustrasse a vida em Portugal nestes tempos de trevas por apatia. Hoje, a realidade tratou de me providenciar a imagem perfeita do socialismo em Portugal: a demolição do prédio Coutinho com moradores ainda no interior. É que é isto mesmo o nosso Portugal: uma demolição planeada e irreversível com os portugueses ainda cá dentro.
Marcelo já lá foi?
O costume
A fotografia de um homem e da sua filha afogados no Rio Grande é hoje publicada em alguma imprensa, nomeadamente na francesa país onde se criminaliza por exemplo a difusão de images das execuções públicas praticadas pelo estado islâmico.
Para lá desta duplicidade de critérios temos neste caso o habitual esquema de raciocínio: o homem e a sua filha morreram ao tentar chegar aos EUA, logo a culpa é dos EUA que não abrem as suas fronteiras. Para o governo do Salvador donde o homem é natural e para o do México onde o homem se encontrava nem uma palavra.
Vilarinho de Negrões
Nas Terras do Barroso, por altura de meados dos anos 60, a albufeira criada pela barragem do Alto Rabagão poupou à subida das águas na sua margem sul uma pequena península chamada Vilarinho de Negrões.
Visitei a zona recentemente, onde a vida rural continua a concentrar as suas principais actividades na criação de gado e na produção de cereais.
Há dois anos, Vilarinho de Negrões, aldeia do concelho de Montalegre, foi uma das semi-finalistas candidatas às “7 Maravilhas de Portugal” na categoria Aldeias Ribeirinhas, numa iniciativa promovida pela RTP. Na altura o presidente da junta dizia que “esta distinção vai atrair ainda mais visitantes”.
Logo depois do concurso da televisão pública o PS teve nas eleições autárquicas 60,6% dos votos no concelho, mais de 85% na freguesia e elegeu a totalidade dos deputados da assembleia de freguesia de Negrões, com 95,5% dos votos.
Eu tendo a ligar pouco a este tipo de concursos, sou descrente em relação a políticos empolgados e desconfio ainda mais de autarcas de freguesias onde o PS tem votações desta magnitude governando sem oposição.
Infelizmente o meu cepticismo não se revelou infundado. Segundo pude eu próprio testemunhar e também mo contaram dois ou três locais com quem me cruzei (da vintena de pessoas que lá moram), Vilarinho de Negrões é hoje uma aldeia completamente ao abandono, com casas destruídas, sem saneamento básico, ruas sujas e uma população desencantada com o seu destino.
A região é de facto de uma beleza superlativa e tem paisagens magníficas.
Mas é preferível tirar fotos à distância e não viver lá.

Os proprietários de andares no Prédio Coutinho não são gente? Ou isso do assédio só se aplica aos senhorios e não ao Estado?
Portanto o mesmo Estado que aprovou legislação para impedir o despejo de arrendatários que vivem “há mais de 20 anos” nas casa e que ameaça com penas várias os senhorios que recorram a um ambiente intimidativo, hostil, degradante, de perigo, humilhante, desestabilizador ou ofensivo, ou impeça ou prejudique gravemente o acesso e a fruição do locado pelos inquilinos</a recorre está a recorrer a corte está a recorrer a cortes de gás e água, a notificações ” se sai já não entra” para tomar conta do prédio Coutinho. Os residentes do predio Coutinho vivem lá desde os anos 70, se fossem inquilinos de um desses abominados senhoriso privados ou okupas certamente que não eram tratados deste modo. E os activistas já lá lá estavam aos saltinhos!
o que vai fazer o ps em outubro?
Estamos a pouco mais de três meses das eleições legislativas. Portanto, é indispensável perceber o que nos propõem os partidos em termos de soluções governativas, nomeadamente o PS, que tudo leva a crer as ganhará. Isto porque, da última vez, o eleitorado votou sem qualquer indicação, ou suspeita, do governo que lhe saiu na rifa. A solução tem óbvio cabimento constitucional, mas não foi verdadeiramente sufragada pelos eleitores, porque nunca lhes foi proposta. Agora, cumprida uma legislatura com a geringonça, o PS tem a obrigação política e moral de dizer aos portugueses aquilo que poderão esperar da sua eventual vitória: voltará a governar com o Bloco e o PCP?; rejeita essa possibilidade, como notícias avulsas parecem indicar, ou estas são mera táctica eleitoral para que cada um dos partidos maximize as suas votações?; governará sozinho, mesmo sem maioria absoluta, ou levará o Bloco para o governo? Aguardemos os esclarecimentos de quem tem que os dar: António Costa.
Ensino básico
Escolas em Abrantes deixam de dar notas em novo modelo de avaliação
O Agrupamento de Escolas Solano de Abreu, em Abrantes, apresentou hoje um novo modelo de avaliação que não vai dar nota nos testes, mas antes avaliar de forma contínua as competências dos alunos.
Atrasos no Cartão de Cidadão. Governo culpa quem vai “sistematicamente” para a porta dos serviços antes de abrirem.
É isto
O Estado perdoa mais depressa (15 anos) a um senhorio que mate o inquilino do que rompa o contrato de arrendamento de longa duração
Crónicas do Portugalistão
São João da corte?
Desculpem lá, mas que tradição é esta de cortejos de rusgas de S. João no Porto a passar em frente à Câmara para exibição perante um júri? Tradição no Porto?
Dos martelos, alhos porros, balões, sardinhas e cascatas lembro-me há muito tempo. Fogo de artifício, com certeza. Carrinhos de choque e feira popular também. Ver o nascer do sol na Foz, idem. Bailaricos e rusgas a percorrer a cidade também. Concertos na Av. dos Aliados, mais recentemente.
Cortejos em frente à Câmara é que não me constava ser uma tradição. Estou certo que algum leitor vai fazer a fineza de me recordar registos históricos e documentos bastantes para justificar a “tradição”
Mas o S. João sempre foi para mim uma festa popular, descentralizada e espontânea. Liberal, portanto.
Estão a transforma-la num evento planeado centralmente e de reverência à corte?

O que afasta jovens da política?
Marcelo quer saber o que afasta jovens da política.
Bastava ao homem estar atento ao cartaz da conferência, pois a resposta está bem visível na foto abaixo e escrita em Inglês e Português: “ministros responsáveis pela juventude”.

A expressão é rica em contradições. Não só é muito raro haver “ministros responsáveis” como é incongruente a juventude ser tutelada por políticos.
*
ADSE
A indústria do aborto

Começo por contar a minha história. Eu faço parte do grupo de meninas que ainda adolescentes recebem a notícia que estão grávidas. Apesar de já casada, engravidar aos 18 anos não estava nos meus planos. A notícia caiu como uma bomba: e agora? estou a estudar, sou ainda “criança”, não tenho vida organizada, o dinheiro é escasso e tenho planos que este bebé vai “destruir”. O pânico instalou-se. A raiva também. E sentada na casa de banho a olhar aterrada para o resultado do teste só queria que alguém me confirmasse que estava a ver mal. Mas a realidade não era essa.
Naquele tempo não havia recurso ao aborto e sobre contracepção a informação era pouca e os apoios também além de nem sequer existir a pílula do dia seguinte. A pergunta que se impõe é: se o aborto fosse legal, teria recorrido a essa prática? A resposta não é simples pois depende de inúmeros factores mas recordando os sentimentos que tomaram conta de mim, talvez.
Sem outra alternativa, segui em frente. Enquanto não o sentia, tentei abstrair-me daquela realidade e escondê-la na escola o mais que podia. Mas assim que os movimentos fetais começaram, mudei. De repente era como se tivesse pela primeira vez consciência que tinha um ser dentro de mim por quem era responsável. E se até àquele momento só queria que aquela gravidez não existisse, nesse instante passei a ter medo de o perder de tal forma que me tornei obsessivamente preocupada. O medo agora era que nascesse mal formado ou morresse. Tal e qual. Comprava todo tipo de literatura sobre bebés, sobre alimentação na gestação, sobre cuidados a ter na gravidez! Quando nasceu tive a certeza que era a coisa mais importante que tivera até ali.
Se fosse consumado o aborto teria perdido uma mulher extraordinária que preenche a minha vida de amor, entreajuda, amizade, cumplicidade e o Mundo teria ficado mais pobre sem uma grande profissional que contribui brilhantemente para a sociedade numa empresa estrangeira com o seu “know-how” em computação de imagem digital. Ou seja, uma perda imensa para todos.
O aborto foi-nos vendido como um direito em nome da liberdade de escolha mas na realidade não passa de um negócio de biliões à conta da mulher. Isto porque não lhes é dado de facto escolha quando chegam desesperadas e fragilizadas às clínicas de abortos. Na verdade, assim que o profissional as recebe, o único objectivo é levar aquela mulher, cheia de dúvidas, cheia de medos, a decidir pelo aborto. Sempre. Ora, quantas dessas mulheres, se fossem mesmo elucidadas sem fugir uma vírgula à verdade sobre o que é realmente o aborto, quais as suas consequências e alternativas, desistiriam do o fazer? Arrisco dizer: quase todas. Por isso não interessa à indústria que vive deste chorudo negócio.
Num documentário que se tornou filme, “Blood Money”, é revelado o lado obscuro deste negócio nojento com depoimentos, entre outros, de Carol Everett, uma ex-proprietária de um clínica de abortos onde se fala na venda de fetos, na manipulação psicológica da mulher para abortar como sendo a única alternativa ao seu problema. A NAF (Nacional Abortion Federation) é o maior grupo comercial de fornecedores de “produtos” de abortos nos EUA onde 50% dos seus membros e lideranças pertencem ao Planned Parenthood – A Federação de Paternidade Planeada da América que inicialmente era um centro de informações e consulta sobre sexualidade e contracepção para mulheres, criada pela feminista Margaret Sanger em 1916 e hoje é responsável por metade dos abortos legais feitos nos Estados Unidos. Com uma câmara OCULTA foi possível ouvir de viva voz esses médicos infanticidas falar das suas práticas como se de um produto qualquer se tratasse com risos pelo meio. Isto não se inventa.
Uma sociedade que promove a morte, seja de bebés seja de pessoas adultas, não é progressista é regressista, é voltar ao estado selvagem isto apesar de nem na vida animal se registar tamanha barbaridade.
Temos uma crise profunda de valores humanos que urge resolver porque não se pode ser humanista e depois matar por egoísmo outros seres indefesos, sem qualquer necessidade que o justifique, como por exemplo pelo trauma de uma violação ou de um incesto (apesar destes poderem ser evitados com a pílula do dia seguinte), de uma má formação congénita ou perigo da mulher. Quando decidimos matar uma criança no ventre materno, não estamos a tomar uma decisão só nossa, decidimos pela vida que vive dentro de nós. E chamem-lhe o que quiserem com termos “bonitos” como “interrupção voluntária de gravidez” para aliviar consciências, mas isso será sempre matar um ser vivo.
Ter a capacidade de gerar vida é uma bênção que a muitas mães é negado pela natureza, mas por deturpação passou a ser um “problema” quando devia ser o contrário. É aqui que o trabalho da sociedade tem de começar: ensinar em casa e nas escolas a respeitar, valorizar e amar a vida e ajudar a aceitar uma gravidez não planeada como algo nobre e louvável e não o contrário; criar apoios às famílias e jovens mães; tornar as pílulas (inclusive do dia seguinte) acessíveis a todas as mulheres.
Acontece que na escola pública, hoje ensina-se o aborto como alternativa contraceptiva como se pode ler nos Guiões de Educação Género e Cidadania para o Secundário.Não se ensina realmente a prevenir muito menos a ultrapassar uma gravidez não planeada. E o resultado depois é ter jovens frustradas com vários abortos no currículo. Isto não é progresso.
Por outro lado temos políticos que se estão borrifando para a natalidade e que ao invés de a estimular e apoiar fortemente as famílias com pacotes legislativos como na Hungria, incentivam o aborto para depois ir “importar ” imigração ilegal a troco de dinheiro à UE alegando forte declínio demográfico. Isto são factos.
O filme “Unplanned” que estreou recentemente e tornou-se um êxito de bilheteira, demonstra tudo o que acabo de escrever e por isso aconselho que o vejam para depois reflectirem seriamente sobre este tema.
Veja mais aqui:
Reportagem “Blood Money”
Filmagem com câmara oculta na NAF
Trailer do filme “Unplanned”
Então agora não vão dar abracinhos à MAC?
Então agora não vão dar abracinhos à MAC? Ninguem apresenta uma queixa em tribunal como em 2012 fez Daniel Samapio e mais trinta notáveis contra a transferência dos serviços obstetrícos da MAC para o Dona Estefânia? E a senhora juíza que proíbiu a transferência para o Hospital Dona Estefânia e deu 15 dias à tutela para repor o funcionamento de todos os serviços na MAC, sob pena de sanção, onde anda agora?
Deixo aqui o video da campanha Abraço à MAC. Foi em 2012 mas ainda devem ter uns cartazes lá em casa.
Ps. A então diretora do Serviço de Obstetrícia, Ana Campos, não tem, nada a dizer?
E o esquerda.net que publicou estes artigos lindos Domingo: Uma flor pela MAC ;
“Vou hoje ter o meu filho aqui. Não deviam fechar a MAC!”… vai agora fazer-se transparente?
Era o que mais faltava, a culpa agora ser de todos!
Não. não falhámos todos. Os contribuintes não falharam. Nem falharam aqueles que por essa mesma época pediram créditos de poucos milhares à CGD e tiveram de apresentar garantias e mais garantias. Nem falharam todos aqueles a quem simplesmente por que faziam umas transferência de algumas centenas de euros em mesadas para os filhos se viram compelidos a ter de explicar a que se destinava esse dinheiro. Nem falharam aqueles com contas absolutamente modestas e transparentes mas a quem incessantemente os bancos pediam (e pedem) para actualizar os dados de conta: que profissão tem? Onde vive?… Muito menos falharam aqueles a quem as Finanças tuteladas pelo então ministro Teixeira dos Santos aplicavam coimas e legislação errada e a quem o ministro dizia que primeiro se paga e depois se contesta.
Não, dr Teixeira dos Santos não falhámos todos. E não só não falhámos todos como alguns cumpriram as suas obrigações com enormes sacrifícios. Tentar diluir as culpas num magma indiferenciado como fez na comissão parlamentar de inquérito não só é uma atitude moralmente aviltante como um insulto para todos aqueles portugueses que procuram cumprir com as suas obrigações fiscais.
Hoje é dia da ursinha polar
PENSO QUE É PRECISAMENTE O CONTRÁRIO: O DEGELO ESTÁ A PERMITIR AOS URSOS POLARES PROCURAR COMIDA NOUTROS TERRITÓRIOS E ISSO NÃO É UMA BOA NOTÍCIA POIS NESSES TERRITÓRIOS VIVEM PESSOAS CUJA SEGURANÇA FICA AMEAÇADA E POR OUTRO LADO OS URSOS PASSAM A ALIMENTAR-SE NOS DEPÓSITOS DE LIXO.
FICAR EXAUSTO E FAMINTO ACONTECE NA VIDA DOS ANIMAIS SELVAGENS. ESTES AO CONTRÁRIO DOS QUE ESTÃO NOS ZOOS E NOS CIRCOS NÃO SÃO ALIMENTADOS COM REGULARIDADE. E SIM TÊM DE CAÇAR E DESLOCAR-SE PARA SE ALIMENTAR. E SIM, ADOECEM E MORREM. E CLARO OS URSOS POLARES QUANDO SE DESLOCAM EM TERRITÓRIOS COM LAMA FICAM COM AS PATAS ENLAMEADAS.
O QUE ACONTECEU HÁ QUARENTA ANOS PARA QUE OS URSOS FOSSEM À CIDADE?
Ou ainda, a esfregar couratos na testa
Continuar a questionar Vítor Constâncio sobre a Caixa Geral de Depósitos é contraproducente. A partir do momento em que “não sabia” passa a resposta aceitável, uma pessoa percebe que dá por melhor empregue o seu tempo a esfregar couratos na testa do que a reiterar que a ignorância pode mesmo ser desculpa, diga o que disser o livro do Levítico ou o Cícero, até porque quem quer que escreveu o primeiro, assim como o romano, já há muito que só serve para fazer cimento.
Quando eu passei por uma fase má, impossibilitado de arranjar emprego durante quatro anos (por culpa do sistema), fui obrigado a obter o básico para a minha subsistência, como o meu Porsche, através de uma vazio legal, nomeadamente o de não ter sido apanhado pela moina quando roubava martelos pneumáticos nas obras da Estradas de Portugal. Não era bem roubar, pelo que não sinto os remorsos que sentiria se tivesse cometido o que algumas pessoas da direita mesquinha poderiam considerar tratar-se de uma irregularidade: era mais uma espécie de aluguer de longa duração, que consistia em entregar o martelo pneumático transferido da obra para a mala da carrinha do meu cliente (digamos assim) e subsequente furto deste para revenda ao empreiteiro da obra onde originalmente o… vá… palmei. No fundo, uma aplicação da regra “ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”, ou, no meu caso específico, aí uns cinco mil e quinhentos. Todavia, nunca se trataria de um crime, até porque eu já tinha tudo pensado: se a moina aparecesse, eu explicaria aos senhores agentes que não sabia que os martelos pneumáticos não eram meus. Não só a dupla negação confunde qualquer um, como não haveria forma de provar que tal afirmação é mentira ou até uma não inverdade. Seria o alibi perfeito, ou, dito de outra forma, não seria um alibi não não imperfeito.
Felizmente, a vida começou a correr mais de feição para os meus lados e nunca precisei usar tal alibi perante comissões de inquérito ou bófias. Desde que estou aqui no Banco de Portugal a esfregar couratos na testa que nunca mais necessitei de… levar emprestado… – sim, isso serve – qualquer martelo pneumático. Ainda há quem diga que este país não tem emenda. Só se for para eles.
O que se aprende a ouvir as comissões parlamentares
Tendo em conta tudo aquilo por que segundo Vítor Constâncio o Governador do Banco de Portugal não é responsável tenho a declarar que me sinto capacitada para exercer tal cargo. Aliás eu ou qualquer outro português . Creio que nem é necessário saber somar e subtrair.
Já fizeram as contas?
Somem os custos de manutenção com o corte dos matos mais o IMI e depois digam-me como se consegue retirar rendimento dos terrenos florestais tendo em conta que:
a) não se devem plantar eucaliptos
b) o pinheiro não vale nada e sofre de várias doenças
c) de dez em dez anos um grande incêndio volta a queimar tudo
E que tal os partidos terem sedes nos bairros sociais?
O CDS efectuou um levantamento exaustivo de todos os espaços não habitacionais desocupados/devolutos nos bairros municipais da cidade de Lisboa, tendo contabilizado um total de 283 espaços vazios (ou pelo menos sem ocupação permanente conhecida).
Vai daí o CDS propôs entre outras coisas a isenção do pagamento de renda por um período de 10 anos, mediante a prestação de caução, para quem ali abrir uma empresa.
Lamento informar o CDS mas a proposta vai acabar como as anteriores: com as lojas vazias. Para resolver o problema a contento de todos seria bem melhor que se transformassem as lojas em habitações. Certamente que esses espaços seriam ocupados. Entretanto proponho que a cada partido seja atribuída uma sede nesses bairros. Assim ficava tudo mais esclarecido.
Não era possível fazer mais

*
A reserva de índios
Portugal, país slime
Aceitam-se propostas para a foto de 2020

2018 Julho “Esperar para ver”. Marcelo não fala sobre o impacto das 35 horas na saúde

2019. Junho. Administração pública. Faltam 45 mil trabalhadores para compensar redução para as 35 horas
A falsa “emergência” climática
Em 2009 rebentou um escândalo que viria a abalar a agenda do “Apocalispe Climático”: uma fuga de e-mails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia no Reino Unido, chefiada por Phil Jones, revelava que um grupo de cientistas americanos e britânicos, concertados entre si, mentiram sobre o suposto aquecimento global antropogénico. O Climategate, – como passou a ser chamado – e denunciado cá pelo Expresso, feriu de morte a Conferência de Copenhaga, que se seguiu nesse ano, tendo sido por isso um fiasco. Esta revelação acabou com a farsa da “emergência” climática? Não. Ela segue e aqui explico porquê.

Com efeito, a descoberta não podia ter sido mais chocante. As milhares de mensagens e documentos anexos não deixavam dúvidas: para justificar um aquecimento global inexistente, foram manipulados dados climáticos; houve obstrução ao acesso por outros cientistas aos dados e pesquisas que serviam de base para a “teoria” do aquecimento; houve redefinição do processo de revisão científica a fim de manter diferentes pontos de vista fora da literatura científica; houve discussão para afastar um investigador céptico, da sua posição de editor num importante jornal científico; houve preocupação em esconder as divergências entre temperaturas observadas com as fictícias; houve abordagem sobre uma completa falta de aquecimento na última década. Ainda, num dos mails de Phil Jones pode ler-se: “o mundo vai cair sobre mim se eu disser que o mundo esfriou a partir de 98”. E noutro: “você sabe que não sou político no máximo gostaria de ver a mudança climática acontecer de modo a que a ciência pudesse ser provada”. Dúvidas? Continuemos…
Mas quem era afinal este Dr. Phil Jones? Nada mais nada menos do que o homem mais influente no IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) por seu registo da temperatura global ser o mais importante dos 4 conjuntos de dados de temperatura que servem de base no IPCC e governos para sustentar a “teoria” do aquecimento. Também é a peça chave do grupo restrito de cientistas responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico a que chamaram de “hockey stick” de Michael Mann (um amigo dos tempos de universidade de Jones), responsável pela inversão da história do clima ao declarar que após 1000 anos de temperaturas em declínio, as temperaturas globais tinham disparado para níveis nunca antes registados. Apesar deste gráfico eliminar o Período Quente Medieval que é um facto científico, foi o ícone do movimento do aquecimento global de origem antropogénica.
Porém, em 2003, não tardou a contestação aos dados estatísticos utilizados para criar o “hockey stick” quando um perito canadiano, Steve McIntyre, denunciou que os dados estavam enviesados. Descobrira que Dr. Hansen, através da manipulação dos programas de computador, no seu registo de temperatura no GISS (Goddard Institute for Space Studies), alterou dados ao reduzir temperaturas passadas e ajustar em alta as recentes. Resultado? Ameaças e acusações de que estava ao serviço dos interesses petrolíferos. Pois…
Faziam parte da lista desta “elite” científica do IPCC , não só a equipa do “hockey stick” Dr. Mann, Dr. Jones e o seu colega da CRU, Keith Briffa, como também Ben Santer, responsável pela controversa revisão de passagens chave do relatório do IPCC de 1995; Kevin Trenberth responsável pelo alarmismo sobre a actividade dos furacões junto do IPCC; Gavin Schmidt o braço direito de Al Gore; o Dr. James Hansen cujo registo de dados de temperatura no Goddard Institute for Space Studies é o segundo mais importante a seguir ao da CRU. Este pequeno grupo de cientistas foi durante anos o mais influente na promoção do alarme do aquecimento global em todo o mundo através do papel que desempenharam no cerne do IPCC da ONU.
Depois deste escândalo ficou claro que a “teoria” do aquecimento global não passava de uma farsa levado a cabo por um grupo minúsculo mas coeso de cientistas em promiscuidade com os governos e ONU. Assim sendo porque se continuou a alimentar a farsa? A resposta é tão simples: dinheiro. Biliões, triliões dele.
“You may fool all the people some of the time, you can even fool some of the people all of the time, but you cannot fool all of the people all the time.” (Abraham Lincoln)
O início desta saga deu-se com Margaret Thatcher quando em 1974 previsões apocalípticas (sim, outras!) apontavam para um arrefecimento global. Defendia-se que se se aumentasse o CO2 ( ironicamente nesta altura este gás era amigo do ambiente) aqueceria a terra dando como solução o aumento de consumo de petróleo e carvão. A crise no sector e falta de confiança no Médio Oriente, levaria Thatcher a virar-se para a energia nuclear e para justificar a necessidade de aumento de centrais, pôs dinheiro à disposição dos cientistas para desenvolver estudos fiáveis para comprovar se havia relação do CO2 no aquecimento e assim poder justificar a viabilidade do projecto. Nasce o IPCC e o 1º relatório, dando um volte-face aos dados científicos de então: a Royal Society que até à data sustentava estudos de que o sol era a causa das alterações climáticas, passa meses depois para o CO2 anulando dados de décadas. Os cientistas descobrem assim que tem de haver um problema para que o dinheiro (muito dinheiro) flua e o clima passou a ser um negócio, uma indústria que gere biliões e emprega igualmente milhões de pessoas. Sem saber Thatcher abrira a caixa de Pandora. Foi o inicio da politização do clima.
Não há emergência climática provocada pelo CO2 sustentada pela ciência. Nenhuma mudança nos últimos 1000 anos pode ser explicada pelo CO2. A história do clima estima que no passado mais distante, a atmosfera terá chegado a conter uma concentração de CO2 dez vezes (0,4%) superior à actual (0,04 %). A contribuição humana nos últimos 200 anos para esta concentração de CO2, foi de 0,012%, para um total de 0,041% da atmosfera, ou seja, 1,2 moléculas de CO2 por cada 10 000 dos outros gases que constituem a atmosfera. Uma insignificância.
O clima independentemente da quantidade de CO2 na atmosfera, já foi mais quente e já foi mais frio. Há 200 anos tivemos uma Pequena Idade do Gelo onde pinturas mostram o Tamisa gelado. Ainda antes deste, o Período Quente Medieval que foi um período muito próspero de muitos vinhais na Inglaterra. Muito antes, na Idade do Bronze, outro período muito quente, “O Máximo de Holocero”, mais quente que o registado hoje. O Polo Norte que aumenta e diminui há anos, tem a sua dinâmica própria. A Gronelândia, 1000 anos antes, era mais quente e a prova é que, a estação lá construída, hoje está submersa de neve e gelo. As temperaturas iniciaram subida em 1940 sem revolução industrial e no boom da industrialização, baixaram por 4 décadas! O CO2 é produto do aquecimento e não ao contrário ou seja, quando há uma subida de temperatura, 800 anos depois há maior concentração; quando arrefece, 800 anos depois, desce a concentração.
Sabemos hoje que é o sol que dirige o clima onde o CO2 é irrelevante. Que as manchas solares têm uma relação com as mudanças climáticas: mais manchas, mais frio; menos manchas, mais calor. Que o clima é controlado pelas nuvens; que as nuvens são controladas pelos raios cósmicos e que os raios cósmicos são controlados pelo sol. Que os fenómenos naturais são causados pela diferença de temperatura entre os trópicos e os pólos. Que o aumento do mar não tem a ver com degelo mas sim com expansão térmica dos oceanos – um processo longo e lento.
Sabe-se já isto tudo cientificamente provado mas não basta para abalar uma simples “teoria” que não passa de mera hipótese de uns míseros burocratas que nada mais querem senão triplicar os fundos para esta causa por uma questão de sobrevivência própria; que querem continuar a manter o 3 mundo pobre por não poder explorar seus recursos naturais em carvão e petróleo e impedir de desenvolver-se como se pode constatar nos documentos vazados na Cimeira de Copenhaga.
Por isso Guterres é a marioneta ideal para estar à frente da ONU; Greta a menina inocente ideal para ser instrumentalizada e dar novo alento a esta farsa; e Trump é tão odiado por ter tido a ousadia de se opor a esta agenda. E os marxistas? Porque o CO2 representa a industrialização pelo capitalismo, o marxismo anti-capitalista viu uma oportunidade de propagar ideologia anti-carros, anti-crescimento, anti-EUA e dedicar-se ao activismo ambientalista pago pelos governos para parasitar nele.
Aprenda que existe Ambiente, Poluição e Clima. Os dois primeiros dependem totalmente do Homem e a ele e só ele cabe o dever de cuidar e promover a sustentabilidade dos recursos; o último nunca foi da sua responsabilidade e a sua influência real nessa mudança não está ainda comprovada, é uma mera hipótese.
Haverá sempre mudanças climáticas com ou sem humanos na Terra e o Homem nada pode fazer para o impedir, apenas mitigar as consequências como no passado.
Saiba mais aqui:
E aqui:
E também aqui:
O meninos do ISCTE vão cavar as courelas dos avós?
Isto é um saque fiscal puro e simples. Não existe um cadastro rústico em Portugal. Existe o mundo das Finanças mas quando se tentam cruzar as cadernetas das Finanças com as do Território constata-se que boa parte do país não tem sequer cadastro. O memso Estado que para efeitos fiscais diz que sabe avaliar o uso efectivo dos terrenos rústicos é o mesmo que quando o país arde confessa não ter cadastro dos terrenos.
Peça-se Pesquisa de prédios do Cadastro Geométrico da Propriedade Rústica e chega-se a este mapa

O único problema para o planeta que vejo nesta foto é que as calças estão a debotar a olhos vistos

Ps. A propósito de terras que vão ficar submersas, o camarada Guterres já se pronunciou sobre o projecto da Cidade da Água que tanto anima este governo e a câmara de Almada? É que se Guterres mantiver em Portugal o que diz pelo mundo temos de admitir que não passa de uma fraude a dita Cidade da Água que a empresa pública Baía do Tejo e a Câmara de Almada andam a vender pelo mundo ao capitalismo sem rosto e aos nefandos fundos imobiliários. Ou quando passa o Tejo Guterres veste um fato novo e isso da subida do nível das águas do mar não se aplica às câmaras socialistas?
A comunicação social portuguesa está no seu melhor: ora faz destaques com a culpabilidade de Trump ora com a possibilidade da libertação de Lula. Ambas as coisas lhe parecem justas e verdadeiras.